sábado, 19 de dezembro de 2020

Que bom que vieste, Jesus!

 


Jesus, quanta alegria em nossa alma quando lembramos o teu nascimento em nosso mundo!

Habitas, por direito, planos de luz e paz na espiritualidade e deixaste-os, para vires viver entre nós...

Sabia que nós, teus irmãos menores, éramos e somos criaturas ainda rudes no sentimento e na ação.

Mas nos amas e saber que podemos nos transformar para melhor, desenvolvendo as qualidades espirituais que Deus, o Pai nosso e teu, colocou em nossos espíritos como semente de vida eterna e evolutiva.

E vieste! Para dizer-nos que a vida do espírito é muito mais valiosa que a do corpo. Não finda no túmulo e é eterna.

Para alcançá-la, é preciso apenas ter “olhos de ver” a verdade invisível e “ouvidos de ouvir” os chamados do Bem. E “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, perdoando sempre para também ser perdoado.

Mestre incomparável, não falaste somente. Demonstraste, vivendo, a lei do serviço incansável em favor do bem de todos, na mais pura e inalterável fraternidade.

Que bom que vieste, Senhor!

Ainda estamos procurando seguir-te os passos, mas já sabemos que, se nos guiarmos por essas verdades que nos ensinaste, encontraremos a paz e instalaremos o amor na Terra.

És, sim, o caminho da verdade e da vida! Ninguém vai ao Pai, senão por ti!

Como o povo de Israel anelava por ti, há dois mil anos, assim precisamos de ti, Messias, Ungido do Senhor, para sairmos das trevas e do pranto, da guerra e da dor, para um mundo de luz e alegria, de paz e solidariedade.

Nasce em nosso coração, Jesus! Aceita o humilde aposento que te oferecemos em nossa alma, neste momento de prece, e vem iluminar a paisagem de nossa vida!

Que estejas conosco, sempre!

Em nossos olhos, ao fitarmos os que nos rodeiam. Em nossa boca, quando com eles falarmos. Em nossos pés, para caminharmos ao encontro deles. E em nossas mãos, para ajudá-los sempre que precisarem.

Sentindo-te dentro de nós, Jesus, invade-nos imensa alegria e vem-nos um anseio de amor por toda a humanidade!

Ah, o canto dos anjos em teu Natal na Terra! .... Agora o compreendemos, integralmente, pois também a nossa alma canta:

Glória a Deus nas alturas! Paz na Terra! Boa vontade para com todas as criaturas!

 

Therezinha Oliveira. Jesus, O Cristo. Editora Allan Kardec. 2006.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

A Presença do Amor

 


O amor — alma da vida — é o hálito divino a espraiar-se em toda parte, manifestando a Paternidade de Deus.

Onde quer que se expresse, imanta quantos se lhe acercam, modificando a estrutura e a realidade para melhor.

No amor se encontram todas as motivações para o progresso, emulando ao avanço, na libertação dos atavismos que, por enquanto, predominam em a natureza humana.

Por não se identificar com o amor na sua realização incessante, a criatura posterga a conquista dos valores que a alçam à paz e a engrandecem.

Sem o amor se entorpecem os sentimentos, e a marcha da sensação para a emoção torna-se lenta e difícil.

Em qualquer circunstância o amor é sempre o grande divisor de águas.

Vivendo-o, Jesus modificou os conceitos então vigentes, iniciando a Era do Espírito Imortal, que melhor expressa todas as conquistas do pensamento.

Se te encontras sob a alça de mira de injunções dolorosas, sofrendo incompreensões e dificuldades nos teus mais nobres ideais, não te abatas, ama.

A noite tempestuosa e sombria não impede que as estrelas brilhem acima das nuvens borrascosas.

Se o julgamento descaridoso te perturba os planos de serviço, intentando descoroçoar-te, mediante o ridículo que te imponham, mesmo assim, ama.

O sarçal aparentemente amaldiçoado, no momento oportuno abre-se em flor.

Se defrontas a enfermidade sorrateira que intenta dominar as tuas forças, isolando-te no leito da imobilidade e reduzindo as tuas energias, renova-te na prece e ama.

O deserto de hoje foi berço generoso de vida e pode, de um momento para outro, sob carinhoso tratamento, reverdecer-se e florir.

O amor é bênção de que dispões em todos os dias da tua vida para avançares e conquistares espaços no rumo da evolução.

Não te canses de amar, sejam quais forem as circunstâncias por mais ásperas se te apresentem.

A Doutrina de Jesus, ora renascida no pensamento espírita, é um hino-ação de amor, assinalando a marcha do futuro através das luzes da razão unida à fé em consórcio de legítimo amor.


Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo Pereira Franco

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

 


Fé que é sempre calma

Irmanada nas Leis da Natureza

Traz em si toda a certeza

De uma vida plena e nova

Fé que me esclarece e acrisola

Em minh’alma reside e vigora

Sublimando todo o meu ser.

 

Fé que me consola e conduz

És firmeza em meus passos

E que nas sombrias intempéries

dos caminhos, se faz luz

Teu nome indelével

em mim está escrito

com o selo de Jesus.

 

Amara Luzia 

Psicografado por Carlos Pereira

domingo, 13 de dezembro de 2020

O Brilho do Natal

 


Brilha, de novo, o Natal de Jesus no mundo!

A manjedoura, a estrela, os pastores felizes.

Chega o Mestre trazendo novas diretrizes,

Enaltecendo o bem, o trabalho e o amor,

Ensina, cura e canta o subido valor

Do sal que à Terra empresta sabor profundo.

 

Brilha um novo Natal com seus novos matizes,

E a busca de Jesus pelo agasalho humano

Incansável prossegue, ainda que seja um pano

Como a mais sincera oferta dos corações.

Busca alcançar as almas, famílias, nações,

Onde a ventura possa, então, deitar raízes.

 

Brilha agora o Natal com pujante vigor,

Esparzindo esperanças na vida da gente,

Quando claudica a fé e a dor é renitente.

Convoca-nos, Jesus, à coragem sem jaça,

A mostrar que na Terra toda angústia passa

Para quem forja a fé nos empenhos do amor.

 

É que, esplêndido, o Natal brilha ano após ano,

Como sempre inspirando-nos benevolência,

Ao mesmo tempo a lhaneza e a doce paciência,

Para que junto ao lar ou no trabalho diário,

Noss'alma seja qual precioso relicário

Das blandícias do Céu em prol do ser humano.

 

Brilha o Natal, cada vez mais aconchegante,

A nos propor novos caminhos de prudência

Ante as mais graves decisões e, sem violência,

Tudo possamos resolver na luz do bem,

Seguindo assim, sem guardar mágoa de ninguém,

Bem junto à vibração de Jesus abençoante.

 

Brilha o Natal no imo da mais tosca choupana,

Como brilha no paço mais rico do mundo,

Para ensinar-nos, em verdade, que, no fundo,

Tem pouca importância a riqueza exterior,

Quando seguimos vinculados ao Senhor,

Cuja aura sublime todo o planeta irmana.

 

Ave, Senhor, ante o Teu berço recordado!

Ante Tua saga proclamada como um marco,

Diante do poderio humano, ingênuo e parco,

Que não resiste do tempo à força e à voragem.

Que o Teu augusto coração dê-nos coragem

De viver Teu Natal de íntimo renovado.

 

Brilha, de novo, o Natal de Jesus no mundo!

A manjedoura, a estrela e novas esperanças

De que aqui se implemente as sonhadas mudanças.

A Terra roga a Deus equilíbrio, equidade,

P'ra viver sob a luz do amor e da verdade,

Cada dia, com Cristo, o Natal mais fecundo.

 

Raul Teixeira. Pelo Espírito Ivan de Albuquerque.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

A Presença de Jesus em nossa Vida

 


O mês de dezembro evoca-nos lembranças agradáveis. O ambiente parece renovado, leve e propício à paz. 

Não obstante os conflitos externos e o caos que teimam em imperar nas relações humanas, intimamente nos sentimos envolvidos por proteção espiritual elevada, que nos faz nutrir sentimentos, pensamentos e vibrações de solidariedade e bem-estar. 

Nesse período, ficamos dispostos a olhar para o semelhante como irmão, merecedor de atenção e acolhimento. Recordamo-nos dos ensinos do Evangelho e lembramo-nos de passagens que sugerem a prática do bem e o entendimento na relação com o próximo. 

Manuel Quintão1 afirma que o “Consolador é a onipresença de Jesus na Terra.” O contributo do Espiritismo está em divulgar a mensagem evangélica na sua essência e destacar a imperiosa necessidade de se vivenciar as lições do Cristo no cotidiano de nossas existências. Cada um fazendo o que for possível, o que estiver ao seu alcance, sem exigir nada além do que pode doar de si mesmo. O Divino Amigo espera que cada um faça a sua parte. Basta pouco para fazermos a diferença em benefício do próximo, seja amigo ou familiar, conhecido ou desconhecido. 

O Natal tem valioso significado para nós, aprendizes do Evangelho de Jesus à luz da Doutrina Espírita. Um novo olhar, para além do material e comercial, do Papai Noel e do utilitarismo, precisamos vislumbrar. 

Ao refletir sobre o significado do Natal, pensei no exercício que os poetas fazem para expressarem suas ideias por meio do acróstico. 

Nascimento do Cristo no coração de cada um. Renascimento em cada novo dia de existência aqui na Terra e dos que habitam outras paragens. Disposição para recomeçar quantas vezes forem necessárias e cada vez mais assertivamente para que a experiência tenha valido a pena. Sentir a presença do Cristo na intimidade, reconhecendo que somos deuses e podemos muito, se nos alinharmos com os propósitos superiores das Leis Divinas, por meio de atitudes e comportamentos que se coadunem com a ética e a moral, a conferir dignidade humana a todos os seres de boa vontade. 

Amor, a traduzir-se no olhar de Deus sobre nossas vidas, como nos ensina o filósofo espírita Léon Denis2, desejando registrar que nunca estamos sozinhos na caminhada evolutiva. A Paternidade Divina vela por todos os seus filhos, sempre lhes ofertando o melhor, em consonância com o merecimento e a necessidade de cada um. O amor é a palavra de ordem e de sensibilidade no automatismo do cumprimento da Lei Maior que rege as relações harmoniosas entre todos e tudo na Natureza. Por isso, o mandamento maior expressa-se no verbo amar e no substantivo amor: amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a nós mesmos. Se houver dúvida, Jesus esclarece: “um novo mandamento vos dou, o de que ameis uns aos outros como eu vos amei.” Jesus é nosso guia e modelo, Mestre e Senhor, e seu Evangelho, o nosso GPS… 

Tolerância é o convite ao entendimento universal, à compreensão do comportamento alheio, sem preconceitos nem julgamentos. É o requisito da paz e da fraternidade, culminando na tríade que fundamentou a missão de Allan Kardec: Trabalho, solidariedade e tolerância. Integra o conceito de caridade, conforme a entendia Jesus, por meio do vocábulo indulgência.3 

Alteridade consiste na consideração pelo próximo, por seus interesses e vontade, respeitando suas ideias e liberdade de ação e de pensamento, sem coerção de qualquer natureza. Trata-se do respeito ao direito do outro, independentemente de partido, religião, filosofia, gênero e classe social. 

Libertação das amarras do passado infeliz, de erros pretéritos e de preconceitos característicos do homem velho que demanda renovação. Descobrimento da verdade imortal e absoluta que sacia a sede espiritual da criatura para todo o sempre. Concessão ao Espírito em estado de plenitude, no usufruto de suas conquistas individuais pelo esforço e aplicação, abnegação (renúncia a si mesmo) e devotamento (doação ao próximo). 

É por isso que o Natal não é apenas a promessa da fraternidade e da paz que se renova alegremente, entre os homens, mas, acima de tudo, é a reiterada mensagem do Cristo que nos induz a servir sempre, compreendendo que o mundo pode mostrar deficiências e imperfeições, trevas e chagas, mas que é nosso dever amá-lo e ajudá-lo mesmo assim.4 

Eis o significado do Natal: a presença de Jesus em nossas vidas, materializada em gestos simples de caridade, ofertados aos irmãos de caminhada evolutiva em todos os dias de existência no abençoado planeta que nos serve de morada, escola, hospital e oficina de trabalho. 

Referências: 

1 QUINTÃO, Manuel. A poesia perdida. In: XAVIER, Francisco Cândido. O espírito da verdade. Por Espíritos diversos. Brasília: FEB, 2018. 

2 DENIS, Léon. A vontade. In: _____. O problema do ser, do destino e da dor. Brasília: FEB, 2018. 

3 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Brasília: FEB, 2018. Q. 886. 

4 XAVIER, Francisco Cândido. Antologia mediúnica do Natal. Por Espíritos diversos. Brasília: FEB, 2014. Cap. 7.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

A Fé Humana e a Divina

 


No homem, a fé é o sentimento inato de seus destinos futuros; é a consciência que ele tem das faculdades imensas depositadas em gérmen no seu íntimo, a princípio em estado latente, e que lhe cumpre fazer que desabrochem e cresçam pela ação da sua vontade. 

Até ao presente, a fé não foi compreendida senão pelo lado religioso, porque o Cristo a exalçou como poderosa alavanca e porque o têm considerado apenas como chefe de uma religião. Entretanto, o Cristo, que operou milagres materiais, mostrou, por esses milagres mesmos, o que pode o homem, quando tem fé, isto é, a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode obter satisfação. Também os apóstolos não operaram milagres, seguindo-lhe o exemplo? Ora, que eram esses milagres, senão efeitos naturais, cujas causas os homens de então desconheciam, mas que, hoje, em grande parte se explicam e que pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo se tornarão completamente compreensíveis? 

A fé é humana ou divina, conforme o homem aplica suas faculdades à satisfação das necessidades terrenas, ou das suas aspirações celestiais e futuras. O homem de gênio, que se lança à realização de algum grande empreendimento, triunfa, se tem fé, porque sente em si que pode e há de chegar ao fim colimado, certeza que lhe faculta imensa força. O homem de bem que, crente em seu futuro celeste, deseja encher de belas e nobres ações a sua existência, haure na sua fé, na certeza da felicidade que o espera, a força necessária, e ainda aí se operam milagres de caridade, de devotamento e de abnegação. Enfim, com a fé, não há maus pendures que se não chegue a vencer. 

O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres. 

Repito: a fé é humana e divina. Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o a que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas. Um Espírito Protetor. (Paris, l863.) 

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 19. Item 12.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Com Amor

 


"E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição." - Paulo. (COLOSSENSES, 3:14.) 

Todo discípulo do Evangelho precisará coragem para atacar os serviços da redenção de si mesmo. 

Nenhum dispensará as armaduras da fé, a fim de marchar com desassombro sob tempestades. 

O caminho de resgate e elevação permanece cheio de espinhos. 

O trabalho constituir-se-á de lutas, de sofrimentos, de sacrifícios, de suor, de testemunhos. 

Toda a preparação é necessária, no capítulo da resistência; entretanto, sobre tudo isto é indispensável revestir-se nossa alma de caridade, que é amor sublime. 

A nobreza de caráter, a confiança, a benevolência, a fé, a ciência, a penetração, os dons e as possibilidades são fios preciosos, mas o amor é o tear divino que os entrelaçará, tecendo a túnica da perfeição espiritual. 

A disciplina e a educação, a escola e a cultura, o esforço e a obra, são flores e frutos na árvore da vida, todavia, o amor é a raiz eterna. 

Mas, como amaremos no serviço diário? 

Renovemo-nos no espírito do Senhor e compreendamos os nossos semelhantes. 

Auxiliemos em silêncio, entendendo a situação de cada um, temperando a bondade com a energia, e a fraternidade com a justiça. 

Ouçamos a sugestão do amor, a cada passo, na senda evolutiva. 

Quem ama, compreende; e quem compreende, trabalha pelo mundo melhor. 

Pelo Espírito Emmanuel 

Francisco Cândido Xavier. Vinha de Luz.

sábado, 5 de dezembro de 2020

Atualidade do Natal

 


Andando sem rumo, sob o flagício de mil aflições, o homem moderno deixa-se dominar pelo desânimo ou pela ansiedade, malbaratando o valioso contributo da inteligência e do sentimento com que a vida o enriqueceu, exaurindo-se, ora no consumismo insensato, ora na revolta desastrada por falta de recursos econômicos ou emocionais para realizar-se.

A insatisfação é a tônica do comportamento individual e social que vige na Terra.

Aqueles indivíduos que experimentam carência de qualquer natureza lamentam-se e rebolcam-se na rebeldia, que degenera em violência, enquanto aqueloutros que se encontram afortunados, deixam-se dominar pelas extravagâncias ou pelo tédio, derrapando, uns e outros, nas viciações perturbadoras ou na dependência de substâncias químicas de funestas consequências.

As admiráveis conquistas da Ciência e da Tecnologia não os tornaram mais felizes nem menos tensos, pelo contrário, empurraram-nos na direção trágica da neurastenia ou da depressão nas quais estorcegam.

Indubitavelmente trouxeram incomparável ajuda para a solução de diversos sofrimentos e situações penosas, de progresso material e social, porém, não conseguiram penetrar o cerne dos seres humanos, modificando-lhes as disposições íntimas em relação à existência terrena e aos seus objetivos essenciais.

Considerando a vida apenas do ponto de vista material, sem as consequentes avaliações em torno do Espírito imortal, o comportamento materialista domina as mentes e os corações, que acreditam na felicidade em forma de valores amoedados, satisfações dos sentidos, destaque social e harmonia física...

Vive-se o apogeu da glória tecnológica diante dos descalabros comportamentais que jugulam os seres humanos aos estados primevos da evolução.

Há conquistas do Infinito sem realização pessoal, sorrisos de triunfo sem sustentação de felicidade, que logo se transformam em esgares, situações invejáveis, mas alicerçadas na miséria, na doença e no desconforto das pessoas excluídas...

Faltando-lhes, porém, a vivência dos compromissos ético-morais, logo se lhes apresentam os desapontamentos íntimos, e os conflitos se lhes instalam devoradores.

Uma tormenta inigualável paira nos céus da sociedade moderna, ameaçando-a com tragédias inomináveis.

*

Em período idêntico, no passado, salvadas as distâncias compreensíveis, veio Jesus à Terra.

O mundo encontrava-se conturbado pelo poder mentiroso, pela falácia dos dominadores, pelas ambições desmedidas, pelas conquistas arbitrárias, pelas ilusões tresvariadas...

Predominavam o luxo e a ostentação em alguns segmentos da humanidade, enquanto nos porões do abandono em que desfaleciam, incontáveis criaturas espiavam angustiadas o passar do tufão devorador...

Apareceu Jesus, e una aragem abençoada varreu o mundo, modificando-lhe a psicosfera. 

Sua voz levantou-se para profligar contra o crime e a insensatez, contra a indiferença dos fortes em relação aos seus irmãos mais fracos, contra a hipocrisia e o egoísmo então vigentes e dominantes como hoje ocorrem...

Misturando-se aos mutilados do corpo e da alma, ergueu-os do pó em que se asfixiavam, conduzindo-os na direção da glória estelar, demonstrando-lhes que a vida física é experiência transitória, e que os valores reais são os que pertencem ao Espírito imortal.

Utilizou-se da cátedra da Natureza e ensinou a felicidade mediante o desapego e o despojamento das alucinantes prisões às coisas e às paixões materiais.

Cantou a esperança aos ouvidos da angústia e proporcionou a saúde temporária a quantos se Lhe acercaram, alentando-os com a certeza da plenitude após vencidas as etapas de regeneração e de resgate que todos os seres se impõem no processo da evolução.

Atendeu a dor de todos os matizes, defendeu os pobres e oprimidos, os esfaimados e sedentos de justiça, a quem ofereceu os preciosos recursos de paz. No entanto, quando acusado, abandonado, marchando para o testemunho, elegeu o silêncio, a submissão à vontade de Deus, a fim de ensinar pelo exemplo resignação e misericórdia para com os maus e perversos, confirmando a indiferença pelos valores do mundo físico destituídos de utilidade...

... E permanece até hoje como o Triunfador não conquistado, que prossegue alentando os padecentes, convocando-os à transformação moral para a conquista dos imperecíveis tesouros internos do amor, do perdão, da caridade, da paz...

*

Recorda-te de Jesus neste Natal e reaproxima--te dEle, analisando como te encontras e de que forma deverias estar moralmente, conscientizando-te do que já fizeste e de quanto ainda podes e deves investir em favor de ti mesmo e do teu próximo mais próximo, no lar, na rua, na humanidade...

O Natal é presença constante do amor e do bem na atualidade de todos os tempos.

Não te esqueças que a evocação do nascimento do Excelente Filho de Deus entre as criaturas humanas, é um convite para que O permitas renascer no teu íntimo, se estiver desaparecido da tua emoção, ou prosseguir vivo e atuante nos teus sentimentos, convidados à construção da solidariedade, do dever e da lídima fraternidade que deve viger entre todos os seres sencientes que vagueiam no Planeta.

... E deixa que Jesus te fale novamente à acústica do coração e aos escaninhos da mente, repetindo-te o poema imortal das Bem-aventuranças.


Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Agradecimento

 


AGRADEÇO, Jesus,

A bênção do Natal que nos renova e aquece

Em vibrações de paz aos júbilos da prece,

Que te louvam, dos Céus ao pó que forra o chão!...

Agradeço a mensagem que te exalta,

Reacendendo o Sol da Nova Era

Nos cânticos da fé viva e sincera

Que nos refaz e eleva o coração.

 

Agradeço as palavras em teu nome,

Naqueles que conheço ou desconheço,

Que me falam de ti com bondade sem preço,

Conservando-me em ti, seja em que verbo for,

E as afeições queridas que me trazem,

Por teu ensinamento que me alcança,

A sublime presença da esperança

Ante a força do amor.

 

Agradeço o conforto

De tudo o que recebo em forma de ternura,

Na mais singela flor que me procura

Ou na prece de alguém...

E as generosas mãos que me auxiliam

A repartir migalhas de consolo,

Seja um simples lençol ou um simples bolo

Para a festa do bem.

 

Agradeço a saudade

Dos entes que deixei noutros campos do mundo,

Que me deram contigo o dom profundo

De aprender a servir, de entender e de orar,

Os afetos que o tempo me resguarda

Sob fulgurações que revejo à distância,

Induzindo-me a ver-te entre os brincos da infância

Nas promessas do lar!...

 

Por tudo em que o Natal se revela e se expande

A envolver-nos em notas de alegria

Que o teu devotamento nos envia

Em carícias de luz,

Pelo trabalho que nos ofereces,

Perante a fé maior que hoje nos invade,

Para a edificação da Nova Humanidade,

Sê louvado, Jesus!...

 

Maria Dolores

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Especial do Mês

 


O Natal, que significa nascimento, revigora em todos nós cristãos a mensagem daquele que veio ao mundo ensinar como construir o Reino Divino a partir do alicerce fundamental, que proclamou como sendo a sua lei maior – O Amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo, como a si mesmo. Jesus chegou elegendo como berço a sua manjedoura para nos dizer que todos somos irmãos, filhos do mesmo Pai, tendo a mesma destinação, a plenitude espiritual. 

Nesse mês em que rememoramos o Natal, o nascimento de Jesus, o Manancial de Luz traz em seu especial, “Luzeiro de Amor e Fé”; uma seleção de mensagens e textos que abordam a fraternidade, o amor e a fé; sentimentos presentes, ensinados e vivificados pelo nosso Mestre em seu evangelho.

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