quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A Casa Espírita e o Livro


Não é possível imaginar a difusão do Espiritismo no planeta sem o emprego do livro.

O livro é uma das mais revolucionárias invenções do homem. As bibliotecas da Antiguidade Oriental estavam repletas de textos gravados em tabuinhas de barro cozido com as impressões cuneiformes inventadas pelos sumérios, habitantes da Mesopotâmia, no século IV a. C. Eram os primeiros livros.

Depois, o pergaminho e o papiro substituíram os tijolos de barro. Com a invenção do papel, aproximadamente um século antes de Cristo, pelo chinês Cai Lun e, depois, da imprensa, por Johannes Gutenberg, por volta de 1439, os livros passaram a ser impressos mecanicamente, em grande quantidade, tornando possível transmitir fatos, registrar acontecimentos, descobertas, tratados, códigos ou apenas entretenimento.

Atualmente, o livro é considerado um material de consumo, uma mercadoria cultural, instrumento indispensável na difusão de ideias e transmissão de conceitos, entre outras funções que ele desempenha. Não podemos imaginar a difusão do Cristianismo sem os Evangelhos e, muito menos, a implantação do Espiritismo na Terra sem O Livro dos Espíritos e as demais obras literárias dele consequentes. Temos hoje livros de conteúdo vários, tais como os livros: jurídico, filosófico, científico, técnico, de autoajuda e assim por diante. Todos eles são úteis a cada um de nós, segundo os interesses que nos movem, mas é oportuno lembrar o que nos ensina o Espírito Emmanuel:

“Cada livro edificante é porta libertadora.

“O livro espírita, entretanto, emancipa a alma, nos fundamentos da vida.”

E a Casa espírita, o que é e que importância tem para nós?

Na visão dos luminares do plano invisível, ela é uma casa de oração, educandário e hospital. No entendimento dos órgãos orientadores do Movimento Espírita, a Casa espírita é a célula máter para prática e divulgação da Mensagem Consoladora.

Na função de educandário da alma, ensina as diretrizes da vida feliz, acenando com os triunfos e a proposta de autoelevação, norteando-se por um programa de educação, cujo conteúdo são as verdades do Evangelho do Mestre Jesus, clarificadas pela luz do Espiritismo.

Como hospital, recebe enfermos de toda procedência, sem lhe inquirir a doença nem exigir apresentação de carteira de saúde com os antecedentes da moléstia.

Na condição de templo, escuta os soluços da inquietude e atende o pranto das ansiedades, nascidos nos recessos da alma. Para tanto, desenvolve atividades que têm no seu bojo o propósito de ouvir, esclarecer, consolar e amparar a todos que a procuram, atuando com metodologia própria e objetivos definidos, sempre se valendo do livro espírita, estando à frente: O Livro dos Espíritos, O Evangelho segundo o Espiritismo e O Livro dos Médiuns.

Qualquer que seja a atividade dentro da instituição espírita, o livro surge como instrumento essencial à sua implementação. A palestra pública, a evangelização infanto-juvenil, as reuniões mediúnicas, o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, o atendimento fraterno, a fluidoterapia, a divulgação e outras atividades, não prescindem do apoio do livro espírita para fundamentar suas ações. Sem dúvida, livros de conteúdo distinto estarão presentes, contribuindo na metodologia da evangelização; no aprimoramento da palavra para servir no aconselhamento e na divulgação; na organização ambiental e administrativa da instituição etc.

Não se pode negar: o bom livro é imprescindível em nossas vidas!

Logo, uma Casa espírita sem o livro espírita e seu perseverante e meticuloso estudo, não estará edificada na rocha, mas sim, na areia. Não suportará a chuva das dificuldades impostas pelas relações humanas mal trabalhadas, nem as torrentes da incompreensão dos que ainda não entenderam o objetivo da doutrina Espírita, sejam eles encarnados ou desencarnados, e, muito menos se manterá firme à frente dos ventos que sopram ideias modernistas que tentam descaracterizar o âmago do Espiritismo, com meias verdades. A rocha é Jesus, é Kardec!
E como a Casa espírita pode valorizar o livro espírita e fazer dele o seu arrimo em suas atividades?

1. Na palestra pública: Orientar o palestrante para que informe aos ouvintes as principais obras espíritas que lhe serviram de base para o seu desempenho. Melhor resultado se obterá se elas forem divulgadas junto com o anúncio das palestras, em quadro específico.

2. No estudo sistematizado da doutrina espírita – ESDE: Colocar à disposição os livros básicos do Espiritismo para consulta dos participantes, levando em conta que muitos deles não têm condição de adquiri-los para organizar sua biblioteca particular.

3. No atendimento fraterno: Praticar a biblioterapia1, indicando aos que comparecem ao diálogo a leitura de livros como coadjuvantes na busca de si mesmo, do autoconhecimento, favorecendo a reforma íntima: o livro espírita encoraja, esclarece, revela e conduz o homem a Deus, em qualquer situação, e não tem contraindicação. Na falta de um conceito espírita para este método de tratamento, valemo-nos do ensinamento do Espírito Philomeno de Miranda:

“[...] é através da leitura evangélica que o Espírito se irriga de esperança e se renova, abrindo verdadeiras clareiras e brechas na psicosfera densa que elabora e de que se nutre, a fim de que penetrem outras energias benéficas que o predisporão para o bem, de intervalo a intervalo, até que logrem modificar a paisagem interior, animando-se a investimentos maiores.”2

A biblioterapia, cujos resultados são bastante profícuos, há que ser adotada com alguns critérios para não invalidar os resultados esperados. São eles:

a) Adequar a indicação do livro ao grau de perturbação do paciente, ouvindo as considerações deste. Sabemos que há irmãos vitimados pela obsessão que confessam não encontrar disposição para ler, sendo vencidos por incoercível sono.

b) Esclarecer o paciente o porquê da possível dificuldade que terá para fazer a leitura indicada. Uma solução é pedir que alguém faça a leitura para ele ouvir.

c) Orientar o paciente quanto ao modo de fazer a leitura indicada para o melhor aproveitamento. Que leia pequenos trechos e, em seguida, reflita sobre o que leu, interrogando se aquele conteúdo tem relação com ele e com suas dificuldades.

d) Sublinhar a importância da participação efetiva do paciente no seu tratamento.

1. Na evangelização. Durante as reuniões com o grupo de pais, não somente enfatizar a missão deles e pedir-lhes apoio para a evangelização de seus filhos, mas, também, divulgar e incentivar a leitura de livros que lhes despertem a responsabilidade da reeducação dos seus filhos ou fortaleçam-lhes o ânimo e o entendimento nesse ministério. Quanto possível, levar em consideração o nível socioeconômico dos pais, e fazer a doação daqueles livros.

2. Na livraria. Colocar à venda livros que já foram consagrados como sendo verdadeiramente espíritas. Para tanto, leva-se em conta o autor espiritual e o médium, quando se tratar de obra mediúnica. De autores novos, o conteúdo deverá estar alinhado com a Codificação. O mesmo serve para os títulos escritos por autores encarnados. Se a Casa exige que suas atividades sejam embasadas nas obras genuinamente espíritas, por que não ser coerente com a venda de livros? Dois pesos, duas medidas?

3. Na biblioteca, adotar os mesmos critérios da livraria.

Na esperança de que o livro espírita seja soberbamente valorizado e divulgado, encerramos com a rogativa de Emmanuel, muito conhecida de todos nós, no que se refere ao estudo do Espiritismo na Casa espírita, para que ela faça parte da constelação da Doutrina Consoladora:

Sentir Kardec; Estudar Kardec;
Anotar Kardec; Meditar Kardec;
Comentar Kardec; Interpretar Kardec;
Cultivar Kardec; Ensinar Kardec e
Divulgar Kardec...


Waldehir Bezerra de Almeida

Referencias:

1. O dicionário Houaiss diz: “biblioterapia é o emprego de livros e de sua leitura no tratamento de distúrbios nervosos”. Porém este conceito é ampliado e diversificado pelos estudiosos do assunto sendo, no entanto, unânimes em assegurar que a leitura auxilia o doente a verificar que há mais de uma solução para o seu problema; que é um método subsidiário no tratamento de transtornos psíquicos; que a leitura leva a uma introspecção, favorecendo a diminuição do conflito pelo aumento da autoestima, e que encoraja o leitor a encarar sua situação de forma realista, conduzindo-o a uma ação renovadora, ajudando-o a libertar-se dos medos, dos pensamentos obsessivos e de emoções inferiores.

2. Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda.


Fonte: Revista Internacional de Espiritismo, Ed. Agosto de 2013

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Um Mundo mais informado é um Mundo menos Violento


Talvez estejamos ficando melhores porque estamos ficando mais inteligentes, conclui o neurocientista Steven Pinker, professor da Universidade Harvard (EUA), após exaustiva pesquisa sobre a impressionante queda da violência humana nos últimos séculos.

A pesquisa do professor Pinker redundou em uma obra de mais de mil páginas intitulada Os anjos bons da nossa natureza, que, contrapondo-se ao senso comum, mostra que a violência em quase todas as escalas – na família, nos bairros, entre tribos e outras facções armadas e entre nações e Estados importantes – vem sofrendo evidente redução. O século XX não foi um mergulho permanente na perversidade. Ao contrário, a tendência moral duradoura deste século foi um humanismo avesso à violência que se iniciou nos século XVII e XVIII (“das Luzes”). Apesar das duas grandes guerras, as grandes potências mundiais não lutam entre si desde 1945. Um período de paz tão longo entre os Estados mais poderosos não tem precedentes.

Tal constatação não é resultado de uma opinião pessoal, mas de dados estatísticos indiscutíveis. O autor confessa seu assombro diante dos dados: viver na civilização reduz em cinco vezes as chances de uma pessoa ser vítima de violência. O lugar mais seguro na história humana, a Europa Ocidental, desde a virada do século XXI, vem tendo uma taxa de homicídios de um por 100 mil. No século XIV tal taxa era da ordem de 110 homicídios por 100 mil habitantes. A estarrecedora parcela de 26% dos homens aristocratas morria por violência nos séculos XIV e XV. A taxa caiu para a casa de um dígito na virada do século XVIII, e hoje, obviamente, está quase zerada. A Inglaterra do século XX era 95% menos violenta do que do século XIV. Uma cultura da honra – a prontidão para vingar-se – deu lugar a uma cultura da dignidade – a prontidão para controlar as emoções.

No decorrer de pouco mais de um século, práticas cruéis que por milênios haviam sido parte da civilização foram subitamente abolidas, como a execução de bruxos, a tortura oficial de prisioneiros e a perseguição a hereges e estrangeiros. As revoluções por direitos nas últimas décadas mudaram, de forma radical, a forma de ver e se conduzir diante das mulheres e crianças, dos negros, dos animais e dos homossexuais. O fim de grande parte das ditaduras militares ou civis acompanhou essas revoluções liberais. Do mesmo modo que fumar em escritórios e salas de aula passou de coisa comum a proibida e depois a impensável, práticas como a escravidão e o enforcamento público tornam-se tão inimagináveis que nem sequer são assuntos de debate.

O que mudou no ambiente das pessoas que poderia ter desencadeado tal revolução humanitária? Ao analisar as causas do fenômeno, o autor acredita que a mais abrangente mudança nas sensibilidades comuns deixada por essa revolução é a reação ao sofrimento de outros seres vivos. As pessoas de hoje estão longe de ser moralmente imaculadas, mas a maioria não tem vontade alguma de ver um cão e muito menos uma pessoa, morrer queimado.

E o que teria levado a isso? Steven Pinker relaciona várias causas, mas chama a nossa atenção para uma delas: o aumento na produção de livros, o hábito da leitura, o esclarecimento e o incremento das informações, além de um notável aprimoramento do raciocínio abstrato, verificado nos testes de QI, realizados nas últimas décadas.

Afirma o autor citado que a expansão da mente, decorrente de boas leituras deve ter adicionado uma dose de humanitarismo às emoções e crenças das pessoas. Ler é uma tecnologia para mudança de perspectiva. Quando nós temos na cabeça os pensamentos de outra pessoa, observamos o mundo do ponto de vista dessa pessoa, o que nos seduz a pensar e sentir como pessoas muito diferentes de nós mesmos. Revisitem o que deu errado no mundo Islâmico, opina o professor Pinker, pode ter sido a rejeição à imprensa escrita e a resistência à importação de livros e ideias neles contidos.

A difusão de boas ideias resulta em reformas que reduzem a violência por vários caminhos. O mais óbvio é o desmascaramento da ignorância e da superstição. Cita Voltaire quando afirma que aqueles que conseguem fazer você acreditar em absurdos podem fazer você cometer atrocidades. Outro caminho é um incremento dos convites à adoção dos pontos de vista de gente diferente de nós, acelerando o processo de tolerância nas relações humanas.

Existe um terceiro caminho pelo qual a informação pode fecundar o progresso moral: incrementando o progresso tecnológico e a melhoria das condições de vida das pessoas. Sociedades tecnologicamente atrasadas tendem a ser moralmente atrasadas também.

As conclusões de Steve Pinker são admiravelmente coincidentes com o pensamento Kardequiano, embora a distância de mais de 150 anos entre os dois pensadores.

No que se refere à queda dos índices de violência, Kardec provocou os Espíritos, indagando: como é bastante grande a perversidade do homem, não parece que, pelo menos do ponto de vista moral, ele, em vez de avançar, caminha aos recuos?

A resposta dos Espíritos, conforme se lê no item 784 de O Livro dos Espíritos, é essa: – “Enganas-te. Observa bem o conjunto e verás que o homem se adianta, pois que melhor compreende o que é mal, e vai dia a dia reprimindo os abusos”.

No que tange à importância do desenvolvimento tecnológico no desenvolvimento dos caracteres morais, os Espíritos foram igualmente concordantes com o autor que ora visitamos, pois quando Allan Kardec indaga se o progresso moral acompanha sempre o progresso Intelectual, eles respondem:

– “Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente”. (O Livro dos Espíritos, item 780.)

E acrescentam que pode o progresso intelectual engendrar o progresso moral fazendo compreensíveis o bem e o mal. O homem, desde então, pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos. (O Livro dos Espíritos, item 781)

Numa bela análise das reformas em processo na Terra, Kardec, no último capítulo do livro A Gênese, revalida o pensamento apresentado pelos Benfeitores em O Livro dos Espíritos, conforme as anotações abaixo:

Moralmente, a Humanidade progride pelo desenvolvimento da inteligência, do senso moral e do abrandamento dos costumes. Ao mesmo tempo que o melhoramento do globo se opera sob a ação das forças materiais, os homens para isso concorrem pelos esforços de sua inteligência. Saneiam as regiões insalubres, tornam mais fáceis as comunicações e mais produtiva a terra.

Depois de se haver, de certo modo, considerado todo o bem-estar material, produto da inteligência, logra-se compreender que o complemento desse bem-estar somente pode achar-se no desenvolvimento moral. Quanto mais se avança, tanto mais se sente o que falta, sem que, entretanto, se possa ainda definir claramente o que seja: é isso efeito do trabalho íntimo que se opera em prol da regeneração. Surgem desejos, aspirações, que são como que o pressentimento de um estado melhor.

Lembra, todavia, o nosso Codificador, que há muito que ser feito, pois falta a essas reformas uma base que permita se desenvolvam, completem e consolidem; falta uma predisposição moral mais generalizada, para fazer que elas frutifiquem e que as massas as acolham.

Refere-se Kardec ao papel da fé raciocinada, da crença fundamentada na razão e em uma espiritualidade que seja elemento de construção de mais fraternidade, entendimento e boa vontade entre os homens:

A destruição do materialismo, que é uma das chagas da sociedade. O Espiritismo pode fazer com que os homens compreendam onde estão seus verdadeiros interesses. Como a vida futura não mais será velada pela dúvida, o homem perceberá melhor que pode garantir seu futuro por meio do presente. Destruindo os preconceitos de seitas, castas e cores, o Espiritismo ensina aos homens a grande solidariedade que os há de unir como irmãos. (O Livro dos Espíritos, item 799.)


Ricardo Baesso de Oliveira


Fonte: O Consolador, Crônicas e Artigos, Ano 7 - N° 323 - 4 de Agosto de 2013

domingo, 4 de agosto de 2013

As Rádios Espíritas

Um dos principais meios de comunicação da atualidade, a radiodifusão associada à rede mundial de computadores tem se tornado um importante veículo para a divulgação da doutrina espírita, permitindo o acesso a uma larga escala de ouvintes em todo o planeta. Com o crescimento constante de rádios dedicadas a esse fim, em setembro de 2010, aconteceu na cidade de Campinas, São Paulo, o 1º Laboratório de Rádio Espírita, evento realizado com a parceria da ADE-SP e ADE-Campinas que contou com a participação de Éder Fávaro, presidente da ADE-SP e radialista da Rádio Boa Nova, Carlos Garcia, escritor e radialista web e Demerval Carinhana Jr, pesquisador do ITA e presidente da ADE-Campinas, apresentando oficinas de montagem de uma rádio web com recursos básicos de operação e ressaltando o valor da tecnologia.

Assista aqui ao vídeo com comentários que mostra momentos do evento:


Divulgamos abaixo uma relação de algumas das rádios webs que fazem a difusão da doutrina espírita na atualidade e os seus respectivos links para acesso.

Rádio Rio de Janeiro


http://www.radioriodejaneiro.am.br/

Rádio Fraternidade


http://www.radiofraternidade.com.br/

Rádio Boa Nova


http://www.radioboanova.com.br/

Rádio Mundo Maior


http://www.radiomundomaior.com.br/

Rádio Espírita


http://www.radioespirita.net/

Web Rádio Espírita Campinas


http://www.radioespirita.org.br/

Rádio Síntese Web


http://www.radiosinteseweb.com.br/

Rádio CEAC


http://www.radioceac.com.br/

Rádio Portal da Luz


http://www.radioportaldaluz.com/

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Especial do Mês


O especial do mês de agosto, “Coletâneas Espíritas”, reúne em nossas postagens artigos, mensagens e informações atuais com temas que estão em destaque nos principais meios de divulgação eletrônica e digital da doutrina espírita.

As nossas atualizações serão realizadas em dias alternados.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

As Asas da Libertação


Se pretendes mergulhar nos fluidos superiores da Vida, desvendando os complexos mecanismos da existência, ora e medita.

A prece levar-te-á ao norte seguro e a meditação fixar-te-á no centro das aspirações superiores, harmonizando-te.

Se desejas permanecer em paz integral, consolidando as conquistas espirituais, renuncia e esquece todo o mal.

A renúncia ensinar-te-á libertação das coisas e das conjunturas afligentes e o esquecimento de qualquer mal ser-te-á o pilotis para a libertação plena.

Se planejas integração no bem, ampliando a visão do amor, trabalha e serve ao próximo.

O trabalho enriquecer-te-á de valores inquestionáveis e o serviço da caridade ao próximo, proporcionar-te-á oportunidade de iluminação pessoal com doação de felicidade aos outros.

Se queres a consciência tranquila no teu processo de busca e de redenção, persevera e acompanha os que sofrem, não os deixando a sós.

A perseverança no bem dar-te-á generosidade natural e a companhia ao lado dos infelizes far-te-á sábio pelas técnicas de amor que aprenderás a utilizar para o êxito no ministério.

As duas primeiras linhas do comportamento podem ser a tua vertical de silencioso crescimento para Deus, na luta íntima, sem testemunhas, muitas vezes chorando e sofrendo, como se o solo da alma fosse rasgado para que se fixasse a trave em que te apoias e amparas.

As duas atitudes outras são a linha horizontal da tua vivência espiritual e fraterna com as criaturas humanas do teu caminho.

Já não é a busca em estrangulamento das paixões, mas a doação em sorrisos de alegria, distribuindo estímulos e coragem em nome do amor que reflete o Grande Amor.

Uma cruz a tua vida!

Nela, de braços abertos, tu te encontras.

Já não há dor, nem aflição.

Lentamente verás transformar-se a trave horizontal em asas de luz, e, livre, ascenderás na direção do Sublime Crucificado, que a todos nos aguarda em confiança de paz.


Joanna de Angelis

Psicografia do médium Divaldo Pereira Franco.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O Maior Mandamento

“Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito [...]. Amarás o teu próximo com a ti mesmo.” (Mateus, 22:37 e 39.)


Dentre todos os ensinamentos do Mestre, Ele destacou esse como resumo de toda a lei e todos os profetas. É um verdadeiro roteiro de vida para nós.

O Cristo também nos lembra, em outro precioso ensinamento:

“sois deuses”, ou seja, trazemos em nós a centelha divina, a força criadora, o Eu superior que é nossa verdadeira luz e na qual se encontra toda a plenitude de sabedoria e amor de Deus em nós.

Reconhecermos ser mais do que acreditamos ser, é nos libertarmos dos sentidos tão voltados para os limitados conceitos materialistas ainda muito cultivados.

Tomar consciência do verdadeiro é, antes de tudo, modificar-se para obter uma visão holística de todo o dinamismo da vida.

Vivemos em um mundo onde os conceitos de felicidade têm-se voltado à satisfação da personalidade humana através de conquistas e sensações direcionadas ao prazer do corpo físico, assim como à vaidade que causa o sentimento de superioridade aparente nos grupos sociais. Temos direcionado o que entendemos como amor a atitudes de posse, controle, medo, ciúme, manipulação alheia, na crença de que assim estaremos plantando a nossa felicidade e a dos nossos entes queridos.

Seguimos, muitas vezes, conceitos, crenças, modelos, tomando como base o procedimento utilitarista da sociedade em vários campos.

Todo esse cenário nos mostra muitos seres humanos em seus conflitos íntimos, familiares, quando percebemos a insatisfação contínua, a busca desenfreada de alegrias, os sentimentos doentios que se manifestam através de comportamentos depressivos, condutas impulsivas e compulsivas, desencontros entre casais, pais, filhos e, principalmente, diante das atitudes causadas pelo caráter fraco, social e político.

A maturidade espiritual diante dos ensinamentos de Jesus nos leva a entender, então, que o conceito de amor deve ser modificado, tornando-se uma busca incessante de Deus, que cada um traz dentro de si.

Podemos exercitar esse amor através da educação de nossos sentimentos, de nossa personalidade.

Educando-nos através do conhecimento, podemos modificar nossas atitudes, transformando o imediatismo em perseverança, o pessimismo em novas perspectivas de crescimento e, acima de tudo, compreendendo e aceitando que somos todos iguais em potencialidades, com conhecimentos diferentes, caracterizando cada um no seu grau evolutivo. Assim, com um novo posicionamento diante da vida, saímos da multidão de aflitos, passando a caminhar com o discernimento de quem conhece, a calma de quem confia, a bondade de quem ama, a liberdade de quem sabe que é dono de si mesmo e autor de tudo o que lhe acontece.

Sendo o amor a nós mesmos o modelo de amor ao próximo, devemos compreender que, amar ao nosso irmão é, antes de tudo, nos fazer melhores seres humanos, para que possamos emitir pensamentos, ações, palavras, sentimentos e atitudes que realmente retratem Deus dentro de nós. Amar-nos, construindo atitudes e pensamentos saudáveis que irão provocar em nós a verdadeira cura.

Libertando-nos de males tão comuns como a maledicência, o ciúme, a inveja, a corrupção, o egoísmo, passamos a compreender que toda ação gera uma reação em nós mesmos.

Pensando e agindo como seres de luz, modificamos nossa posição, entendendo que a compreensão da caridade também se torna mais verdadeira e ativa.

Entendemos, então, que o amor é a força que transforma os sentimentos, e a caridade é a ação contínua e natural provocada por esse sentimento vivo em nós.

Passamos a ser, naturalmente, caridosos. Nossas ações se transformam, nossos pensamentos são mais saudáveis, nossas idéias mais ricas, nossas palavras mais limpas, e nosso ser se torna mais harmônico, nosso caminhar é de calma, confiança e certeza, fazendo-nos ver o outro como irmão, que está no mesmo caminho e, se permanece no erro, é porque ainda não descobriu em si esse maravilhoso tesouro.

A caridade se manifesta através do perdão que liberta o ser da culpa, das prisões íntimas, provocadas pelos erros passados. A caridade provoca também o sentimento de perdão ao próximo, pois compreendemos a fragilidade que nos é comum e nos leva a atitudes equivocadas, fazendo com que as energias deletérias da mágoa se transformem em fluidos curadores, a refletirem em nós a saúde integral, do corpo e do espírito.

Mas, além do perdão, a caridade é, também, benevolência e indulgência, como a entendia Jesus (O Livro dos Espíritos, questão 886). Nossas atitudes passam a ser não mais a da crítica ou a do julgamento, mas a de compreender e auxiliar o próximo.

Atuamos, então, levando, quando necessário, primeiro o alimento material, pois que a fome enfraquece o corpo físico para que, depois de restauradas as energias, possamos indicar a verdadeira fonte de vida, como já o fez o Mestre ao nos ensinar pelo exemplo.


Fidel Nogueira

Revista Reformador, ed. novembro de 2008.

sábado, 27 de julho de 2013

Esmola


"Dai antes esmola do que tiverdes." - Jesus. (Lucas, 11:41)

A palavra do Senhor está sempre estruturada em luminosa beleza que não podemos perder de vista.

No capítulo da esmola, a recomendação do Mestre, dentro da narrativa de Lucas, merece apontamentos especiais.

"Dai antes esmola do que tiverdes."

Dar o que temos é diferente de dar o que detemos.

A caridade é sublime em todos os aspectos sob os quais se nos revele e em circunstância alguma devemos esquecer a abnegação admirável daqueles que distribuem pão e agasalho, remédio e socorro para o corpo, aprendendo a solidariedade e ensinando-a.

É justo, porém, salientar que a fortuna ou a autoridade são bens que detemos provisoriamente na marcha comum e que, nos fundamentos substanciais da vida, não nos pertencem.

O Dono de todo o poder e de toda a riqueza no Universo é Deus, nosso Criador e Pai, que empresta recursos aos homens, segundo os méritos ou as necessidades de cada um.

Não olvidemos, assim, as doações de nossa esfera íntima e perguntemos a nós mesmos:

Que temos de nós próprios para dar? Que espécie de emoção estamos comunicando aos outros? Que reações provocamos no próximo? Que distribuímos com os nossos companheiros de luta diária? Qual é o estoque de nossos sentimentos? Que tipo de vibrações espalhamos?

Para difundir a bondade, ninguém precisa cultivar riso estridente ou sorrisos baratos, mas, para não darmos pedras de indiferença aos corações famintos de pão da fraternidade, é indispensável amealhar em nosso espírito as reservas da boa compreensão, emitindo o tesouro de amizade e entendimento que o Mestre nos confiou em serviço ao bem de quantos nos odeiam, perto ou longe.

É sempre reduzida a caridade que alimenta o estômago, mas que não esquece a ofensa, que não se dispõe a servir diretamente ou que não acende luz para a ignorância.

O aviso do Instrutor Divino nas anotações de Lucas significa: - dai esmola de vossa vida íntima, ajudai por vós mesmos, espalhai alegria e bom ânimo, oportunidade de crescimento e elevação com os vossos semelhantes, sede irmãos dedicados ao próximo, porque, em verdade, o amor que se irradia em bênçãos de felicidade e trabalho, paz e confiança, é sempre a dádiva maior de todas.


Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier, constante do livro “Fonte Viva", de 1956, publicado pela Federação Espírita Brasileira.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Cáritas


Eu sou o sol que aquece a vida, em nome da vida que criou o sol.

Sou eu quem reverdece o campo em beijos cálidos após a demorada invernia.

Eu sou a força que sustenta as criaturas tombadas, a fim de que se ergam, e as desiludidas, para que recomecem o trabalho do próprio crescimento.

Eu sou o pão que alimenta os corpos e as almas, impedindo-os de experimentar deperecimento.

Sou eu a música que enternece o revoltado, e sou o poema de esperança que canta alegria onde houve devastação.

Por onde eu passo, um rastro luminoso fica vencendo a sombra que cede lugar à claridade libertadora.

Eu sou o medicamento que restaura as energias abaladas, e sou o bálsamo que suaviza o ardor das chagas purulentas que levam à agonia e à alucinação.

Sou a gentileza que ouve pacientemente a narrativa do sofrimento e nunca se cansa de ser solidária, conquanto a aflição se espraie entre as criaturas.

Eu sou o fermento que leveda a massa e dá-lhe forma para aprimorar-lhe o sabor.

Sou eu a paz que visita o terreno árido, adornando-lhe a paisagem fúnebre.

Eu sou o perfume carreado pela brisa mansa para aromatizar os seres e os jardins.

Sou eu a consolação que sussurra palavras de fé aos ouvidos da amargura e soergue aqueles que já não confiam em ninguém, aturdidos pelas frustrações e feridos pelas dores pungentes.

Eu sou a madrugada que ressuscita todos aqueles que são tidos como mortos ou que estão adormecidos, a fim de que possam voltar ao convívio dos familiares saudosos e em angústias devastadoras.

Sou eu a água refrescante que sacia a sede de todas as necessidades e limpa os detritos da alma degenerada, preparando-a para os renascimentos felizes.

Eu sou o hálito divino sustentando a criação e penetrando por todas as partículas de que se constitui.

Convido minha irmã, a fé, para que ofereça resistência ao viajor cansado e o alente em cada passo, concedendo-lhe combustível para nunca desistir.

Eu me apoio na irmã esperança que possui o encanto de reerguer e amenizar a aspereza das provações.

Quando elas chegam, o prado queimado se renova, porque se me associam, fazendo que arrebentem flores e frutos onde a morte parecia dominar...

As duas, a fé e a esperança, constituem os elementos vitais da minha alma, a fim de que permaneça conduzindo todos os seres.

O Senhor enviou-me em Seu nome, com a missão de lembrar a Sua presença no Mundo, desde quando me usou para que as criaturas que Lhe desafiaram a justiça e a misericórdia, pudessem recomeçar o processo de evolução.

Vinde comigo ao banquete suntuoso da ação contínua do bem e embriagai-vos de felicidade.

Eu sou a caridade!

* * *

A caridade para ser legítima não dispensa a fé que lhe oferece vitalidade; e esta para ser nobre deve firmar-se no discernimento da razão como normativa salutar.



Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito Cáritas, psicografia de Divaldo Pereira Franco, em 06.01.99, na cidade do Salvador – BA.
Em 28.12.2007.

terça-feira, 23 de julho de 2013

A Caridade da Gratidão


Entre a Gratidão e a Ingratidão



As regras de etiqueta social ditam normas que a pessoa deve seguir, no caso de ser beneficiada com algum obséquio. A retribuição e a gentileza fazem parte do conjunto de preceitos dessa cartilha de bons modos.

A gratidão, porém, é uma virtude moral que transcende a simples retribuição por bons modos expressos em regras de conduta social que dão o verniz da civilização.

Já a ingratidão, antípoda da primeira, é uma doença da alma que denota o atraso moral em que nos encontramos. Filha do egoísmo, é causa de muitas frustrações e decepções para os corações humanos.

Os Espíritos superiores recomendam que ante a ingratidão conservemos o equilíbrio, pois o ingrato é um enfermo digno de piedade a nos testar a abnegação e a perseverança na prática do bem.

Na vida social, todos somos devedores uns dos outros, seja nos pequenos como nos grandes lances da existência, em que precisamos do socorro alheio. Acima de tudo, somos devedores do Criador que nos cobre de bênçãos diárias, às quais não damos valor, pois as consideramos triviais em nossas vidas, como o corpo que envergamos– essa maravilhosa máquina –, o ar, a água, o alimento, a afeição dos entes queridos etc.

Por mais que expressemos gratidão a Deus, jamais conseguiremos retribuir, à altura, a infinitude das dádivas recebidas, a começar pela própria existência. Isso, porém, não deve constituir obstáculo para continuarmos a expressar gratidão em todas as circunstâncias da vida, sejam elas boas ou más. Essa gratidão consiste não apenas em louvar, mas sobretudo em servir a Deus.

E como podemos servi-lo?

Saiba compreender o que significa servir a Deus.
Deus, a Onipotência absoluta e Infinita, de nada precisa.
Entretanto, quer ser servido, mas indiretamente, através de suas manifestações, que são as criaturas, animadas ou inanimadas.
Todas as vezes que servimos a um semelhante, a um animal, a uma planta, estamos servindo a Deus, porque Deus se manifesta ao homem através do próprio homem.1

Aquele que reconhece o bem recebido de outrem demonstra, ao contrário do ingrato, humildade e bondade de coração. Toda vez que sinceramente agradecemos um benefício prestado por alguém crescemos em virtude. A gratidão pode ser expressa por uma simples prece, que repercutirá em prol do benfeitor e de nós próprios:

[...] Nesse sentido, as preces ou mesmo apenas as vibrações de alegria e reconhecimento de todas as criaturas encarnadas ou desencarnadas beneficiadas pelos requeredores, funcionam à guisa de abonos e cauções de significado muito importante para cada um, tanto ali quanto em qualquer lugar [...].2

Quando fazemos o bem, quase sempre estamos semeando para o futuro, cujos frutos aparecerão em momentos oportunos. As pessoas mais endurecidas, embora muitas vezes a princípio não demonstrem, são impactadas pelo exemplo daquele que pratica o bem.

Não raro, quando desencarnam, a lembrança do bem que lhes fizeram vem à tona, contribuindo para o seu despertamento espiritual.

Portanto, um benefício nunca é praticado em vão.

“Ao fazer o bem, não devemos esperar receber nada em troca”


Um exemplo dessa afirmação encontramos no capítulo 14, do livro Nosso Lar, em que o Ministro Clarêncio, ao ser procurado por André Luiz, que postulava trabalho na Colônia, informou-lhe que, graças ao bem feito por ele em favor do próximo, na Terra, quando médico, ainda que de forma displicente, estava sendo beneficiado, no mundo espiritual, com as preces dos Espíritos agradecidos pelas dádivas recebidas.

A revolta contra a ingratidão evidencia que o benfeitor procura, na Terra, a recompensa pelos seus atos, demonstrando, com isso, egoísmo e orgulho. Portanto, ao fazer o bem, não devemos esperar receber nada em troca:

Deveis sempre ajudar os fracos, embora sabendo de antemão que aqueles a quem fizerdes o bem não vos agradecerão por isso. Ficai certos de que, se a pessoa a quem prestais um serviço o esquece, Deus o levará mais em conta do que se o beneficiado vos houvesse pago com a sua gratidão. Deus permite que às vezes sejais pagos com a ingratidão, para experimentar a vossa perseverança em praticar o bem. [...]3

Se alguém retribui com ingratidão o bem que lhe fizemos, lembremo-nos de que é sempre melhor receber do que exercê-la em relação ao próximo:

Bendize, assim, os ingratos e ora por eles, porquanto estão em piores condições do que supões, e, se puderes, ajuda-os mais, pois a felicidade é sempre maior naquele que cultiva o amor e a misericórdia, jamais em quem recebe e esquece, beneficia-se e despreza o benfeitor.4

A ingratidão dos filhos para com os pais é a que apresenta o caráter mais deprimente e fere mais o coração. Contudo, nada acontece por acaso. Em grande parte das vezes, os inimigos de outrora foram reunidos pelos laços reencarnatórios pela lei de causa e efeito, para que resgatem no amor e no perdão os débitos do passado.

Enfim, a revolta contra a ingratidão equipara-se a um gesto de vingança contra quem ainda desconhece os segredos do amor que nasce da caridade legítima.

Por tudo isso, é preciso aprender a ser grato. É que nem todos têm essa facilidade. Muitos ocultam tais sentimentos, com receio de expor a própria fragilidade, ou acham que o benefício recebido não é tão importante que mereça reconhecimento. Entretanto, “todas as concessões do Pai Celeste são preciosas no campo de nossa vida”.5

Não é apenas por meio de coisas materiais que podemos ser gratos a outrem. Ante as leis divinas, a fidelidade, a afeição e o respeito por quem nos beneficiou têm imenso valor.

São infinitos os modos de expressar a gratidão, e os mais valiosos são aqueles que brotam dos sentimentos puros da alma.

Embora a ingratidão seja uma fonte de amargura para o benfeitor, esse deve lastimar o ingrato, o qual um dia colherá, na dor, o arrependimento pela sua atitude impensada. Aprenderá pelo sofrimento o que é a insensibilidade do coração:

[...] Lembrai-vos de que o próprio Jesus foi injuriado e desprezado neste mundo [...], e não vos admireis de que o mesmo aconteça convosco. Que o bem que houverdes feito seja a vossa recompensa na Terra e não vos importeis com o que dizem os que receberam os vossos benefícios. A ingratidão é uma prova para a vossa perseverança na prática do bem; ser-vos-á levada em conta e aqueles que vos desprezaram serão tanto mais punidos, quanto maior lhes tenha sido a ingratidão.6

A gratidão é um dos caminhos que nos levam a Deus. Entre a gratidão e a ingratidão, fiquemos com a primeira, que é aquela que nos garante a paz, a harmonia e a afeição dos companheiros de jornada evolutiva.

Christiano Torchi

Revista Reformador, ed. Junho de 2012, (Feb).

Referências:
1PASTORINO, Carlos T. Minutos de sabedoria. 39. ed. Petrópolis:Vozes, 2000. p. 214.
2XAVIER, Francisco C.; VIEIRA, Waldo. Sexo e destino. Pelo Espírito André Luiz. 32. ed. 3. reimp. atualizada. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Pt. 2, cap. 10, p. 363.
3KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. 13, it. 19, p. 281-282.
4FRANCO, Divaldo P. Leis morais da vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 9. ed. Salvador: LEAL, 1999. Cap. 48, Ingratidões, p. 179.
5XAVIER, Francisco C. Fonte viva. Pelo Espírito Emmanuel. ed. esp. 3. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 1995. Cap. 155, Aprendamos a agradecer, p. 352.
6KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. Q. 937.
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