sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nossa Terra

Contemplando os quadros de miséria do nosso mundo, crianças que são pele e ossos, velhos que vivem desamparados, o desânimo nos chega.

Contemplando as multidões que passam parecendo sem rumo, desejando somente sobreviver a qualquer custo, somos tentados a pensar que este planeta é um verdadeiro vale de lágrimas, um lugar de exílio doloroso.

Sofremos, muitas vezes, por verificarmos a fragilidade da saúde humana e o trabalho dos anos no corpo físico. Anos que o vão tornando enfraquecido, mais enfermo, com maiores necessidades.

Tudo isso nos entristece. No entanto, se observarmos com mais cuidado perceberemos que o nosso mundo terreno não é somente miséria, fome, desamparo e flagelos.

O nosso planeta é um grande campo experimental, onde cada Espírito que aqui vive tem por dever o aprimoramento de si mesmo e o compromisso de socorrer o seu semelhante.

Mas é também um local de muita beleza. A Divindade se esmerou em cuidados para nos permitir gozar alegrias. Basta que olhemos e descobriremos as explosões de flores nos jardins, bosques e pradarias.

O tapete verde do pasto abundante se estendendo por montanhas, em tons que vão do claro ao escuro, como uma enorme colcha de retalhos estendida sobre a Terra.

O vento que nos acaricia os cabelos é aquele mesmo colaborador na reprodução das espécies floridas, carregando o pólen em seus braços, espalhando-o pelas campinas. Vento amigo que dedilha sinfonias nas cabeleiras das árvores para que possamos ouvir a voz da natureza.

É neste planeta abençoado que sentimos a garoa nos molhando o rosto. Observamos as chuvas fortes. Os relâmpagos que traçam desenhos luminosos nos céus escuros.

É aqui que, nas noites quentes, o pirilampo fica piscando e de dia o sol se apresenta com todo seu vigor.

É aqui que o filete d'água pura desce a montanha e o mar se mostra exuberante.

É na Terra que encontramos as borboletas coloridas dançando no ar e os pássaros cantantes que enchem os nossos ouvidos de sons. A erva rasteira e a árvore gigantesca, que desafia os séculos.

Tudo nos fala do amor de Deus em todos os setores da vida no mundo.

Nosso mundo é uma sublimada escola. Busquemos assimilar as mais importantes lições que nos farão alcançar o esperado progresso.

Não o condenemos. Nem nos entristeçamos. Consideremos todas as possibilidades de beleza e som que o planeta nos concede a fim de que nos renovemos e nos iluminemos.
Valorizemos nosso mundo e cuidemos de tudo que nos rodeia: animais, vegetais e nossos irmãos em humanidade.

* * *

É importante que nos integremos às belezas do nosso mundo.

Que aprendamos a observar as madrugadas de luz, quando o sol se espreguiça, espalhando os seus raios pela Terra.

As auroras de rara beleza. As águas do mar que batem forte contra os penhascos. As estrelas, cujo brilho se projeta sobre nós.

Então haveremos de descobrir que nos compete amar e respeitar o nosso planeta, esse campo excelente de trabalho com que Deus nos felicita as horas.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 1, do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Terra — Instituto Educacional

Um instituto de educação, com seus vários cursos: jardim de infância, primário, ginásio, colégio, normal, etc, constitui símile perfeito do que seja a Terra para os espíritos que aqui se encarnam e reencarnam para realizarem uma parte de sua evolução.

Vejamos:

Tal como sucede nos educandários dessa espécie, em que a posição dos alunos nos diversos cursos resulta não propriamente da idade, mas da assimilação dos programas de cada ano ou grau que hajam frequentado, assim também, na Escola da Vida, o escalonamento dos espíritos evolucionantes vai-se fazendo, não compulsoriamente, mas em função do bom aproveitamento de cada existência que se lhes proporciona.

Os povos primitivos formam, por assim dizer, o jardim de infância da Humanidade terrena, enquanto no extremo oposto, os de civilização mais avançada, compõem as classes dos cursos secundários.

Em qualquer dos cursos, os alunos que se descuidam ou não se aplicam convenientemente em seus deveres, são obrigados a repetir determinados exercícios ou graus, quantas vezes se façam necessárias, até que os dominem satisfatoriamente. De modo análogo, em qualquer plano evolutivo em que se encontrem, os Espíritos são compelidos, através das reencarnações, a reviver certos episódios ou a retornar ao mesmo meio social, tantas vezes quantas sejam precisas, para que tirem proveito das experiências que eles possam ensejar-lhes.

Os alunos dos cursos elementares são instruídos por normalistas, e os que frequentam cursos secundários são, por sua vez, lecionados por professores universitários. Semelhantemente, os povos selvagens também contam com Espíritos mais adiantados, que reencarnam entre eles a fim de iniciá-los no conhecimento ou despertar-lhes os bons sentimentos, o mesmo se verificando entre os civilizados, em cujo seio espíritos de escol desempenham missões especiais, no campo da Ciência, da Arte, da Política, da Religião, etc, rasgando novos caminhos para o progresso e o bem-estar coletivos.

Nenhum aluno pode matricular-se regularmente num curso de grau médio sem haver passado antes pelo primário, nem no secundário, sem o aprendizado correspondente ao grau médio, e assim por diante, de sorte que cada discente se acha, exatamente, onde deve e precisa estar. O mesmo se dá com os espíritos: sua encarnação, neste ou naquele povo, não se faz por acaso, mas em função de seu adiantamento, o que patenteia a Justiça Divina, que não comete equívocos nem concede privilégios, retribuindo a todos rigorosamente de acordo com os seus méritos pessoais.

Como é óbvio, o aluno que, hoje, está fazendo o curso científico, foi, ontem, um dos que aprendiam a tabuada numa classe do primário, e aquele que, hoje, ainda está soletrando a cartilha, figurará, amanhã, entre os estudantes do clássico, capazes de expressar-se em diversas línguas. Igualmente, os espíritos agora encarnados, entre povos que lideram a civilização, foram, no passado, brutais antropófagos, e aqueles que, em nossos dias, habitam as selvas, no futuro serão damas e cavalheiros cultos e educados, a se movimentarem em aristocráticos salões.

Os currículos dos vários graus ou séries de cada curso mantêm-se os mesmos sempre, salvo pequenas alterações, mas as respectivas classes vão-se renovando, de ano para ano, com os alunos novatos que vêm substituir os que foram promovidos. É o que acontece, também, com os povos primitivos e civilizados: eles se conservam mais ou menos estáveis, porque o lugar dos que se adiantam vai sendo tomado por outros espíritos que necessitam das condições sociais que lhes são características para o seu gradual desenvolvimento intelectual e moral.

Nos dias de sabatinas ou de exames, os alunos têm que demonstrar, individualmente, quanto sabem de cada matéria, não sendo admitidas, em hipótese alguma, procurações dos interessados para que tais provas sejam realizadas por outrem. Ë essa, exatamente, a situação dos espíritos perante Deus: têm que responder, pessoalmente, pelo que fizeram aqui neste mundo, sem que nenhuma igreja, nenhum santo, nenhum guia ou protetor, possa interferir em seu favor.

Uma vez vencido o período de aprendizagem proporcionado pelos institutos educacionais a que nos temos referido como exemplo, os estudantes que se disponham a fazer um curso superior passam a frequentar outras Escolas, agora de nível universitário, onde irão estender e aprofundar os conhecimentos já adquiridos, iniciar-se em outros, e assim por diante. Os espíritos que pertencem à nossa Humanidade, tal e qual, após conquistarem o grau de progresso peculiar a este mundo, são transferidos para outros mais adiantados, nos quais começam novo ciclo evolutivo, e assim sucessivamente, até atingirem os planos mais felizes da espiritualidade, convertendo-se, então, em colaboradores da Providência, nas sublimes tarefas da Criação.


(O Livro dos Espíritos, Capítulo VIII, questão 786 e seguintes.)


Rodolfo Calligaris

Livro As Leis Morais. Rodolfo Calligaris.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A Música e o Espírito: Imaginary – Medwyn Goodall

Uma new age do músico inglês Medwin Goodall aliada a uma sensacional edição em vídeo, com imagens do universo e do nosso planeta.



terça-feira, 15 de maio de 2012

Terceiro Milênio


Filhos, adentrando o Terceiro Milênio da Era Cristã, necessário que avalieis o que tendes feito, em vós mesmos, para que o Espiritismo, na causa que abraçastes, se propague sem tantos embaraços em beneficio dos homens, na Terra. Tendes sido, no grupo espírita ao qual vos vinculastes, um fator de união entre os companheiros?

Quais os vossos verdadeiros propósitos na Doutrina? Pretendeis tão-somente usufruir das bênçãos da fé raciocinada ante as arremetidas do medo e da insegurança, a caminho da vida de além-túmulo, ou anelais que a fonte cristalina que vos dessedenta se oferte aos lábios ressequidos de quem renteia convosco na peregrinação para os cimos? Frequentais a casa espírita apenas por desencargo de consciência ou já vos integrastes a alguma tarefa em que já vos seja possível sentirdes mais úteis?

Exerceis a mediunidade para o vosso deleite, no intercâmbio com os amigos do Mais Além, ou dela fazeis um instrumento cotidiano de consolo e de esclarecimento para os que vagueiam sem rumo? Sem que o espírita, individualmente, se conscientize de sua importância na difusão das ideias libertadoras que esposou e se engaje com determinismo nas tarefas que as expressem, o Espiritismo não logrará ser a doutrina capaz de empreender a transformação que dela se espera na revivescência do Evangelho.

Que o espírita, portanto, na sintonia com as suas cogitações de ordem superior, incorpore o ideal e permita através de si a livre manifestação do Bem na exemplificação que lhe compete. O mundo, de fato, esta repleto de teorias... A Humanidade sente carência de quem ensine o que sabe, fazendo o que fala. Apenas os espíritos imaturos se deixam envolver pelo verbo eloquente e brilhante, mas contraditório e destituído de ações positivas.

O Cristo não arrastava as multidões tão-somente pelo que pregava.

Filhos, sede transparentes em vossa fé, e prestareis à Doutrina relevante serviço para que, no milênio em que adentrais, ela desperte o interesse de quantos ainda vivem à margem de seus postulados.

Neste sentido, convenhamos, vós que vos encontrais sobre a Terra podereis fazer por ela muito mais do que nós!


Bezerra de Menezes

Do livro “A Coragem da Fé”, de Carlos A Baccelli, pelo Espírito Bezerra de Menezes.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Características do Mundo de Regeneração

Programa Transição, da Tv Mundo Maior com o tema “Características do Mundo de Regeneração”, tendo como convidado para entrevista o médium e orador espírita, André Luiz Ruiz.

Mundo de Regeneração: Como? Onde? Quando?, como saber se estou pronto? Esses e mais outros questionamentos são apresentados e esclarecidos pelo entrevistado.






André Luiz de Andrade Ruiz, iniciou-se no conhecimento espírita através dos exemplos recebidos de seus pais, Miguel D. D. Ruiz e Odete de Andrade Ruiz. Nascido em Bauru e de família espírita, formado em Direito e com cursos técnicos em Desenho Arquitetônico , Música (piano clássico) e Enfermagem.

Casado com a médium de pintura mediúnica Solange Godoy é presidente da Sociedade Beneficente Bezerra de Menezes, de Campinas (SP), membro da Sociedade Espírita Mensaje Fraternal, de Caracas, Venezuela e associado do Instituto de Difusão Espírita de Araras (SP), que tem publicado os livros de sua psicografia.

domingo, 13 de maio de 2012

Mensagem Especial para o Dia das Mães



Colo de Mãe

Colo de mãe é assim, quentinho, cheiroso, saboroso, aconchegante.
Protege do frio, das incertezas da vida e inspira dias melhores,
Vitoriosos e cheios de dádiva.
Colo de mãe acalma e está presente em todos os dias do ano.
Minutos, segundos, instantes...
Colo de mãe é macio, amigo.
Jardim em flores no coração de nossas almas.
Beleza, pureza, leveza.
Certeza de segurança e fidelidade.
Colo de mãe cativa a alma, abriga...
E convida para um novo dia!
Colo de mãe é mensagem de amor no coração do mundo.
Esperança no amanhecer do céu que colore o universo com as mãos ágeis do criador.
Colo de mãe é serenidade, carinho, ternura.
Cheiro de café gostoso.
Doce de coco saboroso.
Raio de sol.
Pingo de luz.
Colo de mãe é amor que consola.
Vida que ensina.
Dia que nasce.
Colo de mãe é pra sempre.
Sinal de eternidade.
Guia meus passos.
Orienta meu mundo.
Me afasta da solidão.
Defende das tempestades!
Colo de mãe é amor, alimento, ensino, partilha.
Vida que pulsa!
Luz que irradia.

Autor: Antonio Marcos Pires
Voz: Cid Moreira

sábado, 12 de maio de 2012

Atualidades Espíritas


Crianças Índigo e Cristal


Por Ingrid Cañete(*)

“Os Índigos e Cristal representam a evolução do ser humano.”

Eles personificam toda a grandeza e a essência divina do ser humano, preconizadas por diversas civilizações que nos antecederam na Terra e também pelos textos bíblicos.

Eles representam a nova raça humana que está chegando em número crescente ao nosso Planeta. Os Índigos possuem características e atributos tanto de ordem física quanto psicológica e espiritual diferentes. Isso faz com que um grande número de pais e de educadores, quando perguntados, se manifestem afirmando categoricamente que as crianças e os adolescentes não são mais os mesmos! E, oferecem inúmeros depoimentos relatando o comportamento e a maneira de ser e de estar de um jeito muito diferente, no mundo. O que pode parecer para alguns menos informados ou desavisados apenas resultado das transformações de uma sociedade onde os valores estão confusos e invertidos e um sinal dos tempos, se revela muito mais do que isso a todo aquele que se detenha numa observação mais criteriosa e sensível.

Os indícios são muitos e muito fortes de que nem os pais, nem o sistema educacional vigente estão preparados para se relacionar e ajudar no processo de formação saudável destes seres humanos. A preparação é necessária e urgente e para isso é preciso que a sociedade tome consciência destas mudanças e se organize através de grupos de profissionais ligados a educação e de pais para que possamos apoiar e oferecer a ajuda necessária para que os Índigos sejam respeitados em suas diferenças, ajudados e apoiados no sentido de realizarem seus dons e missão aqui.

Os índigos são seres humanos com uma frequência vibracional mais elevada e com uma consciência mais expandida. São extremamente sensíveis e sabem, no seu íntimo que vieram com uma missão muito importante para esse Planeta. Pode ser que eles só despertem e obtenham clareza sobre sua missão na vida adulta, porém eles trazem com eles essa noção e um profundo senso de missão.

Os estudos e pesquisas assim como a prática de alguns profissionais no atendimento dos Índigos são ainda recentes, porém todos indicam que estamos diante de seres humanos diferentes que vieram para ajudar e acelerar o processo de transformação do nosso Planeta no sentido de sua evolução espiritual.

Conforme Darío Bermudez (in Aisemberg, 2003), evidências em diferentes partes do mundo parecem indicar que novos seres estão chegando ao planeta, seres com um nível muito mais elevado de consciência. Eles estão vindo para “mudar”, para construir, para deixar para trás o obsoleto e nos ensinar uma nova visão de tudo, com uma matéria prima revolucionariamente óbvia: o amor.

A primeira pessoa a identificar e escrever sobre o fenômeno Índigo, foi Nancy Ann Tappe, em seu livro “Understanding your life through color”, em 1980. Ela chamou de índigos aqueles seres nos quais identificou a cor Índigo em seu campo energético ou aura. Todos os seres humanos possuem um campo de energia que os circunda e cuja coloração varia de acordo com seu grau de consciência e com sua missão aqui na Terra.

Sobre Nancy é importante destacar que é Professora na Universidade de San Diego State, EUA, è também Conferencista internacional com trabalhos realizados nos EUA, Canadá, Europa e Ásia. Parapsicóloga, Teóloga, Filósofa, sensitiva e canalizadora, submeteu seus dons paranormais de ver a aura humana, das plantas e dos animais a um acompanhamento científico, sob a direção de um psiquiatra americano, em San Diego. Dedicada ao estudo dos Índigos, descobriu neles essa qualidade de energia azul.

Seus estudos e investigações tratavam de construir um perfil psicológico que pudesse resistir a crítica acadêmica. Na época, em 1980, seu colega e companheiro de pesquisa, o psiquiatra Dr. McGreggor, a chamou para ver seu filho que acabara de nascer, depois de inúmeras dificuldades enfrentadas por ele e por sua mulher, para conseguir que ela engravidasse. Nancy foi ver o bebê e percebeu que ele tinha uma aura azul, cor que ainda não constava em seus registros e estudos de até então. O bebê não viveu por muito tempo, mas Nancy passou a observar e estudar esta cor de aura, a partir daí.

Segundo Nancy, o principal que descobriu sobre os Índigos é que eles não têm um plano de estudos, como nós temos e não terão até os 7 ou 8 anos de idade ou até mais. Somente por volta dos 26 ou 27 anos de idade se poderá observar uma grande mudança nos Índigos, ou seja, seu propósito estará aqui e passarão a ter clareza impressionante sobre o que estão fazendo. E os mais jovens virão com uma clareza muito grande sobre o que farão na vida.

Algumas Características dos Índigos

Conforme Doreen Virtue, Ph.D, conselheira científica nos EUA, você pode identificar uma Criança Índigo através das seguintes características principais:

- Possuem alta sensibilidade.
- Têm uma quantidade excessiva de energia.
- Se aborrecem facilmente podendo aparentar que só mantém a atenção por curtos períodos de tempo.
- Precisam de adultos seguros e emocionalmente estáveis.
- Resistem a autoridade se ela não for democraticamente orientada.
- Preferem aprender por métodos e caminhos não tradicionais e com prioridade a leitura e a matemática.
- Podem frustrar-se facilmente pois têm grandes ideias mas lhes faltam recursos e pessoas que ajudem a concretizá-las.
- Aprendem através da exploração, mas resistem a memorização pura e simples.
- Não se mantém sentados por muito tempo a não ser que estejam absortos em algo do seu interesse.
- São muito compassivos; têm muitos medos relativos a morte, especialmente a perda daqueles que ama.
- Se experimentam o fracasso muito cedo, desistem ou desenvolvem bloqueios na aprendizagem.
E, após todos esses anos de estudo e de observação, evidenciam-se para mim, alguns sinais claros de que estamos diante de uma criança “diferente”. Citarei alguns:
- Não aceita o “não porque não”, como resposta. Exige argumentação sincera, plausível e não aceita “enrolação”.
- Seu olhar é muito profundo.
- Maturidade de um adulto.
- Calma, paz interior.
- Alto grau de energia que precisa ser investida.
- Inteligência emocional e espiritual.
- Não sentem medo.
- Sabem quem são e o que vieram fazer aqui, conhecem sua vocação e missão de vida.
- Liderança natural, reconhecida e não forçada.
- Demonstram uma super sensibilidade.
- São especialmente criativos.
- Grande interesse ou mesmo atração por temas ligados a magia, percepção extrassensorial, misticismo, sentidos especiais e “super poderes”.

Quem sou

(Mensagem de um Índigo)

Não me peçam para dizer
Não me peçam para falar
Apenas me permitam sentir
Não digam o que devo pensar
Nem pensem por mim
Por favor.
Não ousem afirmar quem eu sou
Pois vocês não alcançariam
Venho de um lugar distante,
Milhas e milhas à frente
Se desejam conviver comigo
Estejam prontos para a aventura
Aprender e ensinar.
Se desejam me proporcionar
O maior bem, a vida,
Abram o coração,
os ouvidos e todos os sentidos,
Simplesmente, o seguirão.
Abram o coração
E permitam-me fazer o mesmo.
É minha única linguagem,
Minha única canção,
O coração...


Bibliografia:
Ingrid Cañete, "Crianças índigo, a Evolução do Ser Humano".

(*) INGRID CAÑETE – É psicóloga especialista em administração de Recursos Humanos, professora universitária, consultora de empresas em Qualidade de Vida e Prevenção de Stress, representante do Brasil na Rede Latino Americana de Estudos Índigo. Autora dos livros “Humanização: desafio da empresa moderna, a ginástica laboral como um caminho”, “O brilho nos olhos”, “Crianças Índigo, a evolução do ser humano”.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O Tempo


“Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz.”
Paulo – (Romanos, 14:6.)


A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.

Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.

Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.

Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.

É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?

Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.

A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.

Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.

Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.

Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.


Emmanuel


Fonte: XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, Verdade e Vida.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A Dor, o Carma e os Flagelos, à Luz do Espiritismo

Tudo o que vive neste mundo – a natureza, os animais e os homens – sofre e, no entanto, foi por amor que Deus formou os seres. Essa informação estabelece uma contradição, aparentemente inexplicável, que já perturbou muitos pensadores e os levou à dúvida e ao pessimismo.

Com as luzes trazidas pela doutrina espírita, o fato é perfeitamente compreensível.

O animal está sujeito à luta ardente pela vida. Entre as ervas do prado, as folhas e a ramaria dos bosques, nos ares, no seio das águas, por toda a parte desenrolam-se dramas ignorados.

No tocante à Humanidade, sabemos que sua história nada mais é que um longo martirológio. Ao longo dos tempos, por cima dos séculos, rola a triste epopeia dos sofrimentos humanos.

A dor segue-nos os passos, espreita-nos em todas as voltas do caminho, e, diante desta esfinge que o fita com seu olhar estranho, o homem tem feito e ainda faz a eterna pergunta:

Por que existe a dor?

Valendo-nos das sábias palavras escritas por Léon Denis, podemos dizer que, fundamentalmente considerada, a dor é “uma lei de equilíbrio e educação”. Nesse sentido, tudo que a produz, como os flagelos naturais tão frequentes no mundo, ocorre para que a Humanidade possa “progredir mais depressa”.

O flagelo, que tem sido interpretado geralmente como algo prejudicial, seria, então, na realidade, o meio pelo qual as transformações necessárias ao progresso humano se realizam com maior rapidez.

Há, sem dúvida, outros processos menos rigorosos para levar os homens ao progresso, e Deus os emprega todos os dias, dando a todos os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal, o que nem sempre é levado em conta pela criatura que habita este globo, o que torna necessário a utilização de outros meios que mostrem aos homens a sua fragilidade em face da vida, abatendo, por consequência, o sentimento do orgulho, que gera os principais males que atrasam o progresso moral da Humanidade.

Com o abatimento do orgulho, a Humanidade se transforma, como já se transformou noutras épocas, e cada transformação é assinalada por uma crise que é para o gênero humano o que são, para as pessoas, as crises de crescimento. Essas crises tornam-se muitas vezes penosas, dolorosas, mas são sempre seguidas de uma fase de grande progresso material e moral.

Quando os flagelos naturais – cataclismos, enchentes, seca, epidemias, pragas que assolam as plantações, terremotos, ciclones, maremotos e erupções vulcânicas – se abatem sobre a Humanidade, muitos, certamente, revoltam-se contra Deus e perdem oportunidades valiosas de crescimento pela incompreensão do significado de tais fatos.

Essa incompreensão deriva obviamente do desconhecimento da Lei do Carma ou de Causa e Efeito, que exerce sua influência inelutável sobre as pessoas individualmente consideradas e sobre os grupos sociais. Assim, quando uma família, uma nação ou determinado grupo étnico busca algo que lhe traga maiores satisfações, esforçando-se por melhorar suas condições de vida ou adotando medidas que visem a acelerar seu desenvolvimento, sem prejudicar ou fazer mal a outrem, estará contribuindo para a evolução da Humanidade, e isto é bom. Ela receberá, então, novas e mais amplas oportunidades de trabalho e progresso, que conduzem os indivíduos que a compõem a níveis cada vez mais elevados.

Se, porém, procede de modo diferente, sofrerá, mais cedo ou mais tarde, a perda de tudo o que adquiriu injustamente, em circunstâncias mais ou menos trágicas e aflitivas, conforme o grau de malícia e crueldade que tenha caracterizado suas ações. É assim que, mais tarde, em outras existências planetárias, são chamadas a expiações coletivas ou individuais, sob a forma de flagelos ou processos de natureza semelhante.

Cabe, no entanto, assinalar que muitos dos chamados flagelos resultam tão-somente da imprevidência do homem, que os vai conjurando à medida que adquire conhecimento e experiência, sendo certo, porém, que entre os males que afligem a Humanidade há alguns de caráter geral, previstos nos decretos da Providência, dos quais cada pessoa recebe, mais ou menos, o contragolpe, e a esses nada pode o homem opor, a não ser a sua submissão à vontade de Deus.

Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocadas a peste, a fome, as inundações e as intempéries fatais à produção agrícola. Enfrentando tais flagelos, o homem é impulsionado pela necessidade a buscar soluções para libertar-se do mal que o ataca.

É por isso que a dor se torna um processo, um meio de equilíbrio e educação, como dizia Léon Denis.


Astolfo O. de Oliveira Filho (Londrina-Paraná)

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Dicas do Manancial

Essas são as nossas indicações do mês para leitura, música e filme:


LIVRO: TRANSIÇÃO PLANETÁRIA
AUTOR ESPIRITUAL: MANOEL PHILOMENO DE MIRANDA
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO



















Sinopse:

A obra, do autor espiritual Manoel Philomeno de Miranda, faz uma exposição de todo o processo que vivenciamos no estágio em que o nosso planeta ascende da condição de mundo de provas e expiações para mundo regenerador. O que é a transição? Como ela se dará? Qual o nosso papel nessa nova etapa?

Ainda destacam-se nessa abordagem, como parte desse processo, as grandes transformações que a Terra vem sofrendo com as catástrofes naturais como a tsunami do Oceano Índico - com a grande emigração de espíritos obstinados no mal destinados a povoarem outras esferas, onde aprenderão as leis de Amor e do Bem.

A obra pode ser adquirida em livrarias ou através da livraria virtual da Mansão do Caminho clicando aqui.




MÚSICA: INSTRUMENTAL EVOLUTION – MEHDI























Um CD que prima pela sensibilidade do trabalho e delicadeza dos ritmos das canções instrumentais do Mehdi, reunindo em suas faixas momentos inesquecíveis como: Shining Star, Evolution of the Heart, Heavens Caravan e Flight of the Buterfly. Pode ser adquirido em sites de compra online, como o Amazon, onde você pode baixar ou ouvir trechos das músicas.





FILME: DVD WORKSHOP TRANSIÇÃO PLANETÁRIA
ORADOR: DIVALDO PEREIRA FRANCO















A nossa indicação do mês é assistir ao Workshop “Transição Planetária” com o médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco, tendo como base o livro com o mesmo título, do autor espiritual Manoel Philomeno de Miranda, lançado em DVD e que pode ser adquirido também na livraria virtual da Mansão do Caminho, clicando aqui.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O Evangelho e o Futuro


Um modesto escorço da História faz entrever os laços eternos que ligam todas as gerações nos surtos evolutivos do planeta.

Muita vez, o palco das civilizações foi modificado, sofrendo profundas renovações nos seus cenários, mas os atores são os mesmos, caminhando, nas lutas purificadoras, para a perfeição d’Aquele que é a Luz do princípio.

Nos primórdios da Humanidade, o homem terrestre foi naturalmente conduzido às atividades exteriores, desbravando o caminho da natureza para a solução do problema vital, mas houve um tempo em que a sua maioridade espiritual foi proclamada pela sabedoria da Grécia e pelas organizações romanas.

Nessa época, a vinda do Cristo ao planeta assinalaria o maior acontecimento para o mundo, de vez que o Evangelho seria a eterna mensagem do Céu, ligando a Terra ao reino luminoso de Jesus, na hipótese da assimilação do homem espiritual, com respeito aos ensinamentos divinos. Mas a pureza do Cristianismo não conseguiu manter-se intacta, tão logo regressaram ao plano invisível os auxiliares do Senhor, reencarnados no globo terrestre para a glorificação dos tempos apostólicos.

O assédio das trevas avassalou o coração das criaturas. Decorridos três séculos da lição santificante de Jesus, surgiram a falsidade e a má-fé adaptando-se às conveniências dos poderes políticos do mundo, desvirtuando-se-lhe todos os princípios, por favorecer doutrinas de violência oficializada.

Debalde enviou o Divino Mestre seus emissários e discípulos mais queridos ao ambiente das lutas planetárias. Quando não foram trucidados pelas multidões delinquentes ou pelos verdugos das consciências, foram obrigados a capitular diante da ignorância, esperando o juízo longínquo da posteridade.

Desde essa época, em que a mensagem evangélica dilatava a esfera da liberdade humana, em virtude da sua maturidade para o entendimento das grandes e consoladoras verdades da existência, estacionou o homem espiritual em seus surtos de progresso, impossibilitado de acompanhar o homem físico na sua marcha pelas estradas do conhecimento.

É por esse motivo que, ao lado dos aviões poderosos e da radiotelefonia, que ligam todos os continentes e países da atualidade, indicando os imperativos das leis da solidariedade humana, vemos o conceito de civilização insultado por todas as doutrinas de isolamento, enquanto os povos se preparam para o extermínio e para a destruição. É ainda por isso que, em nome do Evangelho, se perpetram todos os absurdos nos países ditos cristãos.

A realidade é que a civilização ocidental não chegou a se cristianizar. Na França temos a guilhotina, a forca na Inglaterra, o machado na Alemanha e a cadeira elétrica na própria América da fraternidade e da concórdia, isto para nos referirmos tão somente às nações supercivilizadas do planeta. A Itália não realizou a sua agressão à Abissínia, em nome da civilização cristã do Ocidente? Não foi em nome do Evangelho que os padres italianos abençoaram os canhões e as metralhadoras da conquista? Em nome do Cristo espalharam-se, nestes vinte séculos, todas as discórdias e todas as amarguras do mundo.

Mas é chegado o tempo de um reajustamento de todos os valores humanos. Se as dolorosas expiações coletivas preludiam a época dos últimos “ais'” do Apocalipse, a espiritualidade tem de penetrar as realizações do homem físico, conduzindo-as para o bem de toda a Humanidade.

O Espiritismo, na sua missão de Consolador, é o amparo do mundo neste século de declives da sua História; só ele pode, na sua feição de Cristianismo redivivo, salvar as religiões que se apagam entre os choques da força e da ambição, do egoísmo e do domínio, apontando ao homem os seus verdadeiros caminhos. No seu manancial de esclarecimentos, poder-se-á beber a linfa cristalina das verdades consoladoras do Céu, preparando-se as almas para a nova era. São chegados os tempos em que as forças do mal serão compelidas a abandonar as suas derradeiras posições de domínio nos ambientes terrestres, e os seus últimos triunfos são bem o penhor de uma reação temerária e infeliz, apressando a realização dos vaticínios sombrios que pesam sobre o seu império perecível.

Ditadores, exércitos, hegemonias econômicas, massas versáteis e inconscientes, guerras inglórias, organizações seculares, passarão com a vertigem de um pesadelo.

A vitória da força é uma claridade de fogos de artifício.

Toda a realidade é a do Espírito e toda a paz é a do entendimento do reino de Deus e de sua justiça.

O século que passa efetuará a divisão das ovelhas do imenso rebanho. O cajado do pastor conduzirá o sofrimento na tarefa penosa da escolha e a dor se incumbirá do trabalho que os homens não aceitaram por amor.

Uma tempestade de amarguras varrerá toda a Terra. Os filhos da Jerusalém de todos os séculos devem chorar, contemplando essas chuvas de lágrimas e de sangue que rebentarão das nuvens pesadas de suas consciências enegrecidas.

Condenada pelas sentenças irrevogáveis de seus erros sociais e políticos, a superioridade europeia desaparecerá para sempre, como o Império Romano, entregando à América o fruto das suas experiências, com vistas à civilização do porvir.

Vive-se agora, na Terra, um crepúsculo, ao qual sucederá profunda noite; e ao século XX compete a missão do desfecho desses acontecimentos espantosos. Todavia, operários humildes do Cristo, ouçamos a sua voz no âmago de nossa alma: “Bem-aventurados os pobres, porque o reino de Deus lhes pertence! Bem-aventurados os que têm fome de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os aflitos, porque chegará o dia da consolação! Bem-aventurados os pacíficos, porque irão a Deus!”

Sim, porque depois da treva surgirá uma nova aurora. Luzes consoladoras envolverão todo o orbe regenerado no batismo do sofrimento. O homem espiritual estará unido ao homem físico para a sua marcha gloriosa no Ilimitado e o Espiritismo terá retirado dos seus escombros materiais a alma divina das religiões, que os homens perverteram, ligando-as no abraço acolhedor do Cristianismo restaurado.

Trabalhemos por Jesus, ainda que a nossa oficina esteja localizada no deserto das consciências. Todos somos chamados ao grande labor e o nosso mais sublime dever é responder aos apelos do Escolhido.

Revendo os quadros da História do mundo, sentimos um frio cortante neste crepúsculo doloroso da civilização ocidental. Lembremos a misericórdia do Pai e façamos as nossas preces. A noite não tarda e, no bojo de suas sombras compactas, não nos esqueçamos de Jesus, cuja misericórdia infinita, como sempre, será a claridade imortal da alvorada futura, feita de paz, de fraternidade e de redenção.


Emmanuel

Do livro “A Caminho da Luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Construtores do Amanhã


Filhos da alma, que Jesus nos abençoe!

O Espiritismo é uma nascente de bênçãos que flui incessantemente, oferecendo a água cristalina da Verdade para todos os sedentos da Humanidade.

Podemos considerá-lo, também, como o Sol da Nova Era aquecendo os corações enregelados, e libertando as mentes angustiadas.

É verdade que a dor parece zombar das gloriosas conquistas contemporâneas. Do seu crivo, ninguém na indumentária carnal consegue escapar.

Aqui é a violência, sob todos os aspectos considerada, ceifando a floração de vida que não chegou à maturidade...

Ali é o sofrimento mal contido no íntimo dos corações, arrancando da face a máscara da falsa alegria.

Mais distante, são os desejos irrealizados, convertidos em conflitos tormentosos, gerando desinteligência e padecimentos profundos.

Em todo lugar, a presença do sofrimento abençoado!

Oh! dor bendita, que vergas a cerviz dos poderosos e demonstras a fatuidade das conquistas terrenas!

Bendigamos a oportunidade de experimentar, nas carnes da alma, a presença do sofrimento, transformando-se, pela resignação e coragem do enfrentamento, em condecorações luminosas, que nos destacarão na grande jornada em direção da luz imarcescível.

Vivemos o momento da grande transição que deixa a impressão de que os Ouvidos Divinos nos penetrais do Infinito não escutam o clamor da Terra...

Nunca, entretanto, como hoje, a Misericórdia do Pai Amantíssimo tem respondido às multidões desarvoradas as súplicas que Lhe são dirigidas.

Jamais, como agora, o Amor de Jesus enviou à Terra Embaixadores tão numerosos para que possam apresentar-Lhe a mensagem dúlcida do amor, que ficou esquecida na memória dos tempos...

Heróis anônimos da caridade, missionários da renúncia, cientistas e pensadores, artistas e estetas mergulham, sem cessar, nas sombras terrestres para evocar e viver a proposta do Amor como dantes nunca havia ocorrido.

É verdade, filhas e filhos da alma, que as aflições permanecem, também através do sítio estabelecido por mentes desencarnadas, que buscam cercear-vos o passo, vitimadas pela revolta, tentando obstaculizar a marcha do progresso moral.

Afirmais, muitas vezes, que sentis os aguilhões, as flechas disparadas pelos arqueiros das Trevas, dilacerando-vos a intimidade dos sentimentos.

Reportai-vos continuamente a esse cerco feroz que parece triunfar em alguns arraiais da sociedade.

Não vos esqueçais, porém, do Amor do Pai Celestial, generoso, e da Misericórdia de Jesus que vos não esquecem e, a cada momento, o silêncio da sepultura arrebenta-se, trazendo-vos de volta os Mensageiros da Verdade, os novos construtores do amanhã para sustentar-vos na luta.

É natural, meus filhos e minhas filhas, que tal ocorra.

Não se pode edificar, num planeta de provas e expiações, transitando para o grau de regeneração, senão com a presença do sofrimento, que foi cristalizado pela nossa intemperança, resultante do nosso processo evolutivo no passado, quando ainda nas vascas da ignorância do ontem.

...Mas, o Deotropismo arrasta-nos e a Voz do Cristo, convocando as Suas ovelhas ao rebanho, fascina-nos.

Não temamos nossos irmãos enlouquecidos. São Filhos de Deus, credores da nossa compaixão e da nossa misericórdia. Hostilizando-nos, necessitam de nós e, por nossa vez, deles necessitamos. Estendamos-lhes os braços afetuosos, ofertemos-lhes a oração de fraternidade e juntos busquemos Jesus.

Alcançais, a pouco e pouco, novos patamares da evolução, embora o Movimento Espírita apresente as dificuldades compreensíveis defluentes da vulgarização da mensagem, diminuindo em qualidade o que ganha em quantidade.

As diretrizes aqui exaradas, as decisões aqui estabelecidas nestes dias e a vossa dedicação constituem o selo de garantia no trabalho enquanto estiverdes submetidos à inspiração do Mestre Galileu.

Permanecei devotados, esquecei as diferenças e recordai-vos da identidade dos conceitos, deixando à margem os espículos, os desvios de opinião, para, unidos, pensarmos juntos, na construção do amor por definitivo em nosso amado planeta.

Vossos guias espirituais assistem-vos e Ismael, em nome de Jesus, guia-vos.

Sigamos, pois, Espíritos-espíritas e espíritas-Espíritos, dos dois planos da Vida, de mãos dadas, entoando o nosso hino de alegria por gratidão a Jesus pela honra de havermos sido chamados, à última hora, para trabalhar na Sua Vinha...

Alegrai-vos, filhas e filhos da alma, bendizendo a honra de servir!

Que o Senhor de bênçãos vos abençoe hoje e sempre!

São os votos carinhosos do amigo paternal e humílimo de sempre.


Bezerra de Menezes

Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, no encerramento da Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira, no dia 9 de novembro de 2008, em Brasília, DF.

domingo, 6 de maio de 2012

Mensagem da Semana




Cantiga das Palavras


Quando escutes na estrada, alma querida e boa.
A palavra que fira.
Recordando a pedrada que se atira
Quando alguém se conturba e amaldiçoa,
Coloca-te em lugar da pessoa acusada
E, se na luz da fé que te inspira e sustém
Nada possas fazer, não diga nada,
Nem censures ninguém.

Pelos caminhos do cotidiano,
Quem se afeiçoa à queixa renitente
É igual a nós: um coração humano,
Às vezes enganado, outras vezes doente!. . .

Muita afeição que cai ou se arroja, de todo,
No azedume infeliz,
Não sabe que remexe uma furna de lodo,
Nem pondera o que diz. . .

Injúria, humilhação, sarcasmo, treva
Na comunicação verbal que te procura
São canais de mais dor, quando a dor se subleva
E cria delinquência, expiação, loucura!. . .

Ante as palavras rudes ou sombrias,
Considera, também, por outro lado,
De quanta compreensão precisarias
Se tivesses errado!. . .

Palavras de ferir, palavras de humilhar,
Mágoas de quem falhou, reclamações de alguém,
Violência, agressão, amargura, pesar,
Entrega tudo a Deus nas vibrações do bem!. . .

Nunca leves adiante a sombra que te prova;
Lembra a lição do sol, sereno e superior,
Que, abrindo cada dia em luz de vida nova,
Tudo cobre de amor.


Maria Dolores

Do livro Encontro de Paz, de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos.
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