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terça-feira, 11 de agosto de 2026

O destino das nações

 


Muitas vezes, ao olharmos para o cenário conturbado do mundo, somos tomados por uma sensação de impotência.

Questionamos o rumo das civilizações, a postura dos governantes e a direção que segue a Humanidade. Parece-nos que os bons costumes estão à deriva, que predomina o egoísmo e a busca pelo próprio prazer.

Nessa observação, esquecemos que as grandes árvores das nações mergulham suas raízes em um solo muito específico, de modo geral, silencioso e invisível: o seio da família.

É entre as paredes do lar que o destino dos povos é traçado. Aqueles que hoje governam os países, que assinam decretos e conduzem a economia já foram crianças.

Não nasceram em gabinetes. Cresceram no convívio familiar, absorvendo valores, observando condutas e moldando o caráter no exemplo dos pais.

Suas decisões atuais carregam o peso das diretrizes recebidas nos dias de vivência doméstica. Como afirmou o sacerdote francês Henri Lacordaire:

A sociedade não é mais do que o desenvolvimento da família. Se o homem sai da família corrupto, corrupto estará para a sociedade.

O lar é o grande cadinho da alma. É ele que forma o profissional de todas as áreas, do operário ao magistrado.

Do homem de letras ao que realiza a limpeza das ruas, o asseio nos lares.

Do comerciante ao industrial, do empresário ao subordinado de mais simples categoria.

É a família que traça o caminho que seus membros percorrerão. Por essa razão, o cultivo das virtudes dentro de casa não é apenas um dever moral, mas uma necessidade social urgente. É a célula básica que sustenta todo o organismo da Humanidade.

Nas resoluções tomadas no dia a dia de qualquer pessoa, pesam as lições aplicadas na formação do caráter. Se as lições foram de desrespeito à vida, de supremacia da força bruta, de egoísmo ou de preconceitos, essas serão as suas bússolas.

Mas, se o solo foi fértil em honestidade, fraternidade e valorização da vida, essas virtudes embasarão suas decisões futuras.

A construção de um mundo melhor não acontece por decreto, mas pelas lições passadas, à mesa do jantar, no compartilhar o pão, no diálogo antes de dormir, no exemplo de retidão dos pais.

Não se constrói um edifício começando pela cobertura. Começa-se pelos alicerces. E a base de qualquer civilização é o lar.

Dessa maneira, se não desejamos mais guerras, corrupção ou violência, precisamos fundamentar nossos lares com os pilares da paz.

Não haverá um país moralizado sem cidadãos moralizados. Não haverá nações honradas sem homens honrados que as componham.

A moral, aprendemos, é a regra de bem proceder.

Existem valores que não podem ser esquecidos: a justiça, o amor e a caridade. Jesus os viveu e os ensinou, resumindo-os de forma magistral: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Eis nosso grande desafio para a construção de uma nação de bem.

Pensemos: É, em grande parte, no seio das famílias que se prepara o destino das nações.

Comecemos agora a semear a paz que desejamos colher para nosso próprio amanhã.

Redação do Momento Espírita, com frases do
 Papa Leão XIII e de Henri Lacordaire, do livro
A sabedoria dos tempos, ed. Centro de estudos
 Vida e Consciência.
Em 16.7.2026

Escute o áudio deste texto: https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=5230&let=&stat=0


quinta-feira, 19 de junho de 2025

Por que ainda existem guerras?

Vivemos em um mundo em que, apesar do avanço tecnológico e das conquistas sociais, ainda vemos a guerra surgir como "solução" — ou ilusão de solução — para os conflitos humanos. Neste vídeo instigante, Raul Teixeira nos convida a olhar além das aparências dos confrontos armados e a mergulhar na alma humana, onde nascem as guerras que mancham as páginas da história.

Com um olhar profundamente filosófico e espiritual, Raul propõe uma reflexão essencial: por que a humanidade, em sua caminhada milenar, recorre tantas vezes à guerra para resolver seus impasses? Que necessidades ocultas estão por trás desse apetite por destruição? E mais: o que podemos aprender com esse comportamento aparentemente contraditório?


 

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Paz pela Paz - Nando Cordel

A música "Paz Pela Paz" de Nando Cordel é um hino de esperança e um chamado à ação para a construção de um mundo mais pacífico e harmonioso. Na letra da canção ele enfatiza a ideia de que a paz mundial começa com a transformação interna de cada indivíduo e convida o ouvinte a refletir sobre o poder da ação individual e coletiva na promoção da paz, incentivando uma atitude proativa em busca de um mundo novo, repleto de esperança e amor.


 

domingo, 24 de novembro de 2024

Seja Pacificador

 


Torna-te pacificador.

Onde te encontres, estimula a paz e vive em paz.

Os tumultos que aturdem os homens e as lutas que se travam em toda parte poderiam ser evitados, ou pelo menos contornados, se os homens mantivessem o espírito de boa vontade, uns para com os outros.

Uma ofensa silenciada, uma agressão desculpada, um golpe desviado, evitam conflitos que ardem em chamas de ódio.

Confia na força da não violência e a paz enflorescerá o teu e o coração de quantos se acerquem de ti.

Joanna de Ângelis

Divaldo Pereira Franco, do livro Vida Feliz

domingo, 31 de julho de 2022

Meditação: Paz Interior

Através de uma técnica de relaxamento profundo acesse a sua paz interior com a meditação guiada com Audrey Klai M.


 

quinta-feira, 10 de março de 2022

Como alcançar a paz e o equilíbrio?

Neste Minuto de Luz, você confere Clicia Bonilha Theodoro, falando um pouco sobre "O segredo da paz e do equilíbrio".


 

 

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Amor na Prática


Na prática, o amor dá sempre certo.

É como a boa semente. Plantou, vingou, produziu fruto.

A energia do amor está plantada por Deus dentro de você. Tem todas as condições para germinar. Empregada corretamente, nunca falha.

Experimente. Ame. Plante o bem.

A lei de Deus opera infalivelmente.

Agir de acordo com a lei de Deus é encontrar o caminho da libertação e da paz.

Lourival Lopes

terça-feira, 23 de julho de 2019

Eu escolho a Paz


É lamentável constatarmos que a história das civilizações é quase que integralmente permeada por guerras e desentendimento. De tempos em tempos, a tênue linha que representa o equilíbrio e a cooperação entre os povos é severamente ameaçada – ou mesmo rompida – tolhendo de muitos as liberdades públicas conquistadas a duras penas e trazendo consigo nada mais do que angústia, dor e sofrimento.

Em nome de uma busca incontida pela manutenção das estruturas de poder e da defesa de um ideário no mais das vezes tolo e egoísta, nossos representantes põem em risco a vida e a incolumidade de centenas de milhares de pessoas inocentes chegando a ameaçar toda a vida na Terra.

Paralelamente, constatamos que a história particular de muitos de nós também costuma ser escrita a partir de conflitos, discussões e uma agressividade descomedida e desproporcional. Não é difícil percebermos que são essas cotidianas atitudes de dissensão que, somadas, fomentam essa mentalidade beligerante que por vezes parece imperar.

É preciso nos habituarmos a enxergar em cada instante de nosso dia-a-dia aquilo que nos faz semelhantes uns aos outros, não havendo sentido em seguirmos sempre enfatizando as diferenças. Também é sempre conveniente lembrarmos que, independentemente de nossa cultura ou posição geográfica, estamos todos de passagem pela Terra, visando fazer o máximo aprendizado possível para nos burilarmos.

Se ainda há em alguns de nós o predomínio das más tendências, isso apenas se deve ao seu grau de aperfeiçoamento ainda primário, e deve ser visto como uma oportunidade para a prática da comiseração pelos demais, nunca de revides ou mais provocações.

Não há sentido em continuarmos a nos digladiar pelos motivos mais simples. Não há mais espaço para pensarmos constantemente em guerras e conflitos. Urge a necessidade de que as pessoas de bem de um modo geral se comprometam e fazer um repensar constante na paz e nos meios de sua manutenção, extirpando de suas vidas qualquer espécie de pensamento agressivo.

Precisamos aprender a nos autoconhecer de uma forma tal que nos permita alcançarmos a serenidade típica daqueles que conseguem de fato enxergar a vida aos olhos do espírito. Ademais, também é conveniente nos convencermos de que só alcançaremos paz nas questões externas – seja nas de convívio com o próximo ou nas de Estado – se antes disso formos capazes de alcançar essa paz interior que, como dissemos, é peculiar aos que conseguiram compreender a vida em sua integralidade.

Aqueles que fizerem essa escolha consciente de serem firmes agentes disseminadores da paz servirão como faróis em meio à escuridão, pouco a pouco trazendo à lume os demais. As grandes transformações se operam a partir das pequenas atitudes individuais corajosamente tomadas por alguns que ousaram divergir do pensamento outrora dominante. Só assim conseguiremos suplantar essa visão belicista ora dominante.

Eu escolho a paz! E você?

Rodrigo Fontana França
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