domingo, 18 de abril de 2010

Mensagem da Semana


Ouvir a Mensagem

Voz de Chico Xavier



Bendito Sejas


Bendito sejas, coração amigo,
Pelo pão que dás, à porta,
ao companheiro que se desconforta,
Na aflição da penúria sem abrigo.

Deus te faça feliz pela roupa que ofertas
Aos torturados do caminho,
Que tanta vez se vão no desalinho
Das feridas que trazem descobertas...

Deus te conceda o prêmio da ventura
Pela ternura sorridente
Com que levas ao doente
O amparo do remédio e a esperança da cura.

Deus te guarde na fonte da alegria,
Para lenir, no esforço a que te dês,
A orfandade e a viuvez
Que vivem para a dor de cada dia

Deus porém, te abençoe, coração brando e pasmo,
Com a mais sublime recompensa,
Quando olvidas a intromissão da ofensa,
O golpe da injustiça, e a pedra do sarcasmo.

Deus te exalte no santo esquecimento
Do mal que te golpeia,
reduzindo a extensão da chaga alheia
Sem cogitar do próprio sofrimento.

Bendito sejas coração submisso,
Embora sábio entre os mais sábios,
Pela palavra boa de teus lábios,
No exemplo da bondade e do serviço,
Porque o amor transforma a sombra em luz
E o perdão, onde ampare, nunca erra,
auxiliando a vida em toda a Terra
Para o reino Divino de Jesus.


Maria Dolores

Do livro Poetas Redivivos, de Francisco Cândido Xavier

sábado, 17 de abril de 2010

Chico Xavier, dos primeiros passos à primeira obra


Primeiros passos na vida terrena




Nosso irmão reencarna em 2 de abril de 1910, na pequena cidade de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, sendo batizado com o nome de Francisco de Paula Cândido. De origem muito humilde, Chico era filho do operário João Cândido Xavier e da lavadeira Maria João de Deus, desencarnados respectivamente em 6/12/1960 e 29/9/1915. As aparições do Espírito de sua mãe, quando a criança ainda não havia completado cinco anos, assinalaram os primeiros fenômenos de clarividência e clauridiência que se ofereciam às suas faculdades mediúnicas, os quais, se proporcionaram grande alegria à sua alma infantil, também lhe valeram castigos e incompreensões por parte de quem tudo julgava invencionices de menino travesso.

Em virtude da escassez de recursos com que a família numerosa sempre se debatia, o Chico foi obrigado, desde menino, a trabalhar para que em casa não faltasse o mínimo necessário. Fazia seus estudos elementares, ao mesmo tempo que se dedicava aos rudes serviços de aprendiz numa tecelagem, onde seu pai o colocara aos 9 anos. Pela manhã, até as 11 horas, o Chico assistia às aulas no grupo escolar, para, em seguida, trabalhar, até as 2 horas da manhã na fábrica de tecidos. Tal regime não permitiu que sua instrução fosse além do grau primário.

Chico ainda trabalharia como caixeiro, garçom, ajudante de cozinheiro e, finalmente, como obscuro funcionário do Ministério da Agricultura, condição em que se aposentou, por invalidez, em janeiro de 1961, em razão de moléstia incurável nos olhos. Tais precariedades, de ordem social e intelectual, obedeciam, todavia, a plano superior, providencial, imunizando o instrumento contra os daninhos prejuízos da presunção acadêmica, da indiferença moral e do materialismo.

Educado sob orientação católica, o Chico atravessaria essa fase primitiva de sua iniciação sob o signo da perplexidade diante de fenômenos cuja explicação satisfatória aguardaria até o ano de 1927, quando, precisamente no dia 7 de maio, assistiria à primeira sessão espírita, promovida pelo casal José Hermínio Perácio e Cármen Pena Perácio, para socorrer um caso de obsessão na pessoa de sua irmã Maria Xavier Pena. Sua intervenção nesse trabalho foi por meio de preces.

Iniciação no Espiritismo

José Hermínio e Cármen Pena Perácio foram os instrumentos do Alto para aproximar o Chico da Doutrina Espírita. D. Cármen, portadora de positivas faculdades mediúnicas, serviu de canal para as primeiras orientações da Espiritualidade com vistas à utilização dos dotes do Chico. Em 8/7/1927, no Centro Espírita Luiz Gonzaga, recém-fundado pelo casal Perácio em Pedro Leopoldo, o jovem médium recebe sua primeira comunicação psicográfica, obedecendo a recomendação dos guias por intermédio de D. Cármen . Dias depois, em sessão particular na Fazenda Maquiné, propriedade dos Perácio, D. Cármen ouve e vê o Espírito Emmanuel, o qual lhe recomenda pedir ao Chico que tome de papel e lápis.

Chico recebe de sua mãe, Maria João de Deus, conselhos em torno do tratamento da irmã Maria Xavier Pena, que se restabelecia de terrível processo obsessivo. Ainda antes de se apresentar às faculdades mediúnicas do Chico, o que ocorreria em 1931, Emmanuel criara para a visão de d. Cármen um quadro fluídico, anunciador da missão destinada ao médium. Foi a 18/1/1929, durante uma sessão no C. E. Luiz Gonzaga: d. Cármen vê que do teto choviam livros sobre a cabeça do Chico e sobre todo o grupo.

É nesse ambiente de paz e de envolvimento superior que o Chico se prepara, sob a condução dos guias e o amparo carinhoso do casal Perácio e dos demais membros do Centro, para os graves desempenhos na seara espírita. Nesse período, após veicular mensagens de orientação, aconselhamento, de cunho íntimo, familiar, inicia-se a produção literária, pela recepção de poesias de elevado conteúdo e fino lavor.

Certamente inspirado pelos Maiores do mundo invisível, o Sr. José Hermínio sugere ao Chico que escreva para Manuel Quintão, vice-presidente da FEB, explicando o que ocorria e pedindo orientação. Esse contato, decisivo para a vida do Chico, se dá em 1931. O médium inicia correspondência com o brilhante cronista de Casos e Coisas, enviando-lhe um punhado de poesias mediunicamente recebidas, para que o devotado obreiro da Casa de Ismael ajuizasse de seu valor literário e doutrinário, bem como as analisasse do ponto de vista de sua autenticidade.

O “Parnaso”

Antes desse contato, muitas peças ditadas ao Chico foram consideradas pelos amigos, e mesmo por seu irmão José Cândido, como nascidas da própria lavra do médium, embora este afirmasse a impossibilidade de tal fato. À revelia do Chico, enviavam os poemas à imprensa espírita (Reformador, O Clarim, Aurora) e à imprensa leiga (Jornal das Moças, Gazeta de Notícias, Almanaque de Lembranças) sob o nome de F. Xavier. Assustado, pois tinha consciência da profunda seriedade do assunto, o Chico decide então submeter ao exame da Federação Espírita Brasileira os versos que continuava a receber, mas agora assinados por seus verdadeiros autores, nomes respeitáveis e ilustres da literatura luso-brasileira.

Manuel Quintão, que era escritor e poeta, não hesita em aceitar a origem mediúnica do material a ele enviado para exame, identificando os autores espirituais pelo inconfundível estilo de cada um e estribando-se igualmente na probidade moral daquele que, com humildade e desinteresse, procurava honrar a Verdade. O fruto de tão decisivo contato seria o aparecimento, em julho de 1932, da monumental obra Parnaso de Além-Túmulo, que inauguraria a fecunda produção do médium, com vistas a sustentar os princípios do Espiritismo Cristão no Brasil.

Em Reformador de 1967, páginas 145 a 147, num artigo intitulado “Chico Xavier em 40 anos”, Ismael Gomes Braga evoca esses lances iniciais da trajetória do saudoso médium, recordando ter sido em 16/2/1930 a primeira vez que aparecem no órgão da FEB versos mediúnicos então atribuídos a F. Xavier. Ismael os reapresenta ao público, juntamente com outras poesias, ainda atribuídas a F. Xavier, que apareceram em Reformador de maio de 1930 e julho de 1931, além de outro poema publicado no Jornal das Moças, de 1931. Nesse artigo, Ismael revela seus autores espirituais: João de Deus, Antero de Quental e Cruz e Souza. (Artigo publicado em Reformador de julho de 2002, p. 12(202)-14(204). *Eis aqui dois, dos sonetos:


Os Felizes

No triste horror,
Destes caminhos
Cheios de espinhos,
E de amargor,
Os pobrezinhos,
Filhos da Dor,
Têm mais carinhos
Do Criador!
Pois sabem ver,
Em seu sofrer
Pela existência,
A caridade,
Suma bondade
Da Providência!

João de Deus
(De Reformador de 16/2/1930.)



O Cristo de Deus

Lendo M. Quintão

Cristo de Deus, que eras a pureza
Eterna, absoluta, invariável,
Antes que fosse a humana natureza,
Estes cosmos – matéria transformável;
Que já eras a fúlgida realeza,
Dessa luz soberana, imponderável,
O expoente maior dessa grandeza,
Da grandeza sublime do Imutável!
Ainda antes da humana inteligência,
Eras já todo o Amor, toda a Ciência,
Perfeição do perfeito inconcebível;
Foste, és e serás eternamente,
O Enviado do Pai onipotente,
Cristo-Luz da verdade inconfundível!

Antero de Quental
(De Reformador de 16/5/1930.)



Fonte: Site da FEB, Revista O Reformador, abril de 2010
*Adaptação do texto original, devido a ter sido apenas divulgado esses dois versos no texto do site da FEB.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Extra Solidariedade : Saiba como ajudar os desabrigados pelas chuvas no Rio de Janeiro



Caríssimos visitantes,

Reservamos esse espaço para nos solidarizarmos com as vitimas das chuvas que atingiram o estado do Rio de Janeiro desde o dia 05 abril, causando tragédias, como a do Morro do Bumba, deixando centenas de mortos e milhares de desabrigados. Somente na cidade de Niterói, uma das mais atingidas, a Defesa Civil fez uma estimativa de cerca de três mil desabrigados e desalojados, sem contar os que tiveram as suas casas interditadas.

Saiba aqui como ajudar esses nossos irmãos, que necessitam nesse momento de doações como alimentos não perecíveis, roupas, agasalhos (lençóis, toalhas, colchões), artigos de higiene. Toda ajuda, com certeza, será muito bem-vinda.

Estamos também afixando na lateral esquerda do blog um pequeno selo para consulta dos locais de coletas de doações.


Abraços fraternos,
Carlos Pereira

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Pensamentos Nobres

Selecionamos esse vídeo no Youtube, com uma coletânea de frases proferidas e escritas pelo médium Francisco Cândido Xavier, o nosso homenageado do mês.



quarta-feira, 14 de abril de 2010

Luzes de Fé

Luzes que transformam almas, espalhando e fortalecendo a fé.
















Carta aos Discípulos

Se és discípulo sincero
Do Evangelho de Jesus,
Não deponhas no caminho
O peso de tua cruz.

Pelo fato de estudantes
Nesse roteiro de amor,
Encontrarás na tarefa
O cálice de amargor.

É que quanto mais te eduques
Nos esforços da ascensão,
Mais sofrerás com o duelo
Do egoísmo e da ambição.

Pensando no Amado Mestre,
Ponderando-Lhe a bondade,
Hás de chorar, vendo o mundo
No abismo da iniqüidade.

Terás dor, porquanto, em paz,
Nunca feres, nem odeias.
Sentido contigo próprio
As amarguras alheias.

Vai com fé pelo caminho,
Leva a charrua na mão,
Trabalha, aguardando o Cristo
No fundo do coração.

Desconfia da lisonja.
Esquece o que te ofender.
Coloca, acima dos homens,
O que te cumpre fazer.

Sê modesto. Há sempre últimos
Que no céu serão primeiros.
Conta sempre com Jesus
Acima dos companheiros.

Um amigo terrestre pode
Ir com tua alma ao porvir,
Mas inda é o homem do mundo
Sempre disposto a cair.

Recebe com precaução
Quem te venha agradecer.
Por muita coisa que faças
Não fazes mais que o dever.

A palavra sem os atos
É um cofre sonoro e oco.
Evita o que fala muito
E edifica muito pouco.

Sê desprendido da posse,
Mas, conserva os bens da luz.
O discípulo conhece
Que ele próprio é de Jesus.

Nunca sirvas às discórdias,
Ao despeito, à confusão.
Deves ser, por onde passes,
Ensino e consolação.

Sabendo que nada vales
Sem o amparo do Senhor,
Conquistarás no futuro
O seu Reinado de Amor.


Casimiro Cunha

Do livro Cartas do Evangelho, de Francisco Cândido Xavier.

















Missionário

*Lembrando Allan Kardec



Pés sangrando no trilho solitário,
Dilacerado, exânime, proscrito,
- Ave do sonho em montes de granito –
Assim passa no mundo o Missionário.

Incompreendido e estranho visionário,
Contendo, a custo, o peito exausto e aflito,
Vai carregando as glórias do Infinito,
Entre as chagas e as sombras do Calvário.

Longas jornadas, ásperos caminhos,
No campo de grilhões, trevas e espinhos,
Onde semeia o trigo da Verdade!...

Virão, porém, os dias da colheita
E os celeiros da luz pura e perfeita
No Divino País da Eternidade.

Cruz e Souza,

Do livro Coletâneas do Além, Francisco Cândido Xavier.



Confia Sempre


Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.

Ainda que teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.

Crê e trabalha.

Esforça-te no bem e espera com paciência.

Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá.

De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo. Eleva, pois, o teu olhar e caminha.

Luta e serve. Aprende e adianta-te. Brilha a alvorada além da noite.

Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte.

Não te esqueça, porém, de que amanhã será outro dia.


Meimei.

Do livro Cartas do Coração, de Francisco Cândido Xavier




Em que Perseveras ?


“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão e no partir do pão e nas orações.” (Atos, 2:42)


Observadores menos avisados pretendem encontrar inteira negação de espiritualidade nos acontecimentos atuais do planeta.

Acreditam que a época das revelações sublimes esteja morta, que as portas celestiais permaneçam cerradas para sempre.

E comentam entusiasmados, como se divisassem um paraíso perdido, os resplendores dos tempos apostólicos, quando um pugilo de cristãos renovou os princípios seculares do mais poderoso império do mundo.

Asseveram muitos que o Céu estancou a fonte das dádivas, esquecendo-se de que a generalidade dos crentes entorpeceu a capacidade de receber.

Onde a coragem que revestia corações humildes, à frente dos leões do circo ? onde a fé que punha afirmações imortais na boca ferida dos mártires anônimos ? onde os sinais públicos das vozes celestiais ? onde os leprosos limpos e os cegos curados ?

As oportunidades do Senhor continuam fluindo, incessantes, sobre a terra.

A misericórdia do Pai não mudou.

A Providência Divina é invariável em todos os tempos.

A atitude dos cristãos, na atualidade, porém, é muito diferente. Raríssimos perseveram na doutrina dos apóstolos, na comunhão com o Evangelho, no espírito de fraternidade, nos serviços da fé viva. A maioria prefere os chamados “pontos de vista”, comunga com o personalismo destruidor, fortalece a raiz do egoísmo e raciocina sem iluminação espiritual.

A bondade do Senhor é constante e imperecível.

Reparemos, pois, em que direção somos perseverantes.

Antes de aplaudir, os mais afoitos, procuremos saber se estamos com a volubilidade dos homens ou com imutabilidade do Cristo.


Emmanuel,

Do livro Vinha de Luz, Francisco Cândido Xavier.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Reconhecimento e Gratidão


Affonso Soares e Zêus Wantuil


"O que demonstra, de modo brilhante, a intervenção de Deus na História, é o aparecimento, no tempo próprio, nas horas solenes, desses grandes missionários, que vêm estender a mão aos homens e os repor na senda perdida, ensinando-lhes a lei moral, a fraternidade, o amor de seus semelhantes, dando-lhes o grande exemplo do sacrifício de si pela causa de todos."



Não obstante sabermos, todos os espíritas, que a morte é tão somente uma transição natural, inerente à própria vida, e que não significa qualquer perda essencial para o ser, uma vez que o organismo físico, material, perecível, não passa de revestimento grosseiro, tomado à Natureza para a ela um dia retornar – não obstante, repetimos, tal compreensão adquirida nas fontes sagradas da III Revelação –, os espíritas estamos sensibilizados pelo passamento daquele que, durante sucessivas décadas, ofereceu aos homens o testemunho da fidelidade aos compromissos assumidos com o Alto para servir de medianeiro entre os dois planos de vida. Já não mais temos entre nós, no círculo grosseiro das formas, o muito amado médium Francisco Cândido Xavier.

Causaria estranheza identificarmos o querido irmão com o conteúdo da citação que colhemos da obra de Léon Denis, pois que estaríamos ferindo a memória do nosso homenageado, de cujos traços inconfundíveis de caráter sempre avultaram a humildade, a simplicidade, reforçadas pela consciência que sempre teve de sua mera condição de intermediário. Na verdade, a menção de tão profunda tese, desenvolvida pelo eminente discípulo de Allan Kardec, não a aplicamos ao saudoso médium, mas, sim, à coorte de missionários aos quais ele serviu de porta-voz no exercício abençoado de seu mandato mediúnico.

E era assim que ele, como lúcido estudioso e fiel praticante da Doutrina, se via, relembrando-nos a lição fundamental que nenhum médium pode desprezar: apagar-se, como João Batista, para deixar brilhar a Luz que jorra de Mais Alto. É o que o Chico sempre fez, não obstante haver merecido toda a carinhosa evidência que lhe ofereciam tanto os corações sofredores, revigorados pelas bênçãos provenientes de suas faculdades, como os corações de boa vontade, encantados com sua produção e sua personalidade de escol.


Revista O Reformador, abril de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Boas Notícias

Um apanhado com notícias positivas divulgadas em alguns sites, do mês de março até a presente data.


Lazer e Cultura

Filme Chico Xavier bate recorde nacional no primeiro fim de semana de exibição

Com mais de 600 mil espectadores em todo Brasil, no fim de semana de estréia, o longa-metragem Chico Xavier, dirigido por Daniel Filho, bate recorde nacional de bilheteria. A marca estava com a comédia “Se Eu Fosse Você 2”, do mesmo diretor, que levou um público de 570 mil às salas de cinema do País quando estreou. Em Fortaleza, o filme está em cartaz nos cinemas dos shoppings Aldeota 1, Benfica, Centerplex Via Sul 4, Del Paseo 2, Multiplex Iguatemi 3, Multiplex Iguatemi 8, North Shopping 2, North Shopping 5, Maracanaú 2, Unibanco/Dragão do Mar 1.

Com orçamento de R$ 12 milhões, a cinebiografia do médium mineiro Francisco Cândido Xavier (1910-2002) é baseada no livro As Vidas de Chico Xavier, do jornalista Marcel Souto Maior. Para interpretar o médium, em suas diferentes fases da vida foram escalados Matheus Costa (infância), Ângelo Antonio (juventude) e Nelson Xavier (maturidade). Lançado na última sexta-feira, 2 de abril, data em que o médium completaria o centenário de nascimento, o filme foi distribuído em 377 salas por todo o Brasil.

Chico Xavier é mostrado nos seus aspectos humano e espiritual. O grande divulgador do Espiritismo, doutrina codificada pelo francês Allan Kardec a partir do contato com espíritos, tem sua vida apresentada mesclando momentos de drama e humor. Estão na história os lances de incompreensão e intolerância diante das manifestações mediúnicas de Chico, a disciplina diante da missão de psicografar mais de 400 livros, a humildade e honestidade em jamais querer receber nada em troca do bem que espalhava, o bom humor diante de situações da vida. Está tudo lá. Quem assistiu, conta a emoção.

“Ao sair do cinema, a sensação de que é possível ser bom, útil. No entanto evoluir a esse nível exige muito sacrifício, renúncia. Veio o questionamento: será que nós também podemos? Chico mostrou ser possível. O que mais me impressionou foi a capacidade dele de superar as desconfianças. As acusações. Ao ter conhecimento da história de Chico Xavier renasce em mim a segurança de que nem tudo está perdido. Terei um outro olhar sobre o outro. E, não quero esperar uma tragédia ou um grande acontecimento para perceber que existe sim algo mais forte do que nós. O momento de exercitar a bondade é agora. O filme me impulsiona para isso.” - Ian Gomes, Jornalista

“Achei o filme maravilhoso, muito bem feito, doutrinário, emocionante e lindo. Todo o filme nos traz reflexões e tem muitas cenas marcantes. Já recomendei aos meus amigos assistirem o filme, passei SMS, e-mails e telefonei, por que é um filme que faz a gente pensar que pode existir um mundo melhor por que pessoas como o Chico Xavier existiram e existirão sempre demonstrando “materialmente” que Deus não nos desampara nunca.” – Aparecida Cândido, gerente da Qualidade das Farmácias Pague Menos e presidente do Centro Espírita Irmão Leite.

“O filme sobre a vida de Chico Xavier deveria ser visto por todos, independentemente do credo que professe ou até mesmo pelos que dizem não crer em nada. É uma película bem feita que, acredito, atingirá todos os públicos. Fazer crítica sobre a qualidade técnica da produção não posso, por não entender de arte audiovisual. Acho que assisti-lo vale a pena, antes de tudo, por nos fazer acreditar na capacidade que o ser humano tem, e ser bom.” - Inês Aparecida, jornalista.

“Um filme muito bem feito e que não deixa a desejar a nenhuma superprodução. Consegue mesclar humor e drama e mostrar fatos interessantes e marcantes da vida desse grande humanista que foi Chico Xavier. Destaco as atuações do ator Nelson Xavier e dos atores Cristiane Torloni e Tony Ramos. De emocionar! Com certeza deve agradar ao público espírita e não-espírita. Tocante, mostra, sem ser piegas, como somos ainda tão pequenos e como o amor pode vencer barreiras.” - Ariane Cajazeiras, jornalista

“Já tinha assistido vários filmes com a temática espírita, mas o filme ‘Chico Xavier’ se destaca porque consegue fazer uma separação, bem sutil, do médium e dos fenômenos espíritas. O diretor consegue mostrar Chico muito além das reuniões espíritas. É como uma luz no filme e acredito que o público pode ter a mesma sensação: assistir a uma videobiografia sem esperar que os fenômenos espíritas ganhem mais destaque. Por mais que haja cenas em que a obsessão é abordada, isso não acontece de uma forma deturpada. Penso que aquela mesma paciência e calma de Chico Xavier - mostradas no filme - fazem com que os fenômenos não sejam priorizados ou vistos como anormalidade, mas como algo simples” - Maurício Vieira, jornalista.

"O filme nos mostra a grandeza espiritual deste homem simples, verdadeiro apóstolo de Cristo. Sua vida foi um exemplo de um grande despreendimento." - Antonio Luís Vasconcelos Monteiro, corretor de imóveis.

Saiba mais sobre filme: www.chicoxavierofilme.com.br

Fonte: Agência da Boa Notícia, 06/04/2010


Ciência:

Estudos consideram Meditação Transcendental cura para Depressão

A meditação transcendental pode ser uma forma efetiva de reduzir a depressão, indicam dois estudos apresentados hoje na reunião anual da Sociedade de Medicina do Comportamento, celebrada em Seattle (Estados Unidos). As pesquisas, realizadas na Universidade Charles Drew, de Los Angeles, e a Universidade do Havaí, incluíram participantes negros e nativos do Havaí maiores de 55 anos com risco de sofrer doenças cardiovasculares.

A depressão é considerada um importante fator de risco neste tipo de doença, de acordo com os cientistas. Os participantes de ambos os estudos que praticavam a meditação transcendental mostraram uma redução importante dos sintomas de depressão na comparação realizada com os grupos de controle.

Os estudos, financiados pelos Institutos Nacionais da Saúde, constataram que a maior queda foi registrada entre os participantes que tinham sintomas de depressão clínica. "Esses resultados são encorajadores e comprovam os testes de eficácia da meditação transcendental como ajuda terapêutica para o tratamento da depressão clínica", assinalou Héctor Myers, autor de um dos estudos e diretor de Treinamento Clínico do Departamento de Psicologia da Universidade de Los Angeles.

Nos Estados Unidos, calcula-se que cerca de 18 milhões de pessoas de idade avançada sofram algum tipo de depressão. Gary Kaplan, professor de Neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Nova York, destaca a importância de se reduzir a depressão em pacientes de idade de risco de problemas cardíacos. Segundo ele, "qualquer técnica que não envolva uma medicação adicional nessa parte da população é bem-vinda".

Fonte: Terra Notícias, 07/04/2010


Meio-Ambiente

Países tentam superar divisões em nova reunião climática da ONU

A primeira rodada de negociações sobre as mudanças climáticas desde a reunião da ONU em Copenhague, em dezembro, começou nesta sexta-feira em Bonn, na Alemanha, em meio à divisão entre os países participantes.

A reunião de Copenhague (COP 15) terminou em dezembro sem um consenso, mas com um documento apoiado pela maioria dos 194 países que participaram do encontro.

O chamado Acordo de Copenhague prevê um limite de 2ºC para o aumento da temperatura global, além de um fundo de financiamento para países vulneráveis. Os países em desenvolvimento afirmam que a Convenção do Clima da ONU é o fórum de discussões e negociações para um acordo global e querem que um acordo seja fechado até o final de 2010. No entanto, alguns representantes temem o colapso das negociações.

"Existe vontade política entre os países em desenvolvimento. Eles trabalham para um acordo que inclua mais reduções das emissões de acordo com o Protocolo de Kyoto", afirmou Martin Khor, diretor-executivo do Centro Sul (organização intergovernamental de países em desenvolvimento) à BBC. "Mas é uma outra questão se há vontade política entre os países industrializados", acrescentou.

Fonte: Terra Notícias, 09/04/2010


Rússia lançará satélite para monitorar gelos polares

O satélite russo Cryosat 2, que deve medir com precisão a altitude dos gelos continentais e a profundidade de blocos de gelo flutuantes, deve ser posto em órbita nesta quinta-feira, do cosmódromo de Baikonur (Cazaquistão), mais de quatro anos depois do fracasso na tentativa de lançamento do Cryosat 1. O estudo do derretimento dos gelos polares, comprovado no hemisfério norte, é chave para compreender o aquecimento climático.

Em 8 de outubro de 2005, a colocação em órbita da primeira versão deste satélite fracassou por causa de uma falha em um motor do foguete russo Rockot, lançando no Oceano Ártico uma jóia científica que custou 140 milhões de euros (US$ 187 milhões). O Cryosat é o terceiro satélite do programa "Planeta Vivo", depois do GOCE, lançado para conhecer o formato exato da Terra através da medição de seu campo gravitacional, e SMOS, que detecta a umidade dos solos e a salinidade dos oceanos.

Ao refletir a luz do sol, a massa branca dos gelos limita a quantidade de calor absorvida pela Terra. As placas de gelo flutuantes atuam diretamente como um isolante, ao reduzir em grande medida as trocas de calor entre o oceano congelado e a atmosfera. Por último, o derretimento das calotas polares faz subir o nível dos mares em um ritmo que passou do 1,8 mm/anual aos 3 mm/anuais no transcurso do último meio século.

"O gelo cobre 15 milhões de km² da Terra, o que equivale a 30 vezes a superfície da França. Em torno do pólo norte, a cada ano, uma área equivalente à superfície da Europa se congela e se descongela", explica Michel Verbauwedhe, coordenador dos programas de observação da Terra da Agência Espacial Européia (ESA). Os cientistas já dispõem de dados circunstanciais e algumas medições fornecidos por outros satélites, como o Envisat, mas nenhum está especificamente dedicado à observação do gelo.

"A altura muito precisa dos gelos continentais e a espessura dos gelos do mar é (sic) uma dimensão que faltava aos geofísicos", disse Eric Perez, diretor dos programas de observação da Terra na Astrium, construtora do satélite da ESA. Calculada pela onda refletida dos radares altímetros desenvolvidos pela Thalès Alenia Space, e graças ao instrumento de geolocalização Doris do Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES), esta espessura será medida com uma precisão de 2 a 5 cm.

"O Cryosat sabe fazer a diferença entre a onda refletida na água e a refletida no gelo que emerge", afirmou Perez. Graças ao princípio de empuxo de Arquimedes, é possível conhecer a espessura do conjunto de banquisas ou icebergs, aproximadamente dez vezes maior do que a parte aparente. Para garantir sua estabilidade, o Cryosat, que sobrevoará a Terra a 720 km de altitude, é um satélite de 700 kg bastante compacto, cujos painéis solares, vinculados à estrutura, não se desdobram.

Se tudo correr bem, o Cryosat deve começar a fornecer dados para a comunidade científica a partir de meados do ano. Trezentos cientistas estão interessados nestas informações, afirmou Verbauwedhe.

Fonte : Terra Notícias, 06/04/2010



Desmatamento global caiu na última década, diz ONU

O desmatamento global desacelerou-se na última década, nos primeiros sinais de que os esforços conservacionistas estão dando resultados, mas ainda assim uma área do tamanho da Costa Rica continua sendo devastada por ano, segundo um novo relatório da FAO (órgão da ONU para agricultura e alimentação).

De acordo com o estudo, cerca de 13 milhões de hectares de florestas foram convertidos para outros usos ou perdidos por causas naturais a cada ano no período 2000-2010. Na década anterior, essa cifra era de 16 milhões de hectares por ano.

A perda líquida de área florestal caiu para 5,2 milhões de hectares por ano na última década, o que equivale a uma Costa Rica por ano, mas está abaixo dos 8,3 milhões de hectares anuais perdidos na década de 1990. O resultado se deve em grande parte a ambiciosos programas de plantio de árvores na Ásia. Esforços de grandes desmatadores, como Brasil e Indonésia, também contribuíram.

"Pela primeira vez, conseguimos mostrar que o ritmo de desmatamento diminuiu globalmente, como resultado de esforços concertados tanto em nível local quanto internacional", disse Eduardo Rojas, diretor-assistente do Departamento Florestal da FAO.

A entidade disse que, desde 2000, 76 países adotaram ou atualizaram políticas florestais, e muitos deles alocaram florestas para a exploração sustentável pelas comunidades locais.

A proporção de florestas contidas em parques nacionais e outras áreas de proteção subiu para 13 por cento, o que significa um aumento de 94 milhões de hectares desde 1990.

As florestas cobrem apenas 4 bilhões de hectares, ou 31 por cento das terras do mundo. Elas armazenam 289 bilhões de toneladas de carbono - mais do que todo o carbono na atmosfera -, mas esse valor tem caído 500 milhões de toneladas por ano na última década.

Mette Loyche Wikie, que coordenou a Avaliação de Recursos Florestais Globais da FAO 2010, alertou que os programas de reflorestamento da China, da Índia e do Vietnã, principais responsáveis pelos resultados positivos em nível global, vão acabar em 2020.

A Indonésia reduziu sua taxa de desmatamento de 1,9 milhão de hectares por ano na década anterior para 0,5 milhão por ano no período 2000-2010. No Brasil, a redução foi de 2,9 milhões para 2,6 milhões de hectares por ano.

Mas a América do Sul continua tendo a maior taxa regional de desmatamento líquido, com a perda de 4 milhões de hectares por ano. A África vem em seguida, com 3,4 milhões de hectares a menos por ano.

A Ásia, por outro lado, aumentou sua cobertura florestal em quase 2,2 milhões de hectares por ano. Na América Central e do Norte, a cobertura florestal permaneceu praticamente estável, enquanto na Europa continuou subindo, mas num ritmo menor do que antes.

Fonte: Terra Notícias, 24/03/2010

domingo, 11 de abril de 2010

Mensagem da Semana


Ouvir a Mensagem
Voz de Chico Xavier

Prece do Servidor



Senhor,

Ensina-nos a trilhar a luminosa estrada do auxílio,

Dá-nos força para destruir a pesada fortaleza de nossos próprios erros, coragem, para abrir o caminho da libertação de nós mesmos e recurso para desobstruir o coração em favor dos nossos semelhantes, entregando-lhes enfim os tesouros de amor que nos confiastes.

Que por onde passemos a dor se faça menos angustiosa, a ignorância menos agressiva, o ódio menos cruel, a terra menos densa, o desânimo menos sombrio, a incompreensão menos destruidora.

Se não possuímos ainda bens positivos com que possamos enriquecer a jornada terrestre, ajuda-nos a diminuir os males que nos rodeiam.

Que em Teu Nome, distribuamos fraternidade e renovação, usando com alegria os dons sublimes e invisíveis do silêncio da compreensão e da renúncia.

Senhor, que nos ensinastes em palavras as supremas lições da simplicidade na manjedoura e do sacrifício na cruz, indicando-nos assim o roteiro da construção espiritual e da ressurreição Divina, orienta-nos o passo incerto e ampara-nos os propósitos santificantes para que a Sua vontade misericordiosa e justa se faça em nós, por nós e para nós, hoje e sempre, onde estivermos.


Assim seja!


Emmanuel

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sábado, 10 de abril de 2010

Luzes de Paz

Luzes que semeiam paz no caminho.



Caridade da Paz

“Bem-aventurados os pacificadores” - Jesus (Mateus, 5:9)


Um tipo de beneficência ao alcance de todos e que não se deve esquecer — ocultar os próprios aborrecimentos, a fim de auxiliar.

É provável hajas iniciado o dia, sob a intromissão de contratempos que te espancaram a alma. À vista disso, se exibes a figura da mágoa, na palavra ou na face, ei-la que se expande, à feição de tóxico mental, atacando a todos os que se deixem contagiar.

E qual acontece, quando a poeira grossa te invade o reduto doméstico, obrigando-te à recuperação e limpeza, após te desequilibrares em aspereza e irritação, reconhece-te no dever de reparar os danos havidos, despendendo força e diligência em solicitar desculpas e refazer os próprios brios, aqui e ali, como quem se empenha a suprimir os remanescentes de laboriosa faxina.

Se te alteias, no entanto, acima de desgostos e inquietações, mantendo tranqüilidade e bom ânimo, para logo a tua mensagem de otimismo e renovação prossegue adiante, de modo a espalhar bênçãos e criar energias angariando-te simpatia e cooperação.

Os estados negativos da mente, como sejam tristeza e azedume, angústia ou inconformidade, constituem sombras que o entendimento e a bondade são chamados a dissipar.

Recordemos o donativo da paz que a todos nos compete distribuir, a benefício dos outros, evitando solenizar obstáculos e conflitos, aflições ou desencantos, que nos surpreendem a marcha. E permaneçamos claramente informados de que a única fórmula para o exercício dessa beneficência da paz, em louvor de nossa própria segurança, será sempre esquecer o mal e fazer o bem, porquanto em verdade, tão-somente a criatura consagrada a trabalhar, servindo ao próximo, não dispõe de recursos para entendiar-se e nem encontra tempo para ser feliz.


Emmanuel

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.





Embainha tua Espada

“Embainha tua espada...” – Jesus. (João, 18:11.)


A guerra foi sempre o terror das nações.

Furacão de inconsciência, abre a porta a todos os monstros da iniqüidade por onde se manifesta. O que a civilização ergue, ao preço dos séculos laboriosos de suor, destrói com a fúria de poucos dias.

Diante dela, surgem o morticínio e o arrasamento, que compelem o povo à crueldade e à barbaria, através das quais aparecem dias amargos de sofrimento e regeneração para as coletividades que lhe aceitaram os desvarios.

Ocorre o mesmo, dentro de nós, quando abrimos luta contra os semelhantes...

Sustentando a contenda com o próximo, destruidora tempestade de sentimentos nos desarvora o coração. Ideais superiores e aspirações sublimes longamente acariciados por nosso espírito, construções do presente para o futuro e plantações de luz e amor, no terreno de nossas almas, sofrem desabamento e desintegração, porque o desequilíbrio e a violência nos fazem tremer e cair nas vibrações do egoísmo absoluto que havíamos relegado à retaguarda da evolução.

Depois disso, muitas vezes devemos atravessar aflitivas existências de expiação para corrigir as brechas que nos aviltam o barco do destino, em breves momentos de insânia...

Em nosso aprendizado cristão, lembremo-nos da palavra do Senhor:

– “Embainha tua espada...”

Alimentando a guerra com os outros, perdemo-nos nas trevas exteriores, esquecendo o bom combate que nos cabe manter em nós mesmos.

Façamos a paz com os que nos cercam, lutando contra as sombras que ainda nos perturbam a existência, para que se faça em nós o reinado da luz.

De lança em riste, jamais conquistaremos o bem que desejamos.

A cruz do Mestre tem a forma de uma espada com a lâmina voltada para baixo.

Recordemos, assim, que, em se sacrificando sobre uma espada simbólica, devidamente ensarilhada, é que Jesus conferiu ao homem a bênção da paz, com felicidade e renovação.


Emmanuel

Do livro Fonte Viva, de Francisco Cândido Xavier





Viver Melhor


Todos queremos ser felizes, viver melhor.

Entretanto, ouçamos a experiência.

A felicidade não é um tapete mágico. Ela nasce do bem que você espalhe, não daqueles que se acumulam inutilmente.

Tanto isto é verdade que a alegria é a única doação que você pode fazer sem possuir nenhuma.

Você pode estar em dificuldade e suprimir muitas dificuldades dos outros.

Conquanto às vezes sem qualquer consolação, você dispõe de imensos recursos para reconfortar e reerguer os irmãos em prova ou desvalimento.

A receita de vida melhor será sempre melhorar-nos, através da melhora que venhamos a realizar para os outros.

A vida é dom de Deus em todos.

E quem serve só pra si não serve para os objetivos da vida, porque viver é participar, progredir, elevar, integrar-se.

Se aspiramos a viver melhor, escolhamos o lugar de servir na causa do bem de todos.

Para isso, não precisa você condicionar-se a alheios pontos de vista..

Engaje-se na fileira de servidores que se lhe afine com as aptidões.

Aliste-se em qualquer serviço no bem comum.

É tão importante colaborar na higiene do seu bairro ou na construção de uma escola, quanto auxiliar a uma criança necessitada ou prestar apoio a um doente.

Procure a Paz, garantindo a Paz onde esteja.

Viva em segurança, cooperando na segurança dos outros.

Aprendamos a entregar o melhor de nós à vida que nos rodeia e a vida nos fará receber o melhor dela própria.

Seja feliz, fazendo os outros felizes.

Saia de você mesmo ao encontro dos outros, mas não resmungue, nem se queixe contra ninguém. E os outros nos farão encontrar Deus.

Não julgue que semelhante instrução seja assunto unicamente para você que ainda se acha na Terra. Se você acredita que os chamados mortos estão em paz gratuita, engano seu, porque os mortos se quiserem paz que aprendam a sair de si mesmos e a servirem também.


André Luiz

Psicografia de Francisco Cândido Xavier





Conquista da Paz


Procuras a paz...

Obterás semelhante benção...

Não retendo excessos de recursos amoedados sem utilidade...

Não fugindo às obrigações com as quais te comprometeste...

Não cultivando rebeldia, menosprezando o trabalho que te sustentas...

Não mergulhando os próprios sentimentos em paixões desenfreadas...

Não com a indiferença pelas necessidades e provações dos companheiros da caminhada humana aos quais a própria vida te pede considerar e auxiliar...

A paz virá ao teu encontro, e residirá contigo, sempre que te mantenhas na consciência tranqüila, sobre os alicerces do teu próprio dever retamente cumprido.


Emmanuel

Psicografia de Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Roteirista e Artistas falam sobre Chico Xavier, o Filme


CHICO XAVIER- O FILME


Entrevista com Christiane Torloni, Letícia Sabatela e outros artistas envolvidos no filme.


Marcos Bernstein, o roteirista
:


Como foi o processo do roteiro? Quanto tempo de trabalho?

Acho que foi um processo que durou mais de um ano. Claro que não todo dia. Mas eu ia entregando roteiros e discutia, buscava novas versões que aconteceram neste período de um ano. Eu tinha muita vontade de trabalhar com o Daniel Filho, pois ele sempre pensa no todo do filme. Ele sempre traz questionamentos que se fazem retrabalhar as coisas, mas que conta um todo. Isto é muito bacana. A gente usou como base As Vidas de Chico Xavier. É uma base maravilhosa, um livro bom de ler e cheio de informação. Mas tivemos de buscar novas formas de informação. Fomos ambiciosos em escolher três fases da vida do Chico. Enfim, não é totalmente cronológico, mas segue na liberdade da literatura. Trabalhamos na idéia do “Pinga-Fogo”. Tem também este casal, que é uma mistura de várias coisas que a gente achou. Nesta primeira etapa, com o Daniel, estava bacana. O roteiro e a criança. O encontro emocional era muito forte. A vida adulta era divertida, mas não tinha o mesmo peso das outras duas. Foi aí que entrou a Cris D´Amato, foi ela quem fez uma grande pesquisa e achou detalhes para compor esta parte. A partir daí, redesenhamos o miolo. Ganhamos muito mais corpo e eventos. Finalmente encontramos o peso. Ela voltou muito ao livro do Marcel para buscar estas cenas, foi muito bacana. Finalizamos tudo.

Qual foi a cena que marcou você como roteirista?

Tem cenas emocionantes ao longo do filme. Tentamos balancear as emoções com as sutilezas, pois tudo é muito triste. A infância dele é muito triste, ele queria se entender... Ele tenta acalentar a todos. Inevitavelmente, lida com a emoção das pessoas. Na infância, há muitas partes tocantes. Não tenho nada em especial... Tem a infância, as tragédias, ele perdendo o irmão, tem o casal. A vida dele é uma vida suave que causava grandes repercussões. O negócio do roteiro é trazer isto para um conflito, mas em pequenos momentos. Emoções especiais aqui e ali.


Christiane Torloni, a Glória:


Como é sua personagem?

A Glória é uma personagem difícil, pois ela narra o ápice de uma dor. Um personagem que não dá descanso. Esta história toda de uma família estar envolvida com outra e um assassinato acontece desagrega toda a amizade entre as duas famílias. Se perde. A passagem da Glória e do Orlando ao longo do filme é um clímax de uma dor.

Qual é a importância do Chico Xavier para o Brasil?

O Chico transcende as fronteiras da matéria. Ele é importante para as pessoas que nem sabem quem é ele. A sua palavra já tocou tantas pessoas... Eu tive a oportunidade de, em 1994, fazer um trabalho inspirado na Doutrina Espírita (a novela A Viagem). Na época existiam 7 milhões de espíritas inscritos. Hoje, todos os espiritualistas se sentem comovidos com a fala do Chico. É de uma bondade, um consolo. Quando vimos novamente A Viagem, pudemos perceber o tamanho consolo, tamanha palavra. O sentido de um trabalho como este é confortar as pessoas. Ela dá a certeza desta falta de permanência e de que a morte não é o fim, isso é interessante, pois você vê isso no catolicismo. A vida parece uma gincana em que você diz: “Caramba, quando é que se respira?” Tem momentos em que a arte é esta respiração.


Daniel Filho diz que é um ateu convicto, mas está dirigindo um filme sobre um mito do espiritismo...

Acho isto ótimo para o filme, pois assim ele mostra mais neutralidade. Não cai na armadilha da fé. Allan Kardec não caía nesta de espiritismo, ele dizia que era besteira, mas nós vimos no que deu. Este filme vai dar certo por isso, acho que ele olha com distanciamento, que ajuda. O importante não é tocar quem acredita, mas sim levar a mensagem a quem não conhece. Chico era um homem que tinha uma alma tão sensível que é difícil não comover. As pessoas que não acreditam em nada parecem estar atrás do muro. Não sei se o Daniel é assim com todo mundo, mas às vezes parece que ele depôs as armas dele.

Como foram as cenas com a Cássia Kiss?

Eu acho que mais do que uma briga, tem um encontro lindo. A cena do tribunal é muito forte e começa pelo fim. Começar o filme pelo fim é complicado. O Daniel entendeu que, mais do que uma briga, são duas mães se consolando. Na cena do tribunal as duas estão se consolando, pois, por mais que o menino fosse condenado, um deles estava vivo. Existe um abismo intransponível entre a vida e a morte. A Elis cantava uma canção em que ela dizia que o amor é meio ermo, mas a morte não. Este é o sentido de uma mãe consolando a outra. Se o filho está mais ou menos preso a gente vê, mas ele não pode estar mais ou menos morto.

Qual é a sua filosofia religiosa?

Acredito em Deus sobre todas as coisas. A fé, para mim, é um rochedo, um escudo e um refúgio. Não importa o nome que isso tenha, ao longo da vida as pessoas vão buscando. A gente precisa de muitos elementos, muitas alegorias de coisas externas para conectar o que há dentro. É como se precisássemos de um relógio para saber que o tempo passa. Há pessoas que têm esta observação de uma maneira natural, tem outras que não, que têm de superar várias barreiras internas. Fui criada dentro do catolicismo, logo fui percebendo que a palavra de Cristo é incrível. Tomaria muito chope com ele na vida. Ele era um guerreiro. Ele queria que tudo melhorasse. Percebo que a palavra do Buda e de Jesus tem muitas correlações.


Letícia Sabatella, a Maria, mãe de Chico Xavier

Fale sobre sua personagem.

Maria, a mãe do Chico Xavier, é uma força feminina que estava presente na vida dele quando mais precisava. Em espírito, ensinando ele a rezar e dando a força espiritual necessária. A presença da mãe trazia uma dimensão da arte, onde o feminino dança por este menino. No filme, ela tem uma presença de fortalecer sem ter pena dele. Quando li o roteiro achei interessante o fato de ela ser uma mãe que fortalece o filho sem ter pena, mesmo sabendo que este menino é muito sofrido. Ela acredita na sua força. Não era uma mãe que trazia condolências, mas era aquela que dizia: “Vai, você consegue”. Também trazia alegria.

No roteiro, qual parte é mais marcante?

Eu gosto muito do roteiro do filme, pois ele tem humor e trata com muita dignidade a crença e a fé. Gosto muito da idéia e das leituras. O Daniel, por ser cético, ajudou muito o filme. Ao mesmo tempo, Chico falou a verdade o tempo inteiro, por isso nós aprendemos a acreditar nesta linguagem espiritual. Acho muito legal que no roteiro tenha humor.


André Dias, o Emmanuel, guia espiritual de Chico Xavier



Como você foi chamado para participar do filme?

O Daniel Filho foi assistir à estréia da minha peça de teatro e no outro dia me ligaram para marcar um teste. Eu fiquei muito confortável, achei até mesmo que fiz bem. Horas depois a assistente me ligou avisando que eu tinha sido selecionado. Eu fiquei apavorado. O personagem era importante para o filme e eu acho que, durante este processo, me encontrei em vários estados emocionais. O primeiro foi que fiquei muito apavorado com a responsabilidade de representar este personagem. Emmanuel é o guia espiritual do Chico Xavier, durante quase 70 anos de vida mediúnica. Alguém que inspirou o Chico, através da disciplina e do trabalho, a amar o próximo.

Como foi a construção deste personagem?

Tive total liberdade. Na visão do Daniel, o Emmanuel funciona como um alter-ego do Chico. Então, ele é um fator que inspira o Chico a trabalhar, a ter disciplina, mas ao mesmo tempo funciona como um alter-ego. E o Daniel foi um pai. Não tenho nem palavras. Se alguém me perguntar: “Um diretor?”, responderei: “Daniel Filho”. O cuidado, a certeza e a segurança de como fazer. A alegria de estar trabalhando e ver o trabalho. Uma escola. Uma alegria de saber que ele está seguramente realizando seu trabalho. Nunca tinha vivenciado isso.


Entrevista publicada na Revista Cristã de Espiritismo, Ed.79

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A Música e o Espírito – Clouds of Heaven - Ryan Farish

Um vídeo com visuais deslumbrantes de nuvens, rios, montanhas e cachoeiras em movimento com a maravilhosa música New Age, "Clouds of Heaven", do álbum "Bloom", do artista norte americano, Ryan Farish.

Em alguns momentos temos a sensação onírica de estarmos voando pelas paisagens, ao som da bela canção. Excelente ! Um vídeo feito para se curtir de corpo e alma.


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Luzes do Evangelho

Luzes que nos trazem bençãos, com os ensinamentos do Evangelho:













Com o Evangelho


Sobre o mundo de dor e de agonia,
Toda a ciência de paz, de amor e luz,
Somente encontrará a sabedoria,
No sublime Evangelho de Jesus!

A existência terrestre é como a cruz
Que a alma leva na estrada erma e sombria,
Estrada dolorosa que a conduz
Ao reino da verdade e da harmonia.

Sem o labor divino do Evangelho
Toda a ciência do mundo é a do homem velho
Preso aos grilhões das sombras do mal;

Somente com Jesus, com o Seu exemplo,
Pode-se edificar o eterno templo
Da infinita ciência universal.

João de Deus

Do livro Lira Imortal, de Francisco Cândido Xavier





Lucrará Fazendo Assim


Reconforte o desesperado. Você não escapará às tentações do desânimo nos círculos de luta.

Levante o caído. Você ignora onde seus pés tropeçarão.

Estenda a mão ao que necessita de apoio. Chegará seu dia de receber cooperação.

Ampare o doente. Sua alma não está usando um corpo invulnerável.

Esforce-se por entender o companheiro menos esclarecido.

Nem sempre você dispõe de recursos para compreender como é indispensável.

Acolha o infortunado. Nem sempre o céu estará inteiramente azul para seus olhos.

Tolere o ignorante e ajude-o. Lembre-se de que há Espíritos Sublimes que nos suportam e socorrem com heróica bondade.

Console o triste. Você não pode relacionar as surpresas da própria sorte.

Auxilie o ofensor com os seus bons pensamentos. Ele nos ensina quão agressivos e desagradáveis somos ao ferir alguém.

Seja benévolo para com os dependentes. Não se esqueça de que o próprio Cristo foi compelido a obedecer.


André Luiz

Do livro Agenda Cristã, de Francisco Cândido Xavier





Ir e Ensinar

“Portanto, ide e ensinai” – Jesus. (Mateus, 28:19.)


Estudando a recomendação do Senhor aos discípulos – ide e ensinai –, é justo não olvidar que Jesus veio e ensinou.

Veio da Altura Celestial e ensinou o caminho de elevação aos que jaziam atolados na sombra terrestre.

Poderia o Cristo haver mandado a lição por emissários fiéis... poderia ter falado brilhantemente, esclarecendo como fazer...

Preferiu, contudo, para ensinar com segurança e proveito, vir aos homens e viver com eles, para mostrar-lhes como viver no rumo da perfeição.

Para isso, antes de tudo, fez-se humilde e simples na Manjedoura, honrou o trabalho e o estudo no lar e, em plena atividade pública, foi o irmão providencial de todos, amparando a cada um, conforme as suas necessidades.

Com indiscutível acerto, Jesus é chamado o Divino Mestre.

Não porque possuísse uma cátedra de ouro...

Não porque fosse o dono da melhor biblioteca do mundo...

Não porque simplesmente exaltasse a palavra correta e irrepreensível...

Não porque subisse ao trono da superioridade cultural, ditando obrigações para os ouvintes...

Mas sim porque alçou o próprio coração ao amor fraterno e, ensinando, converteu-se em benfeitor de quantos lhe recolhiam os sublimes ensinamentos.

Falou-nos do Eterno Pai e revelou-nos, com o seu sacrifício, a justa maneira de buscá-Lo.

Se te propões, desse modo, cooperar com o Evangelho, recorda que não basta falar, aconselhar e informar.

“Ide e ensinai”, na palavra do Cristo, quer dizer “ide e exemplificai para que os outros aprendam como é preciso fazer”.


Emmanuel

Do livro Fonte Viva, de Francisco Cândido Xavier.





Vigiemos e Oremos

“Vigiai e orai, para não cairdes em tentação.” – Jesus. (Mateus, 26:41.)


As mais terríveis tentações decorrem do fundo sombrio de nossa individualidade, assim como o lodo mais intenso, capaz de tisnar o lago, procede do seu próprio seio.

Renascemos na Terra com as forças desequilibradas do nosso pretérito para as tarefas do reajuste.

Nas raízes de nossas tendências, encontramos as mais vivas sugestões de inferioridade.

Nas íntimas relações com os nossos parentes, somos surpreendidos pelos mais fortes motivos de discórdia e luta.

Em nós mesmos podemos exercitar o bom ânimo e a paciência, a fé e a humildade. Em contacto com os afetos mais próximos, temos copioso material de aprendizado para fixar em nossa vida os valores da boa-vontade e do perdão, da fraternidade pura e do bem incessante.

Não te proponhas, desse modo, atravessar o mundo, sem tentações. Elas nascem contigo, assomam de ti mesmo e alimentam-se de ti, quando não as combates, dedicadamente, qual o lavrador sempre disposto a cooperar com a terra da qual precisa extrair as boas sementes.

Caminhar do berço ao túmulo, sob as marteladas da tentação, é natural. Afrontar obstáculos, sofrer provações, tolerar antipatias gratuitas e atravessar tormentas de lágrimas são vicissitudes lógicas da experiência humana.

Entretanto, lembremo-nos do ensinamento do Mestre, vigiando e orando, para não sucumbirmos às tentações, de vez que mais vale chorar sob os aguilhões da resistência que sorrir sob os narcóticos da queda.


Emmanuel

Do livro Fonte Viva, de Francisco Cândido Xavier.






Possuímos o que Damos


“É mais bem-aventurado dar do que receber.” – Paulo. (Atos, 20:35.)


Quando alguém se refere à passagem evangélica que considera a ação de dar mais alta bem-aventurança que a ação de receber, quase todos os aprendizes da Boa Nova se recordam da palavra “dinheiro”.

Sem dúvida, em nos reportando aos bens materiais, há sempre mais alegria em ajudar que em ser ajudado, contudo, é imperioso não esquecer os bens espirituais que, irradiados de nós mesmos, aumentam o teor e a intensidade da alegria em torno de nossos passos.

Quem dá recolhe a felicidade de ver a multiplicação daquilo que deu.

Oferece a gentileza e encorajarás a plantação da fraternidade.

Estende a bênção do perdão e fortalecerás a justiça.

Administra a bondade e terás o crescimento da confiança.

Dá o teu bom exemplo e garantirás a nobreza do caráter.

Os recursos da Criação são distribuídos pelo Criador com as criaturas a fim de que, em doação permanente, se multipliquem ao Infinito.

Serás ajudado pelo Céu, conforme estiveres ajudando na Terra.

Possuímos aquilo que damos.

Não te esqueças, pois, de que és mordomo da vida em que te encontras.

Cede ao próximo algo mais que o dinheiro de que possas dispor. Dá também teu interesse afetivo, tua saúde, tua alegria e teu tempo e, em verdade, entrarás na posse dos sublimes dons do amor, do equilíbrio, da felicidade e da paz, hoje e amanhã, neste mundo e na vida eterna.


Emmanuel

Do livro Fonte Viva, de Francisco Cândido Xavier.

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