terça-feira, 16 de junho de 2009

Destaque: “Frei Antonio e a materialização do Menino Jesus”



Na Iconografia católica, o Frei Antonio de Lisboa e Pádua, encontra-se representado a partir do século XVI, na maior parte de suas imagens, com o Menino Jesus em seus braços, sentado sobre o livro das sagradas escrituras. Ainda hoje em dia, algumas pessoas desconhecem o porquê e questionam a razão dele está ao lado de Jesus Menino, uma vez que, eles viveram em épocas distintas.

Isso se explica devido a mais um dos fatos mediúnicos acontecidos durante a sua vida, quando decorria a Quaresma do ano de 1230, e a cidade de Pádua (Itália) encontrava-se já bastante influenciada pelos inigualáveis sermões evangélicos de nosso Frei Antonio, e ele, já bastante exausto, doente e debilitado, como humano sentia o peso dos seus trabalhos, sem descanso, durante vários anos seguidos, principalmente em sua última função exercendo o cargo de Superior de toda região de Emília, sem deixar de lado a sua missão junto a Deus.

“Assim, ele resolveu solicitar licença ao Superior Maior que se encontrava transitando pela cidade de Assis que, reconhecendo seus méritos e a necessidade do seu corpo, a concedeu, imediatamente”.

Dirigiu-se, então, para Camposanpiero, nas proximidades de Pádua, onde existia um pequeno eremitério e ali chegou, ao que se sabe, no início do mês de junho do ano de 1231. Antes, porém, no caminho, a convite do seu grande amigo, Conde Tiso, hospedou-se em sua casa, onde aconteceu um dos mais marcantes fatos de sua vida.

Estava ele orando, em seu quarto, com a Bíblia nas mãos, como sempre fazia, quando uma forte Luz invadiu o ambiente e, com a Luz, descia o Menino Jesus, (materializado), que veio sentar, justamente, sobre a Bíblia que o Santo lia, passando a sorrir para Santo Antonio, que feliz e contemplativo o recebeu em seus braços.

O nobre Conde Tiso ao ver a forte luz pelas frestas da porta presenciou o ocorrido testemunhando, após a morte do Frei Antonio, para todos, a presença do Menino Jesus em sua casa. Frei Antonio pediu ao amigo que nada revelasse, enquanto vivo ele fosse; e o Conde Tiso cumpriu.

Este foi o coroamento, com muito merecimento, da sua missão, antes dos seus derradeiros momentos entre nós.


Autor: Carlos Pereira, com base no livro: “Santo Antonio, uma Vida só de Amor”, Antonio Jorge Moreira Garrido.

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