domingo, 31 de julho de 2011

Programa Vida Além da Vida - Parnaso de Além Túmulo

Encerramos o especial "Poetas Redivivos" com esse vídeo do programa "Vida Além da Vida" (em duas partes), exibido em 23/01/2010, tendo como convidado Eduardo Guimarães fazendo uma abordagem sobre o tema "Parnaso de Além Túmulo".



1º parte



2º parte

sábado, 30 de julho de 2011

A Poetisa Carmen Cinira


Nome literário de Cinira do Carmo Bordini Cardoso: nasceu no Rio de Janeiro, em 1902, e faleceu em 30 de agosto de 1933. Sua espontaneidade poética era tão grande que ela própria acreditava serem os seus versos de origem mediúnica. Glorificou o Amor, a Renúncia, o Sacrifício e a Humildade, em obras como: Crisálida, Grinalda de Violetas, Sensibilidade. Participou também com algumas poesias suas através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, na obra "Parnaso de Além Túmulo".




Em plena Alvorada

Mocidade cristã,
Abre os braços à glória da manhã,
Na sublimada fé que te conduz.
Ara a terra da vida, enquanto é cedo,
Decifrando o segredo
Da verdade e da luz.

Mãos no trabalho milagroso e santo,
Faze ouvir o teu canto
Belo e primaveril
Do Grande Entendimento claro e novo,
Ao sol de bênçãos mil.

A luta humana é luminoso prélio.
Corre em busca das láureas do Evangelho
Para o teu campo em flor...
Não te prendas à carne inquieta e escura,
Toda ilusão é sombra que procura
Desencanto e amargor.

Abre o teu peito a quem te bate à porta,
Esperando à bondade que conforta
No roteiro cristão.
Todo aquele que chora, longe ou perto,
De coração cansado e passo incerto,
Em qualquer parte, é sempre nosso irmão.

Juventude do bem que regenera,
Enquanto o mundo aguarda a nova era
Sob a noite do mal,
Ilumina com Cristo o chão da prova,
Estendendo os clarões da Boa Nova
Para a Vida Imortal!...


Carmen Cinira

Poema do livro "Servidores no Além", de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Parnaso Redivivo

Uma das razões de exaltarmos nesse mês "a poesia mediúnica", através da homenagem com o especial "Poetas Redivivos" é também a lembrança da passagem da data de lançamento do primeiro livro psicografado pelo digníssimo e saudoso médium Chico Xavier, intitulado de "Parnaso de Além Túmulo", a 9 de julho de 1932. A obra reúne uma coletânea de poesias ditadas por cerca de 56 poetas da língua portuguesa, ( brasileiros e portugueses), e que mesmo cercada de polêmicas, tornou-se um dos maiores testemunhos da sobrevivência da alma após a morte.
Em homenagem ao lançamento do "Parnaso de Além Túmulo", estamos registrando hoje essa citação de Chico Xavier na introdução do livro, em que o mesmo esclarece aos leitores como se deu o trabalho mediúnico para a produção da obra.





Palavras minhas


Nasci em Pedro Leopoldo. Minas, em 1910. E até aqui, julgo que os meus atos perante a sociedade da minha terra são expressões do pensamento de uma alma sincera e leal, que acima de tudo ama a verdade; e creio mesmo que todos os que me conhecem podem dar testemunho da minha vida repleta de árduas dificuldades e mesmo de sofrimentos.

Filho de um lar muito pobre, órfão de mãe aos cinco anos, tenho experimentado toda a classe de aborrecimentos na vida e não venho ao campo da publicidade para fazer um nome, porque a dor há muito já me convenceu da inutilidade das bagatelas que são ainda tão estimadas neste mundo.

E, se decidi escrever estas modestas palavras no limiar deste livro, é apenas com o intuito de elucidar o leitor, quanto à sua formação.

Começarei por dizer-lhe que sempre tive o mais pronunciado pendor para a literatura; constantemente, a melhor boa vontade animou-me para o estudo. Mas, estudar como? Matriculando-me, quando contava oito anos, num grupo escolar, pude chegar até ao fim do curso primário, estudando apenas uma pequena parte do dia e trabalhando numa fábrica de tecidos, das quinze horas às duas da manhã; cheguei quase a adoecer com um regime tão rigoroso; porém, essa situação modificou-se em 1923, quando então consegui um emprego no comércio, com um salário diminuto, onde o serviço dura das sete às vinte horas, mas onde o trabalho é menos rude, prolongando-se esta minha situação até os dias da atualidade.

Nunca pude aprender senão alguns rudimentos de aritmética, história e vernáculo, como o são as lições das escolas primárias. É verdade que, em casa, sempre estudei o que pude, mas meu pai era completamente avesso à minha vocação para as letras e muitas vezes tive o desprazer de ver os meus livros e revistas queimados.

Jamais tive autores prediletos; aprazem-me todas as leituras e mesmo nunca pude estudar estilos dos outros, por diferençar muito pouco essas questões. Também o meio em que tenho vivido foi sempre árido, para mim, neste ponto. Os meus familiares não estimulavam, como verdadeiramente não podem, os meus desejos de estudar, sempre a braços, como eu. Com uma vida de múltiplos trabalhos e obrigações e nunca se me ofereceu ocasião de conviver com os intelectuais da minha terra.

O meu ambiente, pois, foi sempre alheio à literatura; ambiente de pobreza, de desconforto, de penosos deveres, sobrecarregado de trabalhos para angariar o pão cotidiano, onde se não pode pensar em letras.

Assim têm-se passado os dias sem que eu tenha podido, até hoje, realizar as minhas esperanças.

Prosseguindo nas minhas explicações, devo esclarecer que minha família era católica e eu não podia escapar aos sentimentos dos meus. Fui pois criado com as teorias da igreja, freqüentando-a mesmo com amor, desde os tempos de criança; quando ia às aulas de catecismo era para mim um prazer.

Até 1927, todos nós não admitíamos outras verdades além das proclamadas pelo Catolicismo; mas, eis que uma das minhas irmãs, em maio do ano referido, foi acometida de terrível obsessão; a medicina foi impotente para conceder-lhe uma pequenina melhora, sequer. Vários dias consecutivos foram, para nossa casa, pioras de amargos padecimentos morais. Foi quando decidimos solicitar o auxílio de um distinto amigo, espírita convicto, o Sr. José Hermínio Perácio, que caridosamente se prontificou a ajudar-nos com a sua boa vontade e o seu esforço. Verdadeiro discípulo do Evangelho, ofereceu-nos até a sua residência, bem distante da nossa, tanto à sua família, onde então, num ambiente totalmente modificado, poderia ela estudar as bases da doutrina espírita, orientando-se quanto aos seus deveres, desenvolvendo, simultaneamente, as suas faculdades mediúnicas. Aí, sob os seus caridosos cuidados e da sua excelentíssima esposa Dona Carmen Pena Perácio, médium dotada de raras faculdades, minha irmã hauria, para nosso benefício, os ensinamentos sublimes da formosa doutrina dos mensageiros divinos; foi nesse ambiente onde imperavam os sentimentos cristãos de dois corações profundamente generosos, como o são os daqueles confrades a que me referi, que a minha mãe, que regressara ao Além em 1915, deixando-nos mergulhados em imorredoura saudade, começou a ditar-nos os seus conselhos salutares, por intermédio da esposa do nosso amigo, entrando em pormenores da nossa vida íntima, que essa senhora desconhecia. Até a grafia era absolutamente igual à que a nossa genitora usava, quando na Terra.

Sobre esses fatos e essas provas irrefutáveis solidificamos a nossa fé, que se tornou inabalável.

Em breve minha irmã regressava ao nosso lar cheia de saúde e feliz, integrada no conhecimento da luz que deveria daí por diante nortear os nossos passos na vida.

Resolvemos, então, com ingentes sacrifícios, reunir um núcleo de crentes para estudo e difusão da doutrina, e foi nessas reuniões que me desenvolvi como médium escrevente, semimecânico, sentindo-me muito feliz por se me apresentar essa oportunidade de progredir, datando daí o ingresso do meu humilde nome nos jornais espíritas, para onde comecei a escrever sob a inspiração dos bondosos mentores espirituais que nos assistiam.

Só nos últimos dias de 1931, com a graça de Deus, desenvolveram-se em mim, de maneira clara e mais intensamente, a vidência, a audição e outras faculdades mediúnicas. (Nota do médium para a 4ª edição, em 1944.)

Daí a pouco, a nossa alegria aumentava, pois o nosso confrade José Hermínio Perácio, em companhia de sua esposa, deliberou fixar residência junto a nós e as nossas reuniões tiveram resultados melhores, controladas pela sua senhora, alma nobilíssima, ornada das mais superiores qualidades morais e que, entre as suas mediunidades, conta com mais desenvolvimento a clariaudiência.

Nossas reuniões contavam, assim, grande número de assistentes, porém, a moral profunda que era ensinada, baseada nas páginas esplendorosas do Evangelho de Jesus, parece que pesava muito, como acontece na opinião de grande maioria de almas da nossa época, quase sempre inclinadas para as futilidades mundanas, e, decorridos dois anos, os assistentes de nossas sessões de estudos escassearam, chegando ao número de quatro ou cinco pessoas, o que perdura até hoje.

Não desanimamos, contudo, prosseguindo em nossas reuniões constituindo para nós uma fonte de consolações isolarmo-nos das coisas terrenas em nosso recanto de prece, para a comunhão com os nossos desvelados amigos do Além. Continuei recebendo as idéias dos mesmos amigos de sempre, nas reuniões, psicografando-as, e que eram continuamente fragmentos de prosa sobre os Evangelhos. Somente duas vezes recebi comunicações em versos simples.

Em agosto, porém, do corrente ano, apesar de muito a contragosto de minha parte, porque jamais nutri a pretensão de entrar em contacto com essas entidades elevadas, por conhecer as minhas imperfeições, comecei a receber a série de poesias que aqui vão publicadas, assinadas por nomes respeitáveis.

Serão das personalidades que as assinam? – é o que não posso afiançar, O que posso afirmar, categoricamente, é que, em consciência, não posso dizer que são minhas, porque não despendi nenhum esforço intelectual ao grafá-las no papel. A sensação que sempre senti, ao escrevê-las, era a de que vigorosa mão impulsionava a minha. Doutras vezes, parecia-me ter em frente um volume imaterial, onde eu as lia e copiava; e, doutras, que alguém mas ditava aos ouvidos, experimentando sempre no braço, ao psicografá-las, a sensação de fluidos elétricos que o envolvessem, acontecendo o mesmo com o cérebro, que se me afigurava invadido por incalculável número de vibrações indefiníveis. Certas vezes, esse estado atingia o auge, e o interessante é que parecia-me haver ficado sem o corpo, não sentindo, por momentos, as menores impressões físicas; é o que experimento, fisicamente, quanto ao fenômeno que se produz freqüentemente comigo.

Julgo do meu dever declarar que nunca evoquei quem quer que fosse; essas produções chegaram-me sempre espontaneamente, sem que eu ou meus companheiros de trabalhos as provocássemos e jamais se pronunciou, em particular, o nome de qualquer dos comunicantes, em nossas preces. Passavam-se às vezes mais de dez dias, sem que se produzisse escrito algum, e dia houve em que se receberam mais de três produções literárias de uma só vez.

Grande parte delas foram escritas fora das reuniões e tenho tido ocasião de observar que, quanto menor o número de assistentes, melhor o resultado obtido.

Muitas vezes, ao recebermos uma destas páginas, era necessário recorrermos a dicionários, para sabermos os respectivos sinônimos das palavras nela empregadas, porque tanto eu como os meus companheiros as desconhecíamos em nossa ignorância, julgando minha obrigação, frisar aqui também, que, apesar de todo o meu bom desejo, jamais obtive outra coisa, na fenomenologia espírita, a não ser esses escritos.

"Ao escrever estas palavras, o Autor não se lembrou de que as suas relações constantes com Espíritos desencarnados, mantidas desde os 5 anos de idade, pertencem igualmente à fenomenologia espírita. Pensou em fenomenologia somente como prática consciente da mediunidade."

Devo salientar o precioso concurso da bondosa médium Sra. Cármen P. Perácio, que através da sua maravilhosa clariaudiência me auxiliou muitíssimo, transmitindo-me as advertências e opiniões dos nossos caros mentores espirituais e, ainda, o carinhoso interesse do distinto confrade Sr. M. Quintão, que tem sido de uma boa vontade admirável para comigo, não poupando esforços para que este despretensioso volume viesse à luz da publicidade.

E aqui termino.

Terei feito compreender, a quem me lê, a verdade como de fato ela é? Creio que não. Em alguns despertarei sentimentos de piedade e, noutros, rizinhos ridiculizadores. Há de haver, porém, alguém que encontre consolação nestas páginas humildes. Um desses que haja, entre mil dos primeiros, e dou-me por compensado do meu trabalho.

A todos eles, todavia, os meus saudares, com os meus agradecimentos intraduzíveis aos boníssimos mentores do Além, que inspiraram esta obra, que generosamente se dignaram não reparar as minhas incontáveis imperfeições, transmitindo, por intermédio de instrumento tão mesquinho, os seus salutares ensinamentos.

Pedro Leopoldo, dezembro de 1931.


Francisco Cândido Xavier

Texto extraído do livro "Parnaso de Além Túmulo", de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos diversos.

Imagens:

Foto de Chico Xavier: Revista Toque e Ciência
Imagem: livro “Parnaso de Alem Túmulo”, página de rosto, 1932. FEB

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Música Espírita: Senhor das Estrelas - Tim e Vanessa

Um belíssimo poema musical que descreve o sublime Mestre Jesus, enquanto conta sua trajetória entre nós.




Letra da Canção:

Senhor das Estrelas

Coração de luz, estrela ao peito
Corpo transfigurado em constelação
Pés singelos, joelhos ao chão
No lava-pés aos pescadores de ilusão

O que divisam esses olhos límpidos
Que revelam céus na terra e anjos nas feras?
O que plasmaram essas mãos perfeitas
Que elevam os caídos e curam feridas?

Fronte de anjo, alteia a virtude
Captando as divinas revelações
Voz sublime, harmonia
Ensinando o inolvidável às multidões

De Ti emanam místicas virtudes
Quando Tua boca se abre Senhor das Estrelas (Bis)

O que fizemos?
O que fizemos?

Trespassamos o coração
Perfuramos os pés e as mãos
Surramos os olhos

Espinhamos a fronte altiva
E quisemos calar a voz
Do Senhor das Estrelas

Força do perdão, lição derradeira
Coroando um Evangelho de morte em luz
Questão de tempo, o tempo da paz
Que vibrou nas Oliveiras e fulgurou na cruz


Composição: Gladston / Tim
Vozes: Tim e Vanessa
Violão: Tim
Vídeo gravado ao vivo em Belo Horizonte (MG), em maio de 2005.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dom de Deus
















Caridade – o doce alívio
Àquele que pede à porta;
Entretanto, além do amparo,
A frase que reconforta;

O socorro em que te mostras
Onde o bem se faz preciso,
Colocando em cada gesto
A dádiva de um sorriso.

Caridade – a paciência
No apoio do braço irmão
Que suporta o companheiro
Na hora da irritação;

O ouvido que escuta e cala,
Cumprindo santo dever,
Esquecendo tudo aquilo
Que não se deve dizer.

Caridade – a mente calma
Da criatura sincera,
Que ajuda sem reclamar,
Que jamais se desespera;

A voz que adoça pesares,
Que não fere, nem se cansa,
Vestindo a dor da verdade
Na túnica da esperança.

Caridade – dom de Deus,
A bondade dividida,
Será sempre, em toda parte,
A luz que clareia a vida;

Mas só fica onde trabalha
E nunca aparece em vão,
Quando nasce, vibra e serve
Por dentro do coração.


Manoel Monteiro*

Do livro "Caridade", de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos

(*) Não foi encontrado dados biográficos ou referências sobre o poeta Manoel Monteiro, mas, fica aqui um registro da beleza do seu trabalho como poeta redivivo através da psicografia de Chico Xavier.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Gotas de luz


O Livre Arbítrio


O livre arbítrio é definido como "a faculdade que tem o indivíduo de determinar a sua própria conduta", ou, em outras palavras, a possibilidade que ele tem de, "entre duas ou mais razões suficientes de querer ou de agir, escolher uma delas e fazer que prevaleça sobre as outras".

Problema fundamental da Filosofia ética e psicológica, vem sendo estudado e discutido acaloradamente desde os primeiros séculos de nossa era, dando ensejo a que se formulassem, a respeito, várias doutrinas díspares e antagônicas. Acham alguns que o livre arbítrio é absoluto, que os pensamentos, palavras e ações do homem são espontâneos e, pois, de sua inteira responsabilidade.

Evidentemente, laboram em erro, porquanto não há como deixar de reconhecer as inúmeras influências e constrangimentos a que, em maior ou menor escala, estamos sujeitos, capazes de condicionar e cercear a nossa liberdade. No extremo oposto, três correntes filosóficas existem que negam peremptoriamente o livre arbítrio: o fatalismo, o predestinacionismo e o determinismo.

Os fatalistas acreditam que todos os acontecimentos estão previamente fixados por uma causa sobrenatural, cabendo ao homem apenas o regozijar-se, se favorecido com uma boa sorte, ou resignar-se, se o destino lhe for adverso. Os predestinacionistas baseiam-se na soberania da graça divina, ensinando que desde toda a eternidade algumas almas foram predestinadas a uma vida de retidão e, depois da morte, à bem-aventurança celestial, enquanto outras foram de antemão marcadas para uma vida reprovável e, conseqüentemente, precondenadas às penas eternas do inferno.

Se Deus regula, antecipadamente, todos os atos e todas as vontades de cada indivíduo — argumentam —, como pode este indivíduo ter liberdade para fazer ou deixar de fazer o que Deus terá decidido que ele venha a fazer? Estas duas doutrinas, como se vê, reduzem o homem a simples autômato, sem mérito nem responsabilidade, ao mesmo tempo que rebaixam o conceito de Deus, apresentando-O à feição de um déspota injusto, a distribuir graças a uns e desgraças a outros, unicamente ao sabor de seu capricho. Ambas repugnam às consciências esclarecidas, tamanha a sua aberração .

Os deterministas, a seu turno, sustentam que as ações e a conduta do indivíduo, longe de serem livres, dependem integralmente de uma série de contingências a que ele não pode furtar-se, como os costumes, o caráter e a índole da raça a que pertença; o clima, o solo e o meio social em que viva; a educação, os princípios religiosos e os exemplos que receba; além de outras circunstâncias não menos importantes, quais o regime alimentar, o sexo, as condições de saúde, etc.

Os fatores apontados acima são, de fato, incontestáveis e pesam bastante na maneira de pensar, de sentir e de proceder do homem.

Assim, por exemplo, diferenças climáticas, de alimentação e de filosofia, fazem de hindus e americanos do norte tipos humanos que se distinguem profundamente, tanto na compleição física, no estilo de vida, como nos ideais; via de regra, a fortuna nos torna soberbos, enquanto a necessidade nos faz humildes; um dia claro e ensolarado nos estimula e alegra, contrariamente a uma tarde sombria e chuvosa, que nos deprime e entristece; uma sonata romântica nos predispõe à ternura, ao passo que os acordes marciais nos despertam ímpetos belicosos; quando jovens e saudáveis, estamos sempre dispostos a cantar e a dançar, já na idade provecta, preferimos a meditação e a tranqüilidade, etc.

Daí, porém, a dogmatizar que somos completamente governados pelas células orgânicas, de parceria com as impressões, condicionamentos e sanções do ambiente que nos cerca, vai uma distância incomensurável. Com efeito, há em nós uma força íntima e pessoal que sobreexcede e transcende a tudo isso: nosso "eu" espiritual!

Esse "eu", ser moral ou alma (como quer que lhe chamemos), numa criatura de pequena evolução espiritual, realmente pouca liberdade tem de escolher entre o bem o mal, visto que se rege mais pelos instintos do que pela inteligência ou pelo coração. Mas, à medida que se esclarece, que domina suas paixões e desenvolve sua vontade nos embates da vida, adquire energias poderosíssimas que o tornam cada vez mais apto a franquear obstáculos e limitações, sejam de que natureza forem. Não é só.

Habilita-se também a pesar as razões e medir conseqüências, para decidir sempre pelo mais justo, embora desatendendo, muitas vezes, aos seus próprios desejos e interesses. Um dia, como o Cristo, poderá afirmar que já venceu o mundo, pois, mesmo faminto, terá a capacidade de, voluntariamente, abster-se de comer; conquanto rudemente ofendido, saberá refrear sua cólera e não revidar à ofensa; e, ainda que todos ao seu derredor estejam em pânico, manterá, imperturbável, sua paz interior. (Cap.X, q. 843)


Rodolpho Calligares

Do livro "As Leis Morais", de Rodolpho Calligares.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Poeta Casimiro Cunha


Órfão de pai aos sete anos, tendo cursado apenas as primeiras letras em escolas primárias, Casimiro Cunha, depois de haver uma vista aos 14 anos por acidente, cegou da outra aos 16. Adolescente, ainda, colaborou na impressa vassourense. Desde que se tornou espírita confesso, estendeu aos periódicos espiritistas, principalmente ao Reformador, a sua produção poética. Foi um dos fundadores do Centro Espírita “Bezerra Menezes”, de Vassouras. Mário Cis era o pseudônimo que ele comumente usava. Prefaciando o primeiro livro do poeta – Singelos -, M. Quintão chegou a afirmar que ele “fechara os olhos às misérias da Terra, para melhor entrever as belezas do Céu”. Jamais se lhe ouviu dos lábios um queixume, uma palavra de revolta.

Era a resignação em pessoa. “Alma feita de luz,” – afirmou-o Armando Gonçalves (Colar de Pérolas, pág. CXXVI) – “é um dos mais vigorosos literatos que enchem de orgulho o torrão fluminense.” (Vassouras, Estado do Rio, 14 de Abril de 1880 – Vassouras, 7 de novembro de 1914.)


Bibliografia:


a) A do homem terreno:

Singelos;
Efêmeros;
Aves Implumes;
Pétalas;
Perispíritos;
Álbum de Delba, póstumas.

b) A do Poeta Redivivo:

Cartas do Evangelho;
Cartilha da Natureza;
História de Maricota;
Gotas de Luz – ( todas as obras psicografadas pelo médium Francisco Cândido Xavier)
Juca Lambisca e Timbolão – pelos medianeiros desta Antologia.


Espera e Ama Sempre



Não elimine a esperança
De uma alma triste ou ferida
Que a esperança é a luz eterna
Nas grandes noites da vida.

Feliz daquele que espera,
No caminho da amargura,
Pois toda a dor vem e passa.
No coração da criatura.

Ama e crê. Espalha o bem.
Porque, na Terra, em verdade,
É infeliz quem cuida apenas
Da própria felicidade.

Casemiro Cunha



Carta aos Discípulos


Se és discípulo sincero
Do Evangelho de Jesus,
Não deponhas no caminho
O peso de tua cruz.

Pelo fato de estudantes
Nesse roteiro de amor,
Encontrarás na tarefa
O cálice de amargor.

É que quanto mais te eduques
Nos esforços da ascensão,
Mais sofrerás com o duelo
Do egoísmo e da ambição.

Pensando no Amado Mestre,
Ponderando-Lhe a bondade,
Hás de chorar, vendo o mundo
No abismo da iniqüidade.

Terás dor, porquanto, em paz,
Nunca feres, nem odeias.
Sentido contigo próprio
As amarguras alheias

Vai com fé pelo caminho,
Leva a charrua na mão,
Trabalha, aguardando o Cristo
No fundo do coração.

Desconfia da lisonja.
Esquece o que te ofender.
Coloca, acima dos homens,
O que te cumpre fazer.

Sê modesto. Há sempre últimos
Que no céu serão primeiros.
Conta sempre com Jesus
Acima dos companheiros.

Um amigo terrestre pode
Ir com tua alma ao porvir,
Mas inda é o homem do mundo
Sempre disposto a cair.

Recebe com precaução
Quem te venha agradecer.
Por muita coisa que faças
Não fazes mais que o dever.

A palavra sem os atos
É um cofre sonoro e oco.
Evita o que fala muito
E edifica muito pouco.

Sê desprendido da posse,
Mas, conserva os bens da luz.
O discípulo conhece
Que ele próprio é de Jesus.

Nunca sirvas às discórdias,
Ao despeito, à confusão.
Deves ser, por onde passes,
Ensino e consolação.

Sabendo que nada vales
Sem o amparo do Senhor,
Conquistarás no futuro
O seu Reinado de Amor.


Casemiro Cunha

Poesias do livro "Cartas do Evangelho", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Casimiro Cunha.

domingo, 24 de julho de 2011

Mensagem da Semana


















Ouvir a Mensagem



Rumo Certo



Pretendes entrar na posse
Da Vida Superior!...
O caminho mais seguro:
Mais serviço, mais amor.

Queres alívio, sossego,
No coração sofredor...
A providência primeira:
Mais serviço, mais amor.

Desejas libertação
De mágoa, pena, temor...
O recurso que não falha:
Mais serviço, mais amor.

Desejas felicidade,
Resposta a sonhos em flor...
A receita da alegria:
Mais serviço, mais amor.

Sonhas a paz restaurada
De afetos a recompor!...
A base do entendimento:
Mais serviço, mais amor.

Solicitas do destino,
Saúde, amparo, vigor...
O programa necessário:
Mais serviço, mais amor.

Rogas roteiro adequado
Para encontrar o Senhor...
O ensino claro da vida:
Mais serviço, mais amor.


Casimiro Cunha

Do livro "Pássaros Humanos", de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos

sábado, 23 de julho de 2011

O Poeta Bittencourt Sampaio













À Virgem

Vós sois no mundo a estrela da esperança,
A salvação dos náufragos da vida;
Custódia das almas sofredoras,
Consolação e paz dos desterrados.

Do venturoso aprisco das ovelhas,
De Jesus-Cristo, o Filho muito amado!
Fanal radioso aos pobres degredados,
Anjo guiador dos homens desgarrados;

Do Evangelho de luz do Filho vosso.
Virgem formosa e pura da bondade,
Providência dos fracos pecadores,
Astro de amor na noite dos abismos,
Clarão que sobre as trevas da cegueira;
Expulsa a escuridão das consciências!

Virgem da piedade e da pureza,
Estendei vossos braços tutelares;
A Humanidade inteira, que padece,
Espíritos na treva das angústias,

No tenebroso barato das dores,
Mergulhados nas tredas tempestades,
Do mal que lhes ensombra a mente e a vista;
Cegos desventurados, caminhando;
Em busca de outras noites mais escuras.
Legião de penitentes voluntários,
Afastados do amor que os esclarece!

Anjo da caridade e da virtude,
Estendei vossas asas luminosas;
Sobre tanta miséria e tantos prantos.
Dai fortaleza àqueles que fraquejam,
Apiedai-vos dos frágeis caminhantes,
Iluminai os cérebros descrentes,
Fortalecei a fé dos vacilantes,

Clareais as sendas obscurecidas;
Dos que se vão nos pântanos dos vícios!...
Existem almas míseras que choram,
Amarradas ao potro das torturas,
E corações farpeados de amarguras...
Enxugai-lhes as lágrimas penosas!
Virgem imaculada de ternura,

Abençoai os mansos e os humildes,
Que acima de ouropéis enganadores,
Põem o amor de Jesus, eterno e puro'.
Dulcificai as mágoas que laceram,
Pobres almas aflitas na voragem,
Das provações mais rudes e amargosas.

Estendei, Virgem pura, o vosso manto,
Constelado de todas as virtudes,
Sobre a nudez de tantos sofrimentos,
Que despedaçam almas exiladas;
No orbe da expiação que regenera...

Ele será a luz resplandecente;
Sobre a miséria dos padecimentos,
Afastando amarguras, concedendo,
Claridades às estradas pedregosas,
Conforto às almas tristes deste mundo.

Porto de segurança aos viajantes,
Clarão de sol nas trevas mais espessas,
Farol brilhante iluminando os trilhos,
De todos os viajores que caminham,
Pela mão de Jesus doce e bondosa;
O pão miraculoso, repartido;
Entre os esfomeados e os sedentos,
De paz, que os acalente e os conforte!

Virgem, Mãe de Jesus, anjo de amor,
Vinde a nós que na luta fraquejamos,
Ajudai-nos a fim de que a vençamos...
Vinde! Dai-nos mais força e mais coragem,
Derramai sobre nós os eflúvios santos,
Do vosso amor, que ampara e que redime...

Vinde a nós! Nossas almas vos esperam,
Almas de filhos míseres que sofrem,
Atendei nossas súplicas, Senhora,
Providência da pobre Humanidade!...


Bittencourt Sampaio*

Do livro "A Luz da Oração", de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos.



(*) Quem ouve os primeiros acordes e versos da modinha "Tão longe de mim distante", de Carlos Gomes, impressionando-se com a sua beleza e a espiritualidade de sua poesia, está na verdade reverenciando também o trabalho de um dos maiores vultos do Espiritismo, de todos os tempos: Bittencourt Sampaio.

Sergipano, nascido a 1º de fevereiro de 1834, Francisco Leite de Bittencourt Sampaio contava então apenas 25 anos (sua parceria com o autor da ópera "O Guarani" ocorreu em 1859), mas já foi suficiente para revelar ao público o que seria um dos grandes gênios da poesia brasileira.

Segundo o prezado Zeus Wantuil, "não se sabe quando ele entrou para o Espiritismo, mas em 02 de agosto de 1873 já fazia parte da Diretoria do "Grupo Confúcio", primeira sociedade espírita surgida em terras cariocas. Lá desenvolveu sua mediunidade receitista, curando muitos doentes com remédios homeopatas.

Advogado, jornalista, alto funcionário público e político ativo, foi deputado por sua província em duas legislaturas e Presidente (Governador) do Espírito Santo. Presidiu, também, a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.

Desencarnou no Rio de Janeiro, a 10 de outubro de 1895.

Já de volta à vida espiritual, foi autor de dois grandes clássicos da literatura espírita: "Jesus Perante a Cristandade" e "Do Calvário ao Apocalipse", esta última o complemento para a obra "Os Quatro Evangelhos", de João-Baptista Roustaing, prometido pelos seus espírito autores desta última. É apontado por Fred Figner, na obra "Voltei", como o responsável pelos estudos evangélicos na pátria de Ismael.

Por tudo que fez, por tudo que é, Bittencourt Sampaio é também ... Sal da Terra.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Imagem e Mensagem: Quem Ama - Alexandre de Jesus

Mensagem poética, ditada pelo espírito Alexandre de Jesus e psicografada pelo médium Chico Xavier, na obra "Brilhe a Vossa Luz".


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Boas Notícias

Destacamos algumas das notícias positivas divulgadas em sites durante o mês de julho:

Cultura de Paz

Campanha arrecada 9.160 armas em dois meses


Em vigor há dois meses, a Campanha Nacional do Desarmamento 2011 arrecadou 9.160 armas e 30,9 mil munições em todo o país. O balanço nacional, divulgado nesta quarta-feira (6) pelo Ministério da Justiça, mostra que cada pessoa entrega, em média, uma arma. No caso das munições, são 36 unidades por pessoa.

De acordo com o ministério, os revólveres calibre 38 lideram a lista dos armamentos recebidos pelas polícias Federal e Rodoviária Federal, com 2.436 unidades recolhidas. Em segundo lugar estão os revólveres calibre 32, com 1.110 unidades (12%). Foram entregues ainda 32 fuzis, quatro metralhadoras e duas submetralhadoras.

A Campanha Nacional do Desarmamento prevê a indenização às pessoas que entregarem armas nos postos de arrecadação. Até o momento, o Ministério da Justiça pagou R$ 835 mil em reparações. Os valores variam de R$ 100 a R$ 300 por arma entregue.

A campanha segue até 31 de dezembro. De acordo com o ministério, depois dessa data, as entregas continuarão sendo aceitas, mas as pessoas que decidirem se desarmar não serão indenizadas. Delegacias de Polícia Civil, postos da Polícia Rodoviária Federal, batalhões da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros e unidades das Forças Armadas funcionam como postos de coleta. As unidades autorizadas para coleta de armas estão relacionadas na página oficial da campanha na internet.


Fonte: Viva Pernambuco, 06/07/2011


MEC pode adotar Cartilha Anti Bullying elaborada pela doutoranda da UFSCar



O Ministério da Educação (MEC) pode adotar até o final deste ano, uma cartilha contra o bullying.

O material é voltado para alunos de 6ª a 9ª série do ensino fundamental e foi apresentado nesta segunda-feira (11) na reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade de Goiás (UFG), em Goiânia.

Elaborado pela doutoranda em psicologia Ana Carina Stelko-Pereira, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a cartilha intitulada “Psiu, repara aí!” passou por testes com 70 estudantes e 95 % deles aprovaram o conteúdo. A cartilha contém caça-palavras, desenhos e histórias sobre bullying.

Fonte: Portal Universidade UFSCar, 12/07/2011.



Ciência


Ondas do mar poderão gerar energia limpa com custo menor


Por Fernanda Morales


Barcos movidos por energia captada das ondas do mar um dia poderão gerar energia com um custo muito menor do que a atual forma de captação da força das ondas. O projeto do pesquisador Andre Sharon da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, prevê que os barcos seriam capazes de viajar até certo ponto no oceano, ancorar e ali começar a captação da energia das ondas, carregando baterias com a energia limpa.

Os barcos de 50 metros de comprimento serão capazes de captar a energia através de boias instaladas em sua lateral, que irão acionar braços mecânicos. A captação de energia se dará com o movimento que a boia fizer com o balanço das ondas e dessa forma, acionará braços mecânicos que produzirão energia de 1 megawatt. As baterias terão capacidade de armazenar 20 megawatts/hora, ou seja, para atingir uma carga completa os barcos terão de permanecer no mínimo 20 horas em alto mar.

De acordo com o site New Scientist, o que tornaria a captação de energia proposta por Sharon barata é que esses navios não precisarão de cabos para se conectar com as placas acumuladoras, onde a energia é depositada. Esses cabos custam em média 500 mil dólares por quilômetro de extensão.

O projeto foi apresentado na Conferência de Tecnologia Limpa 2011, em Boston. Durante a conferência, Sharon apresentou um cálculo que justifica seu projeto. Ele acredita que seu mecanismo gastará apenas quinze centavos de dólar para produzir um quilowatt por hora, enquanto os mecanismos existentes hoje gastam entre 30 e 65 centavos de dólar pelo mesmo quilowatt hora.

O diretor do programa de energia da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, Mark Jacobson, afirmou para o site New Scientist que a ideia de Sharon é muito criativa. Ele ainda acredita que essa energia possa ser armazenada e usada em momentos de forte demanda.

Nesta semana, a Escócia também apresentou seu novo e gigantesco gerador de energia por ondas que poderá gerar 250% mais energia com um terço do custo de um gerador convencional. Instalado na costa do país, as autoridades acreditam que o Oyster 800 gerará 800 quilowatts de energia limpa.

Fonte: Terra Notícias, 15/07/2011


Brasil avança no estudo da superpílula contra infarto e AVC


Pesquisadores do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, terminaram os testes da fase inicial de um estudo que vai compactar em uma única pílula quatro medicamentos que previnem doenças cardiovasculares. As doenças do coração são a principal causa de mortes no Brasil e no mundo. O estudo constatou que o novo medicamento reduz em 60% o risco de derrame ou infarto. Em quatro meses, começa a fase de testes em 22 hospitais do país. A pesquisa está sendo feita em sete países e, no Brasil, é coordenada pelo Hcor.

A polipílula testada deverá prevenir problemas de risco cardiovascular moderado, reduzir a pressão arterial e controlar o colesterol. Ela combina em um único comprimido os compostos da aspirina (que previne entupimento dos vasos sanguíneos do coração), a sinvastatina (controlador de colesterol) e de dois medicamentos para controle da pressão arterial: lisinopril e hidroclotiazida.

"Nesta primeira fase, com início em 2006, feita em sete países, 400 pacientes com risco médio de infarto ou derrame tomaram uma pílula por dia por quase cinco meses. Em todos esses países se viu uma redução de 60% no risco de a pessoa sofrer um derrame ou infarto no futuro, além da redução na pressão arterial e no colesterol", explica o coordenador da pesquisa no Brasil, o médico Otávio Berwanger.

As vantagens da polipílula são a facilidade de manter o tratamento, já que é necessária uma única dose por dia, e o custo inferior as valor dos quatro medicamentos somados. No segundo semestre, a segunda fase da pesquisa começará a ser feita com pacientes em estados mais graves, que já tiveram acidente vascular cerebral (AVC) e infarto. No Brasil, o estudo irá envolver 2 mil pessoas, em 22 hospitais. "Só depois dessa nova pesquisa é que vai ser definida a eficácia da pílula em larga escala", explica Berwanger.


Assista ao vídeo da matéria clicando aqui: (Especialista explica funcionamento da 'superpílula')


Fonte: Terra Notícias, 01/07/2011.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O Poeta Rodrigues de Abreu
















Encontro Divino

Quando o aprendiz desditoso
Contemplou toda a luz
Que o Mestre lhe trazia,
A Terra transformou-se
Aos seus olhos em pranto.

Renovado e feliz
Reconheceu que a lama
Era adubo sublime;
Notou em cada espinho
Uma vara de flores
E descobriu que a dor,
Em toda parte, é dádiva celeste.

Assombrado.
Viu-se, enfim, tal qual era
Um filho de Deus-Pai
Ligado em si à Humanidade inteira.

Descortinou mil sendas para o bem
No chão duro que lhe queimava os pés.
Encontrou primaveras
Sob o frio hibernal
E antegozou colheitas multiformes
Na sementeira frágil e enfermiça.

Deslumbrando,
Sentiu nas flores, estrelas mudas,
Nas fontes, bênçãos do céu exiladas no solo,
E nas vozes humildes da natureza
O cântico da vida
A Bondade Imortal.

Abrira-se-lhe n’alma o Grande Entendimento...
Não conseguiu articular palavra
À frente do mistério.
Somente o pranto
De alegria profunda
Orvalhou-lhe o semblante em êxtase divino.

E, desde então,
Passou a servir sem cessar,
Dentro de indevassável silêncio,
Qual se o Mestre e ele se bastassem um ao outro,
Morando juntos para sempre,
À maneira de duas almas
Vivendo num só corpo
Ou de dois astros
A brilharem unidos,
Em pulsações de luz,
No Coração do Amor.


Rodrigues de Abreu*

Do livro "Nosso Livro", de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos diversos.



(*)Benedito Luis Rodrigues de Abreu, nasceu em Capivari em 27 de setembro de 1897, aos sete ano passou a morar em Piracicaba, onde começou os estudos em "escola de sítio". Aos 12 anos foi para São Paulo com a família, passou a morar primeiro no Brás, depois na Vila Buarque. Neste bairro passou a trabalhar em uma farmácia com entregas à domicílio, até ser internado no "Liceu Coração de Jesus", para aprender uma profissão.

Em maio de 1918 voltou com a família para Capivari onde trabalhou na Caixa de Crédito Agrícola. O contato com a poesia aconteceu no colégio. Rodrigues de Abreu aprendeu métrica lendo Simões Dias e sua primeira composição, de acordo com amigos foi: "O Famélico". Para esta obra se inspirou no "Pedro Ivo" de Castro Alves.

As obras mais antigas do poeta capivariano foram descobertas pelo professor Carlos Lopes de Mattos (in: "Vida, Paixão e Poesia de Rodrigues de Abreu", gráfica e editora do Lar/ABC do Interior, 1986). Elas eram intituladas: "O Caminho do Exílio" e "A Virgem Maria", ambas publicadas na revista "Ave Maria", em novembro e dezembro de 1916.

Em Capivari os poemas dele eram publicados nos jornais locais "Gazeta de Capivari" e "O Município". Além de poeta, Abreu era orador talentoso, grande ator e desportista. Foi centro-avante do "Capivariano F.C.", para o qual compôs o hino oficial.

Ele fundou o "Grêmio Literário e Recreativo de Capivari", grupo que encenou "Capivari em Camisola", escrita por Epaminondas de Almeida, na parte em prosa e por Rodrigues de Abreu nas passagens em versos.

O seu livro de estréia deveria ter sido "Folhas", que foi submetido à apreciação de Amadeu Amaral, que se referiu assim à obra: "Depois de Olavo Bilac e Martins Fontes, é o melhor livro de estréia que tenho visto". Contudo, devido a dificuldades de publicá-lo e levado pelo interesse de seu primeiro editor (Amadeu Castanho, redator da "Gazeta de Piracicaba") de publicar o que o jovem escritor desejasse, antes de "Folhas" surgiu "Noturnos", de junho de 1919, mas que tudo indica seja de junho de 1921.

Trabalhou com Amadeu Amaral em "A Cigarra", em São Paulo, em 1921 e em 1922 foi para Bauru. Dois anos depois teve que ser internado em Campos do Jordão, devido à tuberculose.
É nessa época que lança "A Sala dos Passos Perdidos" e passa a assinar "Rodrigues de Abreu" por sugestão de Amaral.

Em 1925 mudou-se para São José dos Campos, viveu até abril de 1927.


Fonte da Biografia: Trecho extraído do livro "Noturnos e outros Poemas" / Portal São Francisco

terça-feira, 19 de julho de 2011

O Poeta Olavo Bilac


Natural do Rio de Janeiro, nasceu em 16 de dezembro de 1865 e aí faleceu em 1918. Considerado, ao seu tempo, o Príncipe dos Poetas Brasileiros. Sócio fundador da Academia Brasileira de Letras.



O Livro

Ei-lo! Facho de amor que, redivivo, assoma
Desde a taba feroz em folhas de granito,
Da Índia misteriosa e dos louros do Egito
Ao fausto senhoril de Cartago e de Roma!

Vaso revelador retendo o excelso aroma
Do pensamento a erguer-se esplêndido e bendito,
O Livro é o coração do tempo no Infinito,
Em que a idéia imortal se renova e retoma.

Companheiro fiel da virtude e da História,
Guia das gerações na vida transitória,
É o nume apostolar que governa o destino;

Com Hermes e Moisés, com Zoroastro e Buda,
Pensa, corrige, ensina, experimenta, estuda,
E brilha com Jesus no Evangelho Divino.

Olavo Bilac



Brasil

Desde o Nilo famoso, aberto ao sol da graça,
Da virtude ateniense à grandeza espartana,
O anjo triste da paz chora e se desengana,
Em vão plantando o amor que o ódio despedaça,

Tribos, tronos, nações... tudo se esfuma e passa.
Mas o torvo dragão da guerra soberana
Ruge, fere, destrói e se alteia e se ufana,
Disputando o poder e denegrindo a raça.

Eis, porém, que o Senhor, na América nascente,
Acende nova luz em novo continente
Para a restauração do homem exausto e velho.

E aparece o Brasil que, valoroso, avança,
Encerrando consigo, em láureas de esperança,
O Coração do Mundo e a Pátria do Evangelho.

Olavo Bilac


Do livro "Parnaso de Além Túmulo", de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O Poder do Pensamento


Inspiração, Intuição e Telepatia

Como ocorrem estes fenômenos? Sua existência demonstra que a pessoa é médium?


Por Edvaldo Kulcheski


No momento em que exerce sua faculdade, o médium pode permanecer no estado normal ou ficar num estado mais ou menos acentuado de crise (transe mediúnico).

Conforme o tipo de faculdade que possui, permanece com as percepções normais ou seu estado de percepção pode se tornar muito mais sensível. Quando no estado normal, é inspirativo ou intuitivo. Quando no estado de crise adquire a forma de sonambulismo ou de êxtase.

Na inspiração e na intuição recebem o pensamento do espírito e posteriormente, com seu modo característico, transmitem a mensagem.

O sonambulismo natural é o estado de independência do espírito em que as suas faculdades adquirem maior amplitude. A alma tem percepções que no estado normal se acham embotadas.

O estado de êxtase é um sonambulismo mais apurado. A alma do estático ainda é mais independente.

Nos estados de sonambulismo e de êxtase, a própria alma do médium pode comunicar-se, constituindo isto o fenômeno chamado animismo.

Na inspiração, a intervenção espiritual é bem menos perceptível, mais discreta; é um modo de o homem receber ajuda aparente do plano superior. São apenas idéias ou sugestões mentais desprovidas de sentimentos.

A intuição é semelhante a inspiração, porém, a intervenção espiritual é bem mais acentuada; o espírito comunicante transmite suas idéias ou sugestões mentais carregadas de sentimentos ao encarnado que, entendendo-as, interpreta-as e as enuncia com suas próprias palavras.

Tanto na inspiração como na intuição o que ocorre é a transmissão do pensamento, portanto, se efetuam o processo de comunicação telepática.


Telepatia e Mediunidade


Na telepatia processada exclusivamente entre os encarnados, uma vontade ativa transmite os seus pensamentos e outra vontade deliberadamente passiva recebe os pensamentos emitidos, o que constitui num processo de transmissão mental diretamente de encarnado para encarnado. Mas no caso da inspiração e da intuição telepática, além de o médium deixar-se “inspirar” por outro espírito desencarnado, ele também assenhoreia-se dos seus problemas venturosos ou aflitivos, assim como, às vezes, recepciona mensagem espiritual educativa que ultrapassa o seu entendimento ou concepção comum que tem a vida.

Na telepatia entre encarnados, um cérebro ativo envia ondas concêntricas que são captadas por outro cérebro receptor passivo, por que ambos sintonizam-se na mesma faixa vibratória de transmissão mental.

Na inspiração e, principalmente, na intuição, efetua-se o “ajuste perispiritual” entre o perispírito do médium e o desencarnado, em que o primeiro recebe diretamente a mensagem que deve transferir para o mundo material.

No caso de pura telepatia entre encarnados, o fenômeno é subordinado exclusivamente aos acontecimentos do mundo físico, enquanto que, no intercâmbio telepático inspirativo e intuitivo com os espíritos desencarnados, os médiuns captam notícias inéditas do Além, fazem previsões acertadas e muitas vezes expõem assuntos que, além de transcender aos seus próprios conhecimentos, ainda ultrapassam a concepção habitual dos freqüentadores das sessões espíritas.

Na inspiração, o médium não se afasta do corpo, precisa apenas sintonizar-se mentalmente com o espírito para receber telepaticamente a influência e transmiti-la, sem se afastar do corpo. É totalmente consciente, ocorrendo a assimilação de correntes mentais que o espírito envia ao encarnado, ou seja, são apenas idéias ou sugestões mentais desprovidas de sentimentos.

É simplesmente uma influência telepática com plena consciência do médium, nada provando a origem mediúnica, mas reconhece-se que é uma influência estranha quando o assunto tratado está fora das cogitações do médium ou mesmo contrária a seus pontos de vista.

Na intuição o médium também não se afasta do corpo, mas tem de sintonizar-se mentalmente a harmonizar-se vibratoriamente com o espírito para receber telepaticamente a influência estranha e posteriormente transmiti-la.

Duas pessoas sintonizadas mentalmente estarão, evidentemente, com as mentes perfeitamente entrosadas e havendo entre elas harmonia vibratória, se estabelecerá entre elas uma ponte magnética vinculando-as, imantando-as profundamente.

Os pensamentos e as sensações diferentes que o médium sente, deve-se ao jato de força mental e força vibratória que o espírito lança sobre o sistema nervoso do encarnado, ou seja, as idéias ou sugestões mentais vem carregadas de sentimentos, sensações etc.

O médium recebe as idéias, interpreta-as e dá-lhes forma com suas próprias palavras.

Não raro o comunicante imprime maior vigor à ação telepática pondo a mão no cérebro material, caracterizando aí a chamada mediunidade intuitiva.

As incorporações caracterizam-se pelo fato de o espírito do médium afastar-se do corpo (ao qual fica unido por um cordão fluídico) e entrar num estado de sonolência ou transe.



Fonte: Trecho do artigo " Inspiração, Intuição e Telepatia", publicado no portal Revista Cristã de Espiritismo. Imagem: Buzzle.com

domingo, 17 de julho de 2011

Mensagem da Semana























Ouvir a Mensagem


Deus é Caridade


Não guardes e nem fales, coração,
Palavra de azedume ou desesperação.
O verbo que escarnece, esfogueia, envenena,
Traz em si mesmo a dolorosa pena
De amarga frustração!

Muitas vezes nós mesmos, trilha afora
No pensamento que se desarvora,
Nas teias da ilusão sem motivo ou sem base,
Para sair do mal e regressar ao bem
Precisamos apenas de uma frase
Do carinho de alguém!

Na dor que nos renova,
Quantas vezes na vida a gente espera
Simplesmente um sorriso,
Para fazer o esforço que é preciso,
A fim de não perder nas lágrimas da prova
A paz da fé sincera!...

Pensa nisso e abençoa
Àquela própria mão que te espanca ou aguilhoa.
Fel, tristeza, amargura,
Transformam desventura em maior desventura!
Se a mágoa te domina,
Observa a lição da Bondade Divina!

Se o homem tala o campo aos horrores da guerra,
Deus recama de verde as úlceras da Terra.
Cerre-se a noite fria,
Deus recompõe sem falta os fulgores do dia.
Atire-se um calhau à fonte da espessura,
Deus protege a corrente
E a fonte lava a pedra a beijos de água pura
E prossegue indulgente,
Doce, clara, bendita,
Fertilizando o campo em que transita.

Isole-se a semente pequenina
Na clausura do chão
E eis que Deus a ilumina
E ela faz a alegria e a fartura do pão!
Que a poda fira a planta a golpes destruidores
E Deus reveste o tronco em auréolas de flores!...

Conquanto seja em tudo a Justiça perfeita
Que nos premia, ampara, aprimora e endireita
Pelo poder do amor incontroverso,
Deus quer que a Lei do amor seja cumprida
Para a glória da vida,
Nas mais remotas plagas do Universo!

Serve, pois, coração,
À tolerância, à paz, à bondade e à união!
Embora desprezado, anônimo, sozinho,
Agradece, em silêncio, a injúria, o pranto, o espinho
E serve alegremente...

Dor é nova ascensão à Vida Superior!...
Rende-te a Deus e segue para a frente,
Pois Deus é Caridade e a Caridade ardente
Tudo cobre de amor!...


Maria Dolores (Lembrança aos companheiros da Doutrina Espírita)

Do livro "Antologia da Espiritualidade", Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Maria Dolores.

sábado, 16 de julho de 2011

A Poesia de Auta de Souza















Oração de Hoje

Hoje, Senhor, resplende novo dia,
Que deveres e júbilos condensa,
Nova esperança luminosa e imensa
Renascendo da noite espessa e fria...

Dá-me trabalho por excelso guia,
Ensina-me a servir sem recompensa
E a fazer do amargor de cada ofensa
Uma prece de amor e de alegria.

Que eu Te veja na dor com que me elevas
Por flamejante sol, rompendo as trevas,
Ante a beleza do Celeste Abrigo!

E que eu possa seguir na caravana
Dos que procuram na bondade humana
A glória oculta de viver contigo.


Auta de Souza





















Prece a Jesus


Sê louvado, Senhor, pela bendita escola
Da verdade, em que Fé por sol se descortina,
Restaurando de novo a Celeste Doutrina
Em que o Mundo se eleva e a Vida se acrisola.

Templo, celeiro, lar, aconchego, oficina,
Revelação, apoio, entendimento, esmola,
Tudo que ampara, educa, alivia ou consola
Em tudo aqui te exalta a Presença Divina!...

Enquanto o Mundo chora, anseia, luta e avança,
Faze de nossa casa um pouco de Esperança
Na construção do Bem à luz que te descerra...

Aspiramos contigo a ser, dia por dia,
Uma forja de paz que trabalha e confia,
Uma fonte de Amor na aspereza da Terra.


Auta de Souza



Do livro "Auta de Souza", Francisco do Cândido Xavier, pelo Espírito Auta de Souza

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A Poetisa Auta de Souza


Nasceu em Macaíba (RN), em 12 de setembro de 1876, filha de Eloy Castriciano de Souza e Henriqueta Leopoldina de Souza e irmã de dois políticos e intelectuais, Henrique Castriciano e Eloy de Souza. Aos 14 anos apareceram os primeiros sinais da tuberculose, obrigando-a a abandonar os estudos e a iniciar uma longa viagem pelo interior em busca de cura.

Auta de Souza deve ser considerada a poetisa norte-rio-grandense que mais ficou conhecida fora do Estado. Sua poesia, de um romantismo ultrapassado e com leves traços simbolistas, circulou nas rodas literárias do país despertando sempre muita emoção e interesse, e foi fartamente incluída nas antologias e manuais de poesia das primeiras décadas. Como a maioria dos escritos femininos, sua obra poética deixou-se contaminar pelas experiências vividas, o que, aliás, não compromete o lirismo e o valor estético de seus versos.

Aos 24 anos, no dia 7 de fevereiro de 1901, Auta de Souza morria tuberculosa. No ano anterior havia publicado seu único livro de poemas sob o título de Horto, com prefácio de Olavo Bilac, que obteve significativa repercussão na crítica nacional. Em 1910 saía a segunda edição, em Paris, e, em 1936, a terceira, no Rio de janeiro, com prefácio de Alceu de Amoroso Lima.

Antes de serem reunidos em O Horto, parte de seus poemas foram publicados em jornais como A Gazetinha, de Recife, O Paiz, do Rio de Janeiro, e A República, A Tribuna, o Oito de Setembro, de Natal, e nas revistas Oásis e Revista do Rio Grande do Norte. Os poucos poemas inéditos que deixou foram recolhidos e publicados nas edições seguintes de o Horto.



Verbete de Constância Lima Duarte e Diva Cunha

Fonte: http://www.amulhernaliteratura.ufsc.br/

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Pensamentos Nobres

Trechos de poemas e trovas extraídos das obras ditadas pelos "poetas redivivos" do mundo maior.
















"Figuremos numa escada
A santa imagem da vida,
Cada qual tem seu degrau
Na luminosa subida."

(Do livro Cartas do Evangelho, Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Casimiro Cunha)


"Deus é bom, mas não te percas
Em votos ineficazes.
A Terra escuta o que dizes,
O Céu contempla o que fazes."

(Do livro "Trovadores do Além", Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Augusto de Oliveira)


"Todo apego que não seja
O apego do afeto irmão
É uma algema dolorosa
No instante da transição."

(Do livro "Cartas do Evangelho", Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Casimiro Cunha)


"Afeições vistas do Além
Em cem paixões que entrevejo:
Uma delas – amor puro;
Noventa e nove – desejo."

(Do livro "Trovadores do Além", Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Lucídio Freitas)


"Cada lição de teus lábios,
Seguida do bom exemplo
É uma coluna divina,
Sustentáculo de um templo."

(Do livro "Cartas do Evangelho", Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Casimiro Cunha)


"O mal é o mesmo em ofensas
De obsessões infelizes,
Quando dizes e não pensas,
Quando pensas e não dizes."

(Do livro "Trovadores do Além", Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Marcelo Gama)



"Onde estejas quanto possas,
Ajuda em favor de alguém...
Origem de todo mal:
Ignorância do bem."

(Do livro "Orvalho de Luz", Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Sabino Batista)


"Muito pede o céu daquele
A quem muito se haja dado",
Multiplica os teus "talentos"
Que são bens do Mestre Amado.

(Do livro "Cartas do Evangelho", Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Casimiro Cunha)



"Em todo e qualquer caminho,
O bem, que jamais se cansa,
Na ponta de cada espinho
Põe a rosa da esperança."

(Do livro "Trovadores do Além", Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Eugênio Savard)


"Procura ver na oficina
Que chamas de "natureza"
A providência Divina
Irradiando a beleza."

(Do livro Cartas do Evangelho, Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Casimiro Cunha)


"Apenas Deus sabe tudo
O que se esconde e contém
Na gota de pranto mudo
Que molha a face de alguém"

(Do livro "Trovadores do Além", Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Chiquito de Morais)


"Não elimine a esperança
De uma alma triste ou ferida
Que a esperança é a luz eterna
Nas grandes noites da vida."

(Do livro Cartas do Evangelho, Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Casimiro Cunha)


"O mundo aplaude e coroa
Quem vence a batalha a esmo,
Mas, no Além, o vencedor
É quem venceu a si mesmo."

(Do livro "Trovadores do Além", Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Antônio Azevedo)



"A ventura se concebe
Só pelo câmbio do bem,
Quanto mais dá mais recebe,
Quanto mais serve mais tem."

(Do livro "Orvalho de Luz", Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito José Albano)


"No serviço de paz do amor cristão,
Brilhe na Terra em sombra a vossa luz!
Seja o Eterno Evangelho de Jesus
O roteiro de vosso coração."

(Do livro Coletâneas do Além", Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito João de Deus)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O Poeta Augusto de Lima













O Doce Missionário


Sertão hostil. Agreste serrania.
Tendo por companhia
A cruz do Nazareno, humilde e solitário,
Ali vivia Anchieta, o doce missionário,

Carinhoso pastor, espelho de bondade,
Abençoando o bem, perdoando a maldade,
Servo amado de Deus, imitador de Assis,
Que na humildade achara a vida mais feliz.

Naquele dia, era intenso o calor.
Ninguém. Nem uma sombra se movia.
Tudo era languidez, desânimo e torpor.
Além se divisava a solidão da estrada,

Amarela de pó, tristonha e desolada.
Na clareira, onde o sol feria os vegetais,
Viam-se florescer bromélias e boninas
E, elevando-se aos céus, esguios espinhais,

Implorando piedade às amplidões divinas...
Eis que o irmão de Jesus,
o humilde pegureiro,
Avista um mensageiro.

Dirige-se-lhe à casa,
Pisando vagaroso o chão que o sol abrasa.
- “Meu protetor, diz ele: o bom pajé,
Convertido por vós à luz da vossa fé,

Que tem oferecido a Deus o seu amor,
Agoniza na taba, ao longe, em aflição,
Ele espera de vós a paz do coração
E implora lhe deveis a bênção do Senhor.”

- “Oh! Doce filho meu, que vindes de passagem
Que Jesus vos ampare ao termo da viagem...”
E, isso dizendo, o pastor, prestamente,
Toma da humilde cruz do Mártir do calvário,

Abandonando o ninho agreste e solitário,
Para arrancar da dor o pobre penitente.
Há solidão na estrada,
Ferem-lhe os pés as pontas dos espinhos.

Que penosa jornada,
Em tão rudes e aspérrimos caminhos!...
Pairam no ar excessos de calor,
Nem árvores com sombras e nem fontes,

Somente o sol ferino destruidor,
Que calcina, inflamando os horizontes.
Eis que a sede o devora;
Entretanto, o pastor não se deplora;

A terna e meiga efígie de Jesus,
É-lhe paz e alimento, amparo e luz.
Numa férvida prece,
Ele inda agradece.

- “Sê bendito, Senhor, por tudo o que nos dás.
Seja alegria ou dor, tudo é ventura e paz.
Eu vejo-te no alvor das manhãs harmoniosas.
No azulíneo do céu, no cálice das rosas,

Na corola de luz de todas as florzinhas,
No canto, todo amor, das meigas avezinhas.
Na estação outonal, na loura primavera,
No coração do bom, que te ama e te venera,

Nas vibrações dos sons, na irradiação da luz,
Na dor, no sofrimento, em nossa própria cruz...
Tudo vive a mostrar tua própria bondade,
Eterno Pai de amor, de luz e caridade,

Abençoados são o inverno que traz frio
E os calores do sol nas estações do estio...”
Terminando a sorrir a espontânea oração,
Inspirada na fé de santa devoção,

Anchieta escuta em torno os mais sutis rumores.
Eis que nos arredores,
Congregam-se apressadas
Todas as avezinhas

E, asas aconchegada, Juntinhas,
Numa ideal combinação
Formam um pálio protetor
Cobrindo o doce irmão
Que ia ofertar amor,
Luz e consolação

Em nome do Senhor.
Pelos caminhos,
Foi-se aumentando
O meigo bando

Dos bondosos e ternos passarinhos,
Aureolando com amor o discípulo amado,
Modesto, casto, humilde e isento de pecado,
Que ia seguindo,

Lábios sorrindo, Em meiga mansuetude.
O enviado do bem e da virtude
Agradecia ao céu, o coração em luz,
Evolando-se puro ao seio de Jesus.

Chegara ao seu destino. Ia caindo o dia...
No poente de paz de harmonia,
Brilhava nova luz, feita de crença e amor:
Era a bênção dos céus, a bênção do Senhor...


*Augusto de Lima

Do livro "Lira Imortal", de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos diversos.
Imagem: ilustração do missionário José de Anchieta



(*) Augusto de Lima (Antônio Augusto de Lima), jornalista, poeta, magistrado, jurista, professor e político, nasceu em Congonhas de Sabará (hoje Nova Lima), Minas Gerais, em 5 de abril de 1859, e faleceu no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, em 22 de abril de 1934. Na Academia Brasileira de Letras, concorreu a primeira vez em 1902, na vaga de Francisco de Castro. Foi eleito Martins Júnior. Um ano depois, apresentou-se candidato à vaga de Urbano Duarte. Foi eleito em 5 de fevereiro de 1903, mas só tomou posse quatro anos depois, em 5 de dezembro de 1907, sendo recebido pelo acadêmico Medeiros e Albuquerque.

terça-feira, 12 de julho de 2011

O Poeta Amaral Ornellas
















Ouve


Escuta! Enquanto a paz da oração te domina,
Qual melodia excelsa, a fremir, doce e mansa,
Há quem padeça e morra à míngua de esperança,
Rogando amparo, em vão, no lençol de neblina.

Ouve! A sombra tem voz que clama e desatina...
É a provação que ruge... A dor que não descansa...
Desce do pedestal da fria segurança,
Transfigura a bondade em fonte cristalina.

Estende o coração!... Serve, instrui, alivia...
Das sementes sutis de ternura e alegria
Prepararás, agora, o jardim do futuro...

Um dia, voltará à pátria de onde vieste
E apenas colherás na luz do Lar Celeste
O que dás de ti mesmo ao solo do amor puro.


Adolfo Oscar do Amaral Ornellas*


(*) Prosador, poeta e teatrólogo, Amaral Ornellas foi, por sete anos consecutivos, secretário da revista «Reformador», órgão da Federação Espírita Brasileira e membro da Comissão de Assistência aos Necessitados dessa mesma Casa. Vice presidente do "Grupo Espírita Fé, Amor e Caridade Agostinho", instituição de amparo aos doentes do corpo e da alma. Homem bom e extremamente caridoso, deixou, como médium receitista, um nome benquisto por milhares de beneficiados. Na Diretoria de Estatística Comercial foi funcionário distinto e exemplar.

Teatrólogo, escreveu várias peças admiráveis, uma das quais, "O Gaturamo", foi premiada pela Academia Brasileira de Letras. "Em suas poesias" – diz Manuel Quintão, à pág. 181 do Reformador de 1918 – "ele canta serena e dignamente as suas emoções, sem cair em delíquio de exuberância, em malabarismo palavroso." (Rio de Janeiro, GB, 20 de Outubro de 1885 – Rio de Janeiro, GB, 5 de Janeiro de 1923.)


Do livro "Antologia dos Imortais", Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Atualidades Espíritas


Consciência Moral - Consciência Espírita



Por Marta Antunes Moura


O desenvolvimento da consciência – capacidade de conhecer a si mesmo e ao outro –, é processo evolutivo gradual que amplia a faculdade de pensar, agir e querer, no ser humano. Aliás, é ensinamento doutrinário espírita básico que a consciência está presente desde a formação do homem. Daí os Espíritos da Codificação afirmarem:

“Sem a individualidade e sem consciência de si mesma, (a alma) seria como se não existisse”.1 A consciência moral ou espiritual pode ser entendida como sendo o ápice do desenvolvimento da consciência, propriamente dita.

Iniciando essa nova etapa evolutiva, o Espírito caminha em direção aos planos angélicos. A consciência moral é também denominada “consciência limpa”, por Paulo de Tarso (I Timóteo, 3:9), a base da manifestação da fé viva.

A conquista da consciência moral indica que, por vontade própria, o homem passa a ser governado por valores morais, criteriosamente aplicados em diferentes contextos da vida. É pela consciência moral que o Espírito aprende a discernir entre o bem e o mal e, dessa forma, fazer escolhas acertadas ao longo das suas existências, vivenciadas no plano físico ou no espiritual.

Fazer escolhas é direito natural do ser que possui razão e livre-arbítrio. Indica, porém, elevado senso de responsabilidade e de maturidade psicológica o indivíduo que sabe fazer escolhas corretas, que não interferem na liberdade de outrem nem produzem qualquer prejuízo ao próximo. Nessas condições, o ser moralizado é alguém que possui liberdade plena, porque sabe como agir, independentemente de circunstâncias, situação, local ou pessoa. Demonstra também que possui integridade de caráter e inabalável coragem ao assumir as conseqüências dos seus atos.

A responsabilidade pelas próprias ações demonstra que o Espírito saiu de uma faixa evolutiva anterior e passou a transitar em outra, mais adiantada, onde os seus testemunhos de melhoria espiritual são mais significativos. Isso nos faz lembrar Paulo, o apóstolo da gentilidade, que afirmou: “Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência”. (II Coríntios, 1:12.)

Interpretando essa sentença, Emmanuel esclarece que o testemunho da consciência para o cristão difere do testemunho da consciência dos que ainda não despertaram para uma realidade moral superior, que a tudo transcende:

Num plano onde campeiam tantas glórias fáceis, a do cristão é mais profunda, mais difícil. A vitória do seguidor de Jesus é quase sempre no lado inverso dos triunfos mundanos. É o lado oculto. Raros conseguem vê-lo com olhos mortais.

Entretanto, essa glória é tão grande que o mundo não a proporciona, nem pode subtraí-la. É o testemunho da consciência própria, transformada em tabernáculo do Cristo vivo. No instante divino dessa glorificação, deslumbra-se a alma ante as perspectivas do Infinito. É que algo de estranho aconteceu aí dentro, na cripta misteriosa do coração: o filho achou seu Pai em plena eternidade.2

O despertar da consciência moral é sempre de ordem transcendental, pois permite ao Espírito encontrar Deus, cuja centelha traz abrigada dentro de si, desde a sua criação. Vários são os caminhos que facilitam esse encontro: alguns Espíritos trilharam a estrada das ciências, outros da religião, mas todos chegam ao mesmo ponto, no momento certo.

O Espírito André Luiz elucida, como acontece esse encontro:

Meditação elevada, culto à prece, leitura superior e conversação edificante constituem adubo precioso nas raízes da vida.

Ninguém respira sem os recursos da alma. Todos carecemos de espiritualidade para transitar no cotidiano, ainda que a espiritualidade surja para muitos, sob outros nomes, nas ciências psicológicas de hoje que se colocam fora dos conceitos religiosos para a construção de edifícios morais.

À vista disso, criar costumes de melhoria interior significa segurança, equilíbrio, saúde e estabilidade à própria existência.

Debaixo de semelhante orientação, realmente não mais nos será possível manter ambigüidade nas atitudes. Em cada ambiente, a cada hora, para cada um de nós, existe a conduta reta, a visão mais alta, o esforço mais expressivo, a porta mais adequada.

Atingido esse nível de entendimento, não mais é lícita para nós a menor iniciativa que imponha distinção indevida ou segregação lamentável, porque a noção de justiça nos regerá o comportamento, apontando-nos o dever para com todos na edificação da harmonia comum.

Estabelecidos por nós, em nós mesmos, os limites de consciência e conveniência, aprendemos que felicidade, para ser verdadeira, há de guardar essência eterna.3

Com Jesus, a consciência moral traduz-se como conquista do reino dos céus, que nada mais é do que a vivência da lei de amor. Lei que mostra a transitoriedade dos valores mundanos, estimuladores do orgulho, da vaidade e do egoísmo: bens materiais, prestígio social, posição e poder. Lei que fornece a segurança e a força moral necessárias para, segundo os ditames do Evangelho, atender a esta solicitação do Cristo: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me”. (Mateus, 16:24.)

É oportuno recordar que, da mesma forma que o desenvolvimento da consciência amplia a visão que a pessoa tem de si mesma e do próximo, o aperfeiçoamento paulatino da consciência moral transforma o ser em pessoa de bem, cujos critérios estão claramente estabelecidos em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XVII.

Neste sentido, o espírita consciente trabalha incessantemente a sua transformação moral, combatendo as suas imperfeições e adquirindo virtudes, através dos desafios oferecidos pela reencarnação.

O Espírito Irmão X, em instrutiva página existente em Cartas e Crônicas, discorre sobre o tema “consciência espírita”, que pode ser entendido como um estágio mais adiantado da consciência moral. A razão é que, sendo o espírita mais esclarecido sobre a realidade da vida, nos dois planos da existência, tem suas ações guiadas pela fé raciocinada e pelos conhecimentos sobre os problemas da vida e do Universo.

Assim, não ignora que o seu comportamento deve ser coerente com as orientações do Evangelho de Jesus e da Doutrina Espírita, as quais, por sua vez, refletem a excelsitude das leis divinas, sobretudo a lei de justiça, de amor e de caridade.

De posse desses recursos – analisa Irmão X – é justo que o espírita guarde “[...] a preocupação de realizar muito e sempre mais, a favor de tantos irmãos na Terra, detidos por ilusões e inibições no capítulo da crença”.4

Na obra citada, Irmão X ilustra magistralmente a questão da consciência moral e da consciência espírita, quando relata um episódio ocorrido com Allan Kardec, na fase da organização dos textos de O Livro dos Espíritos. Consta que Kardec se viu fora do corpo físico, durante o repouso, ao lado de um mensageiro dos Planos Sublimes, que o transportou a uma localidade, no plano espiritual, onde o sofrimento era estarrecedor: “[...]Soluços de aflição casavam-se a gritos de cólera, blasfêmias seguiam-se a gargalhadas de loucura”.4 Atônito, Kardec imaginou, num primeiro momento, que aqueles sofredores poderiam ser os tiranos, governantes e imperadores da História.

Talvez fossem os algozes dos cristãos ou os perseguidores do Bem, existentes em todas as épocas, imaginou posteriormente. O mensageiro celestial que o acompanhava informou-lhe, entretanto, que nenhum dos Espíritos citados se encontravam ali. Todos tinham sido encaminhados à reencarnação para os devidos reajustes perante a Lei de Deus.

Diante da sincera emoção de Kardec, que se revelou altamente compadecido pela dor que atingia aqueles sofredores, o Benfeitor espiritual esclareceu, impertubável:

– Temos junto de nós os que estavam no mundo plenamente educados quanto aos imperativos do Bem e da Verdade, e que fugiram deliberadamente da Verdade e do Bem, especialmente os cristãos infiéis de todas as épocas, perfeitos conhecedores da lição e do exemplo do Cristo e que se entregaram ao mal, por livre vontade... Para eles, um novo berço na Terra é sempre mais difícil...

Chocado com a inesperada observação, Kardec regressou ao corpo e, de imediato, levantou-se e escreveu a pergunta que apresentaria, na noite próxima, ao exame dos mentores da obra em andamento e que figura como sendo a Questão número 642, de “O Livro dos Espíritos”: “Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, bastará que o homem não pratique o mal?”, indagação esta a que os instrutores retorquiram: “Não; cumpre-lhe fazer o bem, no limite de suas forças, porquanto responderá por todo o mal que haja resultado de não haver praticado o bem.”5


Referências:

1- KARDEC, Allan. O que é o espiritismo. 55. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007. Cap. III, questão 110, p. 216.
2- XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, verdade e vida. Pelo Espírito Emmanuel. 28. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007. Cap. 119, p. 253-254.
3- XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo. Estude e viva. Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. 12. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 2, item “Consciência e conveniência” – texto de André Luiz, p. 29-30.
4- XAVIER, Francisco Cândido. Cartas e crônicas. Pelo Espírito Irmão X. 11. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 7.
5- Idem, ibidem. p.37-38.

Fonte: Reformador Ano 126 N º 2. 147, Fevereiro 2008.

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