sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Atualidades Espíritas


Doenças Espirituais (Parte 1)


Corrigir os problemas espirituais implica reeducar o espírito; os tratamentos sintomáticos podem trazer um socorro imediato ou um alívio importante, mas transitório.


O Objetivo Espírita

O Espiritismo é uma doutrina que introduz ao nível do conhecimento médico um vastíssimo campo de estudo ampliando diagnósticos e introduzindo uma nova compreensão para justificar a razão do sofrimento que a doença nos traz. Entretanto, o Espiritismo não veio para competir com qualquer especialidade médica e sua principal atuação não é a de produzir curas. Com muita freqüência, seus adeptos o utilizam com esses propósitos, sugerindo na sua busca o consolo e a cura das doenças. Seu papel primordial é o de iluminar e esclarecer, para que cada criatura promova por si própria sua reeducação espiritual. Sem reforma íntima não vai ocorrer progresso nem cura. Nesse sentido, as doenças são compreendidas como lições com grande potencial de transformação e trazem oportunidades de renovação e crescimento espiritual.

Uma Anamnese voltada para a Espiritualidade

A maioria dos nossos pacientes aceita muito bem um diálogo com o médico sobre sua espiritualidade. De maneira geral nosso povo, por crendice ou sabedoria mesmo, reconhece que muitas doenças têm alguma coisa a ver com a espiritualidade, ou como causa, ou como processo benéfico para sua cura. Podemos explorar o interrogatório médico de tal modo que o paciente perceba que falar sobre a espiritualidade não implica comprometer-se com uma religião e que uma e outra podem ser perfeitamente separadas.

Método de Avaliação

Aprendemos a adotar um critério arbitrário em que a espiritualidade do paciente é avaliada em três domínios (1):

O domínio da crença: Aqui, o paciente revela suas crenças ou não na existência de Deus, na existência e imortalidade da Alma, no mundo invisível onde habitam os Espíritos, na possibilidade de sua comunicação com o seu Deus, na reencarnação, na comunicação dos Espíritos conosco.

Esta relação com a espiritualidade a que os pacientes costumam se referir é, quase sempre, muito específica e individual, sendo, às vezes, muito difícil de serem expressas em palavras, já que está ligada a uma crença que é intransferível, sagrada para cada um que a aceita, e implica, como exigência máxima, o respeito que cada um espera ter para com sua convicção própria.

O domínio da prática: Refere-se ao comportamento que cada um desenvolve em relação às suas crenças ou à religião que diz adotar. Assim, identificaremos os freqüentadores ocasionais e os assíduos, os participantes e os indiferentes, os curiosos e os inquiridores, todos eles com maior ou menor empenho em pôr em prática o que ouvem das lições que sua religião se dispõe a ensinar.

O domínio da experiência transcendente: É a participação, freqüentemente “traumática”, episódica, ocasional ou persistente e controlada que certas pessoas desfrutam com a espiritualidade. Temos exemplos de pessoas que são surpreendidas pela visão de uma entidade espiritual, coisa que possa ter-lhe acontecido apenas uma vez na vida, mas que a marcou profundamente. Outros, em um momento de forte estresse, como um acidente de automóvel ou a queda de avião, em que foram os únicos sobreviventes, se sentiram, a partir daí, tocados por uma atuação privilegiada das divindades que o protegem. Estão neste grupo, também, aqueles casos de relatos das experiências fora do corpo, que traduzem um desdobramento do corpo espiritual, com um deslocamento mais ou menos demorado pelo mundo espiritual. Nestes casos, pode ou não haver consciência de contatos com entidades que os amparam nesses deslocamentos “fora do corpo”. Entre tantos outros exemplos, precisa ser destacada, também, com ênfase, toda a fenomenologia mediúnica que a doutrina espírita tem o privilégio de esclarecer em seus pormenores, revelando os insondáveis caminhos da mediunidade cujos canais de comunicação nos põem em contato com a espiritualidade. Na experiência transcendente da mediunidade, a disciplina moral exerce um papel produtivo no grau de elevação espiritual do fenômeno.

A Fisiopatogênica

A possibilidade de existir uma doença espiritual só pode ser aceita com a crença em um novo paradigma que a doutrina espírita introduz em seus fundamentos (2).

O Espiritismo ensina que Deus é a “Inteligência Suprema do Universo” e tudo que existe faz parte da sua criação. Cada um de nós é um Espírito encarnado que está em processo de aprendizado que, necessariamente, vai nos levar à perfeição, depois de um número inimaginável de reencarnações neste e em outros mundos onde também existe a vida.

Quando o corpo perece, a Alma que o anima passa a viver no mundo espiritual onde estão todos os outros Espíritos que nos precederam. O mundo espiritual está em estreita ligação com o mundo material que habitamos, e os Espíritos que aí vivem exercem constantemente uma forte interferência em nossas vidas. Além do corpo físico, cada um de nós se serve de outro corpo de natureza intermediária entre a nossa realidade física e o mundo espiritual. Esse corpo espiritual ou perispírito é consolidado pelo “fluido cósmico” disponível em cada um dos mundos habitados.

O pensamento é força criadora proveniente do Espírito que o impulsiona. Mesmo conhecendo muito pouco de suas propriedades, sabemos que a energia mental que o pensamento exterioriza exerce total influência no corpo espiritual, modificando sua forma, sua aparência e sua consistência. É por isso que Allan Kardec afirmou que se situa no perispírito a verdadeira causa de muitas doenças e a Medicina teria muito a ganhar quando compreendesse melhor sua natureza (3). Cada um de nós vive em sintonia com o ambiente espiritual que, por meio de suas atitudes e seus desejos, constrói para si próprio.

Diagnóstico da Doença ou Manifestação Espiritual


Parece-nos que temos no meio espírita dois vícios de interpretação das manifestações da espiritualidade. Quase sempre aquele que busca no centro espírita uma orientação diante seus problemas vai ouvir que seu caso é de “obsessão” ou no mínimo de “mediunidade” e que ele “precisa se desenvolver”.

É preciso reconhecer que, enquanto criaturas humanas que somos, percorrendo mais uma encarnação no planeta, pertencemos a um vastíssimo grupo de Espíritos que, sem exceção, ainda está muito endividado e comprometido com seus resgates, para imaginarmos que algum de nós possa se aventurar a dizer que não tem qualquer problema espiritual.

No meio médico, os alemães costumam dizer que “só tem saúde aquele que ainda não foi examinado”. Do ponto de vista espiritual uma afirmação deste tipo, longe de ser um exagero da exigência minuciosa dos germânicos, é uma verdade que só aquele que não se deteve em examinar sua consciência pode contestar.

Classificação


Considerando a fisiopatogenia das doenças espirituais costumamos adotar o seguinte conjunto de diagnósticos (4):

1 - Doenças Espirituais Autoinduzidas:

Desequilíbrio Vibratório

Auto-obsessão

2 - Doenças Espirituais Compartilhadas:

Vampirismo

Obsessão

3 - Mediunismo

4 - Doenças Cármicas.


Desequilíbrio Vibratório


O perispírito é um corpo intermediário que permite ao Espírito encarnado exercer suas ações sobre o corpo físico. Sua ligação é feita célula a célula, atingindo a mais profunda intimidade dos átomos que constituem a matéria orgânica do corpo físico. Essa ligação se processa à custa das vibrações que cada um dos dois corpos, o físico e o espiritual, possui (5). Compreende-se então que este “ajuste” exige uma determinada sintonia vibratória. O perispírito não é prisioneiro das dimensões físicas do corpo de carne e pode manifestar suas ações além dos limites do corpo físico pela projeção dos seus fluidos. A sintonia e a irradiação do perispírito são dependentes unicamente das projeções mentais que o Espírito elabora. Assim, a aparência e a relação entre o corpo físico e o corpo espiritual são dependentes exclusivamente do fluxo de idéias que construímos.

Devemos reconhecer que, de maneira geral, o ser humano ainda perde muito dos seus dias comprometido com a crítica aos semelhantes, o ódio, a maledicência, as exigências descabidas, a ociosidade, a cólera e o azedume, entre tantas outras reclamações levianas contra a vida e contra todos. O Orai e Vigiai ainda está distante da nossa rotina e a tentação de enumerar os defeitos do próximo ainda é muito grande.

São estes os motivos que desajustam a sintonia entre o corpo físico e o perispírito. É esta desarmonia que desencadeia as costumeiras sensações de mal-estar, de “estafa” desproporcional, a fadiga sistemática, a dispnéia suspirosa onde o ar parece sempre faltar, os músculos que doem e parecem não agüentar o corpo (6), a enxaqueca que o médico não consegue eliminar, a digestão que nunca se acomoda e tantas outras manifestações tidas à conta de “doenças psicossomáticas”. São tantos a procurarem os médicos, mas muito poucos a se dedicarem a uma reflexão sobre os prejuízos de suas mesquinhas atitudes.

A Auto-obsessão

O pensamento é energia que constrói imagens que se consolidam em torno de nós desenhando um “campo de representações” de nossas idéias. À custa dos elementos absorvidos do “fluido cósmico universal”, as idéias tomam formas, sustentadas pela intensidade com que pensamos no que tais idéias propõem. A matéria mental (7) constrói em torno de nós uma “atmosfera psíquica” – a psicosfera – em que estão representados os nossos desejos. Neste cenário estão os personagens que nos aprisionam o pensamento pelo amor ou pelo ódio, pela inveja ou pela cobiça, pela indiferença ou pela proteção que projetamos para aqueles a quem queremos bem.

Da mesma forma, os medos, as angústias, as mágoas não resolvidas, as idéias fixas, o desejo de vingança, as opiniões cristalizadas, os objetos de sedução, o poder ou os títulos cobiçados também se estruturam em “ideias-formas”. A partir daí seremos prisioneiros do próprio medo, dos fantasmas da nossa angústia, das imagens dos nossos adversários, da falsa ilusão dos prazeres terrenos ou do brilho ilusório das vaidades humanas. A matéria mental produz a “imagem” ilusória que nos escraviza. Por capricho nosso, somos, pois, “obsidiados” pelos próprios desejos.

As Doenças Espirituais Compartilhadas

Incluímos aqui o vampirismo e a obsessão. Dizemos compartilhadas porque são elas produzidas pela associação perturbadora de um Espírito desencarnado e sua vítima, estando ambos sofrendo um mesmo processo psicopatológico. A participação como vítima ou como réu freqüentemente se alterna entre eles.



Nubor Orlando Facure


Referências:

1 - Ver Willian Miller: Integrating Spirituality into Treatment: Resource for Practioners.
2 - Ver “Paradigmas Espíritas na Prática Médica” no meu livro “Muito Além dos Neurônios”.
3 – O Livro dos Espíritos. Allan Kardec.
4 - A classificação que aqui adotamos é arbitrária. Nós a temos divulgado em várias ocasiões, sempre que falamos sobre “Doenças Espirituais”. O livro Missionários da Luz, de André Luiz/Chico Xavier, serviu de inspiração para a descrição dos quadros aqui apresentados.
5 - Mecanismos da Mediunidade. André Luiz/Chico Xavier.
6 – O Livro dos Espíritos, pergunta 471.
7 - Mecanismos da Mediunidade. André Luiz/Chico Xavier.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Pietro Ubaldi - O Pescador de Almas


Por Gilson Freire*


Que seria da humanidade sem a revelação dos homens de gênio, que aparecem de tempos em tempos? Allan Kardec (A Gênese)


Faz-se conveniente, ao interessado em conhecer a obra de Ubaldi, uma rápida introdução à sua vida, situando-o no contexto de nosso tempo e propiciando-se uma correta avaliação da importância desse autor e o elevado alcance espiritual de sua obra.

O grande missionário nasceu em Foligno, na Itália, em 1886. Distando sua cidade apenas 18 km de Assis, a terra natal de São Francisco, cresceu embalado pelo misticismo franciscano e apaixonado pelos ideais do cristianismo. Naturalmente que, já trazendo ao nascer as insígnias de uma missão, foi levado por impulso interior a viver intensamente os princípios evangélicos e a dedicar a sua vida a compor um trabalho literário embasado em elevado teor inspirativo. Alimentado por visões e sensações espirituais indescritíveis que só experimentam os grandes homens santos, tornou-se um insigne filósofo espiritualista sob os auspícios do Evangelho de Jesus.

A despeito de formado em Direito e Música, sobrevivia modestamente como professor de inglês, profissão que exerceu até a sua aposentadoria, ainda na Itália. Sua família era possuidora de grande fortuna, contudo, dela se abdicou, preferindo viver na simplicidade franciscana, julgando que os bens da herança não lhe pertenciam, por não terem sido frutos de seu próprio esforço.

Apesar da educação eminentemente católica que recebeu em vida, encantou-se com o tema da evolução e, aos 26 anos, tornou-se reencarnacionista depois de conhecer e estudar a codificação espírita de Allan Kardec.

Casou-se e teve três filhos: Vicenzina, desencarnada aos 2 anos de idade, Franco, morto na 2° Guerra Mundial e Agnese que o acompanhou durante toda a vida, vindo a falecer em São Paulo, em 1975.

Sua missão apostólica inicia-se aos 45 anos, quando, tomado por visões espirituais, diz-se inspirado por uma entidade que denominou Sua Voz e, impulsionado por seu elevado pensamento, passou a escrever mensagens sublimadas dirigidas aos cristãos do mundo. Até que, de 1932 a 1935, compôs a sua primeira e principal obra, intitulada A Grande Síntese, escrita em quatro verões sucessivos. Tão grande foi a recepção desse trabalho que seus capítulos foram traduzidos e publicados em nosso país, na revista espírita O Reformador, muito antes de se tornar um livro. E logo se seguiram outros volumes de igual magnitude.

Tão bem os brasileiros receberam a sua profícua composição literária, diferentemente dos europeus, que, em 1951, ele foi convidado a visitar o nosso país e aqui proferir uma série de palestras. A ressonância às suas idéias no seio de nosso povo, receptivo por natureza a todas as concepções de enlevo espiritual, o encantou de tal modo que, no ano seguinte, para cá ele se mudou definitivamente com sua família. Deduzia assim que a velha Europa não podia compreender e acolher, com o devido valor, as suas elevadas proposições, as quais somente aqui encontrariam um terreno fértil o bastante para albergá-las, fazendo-as florescer com inigualável vigor.

A Grande Síntese foi louvada por homens eminentes em todo o mundo, incluindo Einstein, Monteiro Lobato, Torres Pastorino, Chico Xavier e Emmanuel que a ela se referiu como sendo o Evangelho da ciência. Dedicando a sua vida a escrever, ele terminou por compor uma extensa obra de 24 volumes, coroada pelo livro Cristo, escrito nos derradeiros meses de sua vida, encerrada aos 86 anos, em 29 de fevereiro de 1972.

Com o livro Deus e Universo, 11º de sua coleção, o grande missionário nos brindou com a mais elevada revelação teológica de que temos notícia da criação e de Deus, explicando as razões últimas da mecânica da vida e do funcionamento fenomênico do universo. Sem contrariar as verdades existentes, seus ensinamentos não somente nos enchem de admiração, como nos permitem efetuar uma unificação de todo o conhecimento que o homem acumulou até os nossos dias.

Sua obra tornou-se assim o mais completo tratado filosófico-teológico que se conhece, aplicável indistintamente a todas as seitas e doutrinas. Estabelecendo a imparcialidade e a universalidade como fundamentos de suas revelações, Ubaldi não pretendeu destituir nenhuma delas e muito menos formar grupos distintos que viessem digladiar com as verdades alheias, mas, unicamente ajudar a todos a se encontrarem com a unidade do pensamento divino. E um único parâmetro o norteou na vida, do qual ele jamais se distanciou: o Evangelho. Por isso, ele une todas as religiões, as filosofias de todos os tempos e as teorias modernas da ciência em torno da doutrina de Jesus, o Mestre de todos os séculos, fazendo de sua obra um compêndio eminentemente cristão.

Segundo nos conta, em 1931, estando ele fazendo sua caminhada matinal na estrada de Colle Umberto, apareceu-lhe a figura de Cristo e a de Francisco de Assis que, durante vinte minutos, o acompanharam, confirmando a sua elevada posição de missionário em nosso mundo, impressionando-o significativamente pelo resto de sua vida. Ele jamais o afirmou, mas aqueles que com ele conviveram guardavam a nítida impressão de estar diante de um dos grandes apóstolos do passado. Sua paixão por Cristo e por Francisco de Assis denotava a sua grande familiaridade com esses Espíritos, atestada na mensagem que este último lhe dirigiu, através da mediunidade de Chico Xavier, em 1951, por ocasião de sua visita ao famoso médium, em Pedro Leopoldo.

Como nos informa o seu principal biógrafo, José Amaral, ao lermos com atenção esta belíssima missiva temos a impressão de que o grande santo fala a alguém que lhe é, não somente íntimo, mas um antigo companheiro de apostolado, cumprindo importante missão na Terra: “Pedro, [...] Lembra-te? Ele era sozinho! Sozinho anunciou e sozinho sofreu. Quando o silêncio se fizer mais pesado ao redor de teus passos, aguça os ouvidos e escuta! A voz Dele ressoará de novo na acústica de tua alma e as grandes palavras, que os séculos não apagaram, voltarão mais nítidas ao círculo de tua esperança, para que as tuas feridas se convertam em rosas e para que o teu cansaço se transubstancie em triunfo. É necessário que o lume da cruz se reacenda, que o clarão da verdade fulgure novamente, que os rumos da libertação decisiva sejam traçados. Ilumina a estrada, buscando a lâmpada do Mestre que jamais nos faltou. Avança... Avancemos... Cristo em nós, conosco, por nós e em nosso favor é o cristianismo que precisamos reviver à frente das tempestades, de cujas trevas nascerá o esplendor do terceiro milênio. Certamente, o apostolado é tudo. A tarefa transcende o quadro de nossa compreensão. Não exijamos esclarecimentos. Procuremos servir. Todavia, Cristo reina e amanhã contemplaremos o celeste despertar”.

Essas considerações levaram os estudiosos a admitir que Ubaldi foi, de fato, a reencarnação do Frei Leão, o amigo íntimo de Francisco de Assis que o acompanhou até a morte e lhe cuidou dos estigmas da crucificação, conforme nos atestam as vozes que promanam de diversas obras mediúnicas. E, como nos afirmam essas revelações, Frei Leão, por sua vez, foi a reencarnação do apóstolo Pedro, enquanto que Francisco de Assis era o mesmo João Evangelista que voltava às tristes paragens terrenas. Dois grandes missionários de Cristo que não nos abandonaram e regressaram ao nosso convívio a fim de dar continuidade às suas nobres missões de conduzir a nossa humanidade, sob os auspícios do meigo Rabi. Tudo nos leva a crer que Frei Leão, retornando agora como Pietro Ubaldi, foi assistido pela voz do Santo de Assis que, das esferas superiores, lhe ditava o pensamento do divino Pastor, continuando a Sua tarefa de nos devolver ao aprisco celestial, onde se encontra.

Como não nos deixarmos emocionar diante da notícia de que recebemos, com efeito, a visita do grande apóstolo, fundador da igreja cristã? Repetindo o que se passou com a vinda de Elias que, reencarnado como João Batista, “não foi reconhecido e fizeram dele o que bem entenderam” (Mateus 17:12), nós também não conseguimos identificar a voz do discípulo de Jesus que voltava e, desatentos e ludibriados por dogmas e injustificáveis imposições institucionais, deixamos passar ao léu a importante mensagem restauradora do Evangelho que ele nos trouxe.

Para aqueles que seguem adiante, julgando absurdo que um santo tenha deixado seus páramos luminescentes para acudir nosso infeliz desterro, vale a pena repetir as palavras do Messias a Pedro: “Simão, filho de Jonas, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe então Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas” (João 21:16). Teria o pastor, porventura, olvidado o pedido do Mestre a quem tanto amava, relegando-nos aos abismos da dor e da ignorância? Certamente que ele continuou a nos assistir na esteira dos séculos e, condoído de nosso obscurantismo, tem retornado periodicamente ao nosso encontro, renunciando momentaneamente ao conforto das altas esferas que habita, sofrendo as nossas misérias e suportando a nossa inferioridade por obediência e amor a Cristo e a nós.

Não se pode questionar as mais elevadas credenciais que dão veracidade e conferem autoridade à mensagem desse insigne missionário da Boa-Nova, que retornou às sombrias plagas do nosso planeta para continuar o seu apostolado, auxiliando-nos na aquisição dos mais sagrados patrimônios evolutivos, a fim de nos libertar das seculares algemas da ignorância e do mal. Basta ler a sua obra, com o coração aberto, e reconheceremos a voz do grande pastor da Igreja de Cristo ressoando no imo de nossa alma, fazendo reverberar em nós a mais indizível alegria. Chico Xavier, com sua aguçada percepção espiritual, reconheceu a elevada estirpe espiritual do grande benfeitor e a seu respeito nos disse: “Pietro Ubaldi é um espírito maravilhoso, que provém de altas esferas espirituais. Deixou uma obra de imensa luz e,até hoje, trabalha na espiritualidade para o progresso de todos nós”.

Por tudo isso, não podemos mais ignorar a mensagem de Ubaldi e passar adiante como se tudo já soubéssemos e nada mais nos fosse necessário. Não deixemos que o orgulho vil nos encegueça, afastando-nos dos mais elevados conceitos que estão à nossa disposição na atualidade, imprescindíveis à conquista da felicidade e da paz que tanto almejamos.


Belo Horizonte, inverno de 2005


Gilson Freire é médico homeopata, espírita e estudioso da obra de Pietro Ubaldi

Imagem: Pietro Ubaldi e o apóstolo Pedro.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Monismo


Aproximemo-nos ainda mais da questão a ser desenvolvida. Eram indispensáveis essas premissas para vos conduzir até aqui. Observai meu modo de proceder ao expor meu pensamento. Avanço seguindo uma espiral que gradualmente aperta suas volutas concêntricas e, se passo de novo pela mesma ordem de idéias, toco o raio que parte do centro num ponto cada vez mais próximo dele. Guio vosso pensamento para esse centro. Nesta exposição parto da periferia e vou para o interior; da matéria, que é a realidade de vossos sentidos, para o espírito, que contém uma realidade mais verdadeira e mais elevada; vou da superfície ao âmago, da multiplicidade fenomênica ao Princípio único que a rege. Por isso denominei este tratado de A Grande Síntese.

Estou no outro pólo do ser, no extremo oposto àquele em que estais; vós, seres racionais, sois análise; eu, intuitivo (contemplação, visão), sou síntese. Mas desço agora à vossa psicologia racional de análise, tomo-a como ponto de partida, a fim de levar-vos à síntese como ponto de chegada. Parto da forma para explicar-vos o impulso obscuro e palpitante, o motor que a anima, tenazmente aprofundando o mistério. Penetro, sintetizo e aperto num monismo absoluto, os imensos pormenores do mundo fenomênico, incomensuravelmente vasto, se o multiplicais pelo infinito do tempo e do espaço; canalizo a multiplicidade dos efeitos — dos quais a ciência com imenso esforço vislumbrou algumas leis — nos caminhos convergentes que conduzem ao Princípio Único. Farei desse mundo que pode parecer caótico a vossas mentes, um organismo completo e perfeito. A complexidade que vos desanima será reconduzida e reduzida a um conceito central, único e simples, a uma lei única que dirige tudo.

A isto podeis chamar de monismo. Atentai mais aos conceitos que às palavras. Por vezes a ciência acreditou ter descoberto e criado um conceito novo, só porque inventou uma palavra. E o conceito é este: como do politeísmo passásseis ao monoteísmo, isto é, à fé num só Deus (mas sempre antropomórfico, pois realiza uma criação fora de si), agora passais ao monismo, isto é, ao conceito de um Deus que É a criação. Lede mais, antes de julgar. Farei que lampeje em vossas mentes um Deus ainda maior que tudo o que pudestes conceber. Do politeísmo, ao monoteísmo e ao monismo, dilata-se vossa concepção de Divindade.

Este tratado, pois, é o hino de Sua glória.

Sinto já esta síntese suprema num lampejo de luz e de alegria. Quero conduzir-vos, a vós também, a essa meta, por meio de estudo do funcionamento orgânico do Universo. Este Tratado vos aparecerá assim como uma progressão de conceitos, uma ascensão contínua por aproximações graduais e sucessivas. Poderá também parecer-vos uma viagem do espírito; é verdadeiramente a grande viagem da alma que regressa ao seu Princípio; da criatura que regressa a Seu Criador. Cada novo horizonte, que a razão e a ciência vos mostraram, era apenas uma janela aberta para um horizonte ainda mais longínquo, sem jamais atingir o fim; Eu, porém, indicar-vos-ei o último termo, que está no fundo de vós mesmos, onde a alma repousa. Subiremos das ramificações dos últimos efeitos, progredindo da periferia para o centro, ao tronco da Causa Primeira que se multiplicou nesses efeitos.

A realidade, em vosso mundo, está fracionada por barreiras de espaço e de tempo; a unidade aparece como que pulverizada no particular; vemos o infinito fragmentar-se, dividir-se, corromper-se no finito, o eterno no caduco, o absoluto no relativo. Mas, percorreremos o caminho inverso a essa descida e reencontraremos aquele infinito, que jamais a razão poderia dar-vos, porque a análise humana não pode percorrer a série dos efeitos através de todo o espaço, por toda a eternidade, e não dispõe daquele infinito, pelo qual seria mister multiplicar o finito para obter a visão do Absoluto.

A finalidade desta viagem é dar ao homem nova consciência cósmica. Uma consciência que o faça sentir-se não apenas indestrutível e eterno, membro de uma humanidade que abarca todos os seres do universo, mas também representa uma força e desempenha um papel importante no funcionamento orgânico do próprio universo. Viveis para conquistar uma consciência cada vez mais ampla. O homem, rei da vida no planeta Terra, conquistou uma consciência individual própria, que constitui prêmio e vitória. Agora está construindo outra mais vasta: a consciência coletiva que o organiza em unidades nacionais e se fundirá numa unidade espiritual ainda mais vasta, a humanidade. Eu, porém, lanço a semente de uma consciência universal, a única que vos pode dar a visão de todos os vossos deveres e direitos e poderá, perfeitamente, guiar todas as vossas ações, além de solucionar todos os vossos porquês. Partindo de vosso cognoscível científico humano, esse caminho também atingirá conclusões de ordem prática, individual e social. A exposição das leis da vida tem como objetivo ensinar-vos normas mais completas de comportamento. Sabendo olhar no abismo de vosso destino, sabereis agir cada vez com mais elevação.

Eis traçada a estrada que percorreremos. E a seguiremos não apenas para saber, mas também para agir depois. Quando se fizer luz na mente, o coração se acenderá de paixão, para marchar seguindo a mente que viu.

Ascensão é a idéia dominante. Deus é o centro. Este Tratado é mais que uma grande síntese científica e filosófica: é uma revolução introduzida em vosso sistema de pesquisa, nova direção dada ao pensamento humano, para que, após este impulso, possa canalizar novo caminho de conquistas; é uma revolução que não arrasa nem nega, implantando arbítrio e desordem, mas afirma e cria, guiando-vos a uma ordem e equilíbrio cada vez mais completo e complexo, para uma lei cada vez mais forte e mais justa. Pois bem, para ajudar a nascer em vós esta nova consciência que está por surgir à luz, para estimular esta vossa transformação que está iminente, imposta pela evolução, da fase humana à fase super-humana, eu vos ensino novo método de pesquisa, praticado por via da intuição. Indico-vos a possibilidade de nova ciência conquistada com o sistema dos místicos, no qual os fenômenos são penetrados por meio de nova sensibilidade, abrindo as portas da alma, além das dos sentidos, da alma da qual vos terei ensinado todos os recursos insuspeitados e meios de percepção direta. Desse modo, os fenômenos não serão mais vistos nem ouvidos, nem tocados por um Eu qualquer, mas sentidos por um ser que se transformou em delicadíssimo instrumento de percepção, porque sensitivamente evoluído, nervosamente refinado e, sobretudo, moralmente aperfeiçoado.

Ciência nova, conduzida pelos caminhos do amor e da elevação espiritual, é a ciência do super-homem, que está para nascer e fundará a nova civilização do terceiro milênio.


Pietro Ubaldi

Do livro "A Grande Síntese" cap.VI, de Pietro Ubaldi.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Premissas Essenciais

Por Gilson Freire*


Depois de percorremos a longa vilegiatura das encarnações terrenas, colhendo o saldo de todas as nossas experiências e dores, estamos preparados para analisar a elevada mensagem de Pietro Ubaldi. Embora seja de interesse que a examinemos com a frieza que a razão nos pede a fim de atender às exigências do intelecto, será impossível não nos sensibilizarmos ante as mais sublimes considerações de caráter espiritual que ressaltam de seus escritos. Elas nos revelam a face do Divino e nos falam, na verdade, não só da maior tragédia do cosmo, mas também da saga que se acha delineada nos arcanos do nosso ser e tece o nosso próprio drama existencial.

Ao nos deixarmos tocar pelas revelações do grande filósofo do Cristo, percebemos de imediato o seu imenso poder transformador e divino, pois elas nos fazem reverberar do inconsciente importantes reminiscências que todos trazemos de um passado místico ainda estuante em nosso imo, palco existencial onde encenamos todos os nossos dramas, sonhos e anseios. E se formos sensíveis o bastante, em contato com a sua obra, sentiremos a mão do Divino esmerando-se para nos libertar das furnas humanas e suas agruras seculares, impulsionando-nos rumo ao majestoso infinito que nos aguarda muito além de nossas fronteiras conceituais.

Estamos amadurecidos pelos tempos. É hora de seguir um pouco mais adiante, nesse decisivo momento de nossa história. Já estamos cansados de palmilhar a dor, a miséria e experienciar o desterro em meio à abundância que impera na obra de Deus. Analisemos com a merecida seriedade, o que nos tem a dizer o missionário do Cristo e nos daremos conta de que, seguramente, detemos em mãos o mais importante acervo de conhecimentos que a nossa humanidade atual necessita e pode contemporizar.

Identificamos, entretanto, dez premissas fundamentais que se fazem indispensáveis para se adentrar o elevado pensamento monista de Ubaldi. Elas são os pilares de seu edifício conceitual e não podem ser contestadas sem abalar a compreensão de todo o conjunto:

1) existência de Deus – existe um Deus ingênito e perfeito, pensamento diretor e causa primária de tudo. Sua existência e sua natureza não podem ser compreendidas pela nossa precária razão. A perfeição absoluta de todas as virtudes, como seu máximo atributo, não admite contestações, embora não baste para defini-Lo;

2) Todo unitário – a criação, sendo fruto de um poder central e único, funciona sob o princípio ordenador e centralizador da unidade divina. E, como nada pode existir fora desse Todo, Deus cria em si mesmo e de Sua própria substância;

3) perfeição – a obra divina é perfeita. Um Criador perfeito somente poderia gerar uma obra também perfeita. E o que já é perfeito não pode ser perfectível. Portanto, a criação é imaculada e nela não se podem encontrar imperfeições;

4) indestrutibilidade – Deus utiliza-se de Sua própria substância para gerar seus filhos, substância que, sendo incriada, é também indestrutível, conferindo perenidade a todos os Seus objetos fenomênicos;

5) identidade – a criatura é cópia perfeita do Criador. Um pai não poderia gerar um filho diferente de sua própria natureza;

6) amor – a criação divina somente pode ser produto do amor absoluto, portanto, o mal e a dor não são manifestações de Deus e inexistem em Sua obra. Por isso, fomos impreterivelmente criados para a felicidade;

7) evolução – o transformismo evolutivo é lei inquestionável do universo em que vivemos;

8) reencarnação – a progressão das almas, através dos ciclos palingenésicos, é pressuposto indispensável para se compreender a mecânica da vida à qual estamos submetidos;

9) Cristo – o Evangelho tem valor de ciência e as palavras de Jesus são inquestionáveis verdades eternas;

10) intuição – o método dedutivo de pesquisa, como imaginaram os antigos filósofos gregos, é a única forma de se penetrar nos grandes segredos da criação, sendo a experiência e o indutivismo insuficientes para se abranger toda a realidade do pensamento divino.

Naturalmente que algumas dessas premissas, a princípio, parecem contradizer formalmente a fenomenologia na qual estamos submersos. Por exemplo, a inexistência do mal, da imperfeição e da dor na obra divina não corresponde ao que experienciamos em nós mesmos e observamos ao nosso redor, uma vez que somos parte dela também. Nossa absoluta semelhança com Deus nos faria deuses também, mas, no entanto, pelo menos por ora, não o somos, embora Cristo tenha nos afirmado que sim. A irrevogável presença da evolução em nosso universo torna tudo perfectível e nada é absolutamente perfeito, contestando-se a existência do princípio da perfeição na criação. E se a substância divina é imaculada, sua expressão na mecânica universal não é exatamente assim, uma vez que a vemos contaminada pelo hábito do egoísmo e da maldade, presentes na natureza do ser em suas primitivas manifestações. Conduto, é preciso adentrar o estupendo edifício conceitual de Ubaldi e o paulatino desenvolvimento de suas idéias para acomodar todos esses conceitos aparentemente antagônicos e entendermos que, efetivamente, essas premissas fundamentais são indispensáveis para se compreender Deus e o universo sob a ótica monista.

A existência de um Criador perfeito, ingênito e que tudo cria sob o regime da perfeição não pode ser questionada sem afetar a lógica do monismo, como também, praticamente, de todas as religiões. Exceto o budismo theravada, que convive muito bem com a crença em uma criação sem um Criador, a noção de um Ente supremo é inerente à substância de nossa alma e, por isso, nos incomoda profundamente negá-lo. Embora seja possível ao intelecto humano desfazer-se de tal convicção, isso faz do universo uma obra vazia, sem fundamentos e sem objetivos, arremetendo-nos ao mais completo e acrimonioso niilismo. E, ter de admitir que um “nada” tenha sido capaz de gerar tudo o que existe, inclusive nós mesmos, é algo bastante embaraçoso para o nosso pensamento. A existência de um poder genético original torna-se, assim, indispensável para se justificar a realidade em que vivemos, embora não possamos interrogar de onde, por sua vez, Ele tenha se originado. Portanto, a premissa da existência de Deus não admite sofismas e devemos aceitá-la passivamente como inderrogável ponto de partida de nossas conclusões atuais, aguardando o amadurecimento no tempo para que possamos melhor compreendê-Lo.

Pitágoras, Platão e seus seguidores, que se denominavam geômetras, partiram também da irrevogável existência de um plano divino perfeito, delineado na mais primorosa geometria das formas. Os peripatéticos, sob os auspícios platônicos, conceberam igualmente um universo perficiente além da esfera lunar, onde tudo era imóvel, feito de uma substância tão perfeita quanto o Criador, como já vimos. Idéia assumida também pela tradição judaico-cristã e por todas as correntes religiosas da Terra. A despeito de ter sido menosprezada pelo moderno realismo materialista, os luminares pensadores da humanidade seguiram também essas mesmas conjeturas. Newton jamais abandonou a idéia da existência de uma inteligência ordenadora no universo; Galileu concebeu que Deus se utilizava de uma linguagem matemática no comando da criação e Einstein negou-se a admitir os incertos princípios da Física quântica pelo fato de eles ferirem a absoluta ordem divina que deveria imperar no cosmo. Embora o pensamento moderno dominante no mundo ocidental tenha julgado tais crenças anticientíficas, é imperioso reconhecer que, o que a ciência faz, em última análise, nada mais é do que descobrir a lógica através da qual a sabedoria divina se expressa na natureza, uma vez que ela é absolutamente incapaz de criar princípios ou fundamentos diretores de qualquer fenômeno que seja.

A indestrutibilidade da substância que compõe a criação faz do espírito uma centelha imortal e, portanto, a sobrevivência do ser após a morte e a existência do plano espiritual é ponto pacífico no pensamento de Ubaldi. A reencarnação é mecânica indispensável para se explicar as incoerências e injustiças da vida e foi perfeitamente compreendida pelo grande filósofo cristão. E a evolução foi a palavra chave que o abalou profundamente quando a ouviu pela primeira vez, levando-o a defini-la como a inestancável febre de ascensão do universo rumo a Deus, estudada com detalhes reveladores em sua extensa obra, sobretudo em A Grande Síntese.

O Evangelho de Jesus é acervo imprescindível ao monismo de Ubaldi por reconhecer nele a máxima expressão do pensamento divino entre nós, conferindo-lhe inquestionável valor de veracidade, capaz de extrapolar a epistemologia científica ou qualquer conclusão filosófica de origem humana. Embora ainda não se possa compreender perfeitamente a totalidade das revelações da Boa-Nova, com Ubaldi, não nos será possível negar qualquer uma delas, por se tratar de um dos pilares de sua revelação que é integralmente cristã.

A metodologia dedutiva, utilizada pelo grande místico da Úmbria, é também admitida como um sistema válido de pesquisa da verdade, pois a intuição, inquestionavelmente, sempre foi o mais fiel meio de perquirição do homem que, partindo de suposições puramente teóricas, procura depois encontrar sua correspondência na realidade objetiva. Todo método que parte do contrário está destituído de fundamentos e não conduz a lugar algum. Por isso, todas as grandes teorias que compõem o acervo de conhecimentos humanos foram concebidas em um plano absolutamente criativo e especulativo para depois se fundamentarem na realidade fenomênica em linguagem racional. Por exemplo, as geniais fórmulas relativistas de Einstein foram criadas em 1905 por simples deduções e somente na década de 1960 puderam ser confirmadas, quando se atingiu a condição tecnológica para testá-las em criteriosas experiências. Embora a ciência menospreze a metodologia dedutiva, sem esta ela jamais poderia subsistir, em que pese a sua teimosia em sustentar seu conhecimento na pesquisa indutiva e na experiência prática.

Estabelecer um corpo de idéias, aceitá-las como verdadeiras por atender às necessidades da lógica e construir depois hipóteses interligadas para explicar o fenômeno observado, significa pensar como geômetra, exatamente como o faziam Sócrates, Platão e seus seguidores, sobretudo Plotino. Como um lídimo pressuposto platônico, isso implica em admitir a cabal existência de causas inteligíveis oriundas de um absoluto não-hipotético e além de todas as hipóteses, perante o qual todas as nossas pretensas verdades devem ser justapostas e aferidas com a maior exatidão possível. Por isso, a visão de Ubaldi nos requisita a habilidade de pensar como os antigos filósofos idealistas.

E, como Platão que pedia àqueles que não se considerassem geômetras, que se detivessem nos pórticos de sua Academia, também podemos recomendar que não penetre nos elevados conceitos de Ubaldi quem não admitir as premissas acima delineadas. Não se concebe que alguém possa avançar na aventura do conhecimento se não é capaz de aceitar, por exemplo, a axiomática existência de Deus e sua absoluta perfeição, porquanto toda sabedoria se resume na antevisão desse pensamento diretor do universo. Certamente que tais axiomas são quesitos de fé que não se podem impor a ninguém, mas temos o direito de reconhecer que, sem eles, os fundamentos de todos os argumentos e hipóteses que utilizamos na busca da visão do arranjo final da criação se perderão em um cipoal de impossibilidades que a lugar algum nos conduzirão.

Belo Horizonte, inverno de 2005


(*) Gilson Freire é médico homeopata, espírita e estudioso da obra de Pietro Ubaldi

Fonte: Site do Gilson Freire

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A Música e o Espírito: Trains and Winter Rains - Enya

Trains and Winter Rains é mais uma das belas canções da cantora, instrumentista e compositora new age irlandesa, Enya, em destaque com o seu videoclipe oficial em "A Música e o Espírito".


domingo, 7 de agosto de 2011

Mensagem da Semana


A Voz e Pensamento de Pietro Ubaldi


Ouvir a Mensagem

Parágrafo 1


Parágrafo 2


A Lei é uma regra de vida estabelecida por Deus. O homem é um menino que tem de aprender. Mas, quando um menino precisa aprender a andar, nós não fazemos para ele um curso sobre a arte de andar. Deixamo-lo experimentar e cair, porque sabemos que só à força de muitas quedas ele pode aprender a não cair mais. O homem precisa, não de aulas teóricas, mas dum conhecimento pessoal, atingido com seu esforço, fruto da sua experiência direta. A escola é automática, é o natural conteúdo da vida. Desenvolve-se, assim, a inteligência necessária para compreender qual é a regra que rege os nossos movimentos, o prejuízo de não a observar e a vantagem de segui-la. Assim, a escola da vida nos ensina a conhecer a Lei. Uma escola é lugar para estudar e aprender, não para ficar sempre nela. Acabado o curso, os estudantes a deixam. O mesmo acontece com a experimentação terrena. Uma vez conquistado o conhecimento, os meios terrenos que foram usados para esse escopo são abandonados como material de refugo, ao mesmo tempo que levamos conosco a sabedoria armazenada para utilizá-la e gozar seu fruto em ambientes superiores. Pode-se assim ver quanto seja útil o viver e, quando tivermos errado, também o sofrer.

Quando o mundo tiver sofrido bastante os danos que derivam do querer apoiar-se só na força e na astúcia, então os evitará e procurará organizar-se numa forma de vida feita de trabalho pacífico e fraternal. Os sofrimentos não são inúteis: por intermédio deles, o homem toma conhecimento e vê como custa caro ser mau, e assim, para não voltar a sofrer as conseqüências, aprende a não cometer mais erros. As guerras não são propriamente inúteis, porque pelo fato de padecer duramente com as destruições a que elas conduzem, o homem vai aprender a não fazer mais guerras. O uso da força não é inútil, porque quem a pratica, mais cedo ou mais tarde, acaba esmagado por ela mesma, e então aprende a não mais a usar. As astúcias humanas não são inúteis, porque o homem, empregando-as, terá depois de ficar sabendo quanto são duras as conseqüências de ter procurado furtar-se a justiça de Deus, prejudicando os outros com o engano. Terá de compreender a loucura da mentira na exploração do próximo, e que dano representa para quem a usa. Os atritos das rivalidades e as competições humanas na luta pela vida não são inúteis, porque nos levam a conhecer-nos uns aos outros, a fim de chegarmos à construção daquela grande obra de engenharia biológica que será o organismo da sociedade humana.


Do livro "A Lei de Deus", de Pietro Ubaldi, trecho em áudio do capítulo "A Escola da Vida" na voz original de Pietro Ubaldi.
Imagem: foto de Pietro Ubaldi

sábado, 6 de agosto de 2011

Pietro Ubaldi, Liberdade e Renúncia


Liberdade


Nem todas as obrigações palacianas lhe agradavam, mas ele as cumpriu até a sua libertação. A primeira liberdade se deu aos cinco anos, quando solicitou de sua mãe que o mandasse à escola, e aquela bondosa genitora atendeu o pedido do filho. A Segunda liberdade, verdadeiro desabrochamento espiritual, aconteceu no ginásio, ao ouvir do professor de ciência a palavra “evolução”. Minha primeira revelação interior me foi feita ao ouvir meu professor de ciências, no Liceu, proferir a palavra “Evolução”. Meu espírito teve um sobressalto: brotara ao vivo uma centelha, sentira uma idéia central. Tornei-me, a seguir, estudioso de Darwin, mas só para completar seu pensamento. Outra grande liberdade da alma e sobre a reencarnação, tornando-se reencarnacionista, aos vinte e cinco anos, dito por ele uma alocução, em 5 de outubro de 1951, na Federação Espírita do Estado de São Paulo: “Por acaso – digo acaso, mas por certo era obra da Providência – caiu em minhas mãos O Livro dos Espíritos de Allan Kardec. Eu era jovem, desorientado, não tinha, ainda, passado pela experiência dos grandes problemas da vida. Li com grande interesse e vos confesso que, em certo ponto, exclamei: achei!... Eureca! Poderia Ter eu repetido: encontrei, encontrei finalmente a solução que procurava e que me esclareceu!

Ela foi a primeira semente que deu origem ao meu adiantamento espiritual e daquele dia em diante se foi tecendo a trama luminosa no esclarecimento de tal forma que, ampliando-se, ele penetrou a ciência, a filosofia, a religião, os problemas sociais e os problemas de todo o gênero.

Devo, entretanto, confessar-vos precisamente aqui, nesta noite e neste local, que a Allan Kardec devo a primeira orientação e a solução positiva do problema mais complexo que, mais de perto, interessava-me, considerando minha condição de ser humano”. (...)

Daí por diante, os dois mundos, material e espiritual, começaram a fundir-se num só. A vida na Terra não poderia ter outra finalidade, além daquela de servir a Cristo e ser útil aos homens.


Renúncia Franciscana


Aos poucos, Pietro Ubaldi foi abandonando a riqueza, deixando-a por conta do administrador, Ettore Seste Pacini. Após 16 anos de enlace matrimonial, em 1927, com a desencarnação de seu pai, fez voto de pobreza, transferindo à família os bens que lhe pertenciam. Aprovando aquele gesto de amor ao Evangelho, Cristo lhe apareceu. Isso para ele foi a maior confirmação à atitude tomada. Em 1931, Pietro assumiu uma nova postura, estarrecedora para seus familiares: a renúncia franciscana. Daquele ano em diante iria viver com o suor do seu rosto e renunciava todo o conforto proporcionado pela família e pela riqueza material existente. Fez concurso para professor de inglês, foi aprovado e nomeado para o Liceu Tomaso Campailla, e Módica, Sicília – região situada no extremo sul da Itália – onde trabalhou somente um ano letivo. Em 1932 fez outro concurso e foi removido para a Escola Média Estadual Otaviano Nelli, em Gúbio, ao norte da Itália, e ficou mais próximo da família. Nessa urbe, também Franciscana, trabalhou durante vinte anos e fez dela a sua Segunda cidade natal, vivendo num quarto humilde de uma casa, pequena e pobre – pensão do casal Norina-Alfredo Pagani – Via della Cattedrale, 4/6, situada na encosta de um grande monte.


Revista Cristã de Espiritismo, trecho de artigo publicado em 30 de setembro de 2009

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Dicas do Manancial

Essas são as nossas indicações para leitura, música e filme do mês:

LIVRO: CRISTO
AUTOR: PIETRO UBALDI


















Sinopse do livro:

Este livro é diferente de tantos outros existentes sobre a personalidade e o apostolado de Cristo. É um livro revolucionário! Para sua apresentação, retiramos os tópicos abaixo do próprio autor, que se encontra no prefácio desta obra monumental.

O presente volume é dividido em duas partes: a primeira diz respeito à figura do Cristo, a segunda ao Evangelho e aos problemas sociais, de grande interesse para o nosso mundo.
Cristo e a sua doutrina são, neste volume, apresentados em forma diferente da tradicional, baseada no amar e no crer. Aqui, pelo contrário, adotamos a psicologia dos novos tempos, baseada no pensar e no compreender. Hoje vivemos em plena crise religiosa, crise de crescimento espiritual, pela qual o homem está se tornando cada vez mais adulto, com outra forma mental. Assim apresentamos Cristo e sua doutrina, vistos com os olhos de um mundo mais maduro que entra na era da inteligência, tudo controlando e racionando, não mais baseados nos impulsos instintivos do subconsciente.

Este volume sobre Cristo e sua doutrina acompanha os novos tempos. Isto é racional e positivo para quem sabe pensar e quer compreender, “sem excluir quem segue a psicologia do sentimento e da fé. Aqui não contrapomos as duas formas mentais, procuramos conservar o bem e o verdadeiro que existem na velha forma mental, iluminando-a com a nova ainda não afirmada. Estamos em fase de transição e este livro a acompanha, procurando ajudar o novo a nascer do velho.

Apresentamos assim um Cristo logicamente colocado na estrutura físico-espiritual de nosso universo. Deixamos de lado o aspecto humano de Cristo, para vê-Lo, sobretudo, no Seu aspecto cósmico e divino, como representante do Pai, vindo para fazer conhecer a Sua Lei, para ensinar e ajudar os homens a subir até Ele, levando-o consigo do Anti-Sistema ao Sistema.

Com o Cristo, Pietro Ubaldi completou sua Obra de 24 volumes e com ela terminou sua missão – iniciou no Natal de 1931 e terminou no Natal de 1971 – ele desencarnou em 29 de fevereiro de 1972. Tudo isso foi previsto em seu livro Profecias, escrito em 1954.


MÚSICA: ATMOSPHERE - DEUTER


















Essa é uma excelente indicação de música para meditação. Produzido no ano de 2009, o álbum "Atmosphere", do músico new age alemão, "Georg Deuter", registra momentos plenos de inspiração e sutileza ao mesclar na maioria de suas faixas, sintetizadores com sons da natureza como: ondas do mar, cachoeiras e cantos de pássaros.

Confira trechos das faixas ou adquira pela Amazon.


FILME : RESSUREIÇÃO (RESSURECTION, 1980)
DIREÇÃO: DANIEL PETRIE


















Sinopse do filme:

Assisti essa semana no Telecine Cult e recomendo. O filme conta a história de Edna (Ellen Burstyn), que ao sofrer um grave acidente de carro em que perde o marido, vive uma curta experiência de quase morte e acaba por ficar paraplégica. Durante o seu período de reabilitação física, Edna descobre que adquiriu um dom de curar enfermidades e após conseguir a autocura, começa a usar a mediunidade em benefício da comunidade local.

Vale a pena conferir na programação do Telecine se haverá reprise, caso contrário é procurá-lo em DVD nas vídeolocadoras ou adquiri-lo em sites específicos de vendas.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O Evoluído e sua Religião


É natural que para quem chegou à grande descoberta do "Tu habitas in me" a vida espiritual se transforme. Quanto mais se avança tanto mais se penetra nas realidades espirituais, e tanto mais a forma perde importância e ganha a substancial essência.

Em outras palavras, surge o culto interior. O culto interior é um estado de alma que pode subsistir em qualquer forma, mesmo nas comuns, mas que não se exaure em manifestações físicas e vocais ou impressões sensoriais, e que tende a atingir no fundo do espírito a sensação da presença de Deus. Ocorre então um estranho fato: caem os absolutismos, a intransigência, a convicção de que o próprio ponto de vista possa ser o único para avaliar o infinito. Da verdade se obtém um conceito novo: o de que ela é algo não codificado nem codificável, mas infinito, para cuja aproximação é imperioso trabalhar e sofrer em cada dia. Passa a se conceber a verdade não mais como um cômodo assento em que nos refestelamos para repousar, como o fizeram os nossos ancestrais, mas como uma íngreme ladeira que importa galgar com a própria boa vontade. Ganhando em substância, podemos melhor compreender o valor relativo e transitório das formas e nelas enxergar cada vez menos uma razão de dissensões, de antagonismo. O evoluído é um ser que mais subiu em direção a Deus, Que é unidade, numa ascensão que não pode, pois, deixar de implicar unificação.

O homem comum pode muito bem acreditar ter cumprido todos os deveres espirituais, seguindo algumas práticas e observando uns tantos preceitos, após o que crê ele poder retornar aos seus instintos mais ou menos animalescos. O evoluído, ao contrário, sente sempre a presença de Deus e deve viver noite e dia em face de tal presença, Que ele sabe o que significa: viver em contínuo controle de si mesmo e no domínio da própria natureza animal inferior. Ele pode, pois, assumir liberdades formais, que não devem ser concedidas ao tipo comum, porque este faria mau uso delas, não possuindo na própria consciência o sentido da Lei. Quem possui esse sentido conhece as tremendas conseqüências decorrentes de qualquer erro, porque se o pode velar aos homens, não é possível ocultá-lo de Deus; sabe que é inútil procurar enganá-Lo com ardis ou escapatórias; sabe que é livre, por isso responsável, e que é impossível furtar-se às justas sanções.

A evolução conduz a substanciar cada vez mais o culto exterior, que é veste, com a alma do culto interior. Tal é o futuro do homem - e, por conseguinte, também o das suas religiões -, até que preponderará nele o culto interior. A evolução leva cada vez mais a sentir Deus, não apenas transcendente, mas também imanente, até que o indivíduo espiritualizado sinta a presença Dele não somente em si, mas em torno de si. Então se descobrirá que Deus está em toda parte, que o Seu templo é o universo e a alma, e que o Seu altar pode ser o coração do homem. É certo que o tipo do futuro buscará e orará a Deus de outra maneira e Lhe obedecerá com mais amor e convicção. Assim, a vida, entranhada do divino em cada ato e momento, transformar-se-á em algo diferente. O porvir está na interioridade, no desenvolvimento do "eu".


Pietro Ubaldi

Do livro "Deus e Universo", de Pietro Ubaldi, cap. 16

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sempre Lembrados: Pietro Ubaldi


Pietro Ubaldi, filho do casal Lavínia e Sante Ubaldi, nasceu em 18 de Agosto de 1886, as 20:30 h de Roma. Nasceu em terras franciscanas, na cidade de Foligno, Província de Perúgia (Capital da Úmbria). Foligno fica a 18km de Assis, cidade natal de S. Francisco de Assis. Até hoje, as cidades franciscanas guardam o mesmo misticismo legado ao mundo pelo grande poverelo de Assis, que viveu para Cristo, renunciando os bens materiais e os prazeres deste mundo.

Formou-se em Direito (profissão escolhida pelos pais, mais jamais exercida por ele) e em Música (oferecimento, também de seus genitores), fez-se poliglota, para comunicar-se com os outros povos – falava, fluentemente, inglês, francês, alemão, espanhol, português, conhecia latim e grego. Mergulhou nas diferentes correntes filosóficas e religiosas, destacando-se como um grande pensador cristão do século XX. Era um homem de uma cultura invejável, o que lhe facilitou o cumprimento da missão. A sua tese de formatura na Universidade de Roma, foi sobre a Expansão Colonial e Comercial da Itália para o Brasil, muito elogiada pela banca examinadora e publicada, em 1911, num volume de 266 páginas pela Editora Ermano Loescher & Cia, de Roma (Itália). Após a defesa dessa tese, o Sr. Sante Ubaldi lhe deu como prêmio uma viagem aos Estados Unidos, durante seis meses.

Havia herdado de seu pai uma grande fortuna, que não quis considerar como sua, por não ter sido produto do seu esforço pessoal, e a ela renunciou começando a trabalhar como professor de Inglês num colégio estadual, em Módica, nos confins da Sicília, após ser aprovado em concurso público, meio que encontrou para o seu sustento conforme ditava sua própria consciência.

Em 1931, tinha 45 anos. Inicia-se, então, seu gigantesco trabalho. Sua inspiração atinge alturas jamais sonhadas, dando explicação genérica, sintética e profundíssima de toda a fenomenologia universal e analisando, ao mesmo tempo, objetivamente a sua própria e a evolução de toda a humanidade, através das 24 obras escritas. Os seus livros vão sendo espalhados por toda a Itália mas, pouco depois, a guerra por um lado, e por outro a mentalidade européia com a sua conhecida tendência a cristalização (saturada de culturas seculares), não parecia ser ainda o terreno apropriado para esta novíssima semente, a frutificar no espírito humano através dos tempos.

Assim, em 1951, Pietro Ubaldi, apóstolo de Cristo, fez a primeira viagem ao Brasil, convidado a proferir uma série de conferencias por todo o país. Finalmente em dezembro de 1952 instala-se definitivamente, em terras brasileiras, vindo a escolher o seu domicílio em S. Vicente, "célula mater" do Brasil, no Estado de S. Paulo. Ali desencarnou aos trinta minutos de 29 de fevereiro de 1972, depois de concluir seu último livro (24º): Cristo. Ambos os acontecimentos foram previstos em seu livro Profecias, escrito com 16 anos de antecedência.

Ubaldi considera que o Brasil é realmente o país mais propício ao grande movimento de transformação da Terra, rumo à nova civilização do terceiro milênio. A sua instalação e integração definitivas em nosso país, descritas, magistralmente em seu livro "Profecias", foram-lhe inspiradas por "Sua Voz".

Depois de analisada sua Obra, pode-se constatar a magnitude e o interesse palpitante que ela encerra para a Humanidade de nossos dias. Pietro Ubaldi nunca pretendeu fazer prosélitos, formar grupos ou desencadear lutas ideológicas. Insistindo nestes pontos, ele mesmo declara em seus livros que o seu único propósito é fazer o bem e contribuir para que este mundo alcance, quanto antes, a sua maturidade espiritual.



Fonte: Biografias da Revista Cristã de Espiritismo e do portal Autores Espíritas Clássicos.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Agenda de Eventos Espíritas

Eventos espíritas a serem realizados em todo o nosso país durante esse mês:

Minas Gerais






















Araxá - Com o tema " A Educação para a Nova Civilização " , será realizado, em 19 e 20 de agosto de 2011, o XVI Congresso Nacional Pietro Ubaldi . Coordenado pelo Sr. João Davi, o evento já se destaca pela organização (veja abaixo a equipe envolvida) e, principalmente, pelo conteúdo das palestras e oficinas.

Já está disponível a programação do evento, que pode ser lida abaixo. Estão abertas as inscrições. Estão disponíveis também opções de hospedagem, transporte e, claro, de turismo e lazer na bela cidade de Araxá - MG. Prepare-se para participar desse grande encontro, que anualmente reúne estudiosos da Obra de Pietro Ubaldi - de todo o Brasil e do exterior -, além de ser uma grande oportunidade para aprender e absorver conhecimentos sublimes e elevados, que em muito colaboram na orientação e iluminação de nossa trajetória evolutiva. Esperamos por você !

Confira a programação e a comissão organizadora acessando o link: http://www.ubaldi.org/destaques/1281-congresso-2011

Lagoa Santa – O Ciclo de Conferências Espíritas – A educação e suas perspectivas para esse milênio – será realizado no período de 4 a 28 de agosto, na sede da Sociedade Espírita Bezerra de Menezes: Rua Allan Kardec, 500, Santa Cecília. Informações com Nacip Gomes pelo telefone 8718-0774 ou no site www.sebem.org.br. A programação completa é esta:

4/08 – quinta-feira – 20h – “O amor e a verdade – as duas asas da evolução – Jesus”, com Célia Diniz;
7/08 – domingo – 9h – “Educação espiritual – a pedagogia do amor”, com Everson Oliveira;
11/08 – quinta-feira – 20h – “Jesus à luz da psicologia profunda”, com Andrei Moreira;
14 /08– domingo – 9h – “Pedagogia Espírita”, com Angelina Sales;
18/08 – quinta-feira – 20h – “Educação para a vida”, com Ricardo Mello – Apresentação musical com Antonio Carlos;
21/08– domingo – 9h – “Educação familiar”, com Jairo Avellar;
25/08 – quinta-feira – 20h – “Educação na perspectiva espírita”, com Rodrigo Ferreti;
28/08 – domingo – 9h – “Nossos filhos são Espíritos”, com Maria Luiza.

Poços de Caldas – A Aliança Municipal Espírita de Poços de Caldas receberá Richard Simonetti na próxima sexta-feira, 12 de agosto, às 20h, no Espaço Cultural da Urca.


Distrito Federal

Brasília – O Seminário “Interações Construtivas: aprimorando a exposição doutrinaria” será coordenado por Andre Siqueira. O evento será realizado no dia 6 de agosto, sábado, das 9h às 12h, no Salão Boa Nova do Grupo Educacional e Assistencial Espírita Fraternidade – GEAEF (SGAS 909 W5 Sul, entre o Mix Park e o colégio CASEB). Informações na página www.geaef.org.br.

– A Peça Teatral "Obsessão" será exibida no próximo domingo, 7 de agosto, às 20h, no Grêmio Espírita Atualpa, salão do Bloco A, SGAS 610, conj. D, Av. L2 sul. A entrada é franca e a censura é livre. O espetáculo apresenta o drama de uma família ao ver o seu filho cego de uma hora para outra. A mãe, então, busca ajuda espiritual em um Centro Espírita, recebendo auxílio de dois mentores amigos que vão ao encontro do Espírito obsessor e o fazem ver as raízes do mal que sofreu em reencarnações vividas na Espanha e na Índia, quando ficou cego a mando da vítima atual. Informações no site www.atualpa.org.br

– No dia 6 de agosto, sábado, será inaugurado o Instituto Espírita Vida - Bezerra de Menezes, com palestra pública “Aborto e obsessão: profilaxia e terapêutica espiritual” de Marlene Nobre. O Instituto terá sua sede no AREAL e oportunamente enviará o convite.


São Paulo

Capital
– O Grupo Espírita Cairbar Schutel (Av. Pedro Severino, 325) realiza o curso “À luz do eterno recomeço – uma viagem por Nosso Lar”, toda quinta-feira, de 4 de agosto a 8 de dezembro, das 19h às 20h. Neste livro, há um estudo detalhado dos fatos revelados por André Luiz na obra Nosso Lar, reunidos por assuntos, de forma didática, com a intenção de extrair lições ainda mais amplas, que contribuam para a evolução da humanidade. Em 20 capítulos, aborda temas como a dimensão das sombras e da luz, a matéria de que é feita a cidade, a assistência à saúde, as ligações afetivas, a fundação e administração da cidade, as experiências coletivas, os meios de transporte e comunicação, as belas águas do Rio Azul, o preparo de reencarnações. Informações: secretaria@amesaopaulo.org.br

– O Centro Espírita Caminho de Damasco (Rua Moxei, 133, Lapa de Baixo) comemora 56 anos de fundação em agosto e preparou uma série de atividades especiais. A programação é esta:

1/08 – segunda-feira – 20h – Paulo Henrique Figueiredo: Magnetismo e Espiritismo;

2/08 – terça-feira – 20h – Wlademir Lisso: O que podemos saber sobre Deus e felicidade;

3/08 – quarta-feira – 20h – Marcelo Lobato Teixeira: Evoluindo nas aflições;

4 /08– quinta-feira – 20h – Francisco Aranda Gabilan: Laços de família;

5 /08– sexta-feira – 20h: Leonardo Karcis: Virtudes dos filhos de Deus.

Informações no site www.caminhodedamasco.org.br ou pelo telefone (11)3611-0164.

– No dia 6 de agosto, sábado, das 15h às 19h, será realizado o 3º ECOS – Encontro de Comunicação Social Espírita. O tema desta edição será “Conflitos em Comunicação – A interferência de diversos fatores que modificam a forma e o conteúdo do que queremos transmitir” e será coordenado por Ivan René Franzolin. É esperada a participação de diversos comunicadores e expositores espíritas, que discutirão com o público temas relacionados à divulgação da cultura espírita no âmbito social, incluindo a utilização de recursos tecnológicos modernos no uso da comunicação e seus veículos de difusão na mídia. O mediador será Carlos Scaramuzza. Entrada franca. Informações pelo e-mail contato@adesaopaulo.org.br.

– O III Simpósio sobre Envelhecimento e Espiritualidade da AME-SP será realizado no dia 7 de agosto, no Age Sênior Center: Av. Brigadeiro Luis Antonio, 4348. A programação completa é esta:

8h: Recepção;
9h: Envelhecimento saudável e espiritualidade na visão médico-espírita, com Luís Gustavo L. Mariotti;
9h40 – Efeitos da espiritualidade e religiosidade no idoso, com Elvira Gruppi;
10h10 – Medicina integrativa: efeitos da prática da meditação em idosos, com Fernando Bignardi;
10h50 – intervalo;
11h10 – O despertar da espiritualidade no adoecer e no cuidar, com Clarice C. Nebulois;
11h50 – Por que e para que envelhecemos – uma visão médico-espírita, com Rodrigo M. Bassi;
12h30 – perguntas e respostas.

O investimento era de R$20,00 para sócios ou R$30,00 não sócios para as inscrições realizadas até o dia 15 de julho. Após esta data, os valores mudaram para R$30,00 e R$40,00, se restarem vagas. Informações no site www.amesaopaulo.org.br, pelo e-mail secretaria@amesaopaulo.org.br ou pelo telefone (11)2574-8696.

– O Projeto Adonai e a Wega Produtora apresentam a peça espírita “Há Dois Mil Anos...”, uma adaptação e direção de Gabriel Veiga Catellani. Esta é a nova versão deste clássico da literatura mundial, publicado em quase todo o mundo, que associa uma grande história de amor, a reflexão universal sobre o sentido da vida e dos atos que aqui praticamos. Inspirada em uma das existências do Espírito Emmanuel, e psicografada por Chico Xavier, a história narra a trajetória do Senador romano Públio Lêntulus e de sua esposa Lívia, que simbolizavam a força do Império construído pela Roma antiga. Ao encontrarem Jesus, em uma viagem feita à Palestina para a cura da filhinha doente, vêem toda a sua vida ser transformada em um turbilhão de fatos que até hoje são exemplos de superação, renúncia e fé. A nova montagem do Projeto Adonai – Teatro com Mensagem – remete o público para a Roma antiga através dos mais de 50 figurinos confeccionados a partir de pesquisa extensa e do estudo contínuo da cultura e hábitos daquele período. São dezesseis atores no palco que se revezam para viverem mais de quarenta personagens. Os efeitos especiais dão o destaque singular ao trabalho, aliado a uma trilha sonora exclusiva e original, composta para o espetáculo e cantada ao vivo. É uma história de amor que merece ser assistida, num espetáculo para todas as idades, e para o público em geral, sem restrições, onde o principal ponto de convergência é o grande amor, que supera nossas falhas, no caminho da evolução permanente. A peça será encenada no Teatro do Ator: Praça Roosevelt, 172, ao lado da Igreja da Consolação, próximo ao Metrô República, Centro, aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h. A peça tem duração de 120 minutos e o valor do ingresso é R$30,00 ou R$15,00 + 1 kg de alimento não perecível. Informações e reserva de ingressos pelo e-mail joseramosator@yahoo.com.br ou pelo telefone (11)9714-2039, após as 15h.

Araras – A X Mostra Espírita de Dança será realizada nos dias 13 e 14 de agosto, na sede do IDE – Instituto de Difusão Espírita: Rua Emilio Ferreira, 177, Centro. O tema central desta edição será “Sublimação do Artista – A arte vivenciada”. As apresentações artísticas serão realizadas nos dias 6 e 13 de agosto. Breve informaremos a programação completa. Informações pelo e-mail mostraespiritadedanca@hotmail.com

Espírito Santo do Pinhal – O Teatro Flacus apresentará “Quero a Lua”, peça infantil de Tatiana Belinsky, no dia 6 de agosto, sábado, às 20h, no Theatro Avenida. Os ingressos custam R$10,00 e R$5,00.

Guarulhos
– O Centro Espírita Adolfo Bezerra de Menezes comemora seu 50º aniversário com uma atividade especial no próximo domingo, 7 de agosto, no Espaço Prisma: Rua João Cavalari, 133, em frente ao Shopping Internacional de Guarulhos. A programação completa é esta:

14h – Abertura dos portões;
15h – Composição da Mesa;
15h10 – Prece Inicial: Allan Vilches e Paula Zamp;
15h20 – Palavra da presidente;
15h25 – José Medrado;
16h30 – Sorteio;
16h40 – Allan Vilches;
17h10 – Sorteio;
17h20 – José Carlos de Lucca;
18h20 – Sorteio;
18h30 – Show: “Assim caminha a humanidade”, com Paula Zamp.

Jacareí – Uma palestra comemorativa dos 90 anos do Centro Espírita Paula Ortiz (Rua Olimpio Catão, centro) será realizada no dia 6 de agosto, às 19h30, e será proferida por Julia Nezu e o tema será “150 anos de mediunidade”.

Murutinga do Sul – O Centro Espírita Santo Agostinho realizará o 1º Seminário Espírita da Família no próximo sábado, 6 de agosto, às 13h30, no Centro Cultural: Av. Prefeito Romeu Cestari, 258. Os facilitadores serão Braz José Marques de Conceição das Alagoas, MG, que tratará do tema “A família espírita e seus desafios” e Rouvel Ravena de Frutal, MG, que estudará o tema “Espíritas: evitemos a terceirização de nossas famílias”. Informações com Neusa pelos telefones (18)3788-1162 ou 3788-1525 ou com Roberto, 3788-1417.

Santo André – Participe da 1ª Caminhada do Centro Espírita Redentor no próximo domingo, 7 de agosto, às 9h. A concentração será na frente da sede do Redentor: Av. Arthur de Queiroz, 872, Bairro Casa Branca. O trajeto será: partindo do centro, sentido Av. Santos Dumont, seguindo pela Av. Santos Dumont até o Parque do Ipiranguinha. A volta será realizada no sentido inverso. Para participar inscreva-se no Centro e adquira uma camiseta.

Santo Antônio de Posse – O escritor e orador espírita José Maria Medeiros, fundador do Lar Albert Schweitzer, fará uma palestra sobre o tema “Transição planetária”, na próxima sexta-feira, 5 de agosto, às 20h, no Centro Espírita “Juca de Andrade”: Rua Aurélio Vilalva, 153, Pedra Branca. Contatos pelo e-mail cejucaandrade@ig.com.br ou pelo telefone (19)9227-5451 com Elizandra.

Santos – Suely Caldas Schubert fará uma palestra sobre o tema “O Centro Espírita na Dimensão Espiritual” no dia 5 de agosto, sexta-feira, às 20h, na Associação Espírita “Jesus e a caridade”: Rua Pará, 33. O evento é uma promoção da USE Intermunicipal de Santos, em comemoração aos 60 anos de sua fundação e aos 150 anos de "O Livro dos Médiuns". A apresentação musical será realizada pelo Coral Leal, que iniciará às 19h30.

São José dos Campos
– Neste ano a Feira do Livro Espírita está comemorando o seu 40° aniversário e a Feira do Livro Espírita Infantil, seus 17 anos, em um novo endereço: Largo São Benedito, em frente à Praça Afonso Pena, ao lado da Igreja São Benedito. A Feira será no período de 26 de agosto a 3 de setembro e os livros terão desconto variando de 40% a 70% em relação ao respectivo preço normal. O evento contará com mais de 2.000 títulos diferentes, entre eles: as Obras Básicas, os Clássicos, Romances, Infanto-juvenil e vários lançamentos. O objetivo é promover a divulgação da Doutrina Espírita através dos livros, integrando assim todo o movimento local. Estão programadas as seguintes palestras:

26/8 – 20h – Roosevelt Andolfato Tiago – OSCL;

2/9 – 20h – Luiz Cláudio da Silva – Local não definido;

3/9 – 20h – Sandra Carneiro – Divino Mestre.

Contatos para inscrições ou informações pelo telefone (11)3922-9338 ou pelo e-mail silhelen1@hotmail.com.

São Miguel Paulista – O Centro Espírita Adolfo Bezerra de Menezes (Rua Camomila, 375, Jardim Helena) comemora seu 50º aniversário com uma semana especial, no período de 2 a 6 de agosto, e a programação completa é esta:

2/08 – terça-feira – 20h: Vozes Eternas;
3/08– quarta-feira – 20h: Histórico CEABEM e apresentação do Coral Infantil;
5/08– sexta-feira – 20h: Heloísa Pires;
6/08– sábado – 15h: Seminário sobre Mediunidade com Suely Caldas Schubert e apresentação artística do Grupo Musical Cartas de Bordeaux.


Bahia

Salvador
– A AME-Ba realizará mais um encontro cultural, pleno de saberes e sabedoria, na busca contínua da integração entre a ciência humana e as evidências da realidade espiritual em comemoração ao seu aniversário de 17 anos. O evento será realizado no próximo sábado, 6 de agosto, das 8h às 18h, na Sede da Associação Baiana de Medicina: Rua Baependi, 162, Ondina, e terá como tema central “Mediunidade e saúde”. A programação completa é esta:

8h30: abertura e momento musical;
9h: Palestra: Mediunidade e saúde, com André Luiz Peixinho;
9h50: Perguntas e respostas;
10h20: lanche;
10h50: Palestra: Psicologia e mediunidade, com Ruth Brasil Mesquita;
11h40: Perguntas e respostas;
12h10: almoço;
14h: Mesa-redonda: A contribuição da mediunidade no processo evolutivo da humanidade, A mediunidade e a importância dos tratamentos espirituais na abordagem das doenças psiquiátricas, com Fabio Pires; A mediunidade como elemento de estruturação do construto religioso humano, com Fernando Santos e A mediunidade como elemento do perceber-se espírito, repercutindo nas questões psicológicas do ser, com Nadia Matos;
15h: Perguntas e respostas;
15h30: lanche;
16h: Palestra: Relato de experiência diferenciando o fenômeno mediúnico dos processos místicos ou patológicos, com Fabio Pires e Carolina Azevedo;
17h: Perguntas e respostas;
17h30: Vivência, com Eleonora Peixinho;
18h: Encerramento.

As inscrições custam R$25,00 e podem ser realizadas com Regina, pelo telefone 8797-0891.

– O sesquicentenário de “O Livro dos Médiuns” conduz a uma reflexão avaliativa e desafiadora: reconhecendo que somos Espíritos, e, por conseguinte, imortais, temos conseguido experimentar tal saber na realidade cotidiana? Estamos no mundo como seres espirituais, vivendo uma experiência humana, ou somos seres humanos com forte domínio da matéria sobre o espírito? Ao observarmos o estágio da consciência humana, constatamos que a nossa civilização está sob a égide do materialismo, que se imiscui, mesmo nos momentos de religiosidade. Em consonância com tais objetivos, foi lançado o XIV Congresso Espírita da Bahia, que será realizado no período de 3 a 6 de novembro no Centro de Convenções da Bahia. A comissão organizadora do evento aguardará até o dia 31 de agosto as propostas dos interessados em apresentar temas em conexão com a programação preliminar. Serão possíveis miniconferências, apresentação de experiências, relatos sobre pesquisa bibliográfica, sessão de posters, entre outras possibilidades. O período de inscrição para participação será até o dia 15 de outubro, reservando-se o auditório principal para os que se inscreverem em primeiro lugar até o limite de capacidade do local. Uma palestra construída coletivamente por companheiros de ideal, em várias reuniões, intitulada o Primado do Espírito, será realizada nas instituições que demonstrarem interesse, pelo menos na região metropolitana de Salvador. Ela será disponibilizada em todos os encontros macrorregionais de julho.


Maranhão

São Luís
– Sebastião Camargo, apresentador na TV Mundo Maior, Rádio Boa Nova, do programa “O Despertar da Consciência”, está fazendo um ciclo de palestras nos dias 30 de julho, 1, 2, 3 e 4 de agosto. Informações pelos telefones (98)3245-5365 ou pelo e-mail jacobw@bol.com.br


Paraíba

Campina Grande
– “Drogas – um problema de múltiplas faces” será o tema do simpósio que será realizado no dia 6 de agosto, sábado, das 8h30 às 17h30, no Auditório do Tribunal do Júri Fórum Affonso Campos. O simpósio será facilitado por Carlos Roberto, Kéops Vasconcelos e Valci Silva. Os tópicos abordados serão: (1) Drogas: mais que um problema de Saúde Pública; (2) Plano de enfrentamento ao crack e outras drogas; (3) Rede de Assistência; (4) A família, a sociedade e as drogas; (5) Aspectos psicossociais, jurídicos e educacionais; (6) Conseqüências espirituais do uso de drogas. A entrada é gratuita e solicita-se a contribuição voluntária de 1 pacote de leite em pó. Informações pelos telefones (81)3444-1750, 3241-2157 e 8833-1750 ou pelo e-mail clubedolivroespirita10@gmail.com


Rio de Janeiro

Bacaxá
– Um Evangelho Musical será realizado por Vansan na próxima quarta-feira, 3 de agosto, às 20h, no Centro Espírita João Evangelista: Rua Capitão Nunes, 236.

Barra Mansa – O XXIII Mês Espírita de Barra Mansa será realizado em agosto e a programação completa é esta:

6/08– sábado – 20h: Palestra: Tensão Emocional, com Orson Peter Carrara;
7/08– domingo – 8h30: Seminário: A alma do Espiritismo, com Orson Peter Carrara;
13/08 – sábado – 20h: Palestra: O ser humano e sua totalidade, com João Luiz do Nascimento;
14/08– domingo – 8h30: Seminário: Conviver e ser, com João Luiz do Nascimento;
20/08 – sábado – 15h: Seminário: Educação Espírita: Familiares, Dirigentes de Infância e Juventude, com Darcy Neves Moreira; 20h: Palestra: Família – aperte mais este laço, com Darcy Neves Moreira;
21/08 – domingo – 8h30: Seminário: Espiritismo, mediunidade e educação mediúnica, com Mauricio Mancini;
27/08 – sábado – 20h: Palestra: A mediunidade, com Osvaldo Esteves Faria;
28/08 – domingo – 8h30: Seminário: Reencarnação e o planeta de regeneração, com Cristina Delou.

As palestras e seminários serão realizados na sede do Centro Espírita Filhos da Luz: Rua Eduardo Junqueira, 702, Centro.

Macaé
– Um Evangelho Musical será realizado por Vansan na próxima quinta-feira, 4 de agosto, às 20h, na Sociedade Espírita Bezerra de Menezes: Rua Visconde de Quissamã, 731, Centro. Informações com Nélio Luzze pelo telefone (22)9905-7829, pelo e-mail luzze_nelio@hotmail.com ou no blog www.nelioluzze.blogspot.com

– O CEAP – Centro Espírita Antônio de Pádua – realizará uma tarde de Música Popular Brasileira e Seresta com o Trio CEAP: José Venceslau, Aix Guimarães e Claudio Barros, no próximo sábado, 6 de agosto, às 17h, no Centro Beneficente dos Chauffeurs: Rua Visconde de Sepetiba, 427. Os convites antecipados custam R$12,00 e dão direito a salgadinhos e refrigerante. Os organizadores gostariam que todos os que puderem tragam 1 kg de alimento não perecível para as obras assistenciais do CEAP.

São Gonçalo – O Grupo de Apoio ao Menor do Cassinu “Casa de Batuíra” – GAM – realizará no próximo sábado, 6 de agosto, das 10h às 12h, uma palestra com almoço sobre o tema “Depressão: aspectos biológicos e Espirituais”, com Jano Alves de Souza. O cardápio será torta gratinada, arroz branco, feijão mulatinho e saladas variadas. O evento será realizado na sede do GAM: Rua Otacílio Colares, 15, Gradim. Informações pelo telefone (21)2724-2226, pelo e-mail gam.casadebatuira@gmail.com ou no blog http://casadebatuira.blogspot.com


Rio Grande do Norte

Natal
– O 21º Congresso Espírita do Rio Grande do Norte terá como tema central “Viver em Plenitude” e será realizado no período de 25 a 28 de agosto, no Centro de Convenções de Natal. Estão convidados os seguintes expositores: Alkíndar de Oliveira, André Trigueiro, Avildo Fioravante, Carlos Roberto de Souza Oliveira, Frederico Menenzes, Heloísa Pires, Irvênia Prada, Jaider Rodrigues de Paul, José Medrado, Kau Mascarenhas, Luiz Signates, Mariluza Vasconcelos, Marlene Nobre, Ribamar Tourinho e Spencer Junior. O evento é uma promoção da Casa de Caridade Adolfo Bezerra de Menezes. Informações pelos telefones (84)3205-0058 ou 3219-6204.

Rio Grande do Sul

Santa Maria
– O 22º Mês Espírita “Oscar José Pithan” será realizado em agosto e a programação completa é esta:

6/08– sábado – 20h – Palestra: “As Leis Morais e a saúde”, com Kátia Marabuco de Souza;
7/08 – domingo – 9h30 – Seminário: “Suicídio: visão médica e a ótica espírita”, coordenado por Kátia Marabuco de Souza;
13/08 – sábado – 20h – Palestra com tema livre, com César Soares dos Reis;
14/08 – domingo – 9h30 – Seminário com tema livre, coordenado por César Soares dos Reis;
20/08– sábado – 20h – Palestra: “Somos Espíritos imortais”, com Maria Elisabeth Barbiéri;
21/08– domingo – 9h30 – Seminário: “Falando com os mortos”, coordenado por Maria Elisabeth Barbiéri;
20/08 – sábado – 20h – Palestra: “A neurociência e a busca da felicidade”, com Lúcia Moysés;
21/08 – domingo – 9h30 – Seminário: “Autoridade paterna e limites”, coordenado por Lúcia Moysés.

Os eventos serão realizados na sede do Abrigo Espírita Oscar José Pithan: Rua Silvio Romero, 413, Bairro Chácara das Flores. Informações pelos telefones 3221-6460 ou 3221-6480 ou no site www.oscarpithan.com.br

Santa Catarina

Florianópolis
– O I Encontro de Pesquisadores em História da Saúde Mental será realizado nos dias 4 e 5 de agosto, no Campus Universitário David Ferreira Lima da UFSC, bairro Trindade. As submissões de trabalho estavam abertas até o dia 1o de junho. O objetivo do encontro é proporcionar o debate e o intercâmbio de estudos e pesquisas em história da saúde mental, visando fundamentar políticas e ações nesta área. As inscrições de participação ficam abertas on-line até o dia 3 de agosto. Depois desta data, somente inscrições diretamente no local do evento. Informações e inscrições: www.encontrohistoriasm.ufsc.br ou pelo e-mail encontrohistoriasaudesm@cfh.ufsc.br

Sergipe

Aracaju
– “Fazer o Bem sem Ostentação” será o tema da conferência que João Cabral, presidente da ADE-SP, proferirá no próximo sábado, 6 de agosto, às 19h30, na Federação Espírita do Estado de Sergipe: Rua José Mesquita Netto, 21, Parque dos Coqueiros. Informações pelo telefone (79)3249-2896.


Fonte divulgadora dos eventos: O Consolador

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Homenageado do Mês


Pietro Ubaldi


Italiano, nascido em terras franciscanas, a 18 de agosto de 1886, na cidade de Foligno, província de Perúgia (capital da Úmbria), o menino Pietro Ubaldi sentiu desde tenra infancia uma forte inclinação pelo franciscanismo e pelo evangelho do Cristo. A exemplo do poverelo de Assis (S. Francisco), renunciou a uma vida de riqueza e conforto, transferindo para a família todos os bens que lhe pertenciam para dedicar-se de corpo e alma a formação de sua vida espiritual.

Aos vinte e cinco anos, teve seu primeiro contato com os princípios doutrinários espíritas, através de "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, tornando-se a partir daí reencarnacionista, fato esse que ele mesmo relatou, no ano de 1951, em uma alocução na Federação Espírita do estado de São Paulo: “Por acaso – digo acaso, mas por certo era obra da Providência – caiu em minhas mãos O Livro dos Espíritos de Allan Kardec. Eu era jovem, desorientado, não tinha, ainda, passado pela experiência dos grandes problemas da vida. Li com grande interesse e vos confesso que, em certo ponto, exclamei: achei!... Eureka! Poderia Ter eu repetido: encontrei, encontrei finalmente a solução que procurava e que me esclareceu!

Ela foi a primeira semente que deu origem ao meu adiantamento espiritual e daquele dia em diante se foi tecendo a trama luminosa no esclarecimento de tal forma que, ampliando-se, ele penetrou a ciência, a filosofia, a religião, os problemas sociais e os problemas de todo o gênero.

Devo, entretanto, confessar-vos precisamente aqui, nesta noite e neste local, que a Allan Kardec devo a primeira orientação e a solução positiva do problema mais complexo que, mais de perto, interessava-me, considerando minha condição de ser humano”. (...)

Homem de cultura admirável, poliglota, formou-se em Direito (não o exercendo profissionalmente durante a sua vida) e em Música, dedicou-se com profundidade ao estudo das ciências filosóficas e das correntes religiosas, destacando-se como o grande pensador do século XX.

Pietro Ubaldi é o nosso grande homenageado e a ele dedicaremos a nossa página do Manancial de Luz durante esse mês.


Resumo pessoal a partir dos dados biográficos do artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo em 30 de setembro de 2009.
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