quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Ternura


Nossa alma tem Escaninhos onde são guardados tesouros que podem ficar ocultos.

Vivemos descuidados dos momentos felizes pelos quais passamos. Levamos a infância, a juventude e início da maturidade a receber benefícios de amizades e amores diversos. Pais, avós, irmãos, amigos nos dedicam suas atenções que para nós são coisas naturais.

Chega a um determinado ponto, aquele em que encontramos a pessoa que, nos parece, chegou para nos completar. Sonhos, pensamentos, cálculos para o futuro e tudo passa a viver em torno daquela criatura. Pode não ser bonita, mas tem um “que” a nos prender. Começam os entendimentos e surge o amor. Forte, apaixonado e a causar insônia e ciúmes. É a fase em que, por vezes, nos sentimos indignos de tão especial criatura. Mas aos poucos a gente vai criando coragem que resulta em casamento.

Há pessoas, porém, que não mantêm aquela vibração inicial. Modifica os hábitos, esquece comezinhos cuidados no trato para a companheira ou companheiro. A relação vai-se tornando insossa. Aqueles sonhos que resultavam em agrados ao cônjuge desaparecem aos poucos. E por que isso? É falta de cultivo da ternura. Esta deve estar presente a toda hora. Ternura é uma “emanação” da alma como o perfume da flor. É indescritível, mas agrada. Casamentos duradouros e felizes mantêm-se pela ternura. Diz-se que é pelo amor, mas este às vezes é violento ou possessivo e também pode ser grosseiro e despido de ternura. Portanto, o que mantém a ligação é a delicadeza da ternura.

Às vezes um dos cônjuges não demonstra ternura e nem sensibilidade aos cuidados recebidos, mas quem dá recebe intimamente, não se sabe como, um retorno agradável. Quando visitamos um ser querido doente e em coma, ele nada demonstrará, é lógico, mas ao vibrarmos ternura numa prece, ao tocá-lo suavemente, aquela emanação prazerosa volta como um agradecimento que nos comove.

Nossa alma tem escaninhos onde são guardados tesouros que podem ficar ocultos. A pessoa pode parecer cética, mas no íntimo possuir tesouros e entre eles a ternura. Mesmo estas, conseguem manter uma relação amorosa a vida toda, pois a ternura tem como resultado a compreensão e a tolerância. Têm alegria de viver e de conviver com os demais. Discutem opiniões com naturalidade. Mantêm a vida em paz. Isso é que, provavelmente, Deus espera de nós: que vivamos de modo tal que o mal não povoe nossos pensamentos. E a mansuetude deve ser o tempero de nossas relações.

Hoje, que pena! O sentimento de “executivo” domina os casais. Alegrias, baladas, festas e sexo procuram esconder o vazio d’alma. Não há mãos a medir quanto à procura do “onde irei hoje?”. Causa piedade ver a mocidade ansiosa por encontrar a paz interior. E nunca houve tantos lugares para meditar. Igrejas para todos os gostos. Mas, se não for vivida a brandura dos sonhos e a suavidade da ternura, a vida fica sem graça. Misticismo? Que seja! Mas é o que traz felicidade.


Artigo de Julio Capilé (membro-fundador da Comunhão Espírita de Brasília)

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Carência Afetiva


Ninguém vive dignamente sem se sentir amado. A carência afetiva está na raiz da maioria de nossas doenças e problemas de relacionamento em geral.

Temos uma necessidade imperiosa de sermos aceitos e amados, porém, nem sempre as pessoas estão prontas para isso, pois elas também precisam ser aceitas e amadas. No fundo, cada um está esperando receber amor e, enquanto não recebe, também não se sente estimulado a amar.

O que não percebemos, contudo, é que já somos amados por Jesus. Aqui reside a solução para nossos grandes problemas: sentirmos que somos amados pelo ser mais evoluído que Deus mandou ao Planeta.

Ninguém mais reclame de carência afetiva, pois é amado por Jesus!

Ninguém mais alegue solidão, porque tem a companhia de Jesus!

Ninguém mais se diga perdido, pois encontrou a direção de Jesus.

José Carlos De Lucca, do Livro Sempre Melhor, cap. 48.

domingo, 5 de novembro de 2017

A Alegria


Quando o homem faz iluminação interior, otimiza a vida, cadencia seus passos, avalia cada segundo de sua existência, é feliz, muito feliz na felicidade que produz ao próximo.

Sabe traduzir o seu pensamento feliz em gestos de engrandecimento à pessoa humana, faz identidade, solidariedade, dignificando a todos, com prazer.

Suaviza as suas palavras, abranda seu coração, alimenta, constrói o mundo pelo amor; está sempre caminhando na integração com todos.

A cada segundo, coloca sua energia, sua consciência, na construção do bem, pois sabe que todas as grandes transformações operadas pelo conhecimento humano se devem ao equilíbrio mental, espiritual e moral do homem.

Trabalha com afinco, está livre da angústia, da miséria, da vacilação, uma vez que repousa o seu pensamento no sentido da construção humana, da liberdade, do bem, da justiça e da harmonia.

É sensível ao diálogo, procura sempre o entendimento, tem boa vontade, é fraterno com todos.

No exercício do cotidiano está sempre pronto a descobrir e viver o lado bom da vida, elevando o espírito humano acima das provações, da dor, do sofrimento e das angústias; sua vida é um cântico de agradecimento a Deus.

A sua potencialidade aumenta pela força, pela disciplina, fazendo autoestima, esperança, autoconfiança, exercitando o autoconhecimento.

O homem espiritualizado não é triste, deprimido, entediado, tem confiança em si mesmo, fé no Criador, respeitando o próximo e procurando compreender a diversidade humana.

A força da alegria transforma a vida humana, direcionando-o para paragens que são estímulos ao trabalho e à dedicação ao bem.

A alegria no coração humano foi, é e será sempre poderosa alavanca evolutiva para o moral, o espiritual e o caráter do homem.

A certeza que o homem espiritualizado tem da vida eterna, o liberta de tudo o que possa magoá-lo, feri-lo, desagradá-lo no trânsito evolutivo da Terra.

Quem faz, vive o processo construtivo da alegria, tem consciência crítica de que o futuro só lhe reserva luz, esperança, dignidade, paz.

O homem espiritualizado, educado, portanto com uma boa formação cultural e moral, tem o dever de fazer autodisciplina, autoconhecimento, aprendizado permanente, expressando em todas as situações da existência, o prazer, a alegria de viver, a fé no Criador, a certeza de que todas as experiências são forças evolutivas do espírito.

Esperança, alegria, jubilo.

O abraço afetuoso,
LEOCÁDIO JOSÉ CORREIA

Mensagem extraída do livro, “HORIZONTES DA ALMA”, psicografada pelo médium Maury Rodrigues da Cruz.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Afetividade


Defluente da lei natural da Vida, a afetividade é sentimento inato ao ser humano em todos os estágios do seu processo evolutivo.

Esse conjunto de fenômenos psicológicos expressa-se de maneira variada como alegria ou dor, bem-estar ou aflição, expectativa ou paz, ternura ou compaixão, gratidão ou sofrimento...

Embora no bruto se manifeste com a predominância da posse do instinto, aprimora-se à medida que a criatura alcança os patamares mais elevados da razão, do discernimento e do amor.

Mesmo entre os animais denominados inferiores, vige a afetividade em formas primárias que se ampliarão através do tempo, traduzindo-se em apego, fidelidade, entendimento, como automatismos que se fixaram por meio da educação e da disciplina.

Não obstante os limites impostos pelos equipamentos cerebrais, em alguns é tão aguçada a percepção, que o instinto revela pródromos de inteligência, que são também expressões de afeto.

No ser hominal, em face dos valores da mente, o sentimento desata a emoção, e a afetividade exterioriza-se com mais facilidade.

Imprescindível à existência feliz, por intermédio do tropismo do amor, desenvolve-se e enternece-se, respondendo pelas glórias da sociedade, pelo progresso das massas, pelo crescimento da consciência e pela amplitude do conhecimento.

Na raiz de todo o empreendimento libertador ou de todo empenho solidário, encontra-se a afetividade ao ideal, à pessoa, à Humanidade, estimulando, e, quando os desafios fazem-se mais graves, ei-la amparando o sentimento nobre que não pode fenecer e a coragem que não deve enfraquecer-se.

No começo, é perturbadora, por falta de discernimento do indivíduo a respeito do seu significado especial. No entanto, quando se vai fixando nos refolhos da alma, torna-se abençoado refrigério para os momentos difíceis e estímulo para a continuação da luta.

Sem ela a vida perderia o seu significado, tão eloquente se apresenta na formação da personalidade e da estrutura psicológica do homem e da mulher.

A afetividade proporciona forças que se transformam em alavancas para o progresso, alterando as faces desafiadoras da existência e tornando a jornada menos áspera, porque se faz dulcificada e esperançosa.

Ninguém consegue fugir-lhe à presença, porque, ínsita no Espírito, emerge do interior ampliando-lhe na área externa e necessitando de campo para propagar-se.

A afetividade é o laço de união que liga os indivíduos por meio do sentimento elevado e os impulsiona na direção do Divino Amor.

Joana de Ângelis – Psicografia de Divaldo Pereira Franco

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Especial do Mês

Uma seleção de textos e mensagens que exaltam a boa sentimentalidade. Páginas de valiosos ensinamentos registrados em obras de médiuns, sábios e expoentes pensadores da humanidade.
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