terça-feira, 21 de maio de 2013

Poder do Pensamento


Para os Espíritos o Pensamento é Tudo




“Os Espíritos não têm necessidades de vestir os seus pensamentos com palavras. Os seres encarnados pelo contrário, só podem comunicar-se pelo pensamento traduzido em palavras. Contudo, o ser encarnado põe o seu corpo, como instrumento de comunicação por palavras, à disposição, o que um Espírito errante não tem condição de fazê-lo. Assim, podemos perceber a importância do papel dos médiuns nas comunicações espíritas.”

Os Espíritos gastam algum tempo para percorrer o espaço, porém, rápido como o pensamento. Quando o pensamento está em algum lugar, a alma está também, uma vez que é a alma que pensa. O pensamento é um atributo da alma. Para os Espíritos o pensamento é tudo. (1)

Os Espíritos agindo sobre os fluidos espirituais, não os manipulam como os homens manipulam os gases, mas com a ajuda do pensamento e da vontade. O pensamento e a vontade são para os Espíritos o que a mão é para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem a esses fluidos tal ou tal direção; aglomeram-nos, combinam-nos ou os dispersam. É com esses fluidos que eles formam a grande oficina ou o laboratório da vida espiritual. (2)

A linguagem dos Espíritos é o verdadeiro critério pelo qual podemos julgá-los, pois, sendo a linguagem a expressão do pensamento, eles tem sempre um reflexo das qualidades boas ou más que possuem em sua capacidade evolutiva, sendo assim, o primeiro sentimento que os evocadores e os médiuns devem ter em relação a eles é o da prudência (3), pois os Espíritos, não sendo outros senão as almas dos homens, não possuem a soberana sabedoria, nem a soberana ciência. O saber dos Espíritos esta limitado ao grau de seu adiantamento, e a suas opiniões tem unicamente o valor de uma opinião pessoal. Essa verdade, reconhecida preservará os evocadores e os médiuns da grande dificuldades de crerem em suas infalibilidades. Inclusive, é útil e sensato não formular teorias prematuras sobre o dizer de um só ou de alguns Espíritos. (4)

Salvo algumas poucas exceções, o médium transmite o pensamento dos Espíritos pelos meios mecânicos de que dispõe, e a expressão desse pensamento pode e deve, o mais frequentemente, ressentir-se da imperfeição desses meios.

Qualquer que seja a natureza dos médiuns escreventes, mecânicos, semi-mecânicos ou simplesmente intuitivos, os processos de comunicação dos Espíritos não variam na essência. As comunicações com os Espíritos encarnados, diretamente, ou com os Espíritos propriamente ditos, se realizam unicamente pela irradiação do pensamento. Os pensamentos não necessitam das vestes da palavra para que os Espíritos os compreendam. Todos os Espíritos percebem o pensamento transmitido, pelo simples fato de ele ter sido dirigido a alguém, um grupo, ou de uma maneira geral e cada um o entenderá na razão do grau de suas faculdades intelectuais. Quer dizer que determinado pensamento pode ser compreendido por estes e aqueles, segundo o respectivo adiantamento, enquanto para outros o mesmo pensamento, não despertará nenhuma lembrança nenhum conhecimento no fundo do seu coração ou do seu cérebro não será perceptível. No caso de ser um Espírito encarnado que serve de médium, este processo é o método mais apropriado para transmitir o pensamento de um Espírito para outros encarnados, mesmo que o médium não o compreenda.

Se um Espírito tiver a necessidade de usar de um médium para comunicar o seu pensamento por palavras, ele irá usar um ser terreno (espirito encarnado), porque este pode ceder o seu corpo como um instrumento, colocando-se a sua disposição, o que um Espírito errante não tem condição de fazê-lo. Eis aqui um ponto importante do papel dos médiuns nas comunicações espíritas.

Assim, quando os Espíritos superiores encontram num médium o cérebro cheio de conhecimentos adquiridos na sua vida atual, e o seu Espírito rico de conhecimentos anteriores, latentes, próprios a facilitar as comunicações, eles preferem servir-se dele, porque então o fenômeno da comunicação será muito mais fácil do que através de um médium da inteligência limitada, e cujos conhecimentos anteriores fossem insuficientes.

Para compreender melhor tentaremos usar algumas explicações que nos parecem ser mais claras e precisas.

Com um médium cuja inteligência atual ou anterior esteja desenvolvida, o pensamento do Espírito se comunica instantaneamente, de Espírito a Espírito, graças a uma faculdade peculiar à essência mesma do Espírito. Nesse caso o Espírito encontra no cérebro do médium os elementos apropriados à roupagem de palavras correspondentes a esse pensamento, quer o médium seja intuitivo, semi-mecãnico ou mecânico. É por isso que apesar de diversos Espíritos se comunicarem através do médium, os ditados por eles recebidos trazem sempre o cunho pessoal do médium, quanto à forma e ao estilo. Porque embora o pensamento não seja absolutamente dele, o assunto não se enquadre em suas preocupações habituais, se bem o que os Espíritos desejam dizer não provenha do médium, ele não deixa de exercer sua influência na forma, dando-lhe as qualidades e propriedades características da sua individualidade. É precisamente como quando olhamos diversos lugares através de binóculos coloridos, de lentes brancas, verdes ou azuis, e embora os lugares e objetos vistos pertençam ao mesmo trecho, mas tenham aspectos inteiramente diferentes, aparecem sempre com a coloração dada pelas lentes.

Melhor ainda: comparemos os médiuns a esses botijões de vidros com líquidos coloridos e transparentes que se veem nos laboratórios farmacêuticos. Pois bem, os Espíritos são como focos luminosos voltados para certos trechos de paisagens morais, filosóficas, psicológicas, iluminando-os através de médiuns azuis, verdes ou vermelhos, de maneira que os nossos raios luminosos tomam essas colorações, se bem o que os Espíritos desejam dizer não provenha dele, ou seja, obrigados a atravessar vidros mais ou menos bem lapidados, mais ou menos transparentes, o que vale dizer médiuns mais ou menos apropriados, esses raios só atingem os objetos que os Espíritos desejam iluminar tomando a coloração ou a forma própria e particular desses médiuns.

Para terminar oferecemos mais uma comparação: os Espíritos são como os compositores de música que tendo composto ou querendo improvisar uma ária só dispõem de um destes instrumentos; um piano, um violino, uma flauta, um fagote ou um apito comum. Não há dúvida que com o piano, com a flauta ou com o violino eles executarão a ária de maneira satisfatória. Embora os sons do piano, do fagote ou da flauta sejam essencialmente diferentes entre si, a composição do Espírito será sempre a mesma nas diversas variações de sons. Mas se ele dispõe apenas de um apito comum, ou mesmo de um sifão de esguicho, ei-lo em dificuldade.

Quando os Espíritos são obrigados a servir-se de médiuns pouco adiantados o trabalho deles se torna mais demorado e penoso, pois eles tem de recorrer a formas imperfeitas de expressão, o que é para eles um embaraço. São então forçados a decompor os pensamentos e ditar palavra por palavra, letra por letra, o que é fatigante e aborrecido, constituindo verdadeiro entrave à presteza e ao bom desenvolvimento das manifestações espíritas.

É por isso que eles se sentem felizes quando encontram médiuns bem apropriados, suficientemente aparelhados, munidos de elementos mentais que podem ser prontamente utilizados, bons instrumentos, numa palavra, porque então o perispírito dos Espíritos, agindo sobre o perispírito daquele que mediunizam, só tem de lhe impulsionar a mão que serve de porta caneta ou porta lápis. Com os médiuns mal aparelhados eles, para se comunicarem são obrigados a realizar um trabalho por meio de pancadas, ou seja, indicando letra por letra, palavra por palavra, para formar as frases que traduzem o pensamento a ser transmitido. Essa a razão dos Espíritos preferirem as classes esclarecidas e instruídas, para a divulgação do Espiritismo e o desenvolvimento da mediunidade escrevente, embora seja nessas classes que se encontram os indivíduos mais incrédulos, mais rebeldes e mais destituídos de moralidade. E é também por isso que, se deixam aos Espíritos brincalhões e pouco adiantados a transmissão das comunicações tangíveis por meios de pancadas e os fenômenos de transporte, é porque os homens são pouco sérios preferindo os fenômenos que lhes tocam os olhos e os ouvidos aos de natureza puramente espiritual, puramente psicológica.

Quando os Espíritos desejam ditar mensagens espontâneas agem sobre o cérebro, nos arquivos do médium, e juntam o material deles com os elementos que o médium fornece. E tudo isso sem que ele o perceba.

Mas quando o próprio médium quer interrogar os Espíritos, melhor será que antes reflita seriamente a fim de fazer as perguntas de maneira metódica, facilitando assim o trabalho deles para responder. Porque o cérebro do médium, como acontece frequentemente, pode estar numa desordem dificílima de organizar, sendo para os Espíritos muito mais difícil trabalhar com o labirinto do pensamento do médium.

Quando as perguntas devem ser feitas por terceiro, é bom e conveniente que sejam antes comunicadas ao médium para que ele se identifique com o Espírito do interrogante, impregnando-se, por assim dizer, das suas intenções. Porque então os Espíritos terão muito mais facilidades para responder, graças à afinidade existente entre o perispírito do Espírito e o do médium que servirá de intérprete.

Certamente, os Espíritos podem tratar de Matemáticas através de um médium que as desconheça por completo, mas quase sempre o Espírito do médium possui esse conhecimento em estado latente. Isso quer dizer que se trata de um conhecimento pessoal do ser fluídico e não do ser encarnado, porque o seu corpo atual é um instrumento inadequado ou rebelde a essa forma de conhecimento. O mesmo se dá com a Astronomia, a Poesia, a Medicina e as línguas diversas, e ainda com todos os demais conhecimentos peculiares à espécie humana. Por fim, os Espíritos, tem ainda o meio dificultoso de elaboração, aplicado aos médiuns completamente estranhos ao assunto tratado, que é o de reunião das letras e das palavras como se faz em tipografia.

Finalizando, os Espíritos não têm necessidades de vestir os seus pensamentos com palavras. Eles o percebem e os transmitem naturalmente entre si. Os seres encarnados pelo contrário, só podem comunicar-se pelo pensamento traduzido em palavras. Enquanto a letra, a palavra, o substantivo, o verbo, a frase, enfim, são necessários para percepção dos seres encarnados, mesmo mental, nenhuma forma visível ou tangível é necessária para os Espíritos.

Esta análise do papel dos médiuns e dos processos, pelos quais se comunicam é tão clara quanto lógica. Dela decorre o princípio de que o Espírito não se serve das ideias do médium, mas dos materiais necessários para exprimir os seus próprios pensamentos, existentes no cérebro do médium, e de que, quanto mais rico for cérebro do médium, mais fácil se torna a comunicação.

Os que exigem esses fenômenos para se convencerem, devem antes tratar de estudar a teoria, só assim, poderão saber em que condições especiais eles se produzem.


NOTAS

(1) Ver Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Escala Espírita, itens 89, 89a e 100.

(2) Ver Allan Kardec, Revista Espírita junho 1868, Fotografia do Pensamento.

(3) Ver Allan Kardec, Revista Espírita, setembro 1859, Procedimentos para Afastar os Maus Espíritos.

(4) Ver Allan Kardec, Obras Póstumas, 2ª. Parte, Minha primeira iniciação no Espiritismo.

Fonte: A Era do Espírito

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Súplica à Mãe Santíssima



Vinde a nós, Mãe Santíssima,
Consolarmo-nos em nossos prantos,
De aflições e desencantos,
Alivia-nos de nossos erros.

Ergue-nos a sua taça de doçura
Sobre as nossas amarguras,
Trazei-nos a Paz de Jesus,
o seu Filho amado.

Banha-nos da tua luz, as nossas almas,
Curando-nos das nossas chagas;
Sedes pórtico de abrigo e alento
desses vossos filhos,
que palmilham essa longa estrada.

Cobre-nos, Senhora Imaculada,
Com seu manto engastado de estrelas e
ampara-nos do frio das iniquidades;
Vem livrar-nos do cativeiro de nossas paixões,
Despertai em nossos corações
A nobreza do amor e da caridade.

Velai por nós, Mãe de todos os anjos,
 A tua compaixão nos renova,
Abençoando-nos, hoje, agora e sempre,
Lenindo as dores das nossas provas.


Glauco

Mensagem recebida por Carlos Pereira, em 19/05/2013.

domingo, 19 de maio de 2013

O Saber de Maria


Maria era Culta ou Iletrada?



Esta é outra questão que não é fácil ser respondida.

Nos dias de hoje dizemos que uma pessoa é culta se ela tem o hábito de ler e estudar, se tem muita informação intelectual. Entretanto, no que diz respeito ao primeiro século de nossa era o julgamento não pode ser feito desta forma.

Neste século, o marcado pela vida física de Jesus, grande era o percentual de analfabetismo. Quase não haviam livros para serem lidos, e era caríssima a produção de um desta forma, não era qualquer pessoa que tinha acesso a livros, sendo assim, poucos sabiam ler, e muito menos ainda os que tinham o hábito de estudar como fazemos hoje. Porém, não podemos dizer por isso que eram mal informados os habitantes da Palestina daquela época. O processo de aprendizado era diferente, o que tínhamos era uma cultura oral; as cartas de Paulo eram lidas na comunidade cristã através de uma leitura coletiva, muitos apenas ouviam o que este valoroso apóstolo escreveu.

Tal hábito fazia com que a memória destes que se dedicavam ao estudo das escrituras fosse de grande capacidade, pois era preciso saber os textos de cor já que nem sempre eram possíveis lê-los.

Portanto, saber ler não era pré-requisito para se ter cultura. Além disso, em se tratando de uma mulher na palestina no tempo de Jesus, eram bem poucas as chances de que ela fosse dada a oportunidade de saber ler.

Assim, do ponto de vista de percentuais, grande é a chance de Maria não ter sido alfabetizada, o que não estamos querendo dizer com isso, que não tenha sido. Apenas dizemos de probabilidades. O que é certo, e podemos dizer com total segurança, é que a Mãe do Senhor tinha grande cultura, e muito mais ainda, uma cultura espiritual, uma espiritualidade inteligente.

Muitos chegam a dizer que Maria teria sido educada no Templo, que era não só boa leitora, como também, boa redatora. É possível, porém, não certo. Não estamos querendo trabalhar com hipóteses.

No tempo de Maria, o judaísmo não era simplesmente uma religião, era uma cultura. Entre os hebreus não se podia escolher a que religião seguir, simplesmente eram judeus. Não havia shoppings, cinemas, teatros, ou outras diversões quaisquer, o que havia era a sinagoga, e que todos frequentavam, a sinagoga era a vida das pessoas. Nazaré era uma pequena cidade, a sinagoga deveria ser próxima de tudo, e era ali onde eles aprendiam e praticavam seus princípios de moral elevada.

Como dissemos, Maria era um Espírito elevado e sem comprometimentos no campo expiatório, por isso aprendia fácil, com certeza memorizava bem, e vivenciava o que aprendia, não era culta dentro de nosso padrão atual, era sábia.

Por que podemos dizer isso com certeza? O Evangelho nos dá mostra disto a toda hora, e além do mais, Maria foi a educadora do maior Sábio de todos os tempos, e só isso bastaria para dizer que ela foi entre todas a melhor educadora.


Por Cláudio Farjardo

sábado, 18 de maio de 2013

Gotas de Luz


Apometria é Espiritismo ?



“Que faz a moderna ciência espírita? Reúne em corpo de doutrina o que estava esparso; explica, com os termos próprios, o que só era dito em linguagem alegórica; poda o que a superstição e a ignorância engendram, para só deixar o que é real e positivo. Esse o seu papel”.

Certa feita, alguém nos interpelou: “— Apometria é Espiritismo?” E eu retruquei: “— Depende do ângulo pelo qual se analise o assunto. Em nosso modo de ver, a Apometria enquadra-se perfeitamente no elenco de atividades espíritas.” Semelhante resposta tem a sua razão de ser, e aqui nos propomos a diminuir quaqlquer controvérsia a respeito.
O Espiritismo, por definição, é uma doutrina abrangente e evolutiva; portanto, situação bem diversa das demais religiões, quase sempre eivadas de dogmas, práticas exteriores e obediência cega aos pontífices infalíveis.

O termo doutrina pode ser definido como o conjunto de princípios que servem de base a um sistema religioso, político, filosófico, científico, entre outros.

A seu turno a proposta kardeciana assevera: O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como filosofia, compreende todas as conseqüências morais que dimanam dessas mesmas relações. Podemos defini-lo assim: O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.

Muito sabiamente ao conceituar o Espiritismo, Allan Kardec logo de início o rotulou de ciência de observação, qualificação que nos autoriza a lançar mãos de artifícios experimentais, mesmo que “sui generis”, com o objetivo de devassar a realidade espiritual que nos cerca e nos interpenetra. Essa é a razão pela qual o codificador nos alerta: A Ciência propriamente dita é, pois, como ciência, incompetente para se pronunciar na questão do Espiritismo: não tem que se ocupar com isso e qualquer que seja o seu julgamento, favorável ou não, nenhum peso poderá ter.

A ciência acadêmica tem por escopo a investigação dos fenômenos materiais, aqueles que se manifestam nos limites do nosso universo matemático. Todavia, a ciência espírita, ao se utilizar do instrumental mediúnico e das propriedades do magnetismo humano, revela-nos a realidade da dimensão extra-física e descortina, portanto, novos horizontes para a medicina integral. Por isso, admitimos que a explanação aqui feita se reveste de uma certa relevância, caso queiramos entender o significado de espiritismo-ciência, com vistas à inserção em seu contexto experimental do capítulo referente à Apometria.

Por sua vez, a Apometria nada mais é do que um conjunto de técnicas magnéticas aplicadas sobre o médium afeito às tarefas desobsessivas, com a finalidade de induzir o sonambulismo artificial, de tal modo, que ele possa interagir mais facilmente com os desencarnados, reconhecer os mentores, localizar os obsessores, vislumbrar as patologias complexas na própria tessitura perispirítica dos enfermos e identificar os pormenores das paisagens astrais.

Diríamos, então, que a Apometria, a exemplo da mediunidade, do passe magnético e de tantas outras expressões de reconhecida utilidade em nosso movimento, inclui-se no rol das atividades espíritas e dessa maneira deve ser reconhecida. Aliás, a bem da verdade, as inúmeras tarefas exercidas nas casas espíritas se multiplicam de acordo com os objetivos pretendidos pelas instituições, mas só devem merecer o título de atividade espírita se subordinadas aos critérios éticos que alicerçam a doutrina, inferência óbvia, impossível de ser refutada.

Ora, ao elaborar a sua conceituação, Kardec não especifica o que deve ou não ser considerado Espiritismo, pois a complexidade científica da doutrina e a multiplicidade de tarefas enobrecidas agregadas ao seu contexto, de acordo com a Lei do Progresso, ampliam-se constantemente. Contudo, um pormenor permanece soberano: o aspecto ético das citadas atividades. O Espiritismo será aquilo que fizermos dele. E a sua excelência como doutrina libertadora dependerá única e exclusivamente do bom senso e da honestidade de propósitos de seus profitentes.

Desse modo, mais uma vez, gostaríamos de bem frisar as particularidades que se devem destacar no conceito kardeciano de Espiritismo. O primeiro deles envolve a prática experimental implícita na própria atividade mediúnica. Por se tratar de ciência de observação, o Espiritismo se vale de métodos e de técnicas experimentais próprias, que variam de acordo com as pretensões e objetivos a serem alcançados pelos pesquisadores. O segundo aspecto diz respeito ao componente filosófico-moral derivado dessas mesmas práticas, e, aí, incluem-se as soberanas diretrizes evangélicas.

Pois bem. O exercício disciplinado da mediunidade, a transmissão de bioenergia através das mãos, as preces e irradiações à distância, a água magnetizada e a aplicação das técnicas apométricas devem ser entendidos na conta de atividades espíritas, caso se efetivem em plena consonância com os postulados doutrinários: gratuidade, vontade de ajudar os semelhantes e interação afetiva com os bons Espíritos. Eis aí a chave da questão. Assim, admite-se que tais práticas, por si sós, não se caracterizam como espíritas, pois algumas são de uso corriqueiro em outras religiões, a exemplo do exercício mediúnico e da imposição das mãos. Contudo, se dispensadas evangelicamente em instituições espíritas, tornam-se consagradas e devidamente incluídas no rol das atividades espíritas. Por extensão de raciocínio, aceitamos a existência da música, do teatro, do cinema e da literatura espíritas, caso essas expressões culturais enalteçam os aspectos positivos da vida e contribuam para a elevação da dignidade humana. Isso, para que se tenha uma idéia de quantas atividades podem ser exercitadas em nosso âmbito doutrinário, com o objetivo de levar o estímulo renovador e o conhecimento maior às criaturas abatidas que nos batem as portas.

Cremos que, agora, após essas breves digressões, nos sintamos aptos a responder na íntegra a pergunta inicialmente formulada. Apometria é Espiritismo? “A nossa experiência no assunto aliada aos ideais de fidelidade à causa nos mostram tratar-se de excelente atividade espírita, desde que praticada por dirigentes capacitados, médiuns devidamente esclarecidos e dispensada gratuitamente em ambiente espírita, em prol dos sofredores de ambos os lados da vida.” Concluindo diríamos: Atividades Espíritas são todas aquelas que envolvem o espírito com o amor fraterno e Universal para a transformação do homem e da humanidade.


Artigo escrito por Vitor Ronaldo Costa

sexta-feira, 17 de maio de 2013

À Maria



Eis-nos, Senhora, a pobre caravana
Em fervorosas súplicas, reunida,
Implorando a piedade, a paz e a vida,
De vossa caridade soberana.

Fortalecei-nos a alma dolorida
Na redenção da iniquidade humana,
Com o bálsamo da crença que promana
Das luzes da bondade esclarecida.

Providência de todos os aflitos,
Ouvi dos Céus, ditosos e infinitos,
Nossas sinceras preces ao Senhor...

Que a nossa caravana da Verdade
Colabore no Bem da Humanidade,
Neste banquete místico do amor.


Bittencourt Sampaio

Do livro À Luz da Oração, de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos diversos

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A Companheira do Evangelho


Em pesquisa às várias passagens nas quais Maria se fez serva do Cristo, contribuindo para a materialização do evangelho na Terra, percebemos que a maior quantidade delas refere-se às questões abordadas: recebimento do anúncio do anjo Gabriel, gravidez, parto, viagens e demais questões atinentes a estes processos.

Jorge Damas ao escrever sua obra que trata de Maria, elegeu para o seu vigésimo quinto capítulo o título de “Dezoito Anos de Silêncio”. Referia-se ele ao período de doze anos até os trinta aniversários do Cristo.

“LUCAS: 2-52
“E Jesus progredia em sabedoria, maturidade e em benevolência diante de Deus e dos homens”.

O Evangelho só registra esta frase sobre os misteriosos e intrigantes dezoito anos de silêncio sobre Jesus e seus pais.” (Jorge Damas, Regina, Cap. 25, pág. 229).

Antes disso, a última aparição reveladora do Nazareno foi a descrita em Lucas: 2: 41-51. Nesta passagem o menino Jesus, então com 12 anos, por ocasião da festa da Páscoa, some de seus pais por 3 dias. Ao procurarem por ele o encontram em Jerusalém no Templo, dialogando com os doutores da lei. Daí surge a célebre resposta do Cristo: "Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devia estar no que é de meu Pai?"

A partir daí é que decorrem os dezoito anos de silêncio. Neste ponto já constatamos pela consulta ao evangelho que Jesus antecipava, em pequenos eventos, o que seria mais tarde toda a gama de ensinamentos e exemplos por ele realizados. Mesmo na sua infância estes sinais apareciam, exatamente porque tinha ele reações como a acima transcrita que não eram experimentadas pelas outras crianças.

Daqui em diante a participação de Maria transforma-se. No início da vida de Jesus eram principalmente nela, mas também em José, concentrados todos os fenômenos descritos no evangelho. Mas quando Jesus inicia sua vida pública o foco dos acontecimentos dirige-se para ele. Nas pregações, na convivência com o público, nas viagens, no templo, no contato com os apóstolos, a presença marcante e mais registrada nas passagens evangélicas é a de Jesus. Maria aparece neste contexto mais como seguidora do Cristo do que como mãe.

No relato de Marcos 3: 31-35, Jesus nitidamente demonstra que seu objetivo maior era evangelizar.

“Chegaram sua mãe e seus irmãos; e ficando do lado de fora, mandaram chamá-lo. E muita gente estava sentada ao redor dele e disseram-lhe: “Olha, tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te procuram. Ele perguntou-lhes dizendo: “quem é minha mãe ou meus irmãos? E olhando para os que estavam sentados em roda, disse:

“eis minha mãe e meus irmãos; pois quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe”.
Teria sua missão acabado? Seria sua tarefa circunscrita à geração e cuidados na infância do Nazareno? O Espírito Áureo, na obra “Universo e Vida” nos esclarece. Já citamos acima este trecho, mas de tão importante, nos socorremos novamente dele.

“Coube a ela fornecer ao Mestre a base ectoplasmática necessária à sua tangibilização, servindo ainda de ponto de referência e de equilíbrio de todos os processos espirituais, eletromagnéticos e quimiofísicos que possibilitaram, neste orbe, a Presença Crística". (Áureo, Universo e Vida, Cap. 7, pág. 116). (Grifos nossos).

Os termos são claros. Dependeu de Maria a Presença do Nazareno. Estar presente não pode significar apenas nascer, mas refere-se a toda a sua existência. E estes processos espirituais, eletromagnéticos e quimiofísicos não se deram apenas na gravidez ou no parto de Maria, sucederam-se também em outras ocasiões. Roustaing nos demonstra:

“Já conheceis bastante, de modo geral, os efeitos magnéticos, para compreenderdes a perfeita naturalidade desse fato que foi considerado um “milagre”. Não ignorais que Jesus dispunha de grande poder sobre os fluidos. Pois bem, o que houve ali foi o resultado de uma ação magnética exercida por ele. A água não se transformou em vinho, como o supôs e espalhou o vulgo ignorante das causas do fenômeno produzido. Por efeito daquela ação magnética, a água tomou, para o paladar dos convivas, o sabor do vinho, o sabor que Jesus lhe impôs”. (Roustaing, Os Quatro Evangelhos, Tomo IV, pág. 154).

Jesus utilizava-se destes recursos em diversas oportunidades. A mente ainda bem atrasada de seu público exigia a existência destes “milagres” para facilitar a crença. O equilíbrio destes fenômenos dependia também de Maria, nos dizeres de Áureo. Jesus encontrava guarida na pura vibração de sua mãe para estabilizar estas reações. Todos os apontamentos já levantados neste trabalho indicam esta direção. Primeiro Maria era o espírito de mais elevada condição espiritual dentre todos que receberam a missão de colaborar com o Cristo.

Segundo, Jesus não manipulava estes fenômenos sozinho, dependia principalmente da energia sublime de sua mãe para concretizá-los. E por último, perceba-se que eventos desta natureza estão presentes em todo o evangelho. Cura de leprosos, cegos que voltam a ver, loucos que são curados e a própria ressurreição do Cristo.

Por todos estes elementos podemos concluir que a participação de Maria, a despeito de em muitas oportunidades se manter em segundo plano, foi decisiva para a materialização do Evangelho na Terra. Nem mesmo nos momentos de contemplação deixou de contribuir positivamente com todos os ensinamentos do Cristo. A mente humana, ainda arraigada na matéria, comporta-se descrente ante as poderosas afirmações do amor.

E Maria trabalhou neste campo, fornecia sua beleza espiritual como banquete de bênçãos ao mundo. Não precisava estar falando ou fazendo a todo o tempo. Bastava se colocar em estado de obediência, aceitando tudo o que Deus dela queria, para que se manifestasse na Terra o verdadeiro Poder do Criador. E Ele criou através de Maria. Trouxe aos homens o maior exemplo de amor verdadeiro que se pode demonstrar. Ainda hoje estamos bem distantes de compreender toda a extensão da aparição da Rainha dos Anjos entre nós. Mas é com Roustaing que concluímos que o tempo se encarrega de ir revelando o que ainda ignoramos. O homem vibra com aquilo que está mais acostumado, com o que está cheio o seu mundo íntimo, e estamos vazios do amor de Maria.

Em êxtase com tantas conquistas materiais, surpreendidos pela revolução tecnológica, nos agitamos inconscientes pelo mundo, carentes de Deus em nossas vidas. O exemplo dela nos servirá como primeiro modelo de amor, visto que mesmo ante do Cristo iniciar sua missão terrena, Maria já se entregava aos testemunhos e às dores por nos amar sem pedido de recompensa.


Miramez

Do livro Maria de Nazaré, de João Nunes Maia, pelo Espírito Miramez

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Pensamentos Nobres


"O coração do sábio, tal como o espelho, deve a tudo refletir, sem todavia macular-se." Confúcio

"A não-violência absoluta é a ausência absoluta de danos provocados a todo o ser vivo. A não-violência, na sua forma ativa, é uma boa disposição para tudo o que vive. É o amor na sua perfeição." Gandhi

"A felicidade consiste em ações perfeitamente conformes à virtude, e entendemos por virtude não a virtude relativa, mas a virtude absoluta. Entendemos por virtude relativa a que diz respeito às coisas necessárias e por virtude absoluta a que tem por finalidade a beleza e a honestidade." Aristóteles

"Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor." Albert Einstein

"O mais feliz dos felizes é aquele que faz os outros felizes." Alexandre Dumas

"O pensamento, único tesouro que Deus põe fora do alcance de todo o poder e guarda como um elo secreto entre os infelizes e Ele próprio." Honoré de Balzac

"As almas belas são as únicas que sabem o que há de grande na bondade." François Fénelon

"Faz o máximo de ti, porque isso é tudo quanto há de ti." Ralph Waldo Emerson

terça-feira, 14 de maio de 2013

Prece em Canção: Angel Voices – Ave Maria

Uma oração à Maria de Nazareth em canto interpretado pelo grupo de coral infantil “Angel Voices”, da paróquia inglesa de St. Philips.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Anunciação do Anjo


A vinda de Jesus à Terra constituiu um grande plano de salvação de suas almas atrasadas. Sua descida, já antecipada pelas profecias, foi acompanhada de vários espíritos que auxiliaram nesta missão de esclarecimento.

Maria de Nazaré fazia parte deste grupo de almas que contribuíram para que o Nazareno pudesse nos ensinar o caminho do amor através de seus exemplos e do Evangelho, imortalizado pela ação de seus apóstolos.

No processo de anúncio de sua gravidez percebemos mais uma vez suas elevadas características morais. Em oração, Maria, ávida de luz, por meio de sua mediunidade transcendente, absorve a mensagem do legionário dos céus a quem se deu o nome de Gabriel, o anjo do Senhor. O nascimento de Jesus foi anunciado por vias mediúnicas, o que nos ensina Roustaing:

"Em comunhão espiritual com os Espíritos do Senhor, mas submetida à lei da encarnação material humana tal qual a sofreis, médium inconsciente, ela recebeu, como médium vidente, audiente e intuitivo, no sentido de ter consciência do ser que se lhe apresentava, a predição que lhe era feita. Sua inteligência, entorpecida pelo invólucro material, não se achava em estado de lembrar-se. É o que explica tenha feito sentir ao anjo, ou Espírito, a impossibilidade de conceber durante a virgindade". (Roustaing, Os Quatro Evangelhos, Tomo I, pág. 156).

Mas a virgem não possuía a mesma condição espiritual que seu filho, apesar de já naquela época pertencer à falange de espíritos evoluídos. Quando o anjo Gabriel aparece para Maria e lhe anuncia que ela receberia Jesus como mãe, surge em sua mente a seguinte pergunta:

“Então Maria perguntou ao anjo: “como será isso, uma vez que não conheço homem?” (Lucas: 34).

Esta indagação demonstra que Maria não possuía condições de entender de pronto todas as situações que caracterizavam a sua missão. Apesar de ser ela Espírito elevado, estava entorpecida pela encarnação, e não podia manifestar a mesma lucidez que seu filho. Ele sim, ciente de sua missão a todo tempo, tem pleno conhecimento de todas as nuanças do processo. Maria necessitava da revelação do anjo Gabriel para colaborar com o nascimento. Jesus, ao contrário, não precisava destes recursos, e manipulava ele mesmo, por exemplo, as forças que constituíram sua veste material.

Mas o fator fundamental deste contexto é a revelação de que Maria posicionou-se em estágio de extrema aceitação. Apesar de ter sido preparada no plano espiritual para receber o menino Jesus, sua tarefa não foi fácil ou simples como poderíamos concluir em uma análise prematura ou superficial da história.

O fato de Maria ser dotada de alta evolução espiritual não a privava de estar submetida às leis físicas características de mundos atrasados como o nosso. Ao contrário, era-lhe mais penoso viver aqui, especialmente pela incompatibilidade vibracional entre ela e o ambiente grosseiro. Tendo que mergulhar na matéria densa, submeteu-se ao esquecimento temporário das realidades espirituais, e por isso necessitava da revelação do anjo.

Fosse outra a sua condição moral e a decisão de aceitar os desígnios de Deus, poderia ela ter se revoltado contra o anúncio de sua gravidez atípica, desprovida de concepção carnal. E veja-se que, para uma menina tão nova, entregar-se ao desconhecido só poderia demonstrar bravura de alma. Por isso reafirmamos que não poderia ter sido outro Espírito que por aqui vivia o portador desta responsabilidade. Foi escolhida propositadamente não somente pelo seu grau de evolução, mas também por ter aceitado decididamente a sua tarefa.

Teve que entregar-se em fé à sua missão. Talvez poderia ela ter pedido ao anjo outras provas do acontecido, aconselhar-se com os mais velhos sobre a natureza da situação, ou até mesmo requerer a Gabriel um tempo para pensar e entender o que seria aquela gravidez. Nada disso lhe passa pela mente.

Após uma breve pergunta, aceita, incondicionalmente, o que o anjo lhe pede, e segue, sem pestanejar, as recomendações vindas do céu.

Teve que enfrentar ainda as possíveis dúvidas que surgiriam em seu esposo. Como José aceitaria estes fatos? Como poderia ela explicar que sua gravidez era fruto do sobrenatural, e que tinha permanecido virgem? Não seria considerada adúltera por aparecer grávida sem ter se entregado intimamente a José? Mesmo com a aparição do anjo a José mais tarde, explicando-lhe o que havia de se dar, analisemos que no momento da aparição à Maria esta dúvida poderia ter lhe tomado conta dos pensamentos. Naquela época, a mulher adúltera poderia facilmente ser levada ao apedrejamento, como existem relatos destes exemplos no próprio Evangelho. E diante de todas estas possibilidades, temendo por sua integridade física e moral, a virgem poderia ter recuado. Nada disso. Não pensava ela em sua reputação ou desejava se privar ao sofrimento.

Aceita a ordem do alto e segue confiante o seu destino. Se fosse menos evoluída, portadora de menor fé ou se estivesse mais próxima de nós, talvez houvesse falhado. Não foi esta a sua escolha, e a sua elevação moral também não apontava para esta direção.

Este momento de aceitação que poderia passar desapercebido aos leitores da história, reveste-se da mais profunda importância espiritual. E se Maria, neste momento do anúncio do anjo, recusasse receber Jesus como filho? Alguns poderiam tentar solucionar o problema dizendo que seria escolhida outra mãe para esta função.

Ora, já transcrevemos acima citações dos Espíritos Emmanuel e Áureo afirmando que Maria era o maior dentre todos aqueles missionários que vieram auxiliar o Cristo. Sua escolha não foi despropositada, e a partir dela que se desenvolveram os processos magnéticos espirituais que caracterizaram a passagem do Nazareno pela Terra. Se naquele momento houvesse recusa por parte da Mãe de Jesus, o desenvolvimento da missão salvadora necessitaria de outro Espírito daquela categoria. Mas onde encontrá-lo aqui na Terra, se ela era o maior de todos os missionários do Cristo? Teria-se que arquitetar outros planos para consecução do Evangelho.

A ressonância existente entre a futura grávida e o Anjo eram extremas, conforme se observa nesta passagem, nas palavras de Maria.

"O fato é que ali estava ele. Belo e luzidio, doce e cheio de paz. Nunca me ocorreu que fosse um enviado do Maligno, pois a paz que dele emanava era representativa apenas de Deus. (...) Essa mesma paz, a de Deus, encontrava profundo eco em mim. Sua paz e minha paz se entrelaçavam, como se em meu interior nunca tivesse existido outra coisa senão a harmonia divina, uma paz semelhante a que esse mensageiro do Senhor emanava". (Santiago Martín, O Evangelho Secreto da Virgem Maria, pág. 18).

O que indica esta grande correspondência de vibrações, mesmo diante de uma situação inesperada, fenômeno mediúnico a que a virgem não estava acostumada nesta vida? Podemos concluir que Maria aceita e trabalha por sua tarefa não só no plano espiritual, mas permanece firme em seu propósito em todos os momentos de sua encarnação Terrena. A sua ressonância com o Anjo demonstra que ela estava continuamente preparada para ser a mãe de Jesus, tanto que não foge do encontro incomum. Ao contrário, sente toda aquela vibração de paz e se entrega ao momento revelador.


Miramez

Do livro Maria de Nazaré, de João Nunes Maia, pelo Espírito Miramez.

domingo, 12 de maio de 2013

Especial "Dia das Mães"


Oração de Mãe



Deus de Infinita Bondade!

Pusestes astros no céu e colocastes flores na haste agressiva... A mim destes os filhos e, com os filhos, me destes o amor diferente, que me rasga as entranhas, como se eu fosse roseira espinhosa, que mandásseis carregar uma estrela...

Aceitastes minha fragilidade a Vosso serviço, determinando que eu sustente com a maternidade o mandato da vida; entretanto, não me deixeis transportar, sozinha, um tesouro assim tão grande! Daí-me forças, para que Vos compreenda os desígnios; guiai-me o entendimento, para que a minha dedicação não se faça egoísmo; guardai-me Vossos braços eternos, para que o meu sentimento não se transforme em cegueira.

Ensinai-me a abraçar os filhos de outras mães, com o carinho que me insuflais no trato daqueles de que enriquecestes minha alma!

Fazei-me reconhecer que os rebentos de minha ternura são depósitos de Vossa bondade, consciências livres, que devo encaminhar para a Vossa vontade e não para os meus caprichos.

Inspirai-me humildade, para que não se tresmalhem no orgulho por minha causa. Concedei-me a honra do trabalho constante, a fim de que não venha a precipitá-los na indolência. Auxiliai-me a querê-los sem paixão e a servi-los sem apego. Esclarecei-me para que ame a todos eles com devotamento igual, no entanto, Senhor, permiti-me inclinar o coração em Vosso nome, por sentinela de Vossa benção, junto daqueles que se mostrarem menos felizes!...

Que eu veja contente e grata, se me puderem oferecer mínima parcela de ventura, e que me sinta igualmente reconhecida se, para afagá-los, for impelida a seguir, nos caminhos do tempo, sobre longos calvários de aflição!...

E, no dia em que me caiba entregá-los aos compromissos que lhes reservastes, ou a restituí-los às Vossas mãos, dá que, ainda mesmo por entre lágrimas, possa eu dizer-Vos, em oração, com a obediência da excelsa mãe de Jesus:

"Senhor, eis a tua serva! Cumpra-se em mim, segundo a Vossa palavra!..."


Meimei,
Do livro À Luz da Oração, de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos diversos.

sábado, 11 de maio de 2013

Atualidades Espíritas


Considerações sobre o Terrorismo



Por Anselmo Ferreira Vasconcelos


Uma das coisas mais chocantes que os historiadores do futuro provavelmente encontrarão dificuldades para explicar em relação ao presente é o binômio terrorismo-religião como instrumento de contestação e divergências. Afinal de contas, como pode racionalmente se encaixar a ideia de religião – que geralmente abarca princípios de respeito e tolerância – com o assassinato de pessoas inocentes? Muitos historiadores se perguntarão: Como puderam pessoas socialmente incluídas se engajar em atos tão hediondos? Notem que deixamos de lado as pessoas situadas num espectro oposto, porque essas certamente seriam mais suscetíveis à manipulação.

Seja como for, são perguntas que ecoarão por muito tempo em nossas mentes em busca de respostas plausíveis. Em todo o caso, o signo da violência e da barbárie, em pleno século XXI, ainda contamina considerável continente de mentes e corações perturbados. Pessoas inteligentes se perfilam às hordas do mal causando incomensurável dor e sofrimento por meio de ações nefastas. Os seus nomes estão gravados nos anais da Terra como Espíritos doentes e portadores de alta periculosidade intrínseca, o que lhes impedirá de viver em sociedade por muito tempo.

Mercê dos avanços da civilização podemos atualmente externar o nosso descontentamento ou apoio a essa ou aquela causa sem medo de represálias. Trata-se de uma conquista extraordinária, principalmente para aqueles que viveram um dia sob o jugo da repressão e do desrespeito aos direitos humanos. Portanto, nada justifica a prática da violência contra civis inocentes. Nesse sentido, o terrorismo é, sobretudo, uma demonstração de covardia que parte daqueles que, sem ter argumentos convincentes, usam da maldade em larga escala.

A violência só atrai mais pesar e desonra para os seus perpetradores agora e depois. Religiões ou religiosos de qualquer matiz que incitam a violência contra os seus semelhantes podem estar fazendo qualquer coisa, menos o papel que lhes cabe perante Deus e a humanidade. Já dizia o Apóstolo João, com muito acerto, aliás: “Amado, não sigais o mal, mas o bem. Quem faz o bem, é de Deus; mas quem faz o mal, não tem visto a Deus” (III João, 11).

Portanto, se não somos ainda capazes de “amar o nosso próximo”, podemos ao menos respeitá-lo em seu direito de ser ou pensar diferente de nós. Não somos juízes arbitrando sobre a vida de outros. Felizmente, não nos é facultado tal direito. Assim sendo, o “vigiar e orar” é – assim nos parece – o melhor meio de nos precatarmos quanto os arroubos inconsequentes da alma. É profundamente triste ver jovens – gozando de plenas condições de liberdade, saúde e oportunidades – engendrar ou tomar parte em tão dolorosos acontecimentos. E só Deus pode avaliar o grau de comprometimento para o bem-estar espiritual dessas almas tão contaminadas pelo sentimento de ódio e desprezo pelos seus irmãos.

Por conta disso, hoje não há lugar seguro na Terra, especialmente quando há grande aglomeração humana. Ao andarmos em certas partes do mundo, e sem nos darmos conta, podemos estar sendo eventualmente ladeados por homens ou mulheres-bomba dispostos a tudo, simplesmente carregando um sorriso sarcástico nos seus lábios e um incomensurável fel em suas almas. O Espírito Emmanuel, na obra Pão Nosso (psicografada por Francisco C. Xavier), observa: “A sociedade humana não deveria operar a divisão de si própria, como sendo um campo em que se separam bons e maus, mas sim viver qual grande família em que se integram os espíritos que começam a compreender o Pai e os que ainda não conseguiram pressenti-lo”.

Deixando clara a impossibilidade de avanço nesse assunto em particular pelo menos por ora, o mentor vaticinou: “Claro que as palavras ‘maldade’ e ‘perversidade’ ainda comparecerão, por vastíssimos anos, no dicionário terrestre, definindo certas atitudes mentais inferiores [...]”.

Diante disso, talvez mais do que nunca, nos parece essencial a educação baseada em sólidos valores ético-morais e de respeito.

Pais, ensinem aos seus filhos desde cedo a importância da oração, do controle dos pensamentos e das emoções e da obrigação do respeito aos nossos companheiros de jornada a fim de que nenhuma ideia maligna venha a envolvê-los.


Fonte: O Consolador

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Retrato Mediúnico de Maria


Retrato de Maria



Algum tempo após tomarmos conhecimento de um novo quadro de Maria, a Mãe de Jesus, divulgado num programa da TV Record, de São Paulo, com a presença de Francisco Cândido Xavier, procuramos esse médium amigo para colher dele maiores esclarecimentos sobre a origem do mesmo.

Contou-nos, então, Chico Xavier, no final da reunião pública do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, na noite de 1º de dezembro de 1984, que com vistas às homenagens do Dia das Mães de 1984, o Espírito ao fotógrafo Vicente Avela, de São Paulo. Esse trabalho artístico foi sendo realizado aos poucos, desde meados de 1983, com retoques sucessivos realizados pela grande habilidade de Vicente, em mais de vinte contatos com médium mineiro, na Capital paulista.

Em nossa rápida entrevista, Chico frisou que a fisionomia de Maria, assim retratada, revela tal qual Ela é conhecida quando de Suas visitas às esferas espirituais mais próximas e perturbadas da crista terrestre; como, por exemplo, disse-nos ele, na Legião dos Servos de Maria, grande instituição de amparo aos suicidas detalhadamente no livro Memórias de um Suicida, recebido mediunicamente por Yvone A. Pereira.

E, ao final do diálogo fraterno, atendendo nosso pedido, Chico forneceu-nos o endereço do fotógrafo-artista, para que pudéssemos entrevistá-lo oportunamente, podendo assim registrar mais algum detalhe do belo trabalho realizado.

De fato, meses após essa entrevista, tivemos o prazer de conhecer o Sr. Vicente Avela, em seu próprio ateliê, há 30 anos localizado na Rua Conselheiro Crispiniano, 343, 2º andar, na Capital paulista, onde nos recebeu atenciosamente.

Confirmando as informações do médium de Uberaba ele apenas destacou que, de fato, não houve pintura e sim um trabalho basicamente fotográfico, fruto de retoques num retrato falado inicial, tudo sob a orientação mediúnica de Chico Xavier.

Quando o Sr. Vicente concluiu a tarefa, com a arte final em pequena foto branco-e-preto, ele a ampliou bastante e coloriu-a com tinta a óleo (trabalho em que é perito, com experiência adquirida na época em que não havia filmes coloridos e as fotos em preto-e-branco eram coloridas à mão.), dando origem à tela que foi divulgada.

Nesse encontro fraterno, também conhecemos o lindo quadro original à vista em parede de seu escritório, e ao despedirmo-nos, reconhecidos pela atenção, o parabenizamos por esse árduo e excelente trabalho, representando mais uma notícia da vida espiritual de Maria de Nazaré, que continua amparando com imenso amor maternal a Humanidade inteira.


Fonte: Anuário Espírita 1986 - Instituto de Difusão Espírita - IDE

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Prece em Canção: Ave Maria – Celtic Woman

Uma primorosa interpretação do grupo new age, irlandês, Celtic Woman para a clássica “Ave Maria”, de Schubert.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Dicas do Manancial

Essas são as dicas do mês para leitura, filme e música.

LIVRO: MARIA DE NAZARÉ
AUTOR: MIRAMEZ
MÉDIUM: JOÃO NUNES MAIA



Sinopse do livro


A história deste Espírito de Luz revelada por Miramez através das mãos do médium João Nunes Maia. Traz em 488 páginas esclarecimentos sobre fatos envolvendo o nascimento de Jesus, a missão de Maria e a participação de uma plêiade de Espíritos de alta envergadura, no planejamento da Espiritualidade Maior, para a evolução dos homens na Terra. Momentos de emoção e conhecimento são proporcionados através da leitura.


MÚSICA: CD AVE MARIA- VERSOES INSTRUMENTAIS PARA MEDITAÇÃO – CARLOS SILVSKIN



Uma seleção primorosa de músicas clássicas instrumentais dedicadas à Maria de Nazareth sob a batuta do maestro argentino, radicado brasileiro, Carlos Silvskin. Entre as faixas, destacam-se as Ave Marias de Schubert, Gounod e Verdi, além das belíssimas Virgin Tutto Amor e Notre Damme (intermezzo), todas exclusivas para meditação.

Ouça aqui completo (online)


FILME: MARIA DE NAZARETH
DIRETOR: JEAN DELANNOY



Sinopse:

O filme Maria de Nazareth, do diretor francês Jean Delannoy, produzido no ano de 1995 é considerada uma das mais bem adaptadas obras cinematográficas da história da Mãe de Jesus. Com um enfoque maior a época da infância do Mestre Nazareno, a película reproduz com fidelidade todas as passagens bíblicas de Maria em sua sublime missão.
^