sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Grandes Autores Espíritas Clássicos

Alguns dos grandes autores que figuram na literatura espírita clássica:



Allan Kardec ( O Codificador) -Nascido em Lião, a 3 de outubro de 1804, Hippolyte Léon Denizard Rivail, ou simplesmente Allan Kardec, foi o codificador da Doutrina Espírita. Poucas pessoas conhecem a proposta filosófica do Espiritismo, permanecendo a maioria na superficialidade, não usufruindo da sabedoria que os espíritos superiores passaram a Allan Kardec. A verdadeira fonte das verdades espíritas está na Codificação de Allan Kardec. As cinco obras fundamentais que versam sobre o Espiritismo, sob o pseudônimo Allan Kardec são: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, A Gênese.



Léon Denis- nasceu em Foug, a 1 de janeiro de 1846 e desencarnou em Tours, em 12 de Março de 1927. Foi um filósofo espírita e um dos principais continuadores do espiritismo após a morte de Allan Kardec, ao lado de Gabriel Delanne e Camille Flammarion. Dentre suas obras, destacam-se: Cristianismo e Espiritismo, Depois da Morte, Espíritos e Médiuns, Joana D'Arc, Médium, No Invisível, O Além e a Sobrevivência do Ser, O Espiritismo e o Clero Católico, O Espiritismo na Arte, O Gênio Céltico e o Mundo Invisível, O Grande Enigma, O Mundo Invisível e a Guerra, O Porquê da Vida, O Problema do Ser, do Destino e da Dor, O Progresso, Provas Experimentais da Sobrevivência, Socialismo e Espiritismo.



Gabriel Delanne (Paris, França, 23 de Março de 1857 - 15 de Fevereiro de 1926), foi um espírita francês e importante defensor da cientificidade do Espiritismo durante a transição do século XIX para o século XX, particularmente após o falecimento de Allan Kardec. O seu pai era espírita e amigo íntimo de Allan Kardec, e a sua mãe, médium, colaborou na Codificação. Graduou-se em Engenharia. Fundou a União Espírita Francesa, em 1882, e o jornal Le Spiritisme no mesmo ano. Ao lado do filósofo Léon Denis, foi um importante divulgador das ideias espíritas nessa época. Fez conferência por toda a Europa, incluindo a abertura do "I Congresso Espírita e Espiritualista" que ocorreu em 1890. Compreendendo que o perispírito estava no centro dos fenômenos espíritas, procurou distinguir mediunismo de animismo. Auxiliou Charles Robert Richet, criador da metapsíquica, em suas pesquisas com a médium Marthe Béraud. Já em 1896 fundou a Revista Científica e Moral do Espiritismo, que por muitos anos levou a público artigos científicos e filosóficos sobre a temática espírita. são suas obras: Le Spiritisme devant la Science (O Espiritismo perante a Ciência) 1885, Le Phénomène Spirite (O Fenômeno Espírita) 1893, L’Évolution Animique (A Evolução Anímica) 1895; L’Âme est Immortelle (A Alma é Imortal) 1897; Recherches sur la Médiumnité 1898; Comptu Rendu du Congrès Spirite et Spiritualiste Internacional 1900; Societé Française d'Étude des Phénomènes Psychiques- 1902; Les Apparitions Matérialisés des Vivants et des Mort, tome I, 1909; Les Apparitions Matérialisés des Vivants et des Mort, tome II, 1911; Documents pour servir à l´étude de la Réincarnation (A Reencarnação), 1927.



Nicolas Camille Flammarion- mais conhecido como Camille Flammarion (Montigny-le-Roi, 26 de fevereiro de 1842 — Juvisy-sur-Orge, 3 de junho de 1925), foi um astrônomo francês. Seu irmão Ernest Flammarion foi o fundador das Edições Flammarion. Foi amigo de Allan Kardec, o codificador do Espiritismo. Ao pé do túmulo deste fez um discurso em sua homenagem afirmando que o mesmo era "o bom senso encarnado". A íntegra desse discurso consta do início de Obras Póstumas, em edição da Federação Espírita Brasileira. Suas obras são: La pluralité des mondes habités (A Pluralidade dos Mundos Habitados), 1862; Les Mondes imaginaires et les mondes réels (Os Mundos Imaginários e os Mundos Reais), 1864; Les mondes célestes (Os Mundos Celestes), 1865; Études et lectures sur l'astronomie (Estudos e Palestras sobre a Astronomia), em 9 volumes, 1866-1880; Dieu dans la nature (Deus na Natureza), 1866; Contemplations scientifiques (Contemplações Cientificas), 1870-1887, 2 séries; Voyages aériens (Viagens Aéreas), 1870; L'Atmosphère (A Atmosfera), 1871; Récits de l'infini (Narrações do Infinito), 1872; Histoire du ciel (História do Céu), 1872; Récits de l'infini, Lumen, histoire d'une comète (Narrações do Infinito, Lúmen, História de um Cometa), 1872; Dans l'infini (No Infinito), 1872; Vie de Copernic (Vida de Copérnico), 1873; Les Terres du ciel (As Terras do Céu), 1877; Atlas céleste (Atlas Celeste), 1877; Cartes de la Lune et de la planète Mars (Mapas da Lua e do Planeta Marte), 1878; Catalogue des étoiles doubles en mouvement (Catálogo das Estrelas Duplas em Movimento), 1878; Astronomie sidérale (Astronomia Sideral), 1879; Astronomie populaire (Astronomia Popular), 1880, recebeu por esta obra o prêmio Montyon, da Academia Francesa; Les étoiles et les curiosités du ciel (As Estrelas e as Curiosidades do Céu), 1881; Le Monde avant la création de l'homme. (O Mundo Antes da Criação do Homem), 1886; Dans le ciel et sur la Terre (No Céu e Sobre a Terra), 1886; Les Comètes, les étoiles et les planètes (Os Cometas, as Estrelas e os Planetas), 1886; Uranie (Urânia), 1889; Centralisation et discussion de toutes les observations faites sur Mars (Centralização e Discussão de Todas as Observações Feitas sobre Marte), em 2 volumes, 1892-1902; La fin du monde (O Fim do Mundo), 1894; Les Imperfections du calendrier (As Imperfeições do Calendário), 1901; Les Phénomènes de la foudre (Os Fenômenos do Raio), 1905; L'Atmosphère et les grands phénomènes de la nature (A Atmosfera e os Grandes Fenômenos da Natureza), 1905; Les forces naturelles inconnues, 1907; L'Inconnu et les problèmes psychiques (O Desconhecido e os Fenômenos Psíquicos), 1917; La Mort et son mystère (A Morte e o Seu Mistério ), 1917; Les Maisons Hantées (As Casas Mal Assombradas), 1923.



Ernesto Bozzano- Nasceu em 9/01/1862, em Gênova, Itália e desencarnou em 24/06/1943, na mesma localidade. Professor da Universidade de Turim. Foi um dos mais eruditos sábios dos últimos tempos e dado o seu inusitado interesse pelo estudo do Espiritismo em cujo afã dedicou metade de sua profícua existência de 81 anos e merece o cognome de "O Grande Mestre Ciência da Alma". Este grande Gigante do Espiritismo se aprofundou na Codificação Kardequiana trazendo um grande avanço no conhecimento da vida espiritual. Ernesto Bozzano expôs, em uma centena de monografias, com cada tipo específico de fenômeno mediúnico, defendendo sempre a teoria espírita como a mais simples e natural explicação dos fenômenos. Atualmente as obras deste autor são pouco lidas, como se ele virasse uma coisa do passado é atualmente em nosso época são valorizados obras de autores de pouca expressão e que tem somente por finalidade comercial. São obras suas: Hipótese espírita e teoria científica, 1903; Dos casos de identificação espírita, 1909; Em defesa do Espiritismo, 1927; A Crise da Morte, 1930-52; Investigação sobre as manifestações supranormais, 1931-40; Xenoglossia, 1933; Dos fenômenos de bilocação, 1934; Dos fenômenos de possessão, 1936; Animismo ou espiritismo?, 1938; Povos primitivos e manifestações paranormais, 1941-46; Dos fenômenos de telestesia, 1942; Música transcendental, 1943; De mente a mente, 1946; Os mortos voltam, 1947; Literatura de além-túmulo, 1947; As visões dos moribundos, 1947; Luzes no futuro, 1947; Guerra e profecias, 1948; A psique domina a matéria, 1948; Os animais têm alma?, 1950; Pensamento e vontade, 1967; Os fenômenos de transfiguração, 1967. Dentre suas obras, algumas são póstumas.



José Herculano Pires, nasceu na cidade de Avaré, no Estado de São Paulo a 25/09/1914, e desencarnou nesta capital em 09/03/1979. Autor de 81 livros de Filosofia, Ensaios, Histórias, Psicologia, Pedagogia, Parapsicologia, Romances e Espiritismo, vários em parceria com Chico Xavier, sendo a maioria inteiramente dedicada ao estudo e divulgação da Doutrina Espírita. Destacou-se como um dos mais ativos e consistentes continuadores do Espiritismo no Brasil, traduzindo Os Escritos de Allan Kardec e escrevendo tanto estudos filosóficos quanto obras literárias inspirados na Doutrina Espírita. A maior característica do conjunto de suas obras é a luta por demonstrar a consistência do pensamento Espírita e por defender a valorização dos aspectos crítico e investigativo da proposta sistematizada por Allan Kardec. Em seus ensaios nota-se a preocupação em combater interpretações e traduções deturpadas das obras de Allan Kardec, inclusive aquelas que surgiram no seio do Movimento Espírita Brasileiro ao longo do século XX.



Cairbar de Souza Schutel- foi um dos maiores vultos do Espiritismo brasileiro. Encarnado em 22 de Setembro de 1868 na cidade do Rio de Janeiro, filho do negociante Anthero de Souza Schutel e de D. Rita Tavares Schutel, e desencarnado na cidade de Matão, Estado de São Paulo, no dia 30 de Janeiro de 1938, tornou-se incansável propagador da Doutrina Espírita, conseguindo realizar uma obra das mais admiráveis, revelando uma operosidade sem par e uma fé inquebrantável nos ideais reencarnacionistas.



Fontes: Wikipédia e Autores Espíritas Clássicos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pensamentos Nobres

Uma seleção de frases que estão grafadas em páginas de algumas das luminosas obras da doutrina dos espíritos:


"A história da Humanidade tem, no livro nobre, seu gloriosos repositório. Em todos os tempos o livro tem sido o condutor das mentes e o mensageiro da vida." (*Vianna de Carvalho, do livro "O Livro Espírita)

"A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana; uma revela as leis do mundo material e a outra, as leis do mundo moral. No entanto, tendo essas leis o mesmo princípio, que é Deus, elas não se podem contradizer. Se fossem a negação uma da outra, necessariamente uma estaria errada e a outra com a razão, visto que Deus não pode querer destruir sua própria obra." (do livro O Evangelho segundo o Espiritismo)

"Quando se sinta no dever de reclamar, não faça de seu verbo instrumento de agressão ."(*André Luiz, da obra Sinal Verde)

"Fé e Razão se ligam com o Sol e a Terra. A Razão é o sol espiritual que alumia o nosso entendimento, afugentando as trevas e o frio da ignorância e da superstição, para nos dar a luz da compreensão e o calor da vida." (José Herculano Pires, do livro "O Homem Novo")

"Quando a criatura se encontra com a realidade espiritual, toda uma revolução se lhe opera no mundo interior." (*Joanna de Angelis, do livro Momentos Enriquecedores)

"Em todas as conjunturas de sua vida, recorde-se da caridade, primeiro, e da humildade, logo depois. Caridade e humildade, tal a senda única da salvação." (*Marco Prisco, do livro Glossário Espírita Cristão)

"Não receies, nem temas, nunca! O pântano desprezível é desafio ao nosso esforço para mudar-lhe o aspecto, e a aridez do deserto é incitação à nossa capacidade de transformá-la em jardim de esperanças e em pomar de bênçãos..." (*Victor Hugo, do livro "Sublime Expiação")

"Quando a dor, em forma de agonia e solidão ou vestida de enfermidade e amargura, abraçar-lhe o corpo frágil, atingindo-lhe a alma sedenta de paz, descoroçoando o seu ânimo e escurecendo o céu da sua paisagem íntima, ore, rogando inspiração e socorro para vencer a fragilidade orgânica e superar o testemunho moral, atravessando a ponte da dificuldade." (*Aura Celeste, do livro Crestomatia da Imortalidade)

"Dessas alturas iluminadas, a vida não é mais, para os nossos olhos, como é para os da multidão - uma vã perseguição de satisfações efêmeras - mas antes um meio de aperfeiçoamento intelectual, de elevação moral, uma escola onde se aprende a doçura, a paciência e o dever. E essa vida, para ser eficaz, não pode ser isolada. Fora de seus limites, antes do nascimento e após a morte, vemos, em uma espécie de penumbra, desenrolar-se inúmeras existências através das quais, ao preço do trabalho e do sofrimento, conquistamos, peça por peça, retalho por retalho, o pouco de saber e de qualidades que possuímos; por elas igualmente conquistaremos o que nos falta: uma razão perfeita, uma ciência sem lacunas, um amor infinito por tudo que vive." (Leon Denis, do livro "O Porque da Vida")

"O apóstolo é um mensageiro de luz; é o guia, o amparo das almas, o refugio para os pecadores; é a consolação para os aflitos enfim o doutrinador das gentes, que deve esforçar-se para ser imitador severo do Divino Modelo - Jesus Cristo." (Cairbar Schutel, do livro "Cartas a Esmo")

"O homem é muitas vezes o artesão de sua própria infelicidade neste mundo; se ele voltar à fonte de seus infortúnios, verá que a maior parte deles são o resultado de sua imprevidência, de seu orgulho e avidez, consequentemente, de sua infração às leis de Deus." (Allan Kardec, da obra "O Espiritismo em sua Expressão mais Simples")

"Em verdade vos digo: aqueles que carregam seus fardos e que assistem aos seus irmãos são meus bem-amados; aprendei com a preciosa doutrina que acaba com o erro das revoltas, e que vos demonstra o objetivo sublime da prova humana." (*O Espírito de Verdade, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo)


(*) autores espirituais.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Livro através do Tempo


Outrora, os mártires sofreram nos circos par doar ao mundo a glória da Revelação. Através de fogueiras e sacrifícios, traçaram um roteiro de luz para o mundo paganizado; em seguida, quando as trevas da Idade Média consagravam a autocracia do poder, os cristãos livres experimentaram a perseguição, a morte e o anátema para restaurarem a senda luminosa, conferindo à Terra as bênçãos da Verdade.

Hoje, porém, meus amigos, os seguidores do Mestre divino, irmanados em torno da cruz redentora, foram chamados à doação da Fraternidade às criaturas. Amparados pelo evolução dos códigos, que se tocaram das claridades sublimes da Boa-Nova, através dos séculos, desfrutam de liberdade relativa para concretizarem a divina missão de que foram cometidos.

Antigamente, dolorosa renunciação era exigida aos companheiros do Mestre Nazareno, de fora para dentro; agora, contudo, é a luta renovadora do santuário íntimo para o mundo externo. Não é o circo do martírio que se abre na praça pública, nem a fogueira dos auto-de-fé, instaladas dentro de povos livres e robustos em nome das confissões religiosas. A autoridade reclama corações consagrados ao Senhor na esfera de si mesmos. A fraternidade constituir-se-á abençoado clima de trabalho e realização, dentro do espiritismo evangélico, ou permaneceremos na mesma expectação inoperante do princípio quando o material divino da Revelação e da Verdade não encontrava acesso em nossos espíritos irredimidos.

Formemos não somente grupos de indagação intelectual ou de crítica nem sempre reconstrutiva, mas, sobretudo, ergamos um templo interior à bondade, porque sem espírito de amor todas as nossas obras falham na base, ameaçadas pela vaga incessante que caracteriza o campo falível da formas transitórias.

"Amemo-nos uns aos outros", segundo a palavra do Mestre que nos reúne, sem desarmonia, sem discussões ruinosas, sem desinteligências destrutivas, sem perda de tempo nos comentários vagos e inoportunos, amparando-nos, reciprocamente, pelo trabalho, pela tolerância salvadora, pela fé viva e imperecível.

Se nos encontramos realmente empenhados no Espiritismo que melhora e regenera, que esclarece e redime, que salva e ilumina, sob a égide de Jesus, recordemos as palavras do Código Divino, para vivê-las na acústica de nossa alma, seguindo o Senhor em sua exemplificação de sacrifício, de solidariedade e de amor: - "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida". "Ninguém irá até o Pai, senão por Mim".


Bezerra de Menezes


Imagem: Pintura "Old Man Praying" - Rembrandt.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A Literatura Espírita e o Dilema do Ser



Por *Altamirando Carneiro


O Espiritismo, surgido na Terra em 18 de abril de 1857, com a primeira edição de O Livro dos Espíritos, deu as respostas necessárias a respeito da pergunta milenar: Quem eu sou, de onde eu venho, para onde eu vou?

O poema Na Era do Espírito, que Castro Alves enviou à Terra através de Waldo Vieira, descreve lindamente este momento portentoso, em que a fé raciocinada passou a ser a tônica dominante: “Aos clarões da Imensidade, / Kardec chega e inaugura / A Doutrina viva e pura / Da razão à luz do bem. / O Espírito de Verdade / Semeia Divina Messe, / O Evangelho reaparece / Nas Vozes do Grande Além!” (Antologia dos Imortais – FEB).

Tudo o que era mistério, se desfaz. Os milagres são devidamente explicados. E a Doutrina Espírita brilha acima das aparências, do subterfúgio, da mentira. Como diria o poeta, “cessa a escuridão obnubilante. E Deus resplandecerá de dentro da poeira, como um gazofilácio de diamantes”.

Os retrógrados ficam para trás. Como diz Léon Denis, na introdução da obra O Problema do Ser, do Destino e da Dor (FEB): “Um tempo se acaba; novos tempos se anunciam”. “As formas e concepções do passado,” “já não são suficientes”. Importante anotar que sem as luzes que nos são dadas pelo conhecimento da reencarnação, jamais penetraremos profundamente no entendimento dos dilemas da nossa existência.

Estas reflexões nos fazem lembrar o epitáfio de Benjamin Franklin, ilustre estadista e homem de ciência americano. O epitáfio foi composto por ele mesmo e diz: “Aqui repousa abandonado aos vermes o corpo de Benjamim Franklin, tipógrafo, como a capa de um livro, cujas páginas tivessem sido arrancadas, os dourados e os títulos cancelados; mas nem por isso se perderá a obra, porque reaparecerá, como ele acreditava, em uma edição nova e melhorada, revista e corrigida pelo autor”.

Reencarnação, a chave de tudo. Como diz a escritora americana Elizabeth Clare Prophet, é o elo perdido do Cristianismo. Como explica o item 18 do capítulo IV (Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo) de O Evangelho segundo o Espiritismo (Edições FEESP), ela fortalece os laços de família.

Importante lembrar a leitura de uma obra fundamental para a compreensão deste assunto: O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, que na introdução (Notícia Sobre o livro), da edição da LAKE – Livraria Allan Kardec Editora –, o tradutor Herculano Pires observa: “Mesmo entre os espíritas este livro é quase desconhecido.

A maioria dos que conhecem nunca se inteirou do seu verdadeiro significado. Kardec nos dá nas suas páginas o balanço da evolução moral e espiritual da humanidade terrena até os nossos dias. Mas ao mesmo tempo estabelece as coordenadas da evolução futura. As penas e recompensas de após morte saem do plano obscuro das superstições e do misticismo dogmático para a luz da análise racional e da pesquisa científica.

É evidente que essa pesquisa não pode seguir o método das ciências da mensuração, pois o seu objeto não é material, mas segue rigorosamente as exigências do espírito científico moderno e contemporâneo. O grave problema da continuidade da vida após a morte despe-se dos aparatos mitológicos para mostrar-se com a nudez da verdade à luz da razão esclarecida”.

À pergunta milenar do homem sobre a sua origem e destinação, a Doutrina Espírita responde, através das obras básicas (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, A Gênese) e de toda uma vasta literatura, como é o caso da obra Parnaso de Além Túmulo (FEB), psicografada por Francisco Cândido Xavier, em que, nas primeiras estrofes do poema Vozes de uma sombra, Augusto dos Anjos nos esclarece a respeito do tema: “Donde venho? / Das eras remotíssimas, / Das substâncias elementaríssimas, / Emergindo das cósmicas matérias. / Venho dos invisíveis protozoários, / Da confusão dos seres embrionários, / Das células primevas, das bactérias”.

A literatura espírita é rica em todos os temas. Como esclarece a comunicação do Espírito de Verdade, no item 5 do cap. VI (O Cristo Consolador) de O Evangelho segundo o Espiritismo – Edições FEESP: ”Todas as verdades se encontram no Cristianismo”. E nos conclama: “Espíritas: amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo”.

Quem lê e se educa, vale mais. No livro Na Escola do Mestre (Edições FEESP) – Evolução e educação –, Pedro de Camargo Vinícius diz: “A diferença entre o sábio e o ignorante, o justo e o ímpio, o bom e o mau, procede de serem uns educados, outros, não. O sábio se tornou tal, exercitando com perseverança os seus poderes intelectuais. O justo alcançou santidade, cultivando com desvelo e carinho sua capacidade de sentir. Foi de si próprios que eles desentranharam e desdobraram, pondo em evidência aquelas propriedades, de acordo com a sentença que o Divino Artífice insculpiu em suas obras: Crescei e multiplicai”.


Texto extraído do Jornal O Imortal, Edição setembro de 2009.



(*) Altamirando Carneiro é jornalista baiano, fundador e presidente da Arte Poética Castro Alves, entidade beneficente sem fins lucrativos, que se dedica a divulgar a arte e a poesia e há 21 anos ininterruptos organiza, anualmente, o Concurso de Poesia com Temática Espírita, com participações de poetas de todo o Brasil e também do Exterior. É autor dos seguintes livros (todos esgotados): Castro Alves e o Espiritismo; Abolição, Esperança de Ontem, Promessa de Hoje; No Limiar do Amanhã, Lições de Espiritismo, com Herculano Pires; Seguindo os Passos de Jesus – Crônica da Palestina e Castro Alves, Letras ao Coração.



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Extra (solidariedade): Campanhas Solidárias

Agende-se para ajudar! - Uma divulgação de campanhas solidárias que foram lançadas e estão vigorando em nosso território nacional.


São Paulo


Capital – A Campanha permanente do Conselho Federativo Nacional da FEB “O Evangelho no Lar e no Coração” tem reforço continuado com o “Programa de Lançamento da Campanha mais que envolvente”. Objetivos: Finalidades e Importância, Planejamento estratégico da Campanha, Peças de divulgação, Cartaz (pôster), banner, Folder (coraçãozinho) frente, Folder (coraçãozinho) miolo, Funções dos Órgãos de Unificação, Funções dos Centros Espíritas, Distribuição de material promocional, Ícone gráfico da Campanha, Recinto Doméstico, Anúncios de sustentação, Natal combina com o Evangelho no Lar e no Coração. Uma Campanha mais que Envolvente. Amplie o bem que existe em você. Participe, faça e ensine a fazer. Apoio: União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (www.usesp.org.br). Informações com Luiz Cláudio da Silva pelo e-mail evangelhonolar@usesp.org.br ou pelos telefones (11)9246-0296 e 8264-1090 ou no link http://www.febnet.org.br/site/noticias.php?CodNoticia=1104.



A campanha RBN PARA TODOS não pode parar! Para contribuir ligue nos telefones (11)2456-7109 ou 0800-121838 ou acesse www.radioboanova.com.br. Com o carinho, determinação e solidariedade dos sócios do Clube Amigos da Boa Nova que aderiram à campanha, já foi possível atingir 16% da meta. Apesar dessa grande ajuda, ainda há muito que percorrer para que o ideal possa ser cumprido. Esse percentual ainda é pouco, se considerado que a campanha compreende um período de apenas cinco meses. A certeza de que muito já foi feito e a possibilidade de poder realizar mais é extremamente gratificante. E poder contar com sua ajuda na ampliação e manutenção desse trabalho no caminho certo em prol de um mundo melhor. O trabalho está a todo vapor! Um dos estúdios já foi reformado, mas ainda faltam dois! É preciso continuar neste ritmo. A campanha RBN PARA TODOS não pode parar! Informações pelo e-mail locutor20@hotmail.com.



Bauru – O Projeto GESTAR é promovido pelo CEAC – Centro Espírita Amor e Caridade, Instituição Filantrópica sem fins lucrativos, e consiste no atendimento, orientação e acolhimento às gestantes carentes dos bairros periféricos da cidade de Bauru. O projeto foi criado em 1977 por um grupo de voluntárias, sensibilizadas com a situação das gestantes carentes, principalmente daquelas que não contavam com o apoio familiar. Aos poucos o projeto foi sendo ampliado e hoje abrange duas partes principais: Confecção de enxovais para bebê e Curso de Orientação à gestante. Os objetivos principais são: estimular na gestante à autoaceitação, bem como cuidados pré-natais e pós-parto; monitorar o desenvolvimento do bebê durante a gestação; estabelecer e incentivar o vínculo materno afetivo; intensificar o planejamento familiar e controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis. O trabalho é todo voluntário, desde a confecção dos enxovais, na sala de costura, à realização das aulas promovidas durante o curso, assim como à arrecadação de fundos para viabilizar o Projeto. Devido ao trabalho perseverante e dedicado dos voluntários que colaboram com o Projeto Gestar, sob a coordenação de Sheila Souza de Jesus Guedine, foram distribuídos em 2010 cerca de 450 enxovais. Visando atender as metas para 2011, o Projeto Gestar necessita conseguir em torno de 1000 pacotes de fraldas descartáveis para compor os enxovais. Vale ressaltar que cada pacote é fornecido ao Projeto Gestar por R$10,00. Em razão disso, o grupo solicita a valiosa colaboração de todos que puderem. As contribuições podem ser enviadas por meio de depósito bancário cujos dados são: Centro Espírita Amor e Caridade: Rua 7 de Setembro, 8-30, Centro, CEP: 17015-031, Bauru/SP, CNPJ: 45 029 956 / 0001 – 54, Banco do Brasil, Agência: 0037-x, C/C: 4151-3.


Maranhão

São Luís
– A campanha pela “Inclusão de Valores Humanos nos currículos escolares” do país é um movimento importantíssimo, tendo em vista o momento de transição que estamos vivendo. O momento é muito importante e oportuno porque o CNE – Conselho Nacional de Educação – está fazendo um debate a nível nacional para incluir a disciplina Direitos Humanos nos currículos escolares do ensino básico ao superior. Os organizadores da campanha solicitam que todos se engajem no movimento. Como não podemos tornar espírita toda a população brasileira, podemos colaborar para que ela se torne mais ética, mais justa, mais fraterna, mais honesta, mais pacífica etc. Se os espíritas se engajarem nessa campanha, fortalecendo-a, é bem possível que o CNE se decida a incluir Valores, ao invés de Direitos Humanos nos currículos escolares. Mas mesmo que isto não venha a acontecer, ao menos terá sensibilizado muitos educadores para a necessidade de passarem a ensinar esses valores em sala de aula. Informações pelo telefone (85)3249-6812, pelo e-mail caminhos2008@gmail.com ou no site www.cincominutos.org.


Campanhas de Natal

Brasil










Papai Noel dos Correios 2011


O Papai Noel dos Correios é uma das principais campanhas natalinas de inclusão social do País. Realizada há 22 anos, representa o resultado da solidariedade brasileira.

Desde 2010, a Campanha Papai Noel dos Correios foi vinculada a um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), denominado “Educação básica de qualidade para todos”. Dessa forma, na maioria dos Estados, além das cartinhas oriundas de crianças da sociedade, são recebidas cartinhas de crianças de escolas, abrigos, creches e núcleos sócio-educativos. Desenvolver a habilidade da redação de carta, de como endereçar, do uso do CEP e do selo postal são ações trabalhadas com as crianças. Mas se informe, pois, em alguns Estados, serão atendidas apenas as cartas remetidas pelas escolas e instituições citadas.

Ajude o Papai Noel


Disseminar o encantamento natalino só é possível com ajuda das pessoas. Por isso convidamos você para participar da rede de solidariedade do tamanho do Brasil: seja um ajudante do Papai Noel e realize os sonhos de milhares de crianças em todo o país.

Os ajudantes do Papai Noel são as pessoas interessadas em apoiar a leitura das cartas. Triar, ler e cadastrar os dados das cartinhas são as principais atividades desenvolvidas nesta etapa. É uma atividade não remunerada, uma ação voluntária que já se realiza há mais de duas décadas. O Papai Noel vai adorar a sua ajuda, pois em 2010 os Correios receberam mais de 1 milhão de cartas de todos os cantos do País.

Como participar:


Entre em contato com a diretoria regional dos Correios do seu estado (veja os contatos em cada Estado);

Faça uma visita e conheça o trabalho;

Estabeleça um tempo fixo para ajudar na leitura das cartas. Não precisa ser muito tempo, mas frequência é fundamental.

Os Correios agradecem seu apoio em nome das crianças atendidas anualmente pela campanha.


São Paulo

Capital
– A Campanha de Natal do Meimei (Rua Bernardino Pantaleão, 20, Jardim Theália, Vila Ema) já começou. Cada sacolinha de Natal 2011, por criança com idade de 19 meses a 12 anos, deverá conter: 1 Camiseta, 1 Par de chinelos do tipo havaiana, 1 Short, 1 Brinquedo no valor R$20,00, 1 Pacote de Bis, 1 Pacote de bolacha recheada, 1 Pacote de balas. As sacolas deveriam ser entregues até o dia 25 de novembro, na sede da Campanha de Natal do Meimei, pois a festa para as crianças será no dia 4 de dezembro, das 9h às 13h. São mais de 1300 crianças que precisam sentir que o Natal não é apenas um sonho e sim a fraternidade ensinada por Jesus presente na Terra! Retiradas das sacolas e informações: telefone (11)2216-7519 ou e-mail mlucia.meimei@gmail.com.


Fontes: Correios e O Consolador

domingo, 13 de novembro de 2011

Mensagem da Semana


Ouça a Mensagem




O Objetivo da Fé



"Qual a finalidade do esforço religioso em minha vida?"

Esta é a interrogação que todos os crentes deveriam formular a si mesmos, frequentemente.

O trabalho de autoesclarecimento abriria novos caminhos à visão espiritual.

Raramente se entrega o homem aos exercícios da fé, sem espírito de comercialismo inferior.

Comumente, busca-se o templo religioso com a preocupação de ganhar alguma coisa para o dia que passa.

Raciocínios elementares, contudo, conduziriam o pensamento a mais vastas ilações.

Seria a crença tão somente recurso para facilitar certas operações mecânicas ou rudimentares da vida humana? Os irracionais, porventura, não as realizam sem maior esforço? Nutrir-se, repousar, dilatar a espécie, são característicos dos próprios seres embrionários.

O objetivo da fé constitui realização mais profunda. É a "salvação" a que se reporta a Boa Nova, por excelência. E como Deus não nos criou para a perdição, salvar, segundo o Evangelho, significa elevar, purificar e sublimar, intensificando-se a iluminação do espírito para a Vida Eterna.

Não há vitória da claridade sem expulsão das sombras, nem elevação sem suor da subida.

A fé representa a bússola, a lâmpada acesa a orientar-nos os passos através dos obstáculos; localizá-la em ângulos inferiores do caminho é um engano de consequências desastrosas, porque, muito longe de ser uma alavanca de impulsão para baixo, é asa libertadora a conduzir para cima.


Emmanuel

Do livro Vinha de Luz, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel.

sábado, 12 de novembro de 2011

Atualidades Espíritas


Pensando nos Romances Espíritas


Por Orson Peter Carrara


Vez por outra se ouve dizer sobre os chamados romances água com açúcar, em desprestígio a muitas obras lançadas no vasto e crescente mercado livreiro espírita.

É verdade que há muitos casos de precipitações, de obras que deturpam o pensamento espírita – onde ilusões e inverdades são apresentadas –, mas há que se considerar que livros, autores e leitores também estão – assim como todos nós seres humanos – em diferentes estágios de entendimento e amadurecimento intelecto-moral.

Vejam os amigos o que colhemos na preciosa obra Recordações da Mediunidade, da inolvidável Yvonne do Amaral Pereira (capítulo 6 – Testemunho):

“Muitos dos nossos leitores, ou quase que em geral os espíritas, supõem sejam os romances mediúnicos meros arranjos literários, ficções habilidosas para exposições doutrinárias. Alguns confessam mesmo não se darem ao trabalho de ler tal literatura, visto não se interessarem por obras fictícias. Não sentem nem mesmo a curiosidade, muito razoável, demonstrando zelo pela causa esposada, de observar a arte com que os romancistas espirituais tecem os seus enredos para apresentar a magnificência do Bem, que tais livros tanto exaltam, alheios, como se deixam estar, à relação dos fatos reais da vida de cada dia, que os mesmos livros expõem paralelamente com o ensinamento revelado pela Doutrina dos Espíritos. O Espírito Adolfo Bezerra de Menezes, em certa obra mediúnica a nós concedida (Dramas da Obsessão), classifica os romances espíritas de similares das parábolas messiânicas, visto serem eles extraídos da vida real do homem, enquanto as parábolas igualmente foram inspiradas ao Divino Mestre pela vida cotidiana dos galileus, dos judeus e de suas azáfamas diárias. (...)”.

E continua com sabedoria: “(...) Comumente, pois, os fatos narrados nos romances mediúnicos são extraídos das próprias vidas planetárias, remotas ou recentes, dos autores espirituais, como sabemos acontecido com as obras Há 2.000 anos e Cinquenta anos depois, ditadas por Emmanuel ao médium Chico Xavier (...)”.

E no mesmo valioso capítulo, Yvonne também cita: “(...) Também a entidade Padre Germano confia episódios de sua vida terrena à médium espanhola, Amália Domingos Soler, confidências que resultaram num dos mais belos e encantadores livros que enriquecem a bibliografia espírita: Memórias do Padre Germano. (...)”

Referido capítulo é riquíssimo em ensinamentos e direcionamos o leitor para sua leitura na íntegra, assim como para a obra toda, de um preciosismo doutrinário impecável. Move-nos, na presente abordagem, todavia, falar da importância também dos chamados romances água com açúcar, úteis para os que se aproximam da Doutrina Espírita e que gradativamente vão amadurecendo os preceitos fundamentais. Claro que tal afirmação não autoriza, de forma alguma, a publicação de uma obra só por publicar. Os critérios de seleção doutrinária hão que ser preservados, a bem da genuína divulgação espírita. O que ocorre e desejamos dizer é que os romances – embora muitos não alcancem a expressão a que se refere Yvonne no trecho acima transcrito – são úteis. Alcançam as mentes mais simples, impulsionam o interesse por outras obras e adentram lares e corações onde talvez obras clássicas não conseguiram abrir trincheiras de conquista.

Editores, autores, divulgadores, palestrantes e coordenadores devem preservar o conteúdo doutrinário com sua atenção, indicando obras sérias que auxiliem pessoas na superação de seus dramas e dificuldades e muitos romances, embora sejam considerados inexpressivos, sempre trazem algo que constrói e abre a mente para novos voos de entendimento. Se a leitura é proveitosa e digna, se não fere os princípios doutrinários, porque não divulgar?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A Literatura do Evangelho


"La littérature est l’expression de la sociÉté, comme la parole est l’expression de l’homme". (Louis de Bonald - de 1754 usque 1840 - "Pensamentos).

O novo Dicionário do Aurélio esclarece-nos que "literatura é a arte de compor e escrever trabalhos artísticos em prosa e verso"; também: "o conjunto de trabalhos literários de um País ou de uma época".

Encontramos a literatura em todos os recantos do nosso mundo. Se volvermos nossos olhos para os dias do passado longínquo, vamos encontrar o berço da literatura nos Países orientais, depois, podemos contemplar a formosa literatura latina, da antiga Roma, época dos grandes Poetas e Escritores, tais como: Virgílio, Horácio, Ovídio, Tácito, Suetônio, Juvenal, Cícero e tantos outros. Também, encontramos, nas eras bem remotas, a literatura da idade média, ou medieval que consagrava, em ricos Poemas, cantados pelos Trovadores, os grandes feitos heroicos dos Guerreiros e seus violentos amores, época em que viveu Dante Alighieri, o célebre autor da Divina Comédia. Naqueles dias, que já se vão bem longe, brotou a literatura da Renascença que chegou até nós com peças teatrais clássicas, tendo à frente o gênio de Willian Shakespeare. Mais tarde, é de se registrar a literatura dos séculos XVIII e XIX, quando aventaram os grandes filósofos, os Eminentes Escritores e Poetas que brindaram o mundo com as suas produções maravilhosas. E, agora, no nosso século XX, a literatura toma um colorido científico, torna-se mais objetiva e procura sondar o aspecto transcendental da vida.

No campo da religiosidade, despontam-se as literaturas Espírita, Católica, Protestante e de outras seitas. Cada uma, procurando divulgar suas próprias ideias, servindo à uma causa diferente. Podemos dizer, que existe uma literatura evangélica de caráter universal. Cumpre-nos esclarecer que, desde o advento do Cristianismo, essa literatura universal, sem medir esforços, vem nobremente servindo à causa evangélica. Essa literatura vem relatando fatos de Jesus e seus apóstolos.

Meus amigos, dos Evangelhos emana aludida literatura, luminosa de grande valor, abrindo clareiras no matagal do materialismo. Sim, o Sermão da Montanha é uma página literária de comovente beleza. Os Salmos, os Provérbios, as Epístolas de Paulo, as Parábolas do Mestre Jesus, as Palavras dos Evangelistas, por certo, são páginas literárias brilhantes que, no conjunto, estruturam uma Verdadeira Literatura que encanta pela sublimidade dos ensinamentos. Essa literatura do Evangelho traduz uma imortal beleza que venceu dois mil anos de lutas e incompreensões para chegar até nós, pura e imaculada, com o propósito sublime de engrandecer a nossa Mente, de aliviar as nossas dores e de iluminar os nossos passos.

A nossa literatura espírita possui um vasto e imenso repertório bibliográfico. Só pelo crivo mediúnico do nosso Chico Xavier já passaram mais de 407 obras psicografadas. Sim, foram os Espíritos que, ditando as obras básicas a Allan Kardec, criaram definitivamente a literatura espírita. Assim sendo, a literatura espírita, desde há um século, vem oferecendo ao mundo não só o produto dos seus Escritores e Pensadores humanos, mas, também, páginas sublimes de instruções evangélico-espíritas ditadas do Além por eminentes e Cultos Espíritos através das faculdades de médiuns possuidores do dom especial de Psicografia Literária.

Meus amigos, a literatura mediúnica, quando autêntica, é sempre bela, apresentando moral elevada. É instrutiva, séria, artística, lógica, digna, sensata, consoladora, atraente e edificante. Não possuindo tais características, torna-se uma literatura apócrifa e merece, de plano, ser rejeitada.

Meus amigos, como acabamos de ver, "per summa cápita", a literatura do Evangelho, que se desdobra em múltiplos matizes, é tão ampla como o vasto oceano. Cumpre-nos a travessia das águas deste oceano. Sim, para uma feliz travessia, temos que nos valer dos Barcos das Boas Leituras e temos que nos arrimar nos remos da nossa Boa Vontade. Só, assim, poderemos alcançar as praias diáfanas e bordadas de Luz.


Domério de Oliveira

(Jornal Verdade e Luz, nº 179, dezembro de 2000)

Imagem: Os Peregrinos de Emaús (Rembrant)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Cultura Espírita


Estejamos atentos à bênção da caridade, por intermédio das migalhas de luz.

Desenvolve-se a plantação, semente a semente.

Ergue-se a casa, tijolo a tijolo. Constitui-se a mais bela sinfonia, nota a nota. Agiganta-se o rio, gota a gota. Surge a história, palavra a palavra. Edifica-se a estrada mais longa, metro a metro.

Desdobra-se o tecido, fio a fio.

E o próprio século não é mais que larga faixa de tempo, a estruturar-se, minuto a minuto.

Assim também é a obra da inteligência.

Doemos à expansão da luz as nossas melhores forças, conscientes de que o esclarecimento, quanto aos nossos princípios, se realizará, de coração a coração, através de página a página, e de que a cultura espírita, capaz de operar a renovação do mundo, se fará livro a livro.


Emmanuel

Do livro Caminho Espírita, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A Música e o Espírito: A Moment of Peace - Gregorian and Sarah Brightman

O encontro musical do grupo alemão Gregorian com a inglesa Sarah Brightman na canção "A Moment of Peace"; uma fusão magnífica da música pop com o canto gregoriano.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

O Livro da Esperança


É muito difícil reconhecer, num livro que surge, a marca da Verdade. Não foram poucos, no entanto, os que identificaram, logo de inicio, essa virtude em "O Livro dos Espíritos", quando publicado pela primeira vez, em 1857. Para nós, que viemos estudá-lo um século depois, a sólida e tranquila grandeza dos seus ensinamentos é muito mais evidente, mais fácil de distinguir do que terá sido para os seus primeiros leitores. Ainda que a técnica da escolha das palavras e construção da frase tenha variado, a verdade contida no texto brilha serenamente, através do texto, com singular vitalidade, tanto mais quanto mais passa o tempo.

Extraordinário livro esse, cuja sabedoria jamais se esgota, por mais estudado, analisado e pesquisado que seja. Ainda a pouco, discorrendo sobre os aspectos abordados pelas questões 79 a 81, tivemos oportunidade de "descobrir" novas facetas desse imenso repositório de ideias que é "O Livro dos Espíritos". E que se, por um lado, nenhuma pergunta ficou sem a resposta adequada, há muitas que não puderam ser respondidas de maneira mais extensa e explícita, devido as limitações do próprio estágio evolutivo do público a que se destinava a obra —isto é, nós todos, seres humanos encarnados. É constante, por exemplo, a advertência dos instrutores acerca do mistério que envolve a origem dos Espíritos e das coisas.

Em resposta a pergunta n° 239 (Os Espíritos conhecem o principio das coisas?), informam os comunicantes o seguinte:—Isso é conforme a sua elevação e a sua pureza. Os Espíritos inferiores não sabem mais do que os homens.

Também o Cristo várias vezes advertiu que, nos seus ensinamentos, não poderia ir além de certo ponto, obviamente para não ultrapassar com eles o conhecimento ainda muito precário dos homens de seu tempo.

Vemos então que, contendo embora um resumo de todas as grandes ideias e um maravilhoso roteiro para a pesquisa científica, para o desenvolvimento filosófico e o aperfeiçoamento moral, "O Livro dos Espíritos" encerra uma demonstração de bom senso da parte dos seus autores desencarnados, que tiveram o cuidado de não avançar além do que a nossa mentalidade pode absorver. Evitou-se, dessa forma, que as realidades do mundo superior —mesmo admitindo-se possível sua tradução em linguagem humana—fossem ridicularizadas e tidas por fantasiosas por toda a esmagadora maioria daqueles de nós que ainda não estão em condições de aceitá-las.

O bom senso de Kardec deve ter oferecido aos seus elevados amigos da espiritualidade as condições de que precisavam para lançar entre os homens um livro tão avançado para a época. A impressão que hoje se tem é a de que "O Livro dos Espíritos" realmente precisava vir para aqueles encarnados que não podiam mais aceitar as falácias da esclerosada teologia ortodoxa em que se transformara o Cristianismo nem a pura descrença dos que, a falta de melhor alternativa, se voltaram para o materialismo e para a negação do principio espiritual no ser humano.

O problema que então se colocou diante dos Espíritos foi, ao que parece, dos mais complexos. Era preciso trazer uma mensagem válida àquela multidão de encarnados que não tinham ainda uma doutrina racional e aceitável e não tinham mais a antiga crença que exigia a aceitação do absurdo. Muitos desses já haviam passado, em sucessivas encarnações, pela fé dogmática—não podiam mais admiti-la; era uma experiência superada na historia da sua evolução individual. Como, porém, converter em palavras, ao nível do entendimento humano, todo o maravilhoso mecanismo do universo físico, do mundo espiritual, das leis morais e das responsabilidades e deveres do cada um? Era um trabalho realmente gigantesco e teria de ser confiado não a um só Espírito, mas a uma equipe de seres já muito experimentados ao longo de muitas e muitas vidas. Isso daria a doutrina um caráter essencialmente universalista, sem identificá-la com nenhum pregador, filósofo, profeta ou moralista em particular e, ao mesmo tempo, traria para o seu arcabouço filosófico a contribuição de uma variada, extensa e profunda experiência de muitos seres superiores. Estes Espíritos não estavam interessados em fundar escolas de pensamento, nem de aparecerem como novos iniciadores de religiões ou correntes filosóficas— queriam, muito acima da vaidade humana, trazer uma contribuição séria, endereçada aos homens que buscavam a verdade; queriam traçar um roteiro que não apenas atendesse as inquietações dos homens, como ainda oferecesse as perspectivas de uma civilização ainda por vir, de um mundo ainda possível de realizações de paz e equilíbrio. Vinham ensinar que toda a sabedoria humana está na obediência consciente as leis divinas. Vieram advertir de que convidamos a dor sempre que tentamos teimosamente atritar-nos com a imutável sabedoria dessas leis. Vieram, enfim, trazer aos homens o livro da esperança.

Desejavam dizer aqueles que sonhavam com um mundo melhor que esse mundo era possível, era realizável, estava ao alcance da nossa mão, desde que essa mão fosse guiada pelas normas inflexíveis da moral. O livro continha muita coisa acima de seu tempo, uma infinidade de sugestões, de pistas abertas a pesquisa científica e a especulação filosófica, o objetivo daqueles mestres espirituais não era resolver por nós todas as questões aditivas que se colocam na mente daquele que pensa, era indicar-nos um caminho para que prosseguíssemos por nossa própria conta, pensando com a nossa própria cabeça, descobrindo os fatos com os nossos próprios recursos.

Decorridos mais de cem anos, vemos que caminhamos pouco em termos de reconhecimento científico. Tem sido tremenda a obstrução por parte dos grupos que veem os seus interesses contrariados. Mas, a despeito de tudo, as ideias contidas em "O Livro dos Espíritos" continuam a frutificar. Um dia a ciência oficial há de desembargar-se dos ouropéis da vaidade acadêmica e buscar ali inspiração para as suas pesquisas, o ponto de partida para novas descobertas. O universo inteiro está a nossa disposição, mas é preciso que nos aproximemos dos seus segredos com verdadeiro espírito de humildade intelectual; caso contrario, vamos achar apenas aquilo que desejamos encontrar, isto é, o arranjo de fatos e observações que continuarão a emprestar um arremedo de apoio a nossa descrença, ao materialismo, as nossas infantilidades.

Muitos seres humanos estão cansados da descrença e já ultrapassaram a infância espiritual. Para esses é que surgiu "O Livro dos Espíritos". Sua mensagem poderia ser assim resumida:

Este livro se destina as minorias que sonham com um mundo melhor.


João Marcus

(Pseudônimo de Hermínio Corrêa de Miranda, do livro Candeias na Noite Escura, de Hermínio Corrêa de Miranda)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Richard Simonetti - A importância da Literatura Espírita

Richard Simonetti é de Bauru, Estado de São Paulo. Nasceu em 10 de outubro de 1935. Filho de Francisco Simonetti e Adélia M. Simonetti. Casado com Tânia Regina M. S. Simonetti. Tem quatro filhos: Graziela, Alexandre, Carolina e Giovana. Participa do movimento espírita desde 1957, quando integrou-se no Centro Espírita "Amor e Caridade", que desenvolve largo trabalho no campo doutrinário de assistência e promoção social. Articulou o movimento inicial de instalação dos Clubes do Livro Espírita, que prestam relevantes serviços de divulgação em dezenas de cidades. É colaborador assíduo de jornais e revistas espíritas, notadamente "O Reformador", "O Clarim" e "Folha Espírita".

Funcionário aposentado do Banco do Brasil, vem percorrendo todos os Estados brasileiros e alguns países em palestras de divulgação da Doutrina Espírita.

Nessa entrevista concedida ao jornal "Folha Espírita" ele conta um pouco de sua história, de seu trabalho e da importância da divulgação da Doutrina Espírita através da literatura.


1 - Conte um pouco da sua história pessoal e faça uma resumo de seu envolvimento com a Doutrina Espírita:


Tive a felicidade de nascer em lar espírita. Meus pais trabalharam como médiuns. Minha mãe esteve ligada ao Centro Espírita Amor e Caridade, de Bauru, durante décadas. Tomado pela timidez, pouco frequentei a tradicional evangelização infantil e efêmera foi minha passagem pela Mocidade Espírita, que deixei de frequentar a partir do momento em que me escalaram para a breves comentários em torno de tema doutrinário. Amarelei. Em 1957, com 22 anos, já no movimento adulto, decidi enfrentar o público, numa reunião que me parecia frequentada por uma “multidão”. Eram perto de 30 pessoas. Passava mal. Torcia por um temporal que reduzisse drasticamente o comparecimento. Com o tempo fiquei “sem vergonha”. Tenho passado minha experiência para jovens tímidos, como eu, procurando demonstrar que tudo depende de nosso esforço e a coragem de enfrentar nossas limitações. Com o tempo adquirimos a autoconfiança que nos permite enfrentar com tranquilidade qualquer público.

2 – E os livros? Como explica seu envolvimento com a literatura espírita, com 34 livros publicados?

No dia 19 de fevereiro de 1957 fiz meu début como expositor espírita. Ainda com as pernas bambas, mas aliviado porque a provação terminara, ouvi minha mãe ler vidências que anotara durante a reunião. Duas relacionavam-se comigo. Observou um jovem que saia alegremente de uma livraria, sobraçando muitos livros, e um mentor da casa a entregar-me uma chave e um punhado de folhas de papel em branco. Hoje entendo que havia um compromisso com a literatura espírita. Os livros representavam o convite ao estudo; a chave, uma abertura para uma nova atividade, nas folhas de papel em branco, que se transformariam em livros. Em 1963, despretensiosamente, remeti um artigo para o Dr. Wantuil de Freitas, Presidente da FEB, aventado a possibilidade de aproveitamento na revista Reformador. Para minha surpresa, foi publicado, dando início ao meu trabalho como escritor. Desde então, tenho a honra de pertencer ao quadro de articulistas desse que é o nosso mais importante periódico espírita. Aquele artigo, Medicina Pioneira, abre Para Viver a Grande Mensagem, meu primeiro livro, editado pela FEB, em 1970, graças à generosidade de seu presidente.

3 – O que representa o Espiritismo em sua vida?

O Espiritismo é a própria vida a circular em nossas veias, sustentando-nos o bom ânimo, na medida em que define os porquês da existência, de onde viemos, por que estamos na Terra, para onde vamos, rumo a gloriosa destinação.

4 – Como deve ser a atuação do espírita na sociedade?


Há um termo em moda: cidadania. Ressalta-se o exercício da cidadania como a reivindicação de nossos direitos perante a sociedade. Na verdade o termo é bem mais amplo, envolvendo, sobretudo, nossos deveres. O Espiritismo enfatiza justamente esse aspecto, ajudando-nos a superar o egoísmo milenar que inspira o “viver para si”, entendendo que é preciso, sobretudo, “viver para os outros”, cumprindo a orientação de Jesus. O Mestre deixou bem claro que edificaremos o Reino de Deus na Terra na medida em que estejamos dispostos a fazer pelo semelhante o bem que gostaríamos nos fosse feito.

5 – Como está o movimento espírita?

Depende do enfoque. Se considerarmos a ação social espírita, vai muito bem. Embora sejamos uma minoria, o trabalho social espírita ombreia-se com as religiões majoritárias, o que significa que fazemos bem mais, proporcionalmente. Se considerarmos a divulgação da doutrina, fundamental ao cumprimento de seus objetivos, estamos mal. Somos acanhados e reticentes quando se trata de unir esforços, envolvendo revistas, jornais, radio, televisão… há muito deveríamos ter um canal de televisão e periódicos espíritas consistentes nas bancas e livrarias.

6 – O que deve ser feito para que o Espiritismo seja melhor divulgado?

Fundamentalmente, que nos envolvamos tanto com a divulgação da Doutrina quanto estamos envolvidos com o trabalho filantrópico. Estamos superando o estagio de mero atendimento de necessidades imediatas para a promoção dos assistidos, naquele “ensinar a pescar”, além de “dar o peixe”. Isso é ótimo. Não obstante, mais importante que promover o homem perecível é conscientizar o Espírito imortal em trânsito pela Terra. Por isso Emmanuel proclama que a maior caridade que podemos praticar como espíritas é a própria divulgação da Doutrina. Creio que sempre ajudará, nesse particular, usarmos a imaginação. Foi o que fizemos em Bauru, em 1976, iniciando uma ampla campanha de instalação de Clubes do Livro Espírita, um ovo de Colombo da divulgação espírita, que entrega mensalmente, aos associados, livros espíritas especialmente selecionados, a preço reduzido. Hoje há dezenas de CLES em nosso país e o número só não é bem maior, porque os dirigentes espíritas não param para pensar no potencial dessa ideia tão simples na execução, e de resultados tão amplos na realização.


Minhas Raízes – 31 01 2004 para Jornal Italiano:

Sou italiano da gema. Meus avós paternos e maternos vieram da Calábria, no final do século dezenove, instalando-se em Bauru SP, cidade de 350.000 habitantes, onde nasci e resido. Do lado materno, família Marchioni. Meu avô Valentim era açougueiro. Seu estabelecimento funcionava na frente de sua casa. Era caridoso e liberal. Seus funcionários almoçavam à mesa com ele e os pobres que o procuravam nunca saiam sem um pedaço de carne para a refeição. Teve oito filhos, dentre eles Adélia, minha mãe.

Do lado paterno, família Simonetti. Não conheci meu avô, Afonso, que faleceu novo, com trinta e poucos anos, deixando seus 8 filhos aos cuidados de minha avó, Helena, mulher pequenina, mas muito decidida e atuante, que sustentou a família com o comércio de tecidos e confecções. Meu pai, Francisco, era enfermeiro, à profissão e extremamente caridoso.

As duas famílias se adaptaram maravilhosamente ao Brasil. Os patriarcas e quase todos seus filhos já faleceram, mas filhos, netos, bisnetos e tataranetos multiplicaram-se e estão espalhados por várias cidades, ostentando seus os honrosos sobrenomes italianos, um pouco da Itália em nosso país. Quanto a mim, funcionário aposentado do Banco do Brasil, sou presidente do Centro Espírita Amor e Caridade, de Bauru, entidade que realiza amplo trabalho de divulgação da Doutrina e exercício da filantropia, com perto de 800 voluntários e atendimento de perto de 25.000 carentes, anualmente. Nas horas vagas tenho me dedicado à literatura espírita, com 37 livros publicados, dentro os quais destacaria os estudos sobre O Livro dos Espíritos, em cinco volumes e sobre o Evangelho, em seis volumes, um trocar em miúdos dessas obras fundamentais.

Recentemente foi publicado meu livro Mediunidade, tudo o que você precisa saber e atualmente os preparativos para o lançamento do livro Abaixo a Depressão.


Fonte: Jornal Folha Espírita, janeiro de 2004.

domingo, 6 de novembro de 2011

Mensagem da Semana


Ouça a Mensagem



Em Louvor do Livro



Estranha você, meu irmão, que os Espíritos desencarnados façam coro com os intelectuais de nosso tempo, devotando-se à organização de livros que concorram no mercado das idéias e das letras e acrescenta:

- "Não precisamos de novos livros e sim de mãos e pés, consagrados à caridade positiva, a fim de que os famintos e os doentes, os desabrigados e os infelizes tenham alimento e remédio, casa e consolo."

Francamente, não somos contrários ao seu programa.

Acreditamos, com o Apóstolo, que a fé sem obras é um cadáver bem adornado; entretanto, admitimos que você não é justo para com a sementeira da educação.

Que seria do mundo sem a bênção do livro? Existiria, acaso, qualquer civilização sem ele?

Veículo do pensamento, confia-nos a luz espiritual dos grandes orientadores do passado.

Graças a ele, Hermes e Moisés, Sócrates e Platão acham-se vivos na Terra, com a mesma sabedoria e com a mesma sublimidade do momento remoto em que passaram entre os homens.

Reporta-se você, muitas vezes, ao necessário movimento da piedade cristã; contudo, que seria do Cristianismo sem o Evangelho registrado em caracteres de forma?

Realmente, o nosso Divino Mestre, segundo recorda a sua palavra conselheiral, não escreveu qualquer pergaminho destinado à posteridade; no entanto, não parece haver desconhecido o valor do ensinamento repetido e multiplicado. Não foi o próprio Jesus que recomendou, certa vez, aos aprendizes:

“Ide e pregai o Evangelho a todas as nações”?

Diz você, com veemência e austeridade:

- “Cristo não necessita de propaganda. Cristianismo é caridade”.

Que a Boa Nova é amor santificante, em ação, não duvidamos; mas, ao que se nos afigura, Jesus não subestimou a propaganda, quando esteve pessoalmente entre nós. Se efetivamente multiplicou os pães e os peixes no monte, se curou leprosos e cegos, obsediados e paralíticos, em nenhuma circunstância menosprezaram a pregação do Reino de Deus. Depois da Ressurreição, quando os trabalhos da caridade já funcionavam harmoniosamente em Jerusalém, ei-lo que volta das Esferas Celestiais, em pessoa. Para encher novos cestos de saborosa vianda ou para transformar a água em vinho, satisfazendo aos caprichos do povo? Não. Regressava o Senhor, a fim de chamar Paulo de Tarso, nominalmente, para atender à extensão dos serviços evangélicos, comprometidos pelo acúmulo das obras de alimentação e assistência hospitalar.

E diga-se, com franqueza, com toda a reverência aos demais componentes do colégio apostólico, que a Boa Nova não encontraria mais digno agente de publicidade que aquele sincero e intransigente Doutor da Lei, convocado por Jesus, às portas de Damasco, para a distribuição ativa dos princípios salvadores.

É pelo concurso do livro que o Senhor e seus continuadores diretos se comunicam com os discípulos contemporâneos.

Através dos serviços gráficos, recebemos as interpretações renovadoras do ensinamento cristão para todos os climas culturais da atualidade. E não fosse a cooperação do livro, que seria da religião, da ciência, da filosofia, da política, da técnica industrial, da arte e da socialização?

O posto da caridade que alimenta e agasalha é, indubitavelmente, sublime; mas sem a colaboração direta e eficiente da escola que educa e aperfeiçoa, pode converter-se em tutela da ociosidade e do vício.

A sua imagem das mãos e dos pés, imprescindíveis à materialização do socorro fraterno, traz-me à lembrança a necessidade de lâmpadas numerosas para as sombras da noite. Quando a treva se estende, é imperioso que as acendamos; mas, se não houver usina que as sustente, de que nos valeria a elevada expressão em que se alinham?

Quando a dor alonga os tentáculos da aflição sobre a vida, de que nos serviriam milhões de mãos e pés, sem equilíbrio, sem orientação adequada, sem ideal edificante ou sem estímulo ao bem?

Decididamente, você dispõe do amplo direito de proteger a benemerência pública, onde, como e quando você quiser; entretanto, meu amigo, para ser caridoso também conosco, não menoscabe o livro como instrumento de educação.


Irmão X

Do Livro “Irmãos Unidos” de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos

sábado, 5 de novembro de 2011

Dicas do Manancial


Essas são as nossas dicas do mês para leitura, música e filme.


LIVRO: ESPIRITISMO E VIDA
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
AUTOR ESPIRITUAL: VIANNA DE CARVALHO






















Sinopse do livro:

Esta obra reúne trinta mensagens, do Espírito Vianna de Carvalho, ditadas ao longo de vários anos, ao médium Divaldo Pereira Franco e que abordam temas de atualidade, conforme as ocorrências de cada época, em que se pode destacar: Ética da Felicidade, Decadência da Ética, Coragem e Responsabilidade, O grandioso desafio da Paz, A Nova sociedade do Futuro, Autenticidade dos Evangelhos.

Vários dos textos homenageiam ainda o Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec e O livro dos Espíritos.

Em seu último capítulo está transcrita a palestra proferida por Divaldo, no Teatro da FEP, no dia 26 de dezembro de 2008, intitulada Jesus e a canção de Natal.



MÚSICA: CLASSICS - SARAH BRIGHTMAN


















A dica de música desse mês é o álbum Classic, da soprano inglesa Sarah Brightman.

Lançado no ano de 2006, o CD reúne faixas que foram escolhidas a dedo pela artista, tornando-se um de seus mais bem sucedidos trabalhos musicais. Entre as faixas estão sucessos como "Anytime Anywhere" e "A Question of Honour", além de clássicas como "Ave Maria", "Pie Jesu" e "Nessum Dorma".

Você pode conferir trechos das faixas pela Amazon.



FILME: EM SEUS PASSOS, O QUE FARIA JESUS?
TÍTULO ORIGINAL: WHAT WOULD JESUS DO?
DIREÇÃO: THOMAS MAKOWSKI
GÊNERO: DRAMA (TEMÁTICA CRISTÃ)


















Sinopse:

Um belo filme que questiona até onde priorizamos as coisas materiais em detrimento dos valores da alma. Com um título que por si só, já é bastante reflexivo, o filme baseado no livro de Charles M. Sheldon, que tem o mesmo título e está na lista dos maiores best-sellers do mundo, conta a história do Reverendo Henri Maxwell, pastor da pequena cidade de Raymond, na Califórnia (EUA), que perde a esposa grávida e os filhos em um grave acidente de carro quando estavam juntos em viagem de férias. Após o ocorrido, Henri, bastante traumatizado e desmotivado começa em alguns momentos até mesmo a questionar a sua fé.

Alguns anos mais tarde, a cidade passa por uma crise econômica e Alex York, um político ambicioso, pretendendo destaque para eleger-se prefeito local negocia a desapropriação da igreja para construção de um Cassino para trazer divisas à Raymond. Em meio a essa crise aparece um estranho viajante a procura de abrigo e trabalho, que embora desprezado e ignorado por todos, tenta mostrar às pessoas que as suas atitudes deveriam ser pautadas nos exemplos de Jesus, aplicando o seu comportamento em suas condutas. Um filme inteligente, com histórias que se cruzam e que tem um excelente desfecho. Vale a pena ser assistido e reflexionado.

A produção é do ano de 2010, mas ele já pode ser encontrado em DVD a venda em sites especializados ou para locação em videolocadoras. Assisti pelo sistema online.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Livro Espírita


Cada livro edificante é porta libertadora.

O livro espírita, entretanto, emancipa a alma, nos fundamentos da vida.

O livro científico livra da incultura; o livro espírita livra da crueldade, para que os louros intelectuais não se desregrem na delinqüência.

O livro filosófico livra do preconceito; o livro espírita livra da divagação delirante, a fim de que a elucidação não se converta em palavras inúteis.

O livro piedoso livra do desespero; o livro espírita livra da superstição, para que a fé não se abastarde em fanatismo.

O livro jurídico livra da injustiça; o livro espírita livra da parcialidade, a fim de que o Direito não se faça instrumento de opressão.

O livro técnico livra da insipiência; o livro espírita livra da vaidade, para que a especialização não seja manejada em prejuízo dos outros.

O livro de agricultura livra do primitivismo; o livro espírita livra da ambição desvairada, a fim de que o trabalho da gleba não se envileça.

O livro de regras sociais livra da rudeza de trato; o livro espírita livra da irresponsabilidade que, muitas vezes, transfigura o lar em atormentado reduto de sofrimento.

O livro de consolo livra da aflição; o livro espírita livra do êxtase inerte, para que o reconforto não se acomode em preguiça.

O livro de informações livra do atraso; o livro espírita livra do tempo perdido, a fim de que a hora vazia não nos arraste à queda em dívidas escabrosas.


Amparemos o livro respeitável, que é luz de hoje; no entanto, auxiliemos e divulguemos, quanto nos seja possível, o livro espírita, que é luz de hoje, amanhã e sempre.

O livro nobre livra da ignorância, mas o livro espírita livra da ignorância e livra do mal.



Francisco Cândido Xavier . Ditado pelo Espírito Emmanuel.

Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba - MG, na noite de 25 de fevereiro de 1963. Publicado na revista “Reformador”, da Federação Espírita Brasileira, de abril de 1963.

^