terça-feira, 13 de novembro de 2018

Entrevista “Magnetismo e Espiritismo, Uma só Ciência”

Programa Atualidade Espírita, da TV Zoom, entrevista Rogério Alves da Silva abordando o tema “Magnetismo e Espiritismo, Uma só Ciência”. Rogério é um estudioso e profundo conhecedor do magnetismo, orador espírita da Associação Espírita Bezerra de Menezes e presidente do LAJE (Lar e Abrigo Amor a Jesus), em Conselheiro Paulino (RJ).

domingo, 11 de novembro de 2018

Magnetismo e Cura



Por Júlio Nunes

O criador do Mesmerismo ou Magnetismo animal foi o Alemão Franz Anton Mesmer em 1733. Mesmer desenvolveu várias teorias e técnicas de utilização do fluído magnético universal como terapêutica de cura das pessoas.

No Brasil, Jacob Melo dá continuidade ao Magnetismo, seguindo também os conceitos espíritas adotados por Alan Kardec; escreveu várias obras que ensinam os métodos e teorias de aplicação do Magnetismo. Estudioso, Pesquisador e Magnetizador, além de palestrante.

-Como atua o tratamento Magnético?

O tratamento por magnetismo atua no corpo físico e espiritual da pessoa, especificamente nos centros energéticos e periféricos, que são na maioria das vezes, os locais onde a grande concentração de energias desarmônicas verte em forma de doenças ao corpo físico, causando desconforto, ansiedade, problemas de natureza psíquica e emocional, e tantos outros males que afetam as pessoas.

O Magnetismo se dá pela constante interação da energia dos corpos, pela permuta recíproca desses elementos sutis, também conhecido como fluido universal.

-Quem são os Magnetizadores?

São pessoas comuns, médiuns, espiritualistas, com ou sem uma religião específica, mas integrados com as técnicas magnéticas e com conhecimento suficiente para movimentar as energias em favor dos assistidos.

-A quem se aplica?

Qualquer pessoa Adulto ou criança de diferente status, crença ou religião, mas previamente dispostas e confiantes a obter os resultados do tratamento.

-Explicação sobre- Passe / Magnetismo:

Livro – (O Consolador – pergunta 98 – Emmanuel – Psicografia de Chico Xavier – FEB)

“O passe é uma transfusão de energias psíquicas, com a diferença de que os recursos orgânicos são retirados de um reservatório limitado, e os elementos psíquicos o são do reservatório ilimitado das forças espirituais”

Livro – (A GÊNESE – CAP. XIV – ITEM 33)

“A ação magnética pode produzir-se de muitas maneiras”:

1º ) “pelo próprio fluido do magnetizador; é o magnetismo propriamente dito, ou magnetismo humano, cuja ação se acha adstrita à força e, sobretudo, à qualidade do fluido”;

2º) “pelo fluido dos Espíritos, atuando diretamente e sem intermediário sobre um encarnado, seja para o curar ou acalmar um sofrimento, seja para provocar o sono sonambúlico espontâneo, seja para exercer sobre o indivíduo uma influência física ou moral qualquer. É o magnetismo espiritual, cuja qualidade está na razão direta das qualidades do Espírito”;

3º ) “pelos fluidos que os Espíritos derramam sobre o magnetizador, que serve de veículo para esse derramamento. É o magnetismo misto, semiespiritual, ou, se o preferirem, humano-espiritual. Combinado com o fluido humano, o fluido espiritual lhe imprime qualidades de que ele carece. Em tais circunstâncias, o concurso dos Espíritos é amiúde espontâneo, porém, as mais das vezes, provocado por um apelo do magnetizador”.

– Em quase todos os casos a ação do Magnetismo é Recomendada:

Quando a ação ordinária dos medicamentos comuns se torna insuficiente;
Depressão, instabilidade emocional arrasadora;
Quadros de Ansiedade;
Quadros terminais;
Situações em que não existe a manifestação da individualidade da pessoa;
Doenças comuns e outros sintomas fisio-psíquicos de natureza diversos.

– Em algumas situações não são recomendáveis a pratica do Magnetismo, ou o efeito pode ser neutro:

Estados alterados em que a pessoa está totalmente descrente das práticas aplicadas;
Nas situações em que elas não se sintam eletivas e confiantes para se submeterem aos procedimentos;
Sintomas que demonstrem possessão ou obsessão (nesse caso recomenda-se o tratamento de desobsessão em uma casa espírita);
Dor crônica forte (nesse caso recomenda-se a imediata transferência do paciente a um hospital mais próximo);
Agressividade física e moral com o magnetizador ou demais pessoas da casa.

– Cuidados necessários ao Magnetizador

Higiene do corpo físico

Higiene Mental

Alimentação adequada

Prática correta da respiração

Repouso adequado

Ausência de vícios (álcool, fumo, alimentação em excesso).

-Requisitos necessários do Magnetizador:

Humildade perante DEUS e os benfeitores espirituais;

Boa vontade (espírito de serviço);

Determinação (vontade firme direcionada para a realização do objetivo a alcançar);

Fé nas leis naturais e na eficácia do trabalho;

Prece constante (pensamento elevado);

Energia positiva (sem mágoas, sem raiva, etc.);

Equilíbrio emocional (Boas leituras, disciplina do pensamento, otimismo, etc.);

Sentimento de amor e dedicação ao próximo.

– Cuidados necessários do Assistido

Higiene do corpo físico;

Controle emocional;

Alimentação adequada;

Confiança no trabalho e na ajuda Divina.

– O que é uma Doença na visão espiritual?

Do Livro – (Joanna de Ângelis — livro: Plenitude, capítulo II)

“Doença é o resultado do desequilíbrio do corpo em razão da fragilidade emocional do espírito que o aciona (o desequilíbrio). Os vírus, as bactérias e os demais micro-organismos devastadores não são os responsáveis pela presença da doença, porquanto eles se nutrem das células quando se instalam nas áreas em que a energia se debilita”.

– Condição de cura – Lei de causa e efeito:

O Magnetizador deve sempre ter o cuidado de falar ao seu assistido, que a lei de causa e efeito é uma lei de DEUS:

“A cada um segundo as suas obras.” (Romanos. II:6)

-Advertência

Existem várias situações incuráveis, e seria ilusão crer que o tratamento com magnetismo livraria todas as pessoas das enfermidades. Segundo a ciência Espírita, muitas moléstias, como todas as misérias humanas, são expiações do presente, ou do passado, ou provas para o futuro.

O tratamento alternativo e mesmo o Espiritual, como no caso do Magnetismo, não substitui a medicina comum, nem se compromete a cura integral do Assistido. A verdadeira cura, na visão espiritualista, nasce na raiz da transformação do Ser, ou seja, no seu Espírito; equivalendo a dizer que, na grande maioria dos casos, somente uma transformação moral do indivíduo, ajustando-se aos determinismos estabelecidos pelas leis eternas do Criador, poderá reunir uma perfeita interação de seu corpo, mente e espírito, a fim de atingir a totalidade da cura por Ele pretendida.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Breve Histórico sobre Magnetismo



Por Adilton Pugliese

Identificar as origens da terapia espírita conhecida como passes é realizar longa viagem aos tempos imemoriais, aos horizontes primitivos da pré-história, porquanto essa técnica de cura está presente em toda a história do homem. "Desde essa época remota, o homem e os animais já conviviam com o acidente e com a doença. Pesquisas destacam que os dinossauros eram afetados' por tumores na sua estrutura óssea; no homem do período paleolítico e da era neolítica há evidência de tuberculose da espinha e de crises epilépticas".

"Herculano Pires diz que o passe nasceu nas civilizações antigas, como um ritual das crenças primitivas. A agilidade das mãos sugeria a existência de poderes misteriosos, praticamente comprovados pelas ações cotidianas da fricção que acalmava a dor. As bênçãos foram as primeiras manifestações típicas dos passes. O selvagem não teorizava, mas experimentava, instintivamente, e aprendia a fazer e a desfazer as ações, com o poder das mãos".

No Antigo Testamento, em II Reis, encontramos a expectativa de Naamá: "pensava eu que ele sairia a ter comigo, por-se-ia de pé, invocaria o nome do Senhor seu Deus, moveria a mão sobre o lugar da lepra, e restauraria o leproso".

Na Caldéia e na Índia, os magos e brâmanes, respectivamente, curavam pela aplicação do olhar, estimulando a letargia e o sono. No Egito, no templo da deusa Isis, as multidões aí acorriam, procurando o alívio dos sofrimentos junto aos sacerdotes, que lhes aplicavam a imposição das mãos.

Dos egípcios, os gregos aprenderam a arte de curar. O historiador Heródoto destaca, em suas obras, os santuários que existiam nessa época para a realização das fricções magnéticas.

Em Roma, a saúde era recuperada através de operações magnéticas. Galeno, um dos pais da medicina moderna, devia sua experiência na supressão de certas doenças de seus pacientes à inspiração que recebia durante o sono. Hipócrates também vivenciou esses momentos transcendentais, bem como outros nomes famosos, como Avicena, Paracelso...

Baixos relevos descobertos na Caldéia e no Egito, apresentam sacerdotes e crentes em atitudes que sugerem a prática da hipnose nos templos antigos, com finalidades certamente terapêuticas.

"Com o passar dos tempos, curandeiros, bruxas, mágicos, faquires e, até mesmo, reis (Eduardo, O Confessor; Olavo, Santo Rei da Noruega e vários outros) utilizavam os toques reais".

Depreendemos, a partir desses breves registros, que a arte de curar através da influência magnética era prática normal desde os tempos antigos, sobretudo no tempo de Jesus, quando os seus seguidores exercitavam a técnica da cura fluídica através das mãos. Em o Novo Testamento vamos encontrar o momento histórico do próprio Mestre em ação: E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da lepra. "Os processos energéticos utilizados pelo Grande Mestre da Galiléia são ainda uma incógnita. O talita kume! ecoando através dos séculos, causa espanto e admiração. A uma ordem do Mestre, levanta-se a menina dada como morta, pranteada por parentes e amigos".

Todos esses fatos longínquos pertencem ao período anterior a Franz Anton Mesmer, nascido a 23.05.1733 em Weil, Áustria. Educado em colégio religioso, estudou Filosofia, Teologia, Direito e Medicina, dedicando-se também à Astrologia.

"No século XVIII, Mesmer, após estudar a cura mineral magnética do astrônomo jesuíta Maximiliano Hell, professor da Universidade de Viena, bem como os trabalhos de cura magnética de J.J. Gassner, divulgou uma série de técnicas relativas à utilização do magnetismo humano, instrumentalizado pela imposição das mãos. Tais estudos levaram-no a elaborar a sua tese de doutorado - De Planetarium Inflexu, em 1766 - de cujos princípios jamais se afastou. Mais tarde, assumiram destaque as experiências do Barão de Reichenbach e do Coronel Alberto de Rochas".

Mesmer admitia a existência de uma força magnética que se manifestava através da atuação de um "fluido universalmente distribuído, que se insinuava na substância dos nervos e dava, ao corpo humano, propriedades análogas ao do imã. Esse fluido, sob controle, poderia ser usado como finalidade terapêutica".

Grande foi a repercussão da Doutrina de Mesmer, desde a publicação, em 1779, das suas proposições: A memória sobre a descoberta do Magnetismo Animal, passando, em seguida, a ser alvo de hostilidades e, em face das surpreendentes experiências práticas de terapia, conseguindo curas consideráveis, na época vistas como maravilhosas, transformar-se em tema de discussões e estudos.

"Em breve, formaram-se dois campos: os que negavam obstinadamente todos os fatos, e os que, pelo contrário, admitiam-nos com fé cega, levada, algumas vezes até à exageração".

Enquanto a Faculdade de Medicina de Paris "proibia qualquer médico declarar-se partidário do Magnetismo Animal, sob pena de ser excluído do quadro dos doutores da época", um movimento favorável às idéias de Mesmer levava à formação das Sociedades Magnéticas, sob a denominação de Sociedades de Harmonia, que tinham por fim o tratamento das moléstias.

Em França, por toda a parte, curava-se pelo novo método. "Nunca, diria Du Potet, a medicina ordinária ofereceu ao público o exemplo de tantas garantias", em face dos relatórios confirmando as curas, que eram impressos e distribuídos em grande quantidade para esclarecimento do povo.

Como destacamos, o Magnetismo era tema principal de observação e estudos, sendo designadas Comissões para estudar a realidade das técnicas mesmerianas, atraindo a atenção de leigos e sábios. Em 1831, a Academia de Ciências de Paris, reestudando os fenômenos, reconhece os fluidos magnéticos como realidade científica. Em 1837, porém, retrata-se da decisão anterior, e nega a existência dos fluidos.

Deduz-se que essa atitude dos relatores teria sido provocada pela forma adotada pelos magnetizadores para tornar popular a novel Doutrina: explorando o que se chamou A Magia do Magnetismo, utilizando pacientes sonambúlicos, teatralizando a série de fenômenos que ocorriam durante as sessões, e as encenações ruidosas, que ficaram conhecidas como a Câmara das Crises ou O Inferno das Convulsões, tendo como destaque central a Tina de Mesmer - uma grande caixa redonda feita de carvalho, cheia de água, vidro moído e limalha de ferro, em torno da qual os doentes, em silêncio, davam-se as mãos, e apoiavam as hastes de ferro, que saiam pela tampa perfurada, sobre a parte do corpo que causava a dor. Todos eram rodeados por uma corda comprida que partia do reservatório, formando a corrente magnética.

Todo esse aparato, porém, não era apropriado para convencer os observadores do efeito eficaz e positivo das imposições e dos passes.

Ipso facto, as Comissões se inclinaram pela condenação do Magnetismo, considerando que as virtudes do tratamento ficavam ocultas, enquanto os processos empregados estimulavam desconfiança e descrédito.

Os seguidores de Mesmer, entretanto, continuaram a pesquisar e a experimentar.

"O Marquês de Puységur descobre, à custa de sugestões tranquilizadoras aos magnetizados; o estado sonambúlico do hipnotismo; seguem os seus passos Du Potet e Charles Lafontaine".

No sul da Alemanha, o padre Gassner leva os seus pacientes ao estado cataléptico, usando fórmulas e rituais, admitindo a influência espiritual.

Em 1841, um médico inglês, o Dr.James Braid, de Manchester, surpreendeu-se com a singularidade dos resultados produzidos pelo conhecido magnetizador Lafontaine, assistindo uma de suas sessões públicas, ao agir sobre os seus pacientes, fixando-lhes os olhos e segurando-lhes os polegares.

Braid, em seus trabalhos e escritos científicos, procurou explicar o estado psíquico especial, que era comum nos fenômenos ditos magnéticos, sonambúlicos e sugestivos. Em seus derradeiros trabalhos passou a admitir a hipótese de dois fenômenos de efeitos semelhantes: um hipnótico, normal, devido a causas conhecidas e um magnético, paranormal, a exemplo da visão a distância e a previsão do futuro.

Outros pesquisadores seguiram-no: Charcot, Janet, Myers, Ochorowicz, Binet, Alphonse Búe e outros.

Em 1875, Charles Richet, então ainda estudante, busca provar a autenticidade científica do estado hipnótico, que segundo ele, mais não era que um estado fisiológico normal, no qual a inteligência se encontrava, apenas, exaltada".

Antes, porém, em Paris, o Magnetismo também atrairá a atenção do pedagogo, homem de ciências, Professor Hippolyte Léon Denizard Rivail. Consoante o Prof. Canuto Abreu, em sua célebre obra O Livro dos Espíritos e sua Tradição Histórica e Lendária, Rivail integrava o grupo de pesquisadores formado pelo Barão Du Potet (1796-1881), adepto de Mesmer, editor do Journal du Magnétisme e dirigente da Sociedade Mesmeriana. À página 139 dessa elucidativa obra, depreende-se que o Prof. Rivail freqüentava, até 1850, sessões sonambúlicas, onde buscava solução para os casos de enfermidades a ele confiados, embora se considerasse modesto magnetizador.

Os vínculos, do futuro Codificador da Doutrina Espírita, com o Magnetismo, ficam evidenciados nas suas anotações intimas, constantes de Obras Póstumas, relatando a sua iniciação no Espiritismo, quando em 1854 interessa-se pelas informações que lhe são transmitidas pelo magnetizador Fortier, sobre as mesas girantes, que lhe diz: "parece que já não são somente as pessoas que se podem magnetizar"..., sentindo-se à vontade nesse diálogo com o então pedagogista Rivail. São dois magnetizadores, ou passistas, que se encontram e abordam questões do seu íntimo e imediato interesse.

Mais tarde, ao escrever a edição de março de 1858 da Revista Espírita, quase um ano após o lançamento de O Livro dos Espíritos em 18.04.1857, Kardec destacaria: " O Magnetismo preparou o caminho do Espiritismo(...). Dos fenômenos magnéticos, do sonambulismo e do êxtase às manifestações espíritas(...) sua conexão é tal que, por assim dizer, é impossível falar de um sem falar de outro". E conclui, no seu artigo: "Devíamos aos nossos leitores esta profissão de fé, que terminamos com uma justa homenagem aos homens de convicção que, enfrentando o ridículo, o sarcasmo e os dissabores, dedicaram-se corajosamente à defesa de uma causa tão humanitária.

É o depoimento inconteste do valor e da profunda importância da terapia através dos passes, e, mais tarde, em 1868, ao escrever a quinta e última obra da Codificação, A Gênese, abordaria ele a "momentosa questão das curas através da ação fluídica", destacando que todas as curas desse gênero são variedades do Magnetismo, diferindo apenas pela potência e rapidez da ação. O princípio é sempre o mesmo: é o fluido que desempenha o papel de agente terapêutico, e o efeito está subordinado à sua qualidade e circunstâncias especiais.

Os passes têm percorrido um longo caminho desde as origens da humanidade, como prática terapêutica eficiente, e, modernamente, estão inseridos no universo das chamadas Terapêuticas Espiritualistas.

Tem sido exitosa, em muitos casos, a sua aplicação no tratamento das perturbações mentais e de origem patológica. Praticado, estudado, observado sob variáveis nomenclaturas, a exemplo de magnoterapia, fluidoterapia, bioenergia, imposição das mãos, tratamento magnético, transfusão de energia-psi, o passe vem notabilizando a sua qualidade terapêutica, destacando-se seus desdobramentos em Passe Espiritual (energias dos Espíritos), Passe Magnético (energias do médium) e Passe Mediúnico (energias dos Espíritos e do médium), constituindo-se, na atualidade, em excelente terapia praticada largamente nas Instituições Espíritas.

Amparado por um suporte científico, graças, sobretudo, às experiências da Kirliangrafia ou efeito Kirlian, de que se têm ocupado investigadores da área da Parapsicologia, e às novas descobertas da Física no campo da energia, vem obtendo a aceitação e a prescrição de profissionais dos quadros da Medicina, sobretudo da psiquiátrica, confirmando a excelência do Espiritismo, que explica a etiologia das enfermidades mentais e oferece amplas possibilidades de cura desses distúrbios psíquicos, ampliando a ação terapêutica da Psicoterapia moderna.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A Música e o Espírito: Daqui só se Leva o Amor – Jota Quest

A excelência do mais nobre dos sentimentos é o tema da canção, “Daqui só se Leva o Amor”, composta por Rogerio Flaustino, do grupo Jota Quest.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Magnetismo e Espiritismo


O Magnetismo existe desde a origem do universo. Em todos os corpos, todas as partículas existentes na natureza, no micro e macro universo, o magnetismo se faz presente e é através desse “fluído elétrico”, que todos nós, os seres pensantes se atraem ou se repelem, se influenciando mutuamente de acordo com suas emoções, pensamentos e sentimentos.

Desde os mais remotos registros antropológicos e sociológicos podemos observar a utilização do magnetismo como método de cura, fortalecimento orgânico e fisiológico e também como forma de conservação de corpos, como por exemplo, o comportamento mortuário das antigas civilizações com os embalsamentos de cadáveres.

Em “O Livro dos Espíritos” (Allan Kardec), os espíritos já nos sinalizavam para o magnetismo na resposta ao item 388 do capítulo “Simpatias e Antipatias Terrenas”:

388- Os encontros que se dão algumas vezes entre certas pessoas, e que se atribuem ao acaso, não seriam o efeito de uma espécie de relações simpáticas?

– Há entre os seres pensantes, ligações que ainda não conheceis. O Magnetismo é a bússola desta ciência, que mais tarde compreendereis melhor.

Essa resposta coloca o magnetismo como o impulso dessa ciência, ou seja, ele é o comando que age para que haja esses encontros quando necessitamos da convivência com alguém, sempre visando o progresso espiritual de todos. Convém, por outro lado ressaltar, fazendo aqui uma citação a Jacob Melo, em seu livro “Cure-se e Cure pelos Passes”, que “sempre que os espíritos se referem ao fluído magnético, estão fazendo referência aos fluídos vitais e espirituais e não aos campos magnéticos como a Física determina e domina”.

Estamos todos nós, o tempo todo, numa constante troca de energia que se dá através de ondas eletromagnéticas, e essas ondas são constituídas de fótons, que atuam sobre as partículas do ambiente e dos corpos, tendo o pensamento como o veículo que determina a sua ação, podendo ser benéfica ou maléfica, conforme a fonte que o irradia.

Por fim, não podemos desvincular o magnetismo da ciência espírita, uma vez que, todas as manifestações espíritas têm a sua origem e fundamentação nos fenômenos de ordem magnética. Como a doutrina espírita poderia em seu aspecto científico estudar as manifestações mediúnicas, o passe, as curas, sem adentrar nesse mister?

Carlos Pereira

Referências:
Livro dos Espíritos (Allan Kardec)
Cure-se e Cure pelos Passes (Jacob Melo)
Revista Cristã de Espiritismo, Nelson Moraes, edição 46

sábado, 3 de novembro de 2018

Magnetismo: Conceito e Aplicação



Magnetismo


Trata-se de uma propriedade da matéria, presente em algumas substâncias. O nome “magnetismo” vem de Magnésia, cidade da Ásia Menor (atual Turquia), onde existia um minério chamado magnetite, conhecido como pedra-ímã ou pedra magnética, e que possuía a propriedade de atrair objetos ferrosos. O magnetismo, conhecido pelos chineses desde a Antiguidade, era por eles aplicado nas bússolas que usavam em seus deslocamentos, já que as agulhas magnéticas sempre se orientam no sentido do eixo terrestre Norte-Sul-Magnético, que é próximo do eixo terrestre Norte-Sul-Geográfico.

Possuímos, na Terra, as chamadas substâncias magnéticas naturais e ainda aquelas que podem adquirir semelhantes qualidades artificialmente, como sejam mais destacadamente o ferro, o aço, o cobalto, o níquel e as ligas que lhes dizem respeito, merecendo especial menção o ferro doce, que mantém a imanização apenas no curso de tempo em que se acha submetido à ação magnetizante, e o aço temperado, que se demora imanizado por mais tempo, depois de cessada a ação referida, em vista de reter a imanização remanente.

O Espiritismo nos esclarece que o magnetismo é um fluido, ou energia radiante, originário do fluido cósmico universal. Sob forma de princípio vital, o fluido magnético é também chamado de fluido elétrico, animalizado ou fluido nervoso. Na verdade, o fluido vital, magnético ou animalizado, é um fluido intermediário existente entre o Espírito, propriamente dito, e a matéria.

Sobre o magnetismo, nos esclarece o Espírito Emmanuel: O magnetismo é um fenômeno da vida, por constituir manifestação natural em todos os seres. Se a ciência do mundo já atingiu o campo de equações notáveis nas experiências relativas ao assunto, provando a generalidade e a delicadeza dos fenômenos magnéticos, deveis compreender que as exteriorizações dessa natureza, nas relações entre os dois mundos, são sempre mais elevadas e sutis, em virtude de serem, aí, uma expressão de vida superior.

O magnetismo se expressa de diferentes formas: há o fluido animal, o espiritual, o vegetal, o mineral etc. Sendo assim, no Codificador do Espiritismo: A vontade desenvolve o fluido, seja animal, seja espiritual, porque, como sabeis agora, há vários gêneros de magnetismo, em cujo número estão o magnetismo animal e o magnetismo espiritual que, conforme a ocorrência, pode pedir apoio ao primeiro. Um outro gênero de magnetismo, muito mais poderoso ainda, é a prece que uma alma pura e desinteressada dirige a Deus.

Fluido magnético


Fluido magnético é a mesma coisa que fluido vital. Para uns o princípio vital é uma propriedade da matéria, um efeito que se produz achando-se a matéria em dadas circunstâncias. Segundo outros, e esta é a ideia mais comum, ele reside em um fluido especial, universalmente espalhado e do qual cada ser absorve e assimila uma parcela durante a vida, tal como os corpos inertes absorvem a luz. Esse seria então o fluido vital que, na opinião de alguns, em nada difere do fluido elétrico animalizado, ao qual também se dão os nomes de fluido magnético, fluido nervoso, etc. Reconhecendo-se a capacidade do fluido magnético para que as criaturas se influenciem reciprocamente, com muito mais amplitude e eficiência atuará ele sobre as entidades celulares do Estado Orgânico — particularmente as sanguíneas e as histiocitárias [grandes fagócitos existentes nos tecidos corporais] — , determinando-lhes o nível satisfatório, a migração ou a extrema mobilidade, a fabricação de anticorpos ou, ainda, a improvisação de outros recursos combativos e imunológicos, na defesa contra as invasões bacterianas e na redução ou extinção de processos patogênicos, por intermédio de ordens automáticas da consciência profunda [Espírito].

O fluido magnético […], condensado no perispírito, pode fornecer princípios reparadores ao corpo; o Espírito, encarnado ou desencarnado, é o agente propulsor que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substância do seu envoltório fluídico. Dessa forma, a energia magnética transmitida por alguém atua no perispírito do beneficiário e, daí, chega ao corpo físico. Os princípios reparadores penetram o perispírito e o corpo físico, passando por vias específicas que o Espírito André Luiz denomina “centros de força” (ou chacras da terminologia oriental). O nosso perispírito possui sete centros de força principais, que se conjugam nas ramificações dos plexos do sistema nervoso. Os principais centros de força são: coronário, cerebral, laríngeo, cardíaco, esplênico, gástrico e genésico.

O fluido magnético […] age de certo modo como agente químico, modificando o estado molecular dos corpos; nada há, pois, de admirável que possa modificar o estado de certos órgãos; mas igualmente se compreende que sua ação, mais ou menos salutar, deve depender de sua qualidade; daí as expressões “bom ou mau fluido; fluido agradável ou penoso”. Na ação magnética propriamente dita, é o fluido pessoal do magnetizador que é transmitido, e esse fluido, que não é senão o perispírito, sabe-se que participa sempre, mais ou menos, das qualidades materiais do corpo, ao mesmo tempo que sofre influência moral do Espírito. É, pois, impossível que o fluido próprio do encarnado seja uma pureza absoluta, razão por que sua ação curativa é lenta, por vezes nula, por vezes nociva, porque pode transmitir ao doente princípios mórbidos.

Magnetizador e médium curador


Magnetizador é uma pessoa que, manipulando o fluido magnético, produz efeitos mais ou menos patentes. Em geral, o magnetizador, propriamente dito, é considerado sinônimo de médium curador, porque ambos são pessoas capazes de veicular fluidos vitais. Entretanto há diferenças fundamentais, entre um e outro, segundo a concepção espírita. Pelo fato de um fluido ser bastante abundante e enérgico para produzir efeitos instantâneos de sono, de catalepsia, de atração ou de repulsão, não se segue absolutamente que tenha as necessárias qualidades para curar; é a força que derruba, e não o bálsamo que suaviza e restaura; assim, há Espíritos desencarnados de ordem inferior, cujo fluido pode mesmo ser maléfico, o que os espíritas a todo instante têm ocasião de constatar. Só nos Espíritos superiores o fluido perispiritual está despojado de todas as impurezas da matéria; está, de certo modo, quintessenciado; por conseguinte, sua ação deve ser mais salutar e mais imediata; é o fluido benfazejo por excelência. Visto que não pode ser encontrado entre os encarnados, nem entre os desencarnados vulgares, faz-se mister pedi-lo aos Espíritos elevados, como se vai procurar nas regiões distantes os remédios que não encontramos em nossa terra. O médium curador pouco emite de seu próprio fluido; sente a corrente do fluido estranho que o penetra e ao qual serve de “conduto”; é esse fluido que magnetiza, e aí caracteriza o magnetismo espiritual e o distingue do magnetismo animal: um vem do homem; o outro, dos Espíritos. Entre o magnetizador e o médium curador há, pois, esta diferença capital: o primeiro magnetiza com o seu próprio fluido, e o segundo com o fluido depurado dos Espíritos; donde se segue que estes últimos dão o seu concurso a quem querem e quando querem; que podem recusá-lo e, por conseguinte, tirar a faculdade daquele que dela abusasse ou a desviasse de seu fim humanitário e caritativo, para dela fazer comércio. Quando Jesus disse aos apóstolos: “Ide! Expulsai os demônios, curai os enfermos”, acrescentou: “Daí de graça o que de graça recebestes”.

Existindo no homem em diferentes graus de desenvolvimento, em todas as épocas a vontade tem servido tanto para curar quanto para aliviar. É lamentável sermos obrigados a constatar que, também, foi fonte de muitos males, mas é uma das consequências do abuso que, muitas vezes, o ser faz do livre-arbítrio. Os médiuns curadores possuem um gênero de mediunidade que […] consiste, principalmente no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação. […] Evidentemente, o fluido magnético desempenha aí importante papel; porém, quem examina cuidadosamente o fenômeno sem dificuldade reconhece que há mais alguma coisa. A magnetização ordinária é um verdadeiro tratamento seguido, regular e metódico; no caso que apreciamos, as coisas se passam de modo inteiramente diverso. Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, desde que saibam conduzir se convenientemente, ao passo que nos médiuns curadores a faculdade é espontânea e alguns até a possuem sem jamais terem ouvido falar de magnetismo. A intervenção de uma potência oculta, que é o que constitui a mediunidade, se faz manifesta, em certas circunstâncias, sobretudo se considerarmos que a maioria das pessoas que podem, com razão, ser qualificadas de médiuns curadores recorre à prece, que é uma verdadeira evocação.

Fonte: ESDE — Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita — Programa Complementar

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Espiritismo, Magnetismo e Cura


Regressando a Paris, após ter concluído a sua formação no Instituto de Yverdun, Hippolyte Léon desenvolve um grande interesse por um tema que já era objeto de estudo dos académicos. Tratava-se do Magnetismo, e ao longo das décadas seguintes não deixou de aprofundar conhecimentos e de acompanhar os progressos que se iam realizando nesta área. Passados trinta anos, o Professor Rivail compreende que o magnetismo está intimamente associado aos fenómenos que a Doutrina Espírita vem explicar.

O especial de novembro, tendo como tema “Espiritismo, Magnetismo e Cura”, reunirá durante esse mês postagens de artigos, vídeos e entrevistas com estudiosos que discorrem sobre o magnetismo, sua história, seus benefícios na área de saúde e as suas relações com a ciência espírita.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Comunicado Manutenção


Prezados leitores,

Em razão de manutenção em minha linha da OI, estamos momentaneamente impossibilitados de fazer as nossas postagens. Aguadamos a normalização do serviço por parte da operadora.

Pedimos desculpas pelos transtornos.

Abraço fraterno,Manancial de Luz - Carlos Pereira
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