domingo, 5 de fevereiro de 2023

Como os espíritos influenciam em nossos pensamentos e atos? (Tipos de Influencias)

 

 


L.E:459 – Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?

    “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem. ”

I) Comunicação

Logo, falamos que ocorre comunicação quando um Espírito emite os seus pensamentos e estes são transmitidos pelos fluidos, e o encarnado recebe e registra esta comunicação através da influência que sobre ele é exercida.

II) As Influências Ocultas

L.E.460. Muitos pensamentos nos acodem ao mesmo tempo sobre o mesmo assunto e, não raro, contrários uns aos outros. Pois bem! No conjunto deles, estão sempre de mistura os nossos com os deles.

Será que este pensamento é um aviso do meu benfeitor ou será uma perturbação? Precisamos refletir em cada caso.

Tipos de influências:

Positiva: inspira o progresso, ao bem.

Negativa: sempre que há ausências de bem.

Os Benfeitores Espirituais nos inspiram bons conselhos, aconselhamentos, mas sempre respeitando o nosso livre arbítrio. Os Espíritos imperfeitos são os que constrangem, perseguem a execução de uma ideia fixa. Cabe ao nosso juízo discernir as boas das más inspirações.

Dinâmica da obsessão: “Quando um Espírito, bom ou mau, quer atuar sobre um indivíduo, envolve-o, por assim dizer, no seu perispírito, como se fora um manto. Interpenetrando-se os fluidos, os pensamentos e as vontades dos dois se confundem. Se o Espírito é bom, sua atuação é suave, benfazeja, não impele o indivíduo senão a prática de atos bons; se é mau, força-o a ações más.” (O.P)

Lembremos que os espíritos imperfeitos não podem levar um homem digno a se tornar um indigno, a não ser que tal homem possua, em si mesmo, imanifestos, os germes do desacerto.

L.E. 997 – “…o Espírito não se transforma subitamente, após a morte do corpo físico…Pode, pois, persistir em seus erros, em suas falsas opiniões, em seus preconceitos, até que se ache esclarecido. Somente se modifica pelo estudo, pela reflexão e pelo sofrimento.”

III) Por que permite Deus que Espíritos nos excitem ao mal?

L.E. 466

1º – Eles são os instrumentos que põe a prova a nossa fidelidade a Deus.

2º – Desde que sobre nós atuam influências más, é que as atraímos, desejando o mal…

É a lei de sintonia e afinidades: tudo na vida é afinidade e comunhão, sob as leis magnéticas que presidem os fenômenos. (Emmanuel- med. e sintonia).

O que atrai os Espíritos? São os pensamentos, os desejos e as intenções que alimentamos. Isto, tanto para o bem quanto para o mal.

IV- Como fazer para repelir e neutralizar a influência dos maus Espíritos?

Lembremos que o perispírito é uma fonte fluídica permanente, sendo que os fluidos são neutros, mas estão sempre impregnados das qualidades boas ou más dos meus pensamentos e é por estes pensamentos que atraio os pensamentos similares, ou seja, Espíritos que têm as mesmas afinidades que eu.

    “Quando um Espírito imundo sai de um homem, passa por lugares áridos procurando descanso. Como não o encontra, diz: ‘Voltarei para a casa de onde saí’. Chegando, encontra a casa desocupada, varrida e em ordem. Então, vai e traz consigo outros sete Espíritos piores do que ele, e, entrando, passam a viver ali. E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro.”

    – Mateus 12:43-45

Logo, se eu quero modificar estas companhias espirituais, preciso purificar a fonte com qualidades que sejam repulsoras às más influências. Devemos então pensar no bem, positivamente, estudando e praticando o bem, confiando em Deus e em si mesmo também.

V) Recursos terapêuticos

Para isso, utilizamos os bons recursos:

1- Reeducação Mental:

– A importância do conhecimento da ação do pensamento e da vontade na determinação dos atos da vida.

– Disciplinar os pensamentos. O pensamento é um imã. Nós somos o que pensamos.

2- Reforma Íntima:

– “A disciplina antecede a espontaneidade.” – Emmanuel, Livro “Coragem”.

– “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar as suas más inclinações.” – E.S.E. cap. 17.

3 – Vigilância:

VIGIAI E ORAI.

    Vigiai e orai para não entrardes em tentação…

    “Vigia o teu espírito ao longo do caminho. Basta um pensamento de amor para que te eleves ao céu; mas, na jornada do mundo, também basta, às vezes, uma palavra fútil ou uma consideração menos digna, para que a alma do homem seja conduzida ao estacionamento e ao desespero das trevas, por sua imprevidência!”

    – Livro “BOA NOVA: Lição da Vigilância

4 – Prece:

– Culto no lar, saneando os fluidos ambientes.

– O Senhor nos ensinou a orar:

    “Senhor! Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai- nos do mal. ”

5 – Fluidoterapia:

    “Nos casos de obsessão grave, o obsidiado fica como que envolto e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É daquele fluido que importa desembaraçá-lo. Ora, um fluido mau não pode ser eliminado por outro igualmente mau. Por meio de ação idêntica a do médium curador, nos casos de enfermidade, se faz preciso expelir um fluido mau com o auxílio de um fluido melhor.”

    – A Gênese. cap.XIV

6 – Trabalho no bem:

– Não podemos ter hora vazia, pois mente vazia é mente passiva.

    “Atrai, pois os bons Espíritos, praticando o bem que puderdes, e os maus desaparecerão, visto que o mal e o bem são incompatíveis.”

    – Livro dos Médiuns

Portanto:

A direção que os Espíritos podem nos dar, e da qual somos objetos, refere-se às escolhas morais que realizamos. Como vimos, as nossas escolhas centram-se no exercício do livre arbítrio. Portanto, os Espíritos atuam, pressionam, através do nosso pensamento e da nossa vontade para que façamos esta ou aquela escolha, para que sigamos esta ou aquela direção.

A responsabilidade do bem ou do mal que praticamos é nossa, e embora soframos as naturais influências daqueles que conosco caminham, somos livres para decidir que direção imprimir às nossas escolhas, pensamentos, ideias e até mesmo que sugestão aceitar: “O arrastamento existe, mas não é irresistível.”

Portanto, depende de nossa vontade fugir da influência dos maus Espíritos, quando usamos da nossa vontade para modificar a fonte de atração.

A contribuição da própria pessoa é imprescindível, seja pelo esforço na reeducação mental, nas mudanças do seu comportamento, na vigilância dos seus pensamentos e sentimentos, o lenitivo e o socorro da prece, a fluidoterapia e o trabalho no bem, no qual conquiste a simpatia e a solidariedade, credenciando-se a ser auxiliado. 

    (A Oração do Justo)

Senhor, senhor, ajude-nos a reconhecer as nossas tentações, as nossas fragilidades para que possamos reeducá-las e fortalecê-las na prática das leis de Deus!

Fonte: Portal Eu sem Fronteiras

 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

A Admissão da Influência dos Espíritos no Plano Físico – A Crença no Espírito

 


A admissão da influência dos Espíritos no Plano físico passa pela aceitação de que há Espíritos e que estes sobrevivem à morte do corpo físico. “A dúvida relativa à existência dos Espíritos tem como causa principal a ignorância acerca da sua verdadeira natureza. […] Seja qual for a ideia que se faça dos Espíritos, a crença neles necessariamente se baseia na existência de um princípio inteligente fora da matéria.” (1)

Desde que se admite a existência da alma e sua individualidade após a morte, é preciso que se admita, também: 1°, que a sua natureza é diferente da do corpo, visto que, separada deste, deixa de ter as propriedades peculiares ao corpo; 2°, que goza da consciência de si mesma, pois é passível de alegria ou sofrimento, sem o que seria um ser inerte e de nada nos valeria possuí-la. Admitido isto, tem-se que admitir que essa alma vai para alguma parte. Que vem a ser feito dela e para onde vai? Segundo a crença vulgar, a alma vai para o céu, ou para o inferno. Mas, onde ficam o céu e o inferno? Antigamente se dizia que o céu era em cima e o inferno embaixo. Porém, o que são o alto e o baixo no Universo, uma vez que se conhece a redondeza da Terra e o movimento dos astros, movimento que faz com que em dado instante o que está no alto esteja, doze horas depois, embaixo, e o infinito do espaço, através do qual o olhar penetra, indo a distâncias consideráveis? É verdade que por lugares inferiores também se designam as profundezas da Terra. Mas, que vêm a ser essas profundezas, desde que a Geologia as investigou? […] Não podendo a doutrina da localização das almas harmonizar-se com os dados da Ciência, outra doutrina mais lógica lhes deve marcar o domínio, não um lugar determinado e circunscrito, mas o espaço universal: é todo um mundo invisível, no meio do qual vivemos, que nos cerca e nos acotovela incessantemente. Haverá nisso alguma impossibilidade, alguma coisa que repugne à razão? De modo nenhum; tudo, ao contrário, nos diz que não pode ser de outra maneira. (2)

Assim sendo, ensina a Doutrina Espírita que, após a morte do corpo físico, o Espírito sobrevive à morte deste, mantém sua individualidade e passa a viver em outra dimensão, no mundo espiritual; desta forma os “[…] os Espíritos são apenas as almas dos homens, despojadas do invólucro corpóreo.” (3)

1. A EXISTÊNCIA DOS ESPÍRITOS

Trata-se, na verdade, de antiga discussão filosófica, evidenciada ao longo dos séculos. O significado predominante na Filosofia moderna e contemporânea é o de que Espírito é alma racional ou intelecto:” “Penso logo existo”, no dizer de Renée Descartes (1596-1650). Nestas condições, não se cogita analisar se há sobrevivência do Espírito após a morte. Da mesma forma, procedem os estoicos (17) ao afirmarem que Espírito é “Pneuma ou sopro animador, também conhecido como “aquilo que vivifica”. (4)

A ideia foi defendida por Immanuel Kant (1724-1804) e por Charles de Montesquieu (1689-1755)  † , respectivamente, em suas obras Crítica do juízo e o Espírito das leis. (4)

Kant e John Locke (1632-1704) admitiam que o Espírito é o ser dotado de razão, mas se revelaram céticos em relação à possibilidade de sobrevivência do Espírito, por acreditarem ser impossível demonstrá-la. (4)

Algumas correntes filosóficas pregam que Espírito é “matéria sutil ou impalpável, força animadora das coisas: (4) “ Este significado, derivado do estoicismo, foi resgatado durante a Renascença, sobretudo por Agrippa, De occulta philosophia - Google Books - e Paracelso. (4)

Nos poemas órficos do século VI a.C., criados e declamados pelos adeptos do orfismo,    encontra-se a concepção da psique que entra no homem, ao nascer, trazida pelo sopro do vento. O orfismo era culto religioso-filosófico difundido na Grécia, a partir dos séculos VII e VI a.C., ligado ao culto de Dionísio e que se acreditava instituído por Orfeu. Caracterizava-se principalmente pela crença na imortalidade, conquistável por meio de cerimônia, ritos purificadores e regras de conduta moral que propiciavam a libertação da alma das sucessivas transmigrações (passagem da alma de um corpo a outro). (5)

O Espiritualismo, manifestado em diferentes interpretações, aceita a existência e a sobrevivência do Espírito. As ideias espiritualistas nem sempre são concordantes com os ensinamentos espíritas, sendo que algumas fazem oposição. Por exemplo, o conceito panteísta de que, após a morte do corpo físico, a alma se integra ao grande todo divino. Nesse sentido, o Espírito perderia a sua individualidade, representando uma partícula de Deus que, com a morte, retorna à fonte criadora, assim como as gotas de água se integram no oceano. Para a Doutrina Espírita, o Espírito sobrevive à morte do corpo físico, mantendo a sua individualidade e as aquisições evolutivas.

As concepções materialistas não aceitam a alma, ou entendem que o que se atribui a ela não passa de propriedades do organismo humano. Os autores contemporâneos que adotam esta posição podem admitir muitas variações em torno do tema. Uns insistem que as faculdades humanas são produtos do organismo e de sua hereditariedade, outros valorizam mais a influência das experiências culturais na constituição do espírito humano e outros admitem a construção da subjetividade na vida social, mas todos eles entendem que as faculdades do indivíduo se extinguem com a morte do corpo. (6)

REFERÊNCIAS

1. KARDEC, Allan. O Livro dos médiuns. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 1ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 2009. Primeira parte, Capítulo I, item 1, p. 21-22.

2. Idem: Item 2, p. 22-23.

3. Idem ibidem: p. 24-25.

4. ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia - Google Books. Tradução de Alfredo Bosi e Ivone Castilho Benedetti. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 354.

5. SANCHEZ, Wladimyr. A influência dos Espíritos no nosso dia a dia. 1ª ed. São Paulo: USE, 2000. Capítulo 1, p.18.

6. SAMPAIO, Jáder. http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/sobre-o-conceito.html

Fonte: EADE — Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Especial do Mês

 A admissão de que os Espíritos interferem no plano físico passa pela aceitação de que há Espíritos e de que eles sobrevivem a morte do corpo físico. Em o Livro dos Espíritos, questão 459, Alan Kardec elucida sobre o tema quando indaga à espiritualidade: “Os Espíritos influenciam em nossos pensamentos e atos?”, onde os mesmos esclarecem “Muito mais do que imaginais, pois frequentemente são eles que vos dirigem.”

No especial do mês “Influencias Espirituais sobre o plano Físico” no Manancial de Luz traremos artigos, textos, estudos que revelam o que o espiritismo esclarece sobre as influências do plano espiritual sobre o plano físico, como elas se dão e de que forma a mediunidade pode nos auxiliar para o entendimento e o perfeito equilíbrio dessas interações.

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