sábado, 26 de julho de 2014

No Tesouro das Horas


Meus amigos, em nossas reuniões do Espiritismo Evangélico, não nos esqueçamos da boa vontade e da cooperação.

Quinze minutos de amparo fraternal, através da conversação educativa, representam valioso tempo na construção do bem.

Os orientadores da Vida Maior não se expressam junto de nós exclusivamente através da máquina mediúnica, especializada em suas funções técnicas.

Mais que isso, aproximam-se de nossa expressão verbalística e tomam-nos a palavra por fio de transmissão de ensinamentos preciosos ou por veículo de medicação eficiente aos que nos acompanham detendo problemas mais asfixiantes que os nossos.

Uma frase amiga...

Um trecho de leitura edificante...

Um apontamento consolador...

O relato de uma experiência construtiva...

Tudo isso é recurso no levantamento do Reino de Deus que lutamos por alcançar.

Abstenhamo-no de converter as nossas reuniões em congressos de fadiga e expectação inoperante.

É possível materializar em nossos agrupamentos de oração o mais seguro aprendizado com o Divino Mestre, através da palavra bem conduzida.

Um quarto de hora é inestimável para Deus.

É preciso não perdê-lo em divagações inúteis, em suspiros de cansaço, em aflição injusta ou em ociosidade incompatível com a nossa fé.

Todos podemos dar.

Esta é a primordial revelação do amor que nos rege os destinos.

Comecemos a concretização da caridade, dando ao próximo algo de nossa esperança, de nosso trabalho ou de nossa cultura, em forma de notícias de nosso mundo interior, ainda em processo de adaptação ao Evangelho.

Cada assembleia espírita-cristã é acompanhada de corações sequiosos de reconforto e de luz.

Desencarnados e encarnados, em obstáculos escuros na própria vida, esperam de nós o socorro providencial que uma simples frase, muitas vezes, pode realmente estabelecer.

Recordemos, desta forma, o tesouro dos minutos e aproveitemo-lo.

Nós sempre somos tão pródigos nos comentários puramente humanos, em torno da ignorância e da penúria que nos rodeiam, mas podemos modificar o impulso de nossa fertilidade mental no rumo do bem, mobilizando a palavra para a edificação de todos.


Emmanuel

Do livro Bênçãos de Amor, de Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Estuda Sempre



Estuda sempre.

Incorpora às tuas atividades o
hábito da boa leitura.

Uma página por dia,
um trecho nos intervalos do serviço,
uma frase para meditação, tornam-se o cimento
forte da tua construção para o futuro.

O conhecimento é um bem
que, por mais seja armazenado, jamais
toma qualquer espaço.

Pelo contrário, faculta mais ampla facilidade
para novas aquisições.

As boas leituras enriquecem a mente,
acalmam o coração, estimulam ao progresso.

O homem que ignora, caminha às escuras.

Lê um pouco de cada vez, porém,
fá-lo constantemente.


Joanna de Ângelis

Do livro “Vida Feliz”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Caridade Sempre



Serve, perdoa e passa,
Eis os clarões da senda.
A estrada para cima
Chama-se caridade.
Onde a sombra persista
Faze mais luz e segue.
É na palma de espinhos
Que o céu instala as rosas.
Coração a que ampares
É novo passo à frente.
Na plantação do Bem,
Deus espera por ti.


Emmanuel

Do livro “Algo Mais”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel.

domingo, 20 de julho de 2014

Consciência e Dever


Em razão dos projetos fantasistas que se propõe, a criatura Humana estabelece, normalmente, sua escala de valores prioritários, longe da realidade espiritual. Os impositivos imediatos prevalecem nos seus conteúdos eleitos como aqueles que devem ser conquistados, fixando as bases do seu comportamento na busca dessas realizações.

Embora reconheça a impermanência da vida física e de tudo quanto lhe diz respeito, agarra-se à transitoriedade dos acontecimentos e fenômenos, buscando eterni-zá-los, no tempo que se transfere e nos espaços emocionais que se consomem, em razão das transformações inevitáveis do corpo somático.

Como consequência, esvai-se na luta constante pela preservação do perecível, assim como no afã de manter-se em novas buscas, esquecendo-se da realização plena, que decorre da sua consciência lúcida constatando a conquista de si mesma.

Por atavismo, acredita que a preservação da espécie e a necessidade de manter os provimentos necessários para tal fim, constituem os objetivos da existência na terra. E sem mais amplas reflexões, automaticamente, entrega-se à conquista de coisas e valores amoedados, de projeção social e gozo pessoal. As suas áreas de movimentação emocional são restritas, o que gera, com o tempo e a repetição, as graves neuroses que propelem às fugas espetaculares, aos conflitos, aos sofrimentos mais acerbos...

O ser humano é aquilo que pensa, que de si mesmo elabora, construindo, mediante o pensamento, a realidade da qual não logra evadir-se.

As suas aspirações íntimas, com o tempo, concretizam-se e surpreendem-no, ás vezes quando já não as acalenta, pois que há um período para semear e outro que corresponde à colheita.

O êxito de um empreendimento depende, por certo, do empenho que alguém se aplica para a sua execução. Todavia, o projeto, a programação e o método de trabalho são indispensáveis para o tentame e a realização.

A ideia, pura e simples, necessita de indumentária para ser expressa, e a forma como se apresenta responde pelas conquistas que produz.

Assim, as palavras enunciadas não podem ser silenciadas, prosseguindo na sua marcha. O que realizam, torna-se patrimônio daquele que as endereçou.

A consciência lúcida mantém-se vigilante, a fim de não gerar conflitos e sofrimentos para si mesma através dos conceitos infelizes emitidos e das ações perniciosas praticadas.

Conhecendo os deveres que lhe dizem respeito, amadurece as responsabilidades, porquanto se utiliza das ocasiões propiciatórias para desenvolver mais os potenciais que lhe jazem inatos, ampliando a área de percepção.

A consciência do dever não é resultado dos arquétipos mitológicos, e sim, das conquistas morais que promovem a criatura, libertando-a dos instintos agressivos, da libido, das paixões asselvajadas.

Pode-se medir o estágio de evolução do ser pela sua consciência de dever. A ausência dela indica-lhe o primarismo, mesmo que haja realizado conquistas intelectuais, enquanto que a sua manifestação revela todo o processo de armazenamento de valores ético-morais.

Faze da tua existência terrestre um patrimônio de eternas bênçãos.

A morigeração, a equanimidade, o dever lúcido, marcharão contigo, proporcionando-te estímulo e mais conquistas, sem que o cansaço o tédio e a amargura encontrem pouso em teus sentimentos e disposições.

Cada dificuldade e problema se te revelarão desafios, e se por acaso malograres, toma a atitude de Santo Agostinho, conforme declara em bela comunicação em O Livro dos Espíritos, nos comentários à questão 919:

- Fazei o que eu fazia, quando vivi na terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma.


Joanna de Ângelis

Do livro Momento de Consciência, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Libertemo-nos


O homem, na essência, é um espírito imortal, usando a vestimenta transitória da vida física.

A existência regular no corpo terrestre é uma série de alguns milhares de dias - átomos de tempo na Imortalidade - concedidos à criatura para o aprendizado de elevação.

A Crosta do Mundo é o campo benemérito, onde cada um de nós realiza a sementeira do próprio destino.

A Ciência é o serviço do raciocínio, erguendo a escola do conhecimento.

A filosofia é o sistema de indagação que auxilia a pensar.

A religião, porém, é a bússola brilhante, indicando, desde a Terra, o caminho da ascensão.

Todos nós somos herdeiros da Sabedoria Infinita e do Amor Universal.

Entretanto, sem o arado do trabalho, com que possamos adquirir valores inalienáveis da experiência, prosseguiremos colados ao seio maternal do Planeta, na condição de lesmas pensantes.

  • Não repouses à frente do dia rápido.

  • Abre os ouvidos à sinfonia do bem, que se derrama em toda parte.

  • Abre os olhos à contemplação da verdade que regenera e edifica.

  • Abre a mente aos ideais superiores que refundem a existência.

  • Abre os braços ao serviço salutar.

  • Descerra o verbo à exaltação da bondade e da luz.

  • Abre as mãos à fraternidade, auxiliando ao próximo.

Abre, sobretudo, o coração ao amor que nos redime, convertendo-nos fielmente em companheiros do Amigo Sublime das Criaturas, que partiu do mundo, de braços abertos na cruz, oferecendo-se à Humanidade inteira.

Cada inteligência tocada pela claridade religiosa, nas variadas organizações da fé viva, é uma estrela que ilumina os remanescentes da ignorância e do egoísmo, no caminho terrestre.

Liberta-te e sobe à luz do píncaro, a fim de iluminares a marcha daqueles mais necessitados que tu mesmo, na jornada de aperfeiçoamento e libertação.


André Luiz

Apostilas da Vida, cap. 2, Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Tua Gratidão


Há quem traduza a gratidão através do estilo bombástico das palavras, da eloquência dos discursos, dos gestos comovedores que todos tomam conhecimento.

Passam como pessoas reconhecidas, portadoras de méritos e sentimentos comentados. Todavia, tão logo as coisas mudam de rumo e os acontecimentos deixam de atender-lhes aos interesses imediatos, ei-las desiludidas, deprimidas, frustradas.

A vida é um hino de louvor a Deus, um poema de beleza, convite perene à gratidão.
Por isso, há somente razões para o agradecimento e bem poucas necessidades para solicitações.

Seja a tua, a gratidão silenciosa, que opera no bem, porque este é o estímulo constante da tua existência.

A fidelidade aos compromissos nobres, aos quais aderiste, espalhando ondas de otimismo e de esperança; a atitude paciente e bondosa ao lado daqueles que se desequilibraram e sentem-se a sós; a prece ungida de amor, em favor dos enfermos, dos inquietos e dos adversários; a perseverança nas ações relevantes quando outros desertaram; o clima mental de fé e de união com tudo e todos, sejam as maneiras de expressares gratidão a Deus e à Vida pela honra de estares consciente da tua existência e presença no Universo.

A tua gratidão seja o amor que se expande e mimetiza a todos quantos se acerquem de ti, experimentando a dita de viver.


Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo Pereira Franco

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Conquistar e Conquistar-se



Conquistar não é conquistar-se.
Muitos conquistam o ouro da Terra
e adquirem a miséria espiritual.
Muitos conquistam a beleza corpórea
e acabam no envilecimento da alma.
Muitos conquistam o poder humano
e perdem a paz de si mesmos.

Necessário que o espírito se acrisole na
experiência e na luta, valendo-se delas
para modelar o caráter,
senhoreando a própria vida.
Para possuirmos algo com acerto e
segurança, é indispensável não sejamos
possuídos pelas forças deprimentes que
nos inclinam sentimento e raciocínio
aos desequilíbrios da sombra.

Indubitavelmente, todos podemos
usufruir os patrimônios terrestres,
nesse ou naquele setor do cotidiano,
mas é preciso caminhar com
sabedoria para que o abuso não nos
infelicite a existência.

É por isso que sofrimento e dificuldade,
obstáculo e provação constituem para
nós preciosos recursos de superação
e engrandecimento.

Todos os valores externos concedidos à
personalidade, em trânsito no mundo,
são posses precárias que a enfermidade
e a morte arrancam de improviso,
mas todos os valores que entesouramos
no próprio ser representam posses
eternas que brilharão conosco,
aqui e além, hoje e amanhã...

Na esfera espiritual, cada criatura é
aproveitada na posição em que se
coloca e somente aqueles que
conquistaram a si mesmos,
nos reiterados labores da educação,
através do suor ou da lágrima,
do trabalho ou da renúncia, são capazes
de cooperar na extensão do amor e da luz,
cujo crescimento na Terra exige,
invariavelmente, o coração e o cérebro,
as ações e as atitudes daqueles que
aprenderam na lei do próprio sacrifício
a conquista da vida imperecível.

Reflete naquilo que te falam,
antes de te entregares
psicologicamente ao que se te diga...


Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel.

sábado, 12 de julho de 2014

Oportunidade Evolutiva



Abençoa com alegria cada oportunidade evolutiva.

A dor enfrentada com resignação
diminui de intensidade,
tanto quanto suportada em silêncio
passa com mais rapidez.

Nunca te alcançam os sofrimentos
que não mereças, assim
como não passarás pela Terra, em
regime de exceção, sem os enfrentares.

As Leis de Deus são iguais para todos.
Substituindo o amor que escasseia,
a dor é a mestra que impulsiona ao avanço.

Joanna de Ângelis

Do livro “Vida Feliz”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

A Migalha de Amor


Não menosprezes a migalha de amor que te pode marcar o concurso no serviço do bem.

Estende o coração através dos braços e auxilia sempre.

Quem definirá, entre os homens, toda a alegria da xícara de leite nos lábios da criancinha doente ou da gota de remédio na boca atormentada do enfermo? Quem dirá o preço de uma oração fervorosa, erguida ao Céu, em favor do necessitado? Quem medirá o brilho oculto da caridade que socorre os sofredores e desvalidos?
Que ouro pagará o benefício da fonte, quando a sede te martiriza? E onde o cofre repleto que te possa valer, no suplício da fome, quando a casa está órfã de pão?

Recorda a importância do pano usado para os que choram de frio, da refeição desaproveitada para o companheiro subnutrido, do vintém a transformar-se em mensagem de reconforto, do minuto de conversação consoladora que converte o pessimismo em esperança, e auxilia quanto possas.

Lembra-te de que Jesus renovou a Terra, utilizando diminutas migalhas de boa vontade e cooperação... Dos recursos singelos da Manjedoura faz o mais belo poema de humildade, de cinco pães e dois peixes retira o alimento para milhares de criaturas, em velhos barcos emprestados erige a tribuna das sublimes revelações do Céu... Para ilustrar seus preciosos ensinamentos, detém-se na beleza dos lírios do campo, salienta o valor da candeia singela, comenta a riqueza de um grão de mostarda e recorre ao merecimento de uma dracma perdida.

Não olvides que teu coração é esperado por bênção viva, na construção da felicidade humana e, empenhando-lhe, agora, a tua migalha de carinho, recolhê-la-ás, amanhã, em forma de alegria eterna no Reino do Eterno Amor.

Senhor!...

Auxilia-me a reconhecer que cansaço e dificuldade não podem converter-me em pessoa intratável, mas mostra-me, por piedade, quanto posso fazer nas boas obras, usando paciência e coragem, acima de quaisquer provações que me atinjam a existência.


Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier) pelo espírito Meimei.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Tua Harmonia



Para que vivas em harmonia com os outros e estes contigo, necessitas manter um programa pessoal, mínimo que seja indispensável aos resultados felizes.

A pessoa que vive bem com as demais conseguiu desenvolver um espírito de cooperação, grande naturalidade em dar como em receber.

Pequenos e simples atos de consideração constituem a primeira regra para um bom relacionamento humano e social…

Se desejas realmente viver em harmonia, tenta:

Ser paciente
A pressa é inimiga da amizade, gerando pressão em relação aos outros e descontrole em quem cultiva.
Desse modo, organiza todos os teus momentos, de forma que não necessites viver em agitação ou ansiedade, levando insegurança aos demais.
Relaxa-te e confia que chegará o teu momento, no instante apropriado.

Ser caridoso
Todos necessitam de ajuda.
Usa a tua palavra para levantar os ânimos debilitados, estimular as novas lutas.
Não critiques nem leves ao ridículo a ninguém, nem mesmo quando em tom de brincadeira.
Reparte gentilezas de acordo com as necessidades de cada criatura.
Um coração caridoso é uma ilha onde a felicidade reside.

Ser amoroso.
O teu amor deve alargar-se e não restringir-se, diminuindo o campo de ação.
Num mundo carente, toda baga de amor é como raio de luz dissipando a treva e apontando rumo.
Rompe os teus bloqueios, teus receios e limites e deixa que o amor te conduza, fluindo de ti para os demais.
Cooperando e confiando no bem, tens a diretriz para a tua harmonia em relação a ti próprio e a todos os demais..


Joanna de Ângelis

Do Livro “Filho de Deus”, de Divaldo Pereira Franco pelo Espírito Joanna de Ângelis.

domingo, 6 de julho de 2014

Pequeno Apólogo



Com respeito à luz do Evangelho que nos compete estender, a favor de nós mesmos, contou velho sábio antiga lenda que buscaremos sintetizar.

A certo país vergastado de fome, concedeu o Divino Pomicultor valiosas sementes de amor e redenção, cujo trato esmerado traria a toda gente benefícios essenciais.

As sementes, no entanto, robustas e enceleiradas, revelavam-se tão belas que provocaram aluviões de anseios e ideias, palavras e teorias naqueles corações em necessidade.

Em êxtase, a multidão consagrou-lhes tempo e cuidado no que se referia à pura contemplação.

Botânicos eminentes vieram de muito longe examinar-lhes a contextura, escrevendo enormes tratados quanto às virtudes de que se faziam portadoras. Geneticistas de prol auscultaram-lhes os princípios, destacando-lhes a nobreza. Pintores exímios fixaram-lhes a imagem preciosa, escultores imitaram-lhes a forma divina, poetas cantaram-lhes a beleza, oradores dedicaram-lhes primorosos discursos e longas turbas de crentes agradecidos ajoelharam-se ante o excelso legado, em adoração mística e perene...

Enquanto isso, passou o tempo, multiplicando os casos de inanição e morte.

Vendo que a nação operosa e fiel desfalecia à míngua de socorro e alimento, mandou o Eterno Amigo que viessem ao campo lavradores humildes que as plantassem ao preço de fadiga e suor, para que o pão e a fé restaurassem a vida.

No apólogo singelo, notamos a aflição da palavra excessiva, sem exemplo que ajude.
Saibamos, pois, na Terra, cultivar o Evangelho em nossos próprios atos, porque somente assim, à custa de trabalho e esforço constante, faremos rebrilhar a palavra do Cristo, valorizando o verbo perante o mundo enfermo que roga paz e luz.


Emmanuel

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Pensamentos



Mantém os teus pensamentos
em ritmo de saúde e otimismo.
A mente é dínamo poderoso.
Conforme pensares atrairás respostas
vibratórias equivalentes.
Quem cultiva doenças, sempre
padece problemas dessa natureza.
Quem preserva a saúde, sempre
supera as enfermidades.
Pensa corretamente e serás inspirado
por Deus a encontrar as soluções
melhores.
O pensamento edificante e
bom é também uma oração sem
palavras, que se faz sempre ouvida.

Joanna de Angelis
Do livro “Vida Feliz”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Especial do Mês


Durante o mês de julho, o Manancial de Luz reserva o seu espaço para o especial “Coletâneas Divaldo e Chico” reunindo em suas postagens uma seleção de mensagens psicografadas pelos médiuns, Divaldo Pereira Franco e Francisco Cândido Xavier.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Consciência Universal - uma Globalização Planetária



Depois de 15 bilhões de anos e alguns milhares de civilização, aqui estamos nós. Desde o Big Bang, a evolução continua, criando sempre estruturas mais complexas, das quais somos o mais belo expoente, rumo a uma consciência universal.

As partículas, os átomos, as moléculas, as macromoléculas, as células, os primeiros organismos, as populações, os ecossistemas, e por fim o homem... A evolução continua, mas desta vez é sobretudo técnica e social. A cultura tomou o testemunho. Estamos num ponto de viragem da história análogo ao do surgimento da vida.

Após as fases cósmica, química e biológica inauguramos o quarto capítulo do grande livro da vida, em que a humanidade será protagonista no terceiro milénio. Acedemos a uma consciência de nós próprios, que se tornará colectiva.

Dizemos, com toda a modéstia, que estaremos a criar uma nova fórmula de vida: um macrorganismo planetário, englobante do mundo vivo e produções humanas. Seremos as células, e ele também evolui. Tem o seu sistema nervoso próprio, no qual a Internet é um embrião, e um metabolismo que recicla os materiais. Este cérebro global, criado de sistemas interdependentes, une os homens à velocidade do electrão, revolucionando, assim, as imensas trocas culturais, intelectuais e morais.

Não sendo uma selecção natural, mas sim cultural, as nossas invenções e a nossa nova consciência são as mutações darwinistas. No entanto, esta evolução técnica e cultural progride muito mais rapidamente do que a evolução biológica de Darwin. O homem cria novas "espécies"; o computador cria os satélites, a televisão, a rádio, o telefone, o avião...

Agora, é o homem que faz a selecção darwinista; não observamos o mercado, que selecciona, elimina e faz a escolha dos mais aptos e capazes, das novas "espécies"? A grande diferença é que o homem pode criar, no abstracto, tantas "espécies" quantas desejar. Esta nova evolução desmaterializa o homem. Entre o mundo real e o imaginário, o homem inclui um novo mundo - o virtual -, que lhe permite elaborar e testar objectos e máquinas que ainda não existem, bem como explorar universos artificiais. Para espanto de todos nós, ou não, esta evolução cultural segue a mesma lógica da evolução natural das espécies.

A complexidade segue a sua obra, mas libertando-se, a pouco e pouco, do pesado fardo da matéria. De certo modo, reencontramos o Big Bang, a explosão de energia, muito semelhante ao inverso do «ponto ómega», sendo uma implosão do espírito liberto da matéria. E se abstraíssemos o tempo poderíamos confundir os dois.

O homem deve ainda aperfeiçoar-se muito mais. Quando as células se associam, alcançam uma individualidade muito maior do que se estivessem isoladas. A fase da macrorganização comporta um risco de homogeneização planetária, mas também germes de diversificação. Quanto mais o planeta se globaliza mais se diferencia.

As metáforas mecânicas, as engrenagens, os relógios, dominaram o início do século. São agora as metáforas dos organismos as mais pedagógicas, na condição de não as tomarmos à letra. O organismo planetário que criamos exterioriza as nossas funções e os nossos sentidos: a nossa visão pela televisão, a nossa memória pelos computadores, as nossas pernas pelos transportes... Mas mantém-se de pé a grande questão: iremos viver em simbiose com esse organismo planetário ou tornar-nos-emos parasitas destruidores do hospedeiro, o que nos atiraria para graves crises económicas, ecológicas e sociais?
Actualmente, drenamos, em proveito próprio, recursos energéticos, informações, materiais; e segregamos dejectos no meio ambiente, empobrecendo constantemente o sistema que nos sustenta. Somos parasitas de nós próprios, dado que algumas sociedades industrializadas travam o desenvolvimento das outras.

Se continuarmos na via actual, acabaremos parasitas da Terra.


Num organismo existe um sistema de alarme e de cura. Se o organismo se ferir, o corpo inteiro é mobilizado. É imperioso criar um sistema análogo para o planeta. A ONU, e as inúmeras associações humanitárias, já são esboços desse sistema, mas precisamos de ir muito mais longe. Aí está o papel catalítico do Espiritismo. Se soubermos que existe um ente superior, que nos rege e orienta, que a vida continua (a morte não existe), que a reencarnação é um facto irrefutável, que a lei de causa e efeito é uma realidade, e se conhecermos donde vimos, para onde vamos e o que fazemos aqui, muitos de nós teremos comportamentos diferentes perante a sociedade e o planeta.

Ora, a importância do Espiritismo está aí...

Hoje, não faz qualquer sentido, embora seja de louvar algumas atitudes, por parte dos ecologistas e de todos aqueles que procuram defender o planeta do homem, encerrar a variedade dos seres em guetos, para criar reservas. Quando vemos os bosquímanos, ou ameríndios, relegados para o que chamamos, muito cruelmente, «reservas», perguntamos quem somos nós para termos tal atitude, indigna de um ser humano. Não serão essas prisões ou reservas pequenas ilhas que nos oferecemos para nosso belo prazer, até fazendo excursões turísticas para vermos nossos semelhantes? Pensamos que estas populações não têm outra solução, como vemos ao longo da história, que não seja misturarem-se, genética e culturalmente, connosco, ou então desaparecerão.

Hoje, observando os ainda masai - tribo africana, das margens da caldeira de N'Gorongoro -, que passam a vida no meio dos leões, rinocerontes, búfalos, etc., todos eles bichinhos não especialmente ternos, compreendemos que se pode viver em paz com todos, e com o meio.

Não deixemos que a nostalgia e a petulância nos invadam a mente. Pensemos, isso sim, na importância de encontrarmos, em conjunto, a harmonia e o equilíbrio entre a Terra e a tecnologia, e entre a ecologia e a economia, para assim evitarmos crises. Deveremos observar e estudar as lições que nos dá o conhecimento sobre a evolução da complexidade. Compreender a nossa história pode dar o recuo necessário, um sentido ao que fazemos, e maior sageza. É inegável o crescimento de uma inteligência colectiva, num humanismo tecnológico. Aí está o Espiritismo para corroborar, ensinando, esclarecendo e amando.

Cada vez mais estamos prestes a perder a diversidade: a cultura humana torna-se cada vez mais homogénea, o mundo torna-se global, o planeta mais pequeno. As pessoas viajam muito, quer física quer virtualmente. Misturando-se, desta forma, as culturas, dá-se o fenómeno da aculturação. O homem acumula um conhecimento crescente, progride para um maior saber, uma maior liberdade, para uma cultura mais complexa. Seguimos a mesma lógica da matéria e da vida. A nossa história tem um sentido, uma lógica; não acreditamos nem na contingência nem no acaso, que aos olhos de alguns cientistas só parecem intervir quando estudam períodos muito curtos.

As sociedades humanas organizam-se cada vez melhor. A pouco e pouco temos a consciência do meio ambiente que nos rodeia e de nós próprios. Vejamos a ONU. Estes organismos têm conhecido inúmeras dificuldades. Considerando-se, porém, as coisas com o devido distanciamento, descobre-se que o homem tomou consciência da sua condição mundial em apenas 70 anos; o que é isso, comparado com a nossa história?

A humanidade actual já chegou a um certo nível de reflexão, embora nos pareça muito jovem. Numerosas dificuldades do nosso tempo provêm do facto de muitas populações terem apenas uma informação muito reduzida do mundo; mas a providência divina não deixa as coisas entregues ao acaso, já que o acaso não existe.

No limiar deste século o homem inventou duas maneiras de se autodestruir: o excesso de armamento nuclear, atómico e biológico, e a deterioração do ambiente.

Actualmente, coloca-se uma questão: estaremos capacitados para coexistir com o nosso próprio poder? Se a resposta for não, a evolução continuará sem nós. Como Sísifo, teremos levado o rochedo até ao alto da montanha, para logo de seguida o deixarmos escapar. É um pouco ridículo, não é? Temos de ter plena consciência da gravidade da situação presente, mantendo, contudo, o optimismo. Temos de deitar mão a todos os nossos recursos, intelectuais, culturais, tecnológicos e sobretudo morais, para salvar o planeta, antes que seja tarde. Somos os responsáveis pelos danos causados, quer activos quer passivos, e também seus herdeiros. É a nós que compete fazer com que este delicioso planeta continue vivendo, mas com saúde.

Estão reunidos todos os meios para que possamos (praticando primeiro) transmitir que a fraternidade é, e será, a pedra angular da felicidade humana e planetária.

Então regeneremo-nos, senão seremos como Sísifo.

Sejamos espíritas, no verdadeiro sentido da palavra. A hora é de unidade fraternal - o saber amar.

Terminamos com uma mensagem psicografada por Divaldo Pereira Franco, na Associação Cultural Espiritualista de Viseu, em Maio de 1993, pelo espírito do dr. Adolfo Bezerra de Menezes: «(...) Aqui estamos, em nome dos espíritas do Brasil e de Portugal, pelo laço da fraternidade, para dizer-vos que antes de encarnardes vos comprometestes com a construção da era nova e de um mundo melhor. Obreiros da fé renovada, ide adiante, confiantes e felizes, e o Senhor irá convosco.»


Luís de Almeida

Texto grafado originalmente no idioma português (de Portugal).

sábado, 28 de junho de 2014

Silêncio Proativo


Em alguns templos religiosos, sobretudo em centros espíritas, encontramos uma frase grafada na parede: “O silêncio é uma prece”. Mas será, realmente, que o silêncio sempre pode ser considerado assim?

Certamente, o escopo daqueles que afixaram um quadro, ou pintaram, ou autorizaram a pintura dessa máxima em locais visíveis era o de convidar os frequentadores de uma reunião de exposição doutrinária e oração a se aquietarem para usufruir das benesses do ambiente, ouvindo com clareza as explanações científico-evangélicas e se conectando com o Criador e seus emissários. Por outro lado, torna-se inevitável concluir que o silêncio interior não se conquista por uma advertência exterior, mas sim, ao preço de muita dedicação e treinamento, porquanto é assim que se desenvolvem as virtudes. Isso é comprovado pelo fato de que, não raro, as pessoas estarem em silêncio aparente, mas intimamente podem estar esbravejando, agredindo, metralhando o próximo ao direcionar a este suas vibrações desequilibradas, ou mesmo permitindo o descontrole dos pensamentos, que deixam de focar naquilo que é mais importante em determinado momento. Logo, nem sempre o silêncio se mostra como uma oração, mas sim, como uma fuga ou, até mesmo, como uma agressão energética.

Conquanto cheguemos a tal conclusão, que obviamente não é definitiva, cumpre salientar que em muitos casos o ato de silenciar constitui a própria prática do Bem, ainda mais quando a pessoa se encontra diante de uma ofensa. É comum nas instituições de diversas ordens, seja profissional, acadêmica, religiosa, desportiva, etc., a ocorrência de discussões infrutíferas ou de meros insultos diretos ou mascarados (como se tapa com luva de pelica pudesse ser uma virtude, ao passo que jamais deixa de ser uma violência). Nestes casos, constatando-se a inutilidade de responder, a atitude silenciosa, arrimada na mansidão interiormente trabalhada, constitui verdadeira prática da caridade, em nada comparável com covardia ou passividade.

É sempre válido lembrar que não existe relacionamento interpessoal sem conflitos, tendo em vista que cada pessoa é um histórico espiritual próprio, com conquistas e deficiências, boas qualidades e más tendências por serem domadas, com culturas e ideais diversos, enfim. No entanto, ante ao conflito é sempre possível eleger uma conduta pacífica na busca do consenso, extraindo o aprendizado que a circunstância está a oferecer.

Pensando nisso, muitas pessoas silenciam diante de um problema, intentando agir com altruísmo, quando, em verdade, apenas estão se autoanulando intimamente ao permitirem que outrem lhe agrida moral e, em muitos casos, até fisicamente. O fato de somente silenciar não pode ser considerado um Bem, fazendo-se mister que juntamente com o silêncio a pessoa faça reflexões instantâneas sobre o que pretende com sua atitude e faça exercícios de humildar o orgulho, deixando de agir impulsivamente, eis que são inúmeros os seres humanos que todos os dias são diagnosticados com doenças, geralmente estomacais ou intestinais, pelo fato de se anularem passivamente perante aos fatos desagradáveis. Na realidade, o silêncio passivo constitui uma autodesvalorização emocional que não agrega valores para o próximo, que continuará agindo equivocadamente e adquirindo mais débitos conscienciais; tampouco para a própria pessoa, que deixa de viver seu potencial espiritual. Quem pratica o silêncio falso, isto é, o silêncio meramente exterior, está em total sintonia com o orgulho que ainda traz, acolhendo-o intensamente para apenas criar uma aparência de estar agindo pacificamente, quando, na verdade, está guerreando e se machucando por dentro.

Refletindo sobre tudo isso com o escritor Alírio de Cerqueira Filho, conclui-se ser plenamente possível optar por uma conduta salutar, fazendo o “silêncio proativo”. Para tanto, torna-se necessário aceitar que existe humildade coexistindo com o orgulho ferido. Posteriormente, acolhe-se a humildade, experimentando suas sensações agradáveis e quanto ela faz bem para quem a pratica. Neste caso, a pessoa está sem falar para fora, mas está trabalhando-se interiormente para transformar o orgulho em humildade.

A atitude humilde e corajosa de dar a outra face vale mais do que milhões de palavras. É trabalhoso, certamente, mas não se conquistam as virtudes mais necessárias sem esforço para se promover a reforma íntima. Por essa razão, é imprescindível que cada um procure desenvolver o “silêncio proativo”, ou seja, fazer silêncio concomitante com um trabalho interior para expor a virtude para fora, tornando-se uma pessoa em paz com a consciência, convidando, com este exemplo, o próximo a também buscar se melhorar.


Nestor Fernandes Fidelis

Diretor da Diretoria de Atendimento Espiritual da Federação Espírita do Estado de Mato Grosso
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