sexta-feira, 6 de março de 2009

Dicas do Manancial

Reservei para este mês três indicações que são para mim jóias espirituais e que dizem respeito ao nosso reverenciado “Buda”:





LIVRO: BUDA, A HISTÓRIA DE UM ILUMINADO
AUTOR: DEEPAK CHOPRA

Não poderia deixar de ser. Mais uma vez estou indicando esse excelente livro a respeito da vida de Sidarta Gautama, o Buda.
Deepak Chopra, com muita maestria divide a vida do iluminado em três etapas: “Sidarta, o príncipe” narrando toda a sua infância como príncipe até a sua fuga do palácio para viver como asceta na floresta; “Gautama, o monge” toda fase de descobertas até a iluminação para por fim transformar-se em “Buda, o compassivo”, última parte do livro concluindo a sua saga.
Uma leitura imperdível.







MÚSICA: NAMO AMITUOFO

Amituofo é o nome de “Amitabha”, que quer dizer Buddha em chinês. Indicado especialmente para quem gosta, esse excelente mantra budista chinês é capaz de elevar a nossa mente e esvaziar os nossos pensamentos desregrados. Indicado para meditação.


Ouça ele aqui na íntegra:






FILME: O PEQUENO BUDA (LITTLE BUDDHA)
DIRETOR: BERNARDO BERTOLUCCI

Assisti a esse filme há muito tempo, quando foi lançado em videocassete e estou à procura de alguma locadora que tenha ele em DVD para revê-lo.
Nele Bernardo Bertolucci faz um paralelo entre a cultura ocidental e a oriental, quando nos mostra a saga de dois monges budistas tibetanos que partem para Seattle, (Estados Unidos), a procura do garoto Jesse por acreditarem ser ele a reencarnação do Lama Dorge, um lendário monge budista.
Lá chegando, tentam convencer aos pais do garoto a o levarem para o Butão, a fim de comprovarem as suas suposições. Inicialmente seu pai, o arquiteto Dean se recusa, mas depois que o seu sócio se suicida ele se convence e viaja junto com seu filho Jesse e os monges em busca da verdade.
A partir daí acompanhamos no filme a história de Sidarta Gautama (Keanu Reeves), sendo contada por um dos monges ao garoto Jesse.
Maravilhoso!, não deixe de assistir.

O DVD pode ser encontrado para compra em sites especializados.

quinta-feira, 5 de março de 2009



Um roteiro com 100 preciosos ensinamentos budistas para exercício e prática em nossa vida:





Cem Recomendações para Vida


1. Descubra seu maior defeito e disponha-se a corrigi-lo.

2. Escolha até três exemplos de vida e determine-se a segui-los.

3. Tenha força e sabedoria para resistir às tentações do mundo.

4. Cultive a força da tolerância de forma a compreender, aceitar, assumir responsabilidades, ter determinação e melhorar as circunstâncias externas. Então, passe a cultivar a tolerância pela vida, a tolerância por todos os *darmas e a tolerância pelos *darmas não-surgidos de maneira a transformar o cultivo da tolerância em força e sabedoria.

5. Aprenda a se adaptar à pressão externa e não se deixe afetar por ela.

6. Seja ativo e destemido. Pense antes de agir.

7. Envergonhe-se do que ignora, do que é incapaz, do que o torna impuro e rude.

8. Faça com freqüência algo que toque o coração das pessoas.

9. Sinta-se bem sob qualquer circunstância, siga as condições corretas, esteja sempre livre de aflições e faça tudo com alegria no coração.

10. Ser corajoso e virtuoso é ter a capacidade de admitir os próprios erros.

11. Aprenda a aceitar perdas, falsas acusações, contratempos e humilhações.

12. Não inveje aqueles que praticam boas ações ou dizem boas palavras. Tenha sempre na mente, bondade e beleza.

13. Não empurre os outros para a beira do abismo; ao contrário, dê-lhes espaço para recuar — um dia eles poderão lhe ajudar.

14. Sirva àqueles que desejam fazer o bem, compartilhe um objetivo. Favoreça os outros e respeite seus anseios.

15. Seja amável e humilde ao relacionar-se com as outras pessoas. Expresse bondade em seu semblante e em sua fala.

16. A capacidade de doar traz abundância verdadeira.

17. Importe-se apenas com o que é certo ou errado; não se fixe em perdas e ganhos.

18. Deixe de lado pensamentos egoístas e dedique-se à justiça, à verdade e ao bem comum.

19. Viaje pelo mundo sob o céu estrelado. Vivencie a prática da procissão de mendicância pelo menos uma vez na vida.

20. Abra mão de todas as suas posses ao menos uma ou duas vezes na vida.

21. A cada quatro ou cinco anos, empreenda uma viagem sozinho.

22. Não se deixe cegar pelo amor. Não se traia por dinheiro.

23. Não bata de frente com as coisas — aprenda a arte de ser sutil.

24. Não há êxito sem persistência, diligência e determinação.

25. Desenvolva autoconfiança, expectativas em relação a si mesmo e metas pessoais.

26. Procure ouvir boas palavras e jamais esqueça o que elas significam.

27. Não desperdice o seu tempo. Faça planos e use o tempo com sabedoria.

28. Seja sempre sensato, pois a sensatez é imparcial e igual para com todos.

29. Lembre-se dos erros cometidos. Tenha-os sempre em mente para não repeti-los.

30. Seja qual for a sua função, desempenhe-a bem. Não olhe para os lados.

31. Faça tudo com boa intenção, verdade, sinceridade e beleza.

32. Não se apegue ao passado. Olhe sempre adiante.

33. Lute sempre pelos seus objetivos e vá longe.

34. Planeje sua carreira, use seu dinheiro com sabedoria, purifique seus sentimentos e não se apegue a fama e riqueza.

35. Desenvolva compreensão e visão corretas. Não se deixe levar cegamente pelos outros.

36. Renuncie a apegos insensatos e aceite a verdade com mente humilde.

37. Não faça intrigas nem espalhe rumores. Não se deixe influenciar por eles.

38. Aprenda a desenvolver sua mente, reformar seu caráter, recuar e dar guinadas em na vida.

39. Cultive méritos por meio de doações que estejam de acordo com sua capacidade, função, disposição e condição.

40. Creia profundamente no Darma e contemple todas as virtudes. Nunca faça o mal; pratique sempre o bem.

41. Não culpe os céus nem os outros por sua infelicidade, pois tudo tem sua causa e seu efeito.

42. Pense no bom e belo ao invés de pensar no que é triste e penoso.

43. Conquiste ao menos três tipos de habilitação ao longo da vida, como, por exemplo, para guiar automóveis, cozinhar, digitar, cuidar de enfermos, exercer a medicina, o magistério, o direito, a arquitetura etc.

44. Aprenda a articular bem a fala e a escrita. Aprenda a ouvir, a apreciar, a pensar, a cantar, a pintar e a desenvolver habilidades. Quanto mais se aprende, melhor. Aprenda, ao menos, metade disso tudo.

45. Leia ao menos um jornal por dia, para se manter em dia com o mundo.

46. Leia pelo menos dois livros por mês.

47. Mantenha uma rotina diária.

48. Cultive hábitos regulares de sono e alimentação.

49. Pratique exercícios físicos.

50. Mantenha-se longe de cigarro, álcool, pornografia e drogas. Administre e controle sua própria vida.

51. Pratique meditação por, pelo menos, dez minutos todos os dias.

52. Passe, pelo menos, metade de um dia sozinho, uma vez por semana.

53. Ao menos uma vez por mês, pratique o vegetarianismo, para nutrir seu coração de compaixão.

54. Ajude os outros e faça o bem sem esperar nada em troca.

55. Compartilhe sua alegria e compaixão com os demais.

56. Mantenha a capacidade de se auto-avaliar sob qualquer circunstância.

57. Reze pelos desafortunados, onde quer que você esteja.

58. Seja preciso em suas observações. Considere todos os ângulos e seja tolerante e compreensivo em relação aos outros.

59. Aprecie a vida, cuide dela e não a maltrate jamais.

60. Use seu dinheiro e suas posses com sabedoria. Não desperdice nem gaste demais.

61. Em tempos de alegria, contenha a sua fala; no infortúnio, não despeje sua raiva sobre os outros.

62. Não enalteça seus próprios méritos nem aponte os erros alheios.

63. Não inveje nem suspeite. Méritos advêm das realizações e da ajuda aos outros.

64. Não seja ganancioso em relação às posses alheias, nem mesquinho em relação às suas.

65. Demonstre coerência entre atitude e pensamento. Não seja iluminado na teoria e ignorante na prática.

66. Não fique sempre pedindo ajuda aos outros. Busque ajuda dentro de si mesmo.

67. Faça de sua própria conduta um bom exemplo. Não espere benevolência dos outros, mas de si mesmo.

68. Cultivar bons hábitos é a melhor maneira de manter uma vida íntegra e saudável.

69. É melhor ser não-inteligente do que não-compassivo.

70. A mente otimista é contemplada com um futuro brilhante.

71. Construa seu próprio destino. Corra atrás das oportunidades ao invés de esperar que elas caiam do céu.

72. Controle suas emoções e seu humor: não se deixe levar por eles.

73. Elogio e ofensa fazem parte da vida. Não se apegue a eles — conserve sempre a paz interior.

74. A doação de órgãos ajuda a prolongar a vida além de propiciar recursos para as vidas de outros seres.

75. Ouça o que os outros têm a dizer e anote a essência do que eles dizem.

76. Olhe para si mesmo antes de acusar os outros. Somente uma avaliação honesta de seus méritos e de méritos lhe dá o direito de julgar os demais.

77. Cumpra suas promessas.

78. Não viole o direito dos outros para beneficiar a si próprio. Favorecer os demais, às vezes, é imperioso.

79. Não sinta prazer em ridicularizar os outros. Ao contrário, aprenda a fazê-los felizes.

80. Não critique, por inveja, a benevolência do outro. Respeite-o e siga seu bom exemplo.

81. Não use de traição para obter vantagens.

82. Os privilégios devem, antes de tudo, ser oferecidos às outras pessoas.

83. Aprenda a aceitar as desvantagens. Saiba que, na verdade, elas são vantagens.

84. Não se apegue a perdas e ganhos. Não faça comparações entre o que você e os outros têm ou deixam de ter.

85. Seja sincero, impetuoso e educado.

86. Harmonia, paz e tranqüilidade são a chave para o relacionamento com as pessoas.

87. Respeito, reverência e tolerância são a tríade para manter boas relações com o mundo.

88. A raiva não resolve problemas. Somente uma mente tranqüila e pacífica pode ajudar você a lidar com a vida.

89. Relacione-se com pessoas virtuosas e bons mestres.

90. Não contamine os outros com sua tristeza, nem leve preocupações para a cama.

91. Busque prazer e alegria em tudo o que faz, e transmita isso a todos.

92. Seja grato aos benevolentes e aos que prestam auxílio. Deixe-se tocar por seus atos virtuosos.

93. Dê um toque de serenidade a tudo o que você fizer na vida.

94. Não existe dificuldade ou facilidade absolutas. O esforço transforma dificuldade em facilidade, enquanto a indolência torna o fácil difícil.

95. Ajude seus vizinhos e sua comunidade e participe dos eventos locais. Assim, você se tornará um voluntário da humanidade.

96. Só a humildade gera o bem. A arrogância não traz nada mais que desvantagem.

97. Aproxime-se de mestres virtuosos. Ouça-os, seja leal e não os desacate.

98. Ajudar os outros é ajudar a si mesmo. Ter consideração pelos outros significa cuidar e amar a si próprio.

99. Dê aos jovens oportunidades e ofereça-lhes orientação sempre que necessário.

100. Cuide de seus pais e seja amoroso com eles.


Mestre Hising Yün

*Darma ou Dharma (em sânscrito: Dharma; em páli Dhamma) significa "Lei Natural" ou "Realidade". Com respeito ao seu significado espiritual, pode ser considerado como o "Caminho para a Verdade Superior". O darma é a base das filosofias, crenças e práticas que se originaram na Índia.
A mais antiga dessas, conhecida como Hinduísmo, é a Sanatana Dharma (ou Dharma Eterno). No Budismo, no jainismo e no sikhismo, o darma também tem um papel axial. Nessas tradições, seres que vivem em harmonia com o darma alcançam mais rapidamente o mocsa, o Dharma Yukam, o nirvana ou libertação da roda das samsaras, ou ciclo de reencarnações.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Agenda de Eventos Espíritas do Mês de Março

Alguns dos eventos espíritas que acontecem pelo Brasil no mês de março 2009:


São Paulo


São Caetano do Sul – O Programa de Capacitação Contínua realizará o Curso Educação Mediúnica no período de março a novembro de 2009, das 20 às 22 horas, sempre às segundas-feiras. O curso teve início no dia 2 de março e o término será na última segunda-feira de novembro. O requisito para fazer o curso é ter feito o Curso Básico da Doutrina Espírita. O curso será realizado na Sociedade Espírita Luz e Amor que fica na Rua Eldorado, no 152-B, Prosperidade e o facilitador será o confrade Osvaldo Giroldo Sanchez.


Minas Gerais

Lagoa Santa – No mês de março será realizado o Ciclo de Conferências Espíritas da SEBEM, na sede da instituição que fica na Rua Allan Kardec, n° 500, bairro Santa Cecília. As atividades ocorrerão nas quintas-feiras às 20 horas e domingos às 9h30. Mais informações pelo e-mail sebem@lagoaminas.com.br ou nos sites www. lagoaminas.com.br ou www.lagoasanta.com.br. Eis a programação do Ciclo:
Data Tema Palestrante
02/03 – (Domingo) O Passe, Dr. Osvaldo Eli
06/03 – (Quinta-feira) Jesus e sua cronologia histórica: os principais fatos que marcaram sua vida, Waldir Silva
09/03 – (Domingo) Obsessão, Célio Allan Kardec
13/03 – (Quinta-feira) Depressão e Perspectiva Espírita, Dr. Rodrigo Ferreti
16/03 – (Domingo) Bezerra de Menezes, Wellerson Santos
20/03 – (Quinta-feira) A Escolha das Provas, Nacip Gomes
23/03 – (Domingo) O Residente, Jairo Avelar
27/03 – (Quinta-feira) As Bem-Aventuranças e a Justiça Divina, Dr. Braz Moreira Henrique
30/03 – (Domingo) Jesus, Antônio de Pádua


Pernambuco:

Recife– No dia 7 de março, a partir das 9 horas, a Federação Espírita Pernambucana dá início a dois cursos: o 50o Curso Prático Permanente sobre Tribuna Espírita e o 20o Curso Compacto de Esperanto. Mais informações: (81) 3241-2157 – 3427-6904 e no site www.federacaoespiritape.org.
No mesmo dia 7, a Federação Espírita Pernambucana promove a partir das 14h, um Curso sobre Passes, que terá continuidade na manhã do dia 8, domingo, sob a coordenação de Maria Euny Masotti.
Mais informações no site www.federacaoespiritape.org.


Fonte: O Consolador

terça-feira, 3 de março de 2009

Sempre Lembrados: "Sidarta Gautama"



Sidarta Gautama ou "Siddhartha Gautama" foi um príncipe que nasceu por volta do século quinto ou sexto antes de Cristo e viveu por volta de 563 a.C a 483 a.C, em Kapilavastu, reino de Sákya, que compreende hoje em dia parte da fronteira do Nepal com a Índia.

Filho do rei Sudhodhana, era por obrigação herdeiro do trono paterno. Sete dias após o seu nascimento sua mãe morreu e passou a ser criado pela tia Mahaprajapati Gautami, irmã de sua mãe.

Recebeu após o seu nascimento a visita do ermitão e vidente Asita, que percebendo a sua aura iluminada, aos prantos revelou a família Gautama o que acabava de prever:
Se aquele menino príncipe permanecesse no palácio tornar-se-ia um grande rei e governaria o mundo, mas que por outro lado, se ele abandonasse os prazeres do mundo e buscasse viver os valores espirituais, tornar-se-ia um Buddha (O Salvador do Mundo).

Asita também identificou no corpo de Siddartha todos os sinais indispensáveis para que ele se tornasse um Buddha. Sudhodhana, preocupado com a sucessão, levou em consideração apenas a condição de Siddhartha se tornar o seu herdeiro.

O príncipe Siddhartha foi um menino curioso, inquieto e dotado de uma hipersensibilidade, vivia sempre buscando respostas para o sentido das coisas, da vida.

Ainda criança, aos sete anos, estando com seu pai a passeio deteve-se e ficou a observar um campo sendo preparado para semeadura, viu no solo um verme ser devorado por um pássaro que lá descansava e que após alçar vôo foi atacado por uma ave de rapina que o carregou em suas garras e fugiu em alta velocidade, sendo nessa hora atingida no peito por uma flecha de um caçador. Siddhartha ficou por algum momento em transe chocado com tudo que presenciou e passou a indagar-se: “o que leva os seres vivos a se matarem entre si?”, lembrou-se da morte de sua mãe logo quando ele nasceu e perguntou-se: “ninguém está livre do sofrimento?”.

Prosseguiu a sua vida cercado de riqueza e conforto, tornou-se um jovem forte, esportista e tão inteligente, que acabou por se tornar professor de todos os seus tutores, que eram escolhidos entre os melhores mestres do reino na época. Possuía três palácios para morar, um de inverno, outro de primavera e outro para o verão. Seu pai sempre que saia a passeio com ele ordenava que limpassem todas as ruas, retirassem delas os mendigos, doentes e enfeitassem todas as casas, mas vez por outra Siddhartha entristecia-se e tornava-se reflexivo. Nessas horas costumava a sentar-se por incontáveis horas, solitário e imóvel sob uma árvore a meditar, deixando os criados preocupados e ao entardecer, acontecia um estranho fenômeno em que a sombra da árvore em que estava não mudava de posição em relação ao sol.

Por esse comportamento introspectivo, Siddhartha foi apelidado de Sákyamuni (sábio silencioso dos Sákyas), isolava-se freqüentemente afastando-se de seus amigos e de sua família para ir sentar-se calmamente nos jardins do palácio.

Seu pai, temendo que se realilizassem as profecias do ermitão Arista em relação ao príncipe tornar-se um “Buddha”, o que o impediria de ser ele o seu sucessor, ordenou que fechassem as portas, para que Siddhartha jamais deixasse as dependências dos palácios e vivesse uma vida de completo isolamento. Um certo dia ele fugiu na companhia do seu fiel escudeiro, Channa e finalmente conheceu a cidade como realmente era, sem nenhum disfarce.

Assistiu a um ancião sendo insultado por um homem mais jovem e perguntou:

- O que há com aquele homem?

- É um velho, senhor- respondeu o servo - os idosos são descartados do convívio social, acham que eles não têm mais valor. Pode ser injusto, mas é desta forma que sempre aconteceu.

Bastante impressionado continuou o passeio e mais adiante viu um enfermo, coberto de feridas, fraco e com uma expressão de quem sentia muita dor.

- O que há com este homem?

- Está doente senhor, isto acontece com os que não cuidam da saúde e não se alimentam, sofrendo as fraquezas da carne.

- Isso pode acontecer com qualquer um?

- Sim senhor, todos estão sujeitos a isso.

Prosseguiu e mais adiante vinha passando uma procissão de enterro, mesmo antes de perguntar o seu escudeiro lhe falou:

- É a morte.

Desorientado, quis abandonar o local mais Siddhartha deparou-se com uma nova cena: avistou um homem esquelético e esfarrapado que serenamente pedia esmolas com uma pequena tigela nas mãos e tinha em si a expressão de um vencedor.

- Aquele é um homem santo. Não se deixa arrastar mais pelas paixões mundanas. Já compreendeu o verdadeiro significado da vida. – disse Channa.

Era um monge, e foi na serenidade desse homem que Siddhartha entendeu que existia uma saída que conduzia ao despertar. E assim, ele quis descobrir o segredo dessa serenidade para doá-la ao mundo.

Aos poucos com as suas reflexões ele foi deixando de lado todo o orgulho que sentia pela sua juventude e vigor. Casou-se ainda jovem com Yassodhara, teve um filho que foi chamado de Rahula e aos 29 anos decidiu abandonar de vez o palácio para viver como um asceta na floresta e ir em busca do conhecimento que o libertasse do sofrimento e conduzisse a serenidade.

Praticou meditação e severas austeridades durante seis anos, até que aos 35 anos, quando em estado de profunda meditação, sob a sombra de uma figueira, nas margens do Rio Nairanjana, diz a lenda que ele permaneceu assim por vários dias, uma luz começou a brilhar em sua testa e Siddhartha travou uma grande batalha com exércitos de demônios atacando-o com as mais terríveis armas. Aos seus olhos surgiram as mais variadas tentações: sede, luxúria, descontentamento, distrações de prazer, as quais foram sendo vencidas aos poucos, por causa da sua meditação que ia convertendo de forma indestrutiva toda a negatividade em harmonia e pureza, e as flechas lançadas contra ele transformavam-se em flores.

Foi assim, que finalmente Siddhartha alcançou a perfeita iluminação, tornou-se “O Buddha”, percebendo que no cosmos todos os seres estão harmoniosamente unidos, que nada existe por si só e que a natureza de todas as coisas só pode ser realmente conhecida conforme a sua relação com o Cosmos.

Siddhartha desencarnou aos 80 anos de idade e assim como Sócrates e Jesus não deixou nada escrito. Seus discípulos reuniram-se 100 anos após a sua morte para escrever todos os seus ensinamentos e fizeram assim “o Tipitaka”, que é a "bíblia" da escola Theraveda de ensino budista.

Para evitar a manifestação do orgulho e do apego, os monges não tinham nada e mendigavam o alimento, comendo o que lhe dessem. Todos os monges da Ordem de Buda tinham um código de vivência, que tinha que ser seguido por todos. São os Cinco Preceitos fundamentais, que até hoje são seguidos pelos Budistas:

1. Eu me comprometo a não matar.
2. Eu me comprometo a não tomar nada que não seja dado voluntariamente por outrem.
3. Eu me comprometo a não me entregar aos prazeres proibidos.
4. Eu me comprometo a não dizer nada de falso e a não dizer a verdade em ocasiões inoportunas.
5. Eu me comprometo a não me intoxicar com bebidas ou entorpecentes.


Algumas de suas frases e pensamentos:

“Por mais que na batalha se vença um ou mais inimigos, a vitória sobre si mesmo é a maior de todas as vitórias.”

“A indulgência é a austeridade por excelência; a paciência é o Nirvana por excelência.”

“Qual é o caminho da salvação? é a retidão; é a meditação; é a sabedoria.”

‘“Faça de ti mesmo teu próprio suporte, teu próprio refúgio.”



Fontes: Texto da Escola de Artes Marciais Sol Alado, por Jaaziel Correia (Saindo do Matrix) e Wikipédia.


segunda-feira, 2 de março de 2009

Mensagem da Semana



Ouvir a mensagem:


O Sábio e o Pássaro


Conta-se que certa vez, um homem muito maldoso resolveu pregar uma peça em um mestre, famoso por sua sabedoria.

Preparou uma armadilha infalível, como somente os maus podem conceber.

Tomou de um pássaro e o segurou nas mãos, imaginando que iria até o idoso e experiente mestre, formulando-lhe a seguinte pergunta: "mestre, o passarinho que trago nas mãos está vivo ou morto?"

Naturalmente, se o mestre respondesse que estava vivo, ele o esmagaria em sua mão, mostrando o pequeno cadáver. Se a resposta fosse que o pássaro estava morto, ele abriria as mãos, libertando-o e permitindo que voasse, ganhando as alturas.

Qualquer que fosse a resposta, ele incorreria em erro aos olhos de todos que assistissem a cena.

Assim pensou. Assim fez.

Quando vários discípulos se encontravam ao redor do venerando senhor, ele se aproximou e formulou a pergunta fatal.

O sábio olhou profundamente o homem em seus olhos. Parecia desejar examinar o mais escondido de sua alma, depois respondeu, calmo e seguro: "o destino desse pássaro, meu filho, está em suas mãos."

A história pode nos sugerir vários aspectos. Podemos analisar a maldade humana, que não vacila em esmagar inocentes para alcançar os seus objetivos.

Podemos meditar na excelência da sabedoria, que se sobrepõe a qualquer ardil dos desonestos. Mas podemos sobretudo falar a respeito da destinação humana, ainda tão mal compreendida.

Normalmente, tudo se atribui a Deus, à Sua vontade: as doenças, a miséria, a ignorância, a desgraça...

Ora, se Deus é de infinito amor e bondade, conforme nos revelou Jesus, como conceber que Ele seja o promotor do infortúnio?

A vida nos é dada por Deus mas a qualidade de vida é fruto das ações humanas.

Se o mal impera, é porque os bons se omitem, de forma tímida, permitindo o avanço acintoso daquele.

A mão que liberta o homem da desgraça é a do seu semelhante, o mais próximo que se lhe situe.

Assim, o destino de nossa sociedade é o somatório de nossas ações.

Filhos de Deus, criados à Sua imagem e semelhança, exercitemos a vontade, moldando nossa destinação gloriosa, bem como influenciemos positivamente as vidas dos que nos cercam.

Você sabia?

Que é nosso dever fazer algo de bom pelo semelhante?

Que para uma sociedade sadia é indispensável a solidariedade?

E que solidariedade significa prestar ao semelhante todo o cuidado que gostaríamos de receber dele, caso fôssemos nós os necessitados?


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na revista Reformador - 03/98 - O Sábio e o Pássaro.

domingo, 1 de março de 2009

Especial: Reverenciado do Mês

No mês de março o Manancial de Luz estará reverenciando a Sidarta Gautama, “o Buda”. Mostraremos em nossas postagens um pouco de sua vida e pensamentos que influenciou o Nepal dando origem ao “budismo”, uma religião e filosofia baseada em seus ensinamentos que se espalhou pela Índia, Ásia, Ásia Central, Tibete, Sri Lanka (antigo Ceilão), Sudeste e Leste Asiático incluindo China, Coréia, Myanmar, Japão e Vietnã difundindo-se pelo resto do mundo em diferentes escolas e hoje conta com milhões de seguidores.
Como espírita tenho uma enorme afinidade, respeito e simpatia com o budismo e a sua filosofia, reservando este espaço para reverenciar com grande satisfação e alegria ao seu representante e homenagear aos seus seguidores.


Namasté!!,

Paz e Luz para todos!!

Carlos Pereira

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Camille Flammarion e o "Discurso para Kardec"


Encerramos o mês de homenagem a Camille Flammarion com o seu histórico discurso, proferido em 31 de março de 1869, na ocasião do sepultamento de Allan Kardec:


Senhores,

"Submetendo-me, com deferência, no convite simpático dos amigos do pensador laborioso, cujo corpo terreno jaz agora aos nossos pés, lembro-me de um dia sombrio de dezembro de 1865. Eu pronunciava então as supremas palavras de adeus sobre o túmulo do fundador da Livraria Acadêmica, o honrado Didier, que foi, como editor, o colaborador convicto de Allan Kardec na publicação das obras fundamentais de uma doutrina que lhe era cara, e que morreu também subitamente, como se o céu tivesse querido poupar a esses dois espíritos íntegros o embaraço filosófico de sair desta vida por um caminho diferente do comum. A mesma reflexão se aplica a morte do nosso antigo colega Jobard, de Bruxelas.

"Hoje minha tarefa é ainda maior, porque eu desejaria poder representar ao pensamento dos que me escutam, e ao de milhões de homens que, na Europa inteira e no novo mundo, se ocuparam do problema ainda misterioso dos fenômenos ditos espíritas; desejaria, digo eu, poder representar-lhes o interesse científico e o futuro filosófico do estudo desses fenômenos (a que se entregaram, como ninguém ignora, homens eminentes entre os contemporâneos). Gostaria de lhes fazer entrever que horizontes desconhecidos verá o pensamento humano abrir-se à sua frente, à medida que estender o seu conhecimento positivo das forças naturais em ação em torno de nós; mostrar-lhes que tais constatações são o antídoto mais eficaz da lepra do ateísmo, que parece atacar particularmente a nossa época de transição, e, enfim, aqui testemunhar publicamente o eminente serviço que o autor do Livro dos Espíritos prestou à Filosofia, chamando a atenção e a discussão para fatos que, até agora, pertenciam ao domínio mórbido e funesto das superstições religiosas.

"Com efeito, seria um ato importante aqui estabelecer, diante deste túmulo eloqüente, que o exame metódico dos fenômenos, erradamente chamados sobrenaturais, longe de renovar o espírito supersticioso e de enfraquecer a energia da razão, ao contrário, afasta os erros e as ilusões da ignorância e serve melhor ao progresso que a negação ilegítima dos que não se querem dar ao trabalho de ver.

Mas não é aqui o lugar para abrir a arena à discussão irreverente. Deixemos apenas descer de nossos pensamentos, sobre a face impassível do homem deitado à nossa frente, testemunhos de afeição e sentimentos de pesar, que fiquem, em sua volta e à volta do seu túmulo como um bálsamo do coração! E desde que sabemos que sua alma eterna sobrevive a esses despojos mortais, como lhes preexistiu; desde que sabemos que laços indestrutíveis ligam nosso mundo visível ao mundo invisível; desde que esta alma existe hoje tão bem como há três dias, e que não é impossível achar-se atualmente à minha frente, digamos-lhe que não quisemos ver apagar-se a sua imagem corporal e encerrá-la em seu sepulcro, sem honrar unanimemente os seus trabalhos e a sua memória, sem pagar um tributo de reconhecimento à sua encarnação terrestre, tão utilmente e tão dignamente realizada.

"De início, traçarei em rápido esboço as linhas principais de sua carreira literária.

"Morto aos sessenta e cinco anos, Allan Kardec havia consagrado a primeira parte de sua vida a escrever obras clássicas, destinadas sobretudo ao uso dos instrutores da mocidade. Quando, lá por 1850, as manifestações, em aparência novas, das mesas girantes, das batidas sem causa ostensiva, dos movimentos insólitos de objetos e de móveis, começaram a atrair a atenção pública e, mesmo, provocaram em imaginações aventurosas uma espécie de febre, devida à novidade dessas experiências, Allan Kardec, estudando ao mesmo tempo o magnetismo e seus estranhos efeitos, seguiu com a maior paciência e uma judiciosa clarividência as experiências e as tentativas tão numerosas, então feitas em Paris. Recolheu e pôs em ordem os resultados obtidos nessa longa observação, e com eles compôs o corpo de doutrina publicado em 1857, na primeira edição do Livro dos Espíritos. Todos sabeis que sucesso acolheu esta obra, na França e no estrangeiro.

"Atingindo hoje sua décima-sexta edição, ele espalhou em todas as classes esse corpo de doutrina elementar, que não é novo em sua essência, de vez que a escola de Pitágoras, na Grécia, e a dos Druidas, em nossa própria Gália, ensinavam os seus princípios, mas que revestia uma verdadeira forma de atualidade, por sua correspondência com os fenômenos.

"Depois desta primeira obra apareceram, sucessivamente: o Livro dos Médiuns, ou Espiritismo Experimental; Que é o Espiritismo? resumo sob a forma de perguntas e respostas; O Evangelho Segundo o Espiritismo; O Céu e o Inferno; A Gênese; e a morte veio surpreendê-lo no momento em que, em sua atividade infatigável, trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo.

"Pela Revista Espírita e a Sociedade de Paris, da qual era presidente, ele se havia, de certo modo, constituído em centro para onde tudo convergia, o traço de união de todos os investigadores. Há alguns meses, sentindo próximo o seu fim, preparou as condições de vitalidade desses mesmos estudos após a sua morte, e estabeleceu a Comissão Central que o sucede.

"Despertou rivalidades; fez escola sob uma forma um tanto pessoal; existe ainda alguma divisão entre os "espiritualistas" e os "espíritas". De agora em diante, senhores (tal é, pelo menos, o voto dos amigos da verdade), devemos estar todos reunidos por uma solidariedade confraternal, pelos mesmos esforços para a elucidação do problema, pelo desejo geral e impessoal da verdade e do bem.

"Quantos corações foram consolados, de início, por esta crença religiosa! Quantas lágrimas foram enxutas! Quantas consciências abertas aos raios da beleza espiritual! Nem todos são felizes aqui na Terra. Muitas afeições foram destruídas! Muitas almas foram adormecidas pelo ceticismo. Não será nada haver trazido ao Espiritualismo tantos seres que flutuavam na dúvida e que não mais amavam a vida física nem a intelectual?

"Allan Kardec era o que eu chamarei simplesmente "o bom senso encarnado." Raciocínio reto e judicioso, aplicava, sem esquecer, à sua obra permanente as indicações íntimas do senso comum. Aí não estava uma qualidade menor, na ordem das coisas que nos ocupam. Era - pode-se afirmar - a primeira de todas e a mais preciosa, sem a qual a obra não poderia tornar-se popular, nem lançar no mundo as suas raízes imensas.

Em maioria, aqueles que se entregaram a esses estudos lembraram-se de ter sido, na mocidade ou em certas circunstâncias especiais, testemunhas de manifestações inexplicadas; há poucas famílias que não tenham observado em sua história acontecimentos desta ordem. O primeiro ponto era aplicar a esses fatos o raciocínio firme do simples bom-senso e examina-los segundo os princípios de método positivo.

"Como o próprio organizador deste estudo demorado e difícil previra, esta doutrina, até então filosófica, deve entrar agora em seu período científico. Os fenômenos físicos, sobre os quais não se insistiu de começo, devem tornar-se objeto da crítica experimental, sem a qual nenhuma constatação séria é possível. Este método experimental, ao qual devemos a glória do progresso moderno e as maravilhas da eletricidade e do vapor, deve colher os fenômenos de ordem ainda misteriosa, a que assistimos, dissecá-los, medi-los, defini-los.

"Porque, senhores, o Espiritismo não é uma religião, mas uma ciência, da qual apenas conhecemos o abecê. O tempo dos dogmas terminou. A Natureza abarca o Universo. O próprio Deus, que outrora foi feito à imagem do homem, não pode ser considerado pela Metafísica moderna senão como um espírito na Natureza. O sobrenatural não existe. As manifestações obtidas através dos médiuns, como as do magnetismo e do sonambulismo. são de ordem natural e devem ser severamente submetidas ao controle da experiência. Não há mais milagres. Assistimos à aurora de uma Ciência desconhecida. Quem poderá prever a que conseqüências conduzirá, no mundo do pensamento, o estudo positivo desta Psicologia nova?

"De agora em diante a Ciência rege o mundo. E, senhores, não será estranho a este discurso fúnebre notar sua obra atual e as induções novas que ela nos descobre, precisamente do ponto de vista de nossas pesquisas."

Aqui o Sr. Flammarion entra na parte científica de seu discurso. Expõe o estado atual da Astronomia e o da Física, desenvolvendo particularmente as descobertas relativas à recente análise do espectro solar. Destas descobertas resulta que não vemos quase nada do que se passa em torno de nós na Natureza. Os raios caloríficos que evaporam a água formam as nuvens, causam os ventos, as correntes, organizam a vida do globo, são invisíveis para a nossa retina. Os raios químicos que regem os movimentos das plantas e as transformações químicas do mundo inorgânico são igualmente invisíveis. A Ciência contemporânea autoriza, pois, os pontos de vista revelados pelo Espiritismo e nos abre, por sua vez, um mundo invisível real, cujo conhecimento só pode esclarecer-nos quanto ao modo de produção dos fenômenos espíritas.

A seguir, o jovem astrônomo apresentou o quadro das metamorfoses, do qual resulta que a existência e a Imortalidade da alma se revelam pelas mesmas leis da vida.

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Após a exposição científica, assim terminou ele:

"Aquele cuja visão é limitada pelo orgulho ou pelo preconceito e não compreendem esses desejos ansiosos de nossos pensamentos, ávidos de conhecimentos, que atirem sobre tal gênero de estudos o sarcasmo ou o anátema! Nós erguemos mais alto as nossas contemplações!... Tu foste o primeiro, ó mestre e amigo! tu foste o primeiro que, desde o começo de minha carreira astronômica, testemunhou uma viva simpatia por minhas deduções relativas à existência das Humanidades Celestes; porque, tomando nas mãos o livro Pluralidade dos mundos habitados, puseste-o a seguir na base do edifício doutrinário que sonhaste. Muitas vezes nos entretínhamos, juntos, sobre esta vida celeste tão misteriosa. Agora, ó alma! sabes por uma visão direta em que consiste essa vida espiritual, à qual todos retornaremos, e que esquecemos durante esta existência.

"Agora voltaste a esse mundo de onde viemos e colhes o fruto de teus estudos terrenos. Teu invólucro dorme aos nossos pés, teu cérebro está extinto, teus olhos estão fechados para não mais se abrirem, tua palavra não mais será ouvida!... Sabemos que todos nós chegaremos a esse último sono, à mesma inércia, à mesma poeira. Mas não é neste envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. O corpo cai, a alma fica e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor. E, no céu imenso, onde se exercitarão as nossas mais poderosas faculdades, continuaremos os estudos que na Terra dispunham de local muito acanhado para os conter. Preferimos saber esta verdade, a crer que jazes por inteiro neste cadáver, e que tua alma tenha sido destruída pela cessação do jogo de um órgão. A imortalidade é a luz da vida, como este sol brilhante é a luz da Natureza.

"Até logo, meu caro Allan Kardec, até logo."


Fonte:http://www.camilleflammarion.org.br/centroespirita.htm


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Destaque: “Camille Flammarion e a Ciência Espírita”




"O corpo passa. A alma vive no infinito e na eternidade." - FLAMMARION, 1923.


Dos colaboradores de Kardec, Camille Flammarion foi o que mais valorizou a construção do conhecimento espírita a partir da metodologia empírica e positivista. Como conseqüência desta sua postura ele passou anos de sua vida buscando fatos, sobre os quais construiu a convicção na imortalidade da alma, na comunicabilidade dos espíritos e na existência de faculdades extra-sensoriais nos homens, o que frutificou-se na Metapsíquica de Richet e posteriormente na Parapsicologia de Rhine.

Esta sua visão de ciência e as suspeitas que passou a ter para com os aspectos filosóficos e religiosos do Espiritismo não o tornaram, contudo, um iconoclasta, aos moldes de alguns críticos contemporâneos do aspecto religioso do Espiritismo. Suspeitando do método de Kardec, Flammarion lançou-se ao estudo continuado da fenomenologia espírita, oferecendo-nos, quando desencarnou, uma obra que tornou mais sólidas as bases científicas da doutrina espírita. Quem sabe estes últimos não possam ter suas idéias arejadas pelo pioneirismo do astrônomo francês e redirecionar suas ações em uma cruzada de construção e consolidação.

Crítico dos sistemas religiosos e das verdades misteriosas bastante difundidas em sua época, Flammarion se rendia ao espírito religioso e à construção de uma religião natural, sem dogmas, sem mistérios e sem sobrenatural, como o pensava Allan Kardec.

A obra espírita de Flammarion sustentou e alimentou diversas gerações de espíritas em nosso país, foi uma fonte importante nas discussões que o movimento espírita brasileiro teve de sustentar com diversos segmentos científicos e políticos de nossa sociedade para manter o direito constitucional de existir. Consideramos fundamental que a geração nova, que vem adquirindo as bases do conhecimento espírita nas muitas mocidades e juventudes de nosso país, não olvidasse a obra deste cientista espírita. Se assim o dizemos aos jovens, o que não diríamos aos muitos grupos e reuniões de estudo sistematizado do Espiritismo.

Saudamos com estas poucas linhas a memória e a obra do mais polêmico dos espíritas franceses contemporâneos de Kardec.


Trecho do artigo “Camille Flammarion” postado no site “Centro Espírita Trabalhadores de Jesus” em 2004, por Jáder dos Reis Sampaio.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Especial: “Livros de Camille Flammarion para Download”

Camille Flammarion


Na data em que se comemora a passagem do aniversário de Camille Flammarion, selecionamos alguns dos principais livros de sua autoria para download:


Deus na Natureza:
Considerado um clássico do Espiritismo e a sua obra-prima, nele Camille Flammarion apóia-se nos princípios da natureza para demonstrar a existência de Deus.

Download


Urânia:
O livro relata o encontro onírico entre um jovem e Urânia, a musa da Astronomia, tecendo, tecendo considerações sobre astronomia e espiritualismo.

Download


Narrações do Infinito:

Observações feitas por um espírito recém-desencarnado acerca do seu passado e da história da terra.

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O Fim do Mundo:
O sábio astrônomo francês descortina, nesta obra de ficção, o mistério dos tempos futuros.

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A Morte e seus Mistérios:
O livro divide-se em três volumes, que são etapas sobre a importante temático a que o título se refere:

Vol.1: Antes da Morte
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Vol.2: Durante a Morte
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Vol.3: Depois da Morte
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Estela:
"O Livro Estela" de "Camille Flammarion" aborda a importância da astronomia, objetivando a busca da verdade. Através de romance, mostra a sintonia perfeita entre Rafael e Estela, dois seres que denotam elevada evolução espiritual.

Download



Fonte: Autores Espíritas Clássicos

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Meme "Frases e Livros"



Recebi do meu querido irmão Benjamin do Irmão Sol, Irmã Lua essse Meme interessante e estamos aqui com muita satisfação fazendo cumprir a nossa parte.

Para mim o mais difícil foi encontrar as pessoas certas para repassar, pois, ainda tenho poucos contatos com os blogs, peço desculpas Benjamin, mas, tive que pescar um em sua lista ok?, vamos lá:


As tarefas:

Estão divididas em cinco passos, que são:

1 - Agarrar o livro mais próximo;
2 - Abrir na pág. 161;
3 - Procurar a quinta frase completa;
4 - Colocar a frase no blog;
5 - Repassar para seis pessoas.


As Frases e os livros:


Primeiro Livro:

Como estou ultimamente trabalhando com A Gênese, de Allan Kardec encontrei a seguinte frase nele:



“Fisicamente, a Terra teve as convulsões de sua infância; doravante, ela entrou num período de estabilidade relativa: no progresso pacífico que se cumpre pelo retorno regular dos mesmos fenômenos físicos, e o concurso inteligente do homem. Ela, porém, ainda está no meio no trabalho de produção do progresso moral.”

Livro: A Gênese
Autor: Allan Kardec


Segundo Livro:

Peguei esse em minha estante e encontrei a seguinte frase:


“O Universo todo, incluindo as milhões de espécies da natureza, acusam a existência de um criador.”

Livro: O Mestre da Sensibilidade
Autor: Augusto Cury


Blogs que estou repassando:

Adriana – Espíritas na Net
Penha Pauli- Blog do Futuro
Cristina Helena- Somos Espíritos
Ylen- Blog do Ylen
Jeanne- Consciência e Vida
Aline Souza- Nosso Jardim


Música Espírita: “Luz Espírita – Elizabete Lacerda”

Uma canção que fala na descoberta da luz que cada um de nós possui em si, assim é “Luz Espírita”, de autoria de Ery Lopes e interpretada na voz doce e harmoniosa de Elizabete Lacerda. Assista aqui ao vídeo e acompanhe a letra da canção.



Luz Espírita

Há uma luz
Brilhando além,
Vem de Deus e é do bem
Que reluz em cada ser,
Que em si deixar crescer,
Vem iluminar consciências,
consolar corações,
Renova nossa fé com a força da razão...

Foi o Amor que anunciou:
"Fazei brilhar a vossa luz"
Hoje eu sei que a Verdade
e a Caridade me conduz,
Vem iluminar consciências
e consolar corações,
Renova nossa fé com a força da razão.

Luz, Luz Espírita,
O Consolador
Vem ser meu Guia,
Luz do meu Senhor,
Luz, Luz Espírita,
O Consolador,
Vem ser meu Guia,
Luz do meu Senhor.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009




Ouvir a mensagem:


Avisos da Criação


A presença Divina constitui verdade perene.
Até o silêncio da pedra fala em Deus.

O Universo repousa na disciplina.
O labirinto da selva revela ordem em cada pormenor.

Em a Natureza, tudo pede compreensão e respeito.
O deserto é o cadáver do mar.

Há sabedoria em todas as coisas.
Embora sem tato, a trepadeira sabe encontrar apoio; não obstante sem visão, o girassol descobre sempre o astro rei.

Em tudo existe a feição boa.
As nuvens mais sombrias refletem a luz solar.

Eternidade significa aprimoramento contínuo de repetições.
Sem recapitular movimentos, a Terra desagregar-se-ia.

A fé construtiva não teme a adversidade.
O penhasco no dilúvio é ponto de segurança.

A obediência não dispensa a firmeza.
Humilhada e submissa, a água se amolda a qualquer recipiente, mas, resoluta e perseverante, atravessa o rochedo.

Toda empresa solicita cultura e prática.
Inexperiente, o homem vivo naufraga no bojo das águas;
adaptado, o lenho morto navega na superfície do mar.

O aspecto exterior nem sempre denuncia a realidade.
O vento, supostamente vadio, trabalha na função de cupido das flores.

Volume não expressa valor.
Apesar de pequenina, a semente é gota de vida.

A palavra feliz constrói invariavelmente.
Na linguagem do pássaro, todo som faz melodia.

Valor e humildade são expressões de inteligência sublime.
Se o cume mais alto recebe a chuva em primeiro lugar,
o vale mais baixo recolhe, ao fim, a maior parte da água.

Para revelar-se, o bem não exige trombeta.
Conquanto invisível, a onda de perfume, muita vez, nutre e refaz.

No campo da evolução, a paz é conquista inevitável da criatura.
A escarpa de hoje será planície amanhã.


André Luiz


Do Livro: O Espírito da Verdade
Francisco C. Xavier e Waldo Vieira

Psicografia: Waldo Vieira


domingo, 22 de fevereiro de 2009



A Benção em Sentir Paz



Quando a paz brota em nosso interior, a vida contempla uma nova realidade, a única a ser vivida e desfrutada.

O efeito é a alegria, que dá origem a um estado único, onde a compreensão é presente e a conexão com o amor é estabelecida. A paz está dentro de nós, para sempre.
Ela faz parte da nossa natureza.

Mas, nem sempre sentimos paz e isto se dá porque criamos grandes desvios em nosso próprio caminho, um caminho que nos foi dado para aprendermos a usar nossos dons, nossas características divinas. Não nos damos conta de que, quando fora da nossa rota, distanciamo-nos do nosso estado natural.

Nossas projeções, nossas percepções equivocadas, turvam a nossa visão interior, deixando-nos no escuro, fazendo-nos acostumar a viver o que não foi feito para ser vivido, como a ignorância em não tomar ciência da própria luz, da própria força e do amor que tudo transforma para que possamos ser dignos aos olhos do Criador.

Se estivermos atentos, veremos que a paz é como o ar que respiramos, está em toda a parte, dentro e fora de nós. Mas para percebê-la é necessário vermos as coisas sob a lente do amor, pois as criações de Deus só se manifestam no amor, pois são o próprio amor.

Fora deste estado que Deus nos deu, será impossível sentirmos a bênção que paira sobre todos nós. Para sentir paz é necessário estarmos conectados com a paz e para isto, o estado presente e atento é necessário.

Quando partimos do princípio de que tudo nos é dado, poderemos conhecer a nós mesmos e então estaremos diante de uma inevitável realidade: a paz que tanto sonhamos está em nós, nós somos a própria paz.


(Autor desconhecido)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009



EXISTÊNCIA DE DEUS



Povoa-se o Universo por verdadeira multidão de galáxias.

Cada galáxia permanece constituída por milhares de constelações.

Cada constelação, quase sempre, é um ninho de sóis.

Cada sol congrega diversos mundos.

Cada mundo, amadurecido para a inteligência e para a razão, guarda consigo a bênção da Humanidade.

Cada Humanidade se compõe de várias raças.

Cada raça engloba muitos povos e milhões de almas que evoluem, nos degraus que lhes correspondem.

Lembremo-nos, pois, de que no concerto admirável da Criação, somente será possível regenerar e burilar a nós mesmos para que a vida imperecível em nós se retrate vitoriosa, mas não nos esqueçamos de que, apesar da grandeza cósmica, nosso desequilíbrio no mal pode comprometer todo o sistema em que as Leis Divinas se expressam, através do trono sublime da natureza, qual acontece ao micróbio letal que, não obstante imperceptível ao olho nu, pode carrear a enfermidade ou a morte para o corpo físico mais notavelmente bem posto.

Consagremo-nos à estruturação do Bem no campo de nós mesmos, de conformidade com os princípios inelutáveis de harmonia e justiça que nos regem a ascensão, sem o doentio propósito de reajustar os outros, antes da recuperação espiritual de nós próprios, de vez que todo o deslize nosso, à frente do Senhor, repercute nas faixas totais da Vida Una, compelindo-nos à posição de angústia e sofrimento, a única suscetível de retificar em nosso espírito e em nossa existência a ruptura do equilíbrio divino do amor que operamos desavisados, diante da Eterna Lei.


Emmanuel

Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Poder do pensamento: “Os Fluidos: Uma Fotografia do Pensamento”



Como foi abordado em "Gotas de Luz", esse mês o fluido cósmico universal, complementamos aqui nessa sessão da importância do pensamento na transformação e na qualidade desses fluidos, recomendando sempre a leitura, dentre outras obras, do livro "A Gênese" para um aprofundamento maior no assunto.

Os fluidos espirituais, que representam um dos estados do fluido cósmico universal, são por assim dizer, a atmosfera dos seres espirituais, donde os espíritos retiram todos os materiais necessários à sua interação com o plano espiritual e os encarnados.

Totalmente imperceptível aos sentidos carnais, ele é manipulado pelos espíritos através do pensamento e da vontade, portanto é transformado de acordo com a sintonia vibracional de cada espírito. “Os maus pensamentos corrompem os fluídos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável.”

Os homens, como sendo espíritos encarnados vivem entre os dois planos, ou seja, possuem as atribuições da vida espiritual, como também da corpórea, influenciando nas qualidades fluídicas do ambiente em que interagem através dos seus pensamentos e imprimindo nele a marca dos sentimentos que lhe são próprios, como o ódio, a inveja, o ciúme, o orgulho, o egoísmo, a violência, da hipocrisia, da bondade, da benevolência, do amor, da caridade, da doçura, etc...

Esses mesmos sentimentos agindo sobre os fluidos produzem os mais variados efeitos, causando sensações agradáveis e salutares quando bons; penosas e desagradáveis, quando maus.



Fonte pesquisa: “A Gênese” – Allan Kardec, cap. XIV.
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