sexta-feira, 18 de março de 2011

Ciência e Espiritualidade – Mal de Alzheimer

Visão médico-espírita para a doença de Alzheimer numa entrevista com a geriatra, Dra. Alessandra Granero ao programa Ciência e Espiritualidade, da TV Mundo Maior.


quinta-feira, 17 de março de 2011

Estudando a Depressão - Divaldo Franco

Áudio completo do Seminário “Estudando a Depressão”, realizado pelo médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco, discorrendo sobre um tema que existe desde a antiguidade e está cada vez mais presente em nosso dia a dia.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O Poder do Pensamento


Fisiologia do Pensamento


Por Graça Menezes *


O fluido mental é formado por partículas que tem suas características próprias, como sugere a activação mental visibilizada pela tomografia por emissão de positrões.

Dentro de uma visão global do Homem podemos resumidamente considerar uma interação em "via de mão dupla" que vai do espírito para o perispírito, do perispírito para o sistema nervoso, que por sua vez transmite às glândulas endócrinas, que por fim expressam a vontade do espírito para todo o corpo físico. Assim como, as sensações físicas percorrem o caminho inverso impressionando, por sua vez, o princípio inteligente.

Esta é uma visão abrangente, contudo reducionista da integração espírito-corpo, mas que deixa claro o papel do sistema nervoso como receptor principal, em relação a matéria, da vontade do espírito.

Na codificação encontramos a explicação de que o perispírito é ligado ao corpo físico célula a célula, expressão esta lembrada e detalhada por André Luiz, na sua obra. No entanto, apesar desta total ligação perispírito-corpo, existem pontos específicos de ligação para a manifestação do espírito, e estes pontos estão no sistema nervoso, traduzido pelo neurônio que encerra nos corpúsculos de Nissi a energia nutritiva emanada do plano espiritual; no pigmento ocre de lipofuscina o fator de fixação perispirítico, que liga o perispírito de forma mais ou menos intensa dependendo do grau de evolução do espírito e sua relação mais ou menos intensa com o plano material; e, finalmente, nas mitocôndrias neuronais o canal receptor dos comandos espirituais.

Temos ainda nessa interface a glândula epífise ou pineal como receptor capaz de detectar informações do plano espiritual e as emanações magnéticas do plano material, servindo de antena poderosa que informa o espírito encarnado do plano etérico, glândula esta, diretamente ligada ao centro de força coronário que se encontra no duplo etérico, formando assim a interface espírito-corpo.

O centro coronário por sua vez, utiliza-se do centro frontal, que está diretamente relacionado à glândula hipófise, e através desta transmite os avisos, impulsos, ordens e sugestões mentais aos órgãos, tecidos e células.

Por este sistema verte o fluído mental, secreção da mente, e não do cérebro, que se difunde pelos caminhos neurais a todo o córtex, via glândula pineal, e posteriormente a todo corpo biológico por ação glandular e nervosa.

Quanto ao fluido mental, pode ser denominado de "matéria-psí", visto que o pensamento é matéria, formado por partículas que tem suas características próprias, como sugere a ativação mental visibilizada pela tomografia por emissão de pósitrons (PET-Scan), demarcando áreas específicas do cérebro em funcionamento conforme a utilização da mente seja para ouvir, ver ou raciocinar. São estas características que organizam a psicosfera, ou halo psíquico e conseqüentemente o corpo físico, trazendo harmonia ou desequilíbrio de acordo com o seu emprego.

As partículas dessa "matéria-psi" são manipuláveis e compõe elementos "vivos" de pensamento com comportamento e trajetória de acordo com os sentimentos de inteligência que os conduz.

O pensamento influi e comanda, modelado pela vontade do espírito, agindo sobre si mesmo, ou sobre o objetivo ao qual se destina.

De onde conclui-se que o corpo biológico reflete a psicosfera, que influi, sem dúvida, na saúde física de forma positiva ou negativa a depender da qualidade da "matéria-psi" que venhamos a emanar. Logo, o aforismo “Mente sã em corpo são" mais representativo seria como "Corpo são em mente sã".


* Médica especialista em Cardiologia com sub-especialização em Arritmologia. Pós-graduada pela Universidade de Barcelona, Espanha e Vice-Presidente da AME Porto – Associação Médico-Espírita da Área Metropolitana do Porto.

terça-feira, 15 de março de 2011

Criacionismo X Darwinismo


Por Décio Iandoli Jr. *

Antes de mais nada é necessário que se faça a correção de um equívoco, para se fazer Justiça ao Sr. Charles Robert Darwin, já que a vertente que, hoje, que se denomina darwinista, é na verdade Neodarwinista. É que Darwin, após a conclusão de seu trabalho, chamou a atenção para o fato de que sua teoria não era capaz de explicar tudo, mas parte da evolução das espécies, e afirmou na conclusão de seu livro que “A origem da vida foi planejada primitivamente por um criador”.

Foram os neodarwinistas que preencheram, algumas das lacunas deixadas por Darwin, com as leis da genética, e atribuíram ao “acaso” aquilo que não puderam explicar.

Posto isso, podemos perceber que o embate que se observa atualmente, ocorre entre criacionistas e neodarwinistas, justamente no momento em que crescem as evidências e as constatações de que o “acaso” é absolutamente inconsistente para explicar a origem da vida no planeta, assim como o seu desenvolvimento ao patamar que observamos hoje.

O argumento de que é necessário admitir-se a existência de uma inteligência criadora, chamada pelos criacionistas de “design inteligente”, é muito forte e já muito bem defendido pelo bioquímico americano Michel J. Behe em seu livro “A caixa preta de Darwin”, muitas são as evidências que tem se acumulado, diante do espetacular avanço da ciência, principalmente em se tratando da biologia molecular, que inviabilizam o “acaso” como fonte criadora, o que faz com que o Dr. Behe não esteja sozinho quando defende sua teoria da “Origem planejada da vida”. Cientistas como o próprio Dr. Francis Crick (prêmio Nobel pela descoberta da estrutura helicoidal do DNA), François Jacob, M. Schutzemberg, Lynn Margulis, Igor e Grichka Bogdanov, Jean Guitton, apenas para citar alguns, tem esta mesma convicção, ou seja, o acaso não pode ser utilizado como hipótese válida para explicar a origem da vida e as mutações genéticas que promovem as modificações úteis que fazem evoluir as espécies.

Entretanto, admitir que esta intencionalidade tenha produzido os seres vivos à maneira como os conhecemos hoje, é fechar os olhos para tudo aquilo que a biologia estudou e constatou desde, pelo menos, 1859, quando foi lançado o livro “The Origin of Species”, para dizer o mínimo. O próprio projeto genoma, encontrou inúmeras semelhanças entre o genoma humano e o genoma de espécies mais primitivas; seqüências de genes tem sido identificadas, por exemplo, como marcos evolutivos. Entre os vertebrados, por exemplo, foi identificada uma seqüência de genes que se repetem a partir do mais primitivo ao mais complexo animal deste grupo, denotando a aquisição desta característica evolutiva que é mantida e acrescentada a partir de sua conquista.

A discussão acirrada entre criacionistas e neodarwinistas revela-nos que os dois lados têm razão e, estão errados ao mesmo tempo, acusando a falta de uma peça neste quebra-cabeças, de um dado que possa preencher, de forma definitiva, as últimas lacunas deixadas por Darwin. Este dado é a reencarnação, que não só explica os processos de geração e desenvolvimento da vida, como dimensiona, o criador do ser vivo, que é seu princípio inteligente (não podemos e não devemos nos esquecer que Deus é a causa primária de todas as coisas, mas não a causa imediata, do contrário não haveria dor, injustiça, imperfeições).

A reencarnação descortina à ciência um novo e amplo horizonte de pesquisa, onde a transdimensionalidade dos seres vivos passa a ser seu foco de atenção, e o modelo organizador biológico, descrito pelo nosso querido Dr. Hernani Guimarães Andrade, seu objeto imediato de estudo.

Os caminhos que levam a ciência à conclusão de que o materialismo reducionista está esgotado, já foram, na minha opinião, totalmente percorridos, porém, ainda nos resta o que, talvez, seja a parte mais difícil, qual seja, superar os preconceitos arraigados de parte a parte, dos dogmáticos da religião aos da ciência, pois como disse Albert Einstein “É mais fácil desintegrar o núcleo de um átomo do que um preconceito”.

Nota. Tive a oportunidade de desenvolver, de maneira mais detalhada, este tema em um dos capítulos do livro “A reencarnação como lei biológica” publicado pela FE, além de poder trazer toda a argumentação acerca das relatadas evidências que inviabilizam a teoria do “acaso” como fonte criadora. Discutimos desde o conceito de vida até as revelações mais recentes da neurociência, usadas como base para nossa argumentação.


* Médico Cirurgião e Doutorado em medicina pela UNIFESP-EPM.
Professor titular da cadeira de Fisiologia nos cursos de Fisioterapia, Farmácia e Biologia da Universidade Santa Cecília (UNISANTA).
Responsável pela disciplina de Saúde e Espiritualidade do curso de Gerontologia da UNISANTA, Vice-presidente da Associação Médico-Espírita de Santos (AME-Santos).
Autor dos livros “Fisiologia Transdimensional”, “Ser Médico e Ser Humano” e “A Reencarnação Como Lei Biológica” editados pela FE.

segunda-feira, 14 de março de 2011

As Explicações do Espiritismo sobre os Desencarnes Coletivos


Autor: Walter Frota Fontenele


As dolorosas ocorrências dos últimos desastres naturais, causando a morte de homens, mulheres e crianças aparentemente inocentes, traz novamente, de forma mais intensa e angustiosa a velha questão: por quê? Por que acontecem essas tragédias coletivas? Outras questões ficam ainda sem respostas: por que pessoas que estavam lado a lado, umas morreram e outras conseguiram se salvar? Por que alguns foram poupados e outros receberam o impacto de várias toneladas de terra e pedras sobre seus pobres corpos?

Muitas religiões, crenças e doutrinas, tentam explicar o porquê de todo esse sofrimento. Alguns que se dizem ateus, dizem que tudo isso é obra do destino, que Deus não existe e por isso mesmo não poderia ser culpado por todos esses desastres e mortes.

Para grande parte dos seres humanos, essas mortes (provas) coletivas ainda constituem um enigma sem solução, pois eles desconhecem os mecanismos da Justiça de Deus, que diz que dentre suas Leis Naturais, existe uma que trata de tudo isso que é a Lei de causas e efeitos.

Na literatura Espírita existem muitos relatos de tragédias recentes como essas, bem como outras de triste memória: Quem não lembra do incêndio do Edifício Joelma? Do incêndio de um circo completo em Niterói? Das Tsunamis? Dos diversos desastres de avião que ocorreram nos anos de 2008 e 2009? Diante de todos esses desastres, não deixam de surgir revolta, desesperos e descrenças. Menciona-se que Deus castiga sem dó e sem piedade, ou que pouco se importa com os sofrimentos da humanidade. Nessas horas, muitas pessoas chegam a comparar o Criador com os pais terrenos, e nesse confronto, muitas das vezes Deus perde para os pais terrenos porque eles zelam e cuidam dos seus filhos e querem sempre o melhor para eles.

Esses flagelos destruidores ocorrem de todos os tempos, e Kardec que foi o codificador do Espiritismo não fugiu a esse tema, e nas questões 737 a 741 do Livro dos Espíritos, interrogou os Espíritos Superiores. Vejam o que eles responderam a essas questões:

Questão Nº. 737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?

“Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são freqüentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.”

Questão Nº. 738. Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros meios que não os flagelos destruidores?

“Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios.

Necessário, “portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza.”

a) - Mas, nesses flagelos, tanto sucumbe o homem de bem como o perverso. Será justo isso?

“Durante a vida, o homem tudo refere ao seu corpo; entretanto, de maneira diversa pensa depois da morte. Ora, conforme temos dito a vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no vosso mundo não passa de um relâmpago na eternidade. Logo, nada são os sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto vos queixais. Representam um ensino que se vos dá e que vos servirá no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, formam o mundo real. Esses os filhos de Deus e o objeto de toda a Sua solicitude. Os corpos são meros disfarces com que eles aparecem no mundo. Por ocasião das grandes calamidades que dizimam os homens, o espetáculo é semelhante ao de um exército cujos soldados, durante a guerra, ficassem com seus uniformes estragados, rotos, ou perdidos. O general se preocupa mais com seus soldados do que com os uniformes deles.”

b) - Mas, nem por isso as vítimas desses flagelos deixam de o ser.

“Se considerásseis a vida qual ela é e quão pouca coisa representa com relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Em outra vida, essas vítimas acharão ampla compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.”

Venha por um flagelo à morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo.

Se, pelo pensamento, pudéssemos elevar-nos de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la em seu conjunto, esses tão terríveis flagelos não nos pareceriam mais do que passageiras tempestades no destino do mundo.

Questão Nº. 739. Têm os flagelos destruidores utilidade, do ponto de vista físico, não obstante os males que ocasionam?

“Têm. Muitas vezes mudam as condições de uma região. Mas, o bem que deles resulta só as gerações vindouras o experimentam.”

Questão Nº.740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por colocarem-no a braços com as mais aflitivas necessidades?

“Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo.”

Questão Nº.741. Dado é ao homem conjurar os flagelos que o afligem?

“Em parte, é; não, porém, como geralmente o entendem. Muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os vai podendo conjurar, isto é, prevenir, se lhes sabe pesquisar as causas. Contudo, entre os males que afligem a Humanidade, alguns há de caráter geral, que estão nos decretos da Providência e dos qual cada indivíduo recebe, mais ou menos, o contragolpe. A esses nada pode o homem opor, a não ser sua submissão à vontade de Deus. Esses mesmos males, entretanto, ele muitas vezes os agrava pela sua negligência.”

A Doutrina Espírita tem extensa contribuição a oferecer no entendimento da questão, onde se compreende a justiça, bondade e misericórdia de Deus para com seus filhos, que somos todos nós. Para tanto, porém, é preciso estudar e até compreender o sentido das palavras provas e expiações.

As Provas são acontecimentos que o próprio espírito pede que aconteça com ele no decorrer de sua vida. Devemos lembrar que quando ainda espíritos em pré-reencarnação, temos uma visão diferente de nossos defeitos, e assim sendo, podemos escolher as melhores provas que possam nos elevar mais rapidamente na nossa evolução espiritual.

Já as Expiações irão ocorrer em nossas vidas sem que tenhamos total conhecimento ou controle sobre elas. Isso ocorre porque Deus em sua eterna Justiça, não deixará nenhum mal ou bem sem sua compensação. Dentre essas expiações estão incluídas as mortes, sejam elas naturais provocadas ou desencarnes coletivo (acidentes). Vale ressaltar, que nunca devemos generalizar as coisas. Muitas pessoas leigas ou com conhecimento superficial da Doutrina Espírita, tem o errôneo costume de generalizar o caráter da morte. Uns dizem que se a pessoa cometeu um assassínio a outro por arma de fogos, que ela deverá perecer da mesma forma. Isso é sabidamente um erro grave. É lógico que pode ocorrer assim, mais não é verdade que a Lei de Talião (dente por dente olho por olho), prevaleça sobre a justiça de Deus.

Muitos segredos de Deus, ainda estão para nós, espíritos ainda em estado evolutivo baixo, encoberto pelo véu do esquecimento do passado. Nunca poderemos esclarecer com 100% de certeza o porquê dos desencarnes coletivos que temos oportunidade de ver noticiado na mídia. Não podemos dizer com certeza, o porquê dessas mortes e sofrimentos. É certo, que alguns episódios de desencarnes coletivo foram desvendados, como os citados no inicio do texto (Circo queimado em Niterói e Edifício Joelma), por grandes médiuns de nossa época, como Francisco Cândido Xavier nos mostrou em carta recebida do mundo espiritual. Mais isso é exceção e não regra.

O que Deus quer de verdade, é que tenhamos resignação quanto aos acontecimentos de nossas vidas. Que saibamos que todas as dores que passamos, somos nós mesmos os únicos culpados. Se uma pessoa por imprevidência escorrega ou cai dentro de um buraco, a quem deverá culpar? A sua imprevidência, a sua falta de cuidado. Não devemos dar importâncias vitais a grande maioria dos acontecimentos de nossas vidas. Quando estamos à beira da reencarnação, nossa programação está pronta. Sabemos o que precisamos fazer para evoluir. Sabemos que teremos sempre dois caminhos a seguir, e temos consciência de que iremos pelo caminho certo. O grande problema é continuar com esses pensamentos quando na carne. O nosso livre-arbítrio nos garante a oportunidade de escolha, e isso é bom, porque Deus quer que vençamos com nossos próprios méritos, e se fracassarmos, devemos agradecer, porque teremos outras oportunidades de expiarmos ou de provamos tudo de novo.


*Palestra elaborada para exposição no mês de Fevereiro de 2010 no CE Humberto de Campos por Walter Frota Fontenele.
Imagem Tsunami no Japão 03/2011

domingo, 13 de março de 2011

Mensagem da Semana


Ouvir a Mensagem


Prece a Bezerra de Menezes


Nós Te rogamos, Pai de infinita bondade e justiça, as graças de Jesus Cristo, através de Bezerra de Menezes e suas legiões de companheiros.

Que eles nos assistam, Senhor, consolando os aflitos, curando aqueles que se tornarem merecedores, confortando aqueles que tiverem suas provas e expiações a passar, esclarecendo aos que desejarem conhecer e assistindo a todos quantos apelem ao Teu infinito amor.

Jesus, divino portador da graça e da verdade, estende tuas mãos dadivosas em socorro daqueles que te reconhecem o despenseiro fiel e prudente. Faze o divino modelo, através de tuas legiões consoladoras, de teus Santos Espíritos, a fim de que a fé se eleve, a esperança aumente, a bondade se expanda e o amor triunfe sobre todas as coisas.

Bezerra de Menezes, apóstolo do bem e da paz, amigo dos humildes e dos enfermos, movimenta as tuas falanges amigas em benefício daqueles que sofrem, sejam males físicos ou espirituais.

Santos Espíritos, dignos obreiros do Senhor, derramai as graças e as curas sobre a humanidade sofredora, a fim de que as criaturas se tornem amigas da paz e do conhecimento, da harmonia e do perdão, semeando pelo mundo os divinos exemplos de Jesus Cristo.


Irmão José,

Do livro: Preces e Orações, Psicografia: Carlos A. Baccelli

sábado, 12 de março de 2011

Pensamentos Nobres

Destaque de frases para reflexão:


A ciência da Terra, muitas vezes, é a tentativa dos homens no mundo no sentido de definir alguns detalhes da Sabedoria Infinita. Enquanto a primeira é instável e inquieta, modificando-se ao sopro das teorias isoladas, a segunda é a eterna expressão da Vida Universal, controlando todos os fenômenos nos variados departamentos da Existência Infinita. Emmanuel (Do livro Ação, Vida e Luz, de Francisco Cândido Xavier)


“O homem no tempo produz cultura, faz história.
Nesse processo do homem no mundo ao longo do tempo, se faz ciência, se busca a verdade. Isto é, se constrói conhecimento. Logo, o conhecimento é também fruto do tempo. Transforma-se, evolui.” Revista Espírita Histórica e Filosófica


O espiritualismo, nos tempos modernos, não pode restringir Deus entre as paredes de um templo da Terra, porque a nossa missão essencial é a de converter toda a Terra no templo augusto de Deus. André Luiz - (No Mundo Maior)


"Os fundamentos do saber humano passarão da concepção materialista do Universo à concepção espiritualista do ser, com as conseqüências filosóficas, sociais, morais e religiosas, que dela decorrem..." Ernesto Bozzano

sexta-feira, 11 de março de 2011

Crianças Índigo e Cristal – A Nova Geração

Nessa entrevista de Divaldo Pereira Franco ao Programa Televisivo O Espiritismo Responde, da União Regional Espírita, 7ª Região, Maringá, em 21.03.2007, o emérito tribuno discorre sobre a nova geração que reencarna e prepara o nosso planeta para a grande transição que já se opera.

Espiritismo Responde - Um de seus mais recentes livros publicados tem por título “A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e cristal”. Quem são as crianças índigo e cristal?

Divaldo – Desde os anos 70, aproximadamente, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos começaram a notar a presença de uma geração estranha, muito peculiar.

Tratava-se de crianças rebeldes, hiperativas que foram imediatamente catalogadas como crianças patologicamente necessitadas de apoio médico. Mais tarde, com as observações de outros psicólogos chegou-se à conclusão de que se trata de uma nova geração. Uma geração espiritual e especial, para este momento de grande transição de mundo de provas e de expiações que irá alcançar o nível de mundo de regeneração.

As crianças índigo são assim chamadas porque possuem uma aura na tonalidade azul, aquela tonalidade índigo dos blue jeans (Dra. Nancy Ann Tape).

O índigo é uma planta da Índia (indigofera tinctoria), da qual se extrai essa coloração que se aplicava em calças e hoje nas roupas em geral. Essas crianças índigo sempre apresentam um comportamento sui generis.

Desde cedo demonstram estar conscientes de que pertencem a uma geração especial. São crianças portadoras de alto nível de inteligência, e que, posteriormente, foram classificadas em quatro grupos: artistas, humanistas, conceituais e interdimensionais ou transdimensionais.

As crianças cristal são aquelas que apresentam uma aura alvinitente, razão pela qual passaram a ser denominadas dessa maneira.

A partir dos anos 80, ei-las reencarnando-se em massa, o que tem exigido uma necessária mudança de padrões metodológicos na pedagogia, uma nova psicoterapia a fim de serem atendidas, desde que serão as continuadoras do desenvolvimento intelecto-moral da Humanidade.

ER – Essas crianças não poderiam ser confundidas com as portadoras de transtornos da personalidade, de comportamento, distúrbios da atenção? Como identificá-las com segurança?

Divaldo - Essa é uma grande dificuldade que os psicólogos têm experimentado, porque normalmente existem as crianças que são portadoras de transtornos da personalidade (DDA) e aquelas que, além dos transtornos da aprendizagem, são também hiperativas (DTAH), mas os estudiosos classificaram em 10 itens as características de uma criança índigo, assim como de uma criança cristal.

A criança índigo tem absoluta consciência daquilo que está fazendo, é rebelde por temperamento, não fica em fila, não é capaz de permanecer sentada durante um determinado período, não teme ameaças...

Não é possível com essas crianças fazermos certos tipos de chantagem. É necessário dialogar, falar com naturalidade, conviver e amá-las.

Para tanto, os especialistas elegem como métodos educacionais algumas das propostas da doutora Maria Montessori, que criou, em Roma, no ano de 1907, a sua célebre Casa dei Bambini, assim como as notáveis contribuições pedagógicas do Dr. Rudolf Steiner. Steiner é o criador da antroposofia. Ele apresentou, em Stuttgart, na Alemanha, os seus métodos pedagógicos, a partir de 1919, que foram chamados Waldorf.

A partir daquela época, os métodos Waldorf começaram a ser aplicados em diversos países. Em que consistem? Amor à criança. A criança não é um adulto em miniatura. É um ser que está sendo formado, que merece o nosso melhor carinho. A criança não é objeto de exibição, e deve ser tratada como criança. Sem pieguismo, mas também sem exigências acima do seu nível intelectual.

Então, essas crianças esperam encontrar uma visão diferenciada, porque, ao serem matriculadas em escolas convencionais, tornam-se quase insuportáveis. São tidas como DDA ou DTAH. São as crianças com déficit de atenção e hiperativas. Nesse caso, os médicos vêm recomendando, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, a Ritalina, uma droga profundamente perturbadora. É chamada a droga da obediência.

A criança fica acessível, sim, mas ela perde a espontaneidade. O seu cérebro carregado da substância química, quando essa criança atinge a adolescência, certamente irá ter necessidade de outro tipo de droga, derrapando na drogadição.

Daí é necessário muito cuidado.

Os pais, em casa (como normalmente os pais quase nunca estão em casa e suas crianças são cuidadas por pessoas remuneradas que lhes dão informações, nem sempre corretas) deverão observar a conduta dos filhos, evitar punições quando errem, ao mesmo tempo colocando limites. Qualquer tipo de agressividade torna-as rebeldes, o que pode levar algumas a se tornar criminosos seriais. Os estudos generalizados demonstram que algumas delas têm pendores artísticos especiais, enquanto outras são portadoras de grandes sentimentos humanistas, outras mais são emocionais e outras ainda são portadoras de natureza transcendental.

Aquelas transcendentais, provavelmente serão os grandes e nobres governantes da Humanidade no futuro.

As artísticas vêm trazer uma visão diferenciada a respeito do Mundo, da arte, da beleza. Qualquer tipo de punição provoca-lhes ressentimento, amargura que podem levar à violência, à perversidade.

ER – Você se referiu às características mentais, emocionais dessas crianças. Elas têm alguma característica física própria? Você tem informação se o DNA delas é diferente?

Divaldo - Ainda não se tem, que eu saiba, uma especificação sobre ela, no que diz respeito ao DNA, mas acredita-se que, através de gerações sucessivas, haverá uma mudança profunda nos genes, a fim de poderem ampliar o neocórtex, oferecendo-lhe mais amplas e mais complexas faculdades. Tratando-se de Espíritos de uma outra dimensão, é como se ficassem enjauladas na nossa aparelhagem cerebral, não encontrando correspondentes próprios para expressar-se. Através das gerações sucessivas, o perispírito irá modelar-lhes o cérebro, tornando-o ainda mais privilegiado.

Como o nosso cérebro de hoje é um edifício de três andares, desde a parte réptil, à mamífera e ao neocórtex que é a área superior, as emoções dessas crianças irão criar uma parte mais nobre, acredito, para propiciar-lhes a capacidade de comunicar-se psiquicamente, vivenciando a intuição.

Características físicas existem, sim, algumas. Os estudiosos especializados na área, dizem que as crianças cristal têm os olhos maiores, possuem a capacidade para observar o mundo com profundidade, dirigindo-se às pessoas com certa altivez e até com certo atrevimento... Têm dificuldade em falar com rapidez, demorando-se para consegui-lo a partir dos 3 ou dos 4 anos. Entendemos a ocorrência, considerando-se que, vindo de uma dimensão em que a verbalização é diferente, primeiro têm que ouvir muito para criar o vocabulário e poderem comunicar-se conosco. Então, são essas observações iniciais que estão sendo debatidas pelos pedagogos.

ER – Com que objetivo estão reencarnando na Terra?

Divaldo - Allan Kardec, com a sabedoria que lhe era peculiar, no último capítulo do livro A Gênese, refere-se à nova geração que viria de uma outra dimensão. Da mesma forma que no tempo do Pithecanthropus erectus vieram os denominados Exilados de Capela ou de onde quer que seja, porque há muita resistência de alguns estudiosos a respeito dessa tese, a verdade é que vieram muitos Espíritos de uma outra dimensão. Foram eles que produziram a grande transição, denominada por Darwin como o Elo Perdido, porque aqueles Espíritos que vieram de uma dimensão superior traziam o perispírito já formado e plasmaram, nas gerações imediatas, o nosso biótipo, o corpo, conforme o conhecemos.

Logo depois, cumprida a tarefa na Terra, retornaram aos seus lares, como diz a Bíblia, ao referir-se ao anjo que se rebelara contra Deus – Lúcifer.

Na atualidade, esses lucíferes voltaram. Somente que, neste outro grande momento, estão vindo de Alcione, uma estrela de 3ª grandeza do grupo das plêiades, constituídas por sete estrelas, conhecidas pelos gregos, pelos chineses antigos e que fazem parte da Constelação de Touro.

Esses Espíritos vêm agora em uma missão muito diferente dos capelinos.

É claro que nem todos serão bons. Todos os índigos apresentarão altos níveis intelectuais, mas os cristais serão, ao mesmo tempo, intelectualizados e moralmente elevados.

ER – Já que eles estão chegando há cerca de 20, 30 anos, nós temos aí uma juventude que já está fazendo diferença no Mundo?

Divaldo – Acredito que sim. Podemos observar, por exemplo, e a imprensa está mostrando, nesse momento, gênios precoces, como o jovem americano Jay Greenberg considerado como o novo Mozart. Ele começou a compor aos quatro anos de idade. Aos seis anos, compôs a sua sinfonia. Já compôs cinco. Recentemente, foi acompanhar a gravação de uma das suas sinfonias pela Orquestra Sinfônica de Londres para observar se não adulteravam qualquer coisa.

O que é fascinante neste jovem, é que ele não compõe apenas a partitura central, mas todos os instrumentos, e quando lhe perguntam como é possível, ele responde: “Eu não faço nenhum esforço, está tudo na minha mente”.

Durante as aulas de matemática, ele compõe música. A matemática não lhe interessa e nem uma outra doutrina qualquer. É mais curioso ainda, quando afirma que o seu cérebro possui três canais de músicas diferentes. Ele ouve simultaneamente todas, sem nenhuma perturbação. Concluo que não é da nossa geração, mas que veio de outra dimensão.

Não somente ele, mas muitos outros, que têm chamado a atenção dos estudiosos. No México, um menino de seis anos dá aulas a professores de Medicina e assim por diante... Fora aqueles que estão perdidos no anonimato.

ER – O que você diria aos pais que se encontram diante de filhos que apresentam essas características?

Divaldo - Os técnicos dizem que é uma grande honra tê-los e um grande desafio, porque são crianças difíceis no tratamento diário. São afetuosas, mas tecnicamente rebeldes. Serão conquistadas pela ternura. São crianças um pouco destrutivas, mas não por perversidade, e sim por curiosidade.

Como vem de uma dimensão onde os objetos não são familiares, quando vêem alguma coisa diferente, algum objeto, arrebentam-no para poder olhar-lhes a estrutura.

São crianças que devemos educar apelando para a lógica, o bom tom.

A criança deve ser orientada, esclarecida, repetidas vezes.

Voltarmos aos dias da educação doméstica, quando nossas mães nos colocavam no colo, falavam conosco, ensinavam-nos a orar, orientavam-nos nas boas maneiras, nas técnicas de uma vida saudável, nos falavam de ternura e nos tornavam o coração muito doce, são os métodos para tratar as modernas crianças, todas elas, índigo, cristal ou não.

Fonte: Site oficial de Divaldo Pereira Franco

quinta-feira, 10 de março de 2011

Tempos Novos


Por Juvanir Borges de Souza


A lei do progresso aplica-se a toda a criação divina.

A Humanidade terrestre, compreendendo os Espíritos encarnados e desencarnados, em todos os tempos, juntamente com o mundo em que habitam, subordinam-se à evolução decorrente daquela lei.

O progresso é uma das leis naturais que a Doutrina dos Espíritos revelou, juntamente com outras, expostas na Parte Terceira de O Livro dos Espíritos. As leis naturais ou divinas são as regras e ordens estabelecidas pelo Criador para toda a criação, delas resultando a harmonia universal. Com a Revelação Espírita torna-se possível compreender que a Providência Divina está presente em toda parte, regendo a tudo na Natureza através de leis sábias e perfeitas.

Diante das leis de Deus, ainda incompreendidas pela maior parte da população terrena, apresentam-se inaceitáveis as idéias místicas, as crendices, os caprichos e tudo o que se torna inconciliável com o poder divino e com sua bondade e sabedoria.

Com um mínimo de observação e de conhecimento da história humana, verifica-se que a Humanidade transpôs diversas etapas em evolução.

Sem dúvida, convivemos em um mundo atrasado, onde são comuns os interesses injustificáveis e escusos, a criminalidade desenfreada, as guerras, as violências, a miséria que atinge contingentes consideráveis da população, a ignorância que impõe tantas limitações aos seres humanos, ao lado de outros males e sofrimentos individuais e coletivos.

Mas, de outro lado, se compararmos as condições da vida humana de séculos e milênios anteriores com as que predominam nos dias atuais, verificamos, sem dificuldade, que houve grande progresso em todos os sentidos, refletindo-se nas organizações sociais, nas leis humanas, nos descobrimentos científicos, nas artes em geral e no bem-estar da população.

A simples comparação entre o lado progressivo alcançado pela população terrena e as condições negativas que ainda subsistem no seio da Humanidade demonstra a necessidade de conjugar as conquistas no campo material com as realizações de ordem moral.

As primeiras decorrem da aplicação da inteligência humana na busca de conhecimentos, como tem ocorrido nos domínios das ciências, da tecnologia e de todas as conquistas no terreno da vida material. As de natureza moral são aquisições mais difíceis para o homem.

Transformar-se um ser egoísta, orgulhoso, ou indiferente à fraternidade, à solidariedade e ao amor aos seus semelhantes é obra individual das mais difíceis para o Espírito que se deixou dominar por interesses imediatistas, por crenças desviadas das realidades e por instituições estagnadas no passado.

Conhecendo essas dificuldades, próprias de um mundo atrasado, Jesus, o Cristo de Deus, na sua missão excepcional de há dois mil anos, preocupou-se especialmente em proporcionar aos homens de sua época, e principalmente aos que nascessem e renascessem no futuro, os ensinos morais, que Ele resumiu no amor, o sentimento-síntese que se opõe ao egoísmo, ao orgulho e suas conseqüências.

Prometendo enviar, no futuro, o Consolador, que ficaria para sempre com os homens, o Cristo procurou prevenir os desvios que pudessem ocorrer com relação à sua Mensagem em favor do aperfeiçoamento moral dos homens.

O Consolador Prometido já se encontra no mundo, relembrando os ensinos do Mestre e trazendo novos conhecimentos, especialmente no que se refere à vida futura nos mundos espirituais, para os seres que passam pelas encarnações na Terra e as relações permanentes entre os Espíritos encarnados e os desencarnados.

O nosso mundo está, assim, apto a novo círculo de progresso, tanto na parte física quanto na moral, pela evolução dos Espíritos que o habitam. Ao lado da evolução do homem pelas conquistas materiais, progride a Humanidade pelo cultivo da inteligência, do senso moral, e pelo abrandamento ou supressão dos costumes bárbaros de épocas passadas.

Resta, então, o contingente daqueles que, utilizando seu livre-arbítrio, desprezam todas as oportunidades de uma transformação para melhor, apegando-se aos velhos costumes, aos crimes, à indiferença e à insensibilidade diante do sofrimento alheio.

Os retardatários que se escravizam a velhos modos de vivência, os niilistas, egoístas e insensíveis, ainda representam elevada percentagem dos habitantes do nosso mundo.

Chegados os tempos novos das transformações positivas, os recalcitrantes, os que não aproveitaram as sucessivas reencarnações para progredir, os que desdenharam de todas as oportunidades para melhorar suas individualidades serão transferidos para mundos que condizem com suas condições de rebeldia e atraso, onde aguardarão suas transformações morais e espirituais.

É uma das formas estabelecidas pelas leis naturais para atender à liberdade na escolha de cada um, sem prejudicar os que aderem ao progresso, acompanhando as transformações naturais de um mundo que busca novo e melhor estágio.

A Terra – compreendendo também as esferas espirituais que lhe pertencem –, como mundo de regeneração será habitada por Espíritos encarnados e desencarnados que já superaram as inclinações para o mal.

As gerações atuais serão sucedidas por outras constituídas de seres propensos ao bem, enquanto os rebeldes, inclinados ao mal, serão encaminhados para outros mundos.

Tudo ocorrerá de forma natural, com a diferença de que uma parte dos Espíritos, sujeitos às reencarnações na Terra, transmigrarão para outros mundos, nos quais continuarão suas experiências vivenciais, sujeitas às mesmas leis divinas, justas e perfeitas.

Segundo as revelações dos Espíritos Superiores, já estamos vivendo a época de transição da Terra, de mundo de expiação e provas para mundo de regeneração.

Esse período estender-se-á pelo tempo necessário ao cumprimento das leis divinas, sem prejuízo para os Espíritos de diferentes condições evolutivas.

Pode ocorrer, por exemplo, que determinado Espírito, que se mostrou rebelde até a atual reencarnação, desperte agora para o bem, movido por novas experiências, ou por um conhecimento que ignorava.

Nesse caso, deixa de ser um elemento de perturbação para incorporar-se ao contingente dos que merecem a oportunidade de viver e progredir em um mundo melhor, e então não necessitará transferir-se para um plano de sofrimentos e provas.

Esse e outros exemplos, que podem ocorrer com muitos Espíritos, mostram a previsão e a sabedoria das leis divinas e a razão da longa duração dos períodos de transição.

O progresso intelectual realizado pelos habitantes deste orbe, até a atualidade, é inegável e está evidente. Passaram-se milhares de anos nos quais as buscas de conhecimento foram compensadas por descobertas de várias naturezas: científicas, tecnológicas, de melhorias nos usos e costumes, na saúde e no bem-estar das criaturas.

Mas todo esse acervo de conhecimentos aplicados à vida humana não evitou que o homem fosse dominado pelo egoísmo, pelo orgulho e pela indiferença com relação aos sofrimentos alheios. A violência e os bolsões de misérias, para só citar dois flagelos espalhados por todo o mundo, comprovam que o progresso intelectual, dirigido e aplicado à vida material, não traz a verdadeira felicidade nem para os indivíduos, nem para as coletividades.

Para a conquista da felicidade faz-se necessário e indispensável o progresso moral da Humanidade, porque é através dele que o homem refreia suas paixões mais variadas, para partilhar com seus semelhantes a paz, a fraternidade, a solidariedade, o amor.

Só com o progresso moral, que o Cristo sintetizou no amor a Deus e ao próximo, os indivíduos e os povos anularão seus preconceitos de raças, de castas, de superioridade, de seitas e de religiões, proscrevendo as guerras e as violências e substituindo-as pelo entendimento, pela compreensão e pela cooperação, na solução dos problemas.

O progresso moral, ao lado das conquistas intelectuais, beneficiará toda a Humanidade, que não mais se dividirá por raças e por crenças variadas que impõem seus interesses, mas se voltará para as verdades eternas, patrimônio que será cultivado e aceito por todos como base e fundamento da fraternidade, sem oposições incentivadas pela ignorância e pela presunção de superioridade.

Para atingir esse ideal, que nos dias atuais parece distante, impossível, já que ele pressupõe uma mudança essencial nos sentimentos das massas humanas, apegadas às mais diferentes religiões, crenças e filosofias de vida, inconciliáveis por tradição, torna-se evidente que há de desaparecer o radicalismo inconseqüente e injustificável.

As gerações que se apegam aos extremismos serão as que deixarão o nosso mundo, para possibilitar o entendimento dos que aspiram ao progresso moral, ao cultivo de idéias e ideais mais justos e à aceitação das verdades eternas.

Deixando a Terra, os radicais levarão consigo seus apegos e erros concepcionais, possibilitando assim a regeneração do nosso mundo pelo trabalho útil e pelo idealismo calcado nos valores verdadeiros derivados do amor fraternal, que possibilitarão a ascensão da Humanidade a uma nova fase, mais feliz.

Quanto mais nos aproximarmos dos novos tempos, maior entendimento e compreensão haverá entre as raças e os povos, como também entre as religiões.

A incredulidade e o materialismo, deparando-se com a realidade do Espírito eterno, com a vida que se desdobra para além da morte do corpo físico, com a prática da caridade e da tolerância por toda parte, terão amplas oportunidades de rever suas idéias e posicionamentos, para se renderem à realidade dos fatos.

As novas gerações vão se deparar cada vez mais com os novos ensinamentos. O Espiritismo, como o Consolador, representando idéias novas em perfeita consonância com a realidade ainda não percebida pela maior parte da Humanidade, encontrará nos tempos novos e nos homens do futuro aqueles Espíritos que estão à procura da verdade.

quarta-feira, 9 de março de 2011

terça-feira, 8 de março de 2011

A Importância da Literatura Espírita



Por Cristina Nunes


Desde o seu nascimento o Espiritismo se via destinado a florescer como o lótus. O marco monumental da obra de Allan Kardec, representado pelo precioso legado dos cinco livros basilares da Codificação, nos quais a Espiritualidade no transmite os seus informes sobre a continuidade inexorável da vida, prossegue, incólume, norteando todo o movimento espírita brasileiro.

Assim sendo, era previsível o desdobramento do trabalho conjunto de magníficas implicações entre as dimensões invisíveis e materiais terrenas, de vez que a essência da mensagem espírita é atual a qualquer tempo e inerente ao encadeamento das vidas sucessivas a que todos estamos sujeitos, nos jungindo às Leis evolutivas de Causa e Efeito e de aprimoramento rumo às estâncias da vida mais depuradas do Universo. Isto é ponto comum a toda a humanidade imersa em jornadas milenares na materialidade com a finalidade de aprender, não importando aí crenças ou descrenças individuais.

Nesta conjuntura, indispensável que as revelações solidárias da Espiritualidade acerca dos detalhes desta realidade maior prosseguissem, dando continuidade ao seu maravilhoso curso informativo e esclarecedor, com a contribuição progressiva de novos trabalhadores na seara da literatura espírita. Com efeito, vivemos tempos memoráveis nos quais, em vários idiomas, contamos com vasta contribuição de inumeráveis autores tanto de obras de cunho doutrinário quanto de romances mediúnicos ou fictícios, cujo conteúdo lídimo nos remete a novos cenários e a informes mais esmiuçados do que constituí o prosseguimento da vida nas paragens para além dos cenários materiais.

Na área dos romances, tivemos como exemplo notório os livros do Conde de Rochester transmitidos à médium russa Wera Krijanowskaia trezentos anos após a morte dele em 1680, relatando, em cenários autênticos e ricos em detalhes dos séculos passados, peripécias várias das reencarnações de um mesmo grupo de espíritos no rumo gradativo do seu aprendizado espiritual. Mais tarde, Chico Xavier, o maior médium brasileiro, deu continuidade a esta linha literária nos presenteando com as obras de Emmanuel, seu mentor desencarnado que também nos ofereceu notícias da evolução de alguns espíritos durante as suas reencarnações nos palcos da antiguidade romana. De modo que, junto com os trabalhos de teor doutrinário imprescindíveis ao entendimento devido dos aspectos morais e científicos da evolução espiritual humana, os romances comparecem como estilo de literatura indispensável aos perfis que melhor assimilam estas grandes verdades por intermédio daquela técnica outrora muito empregada por Jesus, na célebre utilização das parábolas ricas de significação destiladas às almas nos relatos de histórias e de dramas do cotidiano, cujos personagens bem podemos ser todos nós.

Junto às novas vertentes descobridoras de terrenos ainda pouco explorados, quais as pertencentes à área da ufologia sob a ótica espírita, esta vasta e fecunda atividade é o campo de semeadura promissora e eficiente, que conta sempre com novos e antigos amigos, colaboradores e simpatizantes. É a nossa proposta de contribuição para a real efetivação de um mundo melhor, onde indivíduos conscientes de sua grande responsabilidade perante a eternidade da vida, e conseqüentemente mais felizes e espiritualmente fortalecidos, compartilharão em plenitude a autêntica fraternidade, bem como uma visão mais sábia e mais harmônica da vida.


Fonte: Editora Lumen

segunda-feira, 7 de março de 2011

Espiritismo e Ciência


Por Eduardo Lima


Discorrer sobre um tema deste significa, antes de tudo, fazer escolhas. Trata-se de um assunto múltiplo, extenso, não sendo possível abordá-lo sem recortá-lo. Em suma, não creio que cumpriremos nossa tarefa de modo a satisfazer minimamente nossas pretensões ou de tantos outros que sentirão falta deste ou daquele assunto.

Desde o seu nascimento, a Doutrina Espírita esteve solidamente vinculada ao bom senso, à razão, à autocrítica reflexiva e móvel, ao estudo, à comparação, enfim, à todos os elementos que compõe algo que pode ser chamado, de fato, e legitimamente, de um conhecimento cientifico; isto, não só naqueles tempos, meados do século XIX, como muitos demonstram brilhantemente; mas, até hoje, a moral cristã espírita anda de mãos dadas com o conhecimento acadêmico pesquisado, mesmo que essa verdade não seja uniforme. Alguns apontam a existência de certo declínio depois da década de trinta do século XX.

Desta forma, optamos por introduzir rapidamente, e de forma muito simples e pálida, três temas que nos parecem mais apropriados ou urgentes. O cientificismo de Kardec, a crise das ciências atuais e, finalmente, o que tem sido feito atualmente no âmbito cientifico que está, de algum modo, relacionado ao Espiritismo.

Já dissemos em nossa introdução, e utilizamos os termos: de fato, e legitimamente, que Kardec quando organizou o Corpo Doutrinário Espírita estava também fazendo ciência. Para os menos céticos, somente o currículo do mestre de Lion, já seria um atestado de que ele, jamais faria livros sem seguir o que seria o método cientifico da época, ou ainda uma rápida visão da história de seus escritos, seria mais do que suficiente para avaliar os altíssimos níveis de critérios metodológicos utilizados por ele em cada sentença, em cada linha. Assim, os que movem batalhas contra estes fatos, muitas vezes movidos até de reais sentimentos de igual amor pela ciência e não somente com paixões, diria menos nobres, precisam conhecê-lo melhor, atentar para esta realidade. Kardec, comparou, refletiu, testou, ponderou e finalmente, a despeito de seu grande ceticismo de juventude, e junto com sua imensa capacidade de fazer ciência e seu enorme bom senso, se convenceu que havia algo fora do comum por trás de todos aqueles fenômenos, uma “inteligência extra”, e isso levou alguns anos. Não foi uma decisão apressada ou passional, repetimos, foi uma conclusão lenta, criteriosa, pensada e repensada, talvez até dolorosa, em uma palavra: cientifica. Foi indubitavelmente deste modo que ocorreu.

Não poderia ter sido de outra forma. Nem que ele desejasse.

Kardec estava longe de ser um crédulo, como já supracitado. Ao contrário, antes, ele engrossava as fileiras dos descrentes.

A gênese do Espiritismo, como Doutrina, aconteceu pelas mãos de um homem que é racionalmente inatacável em sua metodologia. Resta-nos saber. A ciência que Kardec produziu serviria para hoje?

A resposta desta pergunta, é forçoso admitir, não é nada simples e está infelizmente longe de ser indubitável. Isso se dá porque, atualmente, vivemos em um mundo em que os teóricos do conhecimento não mais se entendem entre si. Não existe, hoje, portanto, um conceito de ciência universalmente aceito. Longe disso. Não existe acordo, por exemplo, se a obra de Marx, é ou não cientifica, e estamos falando de Karl Marx, diga-se; não que eu o considere-o menor que Kardec, ambos foram gigantes.

Ainda na introdução, deste texto informal, utilizamos uma palavra: crise, para descrever o estado das ciências atualmente. Aqui, é claro, o termo não é de nossa lavra, e preferiríamos até que as ciências não estivessem assim, mas reflete bem como estão às diversas epistemologias e até que ponto nós chegamos, sobretudo, nas correntes mais pós-modernas, onde para muitos, o conhecimento só é possível em migalhas, sendo ainda relativo e fadado à morte rápida. Deixaremos para depois seguir estes meandros, que se parecem mais com pântanos, não por falta de desejo e palavras, mas para poupar o leitor menos avisado e tentar ficar nos limites de uma revista. De qualquer forma, nossa resposta para a pergunta é: sim. O que Kardec produziu, jamais poderá deixar de ser considerado uma obra cientifica, mesmo porque, atualmente, em meios aos pântanos já vislumbrados, temos uma opinião quase secreta. Desconfiamos que, para muitos, atualmente, um dos poucos critérios universamente aceitos do que seja fazer ciência é o bom senso metodológico, e nessa área, Kardec era extremante dotado e sua obra reflete em cada linha este fato.

Dentro das fronteiras espíritas, muita coisa está sendo produzida. Grandes pensadores e pesquisadores ampliam mais e mais os limites paradigmáticos da Doutrina continuando com o magnífico trabalho de Kardec. Aqui, entretanto, queremos enfatizar o que acontece “fora” deste espaço.

Enquanto pousamos no papel estas linhas, inúmeras pesquisas, não diretamente relacionadas com o espiritismo, estão sendo feitas. E até mesmo, quando não totalmente teorizadas, muitas atividades práticas já circundam nosso cotidiano. Os exemplos da psicologia, das pesquisas psi, e da medicina, são suficientes para demonstrar nosso ponto, deste modo rapidamente iremos expor um pequeno aspecto destas três disciplinas supracitadas, lembrando que elas, na realidade, em última instância, fazem um trabalho cooperativo, sendo esta divisão apenas necessária ao propósito do leitor mais leigo.

Na psicologia, as pesquisas sobre EQM e reencarnação, por exemplo, atingiram níveis metodológicos amplamente aceitos pela comunidade cientifica, agora já não é possível desautorizar os trabalhos só restando aos críticos debaterem sobre os resultados apresentados.

A mesma coisa acontece com os estudos psi. Até os mais descrentes não podem negar o preparo e a seriedade dos atuais estudiosos que focam o assunto. Listas na internet e grupos universitários crescem mais e mais, sempre de algum modo vinculados a universidades e, ou, a pesquisadores sérios e diplomados.

O caso da medicina parece ser o mais exuberante. Aqui, mesmo não sendo o objetivo, temos que falar das instituições de médicos espíritas, porque realizam um trabalho muito além dos círculos de praticantes. E fora tal fato, os dados parecem indicar que são os médicos que mais se dedicam aos estudos dos fenômenos, sendo seguidos por psicólogos e biólogos.

Desta forma, tais disciplinas sendo expandidas em ambos os lados uma em direção a outra, mesmo que de forma não intencional, provocarão um encontro que criará como já demonstrado pelos historiadores do conhecimento, novos campos científicos, fruto destas relações intraparadigmáticas. Isso, cremos, trará um maior bem estar social.

Finalmente, terminamos afirmando que, em nossa opinião, diante de todas as pesquisas feitas atualmente, dizer que, de forma conclusiva e cientifica, a maior parte da comunidade acadêmica envolvida em pesquisas próximas ou atividades interdisciplinares, aceita a existência de espíritos, seria ainda precipitado, mas por outro lado e felizmente, aqueles que dizem não existir boas evidências deste fato não podem mais ser levados a sério. Estão desatualizados das pesquisas e sofrem o risco de serem tachados de pseudo-céticos. Pouca coisa desqualificaria mais.


Fonte: O Mensageiro

domingo, 6 de março de 2011

Mensagem da Semana


Ouvir a Mensagem



Olhai os Lírios


“... Considerai como crescem os lírios do campo...” – Jesus (Mateus, 6:28)


“Olhai os lírios do campo...” - exortou-nos Jesus.

A lição nos adverte contra as inquietações improdutivas, sem compelir-nos à ociosidade.

Os lírios para se evidenciarem quais se revelam não se afligem e nem ceifam, no entanto, esforçam-se com paciência, desde a germinação, no próprio desenvolvimento, abstendo-se de agitações pela conquista de reservas desnecessárias com receio do futuro, por acreditarem instintivamente nos suprimentos da vida.

Não fiam, nem tecem para se mostrarem na formosura que os caracteriza, todavia, não desdenham fazer o que podem, a fim de cooperar no enriquecimento do esforço humano.

Não se preocupam em ser gerânios ou cravos e sim aceitem-se na configuração e na essência de que se viram formados, segundo os princípios da espécie.

Não cogitam de criticar as outras plantas que lhes ocupam a vizinhança, deixando a cada uma o direito de serem elas mesmas, nas atividades que lhes dizem respeito à própria destinação.

Admitem calor e frio, vento e chuva, deles aproveitando aquilo que lhes possam doar de útil, sem se queixarem dos supostos excessos em que se exprimam.

Não indagam quanto à condição ou à posição daqueles a quem consigam prestar serviço, seja acrescentando beleza e perfume à Terra ou ornamentando festas e colaborando no interesse das criaturas em valor de mercado.

E, sobretudo, desabrocham e servem, no lugar em que foram situados pela Sabedoria Divina, através das forças da natureza, ainda mesmo quando tragam as raízes mergulhadas no pântano.

Evidentemente, nós, os espíritos humanos, não somos elementos do reino vegetal, mas podemos aprender com os lírios, serenidade e aceitação, paz e trabalho, com as responsabilidades e privilégios do discernimento e da razão que uma simples flor ainda não tem.


Emmanuel

Francisco Cândido Xavier, do livro: "Aulas da Vida"

sábado, 5 de março de 2011

Dicas do Manancial

Essas são as nossas dicas do mês para leitura, música e cinema:


LIVRO: ATUALIDADE DO PENSAMENTO ESPÍRITA
ESPÍRITO: VIANNA DE CARVALHO
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO


















Sinopse do livro:

Este livro contém perguntas respondidas pelo Espírito Vianna de Carvalho, sob a óptica espírita, a respeito dos mais palpitantes temas da atualidade, como Sociologia, Desemprego, Família, Casamento, Adolescência, Política, Clonagem, Engenharia Genética, Informática, Direito Penal, Mídia, Estética, Mediunidade, Reencarnação, etc.

Com um detalhado Índice Remissivo, constituído com mais de 1.000 verbetes, trata-se de uma grandiosa contribuição mediúnica para que se ampliem os horizontes do entendimento humano, conhecendo a óptica espiritual acerca dos problemas e das conquistas da Terra.

Disponível para pedidos no site oficial de Divaldo Pereira Franco – clique aqui.



MÚSICA: CD GLOBAL SPIRIT – KARUNESH


















Um magnífico álbum new age do músico Karunesh, com faixas que utilizam elementos da música indiana em sua maioria mescladas com Techno, mas que nem por isso, perdem a característica de música relax. Meus destaques ficam para as faixas: Call of the Tribes (Remix), Ancient Secrets, Native Rituals, Earthsong, Bombay Pure e a belíssima Solitude.

Ouça trechos das faixas ou faça pedidos pelo portal Amazon.com.



FILME: A CONTRIBUIÇÃO DO ESPIRITISMO PARA A ATUALIDADE CIENTÍFICA ( PALESTRA EM DVD )
EXPOSITOR: RAUL TEIXEIRA
PRODUÇÃO TVCEI


















Sinopse:

O Espiritismo tem algo a contribuir para a evolução da ciência? O palestrante expõe estágios importantes da ciência, como a teoria da evolução, com Charles Darwin e suas conexões com a Doutrina codificada pelo educador francês Allan Kardec. Além disso, dimensiona o papel da publicação de “O Livro dos Espíritos” e o surgimento de obras essenciais que nortearam o caminho científico até os dias atuais. Palestra proferida no 1º Congresso Espírita do Maranhão, em São Luís (MA), em outubro de 2008. Raul Teixeira é mestre e doutor em Educação. É um dos oradores espíritas mais requisitados no Brasil e exterior.

Encontrei disponível para pedidos no portal Netmovies.com.br

ou no portal O Livro Espírita.com.br

sexta-feira, 4 de março de 2011

O Espiritismo na Era Digital


Por Jorge Hessen

A Era Digital tem ampliado e facilitado a vida humana em face do rápido acesso à informação. Nesse contexto, a Internet é a maior rede mundial, ligando muitos milhões de computadores de grande, médio e pequeno portes, com enorme quantidade de pessoas de interesses variados, seja nos negócios, nas pesquisas, no lazer, na comunicação, e tantas outras áreas quanto se possa imaginar.

Destarte, a divulgação na Internet deve ser democrática, porém, aqueles que querem divulgar o Cristianismo devem ter a consciência da responsabilidade, procurando sempre saber as finalidades da divulgação e as suas conseqüências, porque a Internet não é só um excelente foro de debates, mas, sobretudo, bastante vasto e influente, atingindo proporções globais, colocando as idéias e imagens face a face com outras realidades sociais, políticas e culturais.

Há um site de vídeos que prega os ensinamentos cristãos, engrossando a disseminação religiosa na Internet. Porém, em meio às divergências veiculadas, chegam a gerar disputas virtuais entre comunidades virtuais. Com cerca de 4,8 mil vídeos, por exemplo, o GodTube (Broadcast Him!), segue o estilo do popular YouTube, e afirma utilizar a tecnologia Web para conectar cristãos com a finalidade de promover e disseminar o Evangelho no mundo. Porém, o site potencializa uma tendência de levar, para a Internet, a discussão de temas religiosos ortodoxos, que, em alguns casos, já chegou a causar problemas em alguns países árabes.

Recentemente, a mídia divulgou que o Governo do Paquistão bloqueou o acesso a sites, principalmente de vídeos, cujos conteúdos de suas páginas considera ofensivos ao Islã. Outros países, também, já bloquearam o acesso ao YouTube, como a Turquia e a Tailândia, gerando, logicamente, um estado de grande irritação por parte dos usuários, apesar de os provedores nada poderem fazer diante da imposição dos Governos fundamentalistas. Todavia, ao inverso dessa medieval intolerância, a Rainha Rania, da Jordânia, de forma inteligente, tem utilizado sites de vídeos contra o preconceito. A esposa do Rei Abdullah acredita que o mundo está passando por intensas mudanças, principalmente aquelas movidas pela força do instinto, em que a violência substitui o diálogo e a compaixão perde para o ódio. Ela sustenta a tese de que a Internet é um canal de comunicação de extrema importância entre Ocidente e Oriente e, por isso mesmo, decidiu usar o site de compartilhamento de vídeos para acabar com os estereótipos ligados aos árabes e ao Islã no Ocidente.

A Rainha jordaniana não é a única figura pública a se aproveitar da popularidade da Internet, e particularmente dos sites de vídeos, pois outros políticos e monarcas, ao redor do mundo, também se utilizam desse inigualável instrumento de comunicação, mas, obviamente, na condição de uma árabe de renome, usa a Internet para se relacionar com o Ocidente e promover o Islã moderado, sobressaindo-se às demais personalidades mundiais. A comunicação virtual é tão poderosa que a rainha Elizabeth 2ª da Inglaterra lançou seu próprio canal em website (um site de vídeos), onde mensagens, com sons e imagens, são compartilhadas. Ela afirmou que o novo meio de comunicação tem tornado a sua mensagem mais pessoal e direta. No YouTube, por exemplo, já há canais exclusivos do gabinete britânico e do Presidente da França, Nicolas Sarkozy.

A rigor, pela rede mundial de computadores, temos excelente meio de divulgação de idéias e informações, "em face da sua facilidade, versatilidade, abrangência, interatividade e baixo custo. "Pela Internet, consegue-se atingir, também, uma população anônima que não pode ou nem sempre vai a uma Casa Espírita. Portanto, o uso da tecnologia, em geral, e, especificamente, da tecnologia da informação dentro da Casa Espírita, e na Divulgação Interna e Externa da Doutrina dos Espíritos, é um recurso de real importância e de profunda utilidade nos trabalhos espíritas, sempre apoiados na razão, e respaldados na Ciência, na Filosofia e na Religião. Até porque, estamos vivendo tempos de globalização da informação, que tramita numa velocidade impressionante, com tendência a aumentar mais ainda." Para a divulgação do Espiritismo, essa tecnologia avançada significa tempo ganho sobre o que teríamos a despender, repetindo, continuamente, as mesmas coisas, muito embora, a publicação de livros espíritas, sem dispensá-los, obviamente, vem contribuindo, significativamente, com a aceleração progressiva do movimento espírita.

Em entrevista para Revista O Consolador, de Londrina, Divaldo afirma: "a Internet, como tudo que o homem toca e corrompe infelizmente, tornou-se veículo de informações incorretas, de agressões, de desmoralizações, de infâmias, de degradação e de crime... mas também de grandiosas realizações que dignificam o gênero humano e preparam a sociedade para dias mais belos e mais felizes". Allan Kardec previa, no século XIX, que "uma publicidade em larga escala, feita nos jornais de maior circulação, levaria ao mundo inteiro, até as localidades mais distantes, o conhecimento das idéias espíritas, despertaria o desejo de aprofundá-las e, multiplicando-lhes os adeptos, imporia silêncio aos detratores, que logo teriam de ceder, diante do ascendente da opinião geral." Como se observa, a divulgação em grande escala se consegue, atualmente, através da rede de computadores, o que permite a troca de informações dos mais variados assuntos, enviar mensagens, conversar com milhões de pessoas ou, apenas, ler as informações de qualquer parte do planeta. Em face disso, cremos que ela tem o papel mais importante na divulgação do Espiritismo contemporâneo, apoiado no que Emmanuel ensina: "O Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade - a caridade da sua própria divulgação".

Nos dias de hoje, existem inúmeros grupos de estudo e discussões sobre temas espíritas, na Internet, com um conteúdo magnífico. Não há dúvida de que é um excelente instrumento de divulgação, especialmente, pelo fato de atingir longas distâncias, e, até mesmo, outros países, onde a Doutrina Espírita, ainda, é pouco conhecida. Cremos que nós, os espíritas, não devemos resistir aos avanços da tecnologia, temos que nos acostumar com isso, e estarmos sempre atualizados, porque a geração que já se aproxima dominará essa linguagem e, se pudermos facultar a aquisição do conhecimento espírita a esses jovens do futuro, será um extraordinário projeto espiritual para a sociedade contemporãnea. "a Internet elimina as barreiras físicas e estabelece a ligação que permite que as notícias corram rapidamente o mundo, que novas idéias sejam apresentadas e debatidas, que exemplos sejam conhecidos e seguidos, que resultados sejam checados e validados. Nela estamos todos próximos, todos em condição de conhecer o que se passa nos vários cantos deste nosso mundo."

Nesta Era Digital, os estímulos de fraternidade, entre as diversas instituições espíritas em nível mundial, serão factíveis pelo intercâmbio que poderá ser mantido e pela possibilidade de se elaborar cursos interativos, por exemplo, uma discussão da obra de André Luiz, apontando links relevantes entre os deferentes textos, e com comentários feitos por autores reconhecidos. Pela rede de computadores, surge uma nova Era para o movimento espírita, sobretudo, na diretriz dada por Ismael ao Brasil. Há dois mil anos, Paulo de Tarso teve que andar a pé, cerca de 500 mil quilômetros, para divulgar a Boa Nova. Hoje, Deus nos oportuniza, do conforto da nossa casa, participar de estudos interativos em "salas espíritas" - a exemplo do uso do Paltalk - e, com isso, espalharmos a Terceira Revelação aos mais longínquos recantos da Terra.

Por essas razões, o orador Divaldo Franco afirma "que se Allan Kardec estivesse reencarnado, nestes dias, utilizar-se-ia da Internet com a mesma nobreza com que recorreu à imprensa do seu tempo na divulgação e defesa do Espiritismo, diante dos seus naturais adversários", e acrescenta: "comovo-me diante deste excelente recurso que diminui distância, ainda mais por sentir, participando deste nosso convívio, alguns benfeitores espirituais que estão a todos nos envolvendo em ondas de paz e vibrações de saúde, entre os quais, os Espíritos Eurípedes Barsanulfo, Cairbar Schutel, Joanna de Ângelis e Vinícius, igualmente felizes, abençoando a tecnologia e a informática utilizadas para o bem".

Por essas relevantes razões, "é interessante que as Casas Espíritas busquem os recursos tecnológicos como retroprojetores, datashows, áudios, vídeos, filmes, microfones, caixas de som e todo ferramental disponível que seja útil e aplicável para o aprendizado das Verdades da Vida, mas, principalmente, através desse imenso e irreversível universo de utilização da Informação por meios eletrônicos."
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