sexta-feira, 15 de abril de 2011

Do Livro II -Mundo Espírita ou dos Espíritos


Anjos de guarda: Espíritos protetores, familiares ou simpáticos


489 Há Espíritos que se ligam a um indivíduo em particular para protegê-lo?

– Sim, o irmão espiritual; é o que chamais de bom Espírito ou bom gênio.

490 O que se deve entender por anjo de guarda?

– O Espírito protetor de uma ordem elevada.

491 Qual é a missão do Espírito protetor?

– A de um pai para com seus filhos: conduzir seu protegido ao bom caminho, ajudá-lo com seus conselhos, consolá-lo em suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida.

492 O Espírito protetor é ligado ao indivíduo desde seu nascimento?

– Desde o nascimento até a morte e, muitas vezes, o segue após a morte na vida espiritual, e mesmo em muitas existências corporais, porque essas existências são somente fases bem curtas em relação à vida do Espírito.

493 A missão do Espírito protetor é voluntária ou obrigatória?

– O Espírito é obrigado a velar por vós, se aceitou essa tarefa. Mas escolhe os seres que lhes são simpáticos. Para uns é um prazer; para outros, uma missão ou um dever.

493 a- Ao se ligar a uma pessoa o Espírito renuncia a proteger outros indivíduos?

– Não, mas não faz só isso, exclusivamente.

494 O Espírito protetor está inevitavelmente ligado à criatura confiada à sua guarda?

– Pode ocorrer que alguns Espíritos tenham que deixar sua posição para realizar diversas missões, mas nesse caso são substituídos.

495 O Espírito protetor abandona algumas vezes seu protegido quando este é rebelde aos seus conselhos?

– Ele se afasta quando vê que seus conselhos são inúteis e a vontade de aceitar a influência dos Espíritos inferiores é mais forte no seu protegido. Mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir; é, porém, o homem quem fecha os ouvidos. O protetor volta logo que seja chamado.

É uma doutrina que deveria converter os mais incrédulos por seu encanto e por sua doçura: a dos anjos de guarda. Pensar que se tem sempre perto de si seres superiores, sempre prontos para aconselhar, sustentar, ajudar a escalar a áspera montanha do bem, que são amigos mais seguros e devotados que as mais íntimas ligações que se possa ter na Terra, não é uma idéia bem consoladora? Esses seres estão ao vosso lado por ordem de Deus,que por amor os colocou perto de vós, cumprindo uma bela, embora difícil, missão. Sim, em qualquer lugar onde estiverdes estarão convosco: nas prisões, nos hospitais, nos lugares de devassidão, na solidão, nada vos separa desses amigos que não podeis ver, mas de quem vossa alma sente os mais doces estímulos e ouve os sábios conselhos.

Deveríeis conhecer melhor essa verdade! Quantas vezes vos ajudaria nos momentos de crise; quantas vezes vos salvaria dos maus Espíritos! Mas no dia decisivo, esse anjo do bem terá que vos dizer: “Não te disse isso? E tu não o fizeste. Não te mostrei o abismo? E tu aí te precipitaste. Não te fiz ouvir na tua consciência a voz da verdade? E não seguiste os conselhos da mentira?” Ah! Interrogai os vossos anjos de guarda; estabelecei entre eles e vós essa ternura íntima que reina entre os melhores amigos. Não penseis em lhes esconder nada, porque eles são os olhos de Deus e não podeis enganá-los. Sonhai com o futuro. Procurai avançar nessa vida e vossas provas serão mais curtas;vossas existências, mais felizes. Vamos, homens de coragem! Atirai para longe de vós de uma vez por todas os preconceitos e idéias retrógradas. Entrai no novo caminho que se abre diante de vós. Marchai! Marchai! Tendes guias, segui-os: o objetivo não pode vos faltar, porque esse objetivo é o próprio Deus.

Aos que pensam que é impossível para os Espíritos verdadeiramente elevados se sujeitarem a uma tarefa tão árdua e de todos os instantes, diremos que influenciamos vossas almas estando a milhões e milhões de quilômetros. Para nós o espaço não é nada e, embora vivendo em outro mundo, nossos Espíritos conservam sua ligação com o vosso. Nós podemos usar de faculdades que não podeis compreender, mas ficais certos de que Deus não nos impôs uma tarefa acima de nossas forças e não vos abandonou sozinhos na Terra sem amigos e sem apoio. Cada anjo de guarda tem seu protegido por quem vela, como um pai vela pelo seu filho. Fica feliz quando o vê no bom caminho; fica triste quando seus conselhos são desprezados.

Não temais nos cansar com vossas questões. Ao contrário, procurai estar sempre em relação conosco: sereis mais fortes e felizes. São essas comunicações de cada homem com seu Espírito familiar que fazem de todos os homens médiuns, médiuns ignorados hoje, mas que se manifestarão mais tarde e que se espalharão como um oceano sem limites para repelir a incredulidade e a ignorância. Homens instruídos, instruí os vossos irmãos; homens de talento, elevai vossos irmãos. Não sabeis que obra cumprireis assim: é a do Cristo, a que Deus vos conferiu. Por que Deus vos deu a inteligência e a ciência, senão para as repartir com vossos irmãos, para fazê-los adiantarem-se no caminho da alegria e da felicidade eterna?

São Luís, Santo Agostinho

* A doutrina dos anjos de guarda, velando sobre seus protegidos apesar da distância que separa os mundos, não tem nada que deva surpreender; é, ao contrário, grande e sublime. Não vemos na Terra um pai velar pelo seu filho, embora esteja afastado dele, ajudá-lo com seus conselhos por correspondência? O que haveria, então, de espantoso em que os Espíritos pudessem guiar aqueles que tomam sob sua proteção, de um mundo a outro, uma vez que para eles a distância que separa os mundos é menor do que aquela que, na Terra, separa os continentes? Eles não dispõem, por outro lado, do fluido universal, que liga todos os mundos e os torna solidários, veículo magnífico da transmissão dos pensamentos, como o ar é, para nós, o veículo da transmissão do som?


496 O Espírito que abandona seu protegido, não lhe fazendo mais o bem, pode lhe fazer o mal?

– Os bons Espíritos nunca fazem o mal; deixam que o façam os que tomam o seu lugar. Acusais, então, a sorte pelas infelicidades que vos acontecem, quando a culpa é vossa.

497 O Espírito protetor pode deixar seu protegido sob a dependência de um Espírito que poderia lhe querer o mal?

– Os maus Espíritos se unem para neutralizar a ação dos bons. Se o protegido quiser, receberá toda a força de seu bom Espírito. O bom Espírito encontra, em algum lugar, uma boa vontade para ajudar; aproveita-se disso enquanto espera retornar para junto do seu protegido.

498 Quando o Espírito protetor deixa seu protegido se transviar no caminho, é por sua incapacidade na luta contra outros Espíritos maldosos?

– Não. Não é porque ele não possa impedir, mas porque não quer. Isso faz seu protegido sair das provas mais perfeito e instruído; ele o assiste com seus conselhos, pelos bons pensamentos que lhe sugere, mas, infelizmente, nem sempre são escutados. Somente a fraqueza, a negligência ou orgulho do homem é que dão força aos maus Espíritos; o poder que têm sobre vós resulta de não lhes fazer resistência.

499 O Espírito protetor está constantemente com seu protegido? Não há nenhuma circunstância em que, sem abandoná-lo, o perca de vista?

– Há circunstâncias em que a presença do Espírito protetor não é necessária junto de seu protegido.

500 Chega um momento em que o Espírito não tem mais necessidade de um anjo de guarda?

– Sim, quando atingiu um grau de poder conduzir-se a si mesmo, como chega o momento para o estudante em que não tem mais necessidade do mestre; mas isso não sucederá para vós aqui na Terra.

501 Por que a ação dos Espíritos sobre nossa existência é oculta e por que, quando nos protegem, não o fazem de um maneira ostensiva?

– Se contásseis com o seu apoio, não agiríeis por vós mesmos, e vosso Espírito não progrediria. Para progredir, vos é preciso experiência e, muitas vezes, é preciso adquiri-la à própria custa. É preciso que exerça suas forças; sem isso seria como uma criança a quem não se deixa caminhar sozinha. A ação dos Espíritos que vos querem bem é sempre regida de maneira a não impedir o vosso livre-arbítrio, visto que, se não tiverdes responsabilidade, não avançareis no caminho que deve conduzir a Deus. O homem, não vendo quem o ampara, confia em suas próprias forças; seu guia, entretanto, vela sobre ele e, de tempos em tempos, o adverte do perigo.

502 O Espírito protetor que consegue conduzir seu protegido no bom caminho tem alguma recompensa?

– É um mérito que lhe é levado em conta para seu próprio adiantamento ou para sua felicidade. É feliz quando vê seus esforços coroados de sucesso; triunfa como um mestre triunfa com o sucesso de seu discípulo.

502 a- Ele é responsável se não tiver êxito?

– Não, uma vez que fez o que dependia dele.

503 O Espírito protetor sofre quando vê seu protegido seguir o mau caminho, apesar de seus conselhos? Isso não é para ele uma causa de perturbação para sua felicidade?

– Ele sofre com esses erros e o lastima; mas essa aflição não tem as angústias da paternidade terrestre, porque sabe que há remédio para o mal, e o que não é feito hoje se fará amanhã.

504 Podemos sempre saber o nome do nosso Espírito protetor ou anjo de guarda?

– Como quereis saber nomes que não existem para vós? Acreditais que haverá entre os Espíritos somente aqueles que conhecestes?

504 a- Como, então, invocá-lo se não o conhecemos?

– Dai-lhe o nome que quiserdes, de um Espírito Superior pelo qual tendes simpatia ou veneração; vosso Espírito protetor atenderá ao chamado; todos os bons Espíritos são irmãos e se assistem entre si.

505 Os Espíritos protetores que tomam nomes conhecidos são sempre, realmente, os das pessoas que usaram esses nomes?

– Não, mas dos Espíritos que lhes são simpáticos e que muitas vezes vêm a seu chamado. Fazeis questão de nomes, então, tomam um que inspire confiança. Quando não podeis realizar uma missão pessoalmente, costumais mandar alguém de confiança em vosso nome.

506 Quando estivermos na vida espírita reconheceremos nosso Espírito protetor?

– Sim. Muitas vezes já o conhecíeis antes da vossa encarnação.

507 Os Espíritos protetores pertencem todos à classe dos Espíritos Superiores? Pode-se encontrar entre os de classe intermediária? Um pai, por exemplo, pode tornar-se protetor de seu filho?

– Pode. Mas a proteção supõe um certo grau de elevação e um poder ou uma virtude concedidos por Deus. O pai que protege seu filho pode, por sua vez, ser assistido por um Espírito mais elevado.

508 Os Espíritos que deixaram a Terra em boas condições podem sempre proteger os que amam e que lhes sobrevivem?

– Seu poder é mais ou menos restrito; a posição em que se encontram não lhes dá toda a liberdade de ação.

509 Os homens no estado selvagem ou de inferioridade moral têm igualmente seus Espíritos protetores? E, nesse caso, esses Espíritos são de ordem tão elevada quanto a dos protetores dos homens mais avançados?

– Cada homem tem um Espírito que vela por ele, mas as missões são relativas ao seu objetivo. Não dareis a uma criança que começa a aprender a ler um professor de filosofia. O progresso do Espírito familiar segue de perto o do Espírito protegido. Tendo vós mesmos um Espírito Superior que vela por vós, podeis, também, tornar-vos protetor de um Espírito inferior, e os progressos que o ajudardes a fazer contribuirão para o vosso adiantamento. Deus não pede ao Espírito mais do que sua natureza comporta e o grau de elevação a que alcançou.

510 Quando o pai que vela por um filho reencarna, continua a velar por ele?

– É mais difícil que isso aconteça. Mas, de certa maneira, continua, ao pedir, num momento de desprendimento, a um Espírito simpático que o assista nessa missão. Aliás, os Espíritos apenas aceitam missões que podem cumprir até o fim.

O Espírito encarnado, principalmente nos mundos em que a existência é material, está muito submetido ao seu corpo para poder ser inteiramente devotado a um outro Espírito e poder assisti-lo pessoalmente. Eis por que aqueles que não são suficientemente elevados são assistidos por Espíritos Superiores, de tal modo que, se um falta por uma causa qualquer, é substituído por outro.

511 Além do Espírito protetor, haverá também um mau Espírito ligado a cada indivíduo com o fim de o expor ao mal e lhe fornecer ocasião de lutar entre o bem e o mal?

– Ligado não é bem a palavra. É bem verdade que os maus Espíritos procuram desviá-lo do bom caminho quando encontram ocasião; mas quando um deles se liga a um indivíduo, o faz por si mesmo, porque espera ser escutado. Desse modo, há a luta entre o bom e o mau e vence aquele por quem o homem se deixa influenciar.

512 Podemos ter muitos Espíritos protetores?

– Cada homem sempre tem Espíritos simpáticos, mais ou menos elevados, que lhe dedicam afeição e se interessam por ele, como igualmente tem os que o assistem no mal.

513 Os Espíritos que nos são simpáticos agem em cumprimento de uma missão?

– Algumas vezes, podem ter uma missão temporária, mas quase sempre são atraídos pela semelhança de pensamentos e de sentimentos, tanto para o bem quanto para o mal.

513 a- Parece resultar disso que os Espíritos simpáticos podem ser bons ou maus?

– Sim, o homem encontra sempre Espíritos que simpatizam com ele, qualquer que seja o seu caráter.

514 Os Espíritos familiares são os mesmos Espíritos simpáticos ou protetores?

– Há muitas gradações na proteção e na simpatia; dai-lhes os nomes que quiserdes. O Espírito familiar é antes o amigo da casa.

*Das explicações acima e das observações feitas sobre a natureza dos Espíritos que se ligam ao homem pode-se deduzir o seguinte:

O Espírito protetor, anjo de guarda ou bom gênio tem por missão seguir o homem na vida e ajudá-lo a progredir. É sempre de natureza superior à do protegido.

Os Espíritos familiares se ligam a certas pessoas por laços mais ou menos duráveis, para ajudá-las conforme seu poder, muitas vezes limitado. São bons, mas, às vezes, pouco avançados e mesmo um pouco levianos; ocupam-se voluntariamente dos detalhes da vida íntima e somente agem por ordem ou com permissão dos Espíritos protetores.

Os Espíritos simpáticos se ligam a nós por afeições particulares e certa semelhança de gostos e de sentimentos tanto para o bem quanto para o mal. A duração de suas relações é quase sempre subordinada às circunstâncias.

O mau gênio é um Espírito imperfeito ou perverso que se liga ao homem para desviá-lo do bem, mas age por sua própria iniciativa e não no cumprimento de uma missão. A constância da sua ação está em razão do acesso mais ou menos fácil que encontra. O homem tem a liberdade para escutar-lhe a voz ou rejeitá-la.


515 O que pensar dessas pessoas que parecem se ligar a certos indivíduos para os levar fatalmente à perdição ou para guiá-los no bom caminho?

– Algumas pessoas exercem, de fato, sobre outras uma espécie de fascinação que parece irresistível. Quando isso acontece para o mal, são maus Espíritos que se servem de outros igualmente maus para melhor poderem subjugar. A Providência permite que isso ocorra para vos por à prova.

516 Nosso bom e mau gênio poderiam encarnar para nos acompanhar na vida de uma maneira mais direta?

– Isso pode acontecer. Porém, freqüentemente encarregam dessa missão outros Espíritos encarnados que lhes são simpáticos.

517 Há Espíritos que se ligam a toda uma família para protegê-la?

– Alguns Espíritos se ligam aos membros de uma família em conjunto e que são unidos pela afeição, mas não acrediteis em Espíritos protetores do orgulho das raças.

518 Os Espíritos que são atraídos para os indivíduos pela sua simpatia também o são para as reuniões de indivíduos em razão de causas particulares?

– Os Espíritos vão de preferência onde estão seus semelhantes; lá estão mais à vontade e mais certos de serem escutados. O homem atrai os Espíritos em razão de suas tendências, quer esteja só ou formando uma coletividade, como uma sociedade, uma cidade ou um povo. Há, portanto, sociedades, cidades e povos que são assistidos por Espíritos mais ou menos elevados, segundo o caráter e as paixões que os dominam. Os Espíritos imperfeitos se afastam daqueles que os repelem; resulta disso que o aperfeiçoamento moral de todas as coletividades, como o dos indivíduos, tende a afastar os maus Espíritos e atrair os bons, que estimulam e mantêm o sentimento do bem nas massas, como outros podem estimular as paixões grosseiras.

519 As aglomerações de indivíduos, como as sociedades, as cidades, as nações, têm seus Espíritos protetores especiais?

– Sim, porque são de individualidades coletivas que marcham com um objetivo comum e têm necessidade de uma direção superior.

520 Os Espíritos protetores das massas são de natureza mais elevada do que os que se ligam aos indivíduos?

– Tudo é relativo ao grau de adiantamento tanto das massas como dos indivíduos.

521 Certos Espíritos podem ajudar no progresso das artes ao proteger aqueles que se ocupam delas?

– Há Espíritos protetores especiais que assistem aos que os invocam quando os julgam dignos. Porém, não deveis acreditar que consigam fazer com que os indivíduos sejam aquilo que não são. Eles não fazem os cegos enxergarem, nem os surdos ouvirem.

* Os antigos fizeram desses Espíritos divindades especiais. As Musas eram a personificação alegórica dos Espíritos protetores das ciências e das artes, como designavam sob o nome de Lares e Penates os Espíritos protetores da família. Modernamente, também, as artes, as diferentes indústrias, as cidades, os continentes têm seus patronos protetores, Espíritos Superiores, mas sob outros nomes.

Cada homem tem Espíritos que lhe são simpáticos, e resulta disso que, em todas as coletividades, a generalidade dos Espíritos simpáticos está em relação com a generalidade dos indivíduos; que os Espíritos de costumes e procedimentos estranhos são atraídos para essas coletividades pela identidade dos gostos e dos pensamentos; em uma palavra, que essas multidões de pessoas, assim como os indivíduos, são mais ou menos bem assistidos e influenciados conforme a natureza dos pensamentos dos que os compõem.

Entre os povos, as causas de atração dos Espíritos são os costumes, os hábitos, o caráter dominante e principalmente as leis, porque o caráter de uma nação se reflete em suas leis. Os homens que fazem reinar a justiça entre si combatem a influência dos maus Espíritos. Em toda parte onde as leis consagram injustiças, contrárias à humanidade, os bons Espíritos estão em minoria e a massa dos maus se reúne e mantém a nação sob o domínio das suas idéias e paralisa as boas influências parciais que ficam perdidas na multidão, como uma espiga isolada no meio dos espinheiros. Ao estudar os costumes dos povos ou de qualquer reunião de homens, é fácil, portanto, fazer uma idéia da população oculta que se infiltra em seus pensamentos e em suas ações.



O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Parte Segunda, “Mundo Espírita ou dos Espíritos”, cap.IX– "Intervenção dos Espíritos no mundo corporal", questões de 489 a 521 (Anjos de guarda; Espíritos protetores, familiares ou simpáticos)- Petit Editora, Tradução de Renata Barbosa da Silva e Simone T. Nakamura Bele da Silva.

*Comentário de Allan Kardec às respostas dos Espíritos

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O Esperanto e O Livro dos Espíritos

Quando o primeiro livro da Codificação Espírita foi dado a público pela ação missionária de Allan Kardec, um outro mensageiro do Cristo ainda se preparava para descer à Terra em missão absolutamente harmônica com a grande renovação de que O Livro dos Espíritos seria portador.

Com efeito, em 1857, quando as luzes do Consolador Prometido, pelo surgimento do primeiro veículo de suas revelações, inauguram uma nova era de progresso na Terra, as Potências Diretoras dos destinos da Humanidade decidiam-se por enviar ao mundo um dos mais categorizados gênios consagrados à Fraternidade, confiando-lhe a bela missão de aproximar os povos sobre as bases de um fundamento lingüístico neutro.

Reencarnava na pequena cidade polonesa de Bialystok, em 1859, aquele que viria a ser o iniciador da Língua Internacional Neutra Esperanto, a mais alta expressão da evolução lingüística no mundo, poderoso instrumento de intercomunicação diante do qual renitentes barreiras de preconceitos entre os povos deveriam abalar-se e gradualmente ruir, por constituir-se tal instrumento, juntamente com sua ideologia de justiça e fraternidade, em sólida ponte entre culturas, raças, religiões, sobre a qual se estabeleceriam salutares intercâmbios sob a inspiração de positiva neutralidade geradora do respeito recíproco entre diferenças de qualquer natureza.

Por dar cabal cumprimento a programa de tão vasto alcance, tem-se posicionado, portanto, a Língua Internacional Neutra como poderoso auxiliar das Inteligências que, sob a orientação do Divino Mestre, lançam os alicerces das construções do futuro, imprimindo-lhes a chancela da unificação.

Está efetivamente o esperanto em perfeita sintonia com o programa de renovação geral lançado pelos Espíritos Superiores em O Livro dos Espíritos, especialmente no que diz respeito às leis morais e especificamente com aquela que aponta o progresso como diretriz inexorável na marcha de indivíduos e povos, fadados a realizar a unificação em todos os campos em que se manifestam sua inteligência e seu sentimento. Além disso, serve, tem servido e muito servirá o esperanto à divulgação mais ampla dos princípios espíritas no seio de uma coletividade genuinamente internacional e essencialmente idealista, de cujos esforços vão surgindo versões excelentes de obras doutrinárias em línguas nacionais baseadas em suas traduções para a Língua Internacional Neutra.

Finalizaremos nossa matéria com a transcrição parcial de significativo trecho da mensagem que o Espírito Abel Gomes ditou, em 1948, a Chico Xavier, trecho que bem evidencia a estreita ligação entre os três grandes Ideais – Evangelho, Espiritismo, Esperanto – na visão dos trabalhadores do mundo espiritual:

A nossa senha aos companheiros ainda não sofreu alteração. Evangelho, Esperanto e Espiritismo constituem para nós outros, agora, uma trilogia bendita de trabalho para diversas encarnações. [...]

Com o Evangelho acenderemos nova luz na consciência coletiva, cooperando na missão redentora de que o Brasil se acha investido na revivescência do Cristianismo restaurado; com o Esperanto, abrimos novo caminho de fraternidade real entre almas e povos, para que o pensamento cristão consolide as suas diretrizes salvadoras nos mais variados setores do mundo, preparando o futuro milênio em bases mais justas de compreensão e solidariedade efetivas; e com o Espiritismo descerraremos novos horizontes à visão geral para que entendimento sadio prevaleça na mentalidade terrestre, em todas as fases evolutivas, inclinando as criaturas à dignidade humana e ao conhecimento substancial da justiça que determina seja concedido a cada um de acordo com as suas obras.

Segundo observamos, o programa é vastíssimo e requisita não somente entusiasmos do neófito, mas a coragem e a abnegação do apóstolo.

A comemoração do Sesquicentenário da publicação de O Livro dos Espíritos ensejou a que a Casa de Ismael desse a público uma edição especial de sua versão na Língua Internacional Neutra. Está, portanto, mais uma vez disponível, agora em 3ª edição, o La Libro de la Spiritoj, útil não somente do ponto de vista doutrinário, mas também lingüístico, uma vez que responde por sua tradução o erudito esperantista-espírita Prof. Dr. Luís da Costa Porto Carreiro Neto.


Abr i l 2007 • Reformador

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Atualidades Espíritas


Revista Espírita e Sociedade Espírita de Paris


Por Orson Peter Carrara

Em 1858, por iniciativa de Allan Kardec – o Codificador do Espiritismo –, surgiram a Revista Espírita, tradicional publicação por ele dirigida até sua desencarnação em 1869 e ainda em circulação em vários idiomas, e a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, o primeiro centro espírita do planeta.

Foi em janeiro daquele ano, conforme expressa o próprio Kardec em nota publicada posteriormente em Obras Póstumas1, segunda parte, com o título A Revista Espírita, em anotação de 15 de novembro de 1857:

“(...) NOTA — Apressei-me a redigir o primeiro número e fi-lo circular a 1º de janeiro de 1858, sem haver dito nada a quem quer que fosse. Não tinha um único assinante e nenhum fornecedor de fundos. Publiquei-o correndo eu, exclusivamente, todos os riscos e não tive de que me arrepender, porquanto o resultado ultrapassou a minha expectativa. A partir daquela data, os números se sucederam sem interrupção e, como previa o Espírito, esse jornal se tornou um poderoso auxiliar meu. Reconheci mais tarde que fora para mim uma felicidade não ter tido quem me fornecesse fundos, pois assim me conservara mais livre, ao passo que outro interessado houvera querido talvez impor-me suas ideias e sua vontade e criar-me embaraços. Sozinho, eu não tinha que prestar contas a ninguém, embora, pelo que respeitava ao trabalho, me fosse pesada a tarefa.”

Já a Sociedade Parisiense de Estudos Espírita foi fundada em 1º de abril de 1858. Também de Obras Póstumas1, com o título Fundação da Sociedade Espírita de Paris, com anotação na mesma data de 1º de abril, extraímos parcialmente:

“(...) Havia cerca de seis meses, eu realizava, em minha casa, à rua dos Mártires, uma reunião com alguns adeptos, às terças-feiras. A Srta. E. Dufaux era a médium principal. Conquanto o local não comportasse mais de 15 ou 20 pessoas, até 30 lá se juntavam às vezes. Apresentavam grande interesse tais reuniões, pelo caráter sério de que se revestiam e pelas questões que ali se tratavam. Lá não raro compareciam príncipes estrangeiros e outras personagens de alta distinção. (...) A Sociedade ficou, em consequência, legalmente constituída e passamos a reunir-nos todas as terças-feiras no compartimento que ela alugara, no Palais Royal, galeria de Valois. Aí esteve um ano, de 1º de abril de 1858 a 1º de abril de 1859. Não tendo permanecido lá por mais tempo, entrou a reunir-se às sextas-feiras num dos salões do restaurante Douix, no mesmo Palais Royal, galeria Montpensier, de 1º de abril de 1859 a 1º de abril de 1860, época em que se instalou num local seu, à rua e passagem Sant’Ana, 59. Formada a princípio de elementos pouco homogêneos e de pessoas de boa vontade, que eram aceitas com facilidade um tanto excessiva, a Sociedade se viu sujeita a muitas vicissitudes, que não foram dos menores percalços da minha tarefa.”


As duas ocorrências, pois, completam 153 anos em 2011. Motivo de júbilo para a família espírita mundial, pelo significado de ambas. A Revista Espírita constitui extraordinária publicação que o Codificador transformou num verdadeiro laboratório, onde seus relatos e experiências têm muito a ensinar. Publicada sob sua responsabilidade direta até sua desencarnação e ainda em circulação, a Revue ainda é desconhecida da maioria dos espíritas que não imaginam o tesouro que se encontra à disposição para seus estudos e reflexões. Trata-se de coleção (de 1858 a 1869) para permanentes pesquisas e que foi publicada no Brasil, primeiramente pela Edicel, posteriormente pelo IDE-Araras (SP) e recentemente também a Federação Espírita Brasileira a publicou em primorosa encadernação.

A Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, por sua vez o primeiro núcleo espírita do planeta, alvo de lutas e dificuldades internas, transformou-se também, assim como a Revue, num importante foco de experiências para amadurecimento das ideias e no intercâmbio entre os espíritas.

As duas citações históricas incentivam o estudo e o conhecimento espírita, mas também o envolvimento de todos nós, com mais comprometimento e dedicação, à divulgação e à vivência do Espiritismo.

E já falamos uma vez mais em júbilos de sesquicentenário2, utilizando trechos de Obras Póstumas, acima transcritos, importante que voltemos nossa atenção aos esforços do Codificador. Suas importantes e sempre oportunas considerações e argumentos, tão fartamente encontradas na Codificação, surgem também em Obras Póstumas com detalhes impressionantes de suas lutas nas anotações pessoais deixadas para a posteridade. E nós, os espíritas da atualidade, com tão ricos conteúdos à disposição, poderemos encontrar muitos temas para apuradas reflexões, tais como se encontram na citada obra.

A genialidade do Codificador, tão bem expressa no seu alto bom senso e discernimento, sua clareza e lucidez, ao lado da manifesta bondade d´alma, entusiasmam pela grande capacidade de síntese e intelecto perfeitamente ajustado à integridade moral, ofertando textos que encantam pela profundidade das argumentações.

Portanto, uma vez mais, mantenhamos essas alegrias por sermos contemporâneos dessa expressiva efeméride do sesquicentenário ocorrida em 2008, das expressivas ocorrências da fundação da Revista Espírita e da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, num autoconvite para continuar estudando e nos esforçando intensamente pelo progresso individual, tarefa prioritária da presença do Espiritismo no planeta.

Se pararmos poucos instantes do dia para folhear as obras básicas e também a Revista Espírita, observarmos com atenção o índice de cada obra, observarmos atentamente a distribuição didática dos assuntos e especialmente analisarmos cuidadosamente os temas apresentados em cada obra descobriremos ou redescobriremos, uma vez mais, toda grandeza e lucidez do Codificador, de cujo esforço, inteligência e determinação no trabalho a que se entregou, resultou esse tesouro intelecto-moral à nossa disposição, deixaremos de lado a acomodação ou mesmo os abatimentos e partiremos para a ação consciente do trabalho, pois que a própria dinâmica da vida nos pede esse empenho em favor uns dos outros. O estágio de progresso alcançado pela humanidade solicita esse empenho a que todos podemos aderir com boa vontade e conhecimento.

O que mais é admirável talvez em toda obra é sua atualidade. É impressionante ler textos escritos de 1857 a 1869 e encontrar tamanha lucidez e atualidade. É algo que empolga, que norteia, que esclarece e orienta com bondade, mostrando o quanto há para fazer, refletir, aprender. Especialmente agora que a mentalidade humana está mais desperta para os valores reais da alma imortal.


Notas do Autor:

1 - Vale recordar que o livro Obras Póstumas reúne estudos e anotações de Allan Kardec e foi publicado após sua desencarnação.
2 - Em 2007 foram comemorados os 150 anos de publicação de O Livro dos Espíritos.
3 - As transcrições foram extraídas do CD-ROM - A Codificação – Os Livros Básicos da Doutrina Espírita, edição da Federação Espírita Brasileira.

Fonte: O Consolador

terça-feira, 12 de abril de 2011

O Primeiro Capítulo



Allan Kardec, o respeitável professor Denizard Rivail, já havia organizado extensa porção das páginas reveladoras que lhe constituiriam O Livro dos Espíritos.

Devotado observador, aliara inteligência e carinho método e bom senso na formação da primeira obra que lançaria os fundamentos da Doutrina Espírita.

Não desconhecia que a sobrevivência da alma era tema empolgante no século. Entretanto, apontamentos e experimentações, em torno do assunto, alinhavam-se desordenados e nebulosos.

Os fenômenos do intercâmbio pareciam ameaçados pela hipertrofia de espetaculosidade.

Saindo de humilde vilarejo da América do Norte, a comunicação com os Espíritos desencarnados atingira os mais cultos ambientes da Europa, originando infrutífero sensacionalismo. Era necessário surgisse alguém com bastante coragem para extrair do labirinto a linha básica da filosofia consoladora que os fatos consubstanciavam, irrefutáveis e abundantes.

Advertido por amigos da Espiritualidade de que a ele se atribuía, em nome do Senhor, a elevada missão de codificar os princípios espíritas, destinados à mais ampla reforma religiosa, pusera mãos ao trabalho, sem cogitar de sacrifícios. E adotando o sistema de perguntas e respostas, conseguira vasta colheita de esclarecimento e de luz.

Guardava consigo preciosas anotações acerca da constituição geral do Universo, surpreendentes informes sobre a vida de além-túmulo e belas asserções definindo as leis morais que orientam a Humanidade.

O material esparso equivalia quase que praticamente ao livro pronto. Contudo, era preciso estabelecer um ponto de partida. O primeiro compêndio do Espiritismo, endereçado ao presente e ao futuro, não podia prescindir de sólidos alicerces.

E, debruçado sobre a mesa de trabalho, em nevada noite do inverno de 1856, o Codificador interrogava a si mesmo: – Por onde começar? Pelas conclusões científicas ou pelas indagações filosóficas? Seria justo desligar a Doutrina, que vinha consagrar o antigo ensinamento do Cristo, de todo e qualquer apoio da fé, na construção das bases que lhe diziam respeito?

O conhecimento humano!... – pensava ele – não se modificava o conhecimento humano todos os dias?.. As ilações filosófico-científicas não eram as mesmas em todos os séculos... E valeria escravizar o Espiritismo à exaltação do cérebro, em prejuízo do sentimento?

Atormentado, viu mentalmente os homens de seu tempo e de sua pátria, extraviados na sombra do materialismo demolidor...

A grande revolução que pretendera entronizar os direitos do Homem ainda estava presente no ar que ele respirava. Desde 2 de dezembro de 1851, o governo de Luís Napoleão, que retomava as linhas do Império, permitia prisões em massa, com deliberada perseguição aos elementos de todas as classes sociais que não aplaudissem os planos do poder. Muitos membros da Assembléia haviam sofrido banimento e mais de vinte mil franceses jaziam deportados, muitos deles sem qualquer razão justa. Homens dignos eram enviados a regiões inóspitas, quando não eram confiados, no cárcere, à morte lenta.

O pensamento do missionário foi mais longe...

Recordou-se de Voltaire e Rousseau, admiráveis condutores da inteligência, mas também precursores da ironia e do terror. Lembrou Condorcet, o filósofo e matemático, envenenando-se para escapar à guilhotina, e Marat, o médico e publicista, assassinado num banho de sangue, quando instigava a matança e a destruição.

Valeria a cultura da inteligência, só por si, quando, a par dos bens que espalhava, podia desmandar-se em sarcasmo arrasador e loucura furiosa?

Com o respeito que ele consagrava incondicionalmente à Ciência e à Filosofia, Kardec orou com todo o coração, suplicando a inspiração do Alto. Erguia-se-lhe a prece comovente, quando raios de amor lhe envolveram o espírito inquieto e ele ouviu, na acústica da própria alma, vigoroso apelo íntimo:

– “Não menosprezes a fé!... Não comeces a obra redentora sem a Bênção Divina!...”

E o Codificador, nimbado de luz, com a emotividade jubilosa de quem por fim encontrara solução a terrível problema, longamente sofrido, consagrou o primeiro capítulo de O Livro dos Espíritos à existência de Deus.


Irmão X

(Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier.)

Fonte: Reformador de abril de 1957. Edição do 1º Centenário da Codificação do Espiritismo, p. 25(95) / Imagem de Allan Kardec: Reformador de abril de 2011.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A Elaboração de O Livro dos Espíritos

Conheça com esse curto documentário do programa Terceira Revelação, produzido pela FEB (Federação Espírita Brasileira) e exibido pela TV Mundo Maior, um resumo da história da elaboração de O Livro dos Espíritos, realizada por Allan Kardec. Quem foram os médiuns que participaram da codificação? , como se deu o intercâmbio mediúnico naquela época?, todas essas respostas vão ser encontradas nessa reportagem.


domingo, 10 de abril de 2011

Mensagem da Semana





















Ouvir a Mensagem


O Livro


O livro com Jesus é sempre:

Na vida, o mestre silencioso.

Na fé, o templo da alma.

Na luta, o observador sereno.

Na dificuldade, o amigo vigilante.

No caminho, o companheiro sábio.

Na dor, a fonte do reconforto.

Na dúvida, a luz do conhecimento.

Na jornada, a árvore benfeitora.

Na construção espiritual, o tijolo incorruptível.

Na enfermidade, o remédio oportuno.

No lar, o bom conselheiro.

No trabalho, a coragem constante.

Na terra do espírito, a semente da santidade.

Na imaginação, o incentivo fertilizante.

Na aflição, o bálsamo salutar.

Na alegria, o impulso de auxiliar a todos.

Na fartura, o controle benéfico.

Na escassez, a graça Celestial.

O livro cristão é alimento da vida eterna.

Espalha-lo é servir com Jesus.


André Luiz



Da Obra “A Verdade Responde”
Espíritos: Emmanuel e André Luiz. Psicografado por: Francisco Cândido Xavier

sábado, 9 de abril de 2011

A Música e o Espírito : Peace - Kenny G

A Música e o Espírito tem por objetivo registrar momentos em que a melodia envolve, sensibiliza e eleva a nossa alma. Por essa razão, escolhi esse vídeo para que possamos refletir juntos na Paz com a música instrumental "Peace", do músico saxofonista americano Kenny G, buscando minorar com essas vibrações benfazejas a dor daqueles que perderam os seus entes queridos nesse último triste e lamentável acontecimento violento envolvendo jovens e crianças em um colégio do bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, deixando a todos consternados.


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Do Livro I – As Causas Primárias


Atributos da Divindade


10 O homem pode compreender a natureza íntima de Deus?

– Não, falta-lhe, para isso, um sentido.

11 Um dia será permitido ao homem compreender o mistério da Divindade?

– Quando seu Espírito não estiver mais obscurecido pela matéria e, pela sua perfeição, estiver mais próximo de Deus, então o verá e o compreenderá.

*A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da humanidade, o homem O confunde muitas vezes com a criatura, da qual lhe atribui as imperfeições; mas, à medida que o senso moral nele se desenvolve, seu pensamento compreende melhor o fundo das coisas e ele faz uma idéia de Deus mais justa e mais conforme ao seu entendimento, embora sempre incompleta.


12 Se não podemos compreender a natureza íntima de Deus, podemos ter idéia de algumas de suas perfeições?

– Sim, de algumas. O homem as compreende melhor à medida que se eleva acima da matéria. Ele as pressente pelo pensamento.

13 Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom, não temos uma idéia completa de seus atributos?

– Do vosso ponto de vista, sim, porque acreditais abranger tudo. Mas ficai sabendo bem que há coisas acima da inteligência do homem mais inteligente e que a vossa linguagem, limitada às vossas idéias e sensações, não tem condições de explicar. A razão vos diz, de fato, que Deus deve ter essas perfeições em grau supremo, porque se tivesse uma só de menos, ou que não fosse de um grau infinito, não seria superior a tudo e, por conseguinte, não seria Deus. Por estar acima de todas as coisas, Ele não pode estar sujeito a qualquer instabilidade e não pode ter nenhuma das imperfeições que a imaginação possa conceber.

*Deus é eterno. Se Ele tivesse tido um começo teria saído do nada, ou teria sido criado por um ser anterior. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade.

É imutável; se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o universo não teriam nenhuma estabilidade.

É imaterial, ou seja, sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria; de outro modo não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da matéria.

É único; se houvesse vários deuses, não haveria unidade de desígnios, nem unidade de poder na ordenação do universo.

É todo-poderoso, porque é único. Se não tivesse o soberano poder, haveria alguma coisa mais ou tão poderosa quanto Ele; não teria feito todas as coisas e as que não tivesse feito seriam obras de um outro Deus.

É soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das Leis Divinas se revela nas menores como nas maiores coisas, e essa sabedoria não permite duvidar de sua justiça nem de sua bondade.



O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Parte Primeira, “As Causas Primárias”, cap.I – Deus, questões de 10 a 13 (Atributos da Divindade)- Petit Editora, Tradução de Renata Barbosa da Silva e Simone T. Nakamura Bele da Silva.

*Comentário de Allan Kardec às respostas dos Espíritos

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Registros Históricos de "O Livro dos Espíritos"


Anna Blackwell, a Primeira Tradutora


Anna Blackwell (1816-1900) é pessoa muito importante na história do Espiritismo, pois além de amiga pessoal do casal Allan Kardec, participou de reuniões na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (SPEE) e foi quem primeiro traduziu obras da Codificação Espírita ao inglês.

No “Prefácio” de The Spirits’Book (O Livro dos Espíritos), em 1876, ela transmitiu muitas informações históricas valiosas sobre Allan Kardec, desde sua infância: notas biográficas e familiares (também de Amélie-Gabrielle Boudet); descrição física e psicológica do Codificador; desenvolvimento do Espiritismo na primeira hora. Ela foi correspondente espírita de Allan Kardec em Londres, Inglaterra, conforme constatamos na Revista Espírita, março de 1869, “O Espiritismo por toda parte”.

Apesar de ter havido referência de tradução ao inglês de fragmentos de O Livro dos Espíritos, em 1861 (Revista Espírita, fevereiro de 1861), foi Anna Blackwell quem primeiro o traduziu, logo em seguida O Livro dos Médiuns, e há referência de que em 1877 tinha começado a tradução de O Céu e o Inferno.

Ela foi jornalista, professora, escritora e poetisa, e tudo indica ter sido uma tradutora profissional, pois se contam em muitas dezenas suas traduções, ao inglês, de vários autores e em diferentes áreas. Filha de Samuel e Hanna Blackwell, teve oito irmãos. Nenhuma das cinco irmãs se casou.

Seu pai trabalhou em refinarias de açúcar. A família mudou-se da Inglaterra para Nova York, em 1832, depois Jersey, Cincinnati, em 1838, depois Kentucky, Carolinas e Filadélfia.

Pesquisa: Achar algo sobre Anna Blackwell foi uma demorada “novela”, mesmo antes do surgimento da Internet. Primeiro foram contatados amigos residentes na Inglaterra, sem sucesso.

Com o advento da WEB, tentamos via e-mail com a Biblioteca Nacional da Inglaterra e com outros amigos que residiam na Inglaterra, mas nada foi conseguido. Informação decisiva foi dada pela amiga Elsa Rossi, residente na Inglaterra, que nos transmitiu uma mensagem por ela conseguida num site inglês, o qual comentava que Anna Blackwell passou um período nos Estados Unidos, com a saúde delicada, e tinha sido irmã de Elizabeth (1812-1910), pessoa historicamente importante para a área médica naquele país, principalmente para as mulheres. Então fizemos contato por e-mail com o Instituto Smithsonian, que informou estar todo o acervo da família Blackwell na Universidade de Harvard. Passamos e-mail e felizmente nos enviaram pela Internet a biografia da família e fotos de Anna Blackwell em diferentes idades. Fica este importante registro para a história do advento do Espiritismo.


Washington Luiz Fernandes

Texto publicado em "O Reformador", edição março de 2008.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Dicas do Manancial

Essas são as nossas dicas do mês para livro, música e filme:


LIVRO: ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS
AUTORES: DJALMA SANTOS E ANA MARIA SPRANGER


















Sinopse original do livro:

Ao Codificar a Doutrina Espírita, Allan Kardec abriu a arca dos tesouros imortais, revelando para a humanidade terrestre o segredo dos antigos iniciados, fazendo ressurgir o conhecimento sobre a reencarnação. Kardec demonstrou que o livre-arbítrio -que foi legado ao homem pelo Pai Celestial - era a chave do processo de escolha que o homem teria que realizar nas suas muitas existências, tanto física como espiritual. A vida é um eterno processo de escolha: escolhemos todos os dias... E vive melhor quem aprende a escolher. Por isso, o Mestre nos disse: "Amai-vos e instruí-vos".


MÚSICA: CD UNIO CELESTIA - CORCIOLLI


















Um álbum sensacional que mostra a sensibilidade do músico tecladista e arranjador paulista Corciolli, reconhecido pelos seus trabalhos New Age e por composições de trilhas sonoras para o cinema nacional. "Unio Celestia" tem como característica principal a mesclagem de elementos clássicos com modernos, tendo como destaque temas cantados em latim nas vozes de Tania Maya e Baulé.

As faixas que mais me tocam são sem dúvida "Alarum", "Spiritus" e principalmente "Trinum Perfectus" e "Oratios" pelo estilo gregoriano.

O CD pode ser encontrado em lojas ou adquirido através de pedido pela internet em sites específicos como o Amazon.com, onde você pode também ouvir trechos das suas 10 faixas.



FILME: AS MÃES DE CHICO XAVIER
DIREÇÃO: GLAUBER FILHO E HALDER GOMES











Uma indicação indispensável para esse mês é conferirmos nos cinemas a mais uma esperada produção nacional, em cartaz desde o dia 1º de abril, que trata da vida do médium espírita mineiro Chico Xavier. Dessa vez o enfoque maior fica para o seu trabalho de conforto às famílias que perderam seus entes queridos através do intercâmbio mediúnico psicográfico, de um modo especial às mães enlutadas pela perda de seus filhos.

Inspirado no livro "Por trás do Véu de Ísis", do jornalista carioca Marcel Souto Maior, o filme baseado em fatos reais, gira em torno da história de três mães: Ruth(Via Negromonte), que enfrenta o desafio de lidar com o problema do filho adolescente envolvido com drogas, Lara(Tainá Muller), uma jovem professora que passa por uma gravidez não planejada e Elisa(Vanessa Gerberlli), uma mulher em crise no casamento com Guilherme(Joelson Medeiros) e que deposita toda a sua alegria no filho de cinco anos. O personagem que movimenta a trama é Karl(Caio Blat), um repórter de televisão que investiga a veracidade das cartas psicografadas por Chico Xavier, merecidamente interpretado mais uma vez pelo ator Nelson Xavier, que esteve também no papel do médium em "Chico Xavier, o Filme".

Uma boa notícia é que, segundo informações em sites de cinema como o portal "Adoro Cinema", o filme que está na sua primeira semana de estréia se encontra em 1º lugar de público no Top 10, desbancando as produções internacionais.



Confira aqui ao trailer oficial do filme:

terça-feira, 5 de abril de 2011

O Livro dos Espíritos


Para perpetuar as Suas Leis, Deus escreveu-as no imenso livro da Natureza, autografando cada página com a beleza e a harmonia que se destacam em toda a Criação.

Por sua vez, o homem primitivo, tentando a comunicação com o seu próximo e ansioso por exteriorizar o seu pensamento, registrando as sensações e as primeiras emoções de estesia que o visitavam, pintou, nas furnas escuras, onde buscava agasalho, as suas mensagens rupestres que sobreviveram e assinalam hoje inúmeros dos seus hábitos pretéritos.

O barro cozido, a pedra trabalhada, os papiros, as peles de animais e todos os recursos que poderiam registrar a história dos seres, suas conquistas e aspirações, foram utilizados para compor e fixar o incomparável poema das épocas, das vidas, das sociedades.

Os chineses foram os primeiros a reunir em páginas ordenadas os pensamentos e fastos históricos dando origem aos livros, mediante a utilização do papel. Deles, passando por etapas sucessivas e aprimoradas, desenvolveu-se a tecnologia do livro, que se tornou indispensável à vida humana, pelas informações valiosas e contribuição inestimável ao desenvolvimento das criaturas séculos afora.

Das obras pesadas e monótonas às delicadas e ricas de iluminuras, prenúncio das avançadas técnicas de ilustração, o livro tem sido o depositário da sabedoria dos tempos, dos fatos das sociedades, das narrações comovedoras, trágicas, heroicas, místicas, líricas e humorísticas da Humanidade.

O livro nobre especialmente tem sido o repositório da beleza e do registro das artes, convidando o homem à reflexão e descobrimento dos valores elevados da vida, de modo a prepará-lo para a sua elevação.

Sagrado ou profano, encadernado ou brochura, rico ou de pequeno valor, adornado ou simples, é sempre abençoado companheiro que enriquece e prepara a criatura para o desafio da evolução.

Destacando-se entre os mais edificantes e completos de que se tem notícia, "O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, é grandiosa síntese do pensamento que desceu dos Céus para iluminar as consciências terrestres na busca da sua imortalidade triunfante.

Exatamente no momento em que o Espiritualismo ortodoxo apresenta-se decadente, incapaz de conduzir as mentes lúcidas a reflexões mais profundas sobre o ser, o seu destino e a razão do sofrimento, quando o materialismo amplia o campo de informações estruturadas no cepticismo, na negação da alma e de Deus, na hora em que o desvario toma conta das mentes, prenunciando o período da razão sem a fé, surge esta obra admirável que proporciona respostas às mais intrincadas questões da ciência como da filosofia, propondo uma releitura das doutrinas em voga, restabelecendo a certeza da imortalidade e a Causalidade Divina, de forma clara e capaz de enfrentar o discernimento frio das Academias, oferecendo-lhe o calor confortável dos fatos, dos quais derivou todo o seu arquipélago de lógica fundamentada na observação, na experiência dos testemunhos demonstráveis em laboratório.

Aceito, a princípio, com desconfiança e zombaria, as teses que veicula vêm resistindo ao processo de desenvolvimento cultural, tornando-se, cada dia, mais legítimas em face da confirmação que vem recebendo das doutrinas psíquicas e parapsíquicas, da antropologia, da sociologia, da embriogenia, da ética.

Abordando os temas mais intrincados do pensamento de todos os tempos, é um tratado de lógica em permanente atualidade, obedecendo a uma metodologia e sistemática, que surpreendem todos aqueles que lhe buscam as sábias informações.

Estudando Deus e a alma, o princípio das coisas, o Espírito e a matéria, a morte e a vida, a reencarnação e a Justiça Divina, as comunicações espirituais e os inúmeros fenômenos que dizem respeito ao ser e ao seu destino, as ocorrências paranormais, as Leis que regem o Universo, particularmente a Terra e seus habitantes, culmina com uma análise profunda a respeito dos valores éticos que vigem no mundo e fora dele.

Jamais impõe qualquer tema, sempre abrindo espaços novos para aprofundamento do conhecimento, induz o homem à interiorização, na busca de si mesmo, ao tempo em que lhe amplia os horizontes existenciais, dando sentido e significado à sua atual existência, de que depende todo seu processo de iluminação e de liberdade.

Seguindo a tradição dialética, suas perguntas e respostas possuem clareza inconfundível, completadas pelos lúcidos comentários do Codificador, que se afadigou em esgotar os temas tratados sempre com liberdade cultural, evitando qualquer tipo de dogmatismo, sempre do agrado das mentes arbitrárias, que se comprazem em impor suas ideias. Profundamente liberal, Allan Kardec discute, esclarece, proporciona um elenco de reflexões de modo que o indivíduo elege somente o que pode absorver, incorporando essa conquista ao próprio conhecimento.

Nenhuma obra atravessou incólume mais de um século de existência, particularmente num período como o que medeia entre a data da sua publicação e a atualidade - 139 (hoje 141) anos, tornando-se, cada vez mais, compatível com as demonstrações da ciência e da tecnologia.

É livro de estudos profundos, simples na forma e complexo no conteúdo, bíblico abordando teses científicas e propostas filosóficas, discussões ético-morais e religiosas, análises sociológicas e respostas psicológicas, contribuições que englobam as artes, os comportamentos, a história e os indispensáveis contributos para a felicidade humana.

Mesmo nestes dias, quando se desenvolve a realidade fatual e a computação passa a dirigir a conduta cultural e tecnológica do ser humano, "O Livro dos Espíritos" ocupa um lugar de destaque entre as obras digitadas para leitura acessível e prática nas luminosas telas das redes internacionais de comunicação, encaminhando vidas para o fanal da plenitude e sustentando a realidade da vida depois da vida e da justiça de Deus, que paira, soberana acima de todas as vicissitudes e transitoriedade da forma humana e das coisas terrenas.


Vianna de Carvalho (Espírito)


(Página recebida pelo médium Divaldo P. Franco, na noite de 18 de abril de 1996, na cidade de Coimbra, Portugal).


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Introdução ao Livro dos Espíritos


Com este livro, a 18 de abril de 1857, raiou para o mundo a era espírita. Nele se cumpria a promessa evangélica do Consolador, do Paracleto ou Espírito da Verdade. Dizer isso equivale a afirmar que “O Livro dos Espíritos” é o código de uma nova fase da evolução humana. E é exatamente essa a sua posição na história do pensamento. Este não é um livro comum, que se pode ler de um dia para o outro e depois esquecer num canto da estante. Nosso dever é estudá-lo e meditá-lo, lendo-o e relendo-o constantemente.

Sobre este livro se ergue todo um edifício: o da doutrina espírita. Ele é a pedra fundamental do Espiritismo, o seu marco inicial. O Espiritismo surgiu com ele e com ele se propagou. Com ele se impôs e consolidou no mundo. Antes deste livro não havia Espiritismo, e nem mesmo esta palavra existia. Falava-se em Espiritualismo e Neo-espiritualismo, de maneira geral, vaga e nebulosa. Os fatos espíritas, que sempre existiram, eram interpretados das mais diversas maneiras. Mas, depois que Kardec o lançou à publicidade, “contendo os princípios da doutrina espírita”, uma nova luz brilhou nos horizonte mentais do mundo.

Há uma sequência histórica que não podemos esquecer, ao tomar este livro nas mãos. Quando o mundo se preparava para sair do caos das civilizações primitivas, apareceu Moisés, como o condutor de um povo destinado a traçar as linhas de um novo mundo: e de suas mãos surgiu a Bíblia. Não foi Moisés quem a escreveu, mas foi ele o motivo central dessa primeira codificação do novo ciclo de revelações: o cristão. Mais tarde, quando a influência bíblica já havia modelado um povo, e quando esse povo já se dispersava por todo o mundo gentio, espalhando a nova lei, apareceu Jesus; e das suas palavras, recolhidas pelos discípulos, surgiu o Evangelho.

A Bíblia é a codificação da primeira revelação cristã, o código hebraico em que se fundiram os princípios sagrados e as grandes lendas religiosas dos povos antigos – a grande síntese dos esforços da antiguidade em direção ao espírito. Não é de admirar que se apresente muitas vezes assustadora e contraditória para o homem moderno. O Evangelho é a codificação da segunda revelação cristã, a que brilha no centro da tríade dessas revelações, tendo na figura do Cristo o sol que ilumina as duas outras, que lança a sua luz sobre o passado e o futuro, estabelecendo entre ambos a conexão necessária.

Mas assim como, na Bíblia, já se anunciava o Evangelho, também neste aparecia a predição de um novo código, o do Espírito da Verdade, como se vê em João, XIV. E o novo código surgiu pelas mãos de Allan Kardec, sob a orientação do Espírito da Verdade, no momento exato em que o mundo se preparava para entrar numa fase superior de desenvolvimento.

Hegel, em suas lições de estética, mostra-nos as criações monstruosas da arte oriental, figuras gigantescas, de duas cabeças e muitos braços e pernas, e outras formas diversas, como a primeira tentativa do Belo para dominar a matéria e conseguir exprimir-se através dela. A matéria grosseira resiste à força do ideal, desfigurando-o nas suas representações. Mas acaba sendo dominada, e então aparecem no mundo as formas equilibradas e harmoniosas da arte clássica. Atingido, porém, o máximo de equilíbrio possível, o Belo mesmo rompe esse equilíbrio, nas formas românticas e modernas da arte, procurando superar o seu instrumento material, para melhor e mais livremente se exprimir. Essa grandiosa teoria hegeliana nos parece perfeitamente aplicável ao processo das revelações cristãs: das formas incongruentes e aterradoras da Bíblia, passamos ao equilíbrio clássico do Evangelho, e deste à libertação espiritual de “O Livro dos Espíritos”.

Cada fase da evolução humana se encerra com uma síntese conceptual de todas as suas realizações. A Bíblia é a síntese da antigüidade, como o Evangelho é a síntese do mundo greco-romano-judaico, e “O Livro dos Espíritos” a do mundo moderno. Mas cada síntese não traz em si tão somente os resultados da evolução realizada, porque encerra também os germens do futuro. E na síntese evangélica temos de considerar, sobretudo, a presença do Messias, como uma intervenção direta do Alto para a reorientação do pensamento terreno. É graças a essa intervenção que os princípios evangélicos passam diretamente, sem necessidade de readaptações ou modificações, em sua pureza primitiva, para as páginas deste livro, como as vigas mestras da edificação da nova era.


José Herculano Pires

De “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec, tradução de José Herculano Pires.

P.S: Esta introdução foi redigida pelo tradutor José Herculano Pires por ocasião da edição especial da Lake, comemorativa do centenário de “O Livro dos Espíritos”, em 18 de abril de 1957.

domingo, 3 de abril de 2011

Mensagem da Semana


Ouvir a Mensagem


Da Existência de Deus


Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:

-Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?

O crente fiel respondeu:

-Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais dele.

-Como assim? - indagou o chefe, admirado.

O servo humilde explicou-se:

-Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?

-Pela letra.

-Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?

-Pela marca do ourives.

O empregado sorriu e acrescentou:

-Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?

-Pelos rastros - respondeu o chefe, surpreendido.

Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o céu, onde a Lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso:

-Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!

Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também.

Meimei

"Quem perde a fé no futuro vive de sonhos plebeus,
a própria flor no monturo lembra um sorriso de Deus"
Soares Bulcão

"A propaganda do bem deve alcançar apogeus,
o sol brilhando no céu é propaganda de Deus".
Jovino Guedes

"Quando quiseres indagar acerca dos mistérios do céu,
sonda o segredo Divino que palpita na flor".
Mariano José Pereira da Fonsêca

Do livro Idéias e Ilustrações, de Francisco Cândido Xavier por Espíritos Diversos.

sábado, 2 de abril de 2011

Agenda de Eventos Espíritas

Esses são os nossos destaques para eventos que acontecerão por todo Brasil, durante o mês de abril.

Brasília

Distrito Federal
– A trajetória mediúnica de Francisco Peixoto Lins, o “Peixotinho”, as encarnações marcantes do Espírito “Joanna de Ângelis” e a história de quatro médiuns ostensivos e seus relatos desde a infância serão os atrativos da 1ª Mostra TVCEI de Vídeos Espíritas. O evento é promovido pela TV do Conselho Espírita Internacional (TVCEI), com o objetivo de levar ao público espírita e simpatizante as melhores produções realizadas em DVD pela TV espírita. A Mostra será aberta com a história do maior médium de materialização do Brasil relatada no documentário “Peixotinho e a Materialização dos Espíritos”. Os relatos ficam por conta dos próprios filhos do médium e do biógrafo, Humberto Vasconcelos, contando casos que vão desde fatos de materializações luminosas até a materialização de Clarêncio, ministro da cidade espiritual Nosso Lar. No segundo dia, será exibido o vídeo “As Vidas de Joanna de Ângelis”, que traz os relatos do médium Divaldo Pereira Franco oferecendo informações curiosas sobre as encarnações e a missão do Espírito Joanna de Ângelis, guia espiritual do médium baiano. No último dia do evento será a vez do documentário “Mediunidade Descoberta”. Os médiuns Mayse Braga, Geraldo Campetti, Sandra Ventura e Ricardo Silva contam casos peculiares, tristes, alegres e sublimes que os envolveram desde a infância em suas existências repletas de intenso intercâmbio com o mundo dos Espíritos. A 1ª Mostra TVCEI de Vídeos Espíritas ocorrerá de 29 de abril a 1º de maio, no Auditório da Comunhão Espírita de Brasília: Av. L2 Sul, Qd. 604, Lt. 27. Ao final de cada exibição o público poderá participar de um debate sobre os documentários. A entrada é gratuita e o evento será transmitido, ao vivo, pela TVCEI: www.tvcei.com.

São Paulo

Capital
– O Programa Espiritismo Agora será transmitido pela Rádio Mundial FM 95.7, a partir de 7 de abril, 12h30. A apresentação ficará a cargo de Milton Felipeli e Antonio Coelho Filho. Informações: www.radiomundial.com.br ou e-mail miltonfelipeli@espiritismoagora.com.br.

– Na próxima segunda-feira, 4 de abril, a partir das 20h, será a comemoração dos 10 anos de vida da Casa do Caminho, com uma noite de boas energias, ótimas palestras, excelentes músicas e muita confraternização sobre o tema “A importância da Casa Espírita em nossas vidas”. A programação prevê a presença do Grupo Reencontro, Ronaldo & Rinaldo, Edson Sardano, Ivan Cunha e José Carlos. O evento será realizado na Casa do Caminho: Rua Jandaia do Sul, 190, próximo ao metrô Guilhermina-Esperança.

– A Casa do Caminho Meimei (Rua Bernardino Pantaleão, 20, Vila Ema) realizará o Seminário “Dificuldade de aprendizagem à luz do Espiritismo”, com Heloísa Pires, no dia 10 de abril, domingo, das 9h às 12h. Durante o seminário serão abordados os tópicos: dislexia, hiperatividade, problemas emocionais e espirituais, a chave é Jesus. Informações pelo telefone (11)2216-7519.

– Os frequentadores do Centro Espírita João Batista (Rua Yamato, 116, Jardim Japão) terão a oportunidade de fazer o curso “Transição Planetária”, com Claudio Palermo, a partir do dia 7 de abril, quinta-feira, às 20h. O curso é aberto a todos os interessados no estudo do Despertar da Consciência.

– A SOFEE – Sociedade Fraterna de Estudos Espíritas – receberá Orson Peter Carrara para tratar do tema Tensão Emocional, na próxima quarta-feira, 6 de abril, às 20h. O evento será realizado na sede da SOFEE: Rua Edgar Tinel, 51, Jardim Felicidade. Na ocasião será realizado o lançamento da obra Tensão Emocional. Informações pelo telefone (11)3644-8610.

– O Centro Espírita Fraternidade Irmã Dolores realiza, no período de 7 de abril a 5 de maio, o “Mês Espírita”, com palestras às quintas-feiras, às 20h30, e a programação prevista é esta:
* 7 – “O Livro dos Espíritos”, com Joaquim Soares;
* 14 – “O Livro dos Médiuns”, com Terezinha Olivier;
* 21 – “O Evangelho segundo o Espiritismo”, com Sander Salles Leite;
* 28 – “O Céu e o Inferno”, com Heloísa Pires;
* 5 – “A Gênese”, com Norberto Tomasini.

As atividades são desenvolvidas na sede do Irmã Dolores: Rua Solidônio Leite, 1519, Vila Ema. Informações: feleconosco@fratidolores.org.br ou pelo site www.fratidolores.org.br.

– A Rádio Mundial – FM 95,7 – apresentará, a partir de 7 de abril, quinta-feira, às 12h30, o programa “Espiritismo Agora” com Milton Felipeli e Antonio Coelho Filho. Informações no site www.radiomundial.com.br.

– A Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas (Abrape), presidida por Ercilia Zilli, promove atividades como: atendimento psicológico gratuito, palestras, cursos, grupos de estudos, congressos e pesquisas e também atua em comunidades, com o Projeto Humanizar, que leva às pessoas a consciência de humanidade, reconhecendo os valores positivos em cada indivíduo. Mais detalhes sobre a Abrape: em www.abrape.org.br, através do correio abrape@abrape.org.br ou dos telefones (11)3081-1464 e 3898-2139. A instituição fica na Rua Teodoro Sampaio, 417, conjunto 82, bairro Jardim América.

Arujá – O Centro Cultural Espírita Reflorescer realizará a I Mostra Cultural Espírita no próximo sábado, 9 de abril, das 13h às 20h30. Estão confirmadas as presenças de Agnaldo Paviani, Vansan, Deck Rock, Coral da Fraternidade, Exposição Mecanismos da Mediunidade – através de painéis. A entrada é 1 kg de alimento não perecível e 1 livro espírita em bom estado. Haverá feira de livros, artesanatos e estande de orientação ao Evangelho no Lar, com Luiz Claudio da USE/SP. Informações pelo e-mail centroculturalespirita@yahoo.com.br ou na Casa Espírita Fraternidade da Luz: Estrada PL, 500, Jardim Planalto, próximo à Faculdade de Arujá, na rotatória.

Campinas – Toda história de amor deve ser recontada. Por isso, foi reapresentado o espetáculo “Chico Xavier: Eu fiz a minha parte”, uma história de amor a Deus e ao próximo... Chico amou a Deus mais que aos homens e aos homens mais que a si mesmo! Apresentado no ano passado em comemoração ao centenário do médium mineiro, o evento foi realizado na última sexta-feira, 1º de abril, no Centro de Convivência Cultural. A apresentação cênico-musical foi gravada e transformada em DVD pela TVCEI, para se tornar documento histórico. A renda será revertida para a manutenção dos educandários da AMIC e para o SOS Fome. Saiba mais em www.amic.org.br.

Carapicuíba
– A 1a Semana Chico Xavier – Caridade – está sendo realizada no período de 2 a 9 de abril e a programação completa é esta:

2 – sábado – 15h – Palestra “Caridade e Psicografia”, com Cirineu, e harmonização de Cânone – Oficina de Luz: Rua Praia Grande, 411, Ariston;
3 – domingo – 15h – Palestra “Caridade e Esclarecimento”, com João Marcos, e harmonização de Sintonia de Amor – Centro Espírita Cristão: Estrada da Fazendinha, 1744, Jardim Ana Estela;
3 – domingo – 18h – Palestra “Caridade e Esclarecimento”, com Eliana Figueiredo, e harmonização de Sábado de Sol – Unificação Cristã: Rua Eduardo A. Mesquita, 33, Parque Santa Tereza;
4 – segunda-feira – 20h – Palestra “Caridade e Voluntariado”, com Leonardo Keim e harmonização de JESP – NEOVE: Av. Rui Barbosa, 2361, Santa Terezinha;
5 – terça-feira – 20h – Palestra “Caridade e humildade”, com Allan Vilches – NEAL: Rua Maria Helena, 174, Centro;
6 – quarta-feira – 20h – Palestra “Caridade e relacionamento”, com Sandra Santana e harmonização com Paulo Cesar – NECHICO: Rua Antonio Calixto Filho, 17, Vila Dirce;
7 – quinta-feira – 20h – Palestra “Caridade e catástrofes”, com Bruno Rodrigues e harmonização de SEMEART – Seara de Kardec: Av. Amazonas, 57, COHAB II;
8 – sexta-feira – 20h – Palestra “Jesus e a caridade”, com Hamilton Leitão e harmonização de Cantores da Luz – CEFA: Rua São José, 45, Vila Osmany, Barueri;
9 – sábado – 20h – Palestra “Caridade e ecumenismo”, com Paulo Vasconcellos, e harmonização de Chaves da Luz – Teatro Municipal Jorge Amado: Av. Miriam, 87, Centro.
Informações no site www.uniaoespirita.org.br.

Guarulhos
– O 9º Encontro dos Amigos da Boa Nova, o evento mais esperado do ano, será realizado no próximo domingo, 10 de abril, entre 9h e 18h, com pausa para o almoço, que poderá ser feito no local. O evento contará com música, palestras, sorteios e bastante interação. Os sócios do Clube Amigos da Boa Nova têm desconto de 40%, podendo adquirir mais três ingressos com este mesmo desconto especial. Os valores dos ingressos são: R$15,00 para sócios e R$25,00 para os não sócios. O evento será realizado na Rua João Cavalari, Km 225 da Via Dutra, sentido Rio de Janeiro, ao lado oposto do Internacional Shopping. Informações pelo telefone (11)2456-7109. Os pontos de vendas são: Federação Espírita do Estado de São Paulo – FEESP: Rua Maria Paula, 140, Edifício Allan Kardec, Bela Vista, pelo telefone (11)3115-5544; Rádio Boa Nova: Av. André Luiz, 723, Picanço, Guarulhos/SP, telefones: (11)2457-7000 ou 0800.979.50.11; Centro Espírita A Caminho da Luz: Av. Sapopemba, 648, Água Rasa, telefone (11)2965-0317; Santana: Rua Duarte de Azevedo, 691, telefone (11)2950-5155; Vila Galvão: Rua Vicente Melro, 878, Guarulhos/SP, telefone (11)2458-3214; Mercalivros: Rua Padre João Álvares, 217/ 223, Vila Renata, Guarulhos/SP, telefone (11)2979-2157; Creche Amélia Rodrigues: Rua Silveiras, 17, Vila Guiomar, Santo André/SP, telefone (11)3186-9766; Instituto Evoluir: Rua Fernandez Pinheiro, 295, Tatuapé, telefone (11)2942-0149; Arautos: Rua Fernandez Pinheiro, 298, Tatuapé, telefone (11)2294-0485; Rádio Boa Nova Sorocaba: Rua Santa Clara, 133, Centro, Sorocaba/SP, telefone (15)3232-2799; Centro Espírita Paz e Amor: Rua Izidro Tinoco, 53, Tatuapé, telefone (11)2295-9349; Centro Espírita Francisco de Assis: Rua Miguel Lillo, 131, Vila Cisper, telefone (11)2541-2094. Mais detalhes no Clube Amigos da Boa Nova pelo telefone 0800.12.18.38 ou pelo site www.radioboanova.com.br.

Guarujá – A XVI Semana Espírita de Guarujá – Jesus e a Terceira Revelação – está sendo realizada no período de 1 a 8 de abril, no Teatro Procópio Ferreira (Av. Dom Pedro I, 350) e a programação prevista é esta:

1 – sexta-feira – 20h – Vansan – Tema: Evangelho Musical;
3 – domingo – 20h – Alberto Almeida – Tema: A dimensão do Espiritismo e o Cristo – Qual o significado da moral cristã na vida espírita? – Apresentação artística: Andrea Bien;
4 – segunda-feira – 20h – Divaldo Matos de Oliveira – Tema: A reencarnação de Sigismundo do Livro “Missionários da Luz” – Apresentação artística: Margarete Áquila;
5 – terça-feira – 20h – Roraci Correa – Tema: Jesus e as mulheres do evangelho – Apresentação artística: Célia Tomboly;
6 – quarta-feira – 20h – Fernando Guimarães – Tema: A cura através da prece – Apresentação artística: Paula Zamp;
7 – quinta-feira – 20h – Djalma Argollo – Tema: Quando o amor veio à Terra – Apresentação artística: Andréa Isobata;
8 – sexta-feira – 20h – Carlos Baccelli – Tema: O Consolador prometido – Apresentação artística: Allan Vilches.

Holambra
– O 1º Festival de Flores e Livros Espíritas de Holambra será realizado pelo Centro Espírita Semente de Luz nos dias 15, 16 e 17 de abril. O evento contará com várias apresentações culturais doutrinárias e a programação prevista é esta:

15 – sexta-feira – 19h – Palestra Musicada com Allan Vilches;
16 – sábado – 16h: Cinema: exibição do filme “Nosso Lar”; 19h: apresentação musical da cantora Ana Person (Valinhos); palestra com Ditinha Calixto (José Bonifácio);
17 – domingo – 10h: Manhã musical; 16h: palestra com Jeferson Betarello (São Paulo); 17h: teatro com a peça “Um beija-flor para Francisco”, com o Grupo de Teatro Eurípedes Barsanulfo; 18h: encerramento do evento.O evento será realizado no Salão do NAOTT – Núcleo de Atenção Terapêutica ao Trabalhador. Informações pelo e-mail sementedeluz151@gmail.com ou pelo telefone (19)7806-4456. Os organizadores comunicam que todos os eventos culturais doutrinários serão gratuitos e que disponibilizarão recreadores para cuidarem das crianças. Além disso, conseguiram descontos em alguns hotéis da região, e os participantes poderão, nos intervalos dos eventos, realizar passeios pelos pontos turísticos da cidade das flores, além de conhecer um pouco da cultura holandesa, através da gastronomia e de belas peças artesanais.

Itapira – O Mês Espírita de Itapira está sendo realizado no período de 1o de abril a 1o de maio e comemorará os 154 anos de “O Livro dos Espíritos” e os 150 anos de “O Livro dos Médiuns”. A programação prevista é esta:

1 – sexta-feira – 20h – Palestra: “Desmistificando as influências espirituais”, com Ismael Batista da Silva – Local: Centro Espírita Luiz Gonzaga: Rua Presidente Kennedy, 47, Santo Antonio;
3 – domingo – 9h – Seminário: “Atendimento Fraterno”, com Ismael Batista da Silva – Local: Casa Espírita “Nhá Chica”: Rua Tereza Lera Paoeletti, 348, Jardim Bela Vista;
4 – segunda-feira – 20h – Palestra: “Crack, a doença do milênio”, com André Luiz Brandão – Local: Instituição Assistencial Cristã “Cesar Bianchi”;
16 – sábado – 20h – Palestra: “A cura do corpo e a cura do espírito – relações de Independência”, com Cleide Martins Canhadas – Local: Casa Espírita “Nhá Chica”: Rua Tereza Lera Paoeletti, 348, Jardim Bela Vista;
18 – segunda-feira – 20h – Palestra: “O Evangelho responde”, com Avildo Fioravante – Local: Instituição Assistencial Cristã “Cesar Bianchi”: Rua Conselheiro Laurindo, 318, Cubatão;
23 – sábado – 20h – Palestra: “Carregando a própria cruz”, com André Luiz Ruiz – Local: Casa Espírita “Nhá Chica”: Rua Tereza Lera Paoeletti, 348, Jardim Bela Vista;
27 – quarta-feira – 20h – Palestra Musicada: “Valorização da vida”, com Ismael Batista da Silva – Local: Centro Espírita Luiz Gonzaga: Rua Presidente Kennedy, 47, Santo Antonio;
30 – sábado – 20h – Palestra: “Transição Planetária”, com Ismael Batista da Silva – Local: Casa Espírita “Nhá Chica”: Rua Tereza Lera Paoeletti, 348, Jardim Bela Vista;
1/5 – domingo – 9h – Seminário: “Obsessões e suas terapêuticas”, com Ismael Batista da Silva – Local: Casa Espírita “Nhá Chica”: Rua Tereza Lera Paoeletti, 348, Jardim Bela Vista.

O evento é uma realização da União das Sociedades Espírita Municipal de Itapira e as casas adesas: Centro Espírita Luiz Gonzaga, Casa Espírita “Nhá Chica”, Instituição Assistencial Cristã “Cesar Bianchi”, Casa do Pão, Fundação Espírita “Américo Bairral”, Mocidade Espírita de Itapira. Informações com Otavio Cunha pelos telefones (19)9276-0247 ou 3863-5682 ou com Jerônimo pelo telefone (19)8169-5912.

José Bonifácio
– O Grupo Espírita Amor e Caridade e o Centro Espírita Joana D’Arc realizam a 1a Semana Espírita de José Bonifácio, na Câmara Municipal (Av. Romeu Maia Souto, 20, Centro) no período de 3 a 9 de abril, e a programação prevista é esta:

3 – domingo – 9h30 – Seminário: Educando Sentimentos para uma nova era, com Deusa Samu;
4 – segunda-feira – 20h – Palestra: Amor na contra mão, com Jamiro dos Santos Filho, no Salão nobre da ACE (Antigo Aero Clube): Av. 9 de julho, 639, Centro;
5 – terça-feira – 20h – Palestra: Receita para perdoar, com Pedro Bonilha;
6 – quarta-feira – 20h – Palestra com Adelino da Silveira;
7 – quinta-feira – 20h – Palestra com Aguinaldo Vasconcelos;
8 – sexta-feira – 20h – Palestra: O Espiritismo na marcha da espiritualização da humanidade, com Ismael Gobbo;
9 – sábado – 20h – Palestra com Augusto Cantusio Neto.

Jundiaí – O Cel. Pedro de Almeida Lobo estará na próxima segunda-feira, 11 de abril, às 20h, no Lar Espírita Vinha de Luz (Rua Frei Itaparica, 33, Ponte São João, atrás do Colégio Ana Paes, na Rua Carlos Gomes) para tratar do tema “No espírito, pensamento gera sentimento”. No dia 12 de abril, terça-feira, às 20h, o expositor trabalhará o tema “Família: Cadinho de amor”, no Centro Espírita Bezerra de Menezes: Rua Goiânia, 175, Vila M. Genoveva.

São José dos Campos
– A AJE-SP (Associação Jurídico-Espírita do Estado de São Paulo) promoverá pela primeira vez, em São José dos Campos, um Seminário Jurídico-Espírita. O evento será no dia 9 de abril, sábado, das 9h às 13h, na Câmara Municipal, situada na Rua Desembargador Francisco Murilo Pinto, 33. Haverá duas exposições, a primeira sobre o “Progresso da Legislação Humana – uma lenta caminhada em direção à Lei de Deus”, com Eduardo Ferreira Valerio, Vice-Presidente de Eventos da AJE-SP e promotor de Justiça/SP, e a segunda sobre “Influências espirituais nos conflitos humanos”, com Francisco Aranda Gabilan, Coordenador do Conselho Deliberativo da AJE-SP e advogado. Na ocasião será lançada a obra “Direito e Espiritismo”, publicada pela AJE-SP, coordenada por Tiago Cintra Essado, com prefácio de Miguel Reale Júnior. Será conferido certificado de participação de 4 horas-aula. A entrada é franca, mas será necessária a inscrição no site www.ajesaopaulo.com.br.

Bahia

Vitória da Conquista
– O 11o Encontro Espírita será realizado no período de 7 a 10 de abril na Sociedade Espírita Joanna de Ângelis. No mesmo período será realizado o 6º Encontro Espírita, no Centro Espírita Caminho de Luz.

– A Coordenação de Comunicação Social Espírita da FEEC – Federação Espírita do Estado do Ceará – programou para os dias 16 e 17 de abril, sábado e domingo, o I Seminário Intensivo sobre Comunicação Social Espírita, com o tema central “Comunicação e Ética da Fraternidade”. O coordenador do seminário será o confrade Luiz Signates (GO). A organização do seminário parte do pressuposto de que comunicar não é o mesmo que divulgar. O propósito é o de evidenciar que o processo da difusão espírita deve ter como meta a ação de comunicar, ou seja, de dialogar para estabelecer condições sociais de fraternidade tanto nas relações dos espíritas entre si quanto nos demais relacionamentos. Assim, a FEEC estende o convite a todos os interessados, para que venham dialogar também, a fim de que novos horizontes possam ser construídos para a comunicação social espírita cearense ao fim do seminário. Os horários de realização são: das 14h às 18h no sábado e das 9h às 12h no domingo. O seminário será no Auditório CEC – FEEC: Rua Princesa Isabel, 255, Centro. O investimento é de R$5,00 e as inscrições são feitas na Livraria Sinal Verde – FEEC.

Pará

Belém –
Nos dias 9 e 10 de abril, próximo final de semana, será realizada a VI Jornada Médico Espírita do Pará – Ciência e Espiritualidade para a Saúde – e a programação prevista é esta:

Sábado, 9:
* 8h – Cerimônia de abertura;
* 8h30 – Palestra: Drogas: o que a família pode fazer?, com Roberto Lúcio (MG);
* 10h – Intervalo;
* 10h30 – Palestra: Evidências científicas da reencarnação, com Décio Iandoli (MS);
* 11h30 – Debate;
* 12h30 – Intervalo para almoço;
* 15h – Palestra: Aborto – solução ou problema?, com Alberto Almeida (PA);
* 16h – Palestra: Transtornos alimentares na abordagem médico-espírita, com Roberto Lúcio (MG);
* 17h30 – Palestra: Neurociência e espiritualidade, com Júlio Peres (SP);
* 18h30 – Debate;
* 19h30 – encerramento das atividades do dia.

Domingo, 10:

* 8h – Momento musical;
* 9h – Palestra: Patologias ou transtornos espirituais?, com Roberto Lúcio (MG);
* 10hh – Intervalo;
* 10h30 – Palestra: Dualidade Cérebro-mente, com Décio Iandoli (MS);
* 11h30 – Debate;
* 12h30 – Intervalo para almoço;
* 15h – Palestra: Deve a psicoterapia considerar a reencarnação?, com Julio Peres (SP);
* 16h – Intervalo;
* 16h30 – Palestra: A humanização da morte e do morrer, com Décio Iandoli (MS);
* 17h30 – Debate;
* 18h30 – Palestra de Encerramento: Jesus: religioso ou cientista?, com Alberto Almeida (PA).

Informações no site http://sites.google.com/site/jornadamepa/home. O valor da inscrição é de R$70,00 para profissionais e R$35,00 para estudantes. Para se inscrever, preencher o formulário em http://sites.google.com/site/jornadamepa/home/inscricoes e aguardar pelos dados em seu e-mail para realizar o pagamento.

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro-
No dia 10 de abril, domingo, às 9h, será realizado mais um Seminário de Capacitação de Tarefeiros e Encontros de Evangelização do 37º CEU/CEERJ. O tema desta edição será “Espiritismo e Ecologia”. Para informações sobre o local deste evento ligue para (21)2607-6092 (Celso – EEFRA) ou 2605-0568 (Barbosa – trab.) ou acesse o site www.ceusg.org.br. Informações no site http://www.ceerj.org.br/ceerj/.


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Especial do Mês: 154 anos de O Livro dos Espíritos


No especial do mês de abril estamos comemorando os 154 anos de lançamento da obra basilar da doutrina espírita, "O Livro dos Espíritos". Publicado no Palais Royal, na capital francesa, em 18 de abril do ano de 1857 pelo educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, sob o pseudônimo de Allan Kardec, a obra ditada pelos Espíritos superiores através de médiuns e apresentada na forma de perguntas e respostas, contém os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade.

Dividida em quatro livros, sendo o Livro Primeiro "As Causas Primárias", abordando a existência de Deus, noções de divindade, da Criação e dos elementos fundamentais do universo; o Livro Segundo, "O Mundo Espírita ou dos Espíritos", versando sobre a origem e natureza dos Espíritos, sua forma e ubiqüidade; o perispírito; as diferentes ordens de Espíritos; a progressão dos Espíritos; a encarnação e reencarnação dos Espíritos; a vida espírita; a emancipação da alma; a intervenção dos Espíritos no mundo corporal; o Livro Terceiro, "As Leis Morais", revelando a existência de leis naturais divinas regendo e atuando sobre todos os elementos da Criação; o Livro Quarto , "Das Esperanças e Consolações", analisando sobre as conseqüências decorrentes do cumprimento ou não dessas Leis Morais.

Cada um desses livros apresentados em "O Livro dos Espíritos", deu origem a mais outras quatro obras básicas do Espiritismo, sendo assim:

Livro Primeiro "Das Causas Primárias" -originou "A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo" (publicada no ano de 1868).

Livro Segundo "Do Mundo Espírita ou Mundo dos Espíritos" - originou "O Livro dos Médiuns" (publicada no ano de 1861).

Livro Terceiro "Das Leis Morais" - originou "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (publicada entre os anos de 1864 a 1865).

Livro Quarto "Das esperanças e consolações" - originou "O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo" (publicada no ano de 1865).

Iniciamos assim as nossas homenagens, com esse breve resumo, prometendo também reunir durante todo o mês comemorativo em nossas postagens abordagens atuais e fatos na história do surgimento do marco zero do Espiritismo.
^