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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O Venerando Glauco


Glauco é o Espírito que tutela o trabalho do Manancial de Luz, já tendo algumas de suas mensagens aqui postadas e o qual ainda tenho referências sutis quanto as suas existências, todas quase sempre intuitivas.

Por vezes, sinto uma paz intensa e escuto uma voz serena anunciando a sua presença.

Meu primeiro contato consciente com ele se deu aproximadamente no ano de 2003, quando encontrava-me em tratamento espiritual e entrei em um estado profundo de paz. Senti que alguém se aproximou de mim e tocou com a mão em meu ombro dizendo com muita gentileza:

“- Irmão, tenha fé, tudo ficará bem, estou com Jesus e ao seu lado.” , naquele momento, bastante emocionado, não pude conter as lágrimas e chorei muito. Como estava junto a outras pessoas que estavam em meio ao atendimento espiritual e eu não o visualizava, senti-me retraído em falar e muito tranqüilamente então, perguntei-lhe mentalmente:
-Quem é você?, diga-me o teu nome, no que ele me respondeu com serenidade: -Por hora espere; o momento é seu e também nesse momento, vou lhe acompanhar. Orei muito agradecendo a Deus pela sua presença e com a fé renovada fiz o tratamento e logrei o sucesso almejado.

Desde essa época, me tornei espírita dedicando-se ao estudo da Doutrina e sentindo-me em diversas ocasiões amparado com a sua presença e reconfortado com as suas mensagens.
Foi quando, em 2004, em uma de suas comunicações, ele me pediu para escrever o que ia me passar, recebi então a sua primeira mensagem transcrita para folha de papel, intitulada “Renascer” em que ele se apresentava com o pseudônimo de Glauco.

Toda a sua comunicação comigo, embora sendo inconstante, se dar através de clariaudiencia e suas mensagens trazem sempre conforto, fé e esperança, anunciando a chegada de uma nova era de paz para a humanidade.

Em maio de 2008, quando então decidi criar um blog com mensagens, difundindo a paz e os fundamentos da doutrina espírita, ele me sugeriu o nome “Manancial de Luz”, me passou algumas orientações e tem acompanhado todo o trabalho, tornando-se o Mentor Espiritual responsável por esse amoroso trabalho ao qual me dedico, com imensa alegria.

Pelo que pude concluir, ainda que intuitivamente, Glauco, em uma de suas encarnações, por volta do ano de 1215, foi um nobre que viveu em Portugal e que conviveu com uma personalidade marcante da igreja católica, já tendo sido também um frade no Brasil.


Carlos Pereira

Mensagens de Glauco

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O Venerando Hammed


Hammed é o nome do Espírito ao qual o médium paulista Francisco do Espírito Santo Neto atribui a maior parte de suas obras psicografadas.

No ano de 1972, apresentou-se pela primeira vez a Francisco, onde revelou nesse encontro os vínculos espirituais existentes entre ambos, decorrentes das diversas experiências que viveram juntos nos muitos séculos das eras passadas, tendo eles convivido, antes da Era Cristã, várias vezes no Oriente, especificamente na milenar Índia.

Hammed foi o pseudônimo que ele adotou, alegando assim sentir-se mais livre para desempenhar aos labores espirituais que se propõe a realizar na atualidade. Em uma de suas encarnações, na França do século XVII, participou do movimento jansenista, precisamente no Convento do Port Royal des Champs, nas cercanias de Paris, como religioso e médico. Apresenta-se espiritualmente ao médium, ora com uma roupagem de um típico indiano, ora vestindo-se como individuo da época do rei francês Luís XIII.

“Em meus encontros com ele durante o sono do corpo físico, pude guardar com nitidez seu semblante sereno – e ao mesmo tempo firme – que facilitou a pintura de seu rosto na tela, porque pude descrever com precisão ao pintor catanduvense Morgilli, que o retratou em 1988 com muita originalidade.” (...) relata Francisco.


São suas obras:

Folhas de Outono: Idéias que Mobilizam os Potenciais Humanos.
Águas da Fonte: Máximas Extraídas dos Valores Universais.
Imensidão dos Sentidos: um Estudo Psicológico da Sensibilidade Humana.
Um Modo de Entender: uma Nova Forma de Viver.
Sol do Amanhecer: Citações Iluminadas Pelas Verdades Universais.
Espelho d’Àgua: Pensamentos Refletidos da Sabedoria Interior.
Além do Horizonte: Conceitos para Desenvolver uma Visão Integral.
Coleção Fonte de Inspiração
Renovando Atitudes
As Dores da Alma.
Os Prazeres da Ama
La Fonteine e o Comportamento Humano.


Por Carlos Pereira

Referências:
Livro Renovando Atitudes, Francisco do Espírito Santos Neto, pelo Espírito Hammed, Editora Boa Nova, 17º ed.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A Veneranda Joanna de Ângelis


Joanna de Angelis, que realiza uma experiência educativa e evangélica de altíssimo valor, tem sido colaboradora de Jesus nas suas diversas reencarnações: a última ocorrida em Salvador (1761 – 1822), como Sóror Joana Angélica de Jesus, tornando-se Mártir da Independência do Brasil. Na penúltima, vivida no México (1651 – 1695), como Sór Juana Inês de La Cruz, foi a maior poetisa da língua hispânica. Certamente, vivera na época de São Francisco (Século XIII), conforme se apresentou a Divaldo Franco, em Assis.

Também vivera no Século I, como Joana de Cusa, piedosa mulher citada no Evangelho, que foi queimada viva ao lado do filho e de cristãos outros, no Coliseu de Roma.

Até o momento, através da psicografia de Divaldo Franco, é autora de 55 obras, 31 da quais traduzidas para oito idiomas e cinco transcritas em Braille. Além dessas obras, já escreveu milhares de belíssimas mensagens.


Dados biográficos retirados do livro Desperte e Seja Feliz, Divaldo Franco, 9 ed, pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Leia aqui também a outra biografia de Joanna de Angelis.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O Venerando André Luiz


O espírito que conhecemos como André Luiz, em sua última encarnação foi um médico brasileiro residente no Rio de Janeiro. Com bons conhecimentos científicos e grande capacidade de observação, foi-lhe permitido relatar, através do médium Francisco Cândido Xavier, suas experiências como desencarnado. Desejando manter o anonimato - possivelmente respeitando parentes ainda encarnados - quando questionado sobre seu nome, respondeu adotando o nome de um dos irmãos de Chico Xavier.

Alguns espíritas, talvez mais levados pela curiosidade do que por fins práticos, já criaram algumas hipóteses sobre a identificação do médico carioca desencarnado, mas são apenas especulações sem maior solidez ou confirmação pelo próprio André Luiz. O primeiro livro de André Luiz é de 1943. Neste livro ele descreve sua chegada ao plano espiritual, iniciando pelo período de perturbação imediato após a morte, seguindo pelo seu restabelecimento e primeiras atividades, até o momento em que se torna "cidadão" de "Nosso Lar", colônia espiritual que dá nome ao livro.

Seguem-se outras obras que descrevem experiências e estudos do autor no plano espiritual, que ao longo da obra vão cada vez mais sendo direcionada a tarefa de esclarecimento dos encarnados sobre as realidades do plano espiritual, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier (as datas são dos prefácios de Emmanuel):

26 de fevereiro de 1944 - Os Mensageiros, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
13 de maio de 1945 - Missionários da Luz, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
25 de março de 1946 - Obreiros da Vida Eterna, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
25 de março de 1947 - No Mundo Maior, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
18 de junho de 1947 - Agenda Cristã, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
22 de fevereiro de 1949 - Libertação, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
23 de janeiro de 1954 - Entre o Céu e a Terra, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
3 de outubro de 1954 - Nos Domínios da Mediunidade, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
1 de janeiro de 1957 - Ação e Reação, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
21 de julho de 1958 - Evolução em dois Mundos, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
6 de agosto de 1959 - Mecanismos da Mediunidade, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
17 de janeiro de 1960 - Conduta Espírita, médium Waldo Vieira, FEB
4 de julho de 1963 - Sexo e Destino, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
2 de janeiro de 1964 - Desobsessão, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
18 de abril de 1968 - E a Vida Continua, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
21 de maior de 1975 - Respostas da Vida, Médium Francisco Cândido Xavier, IDEAL

Além destes livros, André Luiz, também participou de obras conjuntas com outros autores espirituais, principalmente Emmanuel. A relação abaixo, indica algumas destas obras (as datas são dos prefácios):

9 de outubro de 1961, O Espírito da Verdade, Autores Diversos, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
2 de julho de 1963, Opinião Espírita, Emmanuel e André Luiz, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
11 de fevereiro de 1965, Estude e Viva, Emmanuel e André Luiz, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
15 de maio de 1965, Entre Irmãos de Outras Terras, Autores Diversos, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
3 de junho de 1972, Mãos Marcadas, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, IDE
3 de outubro de 1973, Astronautas do Além, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, J. Herculano Pires, GEEM
15 de maio de 1983, Os Dois Maiores Amores, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, GEEM
6 de agosto de 1987, Cura, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, G.E.E.M
17 de janeiro de 1989, Doutrina e Aplicação, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, CEU

A obra mediúnica de André Luiz teve - e ainda tem - uma influência considerável sobre o movimento espírita. Suas descrições do plano espiritual - tornando mais preciso e detalhado nosso conhecimento do mesmo - estabeleceram novo patamar de compreensão da vida espiritual, também incentivaram a criação de instituições espíritas devotadas às atividades assistências e grupos de estudos inumeráveis. Por exemplo, temos as "Casas André Luiz" e o "Grupo Espírita Nosso Lar", que se dedicam ao atendimento de crianças deficientes; a "Casa Transitória Fabiano de Cristo", que se dedica ao atendimento de gestantes carentes; o grupo "Os Mensageiros" que se dedica a distribuição gratuita de mensagens espíritas; a própria Associação Médico-Espírita, que tem aprofundado o estudo das obras mediúnicas de André Luiz e suas relações com a prática médica.

É interessante observar que o primeiro livro de André Luiz causou grande impacto pela novidade de suas informações, alguns chegaram a contestar suas descrições de uma vida espiritual muito semelhante a que levamos na Terra, mas o acúmulo de evidências - deste mensagens descrevendo de modo fragmentário a vida espiritual, até obras completas de outros espíritos, por médiuns como Yvonne A. Pereira - provaram sua veracidade. O mais curioso é que descrições semelhantes já existiam desde os primeiros tempos do "Modern Spiritualism" - por exemplo, as que foram registradas por Andrew Jackson Davis (nascido: 1826 - desencarnado: 1910) - mas tinham caído no esquecimento.


Bibliografia
As Vidas de Chico Xavier, Marcel Souto Maior, Ed. Rocco;
Chico Xavier - Mensageiro de Deus, Coleção Luzes do Caminho, Editora
Escala;
Ciclo de Estudos Sobre a Obra Evolução em Dois Mundos - Boletim
Médico-Espírita número 5, Dr. Paulo Bearzoti, AME;
História do Espiritismo, Arthur Connan Doyle, trad. Julio de Abreu Filho,
Editora Pensamento;
Lindos Casos de Francisco Cândido Xavier, Ramiro Gama, LAKE;
Obras diversas de André Luiz

Fonte: Portal Espiritismogi


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A Veneranda Scheilla


Scheilla é o nome do espírito ao qual médiuns brasileiros como Chico Xavier e João Nunes Maia atribuem a autoria de algumas obras psicografadas.

História:

Segundo relatos espíritas, em uma de suas vidas passadas, Scheila teria vivido na França, como Joana Francisca Frémiot (Dijon, 28 de Janeiro de 1572 - Moulins, 13 de Dezembro de 1641). Foi desposada, aos 20 anos de idade, pelo barão de Chantal. Em 1604, tendo ouvido pregar em Dijon, o bispo de Genebra, São Francisco de Salles, submeteu-se à sua direção espiritual. Juntos fundaram, em Annecy, a Congregação da Visitação de Maria (1610), que, à data de sua morte, já contava com 87 conventos e, no primeiro século de existência, com 6.500 religiosos. A baronesa de Chantal dirigiu, como superiora, de 1612 a 1619 a casa que fundou em Paris, no bairro de Santo Antônio. Deixou o cargo de superiora da Ordem da Visitação e voltou a Annecy, onde ficava a casa-mãe da ordem. Foi canonizada em 1767 pela Igreja Católica como Santa Joana de Chantal.

Em uma outra encarnação, sob o nome de Scheilla, teria vivido na Alemanha, à época da Segunda Guerra Mundial. Aos 28 anos de idade, quando exercia as funções de enfermeira em Berlim, faleceu durante um bombardeio Aliado, em 1943.

De acordo com algumas versões, o espírito teria se materializado pela primeira vez através do médium Francisco Peixoto Lins (Peixotinho), em Macaé, no estado do Rio de Janeiro, por volta de 1943, ainda durante a Segunda Guerra Mundial. Outras referem essa data como 1948, nas reuniões do Centro Espírita André Luís na cidade do Rio de Janeiro.

Obras:

* A Mensagem do Dia (psicografia de Clayton B. Levy)
* Chão de Rosas (psicografia de João Nunes Maia)
* Flor de Vida (psicografia de João Nunes Maia
* 1972 - "Mãos Marcadas" (coletânea de 41 mensagens por espíritos diversos, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier)


Fonte: Wikipédia
Veja também a biografia de Scheilla no portal Espiritismogi.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O Venerando Bezerra de Menezes


Adolfo Bezerra de Menezes, nascido em Jaguaratema (antiga Freguesia do Riacho do Sangue), Ceará, em 29 de agosto de 1831.

Dotado de uma inteligência notável, aos 11 anos de idade, iniciava um curso de Humanidades e aos 13 anos, já lecionava latim aos seus companheiros.
Seu pai, Antonio Bezerra de Menezes, homem rico, de caráter e bom coração, era explorado por parentes que se aproveitavam de seu sentimento de caridade, terminando assim, por perder boa parte da sua fortuna e a ter uma vida de privações.
Em dificuldades, com pouco dinheiro, o jovem Bezerra parte para o Rio de Janeiro a fim de seguir a carreira que tanto sonhava: “a medicina” e em novembro de 1852 ingressa em treinamento no Hospital da Santa Casa da Misericórdia.
Em 1856, doutora-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, elege-se em 1861 vereador pelo Partido Liberal, e devido a sua honestidade, passa a partir de então a sofrer durante a sua vida política, campanhas de injúrias e difamações por parte de seus opositores, porém, a sua nobre e caridosa alma suplantava a todas essas provações.
Dr. Bezerra nunca se negava a atender aos necessitados, dedicava-se aos menos favorecidos e onde quer que estivesse um sofredor, lá estava ele levando uma palavra de conforto; ficou conhecido assim pela alcunha de “médico dos pobres”.
Por volta de 1880, recebe do amigo e colega Dr. Carlos Travassos um exemplar de “O Livro dos Espíritos” que após contato com a leitura, sente-se familiarizado com a doutrina, convertendo-se definitivamente em 1886 ao Espiritismo.
Publica artigos espíritas, filosóficos e sua bibliografia antes e após conversão consta das seguintes obras: "A Escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extingui-la sem dano para a Nação", "Breves considerações sobre as secas do Norte", "A Casa Assombrada", "A Loucura sob Novo Prisma", "A Doutrina Espírita como Filosofia Teogônica", "Casamento e Mortalha", "Pérola Negra", "Lázaro -- o Leproso", "História de um Sonho", "Evangelho do Futuro".
Escreveu também biografias de célebres, como o Visconde do Uruguai, o Visconde de Carvalas, entre outros. Foi um dos redatores de "A Reforma" e redator do jornal "Sentinela da Liberdade".
Houve em sua vida um fato bastante inusitado, digno de ser ressaltado em todas as suas biografias, quando ainda estudante de medicina e passando por dificuldades financeiras, necessitava de uma quantia de cinqüenta mil réis, moeda brasileira da época, para pagamentos de aluguel e taxas da faculdade, pois estava sob ameaça de despejo. Sem conseguir solução, ora a Deus pedindo um auxílio. Poucos dias após, em sua porta aparece um jovem simpático e gentil que, diz necessitar de aulas de matemática e lhe propõe à tarefa, a que ele reluta, alegando ser essa a matéria que menos dominava, o moço então insiste, oferecendo-lhe pagamento antecipado nos exatos cinqüenta mil reís que necessitava. Ainda relutante, aceita feliz a proposta, marcando dia e horário para início das aulas, porém o rapaz não mais aparece; Dr. Bezerra havia recebido meritoriamente de Deus, através daquele rapaz, o amparo que tanto precisava.
Em 1900, acometido de violento ataque de congestão cerebral, prostou-se no leito donde não mais se levantou, desencarnando no dia 11 de abril desse mesmo ano, levando uma romaria de pessoas a sua residência, a fim de prestar-lhe a última visita.
O Dr. Bezerra de Menezes prossegue no plano espiritual, a sua potentada jornada a serviço da paz e da evolução planetária e no auxílio fraterno aos encarnados e desencarnados.


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A Veneranda Meimei



"Chico Xavier contou-nos que Meimei, com sua avozinha, habitava, juntamente com 80 crianças, um pequeno castelo no mundo espiritual..." Seu nome de batismo, aqui na Terra, foi Irma de Castro Rocha. Nasceu a 22 de outubro de 1922, em Mateus Leme (Minas Gerais).

Aos dois anos de idade sua família transferiu-se para Itauna (Minas Gerais). Constava de pai, mãe e 4 irmãos: Ruth, Carmen, Alaíde e Danilo. Os pais eram Adolfo Castro e Mariana Castro. Com cinco anos ficou órfã de pai.

Meimei foi, desde criança, diferente de todos pela sua beleza física e inteligência invulgar. Era alegre, comunicativa, espirituosa, espontânea. O convívio com ela, em família, foi para todos uma dádiva do Céu.

Cursou com facilidade o curso primário, matriculando-se, depois, na Escola Normal de Itaúna; porém a moléstia que sempre a perseguia desde pequena (nefrite) manifestou-se mais uma vez quando cursava com brilhantismo o 2º Ano Normal. Sendo a primeira aluna da classe, teve que abandonar os estudos. Mas, muito inteligente e ávida de conhecimentos, foi apurando sua cultura através de boa leitura, fonte de burilamento do seu espirito.

Onde quer que aparecesse era alvo de admiração de todos. Irradiava beleza e encantamento, atraindo a atenção de quem a conhecesse.

Ela, no entanto, modesta, não se orgulhava dos dotes que Deus lhe dera. Profundamente caridosa, aproximava-se dos humildes com a esmola que podia oferecer ou uma palavra de carinho e estímulo. Pura, no seu modo simples de ser e proceder, não era dada a conquistas próprias da sua idade, apesar de ser extremamente bela. Pertencia a digna sociedade de Itaúna.

Algum tempo depois se transferiu para Belo Horizonte, em companhia de uma das irmãs, Alaíde, a fim de arranjar colocação. Estava num período bom de saúde, pois a moléstia de que era portadora ia e vinha, dando-lhe até, às vezes, a esperança de que havia se curado.

Foi nessa época que conheceu Arnaldo Rocha, com quem se casou aos 22 janeiros de idade. Viviam um lindo sonho de amor que durou dois anos apenas, quando adoeceu novamente. Esteve acamada três meses, vítima da pertinaz doença "nefrite crônica". Apesar de todos os esforços e desvelos do esposo, cercada de médicos, vindo a ficar cega próximo ao seu desligamento, o processo desencarnatório foi através de edema agudo do pulmão.

Veio a falecer no dia 12 de outubro de 1946, em Belo Horizonte.

Logo depois, seu espirito já esclarecido, começou a manifestar-se através de mensagens psicografadas por Francisco Cândido Xavier, e prossegue nessa linda missão de esclarecimento e consolo, em páginas organizadas em várias obras mediúnicas, que tem se espalhado por todo o Brasil e até além das nossas fronteiras.

Seu nome "Meimei"(*), agora tão venerado como um "Espírito de Luz", foi lhe dado em vida, carinhosamente, pelo seu esposo Arnaldo Rocha.


RUTH DE CASTRO MATTOS, professora, Belo Horizonte, 10 de maio de 1981.

(*) Meimei - expressão chinesa que significa "amor puro".

(Dados biográficos retirados do livro "Palavras do Coração")

Fonte: Panorama Espírita

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O Venerando Emmanuel



(Emmanuel é o nome do espírito que tutelou a atividade mediúnica de Francisco Cândido Xavier, que foi o maior médium psicógrafo, com cerca de 400 obras psicografadas.)

Ao tempo da passagem de Jesus pela Terra, chamou-se Públio Lentulus - senador romano - e, ao que se sabe, foi a única autoridade que efetuou perfeita descrição do Cristo, através da célebre carta, publicada em numerosos idiomas, autêntica obra-prima.
Teve a oportunidade de encontrar Jesus pessoalmente e Lhe solicitar auxílio para a cura da filha Flávia, que, supõe-se, estaria leprosa.

Desencarnou em Pompéia, no ano 79, vítima das lavas do Vesúvio. Anos depois, reencarnaria como judeu na Grécia, em Éfeso, já não mais sob a toga de orgulhoso senador romano, mas, sim, na estamenha do modesto escravo Nestório, que, na idade madura, participava das reuniões secretas dos cristãos nas catacumbas de Roma.

Podemos obter melhor conhecimento sobre a história desse espírito através de duas de suas obras: "Há Dois Mil Anos" e "Cinqüenta Anos Depois", transmitidas mediunicamente através de Chico Xavier. Esses livros constituem verdadeiras obras-primas da literarura mediúnica e histórica.

Sabe-se que Emmanuel - o mentor espiritual que tanto respeitamos - foi a personalidade de Manoel da Nóbrega, reencarnado em 18 de outubro de 1517 em Sanfins, entre D'Ouro e Minho, Portugal, quando reinava D. Manuel I, "O Venturoso". Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos 17 anos, e, com 21, inscreveu-se na Faculdade de Cânones da Universidade de Coimbra, freqüentando aulas de Direito Canônico e Filosofia.

Em 14 de junho de 1541, em plena juventude, recebe a Láurea Doutoral, sendo então consagrado como o Doutíssimo Padre Manoel da Nóbrega, pelo Doutor Martim Azpilcueta Navarro.

Mais tarde, em 25 de janeiro de 1554, seria um dos principais fundadores da grande metrópole de São Paulo-SP. Foi também o fundador da cidade de Salvador-BA, a primeira capital do Brasil.

A informação de que Emmanuel teria sido o Padre Manoel da Nóbrega foi dada pelo próprio Emmanuel em várias comunicações, por intermédio da mediunidade idônea e segura de Chico Xavier.

No início da atividade mediúnica de Chico, nos anos trinta, ainda sem se identificar, disse-lhe que gostaria de trabalhar com ele durante longos anos, mas que necessitaria de três condições básicas para o fazer: 1ª, disciplina; 2ª, disciplina; e 3ª, disciplina - e foi o que Chico cumpriu até hoje.

Chico Xavier foi um modesto funcionário público, do Ministério da Agricultura, que jamais misturou sua atividade profissional com o exercício da mediunidade. Não se pode também deixar de registrar, sob pena de cometer-se grave omissão, que, durante as décadas em que esteve a serviço do Estado, nunca - não obstante sua precária saúde e o trabalho doutrinário, fora das horas de serviço - teve uma única falta ou gozou de qualquer tipo de licença, conforme documentos facultados pelo próprio Ministério.

Também no início da sua nobre missão, Emmanuel disse a Chico que, se alguma vez ele o aconselhasse a algo que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e Kardec, que deveria procurar esquecê-lo, permanecendo fiel a Jesus e a Kardec.

Emmanuel fez também parte da falange do Espírito da Verdade, que trouxe à Terra o Cristianismo Restaurado, definição sua da Doutrina Espírita. Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Allan Kardec inseriu uma mensagem de Emmanuel, recebida em Paris, no ano de 1861, intitulada "O Egoísmo" (Cap. XI-11).

Além dos livros históricos citados, existem ainda várias dezenas de outros, dos quais se destacam: "Paulo e Estêvão", obra que, segundo Herculano Pires, justificaria, por si só, a missão mediúnica de Francisco Cândido Xavier; "Ave, Cristo" e "Renúncia", livros esses que, juntamente com os já citados, ajudam a entender o nascimento do Cristianismo e, depois, a sua gradual adulteração. Esses cinco livros são baseados em fatos históricos verdadeiros.
"Caminho, Verdade e Vida", "Pão Nosso", "Vinha de Luz" e "Fonte Viva" são mais alguns exemplos dos inúmeros livros de autoria de Emmanuel, psicografados por Chico Xavier.

Cabe, ainda, registrar os seguintes livros: "A Caminho da Luz", que relata uma História da Civilizaçãoà Luz do Espiritismo; e "Emmanuel", constituído por inúmeras dissertações importantes sobre Ciência, Religião e Filosofia.


Fonte: Núcleo Espírita Lar do Henrique

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Amor e Sabedoria de Emmanuel – Clóvis Tavares


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