sábado, 15 de junho de 2013

Brian Weiss – Terapia de Vidas Passadas

Entrevista do Dr. Brian Weiss sobre a terapia de vidas passadas e a progressão de vidas futuras evidenciando em sua explanação pontos em comum entre a sua filosofia e técnica, e os fundamentos da doutrina espírita.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Extra: Cultura de Paz

Quem ainda não se inscreveu para o Prêmio Gandhi... Atenção para os prazos!



O período de inscrições para o Prêmio Gandhi de Comunicação prossegue até 1º de agosto de 2013. Mas o período de veiculação dos trabalhos que podem ser inscritos, iniciado em julho de 2012, termina em 1º de julho próximo. Assim, profissionais e estudantes de jornalismo e publicidade & propaganda que ainda não produziram trabalhos contam com o próximo mês para a elaboração e divulgação dos mesmos.

O Prêmio Gandhi de Comunicação é uma iniciativa da Agência da Boa Notícia integrada à missão de estimular a Cultura de Paz pela Comunicação. Com o Prêmio, a ABN busca fortalecer a relação com os profissionais e estudantes de Comunicação Social, destacar os trabalhos que mais contribuem para o desenvolvimento da harmonia e paz social e despertar a atenção da sociedade para a importância do tema. Em sua sexta edição, o concurso está com duas grandes novidades: A inclusão da categoria Jornalismo para Internet e o aumento do valor total da premiação. Serão distribuídos R$ 48 mil entre os vencedores de 10 categorias (seis destinadas a profissionais e quatro a estudantes).

Poderão inscrever-se jornalistas, publicitários e estudantes de graduação em Comunicação Social, com atuação no Estado do Ceará ou em outros Estados, desde que os trabalhos inscritos sejam sobre ações e fatos do Ceará.

No tema Cultura de Paz se inserem todas as ações indutoras do desenvolvimento humano como instrumento da harmonia social, nas mais diversas dimensões como educação, saúde, meio ambiente, esporte, economia, cultura, espiritualidade, segurança pública ou tecnologia, dentre outras.

Categorias

Conforme o regulamento , o concurso conta com as seguintes categorias e premiações:

Profissional - Jornalismo Impresso; Telejornalismo; Radiojornalismo; Fotojornalismo; Publicidade e Propaganda (peça ou campanha publicitária); Jornalismo para Internet. Premiação: R$ 6 mil.

Estudante - com premiação de R$ 3.000,00 para o vencedor de cada uma das categorias: Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade & Propaganda), já defendido e aprovado por banca da IES, relativo aos períodos letivos de 2012.2 a 2013.1; Reportagem de mídia impressa produzida por aluno de Jornalismo e divulgada em jornais ou revistas-laboratório, de circulação no âmbito das IESs; Reportagem de mídia eletrônica (rádio, TV ou internet) produzida por aluno de jornalismo e divulgada em veículos-laboratório, exibida no âmbito das Instituições de Ensino Superior (IESs); e Peça ou campanha produzida por aluno de Publicidade & Propaganda, divulgada no âmbito das IESs. Premiação: R$ 3 mil.

A inscrição poderá ser presencial na sede da ABN, no endereço abaixo, ou via Correios. Os trabalhos de participantes de outras cidades do Ceará ou outros Estados deverão ser enviados com data de postagem até o último dia de inscrição. É importante que na data da postagem, o candidato envie de cópia em PDF do Aviso de Recebimento (AR), emitido pelos Correios, bem como da ficha de inscrição para o e-mail boanoticia@boanoticia.org.br.

A sede da Agência da Boa Notícia está situada na Avenida Desembargador Moreira 2120, sala 1307 – Aldeota – CEP 60170-002 – Fortaleza – Ceará. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, de 8h às 12h e de 14h às 18h.

Acesse aqui o Regulamento e Ficha de Inscrição.


Mais informações: Agência da Boa Notícia – (fone: 85 3224 5509)
Acesse também clicando no banner do Prêmio Gandhi afixado em nosso blog.

Fonte da Notícia: Agencia da Boa Notícia.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Pensamentos Nobres

Frases de mensagens mediúnicas extraídas do livro “A Divina Sabedoria dos Mestres”, de Brian Weiss.




“A luz de Deus não discrimina e a nossa luz também não deveria discriminar. Não existe um só caminho, uma única maneira, uma igreja ou ideologia. Existe apenas uma luz.”

“Passamos por tantos outros estágios, quando estamos aqui. Deixamos um corpo de bebê, passamos para o de criança, daí para o de adulto, até envelhecermos. Por que não poderíamos dar mais um passo, abandonando o corpo adulto, para atingir o plano espiritual? É o que fazemos. Nunca paramos de crescer, estamos sempre crescendo. Quando alcançamos o plano espiritual, continuamos nos desenvolvendo.”

“Tudo é amor... Tudo é amor. Com o amor, vem a compreensão. Com a compreensão, vem a paciência. E então o tempo para. E tudo é agora.”

“Coexistência e harmonia... Tudo deve estar equilibrado. A natureza é equilibrada. Os animais selvagens vivem em harmonia. Os seres humanos não aprenderam a fazer isso. Continuam a se destruir. Não existe harmonia... É tão diferente da natureza. A natureza é equilibrada. A natureza é energia e vida... e restauração. E os humanos apenas destroem. Destroem a natureza. Destroem outros seres humanos. Acabarão por se destruir.”

“Devemos dividir o nosso conhecimento com os outros... temos todos mais capacidades do que as usamos.”

“O amor é a derradeira resposta. O amor não é uma abstração, mas uma energia verdadeira, um espectro de energias, que você pode criar e manter dentro de seu ser. Apenas ame e você está apenas começando a tocar Deus no seu íntimo. Sinta-se amando. Manifeste o seu amor. O amor dissolve o medo. Você não pode ter medo, enquanto estiver sentindo o amor. Já que tudo é energia e que o amor abrange todas as energias, tudo é amor.”

“Nossa missão é aprender, é fazer-nos à semelhança de Deus por meio do conhecimento. Sabemos tão pouco... Pelo conhecimento, nos aproximamos de Deus, e então podemos repousar. Depois retornaremos para ensinar os outros e ajudá-los.”

terça-feira, 11 de junho de 2013

Comentários sobre o Brasil

Esse é o texto introdutório da edição brasileira do livro “A Cura através da Terapia de Vidas Passadas”, em que o autor, Dr. Brian Weiss, expõe as suas percepções e impressões sobre quando esteve pela primeira vez em visita à nossa terra.


Em agosto de 1996 vim ao Brasil pela primeira vez (nesta vida). Como tantos outros visitantes, fiquei inicialmente impressionado com as dimensões e beleza do país.

Do alto das elegantes montanhas do Rio de janeiro, contemplei paisagens espetaculares. Assisti a um incomparável pôr do sol nas colinas mágicas de Belo Horizonte.

Vi o charme e sofisticação de São Paulo, passando ao anoitecer por suas ruas de estilo nova-iorquino.

Só aos poucos fui percebendo que a beleza geográfica do Brasil reflete a beleza espiritual de seu povo. Em minhas viagens ao redor do nosso planeta, conheci muitas pessoas desenvolvidas espiritualmente. Mas nunca encontrei tantas em um só lugar. As manifestações de apoio e amor que recebi no Brasil ultrapassam todas as medidas e é algo de que nunca esquecerei.

Muitas pessoas no Brasil têm a mente aberta. As mentes fechadas são incapazes de aprender qualquer coisa nova. Tive contato com vários terapeutas interessados nas técnicas da terapia de regressão a vidas passadas e com muitos pacientes em potencial que queriam experimentar esta forma de terapia para tratar de sintomas e medos indesejados.

A Cura Através da Terapia de Vidas Passadas se destina a essas pessoas, assim como àqueles que procuram aprender mais sobre a influência das vidas passadas na vida presente.

Este livro contém histórias de muitos casos e apresenta uma nova abordagem para a cura, ao demonstrar como os acontecimentos das vidas passadas podem afetar o corpo e a mente na vida atual.

A terapia de regressão não se limita a buscar lembranças de vidas passadas. Ao entrar em profundo estado hipnótico e de relaxamento, muitas pessoas descrevem experiências místicas e espirituais. Essas vivencias tem muito poder e chegam a transformar suas vidas. A visão do paciente sobre a vida e a morte muda essencialmente. Os valores se convertem. Muitas dessas histórias estão narradas neste livro.

A Cura Através da Terapia de Vidas Passadas é, sob vários aspectos, uma versão mais aprofundada e consolidada de Muitas Vidas, Muitos Mestres e Só o Amor é Real. Deve ser lido mais lentamente, para se ter tempo de absorver e elaborar o conteúdo.

Uma das lembranças mais duradouras desta vinda ao Brasil é o rosto de uma menina. Ela tem por volta de doze anos. Posso ainda ver seus olhos brilhantes e ouvir seu riso rouco quando passou por mim correndo, com dezenas de outras meninas, em direção às oficinas de trabalho.

Fui levado a um lugar muito especial por meu editor, Geraldo Jordão Pereira, um homem maravilhoso. Ele fundou e mantém um projeto para meninas carentes num bairro periférico do Rio de Janeiro. As meninas frequentam o Centro, composto de pequenos prédios, onde aprendem vários ofícios, como corte, costura, datilografia, cabeleireiro e manicure. Elas se sentem unidas; crescem em sua autoestima e no domínio de seus instrumentos de trabalho que fará delas profissionais competentes.

Transbordavam de alegria e felicidade ao me demonstrarem suas habilidades e conhecimentos.

Fiquei impressionado com a energia daquele lugar e daquelas meninas. E Geraldo, que me levou até lá, encarna para mim o espírito do Brasil. Eis aí um homem inteligente e sofisticado que dá tanto de si e com tanta paixão ao país e ao seu povo.

É esta a razão de estarmos aqui na Terra. Para aprender a estender a mão aos outros seres humanos com amor e compaixão, sem nos preocuparmos com o retorno pessoal.

Nos rostos radiantes e adoráveis daquelas meninas, descobri que Geraldo e o Brasil estão conseguindo fazer isto.



Brian L. Weiss, Miami, Flórida, setembro de 1996.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A Auto-observação como Chave para uma Recordação de Vidas Passadas


A sua vida presente e as suas mais diversas circunstâncias contêm frequentemente chaves para vidas passadas. Sendo assim, quando se encontrar descontraído e tiver algum tempo livre, tente fazer um pouco de autoanálise. A partir de uma perspectiva independente, em que não faz qualquer juízo ou crítica, observe e pense nos seus talentos e capacidades. De onde é que eles vieram? Herdou-os dos seus pais ou poderá dar-se o caso de que se encontrem ligados a uma vida passada?

Um exemplo clássico de um talento potencialmente herdado de uma vida passada é a capacidade de Mozart escrever sinfonias quando ainda tinha cinco anos. Seria fácil considerar a hipótese de Mozart ter sido músico em vidas anteriores, ter melhorado os seus talentos e transportá-los para a vida em questão.

Uma facilidade para uma determinada língua ou uma afinidade com uma determinada cultura também poderão constituir uma chave para uma origem de vidas passadas. Por exemplo, num dos meus cursos conheci um homem branco nascido em Oklahoma que passava todas as suas férias na Jamaica. Adora o seu povo e a sua cultura e compreende-os como se fosse um nativo. Mais ainda, sente-se "em casa" desde a primeira vez que ali chegou. Pode usar os seus talentos atuais como meio de focagem para ter acesso a vidas passadas através de técnicas de regressão hipnótica ou de técnicas de visualização.

O remanescente de experiências negativas que possa ter tido noutras vidas poderá vir à superfície sob a forma de medos ou de fobias. Faça um inventário a seu respeito. Tome consciência de quaisquer medos ou fobias que possa ter. Pergunte a si próprio: De onde é que veio este medo? Porque é que eu o tenho? Aconteceu-me alguma coisa em criança que o pudesse ter provocado? Tive sempre este medo?

Se não conseguir encontrar uma origem para o medo e chegar à conclusão de que é qualquer coisa que sempre teve, comece a desempenhar o seu papel, a sonhar e a visualizar, e verá como pode vir a encontrar a fonte numa vida passada.

E importante salientar que para se ter sucesso neste exercício, como em qualquer outro, necessita de adotar uma posição em que não faça juízos ou qualquer crítica. Por exemplo, se descobrir um medo da água e fizer afirmações do gênero: "Oh, tenho muito medo da água; sou um cobarde e é tudo quanto posso dizer", nunca virá a encontrar uma possível ligação com uma vida passada em que se afogou.

Embora haja algumas pessoas que encontrem uma determinada afinidade com uma certa cultura, outros são rejeitados por determinadas áreas do mundo. Uma dona de casa e mãe de três crianças recordou ter tido um grave ataque de pânico quando o avião em que viajava aterrou no Aeroporto de Atenas, no primeiro dia da sua lua de mel. Insistiu em que ela e o marido deviam deixar a Grécia de imediato. Voaram para Roma e mais tarde para Paris, sem que se tivessem voltado a repetir os sintomas aterradores, tendo passado uns dias maravilhosos.

Numa sessão de regressão realizada alguns anos mais tarde a mulher recordou uma vida como grega, em que a multidão a condenou à morte por causa das suas crenças, empurrando-a de um penhasco. Os críticos poderão contrapor que o pânico desta mulher por causa de ter aterrado na Grécia poderia ser devido a medos reprimidos por causa do seu casamento. Mas o desaparecimento completo dos sintomas quando chegaram a um outro país refuta qualquer argumento deste tipo.

Há outros que descobrem pistas sobre vidas passadas através de experiências de déjà vu. Já alguma vez teve um sentimento estranho de "ter estado ali antes" quando visitou aquele lugar pela primeira vez? Depois de uma das minhas palestras, um casal com idades que mal haviam ultrapassado os cinquenta anos contaram-me o que se passara durante uma viagem que haviam feito a Itália. Era a sua primeira viagem àquele país e nenhum deles compreendia ou falava a língua. O casal alugou um automóvel e perdeu-se a caminho do Norte da Itália. Cada vez mais ansiosos à medida que a noite se aproximava, entraram numa pequena cidade.

De um momento para o outro a esposa teve uma sensação estranha de déjà vu. A cidade parecia-lhe fantasmagoricamente familiar. O marido descreveu o olhar vidrado com que ela ficou de repente. Sentiu-se chocado quando ela começou a falar italiano com os aldeões, que partiram do princípio de que ela conhecia a língua deles. De fato nunca estudara ou falara italiano na sua vida. Pelo menos nesta vida.

Já alguma vez se sentiu invadido por um devaneio espontâneo em que se julgava num local diferente, num tempo diferente e encarnando num corpo diferente? Poderá não ser apenas uma questão de sonhar acordado. É frequente as crianças referirem-se a situações deste gênero que poderão ser recordações de vidas passadas. Mas também acontece com muitos adultos.

Já alguma vez sentiu uma particular e inexplicável atração por alguém ou uma enigmática repulsa por uma outra pessoa qualquer? Poder-se-ão ter encontrado numa outra vida.

Observe aquilo de que gosta e de que não gosta, as suas roupas e os seus hábitos. Quais são os seus traços de personalidade dominantes. Em casa olhe à sua volta. Quais são os estilos de arte e de mobiliário que se encontram presentes? Quais são os estilos de decoração. Conserve uma mente clara, calma e aberta enquanto olha à sua volta. Uma das minhas pacientes não conseguia descortinar qualquer padrão nas suas recordações. Negava ter uma afinidade ou atração por qualquer período ou cultura histórica em particular. Foi a pessoa que a acompanhara à sessão que salientou o fato da casa da paciente estar repleta de arte japonesa do século XIX! Sendo assim, descontraia-se e não negligencie a possibilidade de verificar o que tem à sua volta.

Não se preocupe com a possibilidade dessa informação ser ou não "real". A sua mente está a produzir esse material e o seu efeito terá o mesmo efeito dos sonhos. Isto é, esse processo estimulará a sua mente para tornar cada vez válido o material de vidas passadas. Inicialmente a sua meta seria a de abrir portas e de estabelecer caminhos. Mais tarde, com a experiência, poderá ser mais analítico. Saberá perfeitamente quando chegar a altura.


Brian Weiss, do livro “O Passado Cura, A Terapia através de Vidas Passadas”.

domingo, 9 de junho de 2013

Atualidades Espíritas


Evolução da Ciência



Nada há estável na Terra; tudo está submetido à lei inexorável do progresso: seres e coisas, povos e nações, ciência, arte, religião, tudo progride, tudo evolui; do mínimo para o máximo tudo marcha para um desenvolvimento completo, numa aliança estreita com a Sabedoria Suprema para a realização dos desígnios divinos.

E quando o progresso cessa e a ciência parece cristalizar, vêm os grandes abalos sociais para despertar os homens para o cumprimento dos seus destinos e uma nova ordem de coisas força a humanidade ao movimento que é a vida que vem libertar o mundo da estagnação em que se acha.

Um breve exame retrospectivo da história das religiões e das ciências nos faz ver a necessidade do progresso em todas as ramificações dos conhecimentos humanos e a fatalidade dessa lei inflexível que rege o destino dos povos.

Na esfera religiosa nós vemos as revelações se sucedendo entre os povos e nas várias nações, desde os primitivos influxos das manifestações dos Espíritos em todas as camadas sociais, até à época atual em que o mundo todo se mostra abalado pela Revelação das Revelações, magnificamente caracterizada pelo Espiritismo, cuja teoria sistematiza admiravelmente a grande Doutrina unificadora dos povos, pela sabedoria inconfundível de seus princípios renovadores de Fé e de Verdade.

Na esfera científica, ao lado das constantes modificações por que têm passado as ciências, da alquimia à química, da astrologia à astronomia etc. etc., nós verificamos a ancianidade das ciências atuais, incapazes de darem solução para certos problemas estreitamente ligados à Vida e de explicarem os fenômenos naturais que se desenrolam quotidianamente na tela mundial, certamente para nos chamar a atenção para uma nova ordem de verdades necessárias a enriquecer o nosso tesouro de conhecimentos, para um surto mais elevado para a Espiritualidade.

É justamente no campo da biologia, da química, da física e da medicina que esses fenômenos agem com maior intensidade.

Grandes sumidades do velho continente são atraídas para esses fatos que destroem absolutamente, pela base, os ensinos acadêmicos e oficiais, requerendo a atenção de todos os pesquisadores e cientistas e pedindo a renovação das ciências acadêmicas, já arcaicas, sobre as bases dos fatos que ocorrem todos os dias.

De outro lado, surgem homens de saber, verdadeiros missionários que abalam as cátedras com as teorias provadas e prováveis de que a matéria não é absolutamente o princípio de Vida, a base fundamental dos corpos e de sua manutenção. De fato, ela não passa de um elemento de organização, que dá uma ideia positiva da Vida.

Todos esses fenômenos que se desenrolam aos nossos olhos e que afetam a ciência, a religião e aparecem nas questões sociais, estabelecendo terrível confusão nas massas, são lições substanciosas de uma nova ordem de ideias que precisam ser estudadas e observadas, para porem um paradeiro à digladiação social que aumenta todos os dias, estabelecendo a desorientação, a descrença, a falta de fé na religião e na ciência.


O Espiritismo se apresentou ao mundo como o reivindicador das grandes ideias que vêm orientar os homens para a Verdade, e por esse motivo ele não deixará à revelia os erros científicos que vão devastando a vida humana e os erros religiosos que abrem abismos profundos nos corações, causando, uns e outros, terríveis males que nos afligem.

É preciso que os homens de ciência, principalmente, se compenetrem que caminham em terreno movediço e voltem suas vistas para o Ideal que norteia a Verdade que lhes libertará do erro.

Grandes vozes ecoam em todos os pontos do globo, demonstrando que as teorias materialistas se acham em completa derrocada e, assim como aconteceu com a teoria geocêntrica completamente modificada por Galileu e Copérnico, chegamos a uma época, em que o átomo que serve de base a essas errôneas doutrinas que idealizaram a vida de modo mui diverso do que ela é, e veremos, como já temos visto, a sua completa destruição.

Urge que os nossos sábios, mais bem orientados sobre os fatores predominantes da Vida, procurem-na em sua essência máxima, não na matéria que se desagrega e modifica todos os dias, mas em outros elementos que não são diretamente percebidos pelos seus limitados e imperfeitos sentidos físicos, mas indiretamente se revelam, por meio de aparelhos que demonstram a sua ação positiva e categórica, como também se revelam por fatos irrefragáveis observados e constatados hoje por grandes sumidades científicas de todo o planeta.

Aí estão as fotografias psíquicas, as moldagens, as impressões digitais, as materializações de membros, de corpos, as vozes diretas, constatadoras da Vida, sem dependência do átomo materialista; aí estão os fenômenos intelectuais que provam conhecimentos superiores ao meio em que eles se desenrolam; aí estão os fenômenos de curas, que ultrapassam muito ao conhecimento dos doutores que fizeram sua especialidade nesse ramo de saber.

Todos esses fatos têm um determinativo, que é trazer o seu valoroso concurso para a evolução da ciência, que não pode, e em tempo algum poderia dizer a última palavra.

A nova ciência, assentada em suas verdadeiras bases, vem encher de luz o mundo, vem substituir o fanatismo insensato, o farisaísmo ignorante pela Verdade, vem dar ao homem as mais exatas noções dos seus deveres e dos seus destinos, e nos abrir horizontes infindáveis para que cresçamos em toda a Sabedoria e em todo o Amor, a fim de nos aproximarmos de Deus.

A ciência como a religião não podem paralisar, elas marcham incessantemente conduzindo os povos para a sabedoria, para o bem, para a felicidade.


Fonte: Artigo da Revista Internacional de Espiritismo, out/10.

sábado, 8 de junho de 2013

Exercício e Meditação de Relaxamento Profundo - Brian Weiss

“O Mundo de hoje invade o nosso cotidiano e até mesmo os momentos de descanso com pressões e manadas que se acumulam, tumultuando nossa mente. Torna-se cada vez mais difícil nos voltarmos para dentro de nós mesmos, tentando visualizar a causa de nossas angústias.

Através da meditação, vivenciamos uma beleza interior que nos faz repensar tudo o que nos rodeia e a nós mesmos. Que nos faz confiar na capacidade – que de fato possuímos – de utilizar e direcionar nossas energias para a purificação de nossos corpos e mentes para a descoberta e o desenvolvimento de nossa espiritualidade.”
– Brian Weiss


Meditação com exercício de relaxamento profundo extraída do CD que acompanha o livro “Meditando com Brian Weiss”.


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Entrevista com Brian Weiss - Pioneiro da Terapia de Vidas Passadas



O Dr. Brian Weiss é médico diplomado pela Universidade de Yale, com especialização em Psiquiatria na Universidade de Columbia. Foi professor de Medicina em várias faculdades americanas e publicou mais de quarenta ensaios científicos nas áreas de psicofarmacologia, química cerebral, distúrbios do sono, depressão, ansiedade, distúrbios causados pelo abuso de drogas e mal de Alzheimer.

Diretor emérito do Departamento de Psiquiatria do Mount Sinai Hospital, em Miami, Dr. Weiss viaja constantemente para promover palestras e workshops sobre seu trabalho. Contribui para diversas publicações acadêmicas, jornais e revistas, como The Boston Globe, The Miami Herald, The Chicago Tribune e The Philadelphia Inquirer, entre outros.

Além disso, ele é diretor de uma clínica particular em Miami que conta com psicólogos e assistentes sociais altamente capacitados e treinados para aplicar a Terapia de Vidas Passadas (TVP).

Dr. Weiss foi responsável pela popularização da TVP, embora ela já fosse utilizada por alguns psicanalistas na tentativa de curar pacientes com problemas psicológicos mais graves. A publicação do livro Muitas Vidas, Muitos Mestres foi decisiva para este processo.

Há 15 anos, o psiquiatra americano Brian Weiss começou a tratar uma paciente que mudaria o rumo de seu trabalho. Formado pela Universidade de Yale, com especialização na Universidade de Columbia, em Nova York, Weiss trabalhava com psicanálise e usava o método da hipnose com seus clientes. Durante uma sessão, Catherine, uma mulher perturbada e deprimida, pulou da infância para uma vida passada. A história foi relatada no livro Muitas vidas, muitos mestres, publicado no Brasil pela Editora Salamandra. O episódio aconteceu a quatro paredes, no consultório de Weiss, em Miami. O médico ainda resistia em acreditar na regressão de Catherine, até que ela relatou a morte do filho dele, com detalhes que só o psiquiatra e sua mulher conheciam. "Parece que esse tipo de informação veio para provar que a Catherine dizia a verdade. Até então eu era absolutamente cético", conta Weiss. Depois de Catherine, Weiss, com 51 anos neste corpo, passou a trabalhar com a terapia de vidas passadas, técnica que divulga por todo o mundo. O psiquiatra afirma que tratou mais de 1,3 mil pacientes e os resultados são surpreendentes. Ele esteve no Brasil para uma série de palestras em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e também para autografar seu segundo título, Só o amor é real. O livro, sucesso editorial no Brasil com mais de 100 mil exemplares vendidos, conta a história de outros dois pacientes, Elizabeth e Pedro, duas almas gêmeas que se encontram nesta vida após relembrarem muitas outras passagens de amor.

ISTOÉ - Como o Sr. começou com a terapia de vidas passadas?
Brian Weiss - Eu não acreditava neste tipo de trabalho, mas a história de Catherine me fez mudar de ideia. Ela é a personagem principal do livro Muitas vidas, muitos mestres. Eu era catedrático de psiquiatria do Hospital Mount Sinai, em Miami, quando a conheci, em 1981, e ela se tornou minha paciente. Comecei a tratá-la por meio da hipnose para que ela se lembrasse de fases da infância. Ela primeiro resistiu, porque estava com medo de se entregar inteiramente e perder o controle da situação. Mas na hipnose isso não acontece. Enfim, ela aceitou o tratamento e passou a se lembrar de traumas e problemas acontecidos na infância. No entanto, os sintomas não desapareciam. Até que um dia eu pedi a ela que regredisse, que voltasse à época em que os sintomas começaram. Eu imaginava que ela fosse voltar para uma idade muito jovem. Em vez disso, Catherine entrou numa outra era.

ISTOÉ - Isso o convenceu da seriedade do método?
Weiss - Não foi só isso. Depois desse episódio eu ainda tive 1,3 mil pacientes com os quais desenvolvi esse trabalho.

ISTOÉ - O Sr. trabalhava com hipnose antes da terapia de vidas passadas?
Weiss - Eu tinha aprendido a técnica da hipnose muitos anos antes, quando estava fazendo a formação médica. Verifiquei que essa técnica era muito útil, pois permitia às pessoas voltarem bem cedo na vida. Mas, até surgir a Catherine, nenhum paciente havia entrado em outras eras.

ISTOÉ - Ela era especial?
Weiss - Sim. E não acho que foi uma coincidência o fato de ela ter regredido, havia um propósito específico. Catherine foi um meio para que eu pudesse tomar contato com a existência dos mestres.

ISTOÉ - Quem são esses mestres?
Weiss - Eu não tenho certeza de quem são eles. Mas são certamente espíritos muito evoluídos e que se dirigiram a mim através da Catherine.

ISTOÉ - O Sr. passou a acreditar mais no que Catherine dizia quando ela relatou a morte de seu filho?
Weiss - Ela não sabia absolutamente nada a respeito. No consultório não havia nenhuma referência, como fotografias, por exemplo, dessa criança que morreu com poucos dias de vida. E ela relatou com detalhes como tudo aconteceu. Parece que esse tipo de informação veio para provar que a Catherine dizia a verdade. Até então eu era absolutamente cético.

ISTOÉ - Depois que se convenceu da história de Catherine, o Sr. passou a estudar esse tipo de terapia?
Weiss - Comecei a me interessar, fui a bibliotecas, procurei livros a respeito. Mas existia muito pouca coisa séria e científica sobre o assunto. De 1981 para cá, isso mudou muito. Mesmo a crença das pessoas passou a ser mais forte. Uma pesquisa recente do Instituto Gallup mostrou que nos Estados Unidos 27% da população acredita em vidas passadas. E aqui no Brasil, um país essencialmente espiritualizado, existem pelo menos três entidades que trabalham com terapia de regressão.

ISTOÉ - Que sintomas de Catherine foram curados?
Weiss - Catherine tinha problemas de fobias e de depressão. Um dos sintomas dela era uma sensação de estar se afogando. E ela se curou totalmente quando lembrou o que ocorreu na outra vida. Ela era um garoto que morreu afogado.

ISTOÉ - Por que ao se lembrar do trauma a pessoa se cura?
Weiss - Esse processo é tipicamente psicanalítico. Freud defendeu que a partir do momento em que a pessoa se confronta com um trauma muito forte ela faz uma catarse. E por meio dessa catarse ela encontra cura para estes sintomas. No fundo a técnica de regressão não é tão diferente da psicanálise. Só é mais ampla porque entra em outros tempos, com mais possibilidades de encontrar as causas para os traumas.

ISTOÉ - Uma pessoa que não tem a oportunidade de fazer a terapia de regressão está fadada a voltar sempre com sintomas ruins?
Weiss - Não. Existem outras formas de curar um trauma. A terapia de regressão talvez seja o jeito mais rápido. Mas outros tipos de terapia, como a psicanálise, ajudam. O importante é entender o trauma. Aceitá-lo. Não fugir e acreditar que aquele sentimento não passa de imaginação. Temos de aprender a ouvir nosso corpo e nossa mente. Muitas vezes temos lembranças importantes nos sonhos ou mesmo em lugares. Quantas vezes não temos a sensação de déjà vu e não nos damos conta de que aquilo é uma lembrança? Entender esses sinais é também uma maneira de solucionar o trauma.

ISTOÉ - Qual a diferença entre a terapia de vidas passadas e o espiritualismo?
Weiss - A terapia de vidas passadas, como o nome diz, é uma terapia, não uma religião. Na terapia, os especialistas se atêm a fatos e à observação. Há um cunho científico no processo. E isso se constata muitas vezes porque na terapia pessoas com grandes traumas e aflições encontram nas regressões um contato com uma forma de amor. Isso é uma maneira de curar. As religiões, sobretudo as avançadas, também encontram no amor uma forma de realização espiritual. Então existe esta coincidência, ou esta superposição.

ISTOÉ - O título de seu segundo livro é Só o amor é real. O Sr. afirma isso em alguns capítulos. O resto seria então uma ilusão?
Weiss - O amor é a principal forma de energia da qual decorrem todas as outras. É a partir dele que tudo é criado. Nós não somos o nosso corpo, somos basicamente uma energia que permanece, que dura mesmo depois da morte. Essa energia é muito mais forte do que nós, é consciência, é a mente.

ISTOÉ - Carl Jung acreditava em vidas passadas. Mas muitos terapeutas, mesmo adeptos de Jung, resistem a essa teoria. Por quê?
Weiss - Isso está mudando. Muitos psicanalistas começam a perceber que existe uma realidade atrás dessa técnica nova. Alguns estão experimentando o método e constatando que há muita semelhança entre o processo psicanalítico e o método da terapia de regressão. Ambos procuram fazer uma confrontação e mesmo a lembrança de determinadas vivências que podem ser também expressas como fantasias, como coisas simbólicas, que podem ser trabalhadas dentro do processo psicanalítico. Só resistem aqueles que não conhecem o método.

ISTOÉ - Quer dizer que uma fantasia também pode ajudar a curar os sintomas?
Weiss - Não. Elas podem ser trabalhadas no contexto terapêutico. São uma ferramenta para o especialista, assim como os sonhos. Mas somente a lembrança real é capaz de curar por si só. Com Catherine eu percebi isso de maneira muito clara. Os sintomas eram concretos, reais. Numa fantasia você não tem um envolvimento emocional tão profundo e nem um processo de catarse. Com a regressão, há confrontação com o fato. Se bem que às vezes é muito difícil separar fantasia de um fato real. Sobretudo quando se trata de uma vida muito antiga da qual não há dados concretos.

ISTOÉ - Como separar o que é fantasia e o que é verdade?
Weiss - Às vezes é fácil. Não raro, uma pessoa começa a falar fluentemente uma língua que não domina. Ou então quando os pacientes se referem a fatos históricos, detalhes específicos de determinada época, com os quais não têm nenhum conhecimento. Mas no processo terapêutico não se dá tanta importância à realidade absoluta. O importante é trabalhar com o material que o paciente vai trazendo. Como na psicanálise.

ISTOÉ - Quanto tempo pode durar uma terapia de regressão?
Weiss - Semanas. Ou meses. Mas em geral de três a seis meses são suficientes. Eu tenho interesse em que o processo seja reduzido. Tanto que eu forneço aos meus pacientes uma fita cassete para eles levarem para casa. Com isso eles treinam relaxamento e meditação, que vão facilitar muito o trabalho no consultório.

ISTOÉ - Para quem é indicada a terapia de vidas passadas?
Weiss - Normalmente não uso este tipo de terapia com psicóticos ou pessoas que têm problemas cerebrais, como mal de Alzheimer. São pessoas que não têm capacidade de concentração, então o processo fica muito difícil. De um modo geral, fora essas exceções, normalmente faço a terapia com qualquer outro tipo de caso. No começo eu só tratava de pessoas com sintomas graves. Mas depois ampliei o campo por perceber que todo mundo tem problemas que merecem ser vistos.

ISTOÉ - Na filosofia espiritualista, ao passar de uma vida para outra a pessoa passa por um aprendizado, uma limpeza. Por que ainda assim as almas voltam carregadas de traumas?
Weiss - Eu acredito que a vida, aqui na Terra, é como se fosse um enorme campo de provas. Aprendemos com a lição dos mestres, mas é aqui que vamos provar que de fato trouxemos a lição no coração. E, de qualquer maneira, trazemos marcas antigas, os nossos carmas. Isso faz parte do nosso processo de aprendizado.

ISTOÉ - A pessoa tem de aprender com o trauma?
Weiss - Sim. Por isso pergunto sempre aos pacientes: "O que você aprendeu com isso?" Uma vez que você aprende você é curado. E mais: nem sempre da primeira vez é suficiente para se incorporar este conhecimento profundamente no coração. Então muitas vezes você vai ter de passar por mais de um processo.

ISTOÉ - As pessoas que estão na Terra são todas almas velhas?
Weiss - Não posso afirmar com certeza se existem almas virgens. Mas acho que a Terra é um dos estágios de uma escola e muito difícil para almas novas. Acredito que existam outras dimensões e muitas almas vêm de lá. Aqui é mais um lugar para se aprender.

ISTOÉ - O Sr. acredita em vida em outros planetas?
Weiss - Sim. Mas essas dimensões podem ser planetas que não enxergamos. Uma dimensão diferente da nossa.

ISTOÉ - Durante a terapia todo mundo pode ver os fatos das vidas passadas?
Weiss - Isso varia muito de pessoa para pessoa. Alguns quando estão no processo profundo de transe conseguem ver ou só ouvir. Outros sentem determinadas situações e alguns conseguem perceber tudo de uma vez só.

ISTOÉ - Nessa terapia o Sr. se depara com pacientes carregados de culpa, como acontece nas terapias tradicionais?
Weiss - Sem dúvida. E a culpa a rigor é uma emoção absolutamente inútil, que só provoca desgaste. A culpa na verdade nos é ensinada através das religiões, que usam isso para controle. Em especial as religiões ocidentais nos ensinam culpa. As verdadeiras religiões espiritualistas ensinam o amor e não a culpa.

ISTOÉ - O Sr. segue alguma religião?
Weiss - Nasci judeu nesta vida. E me interesso, particularmente, pela cabala.

ISTOÉ - O Sr. se viu em vidas passadas?
Weiss - Eu tive algumas experiências com regressão, com ajuda de minha mulher, Carol, que também é terapeuta. Nessas regressões, descobri que já fui, entre outras coisas, padre católico e monge budista. É por esse motivo que acredito que não devemos ter preconceito contra nenhuma religião nem contra nenhuma pessoa.

ISTOÉ – Nessas terapias, mães, pais e irmãos aparecem em outras vidas como maridos e namorados. As pessoas lidam bem com isso?
Weiss – Reconhecer pessoas no passado ou no futuro é muito comum. Nós trocamos de corpo, de país, de religião para aprender sobre todos os lados. É o propósito da vida. O que sentimos é amor, não há nada de incestuoso, de negativo. As pessoas estão conectadas, viajam juntas para aprender.

ISTOÉ – Qual o intervalo entre vidas?
Weiss – Pode ser de uma semana ou de um século, depende da necessidade. Pessoas que morrem violentamente costumam voltar logo porque as lições continuam lá. Eu morri em 1942 ou 1943 na Tchecoslováquia e nasci em 1944. Na Suécia, um médico pesquisou pessoas que na regressão se viram como vítimas na Segunda Guerra. Elas lembraram de nomes e números tatuados em seus braços que bateram com os registros de guerra. Quando me viu, ele me disse, chocado: "Eu morri com você". Ele me reconheceu.

ISTOÉ – Por que esquecemos das vidas passadas?
Weiss – Várias culturas acreditam que esquecer é uma forma de proteção. Acho que cada vida é um novo teste para saber se o aprendizado já faz parte de nossa natureza, se está no coração e não só na mente. A Terra é a escola, onde temos que aprender a não-violência, a compaixão, a paciência, a amorosidade.

ISTOÉ – Podemos acertar numa vida e errar numa posterior?
Weiss – Temos o livre-arbítrio e o destino, os dois coexistem. O destino é o plano para uma existência, mas o livre-arbítrio lhe permite escolher o que quer fazer. Por exemplo, há planos de você viver com uma pessoa, você decide não cumpri-los. Pode ter uma vida produtiva, mas, se naquele compromisso falhou, procurará outra oportunidade para cumpri-lo. O importante é que nunca morremos e progredimos sempre.


Entrevista parcial concedida à revista IstoÉ

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dicas do Manancial

Indicações do mês para leitura, música e filme.

LIVRO: ÀS VEZES OS MILAGRES ACONTECEM
AUTOR: BRIAN WEISS E AMY E. WEISS



Sinopse

O Dr. Brian Weiss, terapeuta e autor de diversos best-sellers de enorme sucesso em todo o mundo transmite poderosas lições de cura física, mental e espiritual através da regressão a vidas passadas. O trabalho que ele desenvolveu nas últimas décadas é uma prova incontornável dos benefícios a que podemos aceder se abrirmos a mente à possibilidade da reencarnação.

Às Vezes Os Milagres Acontecem é uma soma de incríveis histórias verdadeiras testemunhadas pelo Dr. Weiss ao longo da sua experiência clínica. Cada história é acompanhada de comentários elucidativos, e pode ser usada como ferramenta terapêutica pelo leitor, de forma a potenciar o seu desenvolvimento emocional e espiritual.


MÚSICA: CD WIND BENEATH MY WINGS –DAN GIBSON



Album que faz parte da série “Solitudes”, do músico e fotógrafo canadense Dan Gibson, com versões instrumentais para músicas romanticas conhecidas, todas pontuadas pela sua inconfudível marca registrada do canto de pássaros. Uma seleção primorosa, que faz desse albúm um momento indispensável de prazer e meditação.

1. Wind Beneath My Wings
2. Bridge Over Troubled Water
3. You Are So Beautiful
4. Sunshine On My Shoulders
5. From A Distance
6. I Believe I Can Fly
7. Lean On Me
8. We've Only Just Begun
9. Arthur's Theme
10. You're the Inspiration
11. Up Where We Belong

Você pode adquirir ou ouvir trechos das faixas no portal Amazon, clicando aqui.


FILME: O MISTÉRIO DA LIBÉLULA (DRAGONFLY)
DIREÇÃO: TOM SHADYAC



Sinopse do filme:

"O Mistério da Libélula" é um suspense sobrenatural e emocionante. O filme conta a estória do doutor Joe Darrow, papel interpretado por Kevin Costner, um médico que sofre com a perda de sua esposa, morta num acidente enquanto trabalhava numa missão humanitária no meio da selva amazônica. Depois da tragédia, o doutor mergulha em seu trabalho e tenta reconstruir a vida. O dr. Joe vive atormentado pela culpa de ter permitido que sua esposa viajasse mesmo estando grávida de 8 meses. Enquanto tentava assimilar a perda, ele se ver às voltas com estranhos fenômenos sobrenaturais que o levam a acreditar que o espírito de sua falecida está tentando se comunicar com ele e querendo lhe dizer alguma coisa. Em busca de uma resposta ele fará uma viagem com consequências surpreendentes.

Assista completo online: http://vimeo.com/8786921


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Os Espelhos do Tempo



“ Você é muito, muito maior do que seu corpo ou sua mente, você é um ser lindo, imortal, eterno, cheio de amor e luz. Somos sempre amados e nunca estamos sozinhos.”


Olhando para trás, constato a profunda transformação por que passei desde minha experiência com Catherine. Houve, sem dúvida, uma mudança profissional e pessoal de grande alcance. Descobri o extraordinário poder curativo da terapia de regressão a vidas passadas e pude ajudar milhares de pessoas em meu consultório, nos workshops e palestras, nos cursos de formação e através de meus livros. Sei desse poder de cura pelos resultados que venho constatando no correr dos anos e pelos depoimentos que recebo de pessoas de diferentes nacionalidades, culturas, profissões e credos.

Mas minha transformação essencial se deu na visão do que somos e do sentido da vida. Quando Catherine estava em estado hipnótico em meio às regressões ela transmitiu ensinamentos valiosos que vinham de espíritos mais elevados, almas altamente evoluídas que ela chamou de Mestres. Ao voltar do transe hipnótico, Catherine era capaz de lembrar o que descrevera sobre suas existências passadas, mas não recordava as mensagens dos Mestres. Isto porque as mensagens tinham sido transmitidas através dela, mas não eram suas.

Outros pacientes me trouxeram mensagens dos Mestres, e elas também me chegaram durante minhas sessões de meditação.

Esses ensinamentos, aliados à experiência vivida, consolidaram em mim a convicção de que a vida transcende a morte, de que o mundo é uma escola de aprendizagem a que voltamos quantas vezes forem necessárias para nosso aperfeiçoamento. Antes eu era um ser humano vivendo seu dia-a-dia da melhor maneira possível e um profissional que tinha como propósito curar as doenças físicas e emocionais dos pacientes sob minha responsabilidade.

Sinto-me hoje imbuído de uma missão: anunciar ao maior número de pessoas possível que somos seres espirituais, e que a nossa essência fundamental é o amor incondicional, absoluto, essa energia que dá origem ao universo, e está presente nele todo, e constitui o núcleo básico de cada pessoa, conectando experiências, fenômenos e seres. Uma energia que subsiste à morte de nosso corpo físico.

Para que essas palavras não pareçam um discurso abstrato e repetitivo, convido vocês a refletirem comigo. A busca da felicidade é um denominador comum entre todos os seres humanos. Movidos por esse desejo, eles criam novas tecnologias, aperfeiçoam ao máximo as existentes, atingem níveis de uma extraordinária sofisticação na sua oferta de bens de consumo. Ter mais, ganhar mais, usufruir mais, ser melhor do que os outros, mais famoso, mais brilhante, mais bem-sucedido. Pensem nos meios de comunicação, nos sistemas escolares, nos critérios de avaliação de uma pessoa, até mesmo na nossa própria expectativa em relação aos nossos filhos. Quais são os valores com maior cotação, quais são as características das pessoas mais prestigiadas?

No entanto, apesar da inacreditável sofisticação de ofertas e possibilidades, acho que por toda parte se constata tanto uma insatisfação no plano individual quanto uma doença grave ameaçando o planeta. O meio ambiente se deteriora e as diferenças sociais são absurdamente injustas.

Ao mesmo tempo vem ressurgindo no mundo todo um movimento direcionado para valores espirituais. Percebo isto claramente ao meu redor e vivo continuamente essa experiência palpável. Sinto hoje que os milhares de pessoas que leem meus livros, que comparecem às minhas palestras e que me escrevem, muito mais do que tentarem resolver problemas físicos e emocionais — o que é indispensável para seu equilíbrio —, buscam uma dimensão que dê sentido às suas vidas, que as realize, que promova essa felicidade que buscam continuamente. Imagino que vocês que nesse momento refletem comigo pertencem a esse grupo.

Para mim o nome da felicidade é paz interior. E essa paz só é alcançada quando o ser humano entra em harmonia com sua essência fundamental, com o amor que é doação, compaixão e solidariedade traduzidas em gestos concretos consigo mesmo e com os outros. O resto é descompasso, é procura inútil e inesgotável, que supre necessidades momentâneas mas é incapaz de atingir profundamente a felicidade que buscamos.

Foi isso que viemos aprender nessa escola da Terra e precisamos de muitas existências para acumular uma sabedoria que impregne cada um de nossos atos. Porque não é fácil, porque somos seres ambíguos, divididos, inconstantes, e os valores e apelos do sistema e da cultura em que vivemos conspiram contra o sentido do nosso crescimento. Também não é fácil porque os processos são lentos, os avanços, muitas vezes imperceptíveis, e os retrocessos nos fazem correr o risco de desanimar.

Quero dizer-lhes com muito afeto e convicção: vale a pena investir nesse caminho do amor, porque é um caminho de paz e felicidade. Não se preocupem com a lentidão do processo, não se julguem quando houver recaídas ou estagnações. É assim mesmo, não acreditem em quem lhe disser o contrário ou vier falar-lhes de transformações milagrosas. Sintam raiva, exasperação, preguiça, sintam até ódio. Esses sentimentos irrompem em nós sem que possamos controlar seu aparecimento. Contemplem e constatem o que estão sentindo, não neguem nem recusem, mas desapeguem-se.

Não é o sentimento que atenta contra o amor, são os atos decorrentes desses sentimentos. À medida que avançarmos no caminho da espiritualidade iremos nos tornando mais tolerantes, mais compreensivos, mais capazes de relativizar.

Mas mesmo quando houver atos que agridam e ofendam, podemos voltar atrás e pedir perdão, dizendo que não gostaríamos de ter feito o que fizemos. Este é um lindo gesto de amor.

Sejam persistentes, sejam pacientes, estejam abertos. A semente fica muito tempo oculta sob a terra e, se desistirmos de regar o solo, perderemos a beleza, a sombra e o fruto da árvore que poderá despontar e crescer.


Brian Weiss

Texto do livro/CD meditações “Espelhos do Tempo”, de Brian Weiss.
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