terça-feira, 9 de junho de 2015

Nosso Mundo Íntimo


Não há quem de nós não traga na alma tormentos e dificuldades a serem vencidas.

No processo natural de aprendizado e de crescimento, a cada vida que iniciamos aqui na Terra, a cada vez que renascemos, trazemos os recursos que a alma adquiriu em outras experiências vividas.

É natural que, nessa herança que a alma possui, tenhamos valores positivos e negativos, virtudes e paixões, na complexa estrutura de nossa intimidade emocional.

Nenhum de nós pode se considerar eleito do Senhor, ou proprietário de dons divinos concedidos gratuitamente, por cujas conquistas nada fizemos.

Somos apenas o resultado das nossas opções, felizes ou nem tanto, feitas ao longo das jornadas já vividas.

A realidade moral e emocional que pulula em nosso mundo íntimo é a somatória de tudo o que já adquirimos.

Analisando sob esse aspecto, compreendemos que é a nós mesmos, ao nosso mundo íntimo, que devemos imputar a responsabilidade das dificuldades e dos problemas, das dores e dos desafios que enfrentamos.

O que nos difere uns dos outros é apenas a maneira como lidamos com a situação, com as emoções e as tendências que trouxemos para esta existência.

Uma possibilidade é nos acreditarmos vítimas, cultivando a ideia de que nascemos de determinada forma e que assim iremos passar toda esta existência.

Com tais pensamentos, engrossaremos as fileiras daqueles que pensam que o que trazemos em nossa intimidade é um fatalismo e, portanto, não há como mudar.

Assumimos que apenas resta aprender a conviver conosco mesmos. Ante as dificuldades com nosso jeito de ser, não nos esforçamos para nos modificarmos.

Nessa postura, não há como aproveitarmos os embates e oportunidades que a vida oferece como matéria de reflexão e aprendizado.

Perdemos a chance de crescer com os reveses da vida. Não utilizamos a oportunidade para repensar valores, reorientar diretrizes, nos refazermos.

Porém, há uma outra maneira de entendermos nosso mundo íntimo.

Ao descobrirmos em nós valores e tendências que não nos agradam, ou que nos geram dificuldades, passarmos a lutar para modificá-los.

Entendendo que a alma está em constante aprendizado, vermos as dores, desafios e problemas que nos chegam como convites e oportunidades de crescimento.

A partir desse momento, passamos a investir na reflexão, na meditação e na análise de nossa intimidade.

Começamos a tentar entender nossas ações e reações, analisando como fazer para nos tornarmos melhores.

Tendo a Jesus como referência, partindo da sua proposta de amar a si mesmo e ao próximo como a lei maior da vida, vamos renovando nosso mundo íntimo.
Aos poucos, substituímos as tendências perniciosas que ainda guardávamos, por valores nobres e de plenitude.

Iremos, dessa forma, construindo o ser integral, pleno e em consonância com a proposta de felicidade que é o plano de Deus para nós.

Investirmos em nós mesmos a fim de, no decurso da caminhada, irmos nos dando conta do quanto crescemos em qualidade, do quanto nos tornamos melhores.

E, por isso, nos felicitarmos. Termos a alegria de verificar a superação de hábitos infelizes, de atos desagradáveis.

Termos a certeza, enfim, de que estamos aproveitando muito bem a presente jornada reencarnatória.


Redação do Momento Espírita.
Em 30.12.2013.

domingo, 7 de junho de 2015

Plenitude


O único determinismo é o viver a vida. Impossível não viver. A morte, embora uma fatalidade, não é o presente da consciência humana, isto é, do eu ou ego. Neste, vigora o momento em que a vida ocorre. É o momento da consciência que move a vida humana. O passado e o futuro formam as estruturas balizadoras entre as quais a vida acontece. O passado se foi, deixando seus resíduos para uso da consciência. O futuro, que se imagina, apenas é uma névoa que serve de filtro para as ações da consciência do eu. Passado e futuro são importantes, mas não são a vida. A experiência cotidiana no presente deve também ser tomada como o campo no qual o espírito se realiza e se aperfeiçoa. Viver do passado ou viver exclusivamente de esperança, polarizações limítrofes, é ausentar-se da vida; ou melhor, é renunciar a ela. Não se deve desprezar o passado nem deixar de se ter esperança, porém, não se pode desvalorizar o momento em que se vive, não considerando sua maior relevância para a evolução do espírito.

Tudo que acontece com o espírito deverá está acessível no presente da consciência do eu. Torna-se, nesse sentido, importante trazer à consciência o que é inconsciente. A evolução do espírito deve ser um processo consciente, quer ele esteja encarnado ou desencarnado.

A consciência e a internalização da imortalidade do espírito representam importantes aquisições para o ser humano encarnado. Tal consciência e internalização dotam-no de autoconfiança, autodeterminação e competência para aproveitar cada momento de sua existência no corpo. Razão pela qual, o momento presente se torna aquele em que a vida acontece. Significa dizer que, as expectativas em relação à vida futura não devem suplantar a importância de se viver no presente. A esperança de uma vida melhor no além não deixa de ser salutar, porém não pode se tornar a única motivação para a vida no corpo. O espírito encarnado ou desencarnado deve se motivar pelo que é e faz no momento presente.

Isso nos serve para analisarmos a questão da plenitude ou realização pessoal. Colocar constantemente na consciência os feitos passados, alimentando-se deles, sem degustar cada experiência da vida presente, ou mesmo evitando envolver-se nos convites que a vida faz, pode significar grave alienação ao espírito. Da mesma forma, viver na esperança de um além-túmulo maravilhoso, baseando-se em práticas ascéticas, em exclusão das emoções ou numa expectativa de santificação na Terra, é não entender o significado da encarnação. A realização pessoal, que levará o espírito à perfeição (relativa à criatura), não deve ser buscada a partir de expectativas futuras ou de feitos do passado, mas a partir do que se vive no presente.

Mortificações, práticas ascéticas, vida reclusa, evitação de viver as emoções comuns as da vida humana, espiritualidade sem humanização, dentre outras formas de viver uma religião são exemplos de alienação. São formas equivocadas de crescer espiritualmente.

A reforma íntima pregada pelo espiritismo não exclui o necessário convívio com as pessoas, muito menos a obrigatoriedade de contribuir para a dinâmica da sociedade em que se está imerso. O espírito deve buscar sua individuação ao mesmo tempo em que vive em sociedade, envolvendo-se nela.

Uma das maiores religiões do mundo, e a mais antiga, o Hinduísmo, é politeísta e não tem um comando central, isto é, um Papa. Tem mais de um bilhão de adeptos que manifestam sua religiosidade sem regras impostas. Não necessitam de controles ou de preceitos exclusivistas. As pessoas são livres para atualizarem o arquétipo religioso através de divindades e rituais de purificação. Sua expectativa futura é a iluminação, até alcançar o nirvana. O que almejam no futuro é a integração com Brahma, deus supremo que a tudo absorve. Portanto, o que os esperam é o nada e a não individualidade. Tal crença, embora respeitável, leva a uma certa alienação da sociedade. Não é à toa que a miséria e a pobreza são encontradas em maior escala nas sociedades em que a maioria é adepta do hinduísmo. Isso tem a contribuição, dentre outros fatores, da religião que prega enfaticamente que o melhor se encontra no além.

Realização pessoal combina com atitude de intervenção na sociedade da qual se faz parte. Isso deve estar na consciência humana como parte inerente ao evoluir do indivíduo. Requer dedicação ativa no trabalho de erradicação ao que dificulta o desenvolvimento da sociedade. Tal dedicação inclui a disseminação das idéias espíritas no pensamento da sociedade.

A plenitude de um indivíduo é sua realização como pessoa na sociedade em que vive. Quem detém o conhecimento das leis que regem o mundo espiritual deve exigir de si mesmo uma maior intervenção na sociedade em que vive. Deve ser um sujeito ativo no trabalho de desenvolvimento pessoal e coletivo. Ascender espiritualmente é crescer com o outro.

O espiritismo é um conjunto de princípios que apresenta o funcionamento da vida espiritual e das interações com a vida material. Não serve apenas para o além, mas também para uma vida melhor na Terra.

Estar em plenitude é conciliar a vida material com propósitos espirituais. É não ser um sujeito passivo, apenas crente em verdades espirituais, sem qualquer função social. Se o espiritismo é um excelente instrumento de transformação para o indivíduo, certamente o é para uma sociedade sedenta de valores morais.


Adenauer Novais

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Amor de Plenitude



Em qualquer circunstância a terapia mais eficiente é amar.

O amor possui um admirável condão que proporciona felicidade, porque estimula os demais sentimentos para a conquista do Self, fazendo desabrochar os tesouros da saúde e da alegria de viver, conduzindo aos páramos da plenitude.

Ao estímulo do pensamento e conduzido pelo sentimento que se engrandece, o amor desencadeia reações físicas, descargas de adrenalina, que proporcionam o bem-estar e o desejo de viver na sua esfera de ação.

Inato no ser humano, porque procedente do Excelso Amor, pode ser considerado como razão da vida, na qual se desenvolvem as aptidões elevadas do Espírito, assinalado para a vitória sobre as paixões.

Mesmo quando irrompe asselvajado, como impulso na busca do prazer, expressa-se como forma de ascensão, mediante a qual abandona as baixadas do bruto, que nele jaz para fazer desabrochar o anjo para cuja conquista marcha.

A sua essência sutil comanda o pensamento dos heróis, a conduta dos santos, a beleza dos artistas, a inspiração dos gênios e dos sábios, a dedicação dos mártires, colocando beleza e cor nas paisagens mais ermas e sombrias que, por acaso, existam.

Pode ver um poema de esperança onde jaz a morte e a decomposição, já que ensina a lei das transformações de todas as coisas e ocorrências, abrindo espaço para que seja alcançada a meta estatuída nas Leis da Criação, que é a harmonia.

Mesmo no aparente caos, que a capacidade humana não consegue entender, encontra-se o Amor trabalhando as substâncias que o constituem, direcionando o labor no rumo da perfeição.

O homem sofre e se permite transtornos psicológicos porque ainda não se resolveu, realmente, pelo amor, que dá, que sorri de felicidade quando o ser amado é feliz, liberando-se do ego a pouco e pouco, enquanto desenvolve o sentido de solidariedade que deve viver em tudo e em todos, contribuindo com a sua quota de esforço para a conquista da sua realidade.

Liberando-se dos instintos básicos, ainda em predomínio, o ser avança, degrau a degrau, na escada do progresso e enriquece-se de estímulos que o levam a amar sem cessar, porquanto todas as aspirações se resumem no ato de ser quem ama.

A síntese proposta por Jesus em torno do amor, é das mais belas psicoterapias que se conhece: Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, em uma trilogia harmônica.

Ante a impossibilidade de o homem amar a Deus em plenitude, já que tem dificuldade em conceber o Absoluto, realiza o mister, invertendo a ordem do ensinamento, amando-se de início, a fim de desenvolver as aptidões que lhe dormem em latência, esforçando-se por adquirir valores iluminativos a cada momento, crescendo na direção do amor ao próximo, decorrência natural do auto-amor, já que o outro é extensão dele mesmo, para, finalmente amar a Deus, em uma transcendência incomparável, na qual o amor predomina em todas as emoções e é o responsável por todos os atos.

Diante, portanto, de qualquer situação, é necessário amar.

Desamado, se deve amar.

Perseguido, é preciso amar.

Odiado, torna-se indispensável amar.

Algemado a qualquer paixão dissolvente, a libertação vem através do amor.

Quando se ama, se é livre.

Quando se ama, se é saudável.

Quando se ama, se desperta para a plenitude.

Quando se ama, se rompem as couraças e os anéis que envolvem o corpo, e o Espírito se movimenta produzindo vida e renovação interior.

O amor é luz na escuridão dos sentimentos tumultuados, apontando o rumo.

O amor é bênção que luariza as dores morais.

O amor proporciona paz.

O amor é estímulo permanente.

Somente, portanto, através do amor, é que o ser humano alcança as cumeadas da evolução, transformando as aspirações em realidades que movimenta na direção do bem geral.

O amor de plenitude é, portanto. o momento culminante do ato de amar.

Desse modo, através do amor, imbatível amor, o ser se espiritualiza e avança na direção do infinito, plenamente realizado, totalmente saudável, portanto, feliz.


Joanna de Ângelis, do livro “Amor, Imbatível Amor”
Psicografia Divaldo Pereira Franco

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Renovação Diária


Aperfeiçoar para o bem é impositivo da lei divina

O ser humano está fadado à plenitude e o seu processo de iluminação é inevitável, cabendo-lhe estruturar-se nos princípios ético-morais que proporcionam a harmonia interior e bem-estar emocional, de tal forma que se sinta estimulado pela necessidade do desenvolvimento das faculdades superiores, que o caracterizam como herança sublime do amor de Deus.

Aperfeiçoar para o bem é impositivo da lei divina.

Na verdade, não será por efeito milagroso, mas através do esforço combinado entre a vontade e a razão.

O estudo sério e o interesse pela transformação moral e pela aquisição da harmonia é que farão com que a mudança de comportamento aconteça, a fim de que o indivíduo usufrua dos benefícios de grande importância para a saúde pessoal e a felicidade de viver.

Enquanto o ser humano não despertar para sua realidade existencial, responsabilizando-se pelas mudanças que devem operar em seu mundo íntimo para modificar o seu comportamento, nada mudará. Vale ressaltar que ninguém poderá auxiliar nessa mudança que é exclusivamente sua, pois ela é pessoal e intransferível.

Todavia, o maior obstáculo a transpor é o interesse pessoal, o conjunto de viciações que vêm se repetindo ao longo de variadas existências corporais e que cristalizaram a mente no domínio do personalismo.

Sabemos que são inúmeros os desafios para a marcha ascensional.

Para tanto, o Criador nos oferece a bênção de sucessivas reencarnações, a fim de que, em cada etapa, o Espírito desenvolva uma faculdade e uma aptidão ou diversas, ao mesmo tempo, dependendo do esforço pessoal de cada um, para que supere as fases negativas e vivencie fases saudáveis e libertadoras.

O autoconhecimento é o objetivo maior da renovação espiritual. Esse é o grande desafio a ser seguido por todos aqueles que se comprometeram com seriedade, nas nobres finalidades do Espiritismo com Jesus e Kardec.

O meio prático e eficaz de consegui-lo é através do conhecimento de nós mesmos, o que exige constante autoavaliação, corrigindo o que estiver errado, melhorando os traços que compõem a nossa personalidade: o caráter, o temperamento, vícios, hábitos, desejos, enfim, valores morais que podem e devem ser renovados e aprimorados diariamente.

A nossa tendência inicial, contudo, é avaliar no próximo os seus vícios e defeitos, esquecendo-nos de nós mesmos, no serviço que nos compete.

É imprescindível lembrar que, perante a imortalidade, cada qual responderá por si próprio, na edificação dos princípios do bem na intimidade.

A mudança para melhor não implica em destruir o que já fomos, mas dar nova direção e maior aproveitamento a tudo que conquistamos, inclusive os erros. O que importa, acima de tudo, não é a transformação aparente, mas aquela que vem de dentro, do íntimo.

Os homens, todavia, estão a longa distância da grande verdade, e somente a custo abrem o entendimento às realidades da alma.

Atentemos, porém, para o fato de que ninguém parte ao chamado da Vida Eterna senão para transformar-se, depurar-se.

Dessa forma, não asfixiemos em nós os germens da vida edificante que nascem, todos os dias, em nossos corações, ao influxo da misericórdia Divina.
Os ensinamentos cristãos apelam para a renovação e aprimoramento individual, em todas as circunstâncias. Muitos, pelo contrário, cruzam os braços à frente dos serviços de regeneração, e, quando interrogados, expressam revolta pelos quadros chocantes que a experiência terrena lhes oferece.

Mas o Evangelho de Jesus, à luz da obra de Kardec, contém uma fonte abundante e perene para a edificação de novos valores morais e renovação de nosso comportamento. Aí encontraremos a diretriz segura para a nossa transformação.

Muitos supõem que renovar é negar, ou mesmo, castigar a si. Entretanto, o objetivo do projeto de mudança espiritual é tornar o ser humano mais feliz e integrado à sua divina tarefa perante a vida.

A disponibilidade para servir e aprender é, portanto, o programa ético mais eficaz e completo para os que desejam a autoiluminação.

Jesus, há dois mil anos, espera pela nossa transformação espiritual, acima de tudo.

Dessa forma, é bom lembrar a ação e a renovação aproveitáveis, na obra divina, no mundo, para que os homens se ergam desse mundo na qualidade de Espíritos gloriosos, pois esta é a finalidade maior da escola humana.


Maria Margarida F. Moreira

Bibliografia:
FRANCO, Divaldo Pereira, pelo Espírito Joanna de Ângelis. Atitudes Renovadas, 1ª Edição – Capítulos 2 e 12, 2010, Salvador - BA.
OLIVEIRA, Wanderley Soares de, pelo Espírito Ermance Dufaux. Reforma Íntima Sem Martírio. Editora Dufaux, 15ª Edição, 2006, Belo Horizonte – MG.
RIZZINI, Carlos Toledo. Evolução para o Terceiro Milênio, 18ª Edição – Parte IV, Capítulo 6, 2009, Editora Edicel, Sobradinho – DF.
XAVIER, Francisco C., pelo Espírito Emmanuel. Pão Nosso, 25ª Edição – Lições 135/136, 2005, Rio de Janeiro.
XAVIER, Francisco C., pelo Espírito Emmanuel. Fonte Viva, 20ª Edição – Lição 107, 1995, Rio de Janeiro - RJ.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Especial do Mês


O alvorecer da plenitude é o despertar para busca incessante da conquista da realização íntima do ser. O homem como espírito que adquire essa consciência, ao mesmo tempo em que caminha no mundo atrelado às vicissitudes que a vida lhe impõe, conhece a relevância da sua jornada para a evolução íntima espiritual e da sua coletividade. Para ele o presente é a oportunidade de aperfeiçoamento pessoal, por isso ele procura através da luta constante consigo mesmo vencer as suas limitações, os seus obstáculos e ruma determinado cada vez mais à sua conquista amealhando valores espirituais. Transformando-se, torna-se também agente transformador da sociedade.

Nesse mês o tema especial “O Alvorecer da Plenitude” busca uma reflexão para a importância da descoberta e conquista da plenificação íntima espiritual do ser, nesse momento em que atravessamos a transição planetária de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração.

sábado, 30 de maio de 2015

Livros com o Tema Reencarnação

Livros que abordam o tema reencarnação dentro dos aspectos científico, filosófico e religioso.


Minha Vida na Outra Vida
Autor(a): Jenny Cockell

Baseado em fatos reais, "Minha Vida na Outra Vida" conta a história de Jenny, uma mulher do interior dos Estados Unidos, que vive nos dias de hoje e tem visões, sonhos e lembranças de sua última encarnação, como Mary, uma mulher irlandesa que faleceu na década de 1930. Ainda criança, Jenny Cockell, autora e personagem principal, já sonhava com lugares e pessoas de um outro tempo, e era preciso compreender os acontecimentos de sua vida no passado para seguir com sua vida atual em paz.

Intrigada, Jenny sai em busca de seus filhos da vida passada. Tem início uma jornada emocionante. Ela via-se em outra época e lugar, como jovem mãe, em recordações domésticas de sua pequena casa de campo. Mãe de vários filhos, morreu de complicações de parto, 21 anos antes do novo nascimento, atualmente na personalidade de Jenny. As visões e sonhos levaram-na a pesquisar o próprio passado e a reencontrar os filhos da existência anterior, agora idosos.

A história aborda conflitos familiares, vida e morte, mas especialmente lembranças de outras vidas e reencarnação. É uma lição de amor que traz a lógica da reencarnação de maneira clara e simples. E faz pensar.

O livro fez tanto sucesso que foi filmado como longa metragem, homônimo e lançado em diversos países. Pela primeira vez na história, um filme retrata, com fidelidade, lógica e respeito, a reencarnação, tema de interesse de milhões de pessoas em todo o mundo. Jenny é interpretada pela renomada atriz Jane Seymour, de Em Algum Lugar do Passado, que também tratava do tema de vidas passadas. Só, que desta vez, não se trata de ficção, mas de realidade.



Reencarnação: O Elo Perdido do Cristianismo
Autor(a) Elizabeth Clare Prophet

Tendo como base os textos gnósticos e descobertas recentes de fragmentos dos Manuscritos do Mar Morto, Elizabeth Clare Prophet desenvolve a corajosa tese de que a reencarnação esteve presente nos ensinamentos de Jesus e, portanto, em toda a origem do Cristianismo. Uma afirmação polêmica na medida em que a teoria reencarnacionista tem sido repudiada com veemência pelos cristãos, sejam católicos ou evangélicos. A autora revê a história da cristandade, desde Jesus e os primeiros fiéis, passando pelos concílios da Igreja e pelas perseguições aos hereges. Segundo Prophet, Jesus foi um místico que pregava que o destino final do homem é a união com o Eu Divino. Uma afirmação corroborada pela obra de diversos pensadores da Igreja. Entre citações que vão do apóstolo Paulo até Santo Agostinho, a autora sintetiza de forma eloquente a convicção de que a crença na pluralidade das vidas é parte inegável das escrituras cristãs.



Reencarnação: Quem somos nós? De onde viemos? Para onde vamos?
Autor (a): Orson Peter Carrara
Editora: Mythos Book

Quais as causas de tantas diferenças entre os seres humanos, tanto nas condições sociais, morais, intelectuais, emocionais e psicológicas? Eis a proposta do livro: refletir sobre essas instigantes questões, à luz da pluralidade das existências.



Reencarnação no Brasil
Autor(a): Hernani Guimarães Andrade

O autor desta obra, pesquisador de conceito internacional na área da problemática reencarcionista, selecionou oito casos verificados no Brasil, cujas evidências vêm reforçar a tese das vidas sucessivas.



Vida antes da Vida
Autor(a): Dr. Jim B. Tucker

Nos últimos quarenta anos, médicos do Centro Médico da Universidade da Virgínia têm pesquisado relatos que crianças fazem de vidas passadas. O Dr. Ian Stevenson, criador desse trabalho, sempre escreveu para um público científico. Agora, neste livro instigante e fascinante, o Dr. Jim B. Tucker, psiquiatra infantil que atualmente conduz as pesquisas, compartilha esses estudos com o público leigo. Vida Antes da Vida é uma obra marcante, capaz de desafiar e até modificar a nossa compreensão da vida e da morte.

As crianças que relatam lembranças de uma vida anterior começam a falar espontaneamente sobre isso quando têm dois ou três anos de idade. Algumas se referem a um parente falecido, outras descrevem a vida de um estranho. Elas podem fornecer detalhes a respeito de membros da antiga família, eventos da vida passada ou o modo como morreram. Muitas ostentam marcas de nascença semelhantes a ferimentos no corpo da pessoa que faleceu.

O Dr. Tucker apresenta esse acervo de maneira direta, relatando histórias extraordinárias recolhidas com espírito científico. Em seguida, examina a melhor forma de interpretar os indícios e deixa ao leitor a tarefa de tirar suas próprias conclusões que, para muitos, serão profundas.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Reencarnação: Mitos e Verdades



O que é “Erraticidade”? O que são “Espíritos Errantes”?
Para onde os Espíritos vão, depois que desencarnam?
Qual o intervalo entre as reencarnações?
Quantas vezes um Espírito reencarna na Terra? Há um limite?
Depois da Terra, onde os Espíritos reencarnarão?
Muito se fala a esse respeito. Kardec tratou do tema no Evangelho Segundo o Espiritismo, no Livro dos Espíritos e também no livro O Céu e o Inferno.
Vamos refletir sobre cada uma dessas questões, para saber o que é Mito, e o que é Verdade, dentro da Doutrina dos Espíritos.


O QUE É A ERRATICIDADE? O QUE SÃO "ESPÍRITOS ERRANTES"?

O Capítulo XXXII do Livro dos Médiuns, Kardec nos traz o Vocabulário Espírita. Lá, encontramos a definição do termo “Erraticidade”, a saber: "situação dos Espíritos errantes, quer dizer - não encarnados - durante os intervalos de suas existências corporais."

O termo “Espíritos errantes”, portanto, não tem a ver com “erro”, e sim com a “condição de estar desencarnado.”

Nas obras de Kardec, encontramos muitas vezes o termo “erraticidade”, que indica “estado dos espíritos durante os intervalos entre as encarnações”. Espíritos “na erraticidade” são espíritos que se encontram “entre uma encarnação e outra”.

Na questão 226 do Livro dos Espíritos, Kardec pergunta: Pode-se dizer que todos os Espíritos não encarnados são errantes?

E a resposta dos Espíritos foi:

"Os que devem reencarnar-se, sim. Mas os Espíritos Puros, que chegaram à perfeição, não são errantes: seu estado é definitivo".

Explicação de Kardec:

"No tocante às suas qualidades íntimas, os Espíritos pertencem a diferentes ordens ou graus, pelos quais passam sucessivamente, à medida que se purificam (ver Escala Espírita, Item 100 do Livro dos Espíritos).
No tocante ao estado, podem ser:
Encarnados, ou seja, ligados a um corpo material;
Errantes, ou desligados do corpo material e esperando por uma nova encarnação para se melhorarem;
Espíritos Puros ou Perfeitos: os que não tem mais necessidade de encarnação."

Portanto, ao desencarnarmos, nos encontraremos na “erraticidade”. Note-se que “estar na erraticidade” não se refere a um lugar, e sim a uma condição (a de espíritos desencarnados, esperando por nova encarnação).

Encontramos também a definição do termo “Erraticidade” no livro “Instruções Práticas Sobre as Manifestações Espíritas”, de Allan Kardec, publicado em 1858, um ano após a primeira edição de O Livro dos Espíritos. O livro “Introdução ao Espiritismo”, organizado por José Herculano Pires, traz em um só volume, este e outros dois livros pouco conhecidos de Kardec: “O Espiritismo na Sua Mais Simples Expressão” e “O Que É O Espiritismo”.

No livro “Instruções Práticas Sobre as Manifestações Espíritas”, encontramos uma definição mais completa do termo “erraticidade”, a saber:

“Estado dos Espíritos errantes, isto é, não encarnados, durante os intervalos de suas diversas existências corpóreas. A erraticidade não é um sinal absoluto de inferioridade para os Espíritos. Há Espíritos errantes de todas as classes, salvo os da Primeira Ordem, ou Espíritos Puros, que não tendo mais que reencarnar, não podem ser considerados como errantes. Os Espíritos Errantes são felizes ou infelizes, segundo o grau de sua purificação. É nesse estado que o Espírito, tendo despido o véu material do corpo, reconhece suas existências anteriores e os erros que o afastam da perfeição e da felicidade infinita. É então que ele escolhe novas provas, a fim e avançar mais depressa.”

Ou seja: não existe a ideia de “inatividade” para o espírito. Tampouco a de “contemplação eterna”. O Espírito não morre, e mesmo não estando revestido da veste carnal, ele continua evoluindo no Plano Espiritual, durante o período de erraticidade. É aí que ele retoma a lembrança do passado, analisa seus progressos e fracassos nas encarnações sucessivas, e prepara-se para novas provas, que ele mesmo escolhe, a fim de progredir.

Na erraticidade o Espírito reencontra afetos e desafetos, e os grupos se reúnem e se preparam para novos desafios terrenos. É por isso que se diz que há uma “pré-programação” para o Espírito, que deve sofrer provas ou expiações que ele mesmo escolheu, pois sabe que elas irão lhe trazer o APRENDIZADO NECESSÁRIO para sua evolução espiritual. É o “remédio amargo”, que causa um desconforto passageiro, mas que conduz à cura do Espírito.

PARA ONDE VÃO OS ESPÍRITOS QUE SE ENCONTRAM NA ERRATICIDADE?

No item II do mesmo capítulo do Livro dos Espíritos (Cap. VI – Vida Espírita), Kardec faz a seguinte pergunta:
Questão 234: Existem, como foi dito, mundos que servem de estações ou de lugares de repouso aos Espíritos errantes?
E os Espíritos responderam:
"Sim, há mundos particularmente destinados aos seres errantes, mundos que eles podem habitar temporariamente, espécies de acampamentos, de lugares em que possam repousar de erraticidades muito longas, que são sempre um pouco penosas. São posições intermediárias entre os outros mundos, graduados de acordo com a natureza dos Espíritos que podem atingi-los e que neles gozam de maior ou menor bem estar".

COMO INTERPRETAR ISSO?

Da mesma forma que a Terra é um mundo que abriga Espíritos encarnados, em determinado grau de evolução, há mundos destinados a abrigar Espíritos na erraticidade (ou seja, preparando-se para reencarnar). Também estes mundos têm diferentes níveis de evolução, pois abrigam Espíritos de diferentes graus de adiantamento moral e intelectual. (Ver O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. III, item 19, mensagem de Santo Agostinho: Progressão dos Mundos).

QUANTAS VEZES UM ESPÍRITO REENCARNA NA TERRA? HÁ UM LIMITE?

Não existe um limite; a reencarnação na Terra, ou em outros mundos, está diretamente relacionada com o grau de evolução do Espírito, e não no número de vezes que ele já encarnou.
Todos nós estamos destinados ao progresso, e nossas vidas sucessivas são os meios que Deus nos oferece para vivenciarmos os aprendizados, e assim depurar o Espírito. Há Espíritos que avançam mais rapidamente; há os Espíritos recalcitrantes, empedernidos, obstinados no mal. Esses, progridem com maior lentidão, e precisam passar por mais provas e expiações, do que o Espírito que se dedica à trilha do bem, e ao seu adiantamento moral e intelectual.
O reencarne na Terra também obedece o mesmo princípio, de evolução do Espírito. Aquele que já progrediu, pode passar a um mundo mais evoluído que a Terra; e o Espírito recalcitrante pode ter que reencarnar em um mundo inferior, o que para ele é motivo de sofrimento.
No Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. III, Há Muitas Moradas Na Casa de Meu Pai, encontramos a seguinte explicação, nos itens 4 e 5:

Diversas Categorias de Mundos Habitados

4 - "...Embora não possamos fazer uma classificação absoluta dos diversos mundos, podemos, pelo menos, considerando o seu estado e o seu destino, com base nos seus aspectos mais destacados, dividi-los assim, de um modo geral:

Mundos Primitivos, onde se verificam as primeiras encarnações da alma humana;
Mundos de Expiação e de Provas, em que o mal predomina;
Mundos Regeneradores, onde as almas que ainda têm o que expiar adquirem novas forças, repousando das fadigas da luta;
Mundos Felizes, onde o bem supera o mal;
Mundos Celestes ou Divinos, morada dos Espíritos purificados, onde o bem reina sem mistura.

A Terra pertence à categoria dos mundos de expiações e de provas, e é por isso que nela está exposto a tantas misérias".

5 - Os Espíritos encarnados num mundo não estão ligados a ele indefinidamente, e não passam nesse mundo por todas as fases do progresso que devem realizar, para chegar à perfeição. Quando atingem o grau de adiantamento necessário, passam para outro mundo mais adiantado, e assim sucessivamente, até chegarem ao estado de Espíritos puros. Os mundos são as estações em que eles encontram os elementos de progresso proporcionais ao seu adiantamento. É para eles uma recompensa passarem a um mundo de ordem mais elevada, como é um castigo prolongarem sua permanência num mundo infeliz, ou serem relegados a um mundo ainda mais infeliz, por se haverem obstinado no mal.

QUAL O INTERVALO ENTRE AS ENCARNAÇÕES?

O intervalo entre as reencarnações obedece ao mesmo princípio, de evolução do Espírito. No Livro dos Espíritos, Cap. VI, Vida Espírita, Kardec faz a seguinte pergunta aos espíritos:
Questão 223: A alma se reencarna imediatamente após a separação do corpo?
E a resposta foi:
“Às vezes, imediatamente, mas na maioria das vezes, depois de intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores a reencarnação é quase sempre imediata.”
E na questão 224, Kardec indaga:
224. O que é a alma, nos intervalos das encarnações?
"Espírito errante, que aspira a um novo destino e o espera".
224 – a) Qual poderá ser a duração desses intervalos?
"De algumas horas a alguns milhares de séculos. De resto, não existe, propriamente falando, limite extremo determinado para o estado errante, que pode prolongar-se por muito tempo, mas que nunca é perpétuo. O Espírito tem sempre a oportunidade, cedo ou tarde, de recomeçar uma existência que sirva à purificação das anteriores".
224 – b) Essa duração está subordinada à vontade do Espírito, ou pode lhe ser imposta como expiação?
"É uma consequência do livre-arbítrio. Os Espíritos sabem perfeitamente o que fazem, mas para alguns é também uma punição infligida por Deus. Outros pedem o seu prolongamento para prosseguir estudos que não podem ser feitos com proveito a não ser no estado de Espírito".


REFLEXÕES SOBRE AS RESPOSTAS DOS ESPÍRITOS:

1. Os Espíritos explicaram que, embora às vezes os espíritos reencarnem imediatamente, na maioria das vezes o reencarne se dá depois de intervalos mais ou menos longos.

2. O intervalo entre uma encarnação e outra é o que chamamos de “erraticidade” (não se refere a um local, mas a uma condição do espírito).

3. A duração desse intervalo é uma “consequência” do livre-arbítrio – ou seja: se empregamos mal o nosso livre-arbítrio, podemos ter que permanecer um período mais longo na condição de espíritos errantes, como uma pena imposta por Deus.

4. O intervalo entre as reencarnações pode ser muito longo, mas nunca eterno. Espíritos dominados por sentimentos de revolta, vingança, ódio, cobiça, inveja, ciúme, orgulho, egoísmo, acabam por não aproveitar o tempo na erraticidade para aprender e progredir. Esses sentimentos, aliás, são os que impedem o nosso progresso aqui na Terra, também. É por isso que temos que lutar contra eles, e vencê-los, para que eles não se tornem motivo de nossas quedas, e tragam, como consequência, sofrimento para o Espírito em vida, e além da vida.
5. Mas Deus não quer que suas criaturas sofram para sempre, e cedo ou tarde, o Espírito acorda para os seus compromissos espirituais, arrepende-se de seus erros, compreende que perdeu muito tempo preso a sentimentos inferiores, e pede uma nova encarnação, para reparar os males que tenha causado, e para passar pelas provas necessárias à sua evolução.

6. Embora no estado de erraticidade, o Espírito continue progredindo, se assim o quiser, é através das vidas sucessivas que ele vivencia todo o aprendizado adquirido na erraticidade. Portanto, o Espírito precisa reencarnar. Cabe ao próprio espírito, que tem o livre-arbítrio, trabalhar pelo seu progresso, vencendo em si mesmo todos os sentimentos que são motivos de sua queda moral.

7. A designação do mundo que nos abrigará na erraticidade, e do mundo no qual deveremos reencarnar, está diretamente relacionada com nossa “evolução” moral e espiritual. Da mesma forma, o número de reencarnações e a duração entre as encarnações. Não há espaços delimitados, número programado de encarnações, prazos pré-estabelecidos, duração mínima e máxima na erraticidade. Está tudo diretamente relacionado com o progresso do espírito, com seus esforços e sua predisposição no sentido de evoluir e aprender, e sua dedicação à causa do Bem.

8. Deus nos concedeu o livre-arbítrio, para que cada Espírito possa decidir os caminhos que irá percorrer, até atingir o estado de Espírito Puro. Em casos extremos, os espíritos recalcitrantes são sujeitos às reencarnações compulsórias, e não podem opinar sobre quando, como e onde irão reencarnar.

9. Mas, via de regra, nós participamos dessas escolhas, pois durante nossos períodos na erraticidade recobramos a lembrança de nossas existências anteriores, e analisamos onde progredimos e onde ainda precisamos melhorar, e Deus nos concede a oportunidade de reencarnamos no lugar adequado, nas condições ideais, com as pessoas certas, para que possamos passar pelas provas necessárias ao nosso aprendizado e crescimento. Não existe o acaso na casa do Pai. Portanto, nada de queixas...

SOBRE OS MITOS E AS VERDADES

Há teorias que não tem nenhum embasamento em Kardec, que definem a média de tempo entre as encarnações, o número de reencarnações na Terra, e indicam até diferentes Planos, como um "roteiro" para a evolução do Espírito. Quanto desconhecimento de Kardec...
Outro dia, por exemplo, em uma palestra (vejam vocês...) ouvi o palestrante dizer que “a média entre encarnações é de 250 anos”, segundo pesquisas "científicas" de um pesquisador espírita. Teoria totalmente infundada, que muito se distancia de tudo o que Kardec e os Espíritos Superiores nos trouxeram.
Deus nos deu o livre-arbítrio. Deus respeita o nosso livre-arbítrio. Se cada Espírito evolui a seu passo, a seu tempo, como estabelecer prazos? O próprio Livro dos Espíritos diz, claramente, que "esse tempo pode ser de horas, ou séculos". E como estabelecer um número fixo de encarnações para um Espírito? Isso vai contra tudo o que os Espíritos nos ensinaram, através da obra de Kardec.
Não há autor espírita cuja obra não deva passar pelo crivo da razão, e cujas afirmações não devam ser confrontadas com os ensinamentos dos Espíritos, que nos foram dados através das obras de Kardec.
Por isso, é mais sensato para todos aqueles comprometidos com a Verdade e com a causa espírita, sejam eles palestrantes espíritas, médiuns, frequentadores de Casas Espíritas e a todos os que desejam difundir o espiritismo, que façam uma pesquisa EM KARDEC, antes de disseminar informações que mais confundem, do que esclarecem, e que prestam um desserviço à Doutrina Espírita, colocando-a no campo do maravilhoso e do sobrenatural.
Essas teorias fantasiosas iludem, e não aclaram – impressionam, mas em nada contribuem para dissipar o véu da ignorância que é um entrave para o progresso do Espírito.
“Espíritas, amai-vos, eis o primeiro mandamento. Instrui-vos, eis o segundo.”


por Liz Bittar, em 20/08/2013

terça-feira, 26 de maio de 2015

Reencarnação por Divaldo Franco

O médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco responde a questões sobre o tema reencarnação no programa Transição.


domingo, 24 de maio de 2015

Reencarnação e Ciência na Atualidade


Renomado cientista cria teoria que pode abrir portas para o estudo da reencarnação

Um livro publicado pelo cientista Robert Lanza, abre novas perspectivas sobre nossa noção de vida e morte. Sua obra, chamada “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo”, sugere que a vida não acaba quando o corpo morre e poderia durar para sempre.

Lanza, especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company, também estuda física, mecânica quântica e astrofísica. A partir desta mistura de conhecimentos, ele formulou a teoria do biocentrismo, em que defende que a nossa consciência cria o Universo material e não o contrário.

Lanza acredita que o Universo parece conspirar para a existência da vida, o que significaria que a inteligência seria anterior ao Universo. Desta maneira, sua teoria sugere que não há morte da consciência. O que há é apenas a morte do corpo, que seria um veículo físico desta consciência, que existe fora das restrições de tempo e espaço. Para adicionar mais ingredientes à polêmica teoria, Lanza, assim como vários pesquisadores, acredita que múltiplos universos (multi-universo) podem existir simultaneamente. Desta forma, o corpo poderia estar morto em um universo e continuar a existir em outro, absorvendo essa suposta consciência migratória. A consciência, ou pelo menos proto consciência, é teorizada por este grupo de pesquisadores como propriedade fundamental do Universo. “Em uma dessas experiências conscientes, comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.”, diz Lanza.

De acordo com cientistas que pesquisam o assunto, as informações quânticas de nossa consciência estariam armazenadas em microtúbulos do nosso corpo. Quando morremos, esta informação não é destruída, mas distribuída e dissipada pelo Universo, ou em vários deles.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Porque nos esquecemos das nossas Vidas Passadas?



Por Regis Mesquita*

O Livro dos Espíritos (LE) possui um capítulo intitulado “Retorno à Vida Corporal”. Neste capítulo são respondidas várias perguntas; inclusive uma pergunta básica: se reencarnamos, por que não nos lembramos das outras encarnações? A resposta é que “o esquecimento do passado” é um grande benefício para facilitar a evolução dos espíritos encarnados no planeta Terra.

O esquecimento do passado é uma proteção para o ser humano que encarna. “A encarnação é uma nova oportunidade de desenvolver habilidades, desenvolver recursos e fazer boas escolhas. A encarnação com menos influência do passado é uma nova oportunidade facilitada. As decisões e as experiências nesta nova encarnação servirão de contraponto às experiências de outras encarnações”, diz o livro Nascer Várias Vezes. Ou seja, ao reencarnar, somente algumas informações do passado influenciam a nova encarnação; isto evita que a mente seja inundada por influências do passado.

Do total de memórias do espírito, somente algumas fazem parte e influenciam a encarnação atual. As outras memórias do espírito ficam dissociadas; não influenciam a vida encarnada. De um modo bem simplificado podemos dizer: ao invés de encarnar com “milhares” de problemas para resolver, o espírito encarna com a missão de vida de resolver alguns problemas.

O capítulo citado do Livro dos Espíritos (LE) diz: “o homem não pode nem deve saber de tudo” (pergunta 392). Um espírito com milhares e milhares de anos possui uma história tão rica e diversa que seria exagero querer saber tudo sobre ela. Além de exagero, desperdício de tempo e perda de foco da sua real missão de vida. Por isto, existe a dissociação da memória que mantém a imensa maioria das memórias do espírito sem ascendência sobre esta encarnação.

Existem, por outro lado, uma minoria de memórias que ajudam a formar o novo corpo/mente desde a concepção. A vida que temos hoje é uma continuidade da vida espiritual e das encarnações passadas. Para que exista esta continuidade é necessário que muitos conteúdos de encarnações passadas (“vidas passadas”) façam parte desta vida atual. Ou seja, somos formados primeiramente por experiências e memórias de encarnações passadas e do plano espiritual que se armazenam em nossa mente a partir da vida intrauterina.

Qual a função da encarnação? Propiciar a evolução (desenvolvimento moral e intelectual do ser). Cada um nasce com suas missões de vida, ou seja, com metas evolutivas prioritárias. As memórias de vidas passadas que continuam a atuar na vida atual estão, principalmente, relacionadas a estas missões de vida.

“Os conteúdos do espírito são filtrados quando da encarnação, isto permite o foco nos objetivos traçados como a missão de vida. Nascemos com objetivos evolutivos bem determinados, e nascemos com boas condições para atingi-los. Este filtro favorece a realização da missão de vida”, diz o livro Nascer Várias Vezes.

Existem três tipos de memórias do espírito: aquela que ficou dissociada e a que está ativa na vida encarnada (a terceira será abordada mais a frente no texto). A memória ativa está relacionada com os desafios evolutivos que o espírito tem que enfrentar.

Acontece que a memória que está ativa também está “esquecida”, porque ela está no inconsciente. Somente podemos percebê-las pelos resultados de sua influência. Algumas vezes elas aparecem como medos irracionais, como interesses por algo, ou como um traço da personalidade, ou outra particularidade qualquer. Enquanto o sintoma ou característica da personalidade está presente na consciência, a origem (história) permanece no inconsciente influenciando a mente total. Este não é um esquecimento verdadeiro. É mais uma ignorância. Ignoramos parte da nossa verdade interior. Ignoramos parte do motivo de sermos como somos. A verdade é esta: o ser humano ignora o que está no seu inconsciente e que ajudou a formá-lo como ele é. A terapia de vidas passadas (TVP) lida com estas memórias que ignoramos. São memórias ativas, presentes e que nos fazem sofrer (ou nos favorecem com suas qualidades e experiências). A maioria destas memórias inconscientes é de encarnações passadas e do plano espiritual – e fazem parte desta encarnação.

Podemos dizer que a TVP é uma forma a mais de ajuda para que todos possam evoluir e superar os desafios da vida. É uma forma de caridade, de compaixão e de facilitar o cumprimento das missões de vida.

Existem quatro tipos de memórias no ser humano: as que são conscientes, as que ignoramos (que estão no inconsciente), as que são próprias do espírito (que estão dissociadas da mente encarnada) e as memórias transpessoais.

No livro “A Gênese”, Kardec escreve que existem ideias intuitivas e inatas ao ser. Estas ideias inatas foram desenvolvidas antes do nascimento, em parte são originadas de “memórias” que vão além da história do espírito. Por exemplo, há uma capacidade inata de o espírito escolher “o bem ao invés do mal”. Esta capacidade não foi desenvolvida pelo espírito, e sim “dada” por Deus como um recurso a ser utilizado para facilitar a evolução. C.G.Jung deu o nome de arquétipo a um tipo de “memória” inata que todos os humanos possuem e que serve de referência para a mente desenvolver. 

A importância da memória transpessoal para a evolução do espírito advém do fato de que é um dos recursos mais poderosos que existem à disposição de cada um para aprender, amadurecer e progredir. A existência desta memória é um dado lógico. Deus, ao criar espíritos destinados a evoluir, lhes deu condição (desde a primeira encarnação) de fazer boas escolhas. Estas condições presentes desde o início são memórias presentes no espírito e, portanto, em cada ser humano.

“Conheça a verdade, e esta vos libertará”, diz o ditado. O ser humano, espírito encarnado, pode evoluir mais facilmente quando busca a origem dos seus problemas em memórias que ele ignora e que estão guardadas no seu inconsciente. Ele supera sofrimentos e, acima de tudo, pode contribuir mais efetivamente para o progresso da sociedade e dos seus familiares.



*Regis Mesquita é psicólogo e Terapeuta de Vidas Passadas em Campinas, SP, autor e escritor do livro “Nascer Várias Vezes”.
Texto resumido, imagem, mensagem do próprio autor.
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