quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Semear - O que é Evangelização Espírita Infantojuvenil

Uma exposição em vídeo do programa Semear, da FEB, sobre a evangelização espírita, sua finalidade, seus objetivos e eixos, bem como da sua importância e abrangência na sociedade em nossos dias. O vídeo faz também uma homenagem ao centenário da evangelização espírita que está sendo comemorado nesse ano.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

100 anos de Evangelização Espírita na FEB


2014 é o ano do centenário da Evangelização Espírita em nosso país.

A Escola Dominical de Doutrina Cristã foi implantada na tarde do dia 14 de junho de 1914, na então Sede da Federação Espírita Brasileira (FEB), Av. Passos, 30, no Rio de Janeiro, à época sob a gestão do presidente Aristides Spínola (1850-1925) e do vice-presidente Pedro Richard (1858-1914).1,2

Na ocasião, foi realizada solenidade singela, que emocionou os que a assistiam, e coube à Ilka Maas, dedicada e fervorosa obreira da Casa de Ismael, a responsabilidade de coordenar esse projeto, ministrando a aula inaugural e sensibilizando os corações de todos os companheiros presentes ao evento.

As vibrações de júbilo pela iniciativa auspiciosa, ocorrida naquela data, a ser comemorada por todo Movimento Espírita brasileiro, foram sentidas pelos participantes, inundando o salão da Federação de suaves eflúvios de paz e regozijo, tendo em vista a alegria de atender, dessa maneira, a uma antiga aspiração da Instituição.

Leia o artigo completo da FEB com a história da implantação da Evangelização Espírita em nosso país.

Ouça a entrevista com Marcus Braga ao programa CEERJ em movimento sobre os 100 anos da Evangelização Espírita, veiculado na Radio Rio de Janeiro, em julho de 2014:



domingo, 5 de outubro de 2014

Importância da Evangelização



“Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar.”
I Co, 1: 17

Nas várias religiões cristãs, o termo evangelizar define o entendimento e a aplicação dos ensinamentos contidos no Novo Testamento de modo particular. No Espiritismo, essa particularidade se revela na ênfase que é dada à vivência, à exemplificação dos ensinamentos de Jesus e dos Apóstolos, não só nos momentos de prática religiosa, mas em todas as situações de sua vida.

O próprio entendimento do que significa religião foi modificado a partir dos ensinamentos de Jesus. Com Ele, aprende-se que religião não é algo mágico a ser vivenciado no interior dos templos. Não mais aquela ideia de que religião é prática mística, contemplativa, ritualística, cheia de oferendas e fórmulas repetitivas levadas a efeito no interior das assim chamadas “Casas de Deus”. Religião, conforme seus ensinamentos e, principalmente seus exemplos, passou a ser, para aquele que lhe entendeu as lições, um novo modo de viver, de se relacionar com o próximo, em todos os ambientes, em todos os momentos. Ensinando que Deus está presente em todo o universo, alargou os limites dos templos, mostrando o Universo como um templo imenso: “Na casa de meu Pai há muitas moradas” (Jo, 14: 2).

Jesus libertou, assim, a criatura humana da necessidade do comparecimento ao templo, a fim de ali encontrar-se com Deus. O Mestre jamais convidou alguém a orar num templo. Pelo contrário, quando a Samaritana manifestou-se no sentido de adorar a Deus no Templo de Jerusalém, o Mestre desautorizou tal atitude, dizendo-lhe: "Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Deus é espírito e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade." (Jo, 4: 21 e 24). Para Jesus não havia santuários, lugares especiais. Seus ensinamentos, suas curas, suas orações sempre foram levados a efeito onde quer que ele se encontrasse.

Entretanto, uma concepção religiosa libertadora não agrada àqueles que desejam exercer o poder religioso, dominando consciências. Estes procuram conservar a religião como algo mágico, místico, extático, complexo a ponto de a ela só terem acesso os doutos e os sábios, pessoas pretensamente especiais, que estariam mais habilitadas a intermediarem as mensagens das criaturas ao Criador, e vice-versa. Jesus concedeu carta de alforria à Humanidade, em relação à intermediação sacerdotal, ao informar a criatura humana de que ela tem o direito legítimo e inalienável de se comunicar com seu Criador, diretamente, em qualquer lugar onde se encontre: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em oculto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará.” (Mt, 6: 6).

Ele foi crucificado exatamente pela coragem de contrapor-se ao poderio sacerdotal, àquela verdadeira ditadura religiosa.

Jesus foi um educador de almas, que sempre enfatizou a necessidade do empenho da criatura no sentido de educar-se, de progredir, conforme ensinou no Sermão do Monte: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens (...).” (Mt, 5: 16). Toda a mensagem religiosa do Mestre fundamenta-se no esforço da criatura no sentido de revelar essa herança divina que todos trazemos. Nada de graças, além da graça da vida. Nada de privilégios: “(...) e então dará a cada um segundo as suas obras.” (Mt, 16: 27).

Sua mensagem é um verdadeiro desafio, no sentido de transcender os limites da lei antiga, que preconizava “olho por olho, dente por dente”: “(...) se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.” (Mt, 5: 20). “Ouvistes o que foi dito: amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; (...).” (Mt, 5: 42 e 43).

Como educador que foi, Jesus não desejou discípulos passivos, encantados, deslumbrados. Pelo contrário, sempre buscou tocar o sentimento, juntamente com o apelo para que a criatura raciocinasse, a fim de saber, de compreender porque deveria agir desse ou daquele modo.

O Sermão da Montanha, que para muitos é apenas um hino ao sentimento, é, também, uma vigorosa mensagem à inteligência, ao raciocínio: “E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus dará bens aos que lhos pedirem?” (Mt, 7: 9 a 11).

Entendendo que o sistema pedagógico de Jesus fundamenta-se no binômio sentimento/razão, o Espiritismo ensina que a evangelização não se restringe unicamente ao campo do sentimento, pois a fé raciocinada começou, inquestionavelmente, com Jesus: “Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?” (Mt, 6: 26). Ao ensinar a criatura a não criar fantasias sobre a fé, mostra a linha divisória entre aquilo que deve ser objeto da preocupação do homem, e o que deve ser entregue a Deus, perguntando: “E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?” (Mt, 6: 27).

A educação religiosa que Jesus propicia ao homem leva-o a conscientizar-se de que não será através de orações repetidas que estaremos agradando a Deus: “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos.” (Mt, 6: 7). Nem através de oferendas ou bajulações: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem e apresenta a tua oferta.” (Mt, 5: 23 e 24).

No Seu trabalho educativo do Espírito humano, Jesus mostrou a importância do bom relacionamento com o próximo como caminho para Deus, conforme bem entendeu o Apóstolo João, que registrou: “Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” (I Jo, 4: 20).

Mas, com o passar dos tempos, o eixo da mensagem cristã foi-se desviando, saindo da área do estudo, da meditação à luz da oração consciente, passando às práticas exteriores.

Essas verdades religiosas simples, que estiveram ao alcance de humildes pescadores, de viúvas e de deserdados, foram, com o passar do tempo, relegadas a segundo plano, tendo sido postos em primeiro lugar o ritual, a solenidade, o manuseio de objetos de culto, a vela, o vinho, a fumaça, os cantochãos, todo um conjunto imenso de práticas exteriores alienantes, buscadas no judaísmo e no paganismo romano, que distanciavam o homem cada vez mais do esforço de autoaprimoramento preconizado por Jesus.

Infelizmente, os pronunciamentos libertadores de Jesus não foram objeto de estudo pelos teólogos, que criaram as liturgias, os sacramentos, e, pior ainda, a hedionda teoria das penas eternas, desfazendo a imagem do Deus Misericordioso, tão bem delineada pelo Mestre.

A mensagem cristã foi apequenada, podada, enxertada por aqueles que dela se apossaram, construindo uma religião atemorizadora e salvacionista, com base em atitudes místicas e na crença de que seria o sangue de Jesus o remissor dos pecados da Humanidade. Foi enfatizada a adoração extática a Jesus-morto, em detrimento do esforço em seguir Jesus-vivo. Evangelizar passou a significar o encaminhamento da criatura ao interior dos templos, onde deveria assumir uma atitude inteiramente passiva, ficando no aguardo das bênçãos de Deus, que seriam conseguidas através de rezas intensamente repetidas.

Mas, o Mestre, conhecedor da fragilidade humana, sabia que, de alguma forma, isso iria acontecer, por isso, prometeu o Consolador: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” (Jo, 14: 26)

Cumprindo sua promessa, enviou-nos o Espiritismo, que não é apenas mais uma religião cristã, mas o próprio Cristianismo Primitivo, que ressurge na sua pureza, pujança e objetividade originais, destacando-se das demais religiões, pelo menos das do Ocidente, pelo seu aspecto altamente educativo.

Dentro dessa perspectiva, fica claro que evangelizar, na concepção espírita, tem um sentido muito mais amplo do que aquele que é entendido por outras correntes cristãs, pois tem como componente básico, indissociável, o elemento educação.

Evangelizar, na conceituação espírita, representa não só informar alguém a respeito da vida, dos ensinamentos e dos exemplos de Jesus, mas, principalmente, conscientizar a respeito da necessidade da aplicação constante desses conhecimentos teóricos à vida diária.

A evangelização, assim compreendida, não se dá num determinado período de tempo: é um processo contínuo de despertamento da criatura para a necessidade do esforço, no sentido de promover a sua transformação moral, numa busca de autoaprimoramento, que se inicia num determinado momento da vida, mas que não tem data alguma que lhe marque o fim.


José Passini

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O que é Evangelização Espírita?




"Para coisas novas são necessárias palavras novas"
Allan Kardec, LE:I

Allan Kardec no item I da Introdução de O Livro dos Espíritos tem o cuidado de definir o que é Espiritismo. Conforme reproduzimos na epígrafe, o Codificador afirma que para coisas novas são necessárias palavras novas. Guiado por esse pensamento, cria a expressão Doutrina Espírita ou Espiritismo para definir a doutrina que tem por objeto as relações do mundo material com os Espíritos, ou seres mundo invisível, apresentada de forma inaugural nessa obra.

Essa atitude de Kardec é, do ponto de vista pedagógico, extremamente recomendável, pois equivale ao estabelecimento e um marco para que novas bases sejam assentadas. Isto ocorre sempre, nos mais diversos campos do saber. Cada vez que um novo conceito, objeto ou instrumento é criado ou algum novo procedimento é descoberto e/ou inventado trata-se logo de nomeá-lo a fim de distingui-lo dos congêneres e estabelecer os seus limites. Aplicando o pensamento do Codificador à tarefa da qual nos ocupamos, convém, antes de qualquer coisa, defini-la e conceituá-la.

Evangelização é, na verdade, um termo genérico que indica a ação que se faz em torno da difusão do evangelho. É, portanto, uma ação inerente a quem quer que tome os quatro principais livros de o Novo Testamento como preceitos de orientação. Entretanto, o que singulariza essa ação é o corpo doutrinário que a ela subjaz. Assim, evangelizar à luz da Doutrina Espírita significa, no sentido estrito do termo, tomar os ensinos de Jesus, apresentados nesses mesmos livros e interpretá-los segundo a codificação espírita.

Desse modo, a expressão "evangelização espírita" encerra a relação entre a Doutrina Espírita e o Evangelho, já esclarecida pelo Codificador na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, conforme se lê a seguir: "O ensino moral do Cristo nos evangelhos é o terreno onde todos os cultos podem reunir-se... Muitos pontos dos Evangelhos, da Bíblia e dos autores sacros em geral são ininteligíveis, parecendo alguns até disparatados, por falta da chave que faculte se lhes apreenda o verdadeiro sentido. Essa chave está completa no Espiritismo, como já puderam reconhecer os que o têm estudado seriamente... O essencial é por o evangelho ao alcance de todos, mediante a explicação das passagens obscuras e o desdobramento de todas as conseqüências, tendo em vista a aplicação em todas as condições de vida."

Como exemplo dessa chave interpretativa, podemos apontar a assertiva de Jesus sobre a necessidade de nascer de novo da água e do espírito (Jo. 3: 1 - 12), cuja coerência só é restabelecida quando lida à luz da idéia reencarnacionista. Outro exemplo, tido como contraditório, é o fato de, em determinada circunstância, Jesus (Mat. 12: 46 - 50) ter sido advertido de que a sua mãe e seus irmãos o aguardavam, ao que o Mestre respondeu que a sua mãe e os seus irmãos eram aqueles que faziam a vontade do Pai. Longe de significar uma negação aos laços de família, constitui-se, à luz da Doutrina, uma ampliação desses laços, a adoção da família universal como referência afetiva. Apenas para finalizar esses exemplos, vale destacar a frase de Jesus (Jo: 10 - 30) na qual se auto define, afirmando: "eu e o pai somos um". Lida por outras doutrinas cristãs, essa passagem dá margem a muitas interpretações dúbias sobre a personalidade e a origem de Jesus. A esse respeito, esclarece-nos o Espiritismo sobre a profunda compreensão que o Mestre tem de Deus, a ponto de identificar-se plenamente com as Suas Leis.

Postos estes exemplos, não significa dizer que a evangelização espírita tem como objeto apenas tópicos sobre a vida de Jesus. Esses são parte do conteúdo. A evangelização trata dos princípios da Doutrina, da conduta espírita, do movimento espírita e também do Cristianismo, mas à luz do paradigma Espírita.

Para que se realize com eficácia, a evangelização se desdobra e toma as feições do grupo a que se destina. Quando voltada para a criança e o jovem, por exemplo, há uma necessária adequação dos meios e da linguagem. É isso o que ocorre no trabalho que hoje se desenvolve em todo o Brasil, com o título de "evangelização infanto-juvenil" - simplesmente conhecido como evangelização. O fio condutor dessa tarefa é a formação do homem de bem, através do conteúdo espírita sobre a imortalidade da alma, das suas relações com o mundo corpóreo, da sua volta à vida na terra, das leis físicas e morais que regulam a sua estada aqui e no mundo espiritual.

Assim, a "evangelização na casa espírita" deve ser um trabalho organizado em aulas sistemáticas, pedagogicamente direcionadas, para que esse público tenha desde cedo contato com os ensinamentos doutrinários, repassados através de recursos compatíveis com o seu desenvolvimento intelectual, estimuladores do seu progresso espiritual e consentâneos com o seu perfil sócio-psicológico.

Como atividade vitalizadora do processo pessoal de melhoramento progressivo, a evangelização se apresenta como excelente recurso à disposição dos pais para lhes auxiliar na tarefa de educar aqueles que, atualmente, estão sob a sua tutela na feição de filhos. Por isso, não suporta a descontinuidade uma vez que passa a não despertar na criança e principalmente no jovem o interesse pela seqüência das aulas.

Daí advém a importância de os pais estimularem os filhos a participarem sempre das aulas, evitando a ausência por motivos, às vezes, absolutamente insignificantes. Nesse mesmo sentido, há que se destacar a importância de os evangelizadores se esforçarem para elaborar aulas cada vez mais motivadoras a fim de prender a atenção dos evangelizandos, despertando-lhes a curiosidade pela seqüência e continuidade do assunto. Assim sendo, o improviso é o recurso do qual não se deve lançar mão.

Quando freqüentada assiduamente, a evangelização demonstra a pujança do ensino moral do Cristo bem como dos ensinamentos espíritas e é, em sentido lato, um curso de Espiritismo. Logo, requer a dedicação dos companheiros que lhe reconhecem a importância - pais e evangelizadores -, que devem tomar para si a mesma fraternal advertência que os Espíritos fizeram a Kardec nos prolegômenos de O Livro os Espíritos:

"Com perseverança é que chegarás a colher os frutos de teus trabalhos.
O prazer que experimentarás, vendo a doutrina propagar-se e
bem compreendida, será uma recompensa, cujo valor integral
conhecerás, talvez mais no futuro do que no presente".

Por tudo isto, a evangelização é tarefa de longo curso que se revela de primordial importância na educação da criança e do jovem, tanto no lar como na casa Espírita.

Denise Lino

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Especial do Mês


Evangelizar o ser é lançar sementes que germinarão no futuro e reverberão em luzes de amor e paz. Educar na ciência é nortear caminhos para se trilhar rumo ao progresso, educar na religiosidade é libertar o indivíduo para alçar voo rumo aos altiplanos da plenitude moral e espiritual. No especial do mês “Evangelizar para o Futuro” o Manancial de Luz reúne artigos, palestras e mensagens que abordam a evangelização espírita e sua importância para a fase atual da transição planetária de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Para que floresça a Primavera


Em algum lugar… Há de florescer!



Neste tempo em que vivemos cada vez mais isolados no mundo virtual onde, paradoxalmente procuramos parceria e amizade, quando não as oferecemos no mundo real a quem caminha conosco, a opção de alguns poucos em passar e repassar através de páginas sérias, uma mensagem de paz, amor e otimismo é, sem dúvida bem pouco popular.

As redes sociais são realmente muito mais eficientes em tornar ilustres desconhecidos, sem nenhum conteúdo saudável, verdadeiras celebridades que influenciam de uma maneira bem pouco correta às mentes de nossas crianças, jovens e também adultos ‘distraídos’.

Além de acentuar de maneira dramática a solidão e o isolamento que se procura aplacar participando compulsivamente delas.

Mas a internet é uma realidade e aqueles que na vida real escolheram espalhar o bem através de seus atos concretos do dia a dia também podem e devem fazê-lo através desta ferramenta.

Até mesmo para oferecer um contraponto aos valores equivocados difundidos pela maioria e tentar influenciar positivamente quantos for possível.

Certamente que esta opção não lhes dará popularidade, nem tão pouco se tornarão celebridades instantâneas… Muitas vezes terão a nítida impressão de estar falando sozinhos.

Mas aqueles que, por vezes, com o coração sangrando pelos imensos conflitos internos, comuns a todos nós, escolhem espalhar o bem, carregam consigo a certeza de que em algum lugar deste universo, há de florescer a semente do imenso amor que trazem no peito.

Da alegria e da gratidão que sentem por estarem vivos, apesar de todas as dores, de todas as lutas… de todas as agruras do caminho.

Em algum lugar do mundo haverá alguém que se sensibilize e passe adiante a suas palavras de fé, fraternidade e otimismo, criando uma atmosfera de paz, como pequeninas gotas que formarão um enorme oceano de amor.

Não podemos evitar o progresso tecnológico nem sufocar o desenvolvimento intelectual da humanidade, mas podemos sim, fazer o possível para utilizá-los da melhor maneira, fazendo brilhar a luz da mensagem Divina.

-Se for para tornar algo popular, que seja a fraternidade.

-Se for para fazer algo célebre, que seja a paz.

-Se for para espalhar algum vírus, que seja o vírus do amor.


Silvia Gomes

sábado, 27 de setembro de 2014

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Lira do Além



Lira que tanges para as grandes dores
Da humanidade que se desespera,
Espalha pelo mundo a primavera
Da esperança nos peitos sofredores.

As tuas melodias interiores
Descem das claridades de outra esfera,
Onde a alegria pura, alta e sincera,
Canta os hinos de eternos esplendores...

Viajor da terra: aguça os teus ouvidos,
Descansa sobre a estrada os pés feridos
E ouve os acentos ternos e profundos

Dessa lira do além que tange aos ventos
Da eternidade de deslumbramentos,
Nos acordes de paz dos outros mundos!


Francisco Octaviano


Por Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Primavera



A primavera no prado
Toda vestida de flores
Trouxe lençóis multicores
Que brilham ao sol dourado.

Parece a festa das cores
No caminho perfumado,
Para a alegria do arado
E paz dos trabalhadores.

Minúsculos passarinhos
Entoam, nos altos ninhos,
Cantos de amor e inocência...

A Natureza revela,
Sublime, ditosa e bela,
As luzes da Providência!...


João de Deus

Do livro "Jardim de Infancia", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito João de Deus.

domingo, 21 de setembro de 2014

Spring Charm - Celtic Music

Sons de pássaros fundem-se com os instrumentos artesanais celtas para fazer uma primorosa reverência à primavera, na canção new age “Spring Charm”.


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Pensamentos de Primavera



"Não te magoe a tempestade imensa,
Que o sol da crença te ilumine a Cruz.
Sofre e confia, serve a Deus e espera
A primavera da Divina Luz!"
Valado Rosas

"O Brasil é o pacífico Celeiro
De nova luz aos povos sofredores,
Onde a Fraternidade espalha as flores,
Da imortal primavera do Cordeiro."
Pedro de Alcântara

"A fé clareia as noites mais sombrias,
Fazendo-te entrever a primavera
Que despetala flores nos altares."
Olavo Bilac

"No mundo, a lepra e a santa luz que exprime
A lei do bem que salva e regenera,
Alvorecer da Eterna primavera
Que se estende no Céu, ampla e sublime."
Jesus Gonçalves

"A mocidade cristã é a primavera bendita de luz,
anunciando o aperfeiçoamento da Terra."

Emmanuel


Do livro Dicionário da Alma, de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Fé


Para encontrar o bem e assimilar-lhe a luz, não basta admitir-lhe a existência. É indispensável buscá-lo com perseverança e fervor.

Ninguém pode duvidar da eletricidade, mas para que a lâmpada nos ilumine o aposento recorremos a fios condutores que lhe transportem a força, desde a aparelhagem da usina distante até o recesso de nossa casa.

A fotografia é hoje fenômeno corriqueiro; contudo, para que a imagem se fixe, na execução do retrato, é preciso que a emulsão gelatinosa sensibilize a placa que a recebe.

A voz humana, através da radiofonia, é transmitida de um continente a outro, com absoluta fidelidade; todavia, não prescinde do remoinho eletrônico que, devidamente disciplinado, lhe transporta as ondulações.

Não podemos, desse modo, plasmar realização alguma sem atitude positiva de confiança.

Entretanto, como exprimir a fé? – indaga-se muitas vezes.

A fé não encontra definição no vocabulário vulgar.

É força que nasce com a própria alma, certeza instintiva na Sabedoria de Deus que é a sabedoria da própria vida. Palpita em todos os seres, vibra em todas as coisas. Mostra-se no cristal fraturado que se recompõe, humilde, e revela-se na árvore decepada que se refaz, gradativamente, entregando-se às leis de renovação que abarcam a Natureza.

Todas as operações da existência se desenvolvem, de algum modo, sob a energia da fé.

Confia o campo no vigor da primavera e cobre-se de flores.

Fia-se o rio na realidade da fonte, e dela não prescinde para a sua caudal larga e profunda.

A simples refeição é, para o homem, espontâneo ato de fé. Alimentando-se, confia ele nas vísceras abdominais que não vê.

Todo o êxito da experiência social resulta da fé que a comunidade empenhe no respeito às determinações de ordem legal que lhe regem a vida.

Utilizando-nos conscientemente de semelhante energia, é-nos possível suprimir longas curvas em nosso caminho de evolução.

Para isso, seja qual for a nossa interpretação religiosa da ideia de Deus, é imprescindível acentuar em nós a confiança no bem para refletir-lhe a grandeza.

Recordemos a lente e o Sol. O astro do dia distribui equitativamente os recursos de que dispõe. Convergindo-lhe porém, os raios com a lente comum, dele auferimos poder mais amplo.

O Bem Eterno é a mesma luz para todos, mas concentrando-lhe a força em nós, por intermédio de positiva segurança íntima, decerto com mais eficiência lhe retrataremos a glória.

Busquemo-lo, pois, infatigavelmente, sem nos determos no mal.

O tronco podado oferece frutos iguais àqueles que produzia antes do golpe que o mutilou.

A fonte alcança o rio, desfazendo no próprio seio a lama que lhe atiram.

Sustentemos o coração nas águas vivas do bem inexaurível.

Procuremos a boa parte das criaturas, das coisas e dos sucessos que nos cruzem a lide cotidiana. Teremos, assim, o espelho de nossa mente voltado para o bem, incorporando-lhe os tesouros eternos, e a felicidade que nasce da fé, generosa e operante, libertar-nos-á dos grilhões de todo o mal, de vez que o bem, constante e puro, terá encontrado em nós seguro refletor.


Emmanuel

Do livro Pensamento e Vida, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Palavras do Semeador



Cultiva o bem e a paz na própria lida.
O mundo é um campo imenso aberto à vida.
Plantarás...colherás...
Tudo será, depois, como escolhemos,
O charco mais profundo ou os céus supremos,
A alegria ou a tristeza, a guerra ou a paz.

Repara em torno de teus pés, a glória
Que te enriquece a senda transitória!...
É a seara de luz
Daqueles que, ajudando e abrindo os braços,
Traçaram, por amor para os teus passos,
O roteiro da fé que te conduz.

A luta é a escada enorme em que te elevas,
Além do sofrimento, além das trevas,
É o buril da aflição
Que, a golpes de amargura, te atormenta,
Em toda parte, é a santa ferramenta,
Que aprimora e redime o coração.

Não te detenhas! Crê, ama e confia.
Depois da noite há sempre um novo dia...
Louva o eterno esplendor!...
E, embora o gelo e a sombra, serve e espera,
Semeia agora a excelsa primavera
Dos teus sonhos de amor.

A vida que te segue e te rodeia
É a gleba sempre ativa e sempre cheia
De princípios do bem.
Cultivando a bondade doce e pura,
Acolherás os pomos da ventura,
Aqui, agora e além...

Aprende sem repouso e ama servindo
E o teu futuro brilhará mais lindo
Na beleza real.
Faze jorrar o sol que te ilumina
E ceifarás, mais tarde, a luz divina
Na seara imortal!...


Carmem Cinira
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Canção Materna



Filho do coração, além das dores
Da cruz de pranto que te dilacera,
Fulge, sublime, excelsa primavera
Ao sol do amor de todos os amores.

Agradece os espinhos e amargores
Em que te afliges sob a longa espera...
E lançando ao futuro a alma sincera,
Vara, gemendo, os trilhos redentores.

Chora, louvando as lágrimas doridas,
Que nas lavam as sombras de outras vidas
Como forças de imensa tempestade...

Trabalha, serve e crê, ama e confia
E ascenderás à glória da alegria
No coração de luz da Eternidade.


Auta de Souza

Por Francisco Cândido Xavier
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