quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A Música e o Espírito: Ragupathi Ragava

Raguphathi Ragava é um bhajan (canto devocional hindu) que foi entoado por Gandhi e seus seguidores durante a histórica marcha do sal, conhecida também como a “Marcha de Dandi”, espécie de protesto pacífico liderado pelo Mahatma em março de 1930 contra as “Leis do Sal”, leis que proibiam os hindus de fazerem o seu próprio sal. Esse foi o gênero musical favorito de Gandhi e está nessa animação feita em sua homenagem.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

A Responsabilidade Ambiental e a Paz na Transição Planetária


A Lembrança de Gandhi


*por André Trigueiro

Neste momento de grande perturbação espiritual que assola o mundo, a lembrança da personificação da não-agressão se faz necessária e terapêutica. É urgente que o movimento espírita absorva e contextualize, à luz da doutrina, os sucessivos relatórios científicos que denunciam a destruição sem precedentes dos recursos naturais não renováveis, no maior desastre ecológico de origem antrópica da história do planeta. Os atuais meios de produção e de consumo precipitaram a humanidade na direção de um impasse civilizatório, onde a maximização dos lucros tem justificado o uso insustentável dos mananciais de água doce, a desertificação do solo, o aquecimento global, a monumental produção de lixo, entre outros efeitos colaterais de um modelo de desenvolvimento “ecologicamente predatório, socialmente perverso e politicamente injusto”.

Na pergunta 705 do Livro dos Espíritos, no capítulo que versa sobre a Lei de Conservação, Allan Kardec indaga: “Por que nem sempre a terra produz bastante para fornecer ao homem o necessário?”, ao que a espiritualidade responde: “É que, ingrato, o homem a despreza! Ela, no entanto, é excelente mãe. Muitas vezes, também, ele acusa a Natureza do que só é resultado da sua imperícia ou da sua imprevidência. A terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se”.

É evidente que em uma sociedade de consumo, nenhum de nós se contenta apenas com o necessário. A publicidade se encarrega de despertar apetites vorazes de consumo do não necessário, daquilo que é supérfluo, descartável, inessencial, renovando a cada nova campanha a promessa de felicidade que advém da posse de mais um objeto, seja um novo modelo de celular, um carro ou uma roupa. Para nós, espíritas, é fundamental que o alerta contra o consumismo seja entendido como uma dupla proteção: ao meio ambiente que não suporta as crescentes demandas de matéria-prima e energia da sociedade de consumo, onde a natureza é vista como um grande e inesgotável supermercado - e ao nosso espírito imortal, já que, segundo a doutrina espírita, uma das características predominantes dos mundos inferiores da Criação é justamente a atração pela matéria.

Nesse sentido, não há distinção entre consumismo e materialismo, e nossa invigilância poderá custar caro ao projeto evolutivo que desejamos encetar. Essa questão é tão crucial para o Espiritismo que, na pergunta 799 do Livro dos Espíritos, quando Kardec pergunta “de que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso?”, a resposta é taxativa: “Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade”.

Uma das mais prestigiadas organizações não-governamentais do mundo, o WorldWatch Institute, com sede em Washington (EUA), divulga anualmente o relatório “Estado do Mundo”, uma grande compilação de dados e estudos científicos que revelam os estragos causados pelo atual modelo de desenvolvimento. Na última versão do relatório, referente ao ano de 2004, afirma-se que “o consumismo desenfreado é a maior ameaça à humanidade”.

Os pesquisadores do WorldWatch denunciam que “altos níveis de obesidade e dívidas pessoais, menos tempo livre e meio ambiente danificado são sinais de que o consumo excessivo está diminuindo a qualidade de vida de muitas pessoas”.

Aos espíritas que mantêm uma atitude comodista diante do cenário descrito nessas breves linhas, escorados talvez na premissa determinista de que tudo se resolverá quando se completar a transição da Terra (de mundo de expiações e de provas para mundo de regeneração), é bom lembrar do que disse Santo Agostinho no capítulo III do “Evangelho Segundo o Espiritismo”. Ao descrever o mundo de regeneração, Santo Agostinho diz que, mesmo livre das paixões desordenadas, num clima de calma e repouso, a humanidade ainda estará sujeita “às vicissitudes de que não estão isentos senão os seres completamente desmaterializados. Há ainda provas a suportar (...) e que nesses mundos, o homem ainda é falível, e o Espírito do mal não perdeu, ali, completamente o seu império. Não avançar é recuar, e se não está firme no caminho do bem, pode voltar a cair nos mundos de expiação, onde o esperam novas e terríveis provas”. Ou seja, não há mágica no processo evolutivo: nós já somos os construtores do mundo de regeneração, e, se não corrigirmos o rumo na direção do desenvolvimento sustentável, prorrogaremos situações de desconforto já amplamente diagnosticadas.

Não é possível, portanto, esperar a chegada do mundo de regeneração de braços cruzados. Até porque, sem os devidos méritos evolutivos, boa parte de nós deverá retornar a esse mundo pelas portas da reencarnação. Se ainda quisermos encontrar aqui estoques razoáveis de água doce, ar puro, terra fértil, menos lixo e um clima estável sem os flagelos previstos pela queima crescente de petróleo, gás e carvão que agravam o efeito estufa - deveremos agir agora, sem perda de tempo. Depois que a ONU decretou que 2003 seria o Ano Internacional da Água Doce, os católicos não hesitaram em, pela primeira vez em 40 anos de Campanha da Fraternidade, eleger um tema ecológico: “Água: Fonte de Vida”. Mais de 10 mil paróquias em todo o Brasil foram estimuladas a refletir sobre o desperdício, a poluição e o aspecto sagrado desse recurso fundamental à vida. E nós, espíritas? O que fizemos, ou o que pretendemos fazer? O grande Mahatma Gandhi, que afirmou certa vez que toda bela mensagem do cristianismo poderia ser resumida no sermão da montanha, nos serve de exemplo, quando diz “sejamos nós a mudança que nós queremos ver no mundo”.



*André Trigueiro é jornalista, apresentador do programa Cidades e Soluções, da Globo News, e ambientalista.

Extraído do JB Ecológico, abril de 2008.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A Timidez do Mahatma


Ele conta que era de uma timidez doentia, incapaz de falar em público, o que, para um advogado, não facilita as coisas. Num dia em que devia tomar posição a favor do vegetarianismo, não confiando em sua inspiração, redigiu um discurso: uma pequena folha de papel foi suficiente. No entanto ficou sem voz. “Levantei-me para ler e não consegui: tudo se embaralhava diante de meus olhos, eu tremia." Vergonha, impotência, tristeza.

O caso não é isolado, uma vez que, após seu retorno à Índia, quando se lançava na carreira de advogado – “era a minha estréia no tribunal correcional” -, a coragem novamente lhe faltou no momento de tomar a palavra. “Minha cabeça girava e eu tinha a impressão de que toda a sala era uma só vertigem." O espírito bloqueado, risos imaginados. “Eu estava morto de vergonha e decidi não mais me ocupar de nenhuma causa...”

Mas, como sempre, a partir da ferida e do fracasso – expostos com a humilhação que infligem -, Gandhi explica que trabalhou sobre si mesmo e tirou uma vantagem disso. Esse mecanismo evidencia-se ainda mais posteriormente. A moral a tirar da história sendo a seguinte: a timidez, de início “um grande aborrecimento”, acaba por ensinar-lhe a economia das palavras. “Adquiri naturalmente o hábito de abreviar o meu pensamento.”

Mesmo assim é plausível pensar que seus três anos de formação de jurista na Inglaterra contribuíram também para ordenar esse pensamento e “abreviar” sua formulação. A arte de Gandhi de exprimir-se em frases lapidares, fórmulas claras máximas destinadas a atingir o alvo e a ser memorizadas, bem como sua habilidade de penetrar os arcanos da justiça, devem-se em parte a seus estudos de advocacia, mesmo se a autobiografia, à maneira dos manuais instrutivos, insiste noutros pontos, utilizando a desvantagem que é a timidez para dar um pequeno curso sobre a importância da reflexão e mesmo do silêncio.

Tão essencial quanto a necessidade de refletir antes de falar – e que outra coisa fazer quando as palavras não vêm ? – é a necessidade de calar. Saber guardar o silêncio – uma aptidão que se apoiou primeiro numa impossibilidade – é em última instância uma força maior, diz ele, do que saber falar. “A experiência me ensinou que o silêncio tem sua parte na disciplina espiritual de todo aquele que se devota à verdade.” Ou seja, a verdade é inseparável do silêncio.

A última frase do capítulo diz: “Minha timidez foi para mim uma égide, um escudo. Ela permitiu que eu me desenvolvesse. Ela me ajudou a discernir a verdade.” Também aí portanto, havia uma vitória.


Christine Jordis

Do livro Gandhi, a biografia, de Christine Jordis.

domingo, 10 de outubro de 2010

Mensagem da Semana



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A Paz que trago em meu Peito



A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia...

Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.

Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.

A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé...

Ter paz é ter a consciência tranqüila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou...

Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.

Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem.

Ter paz é ter um coração que ama...

Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiçam...

Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.

Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer...

Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade...

É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...

Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências...

A paz que hoje trago em meu peito é a tranqüilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.

É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos...

É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.

É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.

É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela.

A paz que hoje trago em meu peito é a confiança Naquele que criou e governa o Mundo...

A certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.

* * *

Às vezes, para manter a paz que hoje mora em teu peito, é preciso usar um poderoso aliado chamado silêncio.

Lembra-te de usar o silêncio quando ouvir palavras infelizes.

Quando alguém está irritado.

Quando a maledicência te procura.

Quando a ofensa te golpeia.

Quando alguém se encoleriza.

Quando a crítica te fere.

Quando escutas uma calúnia.

Quando a ignorância te acusa.

Quando o orgulho te humilha.

Quando a vaidade te provoca.

O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz.



Redação do Momento Espírita, com utilização de algumas frases finais, retiradas de texto de autoria desconhecida.

sábado, 9 de outubro de 2010

Gandhi – Um Documentário da TV Mundo Maior

Um curto documentário sobre a vida do Mahatma Gandhi exibido pelo canal espírita Tv Mundo Maior, no ano de 2009. Durante a narrativa acompanhamos algumas cenas do premiado filme “Gandhi”, de Richard Attenborough.


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O Que é a Não-Violência


“Etimologicamente a palavra significa: ater-se à verdade –donde força de verdade. Chamei-a igualmente Força de Alma ou Força do Amor” (Gandhi). Verdade, amor, alma, palavras saturadas de sentido e sempre insuficientes. Mas como traduzir essa noção que é incomensurável, tão indefinível como Deus ?

No satyagraha está toda a esperança da Índia. E o que é o satyagraha? Ele foi descrito muitas vezes, mas, assim como o sol não pode sê-lo completamente nem mesmo pela serpente Sheshaga das mil línguas, o sol do satyagraha não saberia ser descrito de forma satisfatória. Não cessamos de ver o sol, no entanto não sabemos muita coisa dele... (Gandhi)

Força de Alma cuja idéia brotou como única reação aceitável à experiência de humilhação que lhe foi imposta, em Piermartritzburg, pelo racismo da África do Sul. Como os indianos que suportavam os insultos, impotentes e resignados, Gandhi poderia ter-se inclinado diante da lei do mais forte, colocar-se em seu lugar, submeter-se. Não quis. A humilhação foi tão profunda que só podia ser anulada pela afirmação contrária: a da dignidade humana, fundada numa força invisível, onipotente, invencível desde que se tenha o seu domínio, e sobre a qual nenhuma forma de coerção poderia prevalecer – uma força que o tornava, de certo modo, invulnerável, como tornaria invulneráveis todos os que sofriam junto dele e no mundo, expostos à injustiça e à discriminação. “A dignidade do homem exige obediência a uma lei mais alta – à força do espírito.” Pela simples virtude de seu sofrimento e de sua superioridade moral, essas vitimas adquiriam o poder de inverter as posições e de transformar o adversário: operar nele o que Gandhi chamava uma “mudança de coração”. Para isso, não se devia oferecer ao tirano a resistência física que ele esperava, mas, frustrando essa expectativa, “uma resistência da alma que escapará a suas mãos. Essa resistência primeiro o cegará e, a seguir, o obrigará a curvar-se. E o fato de curvar-se não humilhará o agressor, mas o elevará...” (Young Índia, 8 de outubro de 1925).

Tocar o coração, convencer o inimigo, comovê-lo, abrir nele um outro olhar: “É o único meio para ver abrir-se no homem uma outra espécie de compreensão, compreensão essa completamente interior. É o sofrimento, não a espada, que é o brasão do homem”. Recusa ou desdém de rebaixar-se ao nível da brutalidade – aquele onde impera o uso da força, seja a força física ou a das armas -, desejo de elevar o homem, de incitá-lo à superação de si, na realização de suas faculdades mais elevadas, fora das armadilhas do ódio e da vingança, fora da engrenagem sem fim da violência.

“O homem só se torna divino quando, em sua pessoa, encarna a inocência; é somente então que ele se torna verdadeiramente homem.” (Gandhi)


Christine Jordis

Gandhi, Biografia de Christine Jordis.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Dicas do Manancial

Essas são as nossas dicas culturais do mês de outubro para os nossos leitores:


LIVRO: A SABEDORIA DE GANDHI
AUTOR: RICHARD ATTENBOROUGH



















Sinopse do livro:

Em 1893, o jovem Gandhi disse que não entendia como os homens podiam sentir prazer em humilhar seus semelhantes. Décadas depois, essas palavras iriam comover o cineasta Richard Attenborough, que resolveu fazer um filme sobre o Mahatma. A pesquisa realizada para o clássico Gandhi resultou nesta coletânea de pensamentos que abrange mais de 40 anos da vida do líder pacifista. A sabedoria de Gandhi reúne mais de 150 trechos de cartas, textos publicados e discursos desse homem, em que ele trata de temas como liberdade individual e política, não-violência, tolerância religiosa, paz e fé. O livro inclui também um artigo da revista Time que situa a vida e a obra de Gandhi no contexto histórico do século XX.

Fonte sinopse: Livraria Cultura



MÚSICA: CD KOYASAN (REIKE SOUND MUSIC)
ARTISTA: DEUTER


















Deuter é um músico New Age alemão conhecido pela combinação de estilos orientais e ocidentais em suas composições. Viajou por toda Ásia em busca de inspiração espiritual, chegando a residir na Índia, o que lhe rendeu trabalhos magníficos como esse CD, produzido no ano de 2007 especialmente com músicas reiki. Destaques para as faixas Hands of Love, com o suave som de flauta, Le Velour, Le Satin Et La Soie, Sound Of Invisible Waters e Escape from Gravity.

O álbum pode ser adquirido em sites específicos como o Amazon, onde você pode também ouvir trechos das canções.


FILME : DUELO DE TITÃS
TÍTULO ORIGINAL : REMEMBER THE TITANS
DIRETOR: BOAZ YAKIN



















Uma Belíssima história num filme repleto de momentos emocionantes, me fazendo com que o reprisasse por algumas vezes.

Ele fala da determinação, coragem e perseverança de um homem para unificar brancos e negros jogadores de futebol americano em uma só equipe enfrentando para isso, o preconceito, a intolerância e as rivalidades existentes entre eles além dos protestos de toda uma comunidade e transformá-los em verdadeiros campeões.

O filme é baseado em uma história verídica que se passa nos Estados Unidos, na cidade de Alexandria (Virginia), no ano de 1971, época em que o racismo fervilhava no país, quando um treinador negro, Herman Boone (Denzel Washington) é convidado pela diretoria de uma escola para liderar a equipe dos Titãs do T.C Williams, à frente de Bill Yoast (Will Paton), um experiente treinador branco. Os dois conseguem juntos a vitória do time no campeonato, mas o verdadeiro triunfo será a paz estabelecida naquela cidade e a transformação moral daqueles jovens. Um filme indispensável e acima de tudo reflexivo.

Pode ser encontrado em DVD nas locadoras ou ser adquirido em sites específicos como o Interfilmes.com.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Paz... Um tema sempre atual...


Estamos aqui diante de um assunto sem fim, que é a Paz! Esse tema nos emociona, permeia nossos sentimentos, num sonho muito grande de toda a humanidade de que a Paz pode realmente ser conquistada. Este tema nos estimula a refletir sobre a nossa vida, nossa conduta, nossa postura diante dos fenômenos que acontecem por aí e é preciso falar sobre as tentativas de minimizar as dificuldades e diferenças sociais, preconceitos e injustiças. Então, todo o estímulo que a sociedade receba, que vise a confraternização tendo esses princípios maiores de vida, que são as Leis Morais dentro do conceito da solidariedade, igualdade e justiça. E, se não conseguimos fazer isso de forma aberta, através da mídia em geral, podemos fazer dentro da individualidade, no nosso dia a dia.

A Doutrina Espírita e esses grandes colaboradores na oxigenação de novas idéias vêm exatamente procurar dar para a criatura humana a capacidade dela lidar com o seu próprio potencial, no sentido de construir aquilo que tem dentro de si, mas não concretizou em termo de consciência e posição como ser.

Quando falamos de amor, fraternidade, caridade, vem à mente caridade, vem à mente que tudo isso se refere a uma única situação, que é imprescindível ao ser humano: a lei natural da necessidade do ser humano viver em sociedade. Ele não pode viver isoladamente no mundo porque, se fosse dessa forma, não precisaríamos desses conceitos de fraternidade e bom relacionamento e também da caridade. Se o indivíduo tivesse uma convivência dele e com a natureza somente, sem inter-relações com outros indivíduos, muito daquilo que estamos conceituando como valores importantes para a vida não precisariam existir. Se os valores existem é porque o ser humano necessariamente precisa aprender a viver em sociedade. É justamente nesse entrelaçamento de vivências que o indivíduo vai desenvolver sua paciência, tolerância, desenvolver virtudes que ainda não tem, compreender as Leis Naturais, quais sejam, a tolerância, a paciência, a compreensão, a Lei de Justiça e caridade. Esses fatores estão na base de toda a sociedade equilibrada, justa e fraterna.

Este momento de grande transformação, de estarmos passando de um planeta de expiação e provas para um planeta de regeneração e que é um fato grandioso que engloba toda a Terra, fazem com que os valores mal concebidos venham à tona e as pessoas estão vendo que aquilo a que elas se apegavam não é real. Esse materialismo exacerbado, esse consumismo extrapolado nos afasta de Deus, de uma religião, da família. A falta de família hoje em dia é muito grave e gera essa violência. Mas falta de família não é somente não ter pai e mãe. Não ter família é você ter pais omissos, filhos que não se confraternizam, irmãos que não se falam. Isso tudo vai gerando um mal estar dentro do ser humano, que se transforma depois numa briga num estádio, em pancadaria com guardas, que também sofrem violência, e vivem sob pressão no momento de enfrentar uma multidão. Tudo tem que ser analisado com muito cuidado. A posição nossa de generalizar que isto é ruim ou isto é bom, em princípio, como raiz já é falha, porque envolve milhões de corações num fato que tem milhões de atritos que se diferenciam uns dos outros. Então o problema é muito difícil.

O que a campanha da UNESCO vem colocando e que sempre foi uma proposta da Doutrina Espírita, é o respeito à vida, à valorização da vida, entender o propósito da vida. O segredo da vida é conviver. Não é viver. Para viver, basta nascer. A tomada de consciência, que graças a Deus está surgindo através dessas lideranças que tem peso em termo de opinião. Isso tudo gera um anti-virus. O anti-virus para proteger a sociedade do vírus da violência. O Manifesto 2000 do "eu me comprometo em minha vida cotidiana, na minha família, no meu trabalho, na minha comunidade, no meu Pais” é um novo paradigma. O paradigma da Paz.

Quando se fala da Não-violência e da situação de desequilíbrio da sociedade, temos que lembrar o despojamento do egoísmo. Enquanto o indivíduo valorizar seus próprios interesses, ele estará em contradição com as Leis Naturais da fraternidade, igualdade e solidariedade. Enquanto ele não se despojar do “Eu” e não souber valorizar o “Nosso, ele estará em constante briga para conquistar seu próprio espaço. Gandhi, apóstolo da Não-violência, com sua aparente atitude de fraqueza, conseguiu mobilizar uma multidão de pessoas e de tal forma conseguiu mudar as leis sociais no relacionamento da Índia com a Inglaterra. Isso se resume que não é necessário violência para que se modifique algo.

O amor é mais forte do que toda a violência do mundo. Então, o antídoto contra a violência é o amor. Mas isso não é tão simples. O amor não se compra. O amor não se pede emprestado. O amor é uma conquista. O amor a gente adquire ao longo de nossa vida, das coisas, das situações, dos momentos que a gente vai vivendo. E são nos pequenos momentos e nas pequenas situações em que somos colocados frente a frente com essa possibilidade. A vida inteira é uma grande possibilidade da gente amar. A Lei de igualdade inserida no Livro dos Espíritos reitera naturalmente essas propostas de Mahatma Gandhi e de outros líderes. A Doutrina Espírita dá um toque muito interessante: Todos os homens são iguais perante Deus? Sim. São todos filhos de Deus. E as desigualdades sociais? Elas são produto do homem ou do próprio Deus? A resposta é clara: Não. É obra do homem e não de Deus. Deus dá para a conquista da paz e não da produção da violência. Essa desigualdade desaparecerá um dia? Sim, na medida em que o homem ajustar-se com essas propostas todas que podemos passar. E o que pensar daqueles que abusam e usam da autoridade, gerando a violência? Esses merecem, indiscutivelmente, uma consideração porque são muito infelizes e terão que, em termo de conseqüências, se ajustar perante a Lei maior.

É importante atentar que as propostas não se referem a termos políticos ou religiosos. O importante é, por exemplo, que a proposta que Gandhi trouxe da Não-violência se adepta a qualquer religião, qualquer movimento político e essa conotação em momento algum levantou a bandeira de partidarismos ou religiosidade, mas, verdadeiramente o sentido cristão da palavra Justiça e Solidariedade. Devemos, então, buscar a idéia, buscar o princípio. Se nos fecharmos simplesmente com rótulos, não conseguiremos viver harmonicamente. O preconceito é que nos leva a essas coisas, quando achamos que a nossa doutrina é melhor, nossa casa é a mais correta, nosso time é aquele que é o melhor.

Vamos nos educar, começando dentro de nossa casa, ou melhor, primeiramente dentro de nossa casa que é o nosso corpo, pois esta é a casa que estamos utilizando agora. Vamos trabalhar dentro dele, com ações. Nós sabemos perfeitamente que o que interessa são as ações. Quando Cristo falou “Bem aventurados os mansos, pois herdarão a Terra”, temos que pensar sobre o fato de estarmos num momento de transformação e, se desejamos herdar essa Terra, uma Terra melhorada, temos que ser mansos. Ser manso quer dizer ser calmo e equilibrado, justo e preciso.

A Doutrina Espírita coloca essa proposta de uma forma bastante clara no sentido de que não se espera perfeição de cada um de nós, mas a valorização dos bons atos, para que predominem sobre nossos atos ruins e que a gente se esforce para buscar esses conceitos, que são apolíticos, nos conceitos universais que estão constantemente incorporados dentro das Leis Naturais, que dirigem a todos.

Operacionalizar a Paz é saber como você está preparado para gerar a solidariedade no momento da pressão, no momento em que o atrito existe, em termo de respeito à opinião do outro, em termo de consideração ao ser humano, que é teu companheiro e que está pisando na Terra em qualquer situação de ordem social ou familiar, mas que é espírito como você e está evoluindo. Existem violências veladas, aquelas que cometemos no ambiente do lar, nas ruas, dentro do ônibus, no carro e até mesmo dentro de nós, nas intransigências, nas situações de desequilíbrio, que resultam em doenças causadas pelo problema de não perdoar e de não compreender. A grande parte das doenças são resultado do desequilíbrio do ser humano por ele não saber lidar com as situações da vida ou de lidar consigo próprio. Gostaríamos de lembrar também de um ato de violência chamado escravatura. A escravatura começou desde os mais remotos séculos. Desde a Grécia, os povos sempre tiveram o hábito de escravizarem os vencidos ou os menos poderosos e isso chegou até pouco tempo atrás, de forma muito evidente. Mas nós sabemos que essas formas ainda estão embutidas nos seres humanos e é sempre uma forma de violência muito grave a escravatura de um ser humano por outro ser humano. É preciso também que se amplie esse conceito de violência para que possamos cuidar dela. O caso é que realmente só em coibir uma pessoa de falar sobre determinado assunto, interrompê-la, não deixá-la prosseguir por não concordar com o assunto que ele está dizendo, já é uma violência. E como é difícil a gente ouvir. A gente só quer falar. Ouvir é muito difícil...

Jesus é Paz e precisamos nos aproximar dele. Devemos conservar o amor em Jesus em todas as religiões, não nos esquecendo de que para produzir a paz, temos que cultivar o amor no outro, que está vivendo conosco aqui na Terra. E utilizar Jesus como um paradigma no sentido de que nos mostrou os caminhos. Devemos crescer nos seus valores tanto quanto ele buscou não personalizar o que estava ensinando. Nós percebemos que se valoriza o homem Jesus e não suas idéias. É necessário, então, que se coloque Jesus na condição de um espírito puro, com grande conhecimento, com grande amor e que veio mostrar os caminhos que devemos seguir para sermos felizes.

As Leis de Justiça, as Leis da Natureza estão presentes dentro de nós. A Doutrina Espírita nos ensina que Deus fala em nós através de nossa consciência. Sabemos exatamente o que se deve e o que não se deve fazer com o nosso semelhante, o que é bom para o que é bom para nós e o que é bom para o outro. Então temos que colocar isso em prática, tanto quanto nos seja possível. Assim, essa vivência de amor e paz vai se constituir em realidade não só para o indivíduo, mas para a sociedade. Temos que ter o coração aberto, a mente aberta e estarmos dispostos realmente a ser felizes e conquistar essa paz. Assim, entenderemos Jesus no aspecto de moral e amor que ele nos deixou e de todos os outros grandes líderes, todas as outras grandes figuras que viveram na Terra para trazer isso. O amor é uma questão de cultivo. A paz é uma questão de cultivo. Sendo um processo de cultivo, ele é no dia a dia, minuto a minuto, instante a instante. A inquietude está nos impulsionando para que ocorra a modificação interior. A conscientização do certo e do errado faz um reboliço no interior, tentando nos levar adiante para derrubar antigos conceitos que tínhamos e, para isso, é necessário força de vontade e disciplina. E, para estimular isso tudo é que vivenciamos essa transformação necessária que a Doutrina Espírita nos propõe, essa evolução que o ser humano precisa alcançar. Avancemos, portanto, nesse compromisso de estarmos com a Paz e a Não-Violência, com uma frase de Mahatma Gandhi:

"Quando o homem chega à plenitude do amor, neutraliza o ódio de milhões"


Equipe ADE-SP / Associação de Divulgadores do Espiritismo de São Paulo.

Sinopse do Programa Ação 2000 – A Visão Espírita da Notícia De 20 de maio de 2000

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Biografia de Mahatma Gandhi


Mohandas Karamchand Gandhi ( Porbandar, 2 de outubro de 1869 — Nova Déli, 30 de janeiro de 1948), mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi (do sânscrito "Mahatma", "A Grande Alma") foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução, depois de Jesus Cristo.

O princípio do satyagraha, freqüentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racismo, incluindo Martin Luther King e Nelson Mandela. Freqüentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).

Juventude

Mohandas Karamchand Gandhi nasceu no dia 2 de outubro de 1869, na cidade de Porbandar, na Índia ocidental, hoje estado de Gujarat. Seu pai era um político local, e a mãe era uma devota vaisnava.

Como era costume em sua cultura nesta época, com a idade de 13 anos, a família de Gandhi realizou seu casamento arranjado infantil com Kasturba Gandhi, de 14 anos, através de um acordo entre as respectivas famílias.

Depois de um pouco de educação indistinta foi decidido que ele deveria ir para a Inglaterra para estudar Direito. Ele ganhou a permissão da mãe, prometendo se abster de vinho, mulheres e carne, mas ele desafiou os regulamentos de sua casta, que proibiam a viagem para a Inglaterra. Cursou a faculdade de Direito em Londres.

Procurando um restaurante vegetariano, havia descoberto na filosofia de Henry Salt um argumento para o vegetarianismo e convenceu-se dessa prática. Ele organizou um clube vegetariano onde se encontravam teósofos e pessoas com interesses altruísticos.

Sua primeira leitura do Bhagavad-Gita foi através de parábolas em língua britânica com tradução poética de Edwin Arnold: A Canção Celestial. Esta escritura hindu e o "Sermão da Montanha", do Evangelho, se tornaram, mais tarde, suas "bíblias" e guias de viagens espirituais. Ele memorizou o Gita em suas meditações diárias, logo após escovar os dentes, e freqüentemente recitou no original sânscrito, em suas orações.

A Vida na África do Sul

Quando Gandhi voltou à Índia, em 1891, sua mãe havia falecido, e ele, devido à timidez não obteve êxito a exercer sua profissão legal de advogado. Assim, aproveitou a oportunidade que surgiu de ir para África do Sul, durante um ano, representando uma firma hindu em KwaZulu-Natal, em um processo judicial.

Sua estadia na África do Sul, notório local de discriminação racial, despertou em Gandhi a consciência social. Como advogado, Gandhi fez o melhor para descobrir os fatos. Depois de resolver um caso difícil, ele passou a ter notoriedade por sua atuação. Ele mesmo relata: "eu tive um aprendizado que me levou a descobrir o lado melhor da natureza humana e entrar nos corações dos homens. Eu percebi que a verdadeira função de um advogado era unir rivais de festas a parte".

Acreditava que o dever do advogado era ajudar o tribunal a descobrir a verdade, não tentar incriminar o inocente. Ao término do ano, durante uma festa de despedida, de retorno à Índia, Gandhi tomou conhecimento que uma lei estava sendo proposta para privar os hindus do voto. Os amigos dele insistiram: "fique e conduza a briga para os direitos de nossos compatriotas na África do Sul. Gandhi fundou em KwaZulu-Natal o Congresso hindu em 1894, e seus esforços foram uma vigorosa advertência para a imprensa.

Quando Gandhi retornou à África, após buscar a esposa e filhos na Índia em janeiro de 1897, os sul-africanos tentaram interromper suas atividades de maneiras sórdidas. Uma delas foi a tentativa de subornar e ameaçar o agropecuário Dada Abdulla Sheth; mas Dada Abdulla era cliente de Gandhi, e finalmente depois de um período de quarentena, Gandhi recebeu permissão para aterrissar. A turba de espera reconheceu Gandhi, e alguns brancos começaram a espancá-lo até que a esposa do Superintendente Policial veio ao salvamento dele. A turba ameaçou linchá-lo, mas Gandhi escapou usando um disfarce.

Depois ele se recusou processar os que haviam lhe espancado, permanecendo firme ao principio de ego-restrição com respeito a uma pessoa infratora; além de que, tinha sido os líderes da comunidade e do governo de Natal que haviam causado o problema. Não obstante o acontecido Gandhi sentia o dever de apoiar o povo britânico durante a Guerra dos Boers, organizando e conduzindo um Corpo médico hindu para alimentar os feridos no campo de batalha. Quando trezentos hindus e oitocentos criados foram contratados, os brancos foram surpreendidos.

Gandhi acabou permanecendo vinte anos na África do Sul defendendo a minoria hindu, liderando a luta de seu povo pelos seus direitos. Ele experimentou o celibato durante trinta anos de sua vida, e em 1906 levou o juramento de Brahmacharya para o resto da vida dele.

Satyagraha, A Força da Verdade

O primeiro uso de desobediência civil em massa ocorreu em setembro de 1906. O Governo de Transvaal quis registrar a população hindu inteira. Os hindus formaram uma massa que se encontrou no Teatro Imperial de Johanesburgo; eles estavam furiosos com a ordem humilhante, e alguns ameaçaram exercer uma resposta violenta a ordem injusta.

Porém, eles decidiram em grupo a se recusarem a obedecer às providências de inscrição; havia unanimidade, apenas alguns se registraram. Ainda, Gandhi sugeriu aos indianos que levassem um penhor em nome de Deus; embora eles fossem hindus e muçulmanos, todos acreditavam em um e no mesmo Deus. Gandhi decidiu chamar esta técnica de recusar submeter à injustiça de Satyagraha que quer dizer literalmente: "força da verdade”. Uma semana depois de desobediência, as mulheres Asiáticas foram dispensadas do registro. Quando o governo de Transvaal finalmente pôs em pratica o "Ato de Inscrição Asiático" em 1907, Gandhi e vários outros hindus foram presos.

A pena dele foi de dois meses sem trabalho duro, dedicando-se durante esse período à leitura. Durante a vida, Gandhi passaria um total de mais de seis anos como prisioneiro. Enquanto lendo em prisão Gandhi travou contato, por carta, com Leon Tolstoi, um de seus ídolos. O escritor russo com suas idéias libertárias influenciou o indiano e indicou a este a leitura de Henry David Thoreau. Gandhi descobriu então a Desobediência Civil. Também teve papel importante a obra do pensador anarquista Kropotkin. Logo ele começou a perceber cada vez mais as possibilidades infinitas do "amor universal".

O movimento de protesto para a conquista dos direitos indianos na África do Sul continuou crescendo; em um certo ponto foram presos 2.500 indianos dos 13.000 existentes na província, enquanto 6.000 tinham fugido de Transvaal.

Sendo civil aos oponentes durante a desobediência, Gandhi desenvolveu o uso de ahimsa que significa "sem dor" e normalmente é traduzido "não violência". Gandhi seguiu o Ódio de preceito "o pecado e não o pecador. Desde que nós vivemos espiritualmente, ferir ou atacar outra pessoa são atacar a si mesmo. Embora nós possamos atacar um sistema injusto, nós sempre temos que amar as pessoas envolvidas. Assim ahimsa é a base da procura para verdade".

Em novembro de 1913 Gandhi conduziu uma marcha com mais de duas mil pessoas. Gandhi foi preso e solto após pagar fiança. Logo após o prenderam novamente e o libertaram, e novamente foi preso depois de quatro dias de liberdade. Foi então condenado ao trabalho forçado durante três meses, mas as greves continuaram, envolvendo aproximadamente 50.000 operários e milhares de indianos foram escravizados na prisão.

Alguns missionários Cristãos doaram todo seu dinheiro para o movimento. Foram libertados Gandhi e outros líderes, e foi anunciada outra marcha. Porém, Gandhi recusou tirar proveito através de uma greve em uma estrada de ferro dos "brancos" (já que certa vez Mahatma Gandhi havia sido expulso de um compartimento de primeira classe de um trem, ao se recusar a "ceder" o seu lugar a um branco e se mover para a terceira classe), sendo que Gandhi cancelou a marcha, apesar de estar "quebrando" o penhor de Sujeira (1908). "Perdão é o ornamento do valente", Gandhi explicou.

Finalmente através de negociação os assuntos estavam resolvidos. Todos os matrimônios independente da religião eram válidos; os impostos em atraso foram cancelados e inclusive os operários contratados; e foi concedida mais liberdade aos indianos.

Gandhi constatou o poder do método de Satyagraha e profetizou como poderia transformar a civilização moderna. "É uma força que, se ficasse universal, revolucionaria ideais sociais e anularia despotismos e o militarismo."

Enquanto isso a Índia ainda estava sofrendo debaixo de regra colonial britânica. Gandhi sugere que a Índia pode ganhar sua independência por meios não violentos e por via da ego-confianca. Ele rejeita a força bruta e sua opressão e declara que a força da alma ou amor e que se mantém a unidade das pessoas em paz e harmonia.

Sua posição pró-independência endureceu após o Massacre de Amritsar em 1920, quando soldados britânicos abriram fogo matando centenas de indianos que protestavam pacificamente contra medidas autoritárias do governo britânico e contra a prisão de líderes nacionalistas indianos.

Uma de suas mais eficientes ações foi a marcha do sal, conhecida como Marcha Dândi, que começou em 12 de março de 1930 e terminou em 5 de abril, quando Gandhi levou milhares de pessoas ao mar a fim de coletarem seu próprio sal ao invés de pagar a taxa prevista sobre o sal comprado.

Em 8 de Maio de 1933, Gandhi começou um jejum que duraria 21 dias em protesto à opressão Britânica contra a Índia. Em Bombaim, no dia 3 de março de 1939, Gandhi jejuou novamente em protesto às regras autoritárias e autocráticas para a Índia.

Gandhi teve grande influência entre as comunidades hindu e muçulmana da Índia. Costuma-se dizer que ele terminava rixas comunais apenas com sua presença. Gandhi posicionou-se veementemente contra qualquer plano que dividisse a Índia em dois estados, o que efetivamente aconteceu, criando a Índia - predominantemente hindu - e o Paquistão – predominantemente muçulmano.

No dia da transferência de poder, Gandhi não celebrou a independência com o restante da Índia, mas ao contrário, lamentou sozinho a partilha do país em Calcutá.

Gandhi havia iniciado um jejum no dia 13 de janeiro de 1948 em protesto contra as violências cometidas por indianos e paquistaneses. No dia 20 daquele mês, ele sofreu um atentado: uma bomba foi lançada em sua direção, mas ninguém ficou ferido.

Entretanto, no dia 30 de janeiro de 1948, Gandhi foi assassinado a tiros, em Nova Déli, por Nathuram Godse, um hindu radical que responsabilizava Gandhi pelo enfraquecimento do novo governo ao insistir no pagamento de certas dívidas ao Paquistão. Godse foi depois julgado, condenado e enforcado, a despeito do último pedido de Gandhi que foi justamente a não-punição de seu assassino. O corpo do Mahatma foi cremado e suas cinzas foram jogadas no rio Ganges.

É significativo sobre a longa busca de Gandhi por seu deus o fato de suas últimas palavras serem um mantra popular na concepção hindu de um deus conhecido como Rama: "Hai Ram!" Este mantra é visto como um sinal de inspiração tanto para o espírito quanto para o idealismo político, relacionado a uma possibilidade de paz na unificação.


Fonte: Biografia de Gandhi, Wikipédia.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Agenda de Eventos Espíritas

Esses são alguns dos eventos espíritas que se realizarão no mês de outubro em nosso país:


São Paulo

– A USE – Distrital Jabaquara (Rua Loefgreen, 1428, Vila Clementino), Entidade Federativa, Coordenadora e Representativa do Movimento Espírita Estadual no Conselho Federativo Nacional da FEB, realizará a Semana de Arte Espírita do Estado de São Paulo, em conjunto com a ABRARTE, oficinas e apresentações dos melhores artistas espíritas do Estado de São Paulo. O evento será realizado nos dias 16 e 26 de outubro. O evento é gratuito, mas os organizadores solicitam que as pessoas, que puderem, tragam 1 kg de alimento não perecível. A programação prevista é esta:

* 16 – das 14h às 17h – Oficinas: A Arte como Espiritualização do Ser: CCDPE – Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro (Alameda dos Guaiases, 16, Planalto Paulista): Teatro com Ione Prado, Dança com Camila Andrade, Música com Alberto Samu e Artes Plásticas com Rosana Felipozzi;
* 16 – a partir das 18h30 – Apresentações: Lirálcio Ricci – música, Esquete teatral: Em Busca de Deus, Camila Andrade – Dança Contemporânea, Grupo Sábado de Sol – música e interação, Apresentações Artísticas – A Arte como Espiritualização do Ser;
* 26 – 20h – Plenarinho da Câmara dos Vereadores do Estado de São Paulo (Rua Maria Paula, Centro) – Prece com arte – Luis Márcio e Tiago Correa (voz e violão), Mestre de Cerimônia e mediador de conteúdos – Elcio Luiz – Locutor, Radialista e Produtor da Rádio Boa Nova, membro do Grupo da Rádio Novela da RBN (Rádio Boa Nova) e Teatro; ator e dublador: Elcio Luiz, e esquetes de Rádio Novela – poesia e cordel, Camila Andrade – bailarina – Dança Contemporânea, Célio Sene e músicos – flauta/violão e cantores, Clayton Prado e músicos – violino e voz, Assumpção – cantora lírica, Allan Vilches – cantor lírico, Rosana – exposição de artes plásticas na entrada do plenário;

Inscrição e Informações pelos e-mails sm.suelimoretti@yahoo.com.br ou cidafilev@yahoo.com.br ou no site www.usejabaquara.com.br.

– O Centro Espírita Estrela da Paz (Rua Tecla, 215, Vila Formosa) comemora 61 anos em 2010 e preparou uma série de palestras no mês de outubro. A programação é esta:

* 4 – segunda-feira – 20h – “Queremos viver melhor”, com Cristina Sarraf;
* 11 – segunda-feira – 20h – “As emoções”, com Odilair Pereira Negrão;
* 16 – segunda-feira – 20h – “Noite musical”, com Sirlei e Fernando;
* 18 – segunda-feira – 20h – “Moral em crise na visão espírita”, com Jornada Espírita – USE/Tatuapé;
* 25 – segunda-feira – 20h – “A Família, as drogas e o Espiritismo”, com Sander Sales Leite.

– Está em cartaz, no Teatro Santo Agostinho (Rua Apeninos, 118, Liberdade), a peça teatral espírita “Há dois mil anos”, com textos de Emmanuel, psicografados pelo médium Chico Xavier. Este teatro tem estacionamento e 690 lugares. O preço do ingresso é R$10,00 mais 1Kg de alimento, que deve ser entregue meia hora antes do início do espetáculo, que é encenado às 16h. Esta promoção é válida só para os sábados. Informações pelo telefone (11)3209-4858.

Dracena – O Grupo da Fraternidade Espírita Severino Chagas (Rua Euclides da Cunha, 272) realizará em outubro o Mês Espírita, e a programação prevista é esta:

* 7 – 20h – quinta-feira: Adelvair David (Jales/SP) – tema: Ensina-nos a amar;
* 9 – 20h – sábado: Pedro Bonilha (Jales/SP) – tema: Receita para perdoar;
* 14 – 20h – quinta-feira: Douglas Manfré (Dracena/SP) – tema: O verdadeiro cristão;
* 16 – 20h – sábado: Benedita Elena Calisto (Ditinha Calixto – José Bonifácio/SP) – tema: Reflexões sobre o caminho;
* 21 – 20h – quinta-feira: Loyde Ferreira Souto (Marília/SP) – tema: Melhores missionários;
* 23 – 20h – sábado: José Maria Souto Netto (Marília/SP) – tema: Tende Fé, tende bom ânimo;
* 28 – 20h – quinta-feira: José Samorano Subires (Santo Anastácio/SP) – tema: Emmanuel – O mensageiro da Luz, em homenagem ao centenário de Chico Xavier;
* 30 – 20h – sábado: Agnaldo Paviani (Votuporanga/SP) – tema: Encontro com Cristo.

Franca – O 36º Mês de Kardec será realizado em outubro e a programação prevista é esta:

* 9 – sábado – Centro Espírita José Marques Garcia (Hospital Allan Kardec: Rua José Marques Garcia, 675): 14h – Seminário: “Liberdade, igualdade e fraternidade na concepção de Allan Kardec”, com Tiago Cintra Essado (Franca/SP); 20h – Palestra: “Justiça e Direito na obra de Chico Xavier” com Tiago Cintra Essado;
* 10 – domingo – Centro Espírita José Marques Garcia (Hospital Allan Kardec: Rua José Marques Garcia, 675): 9h – Mesa-redonda: “Ética, Política e Espiritismo”, com Tiago Cintra Essado (Franca/SP) e Rogério Barbosa de Castro (Franca/SP);
* 16 – sábado – CEAS “Agenor Santiago” (Rua José Marques Garcia, 375, antigo Albergue Noturno): 14h – Mesa-redonda: “Espiritismo e Universidade”, com Jader dos Reis Sampaio (Belo Horizonte/MG) e Cléria Bittar Bueno (Franca/SP); 20h – Palestra: “Espiritismo, trabalho voluntário e 3o Setor”, com Jader dos Reis Sampaio;
* 17 – domingo – CEAS “Agenor Santiago” (Rua José Marques Garcia, 375, antigo Albergue Noturno): 9h – Seminário: “O inabalável processo científico de Allan Kardec”, com Cléria Bittar Bueno (Franca/SP);
* 23 – sábado – Grupo Espírita “Luz e Amor” (Rua Álvaro Abranches, 965): 14h – Seminário: “Darwin e Kardec, evolução em dois planos”, com Mário Arias Martinez (Franca/SP); 20h – Palestra: “O advento do Espiritismo para a humanidade”, com Haroldo Dutra Dias (Belo Horizonte/MG);
* 24 – domingo – Grupo Espírita “Luz e Amor” (Rua Álvaro Abranches, 965): 9h – Seminário: “O novo testamento”, com Haroldo Dutra Dias (Belo Horizonte/MG);
* 30 – sábado – Grupo Espírita “Esperança e Fé” (Rua Campos Sales, 1992): 14h – Seminário: “O Espiritismo e algumas religiões mediúnicas: candomblé e umbanda”, com Adolfo de Mendonça Junior (Franca/SP); 20h – Palestra: “As comunicações espíritas”, com Carlos Baccelli (Uberaba/MG).

Informações pelo telefone (16)9989-2439.

Jacareí – A 2a Festa Literária Espírita de Jacareí será realizada no dia 9 de outubro, sábado, das 9h às 19h, na Sala Mario Lago (Pátio dos Trilhos) e a programação é esta:

* 9h – Abertura
* 9h30 – Palestra: “A vida começa agora”, com Humberto Paziam (São Paulo/SP);
* 11h – Palestra: “Espiritismo e Esperanto”, com Paulo Sérgio Viana (Lorena/SP);
* 13h30 – Seminário: “O despertar da consciência”, com Celso Soares (São Paulo/SP), Paulo Grandi (São Paulo/SP), Andréa Bien (São Paulo/SP), Cláudio Palermo (São Paulo/SP) e Sebastião Camargo (Mato Grosso do Sul);
* 18h30 – Exibição de “Chico Xavier, o filme”.

A Festa é uma realização do Clube do Livro Espírita Emmanuel e a entrada é franca. Informações com Carlos Monteoliva pelo telefone (12)9123-1277.

Santo André – Na terça-feira, 5 de outubro, a partir das 19h, será realizada uma Homenagem a Allan Kardec na Câmara Municipal de Santo André. O evento contará com a presença de Luiz Antonio Balieiro, que tratará do tema “Os Caracteres do Homem de Bem”.

São Bernardo do Campo – Os dirigentes da Seara das Fraternidades convidam todos os seus freqüentadores para participar de Evento Beneficente em prol da Seara das Fraternidades, que será realizado no dia 24 de outubro, domingo. O objetivo é alcançar uma quantidade de muitos “tijolinhos”, a fim de efetivar a Edificação da Nova Sede da Seara das Fraternidades. Informações e reservas de convites com Bruno, pelo telefone (11)2168-8806 ou pelo e-mail bbmancio@trmplasticos.com; Gloria G. Caribe, pelo telefone 4109-0823 ou pelo e-mail gloriagcaribe@hotmail.com; Leila Velar, 7221-6125 ou leilavelar@gmail.com; Magnólia V. Miraglia 9944-5475. O resultado financeiro será em sua totalidade revertido para a causa.

São José do Rio Preto – O Núcleo da AJE-SP - São José do Rio Preto promoverá no dia 9 de outubro, próximo sábado, das 14h às 17h, um seminário no salão nobre da ACIRP (Rua Silva Jardim, 3099, Centro) sobre Cristianismo, Espiritismo e Justiça. O evento será ministrado por Alysson Leandro Mascaro, advogado e professor da Faculdade de Direito da USP – Largo São Francisco. A entrada é franca e será conferido certificado com carga horária de 3 horas/aula. Informações: http://www.ajesaopaulo.com.br/.

São Miguel Paulista
– O Grupo Vocal Reencontro se apresentará no domingo, 10 de outubro, às 18h30, no Centro Espírita Dr. Augusto Militão Pacheco: Rua Flor de Cachimbo, 295, Jardim Santana.

Sumaré – O Grupo de Estudos Espíritas de Sumaré - GEES, juntamente com a Associação dos Divulgadores do Espiritismo de Campinas - ADE Campinas realizarão o 1º Encontro Espiritismo e Cultura de Sumaré. O destaque do Encontro fica por conta do local de sua realização: a Biblioteca Municipal de Sumaré, e é aberto ao público em geral. O objetivo central consiste em mostrar a universalidade das idéias espíritas na sociedade, em particular no modo pelo qual elas estão retratadas em filmes, novelas, literatura e na música. No programa estão exposições sobre "Música e Espiritualidade", com Clayton Prado, que é diretor do Departamento de Artes da USE do Estado de São Paulo; "A Vida dos Espírito em Versos Mediúnicos: O Livro Parnaso de Além-Túmulo", com Rogélio Bonil, fundador do GEES e expositor da USE Intermunicipal de Americana/Nova Odessa; e "Os Espíritos no Cinema", com Ricardo Galdino, fundador do GEES e Dermeval Carinhana, ambos membros da ADE Campinas. O evento ocorrerá no dia 30 de outubro, às 14h, na Rua Geraldo Souza, 157, Jardim Carlos Basso, anexo à Escola Municipal José de Anchieta. O Encontro tem ainda o apoio da Associação dos Amigos da Biblioteca Municipal de Sumaré, da Rede de Bibliotecas Públicas de Sumaré e da União das Sociedades Espíritas de Americana/Nova Odessa. Informações no site www.radioespirita.org.br.

Bahia

Salvador
– A Semana Nacional de Arte ocorre em outubro, simultaneamente em 11 estados e no Distrito Federal. Se o momento é de grandes vôos para a temática espírita no cinema, a Semana Nacional de Arte Espírita chega para ampliar ainda mais os horizontes, mostrando a forçada influência que o Espiritismo tem a exercer sobre todas as expressões artísticas. De 16 a 24 de outubro, centenas de artistas espíritas se mobilizarão do Piauí a Santa Catarina em torno de shows, apresentações, exposições, seminários, festivais, encontros, debates e palestras que vão sensibilizar o público para o papel da Arte na espiritualização do homem e da sociedade. Ao todo, cerca de uma centena de atividades diferentes serão realizadas ao longo de nove dias em 11 estados e também no Distrito Federal. A programação se dá nas cidades de Americana (SP), Belo Horizonte (MG), Blumenau (SC), Brasília (DF), Campos(RJ), Caucaia (CE), Curitiba (PR), Duque de Caxias (RJ), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Franca (SP), Mateus Leme (ES), Mesquita (RJ), Natal (RN), Nilópolis (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP), Teresina(PI), Vila Velha (ES) e Vitória (ES). A Semana Nacional de Arte Espírita vai fomentar uma Arte Nova, a Arte do Espírito, em ambientes tão diversificados quanto o centro espírita, a biblioteca pública, o clube recreativo e o palco tradicional do grande teatro. Um rompimento com as barreiras do materialismo e também do preconceito que ainda resta em torno do Espiritismo no país. A programação completa é esta:

* 16 – sábado – 19h – Apresentação da peça teatral “Francisco da Paz” pela Comunidade Arte e Paz, no Centro Espírita Seareiros da Liberdade;
* 17 – domingo – 17h – Apresentação da peça teatral “Viajantes do Tempo” pelo Núcleo de Arte Espírita (NAE), no Centro de Cultura de Plataforma;
* 23 – sábado – 19h – Apresentações musicais com a "Banda Spirit" e o Coral do Centro Espírita Trabalhadores da Seara do Cristo, no Grupo Espírita Deus Cristo e Caridade;
* 24 – domingo – 16h – Apresentações musicais de Moacyr Mendes e do Grupo Musical Boa Nova, na Sociedade Espírita o Semeador.

Espírito Santo

Vitória
– A Associação Médico-Espírita do Estado do Espírito Santo (AME-ES) realizará a VIII Jornada da AME – ES que, nesta edição, tratará do tema "A Saúde na sua Dimensão Espiritual". Na ocasião também se realiza o VII Congresso Nacional do Departamento Acadêmico/AME-BR, entre os dias 15 e 17 de outubro, no Centro de Convenções de Vitória. Confira a programação e ficha de inscrição em www.ameees.org.br.

Vila Velha – A Semana Nacional de Arte será realizada no período de 21 a 24 de outubro. A programação completa é esta:

* 21 – quinta-feira – 20h – Palestra “A Arte na Codificação Espírita”, com Frederico Pifano, na União Espírita Cristã;
* 22 – sexta-feira – 20h – Palestra musicada “Tributo a Kardec”, com Dina Lúcia e Humberto Costa, na Casa Espírita Cristã;
* 24 – domingo – 20h – Show musical com o Grupo BEM, no Teatro Marista.

São Mateus – A Semana Nacional de Arte será realizada no dia 16 de outubro, sábado, às 20h, por meio do show musical do Grupo BEM em local a definir.


Minas Gerais

Belo Horizonte
– A Semana Nacional de Arte será realizada no período de 17 a 24 de outubro. A programação completa é esta:

* 17 – domingo – 16h às 17h – Matinê: Apresentação Artística para crianças; 18h30 – Apresentação do poeta e cantador Merlânio Maia (PB);

* 18 – segunda-feira – 19h30 – Apresentação Artística; 19h45 – Estudo: Cristo na Arte e no Coração;
* 19 – terça-feira – 19h30 - Apresentação Artística; 19h45 – Estudo: Arte e Mediunidade (Facilitador: Adriano Alves);
* 20 – quarta-feira – 19h30 – Apresentação Artística; 19h45 – Estudo: A Arte na Educação do Espírito (Facilitador: Grupo Espírito de Arte);
* 21 – quinta-feira – 19h30 – Apresentação Artística; 19h45 – Estudo: Arte e Inspiração! Importância do Estudo Espírita (Facilitador: Gladston Lage);
* 22 – sexta-feira – 19h30 – Apresentação Artística (Marival Veloso: Declamação de poema e música inédita); 19h45 – Apresentação Musical – Grupo Pilares;
* 23 – sábado – 19h30 – Apresentação Musical – Cacau;
* 24 – domingo – 17h – Dança: Grupo Illuminar; 18h – Apresentação Musical – Verbos de Versos.
– A Associação Médico-Espírita de Minas Gerais (AME-MG) promoverá a palestra pública "Mediunidade e Evolução ao longo dos tempos", com Olinta Fraga, na próxima quinta-feira, 7 de outubro, às 20h, na sede da AME MG: Rua Cons. Joaquim Caetano, 1160, Nova Granada. Informações com Dorinha pelo telefone (31)3332-5293, no horário comercial.

– O Departamento de Infância e Juventude - DIJ - da União Espírita Mineira (Rua Guarani, 315, Centro) realizará dois seminários no próximo final de semana, 8 e 9 de outubro, sexta-feira e sábado. A programação prevista é esta:

* 8 – 19h – “Contribuição da Obra de Chico Xavier para a Evangelização Espírita Infanto-Juvenil”, coordenado por Rute Ribeiro (FEB);
* 9 – 9h – “A importância da Evangelização Espírita Infanto-Juvenil e o Movimento Espírita”, coordenado por Rute Ribeiro.

Os tópicos abordados serão Unificação, Plano de trabalho, Projetos, Campanhas, Encontros, Cursos, Implantação e atividades, Capacitação de evangelizador. Informações pelo telefone (31)3201-3038 ou no site www.uemmg.org.br.

– A União Espírita Mineira realizará de 4 a 10 de outubro, das 9h às 20h30, de segunda a sábado, e das 9h às 18h, no domingo, a XVIII Feira do Livro Espírita na sede da UEM: Rua Guarani, 315, Centro. A feira continuará no período de 15 a 26 de outubro no Hall Principal da Rodoviária, próximo à plataforma H, seguindo os mesmos horários. Além de diversos livros com descontos de até 50%, serão realizadas palestras, das 19h30 às 20h30, que seguirão a seguinte programação:

* 4 – segunda-feira – Há dois mil anos, com Gilmar Trivelato;
* 5 – terça-feira – Ave Cristo, com Wagner Gomes da Paixão;
* 6 – quarta-feira – Renúncia, com Mateus Botelho;
* 7 – quinta-feira – Cinqüenta anos depois, com Afonso Chagas;
* 8 – sexta-feira – Contribuição da Obra de Chico Xavier para a Evangelização Espírita Infanto-Juvenil, com Rute Ribeiro;
* 9 – sábado – Paulo e Estevão, com Gladston Laje.

Informações pelo telefone (31)3201-3038 ou no site www.uemmg.org.br.

Fonte de divulgação dos eventos: O Consolador

domingo, 3 de outubro de 2010

Mensagem da Semana



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A Defesa da Não-violência


Muitos me perguntam por que a não-violência, principio que também posso chamar de Ahimsa é tão importante pra mim.

São muitos os motivos, mas para responder de forma direta devo dizer: a força gerada pela não-violência é infinitamente maior do que a força de todas as armas inventadas pela engenhosidade humana.

Sim, a não-violência é poderosa, e o que é melhor, pode ser praticada por mim, por você e por qualquer ser humano. A não-violência é a qualidade mais fina da alma, mas ela só se desenvolve por meio da prática.

Para torná-la real, forte e concreta em sua vida é preciso ter em mente alguns princípios básicos:

1- Para começar a não-violência implica em uma autopurificação tão completa quanto for humanamente possível.

2- A não-violência é sem exceção superior a violência, ou seja, o poder que está à disposição de uma pessoa não violenta é sempre maior do que o poder que essa pessoa teria se fosse violenta.

3- O fim supremo da não-violência é sempre a mais segura vitória.

4- A não-violência nunca deveria ser usada como escudo para a covardia. Ela é uma arma para bravos.

Mas, o que é na realidade a não-violência ?

A não-violência é a grande lei do amor, mas ela não está em amar aqueles que nos amam. A não-violência só existe quando amamos aqueles que nos odeiam.

Sei como é difícil seguir essa lei, mas todas as coisas grandes e boas não são difíceis de fazer ? Amar quem nos odeia é a mais difícil de todas, mas com a graça de Deus essa tarefa se tornará fácil, se assim desejarmos.

A não-violência é a força nascida da verdade e do amor.

A única condição para uma bem sucedida utilização dessa força é o reconhecimento da existência da alma e sua natureza permanente, mas que fique claro, este reconhecimento tem de equivaler a uma fé viva e não a um mero entendimento intelectual.

O Ahimsa é o atributo da alma e deve ser exercido por todos, em todas as situações.

Se não pode ser exercido o tempo todo não tem valor prático. O Ahimsa não é simplório como o fizeram parecer. Não ferir a qualquer ser vivo é sem dúvida parte do Ahimsa, mas é a sua menor expressão, sua expressão mais óbvia.

O principio do Ahimsa é ferido por todo pensamento maligno, pela prece desnecessária, pela mentira, pelo ódio, pelo o mal desejar de qualquer pessoa. Também é violado pelo nosso apego àquilo de que o mundo necessita.

Não sou um visionário, sou simplesmente um idealista prático. Quando falo em Ahimsa, quando falo em não-violência não estou dando conselho para santos e grandes sábios, estou falando com todos os seres humanos, com todas as pessoas comuns, com a espécie humana como um todo.

Da mesma forma a aplicação prática de Ahimsa não deve se restringir ao campo da religião e da espiritualidade. Alguns amigos me dizem que a verdade e a não-violência não têm lugar na política e nas questões seculares.

Eu não concordo.

Eu não preciso da verdade e da não-violência como um meio de salvação individual. Eu preciso delas na vida cotidiana. Eu preciso delas na política e na luta por um mundo melhor.

Esse tem sido o meu experimento o tempo todo.

Esse de qualquer forma é o meu sonho.

Viverei e morrerei tentando realizá-lo.

Minha fé me ajuda a descobrir novas verdades todos os dias, uma delas é que Ahimsa é o sumo altruísmo. Altruísmo quer dizer completo desapego com relação ao nosso corpo.

Se um homem deseja encontrar a verdade ele só pode fazer isso ao se desapegar completamente do seu corpo, isto é, ao fazer todas as outras criaturas se sentirem seguras em sua presença. Este é o verdadeiro sentido de Ahimsa.

Ahimsa não significa simplesmente não matar.

Ahimsa significa não causar dor.

Não oferecer perigo.

Não ter a intenção de ferir.

Não ser egoísta, ser portanto, altruísta.

A força de Ahimsa pode nascer numa multidão, pode nascer em você agora mesmo.

A força de Ahimsa pode nascer agora mesmo e pode transformar o seu caminho, sua história, sua verdade.

A força de Ahimsa é o amor mais puro que podemos conhecer e sim, ela nos leva as alturas.

Antes de me despedir um ultimo conselho, uma ultima lembrança: A força não provem da capacidade física e sim de uma vontade indomável.


Gandhi


Texto extraído do site Gandhian Institute Sarvodaya Mandaj
Áudio da coletânea Gandhi, Sementes de Sabedoria – Acervo Editora Tríada.

sábado, 2 de outubro de 2010

Especial : Dia Internacional da Não-violência


Há exatos 141 anos atrás nascia Mohandas Karamchand Gandhi, “o Mahatma Gandhi".

Nesse dia, que é também consagrado como o Dia Internacional da Não-violência, façamos, todos nós, uma pausa para refletirmos na Paz. O que temos feito para que esse estado de espírito se instale em nós e que por fim se instale em todo universo ao nosso redor ?

Se não tivermos tempo para isso e não fizermos reflexões, façamos uma breve oração ou quem sabe, um momento de silêncio. Tudo é válido quando o objetivo é vibrarmos para que o mundo se torne mais fraterno e menos violento. Um lugar melhor para se viver. Convêm lembrarmos sempre a inesquecível lição da parábola do beija-flor, que leva sozinho em seu bico as gotículas d’água na incansável tarefa de dizimar um incêndio de grandes proporções, na fiel convicção de estar fazendo a sua parte.

Gandhi, em sua vida, demonstrou ser esse incansável beija-flor e fez renascer com a Não-violência, as flores da esperança dizimadas pelo fogo dominador que ardia em sua nação tomada pelo domínio inglês, tornando-se com isso, um dos grandes apóstolos pela Paz da humanidade.

Em nosso artigo especial para saudarmos a Não-violência, temos um texto do Jornal Mundo Espírita, publicado em outubro de 1997, ano do cinqüentenário da Independência da Índia.

Desejo a todos os amigos leitores que a Paz se faça em vossas vidas e que Deus os ilumine agora e sempre. Aproveito também para lembrar nesse dia o nascimento de alguém muito especial em minha vida: “a minha adorável mãe” e a ela desejo toda a felicidade desse mundo e dedico todo o amor que há em meu ser.


Um grande abraço fraternal,
Carlos Pereira



Gandhi e a Não-violência


Há 50 anos atrás Gandhi conquistava a Independência da Índia, e a mensagem de vida do Mahatma Gandhi, acerca da não-violência, é mais atual do que nunca, nestes dias conturbados, difíceis e violentos.

No último dia 15 de agosto comemoraram-se exatamente 50 anos da Independência da Índia. Uma das civilizações mais antigas do mundo, a Índia comemora o cinqüentenário da sua libertação do Império Britânico, conquistada após uma luta política pacífica comandada por Gandhi e Nehru.

Em 15 de agosto de 1947, aquela Nação, hoje com mais de 900 milhões de habitantes, livrou-se do imperialismo inglês.

Mas quem foi Mahatma Gandhi? Qual a sua proposta de vida da não-violência, já que libertou 700 milhões de pessoas (em 1947) sem o derramamento de uma só gota de sangue da sua parte?

Vamos conhecer um pouco mais deste Apóstolo da religiosidade indiana e mundial, começando pela sua desencarnação, continuando com a análise da sua proposta da não-violência para o mundo todo e tecendo ao final algumas considerações sobre Nosso Senhor Jesus, acerca de Gandhi e da Doutrina Espírita.

A morte de Gandhi

Ao mesmo tempo em que aconteceu a Independência da Índia, este país foi dividido em dois Estados: a União Indiana (hindu), e o Paquistão (muçulmano), uma “vivissecção” que Gandhi considerou inaceitável.

Dedicou-se, então, o Mahatma, a reconciliar as duas comunidades, mas este fato provocou o ódio de ambas as partes, até que aconteceu um fato muito lamentável para aquele país e para o mundo. Era o dia 30 de janeiro de 1948. Mohandas Karamchand Gandhi tinha 78 anos. Quando se dispunha para orar junto a 500 pessoas, foi assassinado brutalmente com vários tiros de revólver por Nathuran Vinayak Godse, um hindu fanático que nunca aceitou seus sentimentos fraternos para com os muçulmanos. Suas últimas palavras foram: He Rama! (Oh, meu Deus!)

O Mahatma e a não-violência

Analisando a Vida e a Obra do Mahatma (denominação que significa Alma Grande, dada a Gandhi por um dos maiores poetas e escritores da Índia: Rabindranath Tagore, contemporâneo seu e Prêmio Nobel de Literatura em 1913), percebemos que toda ela tem uma coerência formidável, entre o que disse e o que fez, fato muito difícil de encontrarmos na vida de um homem dos nossos dias. Notemos o que disse outrora o líder pacifista indiano: “A força de um homem e de um povo está na não-violência; experimentem”.

E as suas idéias e sua conduta (discurso e ação) liberaram a mais de 700 milhões de indianos e muçulmanos do jugo, da opressão e domínio do império inglês, sem o derramamento de uma só gota de sangue da sua parte.

Mas o que é a não-violência? Em que consiste a sua prática?

Nas seguintes palavras textuais de Gandhi entenderemos melhor qual é a essência do pensamento-ação da não-violência: “O que quer que façam conosco, não iremos atacar ninguém nem matar ninguém; estou pedindo que vocês lutem, que lutem contra o ódio deles (do governo inglês), não para provocá-lo. Nós não vamos desferir socos, mas tolerá-los, e através do nosso sofrimento faremos com que vejam suas próprias injustiças e isso irá ferí-los, como todas as lutas ferem, mas não podemos perder, não podemos... Eles poderão torturar meu corpo, quebrar meus ossos, até me matar, então terão meu corpo inerte, mas não a minha obediência”.

Jesus, Gandhi e o Espiritismo

Estas significativas palavras-atos nos fazem lembrar as sábias palavras do Nosso Senhor e Mestre Jesus há quase dois mil anos: “Vós tendes ouvido o que se disse: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, digo-vos que não resistais ao mal; mas se alguém te ferir na tua face direita, oferece-lhe também a outra” (Evangelho de Mateus, cap. 5: vv. 38 e 39).

Estes eternos ensinamentos do Cristo foram interpretados em espírito e verdade pelo ínclito Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, quando esclarece: “Por essas palavras Jesus não proibiu a defesa, mas condenou a vingança. Dizendo-nos para oferecer uma face quando formos batidos na outra, disse, por outras palavras, que não devemos retribuir o mal com o mal; que é mais glorioso para ele ser ferido que ferir, suportar pacientemente uma injustiça que cometê-la; que mais vale ser enganado que enganar, ser arruinado que arruinar os outros. A fé na vida futura e na justiça de Deus, que jamais deixa o mal impune, é a única que nos pode dar a força de suportar pacientemente os atentados aos nossos interesses e ao nosso amor-próprio”. (In «O Evangelho segundo o Espiritismo», cap. XII: Amai os vossos inimigos.)

Fazer o bem em troca do mal

Voltemos a Gandhi: “Foi a minha mulher (Kasturbai Makanji Gandhi) que me ensinou a não-violência, quando tentei dobrá-la à minha vontade. A sua obstinada resistência, de um lado, e, do outro, a tranqüila submissão no sofrimento que padecia por causa da minha estupidez, agiu de tal modo em mim que comecei a envergonhar-me e deixei de acreditar que tinha por natureza o direito de dominá-la. Destarte, ela tornou-se o meu mestre da não-violência”.

“A verdadeira beleza, aquela que eu pretendo, está em fazer o bem em troca do mal”.

Amai os vossos inimigos

Agora é a vez de voltarmos, primeiramente, aos profundos e atuais ensinamentos do Cristo, e logo após as esclarecedoras interpretações do eminente Codificador Allan Kardec: “Tendes ouvido o que foi dito: Amarás ao teu próximo e aborrecerás ao teu inimigo. Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos odeia, e orai pelos que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos de vosso Pai, que está nos Céus, o qual faz nascer o seu Sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos” (Mateus, V: 20, 43-45).

E Allan Kardec sabiamente complementa: “Amar aos inimigos não é, pois, ter por eles uma afeição que não é natural, uma vez que o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira inteiramente diversa que o de um amigo. Mas é não lhes ter ódio, nem rancor, ou desejo de vingança. É perdoá-los sem segunda intenção e incondicionalmente, pelo mal que nos fizeram. É não opor nenhum obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o bem em vez do mal. É alegrar-nos em lugar de aborrecer-nos com o bem que os atinge. É estender-lhes a mão prestativa em caso de necessidade. É abster-nos, por atos e palavras, de tudo o que possa prejudicá-los. É, enfim, pagar-lhes em tudo o mal com o bem, sem a intenção de humilhá-los. Todo aquele que assim fizer, cumpre as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos”.

Notemos que Gandhi não era cristão! Ele era seguidor dos ensinos do livro sagrado indiano: o Bhagavad Gita, e em certa feita manifestou (após ter lido o Sermão da Montanha, do Evangelho de Jesus) que qualquer pessoa, que seguisse e vivenciasse os ensinamentos do Sermão do Monte, seria imensamente feliz. Este era Gandhi, digno de ser, sem sombra de dúvida, um dos Guias da Humanidade.

Conclusão:

Para concluir, gostaríamos de deixar - para os nossos leitores - outras idéias-ações do Mahatma, que particularmente tocaram muito fundo a nossa alma, extraídas do livro “O Pensamento de Gandhi” (Editora Martin Claret):

“A não violência é o meio. A verdade é o fim”. “O amor à Verdade supõe a vontade de querer entender sempre o ponto de vista do adversário”. “Não desejo morrer pela paralisação progressiva das minhas faculdades, como um homem vencido. A bala de meu assassino poderia pôr fim à minha vida. Acolhê-la-ia com alegria”. “Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros”. “Se um único homem chegar à plenitude do amor, neutraliza o ódio de milhões”.


Enrique Baldovino
(Jornal Mundo Espírita de Outubro de 1997)

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