quinta-feira, 23 de julho de 2015

Expansão da Consciência Direciona a Evolução Humana Promovendo a Transição Planetária


Nós estamos evoluindo. Sempre estivemos evoluindo. Quando olhamos para a história da Humanidade, percebemos claramente que nunca paramos, nunca estivemos estagnados.

Do homem das cavernas do passado para o homem tecnológico de hoje, estivemos caminhando sempre rumo a novas etapas, descobrindo novas formas de organização social, buscando compreender cada vez melhor o meio ao nosso redor.

Há em nós um enorme desejo de nos tornarmos mais perfeitos e de tornar a nossa estadia na Terra a mais harmoniosa possível. Há em nós uma eterna busca por conhecimento a fim de que possamos compreender tudo o que nos rodeia.

Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?


São perguntas que nos impulsionam!

Ao longo do tempo, nós buscamos melhorar o ambiente em que vivemos, buscamos facilitar nossa sobrevivência como espécie e assim como as nossas ações, buscamos harmonizar as nossas relações, buscamos o conforto e o bem estar em todos os níveis. Nós sempre estivemos envolvidos em melhorar nossa qualidade de vida.

Há em nós o instinto do crescimento e da evolução. Há em nós o impulso para seguir adiante, e para a conquista de novos desafios. Adentrar no desconhecido a fim de aperfeiçoar é para nós a grande aventura! Isto nos move e nos estimula!

E ao longo da história da Humanidade, fizemos muitas modificações. Nós passamos por diversas fases até chegarmos ao que somos hoje. Nós modificamos o ambiente, modificamos a forma de nos agrupamos, modificamos as nossas relações, e modificamos especialmente a forma como nos relacionamos com o planeta.

A cada nova aquisição, nós expandimos a nossa consciência, pois são momentos em que novos conhecimentos chegam ás nossas mentes.

Nós nos abrimos para novos pensamentos e para novos paradigmas.

A Expansão da Consciência como o “carro chefe” dos progressos planetários


A meu ver, o grande impulsionador dos avanços da Humanidade é a nossa própria consciência.

Inquieta e insatisfeita quer entender e dominar a realidade em que está inserida. Nossa consciência quer compreender o mundo, quer compreender o Universo, quer compreender a si mesma e quer crescer!

A nossa consciência que não se conforma com as imperfeições e quer sempre aprimorar-se a fim de alcançar novos patamares. E alcançar novos patamares faz com que nossa consciência se expanda.

Albert Einstein dizia: -“A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original”!

O que significa Expansão da Consciência?


Expandir a consciência é algo que pertence a nós, é inerente a todo Ser Humano.

Você pode chamar de expandir os horizontes, olhar além, ver por trás, desvendar uma verdade, trazer para a consciência, etc.

O fato é que cada vez que a Humanidade se depara com novos conceitos, vê além, descobre uma nova verdade, amplia seus horizontes, está fazendo uma expansão de consciência.

Lembre-se de que o mundo para os nossos antepassados não passava de alguns hectares de terra dentro dos quais plantavam e caçavam! Lembre-se de que, um pouco mais adiante no tempo, o mundo significava apenas um pequeno vilarejo. Há bem pouco tempo atrás pensávamos que a Terra era o centro do Universo, vivíamos a inquisição, a escravatura, as guerras mundiais.

Perceba quantos problemas, quantas dores e quanto sofrimento nós já superamos!

Se olharmos para a nossa história, perceberemos nitidamente que fomos tomando consciência de um espaço cada vez maior ao nosso redor.

Eu costumo dizer que fomos “saindo do nosso próprio umbigo”!

Estivemos fazendo sempre o movimento de olhar sempre um pouco mais além.

E esse movimento acontece tanto no individual quanto no coletivo.

Transição Planetária é um processo novo no planeta?


Transição Planetária é algo que estivemos fazendo em cada avanço.

Transição Planetária nada mais é que sairmos de uma fase, já velha, desnecessária, rançosa e muitas vezes sofrida, para entrarmos numa fase melhor, mais integrada com nossas capacidades disponíveis em cada momento, manifestando-nos num novo nível de consciência, conhecimento e aquisições.

Nós já vivenciamos diversas Transições Planetárias! E nada há de misterioso nisso.

A Transição Planetária acontece agora e também a todo momento!


Se olharmos a nossa volta, veremos que estamos prontos para um novo salto. Estamos em plena Transição Planetária! Nossa consciência está se ampliando mais uma vez, impulsionada pelos avanços científicos, pela globalização, pela necessidade de recuperar e preservar a natureza.

Estamos entendendo que precisamos nos unir em prol da coletividade e das gerações futuras, começamos a entender que estamos todos “num mesmo barco” – Somos Um.

A Humanidade percebe que precisa modificar-se em diversos segmentos da sociedade
Por um lado, estamos nos questionando. Estamos nos perguntando sobre nossas ações passadas. Estamos enxergando um pouco mais além, e com isso temos melhores condições de nos avaliarmos. Descobrimos que certas ações Humanas não trouxeram resultados positivos ao longo do caminho.

Nem tudo está como gostaríamos!


Estamos percebendo que precisamos realizar mudanças em alguns setores da Humanidade a fim de atingirmos outros níveis, rumo a mais um pouco de perfeição. E toda vez que questionamos a nossa maneira de ser ou estar no planeta, estamos buscando mudanças e nos preparando para elas.

E estamos “a todo vapor” nesse movimento. Governos, escolas, empresas, famílias, enfim, todos os nossos segmentos estão se questionando e buscando reformulações. Não queremos mais vivenciar situações que no passado nos levaram a sofrer.

No fundo nós sabemos que algo ainda não está em Perfeita Ordem. E quando não estamos satisfeitos, buscamos mudanças.

Estamos vivendo um momento maravilhoso!


As descobertas da ciência comprovam a espiritualidade, trazendo-nos mudanças de paradigmas. Estamos entendendo que ciência e espiritualidade caminham juntas, podemos todos falar a mesma linguagem.

Estamos integrando o conhecimento do oriente com o ocidente. As diferenças entre os Povos estão diminuindo e nossa comunicação está tão rápida que encurtamos consideravelmente as distâncias.

Com a Expansão da Consciência a Humanidade aprende a Amar


Estamos aprendendo a nos Amar mutuamente, pois agora sabemos que dor e sofrimento de um, refletem no Todo!

Guerras e disputas entre as Nações e Povos estão se dissolvendo, porque agora compreendemos que vidas Humanas devem estar acima dos interesses econômicos e políticos.

Ao expandirmos a consciência não aceitamos mais certas situações e sabemos que podemos transformá-las. Ainda estamos aprendendo e a nossa atenção está em descobrir como podemos ser diferentes!

Sabemos que precisamos nos unir a fim de resolvermos nossos problemas planetários e já percebemos que só através do Amor poderemos realizar essa União.
Estamos olhando com mais Compaixão para todas as Nações e todos os Povos, nos envolvemos em causas planetárias, mesmo que distantes de nós.

Estamos rumando para integração planetária.

Uma integração que expande não só a consciência e como também o Amor.

É isso que estamos fazendo agora!

Mais uma vez, mais uma Transição!

A Humanidade fazendo sua História!

As mudanças que fazemos hoje estarão nos livros de história.

E o conteúdo poderá ser:

“No início do século XXI, a Humanidade redescobriu seu lugar no Universo e aprendeu a Amar”!


Tania Resende

terça-feira, 21 de julho de 2015

Atitudes que Drenam Energia


Pensamentos obsessivos - Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos - mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

Sentimentos tóxicos - Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

Maus hábitos - falta de cuidado com o corpo - Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

Fugir do presente - As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

Falta de perdão - Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica ”energeticamente obeso”, carregando fardos passados.

Mentira pessoal - Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

Viver a vida do outro - Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

Bagunça e projetos inacabados - A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

Afastamento da natureza - A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.


Antonio Rodrigues Nery

domingo, 19 de julho de 2015

Fluidoterapia e Irradiações


O poder de cura do magnetismo humano e espiritual aplicado nos centros espíritas

O passe é uma transfusão de energias de um indivíduo para outro. Ocorre através da imposição das mãos, sem a necessidade de tocar o corpo. A princípio, todas as pessoas podem aplicar um passe em alguém, porém, existem aquelas que têm maior facilidade, devido a uma disposição psicobiológica, tal como maior abundância de ectoplasma e força de vontade.

Nos centros espíritas, aqueles que se dedicam a dar passes são chamados de médiuns passistas.

Durante o passe, o fluxo energético se mantém e se projeta pela vontade do médium passista, como também de entidades espirituais que auxiliam na composição dos fluidos necessários ao paciente.

O passe é um ato de amor na sua expressão mais sublimada. É uma doação ao paciente daquilo que o médium passista tem de melhor, enriquecido com os fluidos dos espíritos benfeitores, formando uma única vontade e expressando o mesmo sentimento de amor. O passe, por isso, pode trazer benefício imediato. O doente, sentindo-se aliviado, mesmo que por alguns momentos, terá condições de trabalhar, por sua vez, na parte que lhe compete no tratamento.

A constância na aplicação da fluidoterapia (como alguns chamam o tratamento com passes) aos poucos, propiciará ao enfermo as energias de que carece e o alívio que tanto busca.

A atividade de passes é um serviço de conjunto.

Os fluidos vitais dos médiuns associam-se aos fluidos espirituais, beneficiando as criaturas em níveis físico, emocional e psicológico.

Importante, porém, lembramos que a disposição psíquica de quem recebe o passe é que garantirá a maior ou menor assimilação das energias.

À vontade e a disciplina mental são a base do fenômeno de transfusão e absorção de energias.

Quando a pessoa que vai receber o passe está no clima de meditação e de prece, os laços vitais que unem o perispírito ao corpo se afrouxam. Como consequência, ele experimenta a expansibilidade do corpo astral (perispírito) que, utilizando-se da inerente propriedade de absorvidade, assimila os fluidos, à maneira da esponja em contato com um líquido qualquer.

E, porque o perispírito está unido ao corpo físico, essas energias também lhe alcançam a roupagem orgânica, propiciando-lhe grande alívio.

Esta absorção dos fluidos se dá particularmente através dos centros de força (chakras), onde a ligação do perispírito ao corpo acontece de forma mais intensa e completa.

No processo de irradiação, transmitimos aos outros, pelo mecanismo da força mental, a carga de força vital que dispomos para doar.

A irradiação se faz a distância, projetando o nosso pensamento e sentimentos em favor de alguém, movimentando as forças psíquicas através da vontade.

A pessoa que irradia deve cultivar bons sentimentos, bons pensamentos e bons atos. Isto vai formando uma “atmosfera espiritual” positiva, criando uma tonalidade vibratória e uma quantidade de fluidos agradáveis e salutares que poderão ser dirigidos através da vontade para outras pessoas.

A pessoa que irradia deve focalizar mentalmente o paciente para quem quer fazer a irradiação e transmitir aquilo que deseja: paz, conforto, coragem, saúde, equilíbrio, paciência etc.

Todas as nossas ações e atitudes refletem as nossas disposições mentais e emocionais.

Quando escrevemos, não apenas alinhamos no papel nossas ideias, mas grafamos também nossas disposições íntimas. Isso significa que podemos escrever com a luz dos sentimentos nobres ou com as tintas escuras do negativismo.

A Fluidificação da Água


A água fluidificada é a água normal, acrescida de fluidos curadores. Em termos de Espiritismo, entende-se por água fluidificada aquela em que fluidos medicamentosos são adicionados à água. É a água magnetizada por fluidos.

Quem faz a fluidificação da água?

Em geral, são os Espíritos desencarnados que, durante as sessões de fluidoterapia, fluidificam a água, mas a água pode ser magnetizada tanto pelos fluidos espirituais quanto pelos fluidos dos homens encarnados, assim como ocorre com os passes, sendo necessário, para isso, da parte do indivíduo que irá realizar a fluidificação, a realização de preces e a imposição das mãos, a fim de direcionar os fluidos para o recipiente em que se encontrar a água.

Como é feita a fluidificação da água?

A água é um dos corpos mais simples e receptivos da Terra. É como que a base pura, em que a medicação Espiritual pode ser impressa. O processo é invisível aos olhos mortais, por isso, a confiança e a fé do paciente são partes essenciais para que tratamento alcance o efeito desejado. A água é um ótimo condutor de força eletro-magnética e absorverá os fluidos sobre ela projetados, conservá-los-á e os transmitirá ao organismo doente, quando ingerida. A água fluidificada expande os átomos físicos, ocasionando a entrada de átomos espirituais, ainda desconhecidos, e que servem para ajudar na cura.

Tipos de fluidificação da água


Fluidificação Magnética: É aquela em que fluidos medicamentosos são adicionados na água por ação magnética da pessoa (encarnada) que coloca suas mãos sobre o recipiente com água e projeta seus próprios fluidos.

Fluidificação Espiritual: É aquela em que os Espíritos aplicam fluidos (sem intermediários) diretamente sobre os frascos com água. Na Fluidificação Espiritual a água não recebe fluidos magnéticos do indivíduo encarnado, mas somente os trazidos pelos Espíritos. A Fluidificação Espiritual é a mais comumente utilizada nos Centros Espíritas.

Fluidificação Mista: É uma modalidade de fluidificação onde se misturam os fluidos do indivíduo encarnado com os fluidos trazidos pelos Espíritos.

Como vimos, o processo de fluidificação da água independe da presença de médiuns curadores, pois os Espíritos podem aplicar os fluidos sem intermediários, diretamente sobre os frascos com água, além disso, qualquer pessoa pode fluidificar a água, basta ter fé e concentrar-se naquilo que estiver fazendo, projetando assim os seus próprios fluidos e recebendo o auxílio da Espiritualidade amiga, sempre presente.

Ação da água fluidificada no organismo


A água é uma molécula polar composta e é facilmente absorvida no nosso organismo. Por isso e aproveitando-se de algumas de suas propriedades (tensão superficial, condutividade elétrica e susceptibilidade magnética), é usada como agente do tratamento de fluidoterapia.

Todas as reações que acontecem no nosso organismo são em soluções aquosas, e as proteínas, membranas, enzimas, mitocôndrias e hormônios somente são funcionais na presença desta substância (água).

A ciência denomina a água de “Líquido Vital”. Uma vez fluidificada e ingerida, a água pode provocar os seguintes efeitos:

Inibição da formação de radicais livres, ou seja, diminuição dos processos oxidativos celulares, diminuição da taxa de produção de gás carbônico, aceleração dos processos de fagocitose, incremento na produção de linfócitos (células de defesa);

Observa-se na membrana celular uma maior mobilidades de íons Sódio e Potássio, melhorando o processo de osmose celular, tendo um efeito rejuvenescedor no organismo. Há uma distribuição no mecanismo de transporte de vários tipos de cátions, como é o caso do cálcio;

Efeitos sobre os hormônios receptores, ativação dos linfócitos por antígenos e várias lecitinas. O processo de polarização magnética induzida (imantação) da água no organismo produz a captura e precipitação do cálcio em excesso no meio celular;

Reposição da energia espiritual, renovando a estrutura perispiritual.

A terapêutica com a água fluidificada traz muitos benefícios ao organismo, apesar de não poder parar ou regredir as doenças geradas por resgates, doenças crônicas e degenerativas, porém facilita a ação medicamentosa e tem se mostrado eficiente na cura das doenças psicossomáticas.

A água fluidificada, portanto, é uma água magnetizada, principalmente, pelos Espíritos, contendo, assim, alterações ocasionadas pelos fluidos salutares ali colocados e direcionados para o equilíbrio de alguma enfermidade física ou espiritual.

Para cada paciente o fluido medicamentoso será específico não só para a sua enfermidade física, mas também para as necessidades espirituais de cada um. Deve ser usada como um medicamento. Manda o bom senso que não se utilize remédios sem necessidade, portanto, da mesma maneira, só deve usar a água fluidificada quem de fato estiver necessitando dela. Tudo em excesso faz mal, não é mesmo?


Fontes:
Revista Cristã de Espiritismo
Mediunidade Sem Preconceito. Autor: Edvaldo Kulcheski

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Medicina reconhece Obsessão Espiritual


A obsessão espiritual como doença da alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito.

No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social.

Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente, corpo e espírito.

Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico, psicológico e espiritual.

Desta forma, a obsessão espiritual, oficialmente, passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.

O CID 10, item F. 44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre... os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos , dos que são patológicos, provocados por doença.

Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.

Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual.

Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.

O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura...

Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira(*), médico, que coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade.

Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.

Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.

Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).

Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.


Texto de Osvaldo Shimoda

Colaboração de CEECAL - Centro de Estudos Espírita Caminho da Luz: http://ceecal.com/

(*) Sérgio Felipe de Oliveira é um psiquiatra brasileiro, doutor em Neurociências, mestre em Ciências pela USP (Universidade de São Paulo) e destacado pesquisador na área da Psicobiofísica. A sua pesquisa reúne conceitos de Psicologia, de Física, de Biologia e de Espiritismo . Desenvolve estudos sobre a glândula pineal, estabelecendo relações com atividades psíquicas e recepção de sinais do mundo espiritual por meio de ondas eletromagnéticas. Realiza um trabalho junto à Associação Médico-Espírita de São Paulo AMESP e possui a clínica Pineal Mind, onde faz seus atendimentos e aplica suas pesquisas.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A Cura Quântica


“A cura quântica é, essencialmente, a cura espiritual, realizada pelo pensamento que é um atributo da alma.”

A Ciência Médica tem evoluído, contando com recursos progressivamente mais aperfeiçoados para o estudo da estrutura celular, dispondo particularmente do microscópio eletrônico, da ressonância nuclear magnética e da microscopia de tunelamento, capazes de analisar a estrutura celular nos seus mínimos detalhes. A cura espiritual vem sendo estudada sob um prisma científico, à luz dos conhecimentos atuais, que identificam um ponto de encontro entre a ciência e a realidade da alma, através do pensamento.

A cura quântica é, essencialmente, a cura espiritual, realizada pelo pensamento que é um atributo da alma.

Os conhecimentos revelados pela Física evidenciam que o átomo constitui uma minúscula partícula de matéria, tendo, no seu interior, um núcleo formado de prótons e nêutrons. Os prótons são dotados de carga elétrica positiva e se apresentam em número variável, de acordo com os diferentes elementos químicos que os constituem. Os nêutrons são em número igual aos dos prótons e de massa praticamente igual à dos mesmos. Ao redor do núcleo existem partículas menores, os elétrons, em número igual ao de prótons e que se movimentam em órbitas elípticas concêntricas, com carga elétrica negativa.

Segundo o modelo de Ernest Rutberford, adotado também por Niels Bohr, os elétrons se deslocam em torno do núcleo que estabelece o equilíbrio em relação à força centrífuga dos elétrons, sendo que, para melhor entendermos o sistema eletro-magnético atômico, basta compará-lo com uma miniatura infinitamente reduzida do nosso sistema planetário.

O conhecimento da estrutura do átomo abre, para o observador, um campo multiforme de observações mas, em síntese, reportando a estrutura do átomo para o sistema planetário, verifica-se sem sombra de dúvida, que o átomo sintetiza a unidade da Criação.

Existem razões para se admitir que no campo da atomologia deve centrar-se a causa e a cura das doenças, e que o pensamento tem o duplo poder de deslocar ou de reajustar os elétrons em suas órbitas.

O pensamento, sendo uma forma de energia emitida pela alma, quando impregnado de emoções negativas como as do medo, do ódio, da inveja, da maldade, do ciúme, pode causar o deslocamento dos elétrons de suas órbitas atômicas, causando o sofrimento, as doenças, o fracasso.

Já o pensamento impregnado de emoções positivas, sob a motivação da vontade e da determinação, através do querer, da prece e da fé, centrado na ação curativa a realizar-se no processo mórbido, produz o reajustamento dos elétrons no alinhamento de maior potencial de suas órbitas atômicas, promovendo a saúde, o bem-estar, o sucesso, a cura quântica ou cura espiritual.

Em outras palavras, podemos dizer que: pensamentos negativos descompensam energeticamente os átomos, promovendo o deslocamento dos elétrons de suas órbitas atômicas, desencadeando a desarmonia energética na estrutura das células e consequente ejeção dos elétrons das órbitas dos átomos que as constituem.

Pensamentos positivos harmonizam a estrutura dinâmica dos átomos, com a recondução dos elétrons às suas respectivas órbitas, produzindo a harmonização do sistema energético das células e a consequente recondução do seu estado normal.

A energia causadora de ambos os processos é a mesma. O que diferencia o pensamento negativo do positivo, é a informação associada ao mesmo.

Há 150 anos, quando a ciência ainda não havia formulado as bases da Teoria Quântica, Allan Kardec escreveu no livro “A Gênese” (páginas 294-5,item 31), que “O espírito é o agente propulsor que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substância do seu envoltório fluídico. A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã.”

Como as moléculas são formadas de átomos, verifica-se que Allan Kardec estava certo ao lançar as bases científicas da cura espiritual centrada na molécula, e pode ser considerado o precursor dos conceitos modernos da Medicina Quântica, segundo a qual todo processo patológico tem, na sua origem, um desequilíbrio bioenergético que ocorre no interior das moléculas que constituem a célula.

Em decorrência do conceito da cura quântica, pode-se deduzir que o magnetismo, humano ou espiritual, é responsável por diferentes modalidades de cura, compreendendo-se, igualmente, que o poder de curar é variável de pessoa para pessoa e é decorrente do fluído magnético emanado pelo pensamento, sob a ação da vontade.

As doenças podem ser analisadas sob as variáveis biofisiológicas, físico-químicas e psicossomáticas.

Na epistemologia das doenças, a variável psicossomática está tão integrada no ser humano, como as variáveis biofisiológicas e físico-químicas, mensuráveis pelos efeitos que produzem. As ações iniciais que podem ocorrer antes mesmo do aparecimento das primeiras manifestações de doença, realizam-se nas células, por alterações energéticas causadas por pensamentos negativos e que alcançam os átomos, levando, como já vimos, ao deslocamento de elétrons de suas órbitas.

Sendo o pensamento um atributo da alma, compreende-se o seu valor na vida humana, e que a alma não é apenas um mero componente na constituição do organismo, mas uma fonte inesgotável de energia atuante na vida de cada um, desde o momento de sua formação embrionária, atuando como agente modelador dos órgãos e tecidos, e durante toda a vida da pessoa, como responsável pela saúde e bem-estar do organismo.

A cura quântica evidencia a ligação entre a Ciência e a Religião.

As curas espirituais, consideradas como milagres, podem ser concebidas à luz da Ciência Quântica, que são realizadas pela força do pensamento, que é um atributo da alma.

Dessa maneira já não existem razões para que Ciência e Religião se mantenham separadas. Para tanto, vale a pena lembrar as palavras de Thomas Edison, cientista que nos revelou a luz descobrindo a lâmpada incandescente: - “Fé sem ciência é fanatismo; ciência sem fé pode ser loucura.”


Fonte: Núcleo Espírita Nosso Lar

sábado, 11 de julho de 2015

A Matriz Viva, A Nova Ciência da Cura

Um documentário que explana de forma magistral, através de depoimentos de pessoas que foram acometidas por doenças clinicamente diagnosticadas como incuráveis e que foram submetidas a terapias alternativas obtendo curas tidas como “milagrosas”, de professores de universidades renomadas do ocidente e de cientistas, além de estudos e abordagens da física quântica como está se desenvolvendo e se incorporando a nova ciência da cura no terceiro milênio.


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Os Avanços da Ciência da Alma (Parte 2)


O maior de todos os psicógrafos


Naquele verão, na Filadélfia, os dez médiuns produziram psicografias espelhadas – escritas de trás para a frente –, redigiram em línguas que não dominavam bem, descreveram corretamente ancestrais dos cientistas que os próprios pesquisadores diziam desconhecer, entre outras tantas histórias. Convivendo com eles naquele experimento, colhendo suas histórias, ouvindo os dramas e prazeres de viver entre dois mundos, encontrei diferentes biografias. Todos eles compartilham, porém, a crença de que aquilo que veem e ouvem é, de fato, algo real. Outro ponto em comum: todos nutriam enorme respeito por Chico Xavier, considerado o modelo de excelência da prática psicográfica.

Mineiro de família pobre, fala mansa e sorriso tímido, Chico Xavier recebeu apenas o ensino básico. Isso não o impediu de publicar mais de 400 livros, alguns em dez idiomas diferentes, cobrindo variados gêneros literários e amplas áreas do conhecimento. Ao final da vida, vendera cerca de 40 milhões de exemplares, cujos direitos autorais foram doados. Psicografou por sete décadas. Nenhum tipo de fraude foi comprovada. Isso não significa que seus feitos mediúnicos sejam absoluta unanimidade. Há controvérsias. O pesquisador Alexandre Caroli Rocha, doutor em teoria e história literária pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), chegou a conclusões que parecem favorecer a hipótese de que Chico fosse mesmo uma grande e sintonizada antena. Em seu mestrado, ele analisou o primeiro livro publicado pelo médium, Parnaso de além-túmulo, que trazia 259 poemas atribuídos a 83 autores já mortos.

Seu estudo considerou os aspectos estilísticos, formais e interpretativos dos poemas e concluiu que a antologia não era um produto de imitação literária simples. Rocha descobriu, por exemplo, que Guerra Junqueiro (1850-1923), um dos autores mortos, assinava a continuação de um poema inacabado em vida. Não havia indício de que Chico tivesse tido acesso ao poema antes de psicografar sua continuação. No doutorado, Rocha concluiu que Chico reproduzia perfeitamente o estilo do popular escritor Humberto de Campos (1886-1934). Nos textos que saíam da ponta de seu lápis havia, segundo Rocha, um estilo intrincado e sofisticado, detectável apenas por aqueles que conhecem bem como Humberto de Campos funciona. Muitos dos textos atribuídos a Campos continham informações que estavam fora do domínio público. Encerradas num diário secreto, tais informações só foram reveladas 20 anos depois da morte de Campos e do início da produção mediúnica de Chico.



A ciência pode desvendar a natureza da alma?


“Se eu pudesse recomeçar minha vida, deixaria de lado tudo o que fiz, para estudar a paranormalidade.” Essa confissão de Sigmund Freud a seu biógrafo oficial, Ernest Jones, marca um dos capítulos pouco conhecidos da história do pensamento humano. Pouca gente sabe também que muitas das teorias reconhecidas hoje pela ciência sobre o inconsciente e a histeria baseiam-se em trabalhos de pesquisadores que se dedicaram ao estudo da mediunidade. Talvez menos gente saiba que Marie Curie, a primeira cientista a ganhar dois prêmios Nobel, e seu marido, Pierre Curie, também Nobel, dedicaram espaço em suas atribuladas agendas ao estudo de médiuns. No Instituto de Metapsíquica em Paris, no início do século passado, Madame Curie inquiriu com seus assombrados olhos azuis a médium de efeitos físicos Eusapia Palladino. O casal Curie supôs que os segredos da radioatividade poderiam ser revelados por meio de uma fonte de energia espiritual. Quem seria capaz de imaginar isso hoje?

Outros cientistas laureados com o Nobel consagraram parte de sua vida buscando respostas para os mistérios da alma e a possibilidade de comunicação com os mortos. Pesquisas que hoje seriam consideradas assombrosas, como materialização de espíritos, movimentação de objetos à distância, levitação etc., foram realizadas na passagem entre os séculos XIX e XX. Houve forte oposição materialista. Experimentos frustrados e a comprovação de fraude de alguns médiuns lançaram um manto de ceticismo e silêncio sobre o tema. Essa linha de pesquisa entrou em crise. Experimentos com mediunidade aos poucos se tornaram uma mácula nos currículos oficiais dos eminentes cientistas. E a ciência moderna acabou por condenar ao esquecimento inúmeras pesquisas científicas sobre o assunto, algumas rigorosas. Enquanto o cinema, a TV e a literatura cada vez se apropriam mais das questões do espírito, a ciência dominante tem torcido o nariz e deixado essas reflexões fora de seu campo.

A questão tem sido esquecida, mas não totalmente. Apesar de ainda tímidas, pesquisas científicas sobre comunicações mediúnicas, como a da Filadélfia, têm sido realizadas recentemente. Basicamente, encontraram que, além de fenômenos que revelam fraude proposital ou inconsciente do médium, há muito a explicar. Muita coisa não cabe dentro do discurso que prevalece hoje na ciência. Pesquisadores da área acreditam que a telepatia do médium com o consciente ou o inconsciente daquele que deseja uma comunicação espiritual não explica psicografias nas quais se revelam informações desconhecidas das pessoas que o procuram.


Muitas informações fornecidas por médiuns, dizem eles, se confirmaram verdadeiras só mais tarde, após pesquisa sobre o morto. Como pensar então em telepatia se só o morto detinha as informações? Seria possível a ideia de comunicação direta com os mortos? Alguns cientistas que estudam as percepções mediúnicas discordam dessa hipótese. Acreditam que é possível não haver limite de espaço e tempo para percepções mediúnicas. O médium poderia andar para a frente e para trás no tempo e no espaço, coletando as informações que desejasse, quando e onde elas estivessem. Num fenômeno em que comprovadamente não houvesse fraude ou sugestão inconsciente, sobrariam apenas duas hipóteses: ou haveria a capacidade do médium de captar informações em outro espaço e tempo; ou existiria mesmo a capacidade de comunicação entre o médium e o espírito de um morto.

Atuais referências no estudo científico de fenômenos tidos como espirituais, cientistas como Robert Cloninger, Mario Beauregard, Erlendur Haraldsson, Stuart Hameroff e Peter Fenwick aplaudem a iniciativa de Julio Peres em seu estudo. Esse neurocientista brasileiro, que tem colhido apoio em seus pares, afirma que seus achados “compõem um conjunto de dados interessantes para a compreensão da mente e merecem futuras investigações, tanto em termos de replicação como de hipóteses explicativas”. Outro coautor do estudo, o psiquiatra Frederico Camelo Leão, coordenador do Proser, defende mais estudos acerca das experiências tidas como espirituais. “O impacto das pesquisas despertará a comunidade científica para como esse desafio tem sido negligenciado”, diz.

O pesquisador Alexander Moreira-Almeida, coautor do estudo e diretor do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (Nupes), da Universidade Federal de Juiz de Fora, é o principal responsável por colocar o Brasil em destaque nessa área no cenário internacional. Moreira-Almeida recebeu o Prêmio Top Ten Cited, como o primeiro autor do artigo mais citado na Revista Brasileira de Psiquiatria, com Francisco Lotufo Neto e Harold G Koenig. É editor do livro Exploring frontiers of the mind-brain relantionship (Explorando as fronteiras da relação mente-cérebro, em tradução livre), pela reputada editora científica Springer.

Ele afirma que a alma, ou como prefere dizer, a personalidade ou a mente, está intimamente ligada ao cérebro, mas pode ser algo além dele. Para esse psiquiatra fluminense, pesquisas sobre experiências espirituais, como a mediunidade, são importantes para entendermos a mente e testarmos a hipótese materialista de que a personalidade seja um simples produto do cérebro. Moreira-Almeida lembra que Galileu e Darwin só puderam revolucionar a ciência porque passaram a analisar fenômenos que antes não eram considerados. “O materialismo é uma hipótese, não é ainda um fato cientificamente comprovado, como muitos acreditam”, diz Moreira-Almeida.

Apesar de todos os avanços da ciência materialista, a humanidade continua aceitando as dimensões espirituais. Dados do World Values Survey revelam que a maioria da população mundial acredita na vida após a morte. Em todo o planeta, um número expressivo de pessoas declara ter se sentido em contato com mortos: são 24% dos franceses, 34% dos italianos, 26% dos britânicos, 30% dos americanos e 28% dos alemães. Não há dúvida de que o materialismo científico foi instrumento de enorme progresso para a humanidade. A dúvida é se ele, sozinho, seria capaz de explicar toda a experiência humana. Para a maioria da população, a visão materialista parece deixar um vazio atrás de si. Na busca de respostas para nossas principais questões, muitos assinariam embaixo da frase de Albert Einstein: o homem que não tem os olhos abertos para o mistério passará pela vida sem ver nada.


Denise Paraná*, da Filadélfia, Estados Unidos
Fonte Texto e imagens: Revista Época, 19/11/2012

* Denise Paraná é jornalista, doutora em ciências humanas pela Universidade de São Paulo e pós-doutora, como visiting scholar, pela Universidade de Cambridge, Inglaterra

terça-feira, 7 de julho de 2015

Os Avanços da Ciência da Alma (Parte 1)


Uma pesquisa inédita usa equipamentos de última geração para investigar o cérebro dos médiuns durante o transe. As conclusões surpreendem: ele funciona de modo diferente.

Estávamos no mês de julho de 2008. Na Rua 34 da cidade da Filadélfia, nos Estados Unidos, num quarto do Hotel Penn Tower, um grupo seleto de pesquisadores e médiuns preparava-se para algo inédito. Durante dez dias, dez médiuns brasileiros se colocariam à disposição de uma equipe de cientistas do Brasil e dos EUA, que usaria as mais modernas técnicas científicas para investigar a controversa experiência de comunicação com os mortos. Eram médiuns psicógrafos, pessoas que se identificavam como capazes de receber mensagens escritas ditadas por espíritos, seres situados além da palpável matéria que a ciência tão bem reconhece. O cérebro dos médiuns seria vasculhado por equipamentos de alta tecnologia durante o transe mediúnico e fora dele. Os resultados seriam comparados. Como jornalista, fui convidada a acompanhar o experimento. Estava ali, cercada de um grupo de pessoas que acreditam ser capazes de construir pontes com o mundo invisível. Seriam eles, de fato, capazes de tal engenharia?

A produção de exames de neuroimagem (conhecidos como tomografia por emissão de pósitrons) com médiuns psicógrafos em transe é uma experiência pioneira no mundo. Os cientistas Julio Peres, Alexander Moreira-Almeida, Leonardo Caixeta, Frederico Leão e Andrew Newberg, responsáveis pela pesquisa, garantiam o uso de critérios rigorosamente científicos. Punham em jogo o peso e o aval de suas instituições. Eles pertencem às faculdades de medicina da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal de Juiz de Fora, da Universidade Federal de Goiás e da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia. Principal autor do estudo, o psicólogo clínico e neurocientista Julio Peres, pesquisador do Programa de Saúde, Espiritualidade e Religiosidade (Proser), do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, acalentava a ideia de que a experiência espiritual pudesse ser estudada por meio da neuroimagem.

Em frente ao Q.G. dos médiuns no Hotel Penn Tower, o laboratório de pesquisas do Hospital da Universidade da Pensilvânia estava pronto. Lá, o cientista Andrew Newberg e sua equipe aguardavam ansiosos. Médico, diretor de Pesquisa do Jefferson-Myrna Brind Centro de Medicina Integrativa e especialista em neuroimagem de experiências religiosas, Newberg é autor de vários livros, com títulos como Biologia da crença e Princípios de neuroteologia. Suas pesquisas são consideradas uma referência mundial na área. Ele acabou por se tornar figura recorrente nos documentários que tratam de ciência e religião. Meses antes, Newberg escrevera da Universidade da Pensilvânia ao consulado dos EUA, em São Paulo, pedindo que facilitasse a entrada dos médiuns em terras americanas. O consulado foi prestativo e organizou um arquivo especial com os nomes dos médiuns, classificando-o como “Protocolo Paranormal”.

“É conhecido o fato de experiências religiosas afetarem a atividade cerebral. Mas a resposta cerebral à mediunidade, a prática de supostamente estar em comunicação com ou sob o controle do espírito de uma pessoa morta, até então nunca tinha sido investigada”, diz Newberg. Os cientistas queriam investigar se havia alterações específicas na atividade cerebral durante a psicografia. Se houvesse, quais seriam? Os dez médiuns, quatro homens e seis mulheres, participavam do experimento voluntariamente. Foram selecionados no Brasil por meio de uma longa triagem. Entre os pré-requisitos, tinham de ser destros, saudáveis, não ter nenhum tipo de transtorno mental e não usar medicações psiquiátricas. Metade dos voluntários dizia carregar décadas de experiência no “intercâmbio espiritual”. Outros, menos experientes, apenas alguns anos.

Na Filadélfia, antes de a experiência começar, os médiuns passaram por uma fase de familiarização com os procedimentos e o ambiente do hospital onde seriam feitos os exames. O experimento só daria certo se os médiuns estivessem plenamente à vontade. Todos se perguntavam se o transe seria possível tão longe de casa, num hospital em que se podia perguntar se Dr. Gregory House, o personagem de ficção interpretado pelo ator inglês Hugh Laurie, não apareceria ali a qualquer momento.

Numa sala com aviso de perigo, alta radiação, começaram os exames. Por meio do método conhecido pela sigla Spect (Single Photon Emission Computed Tomography, ou Tomografia Computadorizada de Emissão de Fóton Único), mapeou-se a atividade do cérebro por meio do fluxo sanguíneo de cada um dos médiuns durante o transe da psicografia. Como tarefa de controle, o mesmo mapeamento foi realizado novamente, desta vez durante a escrita de um texto original de própria autoria do médium, uma redação sem transe e sem a “cola espiritual”. Os autores do estudo partiam da seguinte hipótese: uma vez que tanto a psicografia como as outras escritas dos médiuns são textos planejados e inteligíveis, as áreas do cérebro associadas à criatividade e ao planejamento seriam recrutadas igualmente nas duas condições. Mas não foi o que aconteceu. Quando o mapeamento cerebral das duas atividades foi comparado, os resultados causaram espanto.

Segundo a pesquisa, a mediunidade pode ser considerada uma manifestação saudável


Surpreendentemente, durante a psicografia os cérebros ativaram menos as áreas relacionadas ao planejamento e à criatividade, embora tenham sido produzidos textos mais complexos do que aqueles escritos sem “interferência espiritual”. Para os cientistas, isso seria compatível com a hipótese que os médiuns defendem: a autoria das psicografias não seria deles, mas dos espíritos comunicantes. Os médiuns mais experientes tiveram menor atividade cerebral durante a psicografia, quando comparada à escrita dos outros textos. Isso ocorreu apesar de a estrutura narrativa ser mais complexa nas psicografias que nos outros textos, no que diz respeito a questões gramaticais, como o uso de sujeito, verbo, predicado, capacidade de produzir texto legível, compreensível etc.

Apesar de haver várias semelhanças entre a ativação cerebral dos médiuns estudados e pacientes esquizofrênicos, os resultados deixaram claro também que aqueles voluntários não tinham esquizofrenia ou qualquer outra doença mental. Os cientistas afirmam que a descoberta de ativação da mesma área cerebral sublinha a importância de mais pesquisas para distinguir entre a dissociação (processo em que as ações e os comportamentos fogem da consciência) patológica e não patológica. Entre o que é e o que não é doença, quando alguém se diz tocado por outra entidade. Os médiuns estudados relataram ilusões aparentes, alucinações auditivas, alterações de personalidade e, ainda assim, foram capazes de usar suas experiências mediúnicas para tentar ajudar os outros. Pode haver, portanto, formas saudáveis de dissociação. Uma das conclusões a que os cientistas chegaram é que a mediunidade envolve um tipo de dissociação não patológica, ou não doentia. A mediunidade pode ser uma expressão comum à natureza humana. Essas conclusões, que ÉPOCA antecipa na edição que chegou às bancas na sexta-feira (16), foram divulgadas na revista científica americana Plos One. O estudo Neuroimagem durante o estado de transe: uma contribuição ao estudo da dissociação tem acesso gratuito desde sexta-feira, dia 16, no endereço eletrônico:dx.plos.org/10.1371/journal.pone.0049360.


Denise Paraná, da Filadélfia, Estados Unidos
Fonte: Revista Época, 19/11/2012

domingo, 5 de julho de 2015

A Espiritualidade Plena de Luz


Tudo que pedirdes em oração, crendo recebereis. Eis os fundamentos da Teologia Quântica, a teologia para o terceiro milênio.

A espiritualidade é uma manifestação da realidade espiritual do ser humano. A consciência espiritual começou a despertar na mente humana, já no homem de Neandertal, que enterrava seus mortos com reverência e algum ritual, por acreditar na continuação da vida espiritual.

Por paradoxal que pareça, para entendermos a espiritualidade humana é bom seguirmos os passos do progresso da ciência, que reduzindo a matéria nos seus elementos chegou à anti-matéria ou vácuo quântico, substância escura, sem massa que pervade mais de 90% do cosmo observável. É o fundo imóvel de energias em equilíbrio que quando vibra cria matéria e consciência cognitiva, é a causa em potência que se transforma em ato. "Aristóteles".

Todo o universo material, inclusive o homem, provem de um processo organizacional ascendente, da não matéria para partículas, átomos, moléculas, e células neurais... Portanto podemos identificar essa não matéria como um oceano espiritual no qual estamos submersos e em contato permanente, célula por célula.

Interagimos constantemente com esse "Uno" espiritual através da nossa mente nos seus três níveis de consciência: espiritual, emocional e racional.

O nível racional ou consciente é o mais recente desenvolvimento dos humanos, tem sua estrutura neural no córtex cerebral com conexões em série, o pensamento é processado por ondas cerebrais que são interpretadas pelo nível espiritual.

O nível emocional ou inconsciente, instintivo nos animais, é inerente à vida em todas as suas formas, nos ser humano suas conexões neurais estão por todo o sistema nervoso em redes paralelas, seus registros são processados por ondas cerebrais que também são interpretados pelo nível espiritual.

O nível espiritual ou super-consciente é a essência do programa do ser que precede a existência, no ser humano a consciência espiritual atua na base cerebral com uma onda de 200Hz (descoberta recente) que faz a leitura das ondas do consciente e inconsciente e devolve informação com inteligência, emoção e consciência, portanto a consciência inteligível e emocional é processada no cérebro e interpretada pelo espírito.

Com o entendimento da ciência do ser espiritual, torna-se compreensível o poder da oração e da meditação, pois ambas requerem a focalização do pensamento em algum propósito, e as ondas do pensamento não precisam ganhar as alturas para chegar até Deus, pois o seu espírito está em contato conosco, célula por célula. "Vale lembrar o que foi dito há dois milênios: "O reino de Deus está dentro de vós" ou "Deus é espírito, e importa que os que o adoram, o adorem em espírito e em verdade" ou "A verdade vos libertará".

Até agora o que foi conseguido em termos de saúde, alegria e paz de espírito por poucos pela fé, poderá ser alcançado por muitos pelo entendimento. Santo Agostinho escreveu: "Compreender para crer, crer para compreender", porque ele acreditava que não só o credo, mas também a razão aproxima o homem de Deus.

E assim a aventura humana vai chegando ao seu topo com mais compreensão e consciência espiritual.


Ivo da Silva Bitencourt

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A Ciência da Alma

A alma existe ou seria ela uma desculpa para nossas dúvidas existencialistas? Há algo em nós que transcende a matéria e, consequentemente, a morte física? Seria a alma o elemento decisivo para tornar a espécie humana o que ela é hoje? Todos esses questionamentos são abordados no documentário “A Ciência da Alma”, do canal Discovery.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Especial do Mês


Um mês especial dedicado a estudos científicos contemporâneos relacionados à alma através das abordagens da psicologia transpessoal, do magnetismo, da medicina e da espiritualidade.
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