domingo, 9 de fevereiro de 2014

Evolução Espiritual


Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. A cada um à perfeição, pelo conhecimento da verdade, para aproximá-los de si. Nesta perfeição é que eles encontram a pura e eterna felicidade. Passando pelas provas que Deus lhes impõe é que os Espíritos adquirem aquele conhecimento.

• Uns aceitam submissos essas provas e chegam mais depressa à meta que lhes foi assinada.
• Outros só a suportam murmurando e, pela falta em que desse modo incorrem, permanecem afastados da perfeição e da prometida felicidade.

Os Espíritos não podem degenerar.

• À medida que avançam, compreendem o que os distanciava da perfeição.
• Concluindo uma prova, o Espírito fica com a ciência que daí lhe veio e não a esquece.
• Pode permanecer estacionário, mas não retrograda.

Um homem pode, nas suas novas existências, descer mais baixo do que esteja na atual, com relação à posição social, mas não como Espírito.

Se Deus os houvesse criado perfeitos, nenhum mérito teriam para gozar dos benefícios dessa perfeição. Demais, a desigualdade entre eles existente é necessária às suas personalidades. Acresce ainda que as missões que desempenham nos diferentes graus da escala estão nos desígnios da Providência, para a harmonia do Universo.
É necessário...

• purificar, antes de tudo, o nosso coração,
• expurgar os resíduos deletérios das paixões,
• recalcar os instintos inferiores,
• dominar as expansões da animalidade,
• libertar, enfim, a Alma do jugo da matéria, para sorvermos a longos haustos os fluidos de uma atmosfera superior que nos porá no caminho da lei divina e cuja sanção nos aguardará infalivelmente.

Quanto mais rápida for essa transformação, tanto mais acelerada será a nossa ascensão às culminâncias do conhecimento universal. Esse é o preparo moral e espiritual para a reforma do indivíduo e, portanto, para o progresso da Humanidade.
Para chegar à perfeição e à suprema felicidade, destino final de todos os homens, o Espírito não tem que passar pela fieira de todos os mundos existentes no Universo. Muitos_são_os_mundos correspondentes a cada grau da respectiva escala e o Espírito, saindo de um deles, nenhuma coisa nova aprenderia nos outros do mesmo grau.

Entre o estado correspondente às últimas encarnações e o de Espírito_puro, não há linha divisória perfeitamente demarcada. Semelhante demarcação não existe. A diferença entre um e outro estado se vai apagando pouco a pouco e acaba por ser imperceptível, tal qual se dá com a noite às primeiras claridades do alvorecer.

Ninguém pode, mesmo por um proceder impecável na vida atual, transpor todos os graus da escala do aperfeiçoamento e tornar-se Espírito_puro, sem passar por outros graus_intermédios o que o homem julga perfeito longe está da perfeição. Há qualidades que lhe são desconhecidas e incompreensíveis. Poderá ser tão perfeito quanto o comporte a sua natureza terrena, mas isso não é a perfeição absoluta. Dá-se com o Espírito o que se verifica com a criança que, por mais precoce que seja, tem de passar pela juventude, antes de chegar à idade da madureza; e também com o enfermo que, para recobrar a saúde, tem que passar pela convalescença. Demais, ao Espírito cumpre progredir em ciência e em moral. Se somente se adiantou num sentido, importa se adiante no outro, para atingir o extremo superior da escala. Contudo, quanto mais o homem se adiantar na sua vida atual, tanto menos longas e penosas lhe serão as provas que se seguirem. Entretanto, pode ao menos o homem, na vida presente, preparar com segurança, para si, uma existência futura menos prenhe de amarguras. Pode reduzir a extensão e as dificuldades do caminho. Só o descuidoso permanece sempre no mesmo ponto.

"Compreendemos, destarte, que na variação de nossas experiências adquirimos, gradativamente, qualidades divinas, como sejam ...

• a energia e a ternura,
• a fortaleza e a humildade,
• o poder e a delicadeza,
• a inteligência e o sentimento,
• a iniciativa e a intuição,
• a sabedoria e o amor,
• até lograrmos o supremo equilíbrio em Deus."

Para que se efetue a jornada iluminativa do espírito é indispensável ...

• deslocar a mente,
• revolver as ideias,
• renovar as concepções
• e modificar, invariavelmente, para o bem maior o modo_íntimo_de_ser, tal qual procedemos com o solo na revivificação da lavoura produtiva ou com qualquer instituto humano em reestruturação para o progresso geral.

Negando-se, porém, a alma a receber o auxilio divino, através dos processos de transformação incessante que lhe são oferecidos, em seu benefício próprio, pelas diferentes situações de que os dias se compõem no aprendizado carnal, recolhe-se à margem da estrada, criando paisagens perturbadoras com desejos injustificáveis.
Na diversidade de suas experiências, o Espírito é obrigado a adaptar-se às condições fluídicas de cada_orge. Este é um imperativo para aquisição de seus valores evolutivos dentro das leis do aperfeiçoamento.

O progresso mental é o grande doador de renovação ao equipamento do espírito em qualquer plano de evolução.

É necessário encarar-se a situação dos desencarnados com a precisa naturalidade. Não há forças miraculosas para os seres humanos, como não existem igualmente para os espíritos. O livre-arbítrio relativo nunca é ab-rogado em todos nós; em conjunto, somos obrigados, em qualquer plano da vida, a trabalhar pelo nosso próprio adiantamento.

Todas as aquisições espirituais exigem perseverança no estudo, na observação e no serviço_aplicado. E devemos considerar que isso não infirma a necessidade de aprender sempre.

As experiências adquiridas pela alma constituem maravilhosas sínteses de percepção e sensibilidade, na condição de Espíritos libertos, mas especificam-se no equipamento de matéria_densa como núcleos de controle das manifestações da individualidade, perfeitamente analisáveis. É assim que a alma_encarnada possui no cérebro_físico os centros especiais que governam a cabeça, o rosto, os olhos, os ouvidos e os membros, em conjunto com os centros da fala, da linguagem, da visão, da audição, da memória, da escrita, do paladar, da deglutição, do tato, do olfato, do registro de calor e frio, da dor, do equilíbrio muscular, da comunhão com os valores internos da mente, da ligação com o mundo exterior, da imaginação, do gosto estético, dos variados estímulos artísticos e tantos outros quantas sejam as aquisições de experiência entesouradas pelo ser, que conquista a própria individualidade, passo a passo e esforço a esforço, enaltecendo-a pelo trabalho constante para a sublimação integral, à face de todas as vias de progresso e aprimoramento que a Terra lhe possa oferecer.

Somente os séculos, com o seu conseqüente aglomerado de experiências, conseguem modificar as disposições cármicas ou perispirituais de cada indivíduo.
No quadro exíguo dos vossos conhecimentos, busquemos uma figura que nos convoque ao sentimento de solidariedade e de amor que deve imperar em todos os departamentos da natureza visível e invisível.

• O mineral é atração.
• O vegetal é sensação.
• O animal é instinto,
• O homem é razão.
• O anjo é divindade.

Busquemos reconhecer a infinidade de laços que nos unem nos valores gradativos da evolução e ergamos em nosso íntimo o santuário eterno da fraternidade universal.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O Primado do Espírito


A humanidade atual, tanto quanto a que anteriormente perlustrou os caminhos terrenos, ainda está infelizmente imbuída da falsa ideia de que é preciso enriquecer materialmente para poder desfrutar situações de abastança, e prosperidade, como única razão de sua existência.

Nada mais errado do que semelhante conceito; nada mais falso do que tal convicção, filha do desconhecimento das leis do amor e do progresso moral que regem a vida em todos os mundos do Universo.

Tivessem os seres humanos um pouco mais de conhecimento daquelas leis, dispusessem os homens e mulheres de um pouco do seu tempo para meditar nos verdadeiros motivos de sua vinda à Terra, uma, duas, dez, vinte e mais vezes no decorrer de sua existência como seres humanos, tivessem todos um pouquinho mais de tempo para isso, e muitas desgraças, muitos crimes, muitas infelicidades deixariam de existir ao longo da existência, humana.

Exatamente porque uns e outros insistem em cuidar apenas dos interesses da matéria, visando exclusivamente à sua elevação entre os semelhantes à custa da posse da fortuna perecível, é que surgem os desentendimentos na sociedade humana, mercê de ambições que crescem de todos os lados, superpondo-se lamentavelmente ao primado do Espírito.

O primado do Espírito, que todos sabeis ser o predomínio dos interesses espirituais sobre os da matéria, significa para o ser humano a construção segura de sua verdadeira felicidade. É preciso esclarecer devidamente que o primado do Espírito é a única força a impulsionar a vida terrena dos encarnados, e é também a única que sobrevive, uma vez terminada a vida do corpo de cada um.

Ora, bem. Explicado assim que o encarnado nada mais é que um Espírito revestido de carne e ossos em sua estrutura física, e que tudo isso voltará a se desagregar ao cabo de uma existência demasiado curta, pois que em média ainda não atinge sequer a meio século — por que esse empenho denodado da grande maioria dos homens e mulheres de hoje, como o foram inúmeros do passado, em querer a todo custo reunir fortuna para que esta por sua vez se desagregue após sua partida, de regresso ao mundo espiritual?

Irmãos meus, já compreendestes bem que eu me empenho em esclarecer vossa mente física acerca do vosso próprio objetivo neste mundo, que é exatamente a aquisição de luz para o vosso Espírito. Infelizmente porém, nem todos manifestam desejo de aprofundar o assunto, sob a alegação de lhes faltar tempo e disposição para isso. Como eu lamento, irmãos meus, que tal pensamento manifesteis! Gostaria de poder eu próprio penetrar em vosso coração e nele gravar esta grande verdade bíblica: Ninguém consegue servir a Deus e Mamon. Ninguém consegue viver para o dinheiro, para a fortuna, para a abastança, vivendo ao mesmo tempo para o seu verdadeiro interesse. Deus, no caso da parábola, é o próprio indivíduo espiritual, é o Espírito que na Terra construiu um organismo físico desde o ventre materno e o alimenta através do tempo, até ao fim de sua peregrinação por este mundo terreno. Ao passo que Mamon é o interesse pura e simplesmente material, ligado exclusivamente à matéria perecível até ao seu desagregamento. Ninguém, por conseguinte, poderá viver ao mesmo tempo para os dois senhores, porque seus desígnios se distanciam cada dia que passa.

Enquanto, porém, os que vivem para o Espírito, pensando, agindo, operando em termos do Espírito, se sentem cada dia mais integrados nas leis divinas, ou no próprio Deus, sentindo a paz no coração, a tranquilidade de consciência, a felicidade enfim, aqueles que cultivam as leis de Mamon que são as leis da matéria, perecível como essas mesmas leis, sentem no íntimo do ser a intranquilidade, o temor, o receio de que a roda de sua fortuna possa vir a desandar, reduzindo a nada os seus castelos de cartas ou de areia que não resistem ao mais leve vendaval.

Uma vez esclarecida a diferença, será o caso de se perguntar a cada um dos leitores destes conselhos: Qual dos dois caminhos prefere você: o de Deus ou o de Mamon? Bem certo estou de que nenhum dos meus leitores vacilará um só instante em sua resposta em favor do caminho de Deus. Em verdade, irmãos queridos, não pode haver dúvida na escolha. E bem felizes se encontrarão a partir de agora os que, desconhecendo certos princípios espirituais, levaram vida cem por cento terrena, por assim dizer, até ao momento presente.

Todo interesse puramente material entrou em declínio na face da Terra, uma vez que a Terra mesma converter-se-á, muito breve, num dos mundos espiritualizados. Notai que eu não digo Mundo Espiritual, por ser isto impossível; porém mundo espiritualizado, onde deverá começar a predominância do primado do Espírito.

E o que vem a ser o primado do Espírito? — perguntareis vós. Eu vos responderei pleno de satisfação que o primado do Espírito é a característica de todos os mundos evoluídos. Um mundo em que predomine o primado do Espírito, é um mundo onde a paz e o entendimento fraternal entre seus habitantes constitui a sua constante, onde as lutas fratricidas, os apetrechos bélicos, as condições de domínio de uns sobre os outros, a discriminação racial, foram completamente banidos. O primado do Espírito é, numa palavra, o ideal na vida de todos os povos espiritualmente evoluídos.

Os mundos onde o primado do Espírito exerce completa predominância, permutam-se continuamente mensagens de amor e fraternidade, possuindo comunicações tão rápidas e perfeitas entre si, muito semelhantes ao vosso sistema radiotelegráfico.

Do Alto têm sido observados com muito carinho os esforços dos cientistas terrenos em suas tentativas de comunicação com outros planetas do sistema solar em que viveis.

Embora isto já represente um certo adiantamento científico em vosso tempo, tais objetivos não serão concretizados antes das transformações por que está próxima de passar a humanidade de hoje, assim como as condições peculiares da própria Terra. Quando a massa de pensamentos bons, sadios, puros, elevados, sobrepujar a de pensamentos grosseiros, ambiciosos e maus, aí sim, poderemos esperar para breve a ligação interplanetária, independente de foguetes nem de satélites artificiais. Essa ligação se fará através de meios outros que surgirão na Terra aproximadamente dentro de meio século, e muito há de contribuir para o adiantamento da humanidade da época.

Isto tudo, irmãos queridos, só pode acontecer com o apoio e orientação das Forças do Bem que superintendem a vida desta humanidade de hoje. Vós todos que me ledes podeis começar a contribuir desde hoje para essa desejada era, reformando vossa própria maneira de viver, abandonando velhos hábitos incorretos ou malsãos que têm dificultado até agora a vossa iluminação espiritual, pelo desconhecimento dos princípios de que ora venho falar-vos.

Se Nosso Senhor Jesus Cristo puder receber de cada um de vós, ao fim do vosso dia de trabalho, a prece de agradecimento com o pedido daquilo que vos falte, podeis ter então a certeza certa de estardes contribuindo seguramente para o advento da era de paz e de felicidade em que muito justamente desejareis viver.

Fazei isso meus queridos, e, sempre que alguma dúvida vos ocorrer neste caminho, chamai sinceramente por este vosso dedicado amigo que logo estará convosco, o vosso — Irmão Tomé. (Mensagem Espiritual)


Todos os direitos da presente mensagem são reservados para Editora e Distribuidora 33

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O Espírito



Um dia, um médico materialista resolveu questionar um de seus pacientes que ele sabia ser seguidor da doutrina espírita.

Enquanto examinava o rapaz o médico foi logo perguntando:

“Você tenta ajudar os espíritos com a sua doutrina?”
“Sim!” Respondeu.
“Você já viu um espírito?”
“Não!” Disse o paciente.
“Você já ouviu um espírito falando?”
“Não!” Falou o espírita.
“Você já sentiu algum espírito?”
“Não!”

“Pois bem”, completou triunfante o médico, “temos aí três argumentos contra, e um a favor da existência do espírito ou da alma. Logo se conclui que, segundo a lógica, não existe nem um, nem outra.”

O paciente então perguntou ao médico:

“Você, como médico, já viu uma dor?”
“Claro que não!” Respondeu rápido.
“Você já provou uma dor?”
“Não!”
“Você já cheirou uma dor?”
“Não!”
“Você já sentiu uma dor?”
“Sim!” Disse, finalmente o médico.

“Pois bem,” concluiu o paciente, “temos aí três argumentos contra e um a favor da existência da dor. Apesar disso, você sabe que existe a dor, e eu sei que existem espíritos!”

Somos feitos de sombra e luz. Somos seres materiais, sujeitos a todas as mudanças da matéria. E somos espíritos, com riquezas latentes e esperanças radiosas.

Cada alma humana é uma projeção do grande foco eterno. Temos em nós os instintos dos animais mais ou menos comprimidos pelo trabalho longo e pelas provas das existências passadas.

Temos também em nós a crisálida do anjo, do ser radioso e puro, que podemos vir a ser pelas aspirações do coração e pelo sacrifício constante do eu.

Somos seres que tocamos as profundezas sombrias do abismo, com os pés e com a fronte, as alturas fulgurantes do céu.

Quanto mais se eleva o espírito e se purifica, tanto mais se torna acessível às vozes do alto.

Tudo o que vem da matéria é instável. Tudo passa. Tudo foge. Os montes a pouco e pouco vão sendo abatidos pela ação dos elementos.

As maiores cidades se convertem em ruínas. Os astros se acendem, resplandecem. Depois apagam-se e morrem.

Só a alma é imperecível, imortal.

Acima das civilizações extintas, sobrevivem as almas.

Através dos tempos, a alma caminha, adquirindo conhecimento. Vê sempre se abrirem novos campos de estudos e descobertas.

Paulatinamente, vai descobrindo que por toda parte reina a ordem, a sabedoria, a providência e seu entusiasmo e sua confiança aumentam cada vez mais.

Seu destino é a perfeição. À medida que vai adquirindo virtudes, ela saboreia de maneira mais intensa as felicidades da vida espiritual.

***

Deus conhece todas as almas, que formou com o seu pensamento e o seu amor.

Ele as deixa percorrer vagarosamente as vias sinuosas, subir os desfiladeiros sombrios das existências terrestres, acumular pouco a pouco em si os tesouros de paciência, de virtude e de saber, que se adquirem na escola do sofrimento.

Mais tarde, amadurecidas pelos raios do sol divino, saem da sombra dos tempos e suas faculdades desabrocham em feixes deslumbrantes.

Daí em diante são luz que irradia e se revela em obras refletindo o próprio criador.



Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir de mensagem de autor desconhecido, e do cap. IX do livro O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis, ed. FEB.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Espírito e Matéria


Se a matéria existe desde toda a eternidade, como Deus, ou foi criada por Ele em dado momento, só Deus o sabe. Há uma coisa, todavia, que a razão deve indicar: é que Deus, modelo de amor e caridade nunca esteve inativo. Por mais distante que logremos imaginar o início de Sua ação, não conseguiremos concebê-Lo ocioso, um momento que seja.

Define-se geralmente a matéria como sendo - o que tem extensão, o que é capaz de nos impressionar os sentidos, o que é impenetrável, ou ainda, matéria é tudo o que tem massa e ocupa um lugar no espaço, ou seja, possui volume, ex.: madeira, ferro, água, areia, ar, etc. Do nosso ponto de vista, como encarnado, estas definições são exatas, porque só podemos falar do que conhecemos. Mas a matéria existe em estados que ignoramos. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil que nenhuma impressão nos cause aos sentidos. Contudo, é sempre matéria. Para os espíritos, porém, não o seria. A definição que podemos dar da matéria é de que ela é o laço (1) que prende o Espírito; é o instrumento de que este se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação. Deste ponto de vista, pode dizer-se que a matéria é o agente, o intermediário com o auxílio do qual e sobre o qual atua o Espírito.

O espírito (alma) é o princípio inteligente do Universo (2).

Não é fácil analisar a natureza íntima do espírito, com a nossa linguagem, por não ser palpável, entretanto, para os Espíritos desencarnados é alguma coisa. É útil frisar que coisa nenhuma é o nada e o nada não existe.

A inteligência é um atributo essencial do espírito, porém, ambos se confundem num princípio comum, de sorte que, para nós, parecem que são a mesma coisa.

O espírito e a matéria são distintos um do outro, mas, a união de ambos é necessária para o espírito intelectualizar a matéria.

Essa união é igualmente necessária para a manifestação do espírito, (Aqui deve-se entender por espírito o princípio da inteligência, abstração feita das individualidades que por esse nome se designam.) porque não temos uma organização apta a perceber o espírito sem a matéria, ou seja, nossos sentidos não são apropriados para perceber o espírito.

Poder-se-á conceber o espírito sem a matéria e a matéria sem o espírito pelo pensamento.

Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material tem que se juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o espírito possa exercer ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja lícito classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o espírito não o fosse. Está colocado entre o espírito e a matéria; é fluido, como a matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conhecemos uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá. Esse fluido é suscetível de inúmeras combinações. O que chamamos fluido elétrico, fluido magnético, são modificações do fluido universal, que não é, propriamente falando, senão matéria mais perfeita, mais sutil e que podemos considerar independente.

Um fato patente domina todas as hipóteses: vemos matéria destituída de inteligência e vemos um princípio inteligente que independe da matéria. A origem e a conexão destas duas coisas nos são desconhecidas. Se promanam ou não de uma só fonte; se há pontos de contato entre ambas; se a inteligência tem existência própria, ou se é uma propriedade, um efeito; se é mesmo, conforme a opinião de alguns, uma emanação da Divindade, ignoramos. Elas se nos mostram como sendo distintas; daí o considerarmo-las formando os dois princípios constitutivos do Universo. Vemos acima de tudo isso uma inteligência que domina todas as outras, que as governa, que se distingue delas por atributos essenciais. A essa inteligência suprema é que chamamos Deus.


in O Livro dos Espíritos, Cap. II, Elementos Gerais do Universo, Livro primeiro, qq. 21 à 28. Obra codificada por Allan Kardec

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Especial do Mês


O Manancial de Luz reinaugura hoje as suas atividades com o tema especial do mês “O Primado do Espírito”. A reencarnação e a progressão dos espíritos, o espiritismo e a era do espírito, o espírito e a transição planetária são algumas das abordagens dos nossos artigos, mensagens mediúnicas e de autores espíritas trazendo elucidações sobre o espírito como “princípio inteligente do universo” em sua correlação com a matéria.

Agradeço aos nossos leitores, visitantes do blog e a Deus pela oportunidade de compartilhar esse estudo desejando a todos muita paz e realizações para esse novo ano que já se iniciou.

Sejam sempre bem vindos ao nosso blog!

Abraços fraternos!
Carlos Pereira

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Férias no Manancial de Luz



Prezado visitante,

Após cinco anos de atividade ininterrupta, comunicamos que iniciamos a partir desta data o primeiro período de férias do Manancial de Luz. Faremos uma pausa com as nossas postagens durante todo o mês de janeiro para retornarmos com as nossas atualizações a partir do dia 1º de fevereiro trazendo novidades.

Agradeço pela vossa compreensão,


Abraço fraterno!
Carlos Pereira

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Um Feliz Ano Novo


Feliz Ano Novo


Que este novo ano chegue iluminado para todos; repleto de paz, amor e alegrias renovadas.

Um feliz 2014 para todos!


São os votos de

Carlos Pereira - Manancial de Luz

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Versos de Natal



Enquanto a glória do Natal se expande
Na alegria que explode e tumultua,
Lembra o Divino Amigo, além, na rua...
E repara a miséria escura e grande.
Aqui, reina o Palácio do Capricho
Que a louvores e júbilos se entrega,
Onde a prece ao Senhor é surda e cega
E onde o pão apodrece sobre o lixo.
Ali, ergue-se a Casa da Ventura,
Que guarda a fé por fúlgido tesouro,
Onde a imagem do Cristo, em prata e ouro,
Dorme trancada em cárceres de usura.
Além, é o Ninho da Felicidade
Que recorda Belém, cantando à mesa,
Mas, de portas cerradas à tristeza
Dos que choram de dor e de saudade.
Mais além, clamam sinos com voz pura:
- Jesus nasceu! - o Templo dos Felizes
Que não se voltam para as cicatrizes
Dos que gemem nas chagas de amargura...
Adiante, o Presépio erguido em trono
Louva o Rei Pequenino e Solitário,
Olvidando os herdeiros do Calvário
Sobre as cinzas dos catres de abandono.
De quando em quando, o Mestre, em companhia
Daqueles que padecem sede e fome,
Bate ao portal que lhe relembra o nome,
Mas em resposta encontra a noite fria.
E quem contemple a Terra que se ufana,
Ante o doce esplendor do Eterno Amigo,
Divisará, de novo, o quadro antigo:
- Cristo esmolando asilo na alma humana.
Natal!... O mundo é todo um lar festivo!...
Claros guizos no ar vibram em bando...
E Jesus continua procurando
A humilde manjedoura do amor vivo.
Natal! Eis a Divina Redenção!...
Regozija-te e canta, renovado,
Mas não negues ao Mestre desprezado
A estalagem do próprio coração.


Pelo Espírito Cármen Cinira

Do livro Instruções Psicofônicas, de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos. FEB. Capítulo 40.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Um Feliz Natal

Montagem criada Bloggif


As luzes do Natal celebra o renascimento de Jesus a cada dia em nossos corações.

Que o espírito do Natal renove em nós com júbilos festivos a fé inabalável da chegada de um novo tempo de paz e amor!

A todos um feliz Natal!

São os votos de
Carlos Pereira - Manancial de Luz.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Presépio de Francisco


Fato histórico e pouco lembrado é a origem da representação do nascimento de Jesus. No Natal do ano de 1223, de modo nunca visto, Francisco de Assis celebrou a efeméride na cidade de Greccio, na Itália. Reproduziu o Natal de Jesus de uma maneira realística. Entendia que as pessoas, em geral, estavam muito esquecidas do Mestre e que a cena da manjedoura poderia fazer com que os fiéis vissem “com os olhos do corpo os desconfortos sofridos pelo menino Jesus”.

Francisco não teria sido o inventor do presépio, que já seria hábito em algumas catedrais, mas inovou na maneira da representação e nos objetivos. Destacou o renascimento de Cristo nos corações e, diferente de outras prédicas da época, falou da misericórdia e doçura de Deus.

Há relatos de que Francisco encomendou a seu amigo Giovanni Velita, 15 dias antes do Natal, a preparação de um cenário adequado:

Quero representar aquele menino nascido em Belém como se de alguma maneira tivesse diante dos olhos os desconfortos que teve...

E assim, uma representação com pessoas, na qual o próprio Francisco veste-se como diácono e, com sua bela voz, canta o Evangelho, marcou o primeiro presépio. O inovador fez adequações e introduziu a presença do boi e do asno, que não fazem parte do relato evangélico da Natividade, e teriam sido acrescentados pelos Evangelhos apócrifos.

Mas, Francisco considerou o boi e o asno indispensáveis para a composição de seu teatro sacro.

Consta que, previamente, Francisco teria submetido ao papa a ideia de um presépio. Além de destacar a simplicidade da vinda do Cristo, o presépio de Greccio também assinala o início de uma tradição que elimina a necessidade da viagem até a Terra Santa e da sua defesa, como era comum no contexto da vida de Francisco, na época das Cruzadas. Com a ideia da representação e dos subsequentes presépios, Greccio se torna como que uma nova Belém. Esta cidade passa a estar presente nos lares, em todas as partes do mundo cristão. Todavia, a principal intenção de Francisco era que o nascimento do Cristo devesse estar bem vivo nos corações das pessoas. Na época, o cenário da vida do menino Jesus jazia esquecido no coração de muitos e por meio de Francisco foi ressuscitado e sua lembrança impressa numa memória novamente partícipe.

A representação do Natal de forma simples encontra-se dentro de um conjunto de ações e coerente com a trajetória do iluminado inovador:

Seu exemplo de simplicidade e de amor, de singeleza e de fé, contagiou numerosas criaturas, que se entregaram ao santo mister de regenerar almas para Jesus.

A interpretação de que Belém pode estar próxima a todos é interessante e pode ser levada para outras dimensões, ampliadas pela visão espírita. A epopeia do Natal e até as homenagens simbolizadas pelo presépio devem ser encaradas com simplicidade e ternura. Sem o foco principal na representação material, a evocação da simbologia da Natividade deve contribuir para o robustecimento da mensagem do Cristo nos corações dos homens, inclusive nas cotidianas reuniões do Evangelho no lar.

A Espiritualidade superior tem sido pródiga em elucidações sobre o significado do Natal. Entre muitos textos, destacamos da “Prece diante da manjedoura”, de Emmanuel:

Senhor, diante da manjedoura em que nos descerras o coração, ensina-nos a abrir os braços para receber-te.

E, em outra mensagem do mesmo autor espiritual:

As lembranças do Natal, porém, na sua simplicidade, indicam à Terra o caminho da manjedoura. [...]

Emmanuel também comenta sobre a contínua busca pelo Cristo e até recorda as constantes expectativas de muitos por um eventual retorno do Cristo. O Orientador espiritual é claro:

Os homens esperam por Jesus e Jesus espera igualmente pelos homens.[...]

Cristianismo significa Cristo e nós.

A simbologia do presépio deve ser alerta e estímulo para que, a cada Natal, a mensagem do Cristo seja introjetada nos nossos corações e represente o roteiro para o caminho que devemos percorrer. Reaviva uma mensagem que já se encontra há dois mil anos entre nós. E a comemoração do Natal é realizada num momento, geralmente, de reflexões e influxos positivos, coincidindo com os preparativos para o novo ano, que se inicia poucos dias após as festividades do Natal. Sem dúvida, uma boa lembrança e inspiração para se refletir sobre o ano que finda e as esperanças do ingresso no Ano Novo.

É notável como “a epopeia da vida do mensageiro do Cristianismo, Francisco de Assis, foi um marco para a história da Humanidade”, legando-nos também o pioneirismo do significado da representação do Natal de Cristo.

Os objetivos maiores de Francisco para esta ação histórica são válidos até nossos dias, pois, independentemente de qualquer representação material, o Natal deve ser um reforço para as reflexões sobre a essência do Cristianismo, e – redivivo na forma do Consolador Prometido –, entendemos que o Espiritismo tem grande contribuição a ser consolidada com a Humanidade para a vivência da paz, do bem e da simplicidade, atuando junto a todas faixas sociais e etárias.


Antonio Cesar Perri de Carvalho


Fonte: Núcleo Espírita Mensageiros do Bem

Referências:

1CIANCHETTA, Romeo. A vida de São Francisco ilustrada. Trad. Elias Augusto José. Assis: Ed. Litovald, 2010. Cap. O Natal de Greccio.
2SPOTO, Donald. Francisco de Assis: o santo relutante. Trad. S. Duarte. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. p. 292-294.
3FRUGONI, Chiara. Vida de um homem: Francisco de Assis. Trad. Federico Carotti. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 120-123.
4XAVIER, Francisco C. A caminho da luz. Pelo Espírito Emmanuel. 37. ed. 3. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. 18, it. Os franciscanos, p. 191.
5______. Antologia mediúnica do natal. Espíritos diversos. 6. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2009. Cap. 12.
6______. ______. Cap. 21, p. 58.
7______. Fonte viva. Pelo Espírito Emmanuel. ed. esp. 3. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. Cap. 17.
8CARVALHO, Antonio Cesar Perri de. A simplicidade de Francisco de Assis. In: Reformador, ano 129, n. 2.184, p. 34(112)-35(113), mar. 2011.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Súplica do Natal



Na noite santificada,
Em maravilhas de luz,
Sobem preces, cantam vozes
Lembrando-Te, meu Jesus!

Entre as doces alegrias
De Teu Natal, meu Senhor,
Volve ao mundo escuro e triste
Os olhos cheios de amor.

Repara conosco a Terra,
Angustiada e ferida,
E perdoa, Mestre Amado,
Os erros de nossa vida.

Onde puseste a alegria
Da paz, da misericórdia,
Desabam tormentas rudes
De iniquidade e discórdia.

No lugar, onde plantaste
As árvores da união,
Vivem monstros implacáveis
De dor e separação.

Ao longo de Teus caminhos
Sublimes e abençoados,
Surgem trevas pavorosas
De abismos escancarados.

Ao invés de Teus ensinos
De caridade e perdão,
Predominam sobre os homens
A sombra, o crime, a opressão.

Perdoa, Mestre, aos que vivem
Erguendo-Te a nova cruz!
Dá-nos, ainda, a bonança
De Tua divina luz.

Desculpa mundo infeliz
Distante das leis do bem,
Releva as destruições
Da humana Jerusalém...

Se a inteligência dos homens
Claudicou a recaiu,
A Tua paz não mudou
E ao Teu amor não dormiu.

Por isso, ó Pastor Divino,
Nos júbilos do Natal,
Saudamos a Tua estrela
De vida excelsa e imortal.

Que o mundo Te guarde a lei
Pela fé que nos conduz
Das sombras de nossa vida
Ao reino de Tua luz!...


Casimiro Cunha


Do livro Antologia Mediúnica do Natal, de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Natal de Jesus



Acompanhe a mensagem:


Natal de Jesus


Toda vez que o Natal retorna, Sua figura é lembrada com maior vigor. Alguns permanecem na tentativa de negar-Lhe a existência, afirmando que tudo é fruto de lenda.

Outros, que na Sua existência acreditam, perdem-se em datas e números, tentando descobrir quando Ele verdadeiramente nasceu.

O que se sabe é que até o Século IV, os cristãos do Mundo comemoravam o Seu natalício em diferentes meses e dias, motivo pelo qual a Igreja optou por determinar a data de 24 de dezembro, a fim de que todos os Seus seguidores se unissem para o mesmo evento, como um único coração.

Estranham alguns que tudo que se refira à figura humana do Cristo seja tão obscuro. Não se sabe com exatidão quando e onde nasceu, quase nada se tem a respeito de Sua infância e adolescência.

Mesmo após a Sua morte, não nos legou senão uma tumba vazia, tendo desaparecido Seu corpo, sepultado em lugar ignorado talvez.

Exatamente porque, desde o primeiro dia entre nós Ele, Jesus, insistiu em afirmar que a mensagem é mais importante do que o homem.

Contudo, algo existe em torno do qual ninguém discute, todos se irmanam. Ele legou à Humanidade o mais belo tesouro de todos os tempos: a lição do amor, o amor por excelência que foi.

Desde Seu nascimento na calada da noite à Sua morte infamante na cruz, a Sua foi a vida dos que amam em totalidade.

Por isso mesmo é que não temos as notícias de Jesus no seio de Sua família, convivendo com os Seus. A Sua família era a Humanidade e com ela esteve em Seu messianato.

Amou a multidão e a serviu. Falou de coisas profundas, utilizando figuras e linguagem acessíveis ao povo, que desejava uma mensagem diferente de todas as que ouvira até então.

A Sua voz tinha especial entonação e quando se punha a declamar a poesia dos Céus, extasiava as almas. Os simples O seguiam, os desejosos de aprender e os que ansiavam pelo consolo de suas feridas morais O ouviam atenciosos.

Sua mensagem era dirigida a todos os seres, nos diferentes estágios evolutivos, para as diferentes idades.

Dirigiu-Se à criança, convidou os moços a segui-lO, arrebanhou homens e mulheres em plena madureza, alentou a velhice.

Sua vida foi um contínuo servir. Ninguém antes dEle e ninguém depois realizou tamanha revolução no campo das ideias, semeando na terra dos corações, em tão pouco tempo.

Menos de três anos...
Sua mensagem, impregnada do perfume de Sua presença, prossegue no mundo, arrebanhando as almas.

Definindo-se como o Caminho, a Verdade e a Vida, Ele é também o consolo dos aflitos, a luz para os que andam em trevas densas, o amparo dos que se sentem desalentados e sós.

Seu nome é Jesus. Sua mensagem é a do amor perene. Seus ditos e Seus feitos constituem os Evangelhos.

A comemoração do Seu natalício a todos nos motiva a amar, doar e perdoar. E só há Natal porque Ele veio para os Seus irmãos, para nós e nos legou a mensagem Divina que fala de paz, de harmonia e de belezas espirituais.

* * *

Aproveitemos os dias do Natal que estamos vivendo para meditar a respeito dos ensinos de Jesus.

Aproveitemos mais: coloquemos em prática ao menos alguns deles.

E entre os presentes e mimos que distribuiremos em nome dEle, não nos esqueçamos de colocar uma parcela do nosso coração.

Não esqueçamos: é Natal.


Redação do Momento Espírita em 22.12.2012.
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