terça-feira, 18 de novembro de 2025

Poesia


 

Poesia da Natureza

Embalsamada de olores,

Ornamentada de flores

Que os meus encantos resume;

 

Poema de singeleza

Esplendente e delicada,

Como raios de alvorada

Cheia de luz e perfume!

 

Suavidade e doçura

Das rosas, das margaridas,

Das lindas sebes floridas

Nos dias primaveris:

 

Radiosidade e frescura

Fragrâncias, amenidade,

Aromas, alacridade

Dos cenários pastoris!

 

As cotovias cantando,

As ovelhinhas balindo,

As criancinhas sorrindo

Na alegria das manhãs;

 

Jovens felizes amando

Entre arroubos de ternura,

Caridosa ventura

No abril das almas irmãs.

 

Belezas de canto agreste

Nas urzes da Terra escura,

Tão cheia de desventura;

Entretanto, imaginai

 

A Natureza celeste

Longe da Terra sombria,

Na glória do Eterno Dia

Do reino de Nosso Pai.

 

Ó Terra, quanto eu quisera

Unir-te toda à poesia,

À mesma santa harmonia

Que te prende à luz dos Céus,

 

Nessa mesma primavera

Dos rutilantes espaços,

Em que me sinto nos braços

Do amor sagrado de Deus 

Júlio Diniz 

Francisco Cândido Xavier, do livro Parnaso de Além-Túmulo

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