terça-feira, 30 de junho de 2009

Imagem e Mensagem: “Frei Antonio, uma Vida de Amor e Fé”

Para encerrarmos o mês de homenagens ao Frei Antonio de Lisboa e Pádua eu reservei para postagem em “Imagem e Mensagem” esse vídeo primoroso, que conta a sua vida com texto, imagens e músicas especiais.



segunda-feira, 29 de junho de 2009


"O amor a Cristo o impeliu para terras de África, onde queríeis apregoar o evangelho entre os infiéis, para receber a palma do martírio." (Devocionário de Santo Antonio)




Ao Viajante da Fé


Vara o trilho espinhoso, estreito e duro,
E embora te magoe o peito aflito,
Torturado na sede do Infinito,
Guarda contigo o amor sublime e puro.

Martirizado, exânime e inseguro,
Ninguém perceba a angústia de teu grito.
Sangrem-te os pés nos serros de granito,
Segue, antevendo a glória do futuro.

Lembra o Cristo da Luz, grande e sozinho,
E, entre as sarças e as pedras do caminho,
Sobe, olvidando o báratro medonho...


Somente sobe ao Céu ilimitado
Quem traz consigo, exangue e torturado,
O próprio coração na cruz do sonho.


Pelo Espírito Cruz e Souza
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.


domingo, 28 de junho de 2009

Mensagem da Semana


Ouvir a Mensagem


Você Tem


Quando alguém lhe busca com frio, é porque você tem o cobertor.

Se a tristeza empurra alguém para perto de você, é porque você tem o sorriso.

Se alguém chega com lágrimas, é porque você tem o lenço.

Se a dor impulsiona alguém em sua direção, é porque você tem o curativo.

Quando alguém se acerca com fome, é porque você tem o alimento.

E se o desânimo lhe aproxima um ser, é porque você tem o estímulo necessário.

Quando alguém chega em desespero, é porque você tem a serenidade.

Se alguém foge do tumulto e lhe busca a presença, é porque você tem a tranquilidade.

Quando alguém lhe procura com medo, é porque você tem a segurança.

Quando vem ao seu encontro um coração aflito, é porque você tem a calma.

E se alguém o busca com palavras, é porque você tem a capacidade de ouvir.

Quando lhe chega uma alma em conflitos, é porque você tem a temperança.

Se alguém se aproxima com ódio, é porque você tem o amor.

Se alguém lhe confidencia segredos, é porque você possui a discrição.

Se a mágoa lhe traz alguém, é porque você tem o perdão.

Se lhe apresentam a fantasia, é porque você tem a realidade.

Quando lhe trazem versos, é porque você tem a melodia.

Quando lhe estendem as mãos sangrando, é porque você tem o remédio.

Quando alguém lhe chega com a indecisão, é porque você conhece o rumo certo.

Quando alguém lhe chega com carências, é porque você tem a ternura.

E se alguém lhe busca com dúvidas, é porque você tem a fé.

Quando alguém se aproxima com passos vacilantes, é porque você tem a firmeza.

Se alguém se apresenta com a vontade paralisada, é porque você tem o dinamismo.

Quando alguém chega com a mente confusa, é porque você tem a lucidez.

E se alguém se aproxima com os braços abertos, é porque você tem o abraço.

E, por fim, quando alguém lhe apresenta um frasco vazio, é porque você tem o perfume.

Por todas essas razões, nunca deixe alguém que lhe busca partir sem uma resposta, pois ninguém chega até você por acaso.

Ainda que você pense que nada possui para oferecer, isso não é verdade. Se alguém lhe apresenta uma necessidade qualquer, mesmo que velada, é porque você tem algo para oferecer.

Pense nisso!

* * *

De tudo o que Deus criou e que existe no mundo, o mais importante está dentro de você.

São as suas virtudes de esperança, otimismo, coragem, confiança e amor.

Essas qualidades devem brilhar para fazer a sua vida diferente.

Do desabrochar dessas virtudes latentes em seu íntimo, depende a felicidade de muitos.

Deixe-as fluir de dentro de você como um pássaro livre, e perceberá que essa força divina espargirá paz ao seu redor, alcançando a todos aqueles que cruzam o seu caminho.


Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, Coletânea v. 8 e 9, Ed. Fep.

sábado, 27 de junho de 2009

Extra (Informações): TVCEI Via Satélite

“Uma excelente notícia e um grande marco para divulgação da Doutrina Espírita na América Latina.”




O acontecimento espírita do ano!!! Você já imaginou ter o maior conteúdo espírita da TV brasileira no conforto do seu lar?

O dia 17 de junho de 2009 acaba de entrar para a história do Espiritismo. Após três anos fazendo televisão espírita pela internet, a TVCEI inicia as suas transmissões via satélite para todo o Brasil e América do Sul pelo sistema digital.


Você pediu e agora a primeira WebTV Espírita do mundo é 100% Televisão. Informação, Cultura e Entretenimento ao seu alcance.
Conheça passo a passo como assistir a TVCEI em sua TV, clicando aqui, ou acesse www.tvcei.com/satelite


Fonte: Blog da TVCEI


Esse é um importante passo para que, dentre muito em breve (quem sabe?), tenhamos esse excelente conteúdo disponível também em nossa TV aberta.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Destaque: “Palavras do Frei Antonio de Lisboa e Pádua”


Sobre Paz e Bem


Peçamos humildemente a Jesus Cristo que nos conceda alegrar-nos só nele, viver modestamente, menosprezar as inquietações do mundo, manifestar-lhe todas as nossas necessidades, a fim de que, protegidos por sua paz, possamos um dia viver na pacífica Jerusalém do céu. Auxilie-nos aquele que é bendito e glorioso pelos séculos eternos. E toda alma pacífica diga: Amém! Aleluia! (3Ad 6d).

Busca a paz dentro de ti, em ti mesmo; se a encontrares, terás paz com Deus e com o próximo (5Pn 16a).

Os olhos misericordiosos do Senhor estão sobre os que procuram a paz (5Pn 16a).

Coisas necessárias a qualquer justo: a paz do coração, a separação dos bens terrenos, o silêncio da boca, o êxtase da contemplação, a lembrança da própria fragilidade (Pp 18c).

O azeite é o mais excelente de todos os líquidos; a paz de consciência excede o gozo dos bens temporais (Ft 15a).

Quem possuir a paz do coração merece de verdade ser chamado filho de Deus Pai, ao qual, juntamente com seu Unigênito, diz na hora da morte: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito, porque da paz do coração passa à paz da eternidade (23Pn 18a).

Quem em vida estabelecer com o Senhor a aliança da reconciliação, depois, no reino celeste, repousará na formosura da paz (9Pn 15c).

De Deus provém todo o bem que nós possuímos (6Pn 12b).

O bem é sempre simples (l0Pn 13a).

Jesus Cristo é o Bem, o bem substancial, de quem todas as coisas prendem bondade. Tudo o que há e se move, vive ou existe no céu, como nos anjos, na terra ou debaixo da terra, no ar, na água, dotado de inteligência e de razão, procede daquele Sumo Bem, causa de todas as coisas e fonte de bondade (Ft 9a).

A coroa de todo o bem é a humildade (1Qr2 4c).

Afasta-te do mal, mas isto ainda não basta: é preciso praticar o bem (5Pn 16a).

Note-se que há quatro espécies de orgulho: quando alguém possui um bem e julga ter ele vindo de si mesmo; ou, se dado por Deus, considera-o dado em razão dos seus méritos; ou jacta-se de possuir o que não possui; ou despreza os outros e procura pôr em evidência o que possui (11Pn 3a).


Do Livro "Ensinamentos e Admoestações de Santo Antônio de Pádua", Vozes, 1999
Fonte: Franciscanos

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Música Espírita: “A Voz do Cristo – Oficina de Arte”

A música “A Voz do Cristo” é uma *psicomusicografia da médium Bibiana Carla de Brito, interpretada pelo Grupo Goiano “Oficina de Arte”, iniciado em 1989 no "Grupo Espírita Seareiros do Bem", em Aparecida de Goiânia, formado pelos integrantes da "Mocidade Espírita Jovens Samaritanos". A mensagem nos traz um convite a vivência evangélica, e esse também é o clima desse vídeo que editei especialmente para a canção.





*Psicomusicografia são todas as mensagens musicais transmitidas pelos espíritos e recebidas por intermédio de um médium.

quarta-feira, 24 de junho de 2009



ORAÇÃO DO APRENDIZ


Senhor !


Em tudo quanto eu te peça,
conquanto agradeça a infinita bondade com que me atendes.

Não consideres o que eu te rogue, mas aquilo de que eu mais necessite.

E quando me concederes aquilo de que eu mais precise, ensina-me a usar a tua concessão, não só em meu proveito, mas em benefício dos outros, a fim de que eu seja feliz com a tua dádiva, sem prejudicar a ninguém.


André Luiz

(Do livro “Aulas da Vida”, de Francisco Cândido Xavier)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Destaque: “Os Ensinamentos de Frei Antonio de Lisboa e Pádua”



Esses são alguns dos ensinamentos que o Frei Antonio nos mostrou, durante a sua vida:


Fé: Essa é a força divina e suprema que pode nos conduzir e alcançar o que desejarmos, até mesmo a cura de enfermidades por mais graves que sejam.

Aceitação: Este é o dom maravilhoso ensinado por Deus e praticado por Antônio em toda a sua vida. É o simples ato de se dar e tudo aceitar “Só por Amor”!

Julgamento: Não podemos, nem devemos, proceder julgamentos de atos e pessoas. Que direito temos para isso? Todo julgamento cabe a Deus e “Santo Antonio”, a todo momento, propagou o ensinamento que Deus é único e, só ele, pode julgar os erros por nós praticados e “Santo Antonio” sempre, ao dirigir-se ao Senhor, pedia perdão pelos “seus inúmeros pecados” (!?)

Humildade: Sempre foi humilde. Em todos os momentos de sua vida, Santo Antonio praticou a sagrada virtude da humildade, com a certeza de que, juntamente com a caridade, é o caminho mais curto para o Reino de Deus.

Caridade: Este é o dom maior. A caridade foi praticada como opção de vida por “Santo Antonio” e, através dela, esteve sempre muito mais perto do Senhor.


Antonio Jorge Moreira Garrido,

Do cap.39 do livro “Santo Antonio, Uma Vida só de Amor”.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Poder do Pensamento



Imagens Mentais


O espírito é a fonte geradora de todas as expressões da vida, e toda espécie de vida se orienta ou se modifica pelo impulso mental.

Sempre que pensamos, estamos expressando uma vontade correspondente ao campo íntimo das idéias, e as idéias, representando a expressão de energia mental, se corporificam pelo pensamento em ondas e corpúsculos, que se organizam conforme o teor e a intensidade da vibração mental e o propósito do pensamento emitido.

Portanto, na expressão de qualquer pensamento, o comprimento da onda emitida varia com a intensidade da concentração nos objetivos desejados e a natureza das idéias emitidas. Com as idéias criamos em torno de nós um campo de vibrações mentais que identificam, pelo seu próprio conteúdo, as nossas mais íntimas condições psíquicas.

Nessa atmosfera ideatória que nos cerca, os corpúsculos da matéria mental que compõem nossos pensamentos modelam "imagens" correspondentes às idéias que mentalmente projetamos.

Psiquicamente, na medida em que expressamos mentalmente uma vontade, um desejo, uma idéia, uma opinião, um objetivo qualquer, passamos a ser carregadores ambulantes de vontades com formas, de desejos com moldes, de idéias vivas que as representam, de objetivos e opiniões que se exteriorizam com cenas que materializam em torno de nós os nossos pensamentos.

Nossa mente projeta fora de nós as formas, as figuras e os personagens de todos os nossos desejos, inclusive com todo o conteúdo dinâmico do cenário elaborado. Com essa constelação de adornos mentais atraímos ou repelimos as mentes que conosco assimilam ou desaprovam nosso modo de pensar.


Nubor Orlando Facure, do estudo (Fluxo do Pensamento- Leis do Campo Mental)

(Baseado na obra de André Luiz, "Mecanismos da Mediunidade", psicografada por F. C. Xavier e Valdo Vieira)

domingo, 21 de junho de 2009

Mensagem da Semana



Ouvir a Mensagem


A Educação



Um dia desses, lemos em um adesivo colado no vidro traseiro de um veículo a seguinte advertência: Minha educação depende da tua.

Ficamos a imaginar qual seria o conceito de educação para quem pensa dessa forma.

Ora, se nossa educação dependesse dos outros, certamente seria tão instável quanto a quantidade de pessoas com as quais nos relacionamos.

Ademais, se assim fosse, não formaríamos jamais o nosso caráter. Seríamos apenas o resultado do comportamento de terceiros. Refletiríamos como se fôssemos um espelho.

A educação, segundo o Codificador do Espiritismo Allan Kardec, é a arte de formar caracteres, e por conseguinte, é o conjunto de hábitos adquiridos.

Assim sendo, como fica a nossa educação se refletir tão somente o comportamento dos outros, como uma reação apenas?

O verdadeiro caráter é forjado na luta. Na luta por dominar as más tendências, por não revidar uma ofensa, por retribuir o mal com o bem.

Um amigo tinha o costume de dizer: Bateu, levou. Um dia perguntamos se ele admirava os mal-educados que tanto criticava.

Imediatamente ele se posicionou em contrário: É claro que eu não aprovo pessoas mal educadas.

Então questionamos outra vez: Se não as admira, por que você as imita?

Ele ficou um tanto confuso, pensou um pouco e respondeu: É, de fato deveríamos imitar somente o que achamos bonito.

Dessa forma, a nossa educação não deve jamais depender da educação dos outros, menos ainda da falta de educação dos outros.

Todos os ensinamentos do Cristo, a quem a maioria de nós diz seguir, nos recomendam apresentar a outra face.

Imaginemos se Jesus, o Mestre, tivesse nos ensinado: Se alguém te bater numa face, esmurra-lhe a outra. Ou então: Faz aos outros tudo aquilo que não desejas que te façam. Nós certamente não O aceitaríamos como Modelo e Guia.

Assim sendo, lutemos por nos educar segundo os preceitos do Mestre de Nazaré que, diante dos momentos mais dolorosos de Sua vida, manteve a calma e tolerou com grandeza todas as agressões sofridas.

Não nos espelhemos nos que não são modelos nem de si mesmos. Construamos o nosso caráter com os exemplos nobres.

Quando tivermos que prestar contas às Leis que regem a Vida, não encontraremos desculpas para a nossa falta de educação, nem poderemos jogar a culpa nos outros, já que Deus nunca deixou a Terra sem bons exemplos de educação e dignidade.

* * *

Não adotemos os costumes comuns que nada têm de normais.

O normal é cada um buscar a melhoria íntima com os recursos internos e externos que Deus oferece.

As rosas, mesmo com as raízes mergulhadas no estrume, se abrem para oferecer ao mundo o seu inconfundível perfume.

O sândalo, por ser uma árvore nobre, deixa suave fragrância impregnada no machado que lhe dilacera as fibras.

Assim, nós também podemos dar exemplos dignos de serem imitados.


Redação do Momento Espírita, com base nas perg. 685 e
685ª de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, Ed. Feb.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 2, ed. Fep.
Em 13.04.2009.

sábado, 20 de junho de 2009

“Frei Antonio e a Adoração a Maria”

Em sua iconografia, mais precisamente nas pinturas, Frei Antonio também é lembrado pelo seu imenso devotamento a Maria Santíssima e em sua homenagem , exaltamos a Ela com esse “poema-prece”, psicografado por Chico Xavier.



Ave Maria! Senhora


Do amor que ampara e redime,
Ai do mundo se não fora
A vossa missão sublime!

Cheia de graça e bondade,
É por vós que conhecemos
A eterna revelação
Da vida em seus dons supremos.

O Senhor sempre é convosco,
Mensageira da ternura,
Providência dos que choram
Nas sombras da desventura.

Bendita sois vós, Rainha!
Estrela da Humanidade,
Rosa mística da fé,
Lírio puro da humildade!

Entre as mulheres sois vós
A Mãe das mães desvalidas,
Nossa porta de esperança,
E Anjo de nossas vidas!

Bendito o fruto imortal
Da vossa missão de luz,
Desde a paz da Manjedoura,
Às dores, além da Cruz.

Assim seja para sempre,
Oh! Divina Soberana,
Refúgio dos que padecem
Nas dores da luta humana.

Ave Maria! Senhora
Do amor que ampara e redime,
Ai do mundo se não fora,
A vossa missão sublime!


Autor: Chico Xavier ( Médium )
Alinhar ao centroAmaral Ornelas ( Espírito )


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Extra Solidariedade

“Doar de Si, um Gesto de Caridade”


“Em cada gesto de amor a vida se renova”. (Carlos Pereira)


Essa é uma indicação para as pessoas que estão buscando e se dispõem a auxiliar a aqueles irmãos que estão necessitando de doações de sangue, medulas ósseas e órgãos em geral. Trata-se do Doar de Si, um site criado por um pequeno grupo de mães e parentes próximos daqueles que já passaram por essas dificuldades, necessitando desse gesto amoroso e nobre da doação para continuarem em sua jornada evolutiva.

Ele funciona como uma “central de doações”, onde se pode encontrar informações de como e onde doar, além de obter esclarecimentos detalhados dos procedimentos de rotina para cada tipo de doação.

Veja aqui uma relação dos serviços oferecidos:

Assista ao vídeo "Pessoas Cântaros", de autoria do site, com uma mensagem em homenagem aos que fazem a diferença:


quinta-feira, 18 de junho de 2009

Gotas de Luz: “A Materialização e a Bicorporeidade na Vida de Frei Antonio”

“Na existência dos grandes heróis da fé, que a Igreja denomina genericamente santos, encontram-se, sobejamente, os mais notáveis e maravilhosos testemunhos espirituais da ação inteligente do Mundo Invisível junto aos seres terrenos. E os santos, à semelhança dos verdadeiros médiuns espíritas, sempre serviram de intermediários entre as forças auxiliadoras da esfera ultraterrestre e as necessidades humanas. Os santos cristãos, quando conscientes de sua missão espiritual, sempre agiram como mediadores entre o Grande Além e a Terra, quais os devotados e sinceros missionários da mediunidade na grande seara do espiritismo evangélico.” – Clóvis Tavares


O Autor Clóvis Tavares, em sua obra póstuma “A Mediunidade dos Santos”, faz um estudo sobre os fenômenos psíquicos na Igreja Católica, e dentre os santos que revelam inúmeros casos de manifestações mediúnicas, cujas biografias foram autorizadas pela própria igreja, está o Frei Antonio de Lisboa e Pádua ( Santo Antonio).

Sobre a mediunidade de Santo Antonio, ele relata:

“Sto. Antônio de Pádua (de Lisboa) (1195-1232) - Teve forças para livrar-se do constante assédio de espíritos inferiores. Foi clarividente, possuía o dom da profecia, mediunidade de bilocação (ou bicorporidade) e cura. Curou uma menina de 4 anos, aleijada e atacada de epilepsia.”

Nesse artigo, em Gotas de Luz, apresentaremos um estudo sobre a materialização e a bicorporiedade, duas faculdades mediúnicas correlatas, características na vida do Frei Antonio.

Materialização

O fenômeno da materialização se fundamenta nas propriedades do perispírito: O perispírito, por sua própria natureza, é invisível no estado normal. Isso é comum a uma infinidade de fluidos que sabemos existir e que jamais vimos. Mas ele pode também, à semelhança de certos fluidos, passar por modificações que o tornem visível, seja por uma espécie de condensação ou por uma mudança em suas disposições moleculares, é então que nos parece de maneira vaporosa. A condensação pode chegar a ponto de dar ao perispírito as propriedades de um corpo sólido e tangível, mas que pode instantaneamente voltar a seu estado etéreo e invisível (é necessário não tomar ao pé da letra a palavra condensação, pois só a empregamos por falta de outra e como simples recurso de comparação). Esses diversos estados do perispírito, entretanto, resultam da vontade do espírito e não de causas físicas e exteriores como acontece com os gases. O espírito nos aparece quando dá a seu perispírito a condição necessária para se tornar visível (O Livro dos Médiuns).
Observa-se que apenas a vontade do espírito não concretiza o fenômeno. Há uma série de fatores e circunstâncias para a sua realização.
O fluido perispiritual do espírito deve afinizar-se com o fluido perispiritual do médium para que se efetue a combinação de ambos.
O médium deve possuir uma emissão abundante de fluidos (ectoplasma) “para que opere a transformação do perispírito”.
Ectoplasma pode ser definido como uma substância fluídica, uma espécie de plasma, flexível, viscoso, incolor e inodoro, sensível ao pensamento, que escapa do organismo de certos indivíduos através dos poros e dos orifícios naturais do corpo. Trata-se de um transe biológico quando há não apenas dissociação psíquica, mas também biológica. Segundo André Luiz, no Livro “Nos Domínios da Mediunidade”, “O Ectoplasma está situado entre a matéria densa e a matéria perispirítica, assim como um produto de emanações da alma pelo filtro do corpo, e é o recurso peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da natureza”.
Vencidas essas dificuldades é preciso ainda que o espírito tenha autorização para tornar-se visível a esta ou àquela pessoa, o que nem sempre é possível.

Na biografia de Santo Antonio, encontramos registrado oficialmente o caso da materialização do Menino Jesus, que já foi destaque em uma das nossas postagens do mês.

Texto de Carlos Pereira, com excertos do estudo Bicorporiedade, de Jânio Alves Cordeiro, julho de 2002.


Bicorporiedade


Segundo Allan Kardec, trata-se de um estado de liberdade do Espírito de certas pessoas vivas de quem o perispírito pode num momento de emancipação da alma, tomar, em um outro lugar, a aparência de um corpo tangível de maneira a fazer crer que estar ali sua presença real e simultânea em dois lugares.
O afastamento do Espírito do seu corpo físico, pode ser por transe mediúnico e pelo sono. Pode, também, acontecer que o corpo não se ache adormecido mas, não se encontrará num estado perfeitamente normal, será sempre um estado mais ou menos extático; e o seu aparecimento materializado, ao mesmo tempo em dois lugares diversos, de forma bem visível e tangível. É um fenômeno idêntico ao da materialização realizada nas sessões espíritas, diferindo apenas por se tratar de pessoa encarnada que, posteriormente, retorna ao corpo físico.
Trata-se de um fenômeno ímpar: a consciência age fora do espaço físico, como se fosse uma desencarnação parcial e provisória da alma. Esta, emancipando-se, passa a gozar de todas as faculdades próprias do ser desencarnado. Este fenômeno, foi que deu azo às histórias de homens duplos, isto é, de indivíduos cuja presença simultânea em dois lugares diferentes.
Por muito extraordinário que seja, tal fenômeno como todos os outros, se compreende na ordem dos fenômenos naturais, pois que decorre das propriedades do perispírito e de uma lei natural.
Na Codificação Kardeciana encontra-se o ensinamento de que o Espírito jamais está completamente separado do corpo vivo em que habita; qualquer que seja à distância a que se transporte “a ele se conserva ligado por um laço fluídico que serve para chamá-lo, quando se torne preciso. Esse laço só a morte o rompe”. (O Livro dos Médiuns, pág. 361, FEB).
O Espírito André Luiz faz referência também ao cordão de prata, na Obra “Mecanismos da Mediunidade”, dizendo que o sensitivo desdobrado está ligado ao seu corpo físico “por fio tenuíssimo, superficialmente comparado, de certo modo, à onda do radar, que pode vencer imensuráveis distâncias, voltando, inalterável, ao centro emissor...”.
Depreende-se do exposto, que no estado de separação não podem os dois corpos gozar, simultaneamente, do mesmo grau de vida ativa e inteligente; e que o corpo real não poderia morrer, enquanto o corpo aparente se conservasse visível, porquanto a aproximação da morte sempre atrai o espírito para o corpo, ainda que apenas por um instante. Daí resulta igualmente que o corpo aparente não poderia ser morto, porque não é orgânico, não é formado de carne e osso. Desapareceria, no momento em que o quisessem matar.
Bicorporeidade é a prova mais positiva da existência do perispírito, na união do corpo com a alma. Este fenômeno é evidente devido ao desdobramento momentâneo dos elementos constitutivos do homem: o corpo e a alma.
Na bicorporeidade não há necessidade de médium, porque o corpo fluídico, que reveste o espírito, se supre do fluido vital do próprio organismo, ou antes, na bicorporeidade o médium é o próprio indivíduo que se desdobra.


A Bicorporiedade de Frei Antonio de Pádua



Estando Antônio em Pádua, teve uma visão. (...) Na sua cidade natal, Lisboa, viviam ainda os seus parentes: o pai, a mãe, os irmãos e as irmãs, que se encontravam implicados num caso de homicídio cometido por outros. Havia naquela cidade dois indivíduos que se odiavam mortalmente. Um deles, encontrando-se certa noite com o filho do rival, decidiu vingar-se nele e, favorecido pela escuridão, surpreendeu-o, arrastou-o à sua própria casa e ali trucidou-o barbaramente. Depois sepultou o corpo no jardim da casa dos parentes de Antônio. (...) Sabendo que o jovem fora, naquela noite, visto nas propriedades do palácio de Martinho, deram busca pelos arredores e pela propriedade toda. Guiando-se pela terra removida de fresco, chegaram ao cadáver cheio de ferimentos. Bastou esse indício para que as suspeitas do homicídio caíssem sobre Martinho, que foi preso com toda a família, segundo o costume da época. Aproxima-se o dia da sentença, que teria sido uma sentença de condenação, se Antônio não tivesse vindo em auxílio dos seus. Certa noite, ele pediu licença ao superior para sair do convento, e se pôs a caminho de Lisboa. Lá chegou prodigiosamente na manhã seguinte quando não seriam suficientes três meses para percorrer a distância entre Pádua e Lisboa. Chegando à sua terra natal, apresentou-se ao tribunal para pedir a liberdade de sua família. Como era natural, não foi atendido, visto serem por demais graves os indícios acumulados contra ela. Antônio pediu, então, que lhe trouxessem o cadáver da vítima. Ao vê-lo, ordenou-lhe, em nome de Cristo, que voltasse momentaneamente à vida para indicar o seu assassino. O corpo animou-se, confessou abertamente que nenhum membro da família de Antônio era culpado da sua morte e depois caiu novamente no seu sono de morte. A novidade do milagre e a solene declaração de tal testemunha foram suficientes para libertar a família de Antônio, com a qual ele passou aquele dia. Despediu-se ao cair da noite e, no dia seguinte encontrava-se novamente no seu convento em Pádua.


Por Jânio Alves Cordeiro, Julho 2002


quarta-feira, 17 de junho de 2009

Especial: O Filme “San Antonio de Pádua”


San Antonio de Pádua é um filme que tem como foco central o processo de beatificação do Frei Antonio, poucos meses após a sua morte, quando o Papa Gregório IX nomeia uma comissão encarregada de examinar e pesquisar a sua vida milagrosa. Reunidos alguns bispos beneditinos, sua mãe, D. Maria Teresa Taviera e alguns frades amigos, a sua vida e alguns de seus “milagres” vão sendo contados por cada um e mostrados em flash-backs.
Uma produção italiana dirigida por Giorgio Salce, falada em espanhol, infelizmente sem legendas em português, mas que vale a pena ser conferida.


Parte 1/6



Parte 2/6



Parte 3/6



Parte 4/6



Parte 5/6



Parte 6/6

terça-feira, 16 de junho de 2009

Destaque: “Frei Antonio e a materialização do Menino Jesus”



Na Iconografia católica, o Frei Antonio de Lisboa e Pádua, encontra-se representado a partir do século XVI, na maior parte de suas imagens, com o Menino Jesus em seus braços, sentado sobre o livro das sagradas escrituras. Ainda hoje em dia, algumas pessoas desconhecem o porquê e questionam a razão dele está ao lado de Jesus Menino, uma vez que, eles viveram em épocas distintas.

Isso se explica devido a mais um dos fatos mediúnicos acontecidos durante a sua vida, quando decorria a Quaresma do ano de 1230, e a cidade de Pádua (Itália) encontrava-se já bastante influenciada pelos inigualáveis sermões evangélicos de nosso Frei Antonio, e ele, já bastante exausto, doente e debilitado, como humano sentia o peso dos seus trabalhos, sem descanso, durante vários anos seguidos, principalmente em sua última função exercendo o cargo de Superior de toda região de Emília, sem deixar de lado a sua missão junto a Deus.

“Assim, ele resolveu solicitar licença ao Superior Maior que se encontrava transitando pela cidade de Assis que, reconhecendo seus méritos e a necessidade do seu corpo, a concedeu, imediatamente”.

Dirigiu-se, então, para Camposanpiero, nas proximidades de Pádua, onde existia um pequeno eremitério e ali chegou, ao que se sabe, no início do mês de junho do ano de 1231. Antes, porém, no caminho, a convite do seu grande amigo, Conde Tiso, hospedou-se em sua casa, onde aconteceu um dos mais marcantes fatos de sua vida.

Estava ele orando, em seu quarto, com a Bíblia nas mãos, como sempre fazia, quando uma forte Luz invadiu o ambiente e, com a Luz, descia o Menino Jesus, (materializado), que veio sentar, justamente, sobre a Bíblia que o Santo lia, passando a sorrir para Santo Antonio, que feliz e contemplativo o recebeu em seus braços.

O nobre Conde Tiso ao ver a forte luz pelas frestas da porta presenciou o ocorrido testemunhando, após a morte do Frei Antonio, para todos, a presença do Menino Jesus em sua casa. Frei Antonio pediu ao amigo que nada revelasse, enquanto vivo ele fosse; e o Conde Tiso cumpriu.

Este foi o coroamento, com muito merecimento, da sua missão, antes dos seus derradeiros momentos entre nós.


Autor: Carlos Pereira, com base no livro: “Santo Antonio, uma Vida só de Amor”, Antonio Jorge Moreira Garrido.
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