segunda-feira, 6 de março de 2017

Ciência e Espiritualidade: Magnetismo Animal

O programa Ciência e Espiritualidade faz uma abordagem do tema “magnetismo animal”, desvelando as pesquisas e descobertas do cientista austríaco Mesmer e a importância do estudo do magnetismo para a doutrina espírita em uma entrevista com Paulo Henrique Figueiredo, autor do livro “Mesmer e o Magnetismo Animal”.



sábado, 4 de março de 2017

Franz Anton Mesmer


Nasceu em 23 de maio de 1734, em Iznang, aldeia próxima do lago de Constança, filho do casal Franciscus Antonius Mesmer e Maria Ursula Michel, membros de uma grande família católica da Suábia, região que hoje pertence à Alemanha. Mesmer desencarnou em 5 de março de 1815.

Em 1743, foi levado pelos pais para o monastério Reichenau, em Constança, onde durante seis anos estudou línguas, literatura clássica e música com os monges. Provido de recursos, dedicou-se a longos estudos científicos, chegando a dominar os conhecimentos de seu tempo, época de acentuado orgulho intelectual e ceticismo. Era um trabalhador incansável, calmo, paciente e ainda um exímio músico. Freqüentava constantemente círculos ocultistas, locais onde obteve conhecimentos de alquimia. Estudou com profundidade a vida e a obra de Paracelso (1493-1541), que entendia que havia correspondência entre o mundo exterior − o macrocosmo − e as diferentes partes do organismo − o microcosmo.

Em 1750, ingressou na Universidade jesuíta de Dillingen, na Bavária, onde estudou filosofia por quatro anos, chegando ao doutorado. Leu as obras de Galileu, Descartes, Leibniz, Kepler, Newton etc. Em 1754, iniciou o curso de teologia na Universidade de Ingolstadt, também na Bavária. Cinco anos depois, em 1759, ingressou na Universidade de Viena, dedicando seu primeiro ano nesta universidade ao estudo das leis. Transferiu-se, logo depois, para o curso de medicina. Seis anos depois, no dia 27 de maio, conquistou o doutorado com uma dissertação inspirada na obra de Newton e talvez de Paracelso. Nesse texto, que trata da influência dos planetas sobre o corpo humano, usou pela primeira vez o conceito de fluido universal.

A tese de formatura de Mesmer fazia referência a uma medicina de outros tempos: De Influxo Planetarum In Corpus Humanum. Nela, descrevia a influência dos planetas por intermédio de um fluido universal com poderes magnéticos sobre a matéria viva. Aludia, também, ao magnetismo animal, que, segundo ele, existia em duas formas opostas e tenderia a emanar dos lados direito e esquerdo do corpo humano. Explicava que a cura das enfermidades consistia na restauração do equilíbrio ou harmonia alterada entre os fluidos. Com base nessas teorias, Mesmer construiu sua técnica terapêutica utilizando a fixação dos olhos e os passes com as mãos. As teorias de Mesmer afirmavam que um princípio imponderável atuava sobre os corpos. Em todo o organismo vivente existia um fluido magnético no qual circulava uma força especial, animando tanto o mundo orgânico como o inorgânico; que esse fluido se transmitia, podendo revigorar os corpos debilitados; que as pessoas dotadas de grande vitalidade poderiam transmitir essa energia para os outros, se soubessem dirigi-la, utilizando as mãos.

Mesmer casou-se com Maria Anna Von Bosch, numa concorrida cerimônia, em 10 de janeiro de 1768, celebrada, na catedral de Santo Estevão, pelo arcebispo de Viena. Mudou-se para uma mansão em Landstrasse, onde promovia saraus musicais com Mozart, Gluck, Haydn e outros. Ainda em 1768, em outubro, estreou no teatro de seu jardim a primeira apresentação em Viena de uma ópera de Mozart.

O primeiro tratamento pelo magnetismo animal teve início em 1773. A paciente foi uma parenta da esposa de Mesmer e amiga da família de Mozart, Franziska Esterlina, uma senhorita de 29 anos bastante debilitada. Mais tarde, em 1790, Mesmer foi homenageado por Mozart, em sua ópera Così fan tutte. No final do primeiro ato, a personagem Despina, fantasiada de médico, imita Mesmer e seu tratamento.

Em 1775, com a pouca acolhida dada à sua descoberta, determina-se a nada mais realizar publicamente em Viena. Após muitas experiências, reconhece que pode curar mediante a aplicação de suas mãos. Acredita que dela se desprende um fluido que alcança o doente. De todos os corpos da Natureza – declarou então −, é o próprio homem que com maior eficácia atua sobre o homem. A doença seria apenas uma desarmonia no equilíbrio da criatura. Ele, que nada cobrava pelos tratamentos, preferia cuidar de distúrbios ligados ao sistema nervoso. Além da imposição das mãos sobre os doentes, para estender o benefício a maior número de pessoas, magnetizava água, pratos, cama etc., a cujo contato submetia os enfermos.

Ele definiu o magnetismo animal como sendo a capacidade de um indivíduo causar efeitos similares ao magnetismo mineral em outra pessoa. Em 1776, Mesmer deixa de fazer uso do ímã como simples condutor do magnetismo animal, para evitar mal-entendido por parte dos médicos e físicos. Continua a usar água, garrafas, barras de ferro. No ano seguinte, aceita como paciente a famosa pianista Maria Theresa Paradis, curando sua cegueira, fato que gerou muitas controvérsias.

Na luta pela divulgação do Magnetismo Animal, Mesmer chega a Paris no mês de fevereiro de 1778 e começa a apresentar suas descobertas para os sábios e os médicos dessa capital, retirando-se para a cidade de Creteil no mês de maio, juntamente com alguns doentes. Requisita comissários da Sociedade Real de Medicina de Paris para que eles fiscalizem as curas, o que foi recusado. Mesmer praticou durante anos o seu método de tratamento em Viena e em Paris, com evidente êxito, mas acabou expulso de ambas as cidades pela inveja e incompreensão de muitos. Depois de cinco tentativas para conseguir exame judicioso do seu método de curar pelas academias, é que publica, em 1779, a Dissertação sobre a descoberta do magnetismo animal, na qual afirma que este é uma ciência com princípios e regras, embora ainda pouco conhecidas. Suas descobertas baseavam-se em 27 teses. Eis algumas: 

Por meio deste fluido, doenças nervosas são curadas imediatamente e suas virtudes podem estender-se à cura universal e a preservação da humanidade, a um grau tão elevado, que não se sabia quão longe poderia ir. Existe uma influência recíproca entre os corpos celestes, a Terra e todos os organismos animados. O fluido universal é o agente dessa influência. Essa ação recíproca está sujeita às leis da mecânica. Os corpos gozam de propriedades análogas ao ímã. Essas propriedades podem ser transmitidas a outros corpos animados ou inanimados. A moléstia é apenas a resultante da falta ou desequilíbrio na distribuição do magnetismo pelo corpo.

O trabalho de Mesmer, devido a seus métodos e a essas curas miraculosas, provocou um alvoroço em Paris. Ali foi cultuado por muitos e perseguido por outros, principalmente por colegas médicos que o chamavam de charlatão e embusteiro. Sua popularidade prosseguiu por muitos anos, mas outros médicos o tachavam de impostor e charlatão. Em uma derradeira tentativa, propõe à Faculdade de Medicina de Paris, em 1780, um teste comparativo de seu método com a medicina tradicional. Em 18 de setembro, houve uma assembléia geral e, após uma leitura e um discurso, d'Eslon, seu discípulo, foi excluído do quadro dos médicos e as proposições de Mesmer foram rejeitadas com desdém e animosidade. Depois, em 1781, Mesmer publica o que viria a ser a mais importante descrição histórica da ciência do magnetismo animal. Em 1784, o governo francês nomeou uma comissão de médicos e cientistas para investigar suas atividades. Benjamin Franklin foi um dos membros dessa comissão, que acabou por constatar a veracidade das curas, porém as atribuiu não ao magnetismo animal, mas a outras causas fisiológicas desconhecidas.

Em 1792, Mesmer vê-se forçado a retirar-se de Paris, vilipendiado, e instala-se em pequena cidade suíça, onde vive durante 20 anos sempre servindo aos necessitados e sem nunca desanimar nem se queixar. Em 1812, já aos 78 anos, a Academia de Ciências de Berlim convida-o para prestar esclarecimentos, pois pretendia investigar a fundo o magnetismo. Era tarde; ele recusa o convite. A Academia encarrega o Prof. Wolfart de entrevistá-lo. O depoimento desse professor é um dos mais belos a respeito do caridoso médico:

"Encontrei-o dedicando-se ao hospital por ele mesmo escolhido. Acrescente-se a isso um tesouro de conhecimentos reais em todos os ramos da Ciência, tais como dificilmente acumula um sábio, uma bondade imensa de coração que se revela em todo o seu ser, em suas palavras e ações, e uma força maravilhosa de sugestão sobre os enfermos."

Assim foi Mesmer. Durante anos semeou a cura de enfermos doando de seu próprio fluido vital em atitude digna daqueles que sacrificam-se por amor ao seu trabalho e a seus irmãos. Suas teorias atravessaram décadas e seu exemplo figura luminoso entre os missionários que sob o açoite das críticas descabidas e as agressões da calúnia, passam incólume escudado pelo dever retamente desempenhado.

Seu nome jamais se desligará do vocábulo "fluido" e sua vida valiosa pelos frutos que gerou, jamais será esquecida por aqueles cuja honestidade de propósitos for o ornamento de seus espíritos.

A sua obra foi decisiva para demonstrar a realidade da imposição das mãos como meio de alívio aos sofrimentos, tal como a utilizavam os primeiros cristãos antigamente e os espíritas atualmente.

No início de 1814, ele regressou para Iznang, sua terra natal, onde permaneceria os seus últimos dias até falecer em 05/03/1815.

Biografias Espíritas

quinta-feira, 2 de março de 2017

Homenageado do Mês

“O magnetismo vem a ser a medicina dos humildes e dos crentes, (...) de quantos sabem verdadeiramente amar.” (Léon Denis)

No mês em que se completa mais um ano do bicentenário de seu desencarne, o Manancial de Luz faz uma homenagem ao grande cientista austríaco, Franz Anton Mesmer, que estudou e desenvolveu teses sobre o magnetismo animal, popularmente conhecidas como “mesmerismo” e seus benefícios na cura de enfermidades do corpo e da alma. A sua obra foi decisiva para demonstrar a realidade da imposição das mãos como meio de alívio aos sofrimentos, tal como a utilizavam os primeiros cristãos antigamente e os espíritas atualmente através do passe.

Na programação de homenagens traremos em nossas postagens um pouco da vida e obra de Mesmer, bem como artigos que versam sobre o magnetismo e sua relação com o aspecto científico e filosófico da doutrina espírita.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Recesso de Carnaval


Prezados leitores,

Hoje começa o nosso recesso de carnaval, onde faremos uma pausa com as nossas postagens e retornaremos logo após esse período.

Um Carnaval de Paz, alegria e fraternidade para todos!

Carlos Pereira – Manancial de Luz

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

George Skaroulis - Fragile

O pianista George Skaroulis emana encantamento e virtuosidade com a versão instrumental para piano da canção “Fragile”, de Sting.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Moya Brennan – Heal This Land

A cantora irlandesa Moya Brennan, também conhecida por integrar a banda Clannad e ser um dos grandes expoentes da música new age celta, em uma apresentação ao vivo para a Tv sueca com a canção, “Heal This Land”.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Secret Garden – Poeme

A beleza marcante do som do violino acompanhado do teclado compõem a perfeita sintonia do Secret Garden, ao vivo, com o instrumental new age, “Poeme”.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

David Arkenstone – Heart of Spring

O multi-instrumentista e compositor estadunidense, David Arkenstone e sua sinfonia de exaltação à primavera.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Enya – Listen to the Rain

A voz melodiosa e a música suave, acrescida de reverberações etéreas são características da cantora, instrumentista e compositora irlandesa, Enya. Nesse vídeo, ela faz uma performance ao vivo na premiação do World Music Awards 2006, da canção “Listen to the Rain”.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Mike Rowland - Discover The Light And See

Uma canção do pianista inglês, Mike Rowland, que tem como característica marcante a introdução de sons da natureza em suas belas e inspiradoras composições.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Beyond Heaven – Karunesh

A fusão de instrumentos de percussão com flautas suaves, piano e cordas faz de “Beyond Heaven”, de Karunesh, uma música relaxante, rica em acordes que elevam a alma.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

The Touch of Love – Kevin Kern

O pianista e compositor new age americano, Kevin Kern, imprime todo o seu romantismo e sensibilidade na canção, “The Touch of Love”.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Sentinel of Eden – Nicolas Gunn

A Música do gênero new age, do músico e instrumentista inglês, Nicolas Gunn, encanta e transmite harmonia, com a mistura das batidas eletrônicas e a leveza da sonoridade da flauta.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Especial do Mês


“A música dá alma ao universo, asas à mente, vôos à imaginação, consolo à tristeza e vida e alegria a todas as coisas.”
– Platão –

"A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição."
- Aristóteles -

Assim como as palavras representam para mim a linguagem da mente, a música é para mim a linguagem da alma. Com o tema “Tons da Alma”, o Manancial de Luz retorna hoje, após o período de férias, trazendo em suas postagens uma seleção pessoal de músicas que são verdadeiros mananciais de harmonia, equilíbrio e paz auxiliando positivamente a mente e a alma.
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