quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sinopse por Capítulo do Livro “Nosso Lar” – Parte II







Nessa segunda parte estão as sinopses dos capítulos de 27 ao 50, incluindo uma lista de personagens, em que páginas aparecem e o que eles representam dentro do contexto da obra.

Cap. 27 – O trabalho, enfim – Nas “Câmaras de Retificação” A.Luiz fica impressionado com os quadros de sofrimento dali: “milionários das sensações físicas, transformados em mendigos da alma”. Espontaneamente, num ato de exemplar humildade, se transforma em auxiliar da limpeza de vômitos de substância negra e fétida - fluidos venenosos expelidos por Espíritos que se beneficiaram de passes.

Cap. 28 – Em serviço – A.Luiz prontifica-se (sendo aceito) a trabalhar no período noturno nas “Câmaras de Retificação”.

Cap. 29 – A visão de Francisco – A terrível angústia do Espírito que vê o próprio corpo e julga-o um monstro a atormentá-lo (esse Espírito era excessivamente apegado ao corpo físico e faleceu por desastre, só deixando-o quando, tomado de horror, vê os vermes desfazendo os despojos).

Cap. 30 – Herança e eutanásia – A disputa entre familiares por herança... Triste caso de eutanásia, associada a interesses financeiros de um dos herdeiros.

Cap. 31 – Vampiro – Há a impressionante narração do Espírito de uma mulher que queria adentrar no “Nosso Lar”, pelos fundos, sendo impedida pelo vigilante-chefe por se tratar de “forte vampiro” (trazia impressos em seu perispírito 58 pontos negros, correspondentes a igual número de abortos que praticara...). Sua admissão nas dependências de “Nosso Lar” colocaria em perigo os pacientes lá internados.

Cap. 32 – Notícias de Veneranda – Em “Nosso Lar” existem os “Salões Verdes” por toda parte. São parques em árvores acolhedoras, locais de conferências ministeriais. Foram criados sob inspiração superior da Ministra Veneranda, que possui o maior número de bônus-hora: um milhão de horas de trabalho útil (em 200 anos de atividade ali).

Cap. 33 – Curiosas observações – A.Luiz reflete sobre sua vida de chefe de família que pouco edificara no espírito da esposa e filhos. Assusta-se quando vê dois elevados Espíritos ainda encarnados, em visita ao “Nosso Lar”, pois apresentavam características diferentes, em relação aos Espíritos desencarnados dali. Em passeio, vê cães, pomares e íbis junto às equipes socorristas, vindo a saber que prestam precioso auxílio quando das incursões no Umbral.

Cap. 34 – Com os recém-chegados do Umbral – A.Luiz atende uma senhora assistida pelos Samaritanos e por imprudência abre diálogo improdutivo com ela, movido por curiosidade. Ela se desfaz em lamentações. A.Luiz é advertido por Narcisa.

Cap. 35 – Encontro singular – A.Luiz encontra-se com antigo conhecido, o qual foi prejudicado por seu pai e por ele próprio, quando encarnados. Arrependido agora lhe pede perdão, num dos mais belos trechos dessa sublime obra literária.

Cap. 36 – O sonho – A.Luiz dorme, deixa o “veículo inferior” (perispírito) no leito e sonha. Vai a uma esfera mais elevada e encontra-se com a mãe. É louvado e incentivado o trabalho pelo próximo, com novos esclarecimentos sobre o bônus-hora.

Obs: Por este capítulo refletimos que se os desencarnados dormem e sonham, deixando o perispírito no leito, provavelmente será com outro corpo que se deslocam: pode ser com o corpo mental, “envoltório sutil da mente”, aludido pelo próprio A.Luiz em 1958, na p. 25, Cap. II, 11ª Ed., do Livro “Evolução em Dois Mundos”, FEB, RJ/RJ.

Cap. 37 – A preleção da Ministra – Observações sobre o pensamento: força essencial em todo o Universo, capaz de gerar o que se queira — bom ou mau...

Cap. 38 - O caso Tobias – Reflexões sobre o(s) casamento(s) e o ciúme. Em “Nosso Lar”, duas ex-esposas de Tobias são amigas sinceras e convivem felizes.

Cap. 39 – Ouvindo a senhora Laura – A.Luiz lembrava-se, atormentado por saudades, da família terrestre. Ouve, então, preciosas explicações sobre o “espírito de sequencia que rege os quadros evolutivos da vida”. É enaltecida a Bondade divina ao reunir desafetos pela consanguinidade.

Cap. 40 – Quem semeia colherá – No departamento feminino das “Câmaras de Retificação” A.Luiz reencontra Elisa, que fora doméstica no seu lar terreno e da qual aproveitou-se irresponsavelmente. Ampara-a agora com extremado cuidado e bondade.

Cap. 41 – Convocados à luta – Irrompe a 2ª Guerra Mundial, com repercussões negativas em “Nosso Lar”. Por essa lição ficamos sabendo como o plano terreno também influencia o espiritual, no caso, negativamente.

Cap. 42 – A palavra do Governador – O medo é classificado como dos piores inimigos da criatura. Duas mil vozes entoam o hino “Sempre Contigo, Senhor Jesus”. A.Luiz vê pela primeira vez o Governador de “Nosso Lar”. O Governador esclarece aos trabalhadores de “Nosso Lar” os deveres relativos aos problemas criados pela Guerra. Informa serem necessários 30 mil servidores voluntários, desprendidos, para criar defesas especiais. Cita que em “Nosso Lar” são mais de um milhão de criaturas, que não podem ser agredidas pela invasão de milhões de espíritos desordeiros.

Cap. 43 – Em conversação – Comentários sobre os horrores da Guerra. Nesse contexto, o Espiritismo sobressai como a grande esperança do Plano Espiritual, como o Consolador da humanidade.

Cap. 44 – As “trevas” – As trevas são as regiões mais inferiores conhecidas em “Nosso Lar”, abaixo do próprio nível terreno (!). Ali, Espíritos jazem por séculos e séculos... Na verdade, encarnados ou desencarnados, Espíritos têm belas oportunidades de progresso, mas a maioria as renega.

Cap. 45 – No “Campo da Música” – A.Luiz, feliz, integrado às atividades socorristas, foi conhecer o “Campo da Música”, onde se extasia ante a beleza musical do ambiente, espiritualizado: todos os Espíritos ali comentando com alegria a vida e os ensinamentos de Jesus.

Cap. 46 – Sacrifício de mulher – Um ano após iniciar trabalhos A.Luiz sentia imensas saudades do lar terrestre. Sua mãe informa-lhe que breve ela reencarnará, visando amparar o ex-marido, mergulhado em problemas, perseguido por mulheres com as quais não procedeu corretamente. Essas mulheres, no futuro, reencarnarão e a mãe de A.Luiz ser-lhes-á mãe (!). São citadas as “reencarnações compulsórias”.

Cap. 47 – A volta de Laura – A mãe de Lísias reencarnará em dois dias. Recebe fraternais despedidas dos amigos de “Nosso Lar”, A.Luiz inclusive. É citado o quanto de amparo espiritual recebem os trabalhadores de boa-vontade, principalmente em ocasiões tão importantes, como quando vão reencarnar.

Cap. 48 – Culto familiar – É descrita a existência de um Globo de Cristal, com aproximadamente 2m de altura (utilizado para recepcionar Espíritos encarnados, nessa singular e “invertida” forma de reuniões mediúnicas no Plano Espiritual).

Cap. 49 – Regressando à casa – A.Luiz visita, finalmente, o lar terrestre. Ali, encontra tudo diferente... a ex-esposa novamente casada e seu atual marido gravemente enfermo, além de estar assediado por Espíritos infelizes. A.Luiz sente-se roubado... Só uma de suas filhas sintonizou espiritualmente com ele. Mas os ensinamentos auferidos em “Nosso Lar” falam mais alto e o Amor explode em seu coração... (!).

Cap. 50 – “Cidadão de Nosso Lar”- Pondo em prática tudo o que aprendera sobre o amor ao próximo A.Luiz socorre o enfermo. Auxiliado por Narcisa e por “servidores comuns do reino vegetal”.

Obs: “Espíritos da Natureza”: seriam esses Espíritos aqui citados, com ação sobre a Natureza, os mesmos citados por Allan Kardec nas questões 536 a 540 do “O Livro dos Espíritos”? De volta ao “Nosso Lar”, feliz pela vitória do bem em si mesmo, A.Luiz é recepcionado festivamente com a honrosa declaração de que passou a ser “Cidadão de Nosso Lar”.


Personagens citados

OBS: Citaremos a seguir os nomes dos personagens do livro "NOSSO LAR", colocando entre parênteses: (d) = desencarnado; (e) = encarnado, e os respectivos capítulos e páginas onde são pela primeira vez mencionados.

ANDRÉ LUIZ - é o Autor Espiritual. Permaneceu no Umbral por 8 anos. Reporta neste livro como foi recolhido ao "Nosso Lar" (colônia espiritual situada na psicosfera da cidade do Rio de Janeiro), por interferência de sua mãe (desencarnada). Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo, alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da volitação.

André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma e de como a consequente evolução espiritual traz intensos e multiplicados momentos felizes para todo aquele que ajuda ao próximo.

CLARÊNCIO (d) - 2/24 - É um dos 12 Ministros do Ministério do Auxílio (foi quem socorreu A.Luiz).
HENRIQUE DE LUNA (d) – 4/32 - Médico espiritual que prestou primeiro atendimento a A.Luiz no “Nosso Lar”.
LÍSIAS (d) – 5/36 - Visitador dos serviços de saúde no “Nosso Lar”. É jovem. Auxiliar de Henrique de Luna. Torna-se amigo muito querido de A.Luiz.
GOVERNADOR: Espírito elevadíssimo. Citado em vários capítulos. Não consta seu nome.
LAERTE (d) – 16/91 – Pai de A.Luiz. Está a 12 anos em trevas compactas no Umbral.
- Mãe de A.Luiz: Espírito iluminado, convivendo em esferas iluminadas, acima de "Nosso Lar" (citada várias vezes no livro, mas o nome não foi revelado pelo Autor Espiritual).
CLARA e PRISCILA (d) – 16/92 – Irmãs de A.Luiz. Revoltadas, permanecem no Umbral.
LUÍSA (d) – 16/92 – Irmã de A.Luiz, que desencarnou quando ele era ainda criança. Está prestes a reencarnar entre as irmãs e o pai, em gesto de renúncia.
ZÉLIA (e) – 16/93 – Viúva de A.Luiz.
CÉLIO (d) – 16/94 – Ministro em “Nosso Lar”.
LAURA (d) – 17/98 - Mãe de Lísias. Hospeda A.Luiz no seu lar, sendo-lhe amiga maternal.
IOLANDA e JUDITE (d) – 17/98 - Irmãs de Lísias.
POLIDORO e ESTÁCIO (d) – 18/103 - Amigos de Lísias. Auxiliares no Ministério do Esclarecimento.
LASCÍNIA (d) – 18/103 - Noiva de Lísias.
ELOÍSA (d) – 19/106 - Neta de Laura, recém-chegada do Umbral. Desencarnou por tuberculose.
ARNALDO (e) – 19/107 - ex-Noivo de Eloísa.
MARIA DA LUZ (e) – 19/108 - Amiga de ELOÍSA que acaba unindo-se a Arnaldo.
COUCEIRO (d) - 19/109 – Assistente em “Nosso Lar”.
TERESA (e) – 19/109 – Mãe de Eloísa. Prestes a desencarnar.
RICARDO (e) – 21/116 – Foi marido de Laura. Há 3 anos voltou a reencarnar.
LONGOBARDO (d) – 21/117 – Assistente em “Nosso Lar”.
RAFAEL (d) – 25/136 – Funcionário no Ministério da Regeneração.
GENÉSIO (d) – 26/141 – Ministro da Regeneração.
TOBIAS (d) 26/144 - Funcionário do Ministério da Regeneração (um dos principais amigos e orientadores de A.Luiz).
FLÁCUS (d) – 27/147 – Ministro em “Nosso Lar”.
RIBEIRO (d) – 27/147 – Enfermo. Internado na "Câmara de Retificação".
GONÇALVES (d) – 27/147 – Assistente em “Nosso Lar”.
LOURENÇO e HERMES (d) – 27/147 – Funcionários do Ministério da Regeneração.
NARCISA (d) – 27/150 – Funcionária do Ministério da Regeneração.
VENÂNCIO e SALÚSTIO (d) – 28/154 – Funcionários do Ministério da Regeneração.
VENERANDA (d) – 28/156 - Ministra mais antiga dos demais em “Nosso Lar”. Só ela e o Governador já viram Jesus. Nada comenta sobre isso.
FRANCISCO (d) – 29/158 – Enfermo. Internado na "Câmara de Retificação".
PÁDUA (d) – 29/160 – Ministro da Comunicação em “Nosso Lar”.
PAULINA (d) – 30/162 - Espírito de “angelical beleza fisionômica”, filha de enfermo internado em "Nosso Lar".
EDELBERTO, AMÁLIA, CACILDA, AGENOR (e) – 30/164 – Irmãos de Paulina, os quatro em contendas pela herança deixada pelo pai.
JUSTINO (d) – 31/169 - Trabalhador humilde em “Nosso Lar”.
Irmão PAULO (d) – 31/170 - Orientador dos Vigilantes em “Nosso Lar”.
Padre AMÂNCIO (e) – 34/187 - Personagem citado por uma enferma, internada desde 1888 na Câmara de Retificação, no Ministério da Regeneração.
ZENÓBIO (d) – 34/189 – Auxiliar no Ministério da Regeneração.
NEMÉSIA (d) – 34/189 – Funcionária do Ministério da Regeneração.
SILVEIRA (d) – 35/190 - Inquilino do pai de A.Luiz (quando encarnados) – É samaritano em trabalhos assistenciais em "Nosso Lar"
LUCIANA (e) 38/207 – Ex-esposa de Tobias.
HILDA (d) – 38/207 – Irmã de Tobias.
ELOÍSA (d) 39/218 – Hospedada na casa de Laura.
ELISA (d) – 40/220 - Internada na Câmara de Retificação (foi "aventura" de A.Luiz, quando encarnada).
HELVÉCIO (d) 41/229 - Trabalhador atento ao socorro (época da 2ª Guerra Mundial)
EVERARDO (e) 41/229 - Viúvo de uma residente do "Nosso Lar".
ESPERIDIÃO (d) – 41/230 – Ministro em “Nosso Lar”.
BENEVENUTO (d) - 43/238 – Ministro em “Nosso Lar”
POLIDORO e ESTÁCIO (d) – Amigos de Lísias e acompanhantes de suas irmãs numa feliz audição musical no “Campo da Música”.
NÍCOLAS (d) – 48/264 - Antigo servidor do Ministério do Auxílio
Dr. ERNESTO (e) – 49/271 – É o atual marido de Zélia.

- À p. 279 há citação de “entidades espirituais”, convocadas de forma ininteligível por Narcisa, as quais atendem-lhe, trazendo substâncias com emanações de eucalipto e mangueira, que são aplicadas em um enfermo encarnado, que se restabelece.


Fonte: Apostila Curso Sistematizado de Espiritismo, série André Luiz, da Sociedade Espírita Allan Kardec.


terça-feira, 19 de junho de 2012

Sinopse por Capítulos do Livro "Nosso Lar" – Parte I





Uma sinopse capítulo a capítulo da obra “Nosso Lar”, ditada pelo Espírito André Luiz ao médium Chico Xavier, que serve tanto como um guia para a leitura, quanto de base para estudo da mesma.

O livro completo possui 50 capítulos e nessa primeira parte, mostraremos as sinopses da introdução ao capítulo 26, tendo como fonte a apostila do Curso Sistematizado de Espiritismo, série André Luiz, da Sociedade Espírita Allan Kardec.

Conteúdo doutrinário

a. O Autor narra sua experiência após a desencarnação, descrevendo minuciosamente o sofrido estágio no Umbral, detalhando-o também;

b. A seguir, conta a emoção de ter sido socorrido e ser levado para uma cidade espiritual denominada "NOSSO LAR"...

c. A partir daí, o livro abre um leque de informações absolutamente inéditas sobre o Plano Espiritual.

Estrutura da Cidade Espiritual "NOSSO LAR"

Fundação: No século XVI, por portugueses distintos, desencarnados no Brasil.

Localização: Sobre a cidade do Rio de Janeiro.

Governador: a Governadoria está num edifício, "de torres soberanas que se perdem no céu".
Ministérios: 6 (seis), a saber: Ministério da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação, do Esclarecimento, da Elevação e da União Divina.

Ministros: cada Ministério é administrado por 12 (doze) Ministros.

População: homens e mulheres, jovens e adultos (desencarnados), em número de um milhão, segundo dados fornecidos pelo Autor, em 1943.

Construções, dependências e lugares especiais: Grande muralha protetora da cidade, com baterias de proteção magnética, conjuntos habitacionais, praça central (que acomoda até um milhão de pessoas), fontes luminosas, jardins, parques arborizados, o Bosque das Águas, o Rio Azul, o Campo da Música, a Câmara de Retificação (para enfermos), etc.

(Umbral = região com várias escalas morais, sendo a mais infeliz denominada de "Trevas").

Citações Especiais:

"AÉROBUS": veículo de transporte, de grande comprimento, deslocamento veloz e aéreo.
CORAL: 2.000 vozes (Hinos: "Sempre Contigo, Senhor Jesus", "A Ti, Senhor, Nossas Vidas").
GLOBO DE CRISTAL: de 2m de altura (utilizado em reuniões mediúnicas com encarnados)
“BÔNUS-HORA”: forma de pagamento por serviços beneméritos prestados — cada hora de trabalho corresponde a um bônus-hora.


Sinopse - Capítulo a capítulo

Cap. 1 – Nas Zonas Inferiores – Descrição fantástica do local onde o Autor Espiritual se encontrou após a desencarnação. Sentia-se permanentemente em viagem... Pouca claridade. Pavor por chacotas vindas de desconhecidos. Dificuldade para obter a bênção do sono.

Lágrimas permanentes. Esteve próximo à loucura, prestes a perder a razão. Via seres monstruosos, irônicos, perturbadores... Recordações da existência terrena, quando gozava de prosperidade material e pais “extremamente generosos”.

Cap. 2 – Clarêncio – Seres maldosos e sarcásticos gritavam a A.Luiz: “suicida, criminoso, infame”. Em vão tentou revidar. Com a barba hirsuta e roupa rompendo-se sofria mais pelo abandono que o envolvera. Não se conformava em ser acusado de suicida, pois sabia que não o fora, lembrando-se de haver morrido no hospital, após cirurgia intestinal. Sentia fome. Saciava-se com lama... Amiúde via manada de seres animalescos. Médico, sempre detestara as religiões, mas agora experimentava necessidade de socorrer-se de alguma delas. Estando já no limite das forças, orou (!). Em resposta, das neblinas surgiu o benfeitor Clarêncio, acompanhado de dois auxiliares. Foi conduzido para o “Nosso Lar”.

Cap. 3 - A oração coletiva - Descrição de “Nosso Lar” e do ambiente de oração coletiva. Ao crepúsculo, um Espírito coroado de luz (o Governador Espiritual), seguido de 72 outros Espíritos (seus Ministros), entoam harmonioso hino. A.Luiz reconfortou-se.

Cap. 4 – O médico espiritual – Hospitalizado, A.Luiz é atendido por um médico espiritual que comprova o “suicídio inconsciente” que praticou. É lição-alerta imperdível e inédita quanto a essa característica do comportamento da maioria dos encarnados.

Cap. 5 – Recebendo assistência – Há pungente informação de Espíritos internados no “Nosso Lar” e que têm órbitas vazias (olhos gastos no mal...); outros são paralíticos ou não têm as pernas (locomoção fácil em atos criminosos...); outros em extrema loucura (por aberrações sexuais...). São citados os “germes de perversão da saúde divina”, agregados ao perispírito (!).

Cap. 6 – Precioso aviso – A.Luiz “desabafa” com Clarêncio, que o ouve pacientemente. Recorda da esposa e dos filhos: onde e como estarão? Após ouvi-lo, Clarêncio sugere-lhe a auto-reforma de pensamentos e o silêncio das lamentações próprias. Diz-lhe: “No “Nosso Lar” dor significa possibilidade de enriquecer a alma”...

Cap. 7 – Explicações de Lísias – A.Luiz descreve sua dificuldade de adaptação à “nova vida”. No “Nosso Lar” a natureza apresentava-lhe aspectos melhorados, em relação à Terra: grandes árvores, pomares fartos, jardins deliciosos, cores mais harmônicas. Todos os edifícios com flores à entrada. Lindas aves cruzavam os ares. Entre árvores frondosas, animais domésticos. Lísias explica que há regiões múltiplas, segundo hierarquia moral. A.Luiz pergunta pelos pais, que o antecederam e até agora não o procuraram... Lísias então lhe informa que sua mãe, habitando esferas mais altas, o tem ajudado noite e dia...

Cap. 8 – Organização de serviços – A.Luiz visita a cidade “Nosso Lar”, indo ao Ministério do Auxílio: largas avenidas, ar puro, muitas pessoas indo e vindo. “Nosso Lar” tem 6 (seis) Ministérios (da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação, do Esclarecimento, da Elevação e da União Divina), cada um orientado por 12 (doze) Ministros. Na História de “Nosso Lar” consta que foi fundado por “portugueses distintos”, desencarnados no Brasil, no século XVI.

Cap. 9 – Problema de alimentação – Preciosas informações quanto ao abastecimento alimentar: em “Nosso Lar”, no passado, houve demandas; após, a alimentação passou a ser por inalação de princípios vitais da atmosfera e água misturada a elementos solares, elétricos e magnéticos. Só entre os mais necessitados é que há alimentos que lembram os da Terra.

Cap. 10 – No Bosque das Águas – A.Luiz vai ao grande reservatório de água (!). Viaja no aeróbus, veículo aéreo semelhante a um grande funicular (veículo terreno cuja tração é proporcionada por cabos acionados por motor estacionário e que é geralmente usado para vencer grandes diferenças de nível). Vê um grande rio: o Rio Azul. É exaltada a importância da água, tão deslembrada dos humanos...

Cap. 11 – Notícias do Plano – Como “Nosso Lar”, existem incontáveis outras colônias espirituais. É citada a de “Alvorada Nova”, vizinha. No “Nosso Lar” preparam-se reencarnações, após proveitosos aprendizados para as futuras tarefas planetárias.

Cap. 12 – O Umbral – É descrito que o Umbral começa na crosta terrestre, como zona obscura para os recém desencarnados. É região em torno do planeta e de profundo interesse para os encarnados. É local de grandes perturbações, pelas “legiões compactas de almas irresolutas e ignorantes”. Lá existem núcleos de malfeitores, verdugos e vítimas. Acha-se repleto de formas-pensamento de encarnados, sintonizados com os desencarnados que lá estão.

Cap. 13 – No Gabinete do Ministro – A.Luiz apresenta-se a Clarêncio como voluntário ao serviço. Assiste ao diálogo do Ministro com uma voluntária, mãe, desejosa de proteger dois filhos encarnados. Tem notícia do bônus-hora (ponto relativo a cada hora de serviço).

Cap. 14 – Elucidações de Clarêncio – O Ministro, com fraternidade expõe a A.Luiz que pelo seu passado não poderá ser médico em “Nosso Lar” e sim aprendiz. E isso devido a rogativas de sua mãe e graças às seis mil consulta a necessitados nos quinze anos de clínica médica terrena dele... Dos atendidos nessas seis mil consultas, quinze ainda fazem preces a seu favor.

Cap. 15 – A visita materna – A.Luiz recebe visita de sua mãe, espírito excelso, que o consola com extremado amor. Vive em esferas mais elevadas.

Cap. 16 – Confidências – A mãe de A.Luiz informa-lhe que o pai está a doze anos em zona de trevas compactas, consequência de mau procedimento quando encarnado, com ligações clandestinas e promessas não cumpridas a mulheres, do que resultou amealhar obsessoras vingativas. Sua mãe dá-lhe notícias de suas três irmãs (desencarnadas).

Cap. 17 – Em casa de Lísias – A.Luiz é hospedado na casa da mãe de Lísias, onde conhece as duas irmãs dele. Vê livros maravilhosos e então lhe é dito que “os escritores de má-fé, que estimam o veneno psicológico” são conduzidos imediatamente para as zonas obscuras do Umbral, e lá permanecerão, até regenerarem-se...

Cap. 18 – Amor, alimento das almas – Novas lições sobre alimentação no “Nosso Lar”. Na nutrição espiritual o Amor é o maior sustentáculo das criaturas. É citado que o sexo é manifestação sagrada do Amor universal e divino.

Cap. 19 – A jovem desencarnada – A neta de Laura, recém desencarnada, sofre ante a lembrança do noivo que, mesmo antes dela desencarnar, ligara-se a uma amiga sua. Laura emite preciosas lições sobre o Amor e sobre a fidelidade.

Cap. 20 – Noções de Lar – O lar é esquematizado por conceitos matemáticos (!), acoplados a profundos conceitos morais.

Cap. 21 – Continuando a palestra – Explicações sobre o bônus-hora: sua aquisição (com trabalho pelo próximo) e sua aplicação no “Nosso Lar”. É citado que a recordação do passado exige equilíbrio e forçá-la poderá causar desequilíbrio e loucura.

Cap. 22 – O bônus-hora – Detalhes sobre essa interessante retribuição por serviços prestados, valorizando o trabalho pelo bem coletivo.

Cap. 23 – Saber ouvir – Notas sobre a inconveniência da maioria dos desencarnados terem notícias dos encarnados com os quais se ligavam. Geralmente, ocorrem desequilíbrios...

Cap. 24 – O impressionante apelo – Notícias (Agosto/1939) da 2ª Guerra Mundial, então prestes a eclodir... Ouve-se em “Nosso Lar” apelos de uma emissora espiritual, solicitando voluntários à assistência a coletividades terrenas indefesas, que sofrerão os horrores de uma grande guerra...

Cap. 25 – Generoso alvitre – Sugestões de Laura a A.Luiz quanto às futuras atividades que ele poderá exercer em “Nosso Lar”.

Cap. 26 – Novas perspectivas – A.Luiz vai às “Câmaras de Retificação”, localizadas em pavimentos de pouca luz, onde estão hospitalizados Espíritos necessitados nos primeiros tempos de moradia em “Nosso Lar”.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A Jornada de André Luiz

Um documentário comentado pelo Dr. Adão Nonato, que ilustra com base no livro "Nosso Lar, psicografado pelo médium Chico Xavier, um trecho da jornada de André Luiz no mundo espiritual.

Parte 1






Parte 2


domingo, 17 de junho de 2012

Mensagem da Semana







Diante da Consciência


A vontade do Criador, na essência, é, para nós, a atitude mais elevada que somos capazes de assumir, onde estivermos, em favor de todas as criaturas.

Que vem a ser, porém, essa atitude mais elevada que estamos chamados a abraçar, diante dos outros? Sem dúvida, é a execução do dever que as leis do Eterno Bem nos preceituam para a felicidade geral, conquanto o dever adquira especificações determinadas, na pauta das circunstâncias.

Vejamos alguns dos nomes que o definem, nos lugares e condições em que somos levados a cumpri-lo:

Na conduta – a sinceridade;
No sentimento – a limpeza;
Na ideia - elevação;
Na atividade - serviço;
No repouso - dignidade;
Na alegria - temperança;
Na dor - paciência;
No lar - devotamento;
Na rua - gentileza;
Na profissão - diligência;
No estudo - aplicação;
No poder – a liberalidade;
Na afeição – o equilíbrio;
Na corrigenda - misericórdia;
Na ofensa - perdão;
No direito - desprendimento;
Na obrigação - resgate;
Na posse - abnegação;
Na carência - conformidade;
Na tentação - resistência;
Na conversa - proveito;
No ensino - demonstração;
No conselho – o exemplo.

Em qualquer parte ou situação, não hesites quanto à atitude mais elevada a que nos achamos intimados pelos Propósitos Divinos, diante da consciência. Para encontrá-la, basta procures realizar o melhor de ti mesmo, a benefício dos outros, porquanto, onde e quando te esqueces de servir em auxílio ao próximo, aí surpreenderás a vontade de Deus que, sustentando o Bem de Todos, nos atende ao anseio de paz e felicidade, conforme a paz e a felicidade que ofereçamos a cada um.

André Luiz

sábado, 16 de junho de 2012

Poder do Pensamento





Pensar


O pensamento é a nossa capacidade criativa em ação. Em qualquer tempo, é muito importante não nos esquecermos disso.

A ideia forma a condição; a condição produz o efeito; o efeito cria o destino.

A sua vida será sempre o que você esteja mentalizando constantemente. Em razão disso, qualquer mudança real em seus caminhos virá unicamente da mudança de seus pensamentos.

Imagine a sua existência como deseja deva ser e, trabalhando nessa linha de ideias, observará que o tempo lhe trará as realizações esperadas.

As leis do destino carrearão de volta a você tudo aquilo que você pense. Nesta verdade, encontramos tudo o que se relacione conosco, tanto no que se refere ao bem, quanto ao mal.

Observe e verificará que você mesmo atraiu para o seu campo de influência tudo o que você possui, tudo aquilo que faz parte do seu dia-a-dia.

Deus é Amor e não pune criatura alguma. A própria criatura é que se culpa e se corrige, ante os falsos conceitos que alimente com relação a Deus.

Em nosso íntimo a liberdade de escolher é absoluta; depois da criação mental que nos pertence, é que nos reconhecemos naturalmente sujeitos a ela.

O Bem Eterno é a Lei Suprema; mantenha-se no bem a tudo e a todos e a vida se lhe converterá em fonte de bênçãos.

Através dos princípios mentais que nos regem, de tudo aquilo de nós que dermos aos outros, receberemos dos outros centuplicadamente.


André Luiz

Do livro “Respostas da Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A Oração



A oração para a inteligência que aceitou a luz da fé viva, em todas as circunstâncias, será:

UM TEMPLO - em cuja doce intimidade encontraremos paz e refúgio.
UMA FONTE – em que possamos aliviar a alma opressa.
UMA TORRE – da qual divisemos horizontes novos.
UMA ESTAÇÃO- que projete nossa mensagem de sofrimento ou de júbilo para o céu.
UM CAMPO- em que semeemos as bênçãos da intercessão e do amor.
UMA PASSAGEM-que nos confira acesso aos montes mais altos da vida.
UM BÁLSAMO-que cure nossas chagas interiores.
UMA LÂMPADA- que acendemos para a jornada.
UMA SENTINELA- que nos defenda contra o mal.
UMA FLOR- que espalhe o perfume de nossa esperança.
UM ALTAR- em que ouçamos a voz divina, através da consciência.
UM DIAPASÃO- que coloque nossos desejos no tom sublime da vontade celestial.

Jesus orou sempre.

Seja a prece a claridade diurna sobre o roteiro dos nossos destinos.

André Luiz

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Quem foi André Luiz?




Por Tiago Cordeiro


Mas, afinal, quem teria sido André Luiz em sua vida passada? O espírito não fornece informações sobre encarnações anteriores, exceção feita à última. Sobre essa, revela apenas alguns detalhes em Nosso Lar. Os motivos para tanto mistério teriam sido dois: poupar seus herdeiros da exposição e evitar que essa discussão sobrepujasse a mensagem espiritual que ele tinha a apresentar.

Descontadas especulações sem qualquer fundamento, admite-se que André Luiz tenha sido um médico sanitarista, que viveu no Rio de Janeiro entre o final do século 19 e o começo do século 20. ' Teria morrido jovem, provavelmente nas décadas de 1920 ou 1930, com idade na faixa dos 40 anos. "Filho de pais talvez excessivamente generosos, conquistara meus títulos universitários sem maior sacrifício, compartilhara os vícios da mocidade do meu tempo, organizara o lar, conseguira filhos, perseguiria situações estáveis que garantissem a tranquilidade econômica do meu grupo familiar", descreve o espírito na obra psicografada por Chico Xavier. "Mas, examinando atentamente a mim mesmo, algo me fazia experimentar a noção do tempo perdido, com a silenciosa acusação da consciência."

Alma rubro-negra

Com base nessas informações, três hipóteses são as mais cogitadas. A primeira delas sugere que André Luiz pode ter sido em sua última encarnação o médico sanitarista Carlos Chagas (1879-1934), famoso por ter descoberto o protozoário Trypanosoma cruzi - agente causador da doença de Chagas. Para alguns especialistas no assunto, entretanto, a personalidade de um não combina com a do outro. Chagas era um sujeito ocupado demais com suas pesquisas, que vivia alheio aos problemas da vida cotidiana. André Luiz, por outro lado, parece ter sido um homem essencialmente prático.

A segunda hipótese aponta para outro sanitarista histórico: Osvaldo Cruz (1872-1917), pioneiro no estudo de doenças tropicais. Mas, de novo, os estudiosos identificam discrepâncias de personalidade. Embora fosse um homem da ciência, Cruz era religioso, enquanto André Luiz admite em "Nosso Lar" que tratava religião como mero com­promisso social.

Para muitos espíritas, a terceira hipótese é a mais plausível de todas: André Luiz teria sido o neurologista Faustino Esposei (1888-1931). Oriundo de uma tradicional família carioca, ele deu aulas de neurologia e psiquiatria na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Presidiu o Clube de Regatas do Flamengo três vezes, entre 1920 e 1928. E seu temperamento, dizem os defensores da tese, coincidia com o do médico cujo espírito foi parceiro de Chico Xavier. "A conduta vibrante, a jovialidade, a inteligência, a perspicácia... Faustino Esposei e André Luiz tinham todas essas características em comum", afirma Lori.


A partir da revista "Aventuras na História - Espiritismo".

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Pensamentos Nobres




Uma coletânea de frases do Espírito André Luiz, através da psicografia do médium Francisco Cândido Xavier.


“O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso. Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria.”

“Calar a tempo, de modo a não ferir. Falar com proveito. Ouvir o Divino Amigo em plena solidão. Servir sem recompensa.”

“Refira-se a você o menos possível; colabore fraternalmente nas alegrias do próximo.”

“Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão de agradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu.”

“Se a perfídia cruzar seu caminho, recuse-lhe a honra da indignação examine-a, com um sorriso silencioso, estude-lhe o processo calmamente e, logo após, transforme-a em material digno da vida.”

“Habitue-se à serenidade e à fortaleza, nos círculos da luta humana; sem essas conquistas, dificilmente sairá você do vaivém das reencarnações inferiores.”

“Use calma. A vida pode ser um bom estado de luta, mas o estado de guerra nunca uma vida boa.”

“Atenda à afabilidade e à doçura em seu caminho. Não perca, porém, o seu tempo em conversas inúteis.”

“Não amaldiçoe o vozerio alheio. Ensine alguma lição proveitosa, com o silêncio.”

“É sempre fácil observar o mal e identificá-lo. Entretanto, o que o Cristo espera de nós outros é a descoberta e o cultivo do bem para que o Divino Amor seja glorificado.”

“A dor dilacera. Mas aperfeiçoar-nos-á o coração, se buscarmos aproveitá-la.”

“A incompreensão dói. Contudo, oferece-nos excelente oportunidade de compreender.”

“Auxilie o ofensor com os seus bons pensamentos. Ele nos ensina quão agressivos e desagradáveis somos ao ferir alguém.”

“Não gaste suas energias, tentando consertar os outros de qualquer modo. Quando consertamos a nós mesmos, reconhecemos que o mundo está administrado pela Sabedoria Divina e que a obrigação de cooperar invariavelmente para o bem é nosso dever primordial.”

“O irmão estuda processo de amparar. O adversário observa os recursos de ferir.”

“Diariamente, semeamos e colhemos. A vida é também um solo que recebe e produz eternamente.”


Fonte: Do livro “Agenda Cristã”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Sempre Melhor



Não se diga pior em momento algum.

Se você já consegue escutar com paciência nas horas difíceis...

Se pode silenciar a própria irritação nas horas difíceis...

Se tem ânimo para sofrer sem lamentação...

Se já suporta os problemas da própria casa, procurando solucioná-los sem azedume e sem queixa...

Se tem força para calar esse ou aquele assunto infeliz...

Se respeita a liberdade dos outros...

Se aguenta a visita da enfermidade sem alarmar o ambiente onde se encontre...

Se desculpa ofensas reconhecendo que somos também capazes de ofender...

Se procura o trabalho com alegria...

Se confia em Deus e espera por Deus, sem desesperar, sejam quais sejam as circunstâncias da vida...

Então, você já terá melhorado muito e prosseguirá sempre melhor.


André Luiz

Do livro “Respostas da Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A Vida no Mundo Espiritual



Por Aylton Guido Coimbra Paiva

“Os Espíritos ocupam uma região determinada e circunscrita no espaço?

- Os Espíritos estão por toda parte. Povoam infinitamente os espaços infinitos...” (Questão nº 87 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec – Ed. FEB.)

Os Espíritos povoam o plano físico do planeta Terra quando encarnados e, também, após a morte do corpo físico, povoam os planos espirituais deste mesmo planeta.

Através dos tempos tivemos informações mais ou menos vagas a respeito da vida no mundo espiritual, por intermédio de médiuns espíritas ou não.

No entanto, a partir de três de outubro de l943, data do prefácio do livro de André Luiz, era apresentado ao mundo físico à cidade ou comunidade espiritual de Nosso Lar.

Ele foi psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, – o Chico Xavier.

O relato sobre essa organização espiritual é feito por André Luiz, tratando da sua chegada, permanência, estudos e trabalhos nessa comunidade.

Quem é André Luiz? Onde ele viveu? Onde morreu o seu corpo físico? Qual a sua profissão? Qual era a sua família?

Para algumas dessas indagações não há respostas, para outras sim.

Quem nos apresenta esse personagem é Emmanuel, no prefácio do livro.

É esse benfeitor espiritual que nos diz ter sido André Luiz, em seu corpo físico, um médico da cidade do Rio de Janeiro e na mesma cidade deixou o corpo material através do natural fenômeno da morte, decorrente de uma cirurgia para extirpar um câncer intestinal.

André Luiz é o pseudônimo que ele assumiu para manter-se anônimo.

Quanto à família e demais informações que pudessem identificá-lo, ele esclarece que era necessário manter o anonimato para preservar a família, que não era espírita, portanto, não poderia ser envolvida em um episódio dessa natureza, a fim de não conturbar-lhe a necessária tranquilidade.

Portanto, após o acolhimento, ele passa a ser apenas André Luiz. Inicialmente amparado e tutelado nos serviços de socorro e orientação, e depois cidadão de Nosso Lar: estudioso e atuante nas falanges do Bem.

Muito interessante o relato que ele faz dessa cidade espiritual: pela sua organização, funcionamento e administração.

Observa-se que ela é dirigida por um colégio de seres espirituais que possuem em alto grau a sabedoria e o amor.

Há atribuições específicas de trabalho na própria colônia espiritual, como também em ações nas regiões espirituais e mesmo no mundo físico, em formas de socorro, amparo e orientação das mais diversas formas.

Entendemos que o Amor do Pai Supremo e de Jesus se manifestam junto aos necessitados no mundo físico e no mundo espiritual através das suas próprias criaturas, que devem se ajudar umas as outras, nessa maravilhosa corrente da solidariedade.

Nessa sociedade adequadamente organizada, preponderam as ações: estudar e trabalhar para o próprio bem e para o bem comum.

Não há privilégios, nem autoridades exteriores e artificiais. O que conta é o mérito pelo conhecimento e pelo amor.

Não há descansos imerecidos, nem sobrecarga de trabalho.

Os objetivos nobres e elevados são comuns a todos os cidadãos.

A preocupação com o bem-estar do outro é constante e clima permanente na cidade e no âmago de cada cidadão.

É inegável que, de certa forma, e com as devidas adaptações é o ideal de uma organização social voltada para a Justiça e o Amor a ser realizada pela nossa sociedade humana.

Vale muito conhecer André Luiz, Nosso Lar e seus cidadãos.

Você tem essa oportunidade com o livro Nosso Lar e, atualmente, com o filme do mesmo nome: Nosso Lar, em DVD.


Fonte: O Consolador, ano 5, 255.

domingo, 10 de junho de 2012

Mensagem da Semana























Acompanhe em áudio a mensagem “Cura Espiritual”, do Espírito André Luiz, seguida de uma meditação para cura física e espiritual.



Cura Espiritual


Comece orando. A prece é luz na sombra em que a doença se instala.

Semeia alegria. A esperança é medicamento no coração.

Fuja da impaciência. Toda a irritação é desastre magnético de consequências imprevisíveis.

Guarde confiança. A dúvida deita raios de morte.

Não critique. A censura é choque nos agentes da afinidade.

Conserve brandura. A palavra agressiva prende o trabalho na estaca zero.

Não se escandalize. O corpo de quem sofre é objeto sagrado.

Ajude espontaneamente para o bem. Simpatia é cooperação.

Não cultive os desafetos. Aversão é calamidade vibratória.

Interprete o doente qual se fosse você mesmo. Toda cura espiritual lança raízes sobre a força do amor.


André Luiz

Do livro O Espírito da Verdade, de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos.
^