domingo, 24 de maio de 2015

Reencarnação e Ciência na Atualidade


Renomado cientista cria teoria que pode abrir portas para o estudo da reencarnação

Um livro publicado pelo cientista Robert Lanza, abre novas perspectivas sobre nossa noção de vida e morte. Sua obra, chamada “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo”, sugere que a vida não acaba quando o corpo morre e poderia durar para sempre.

Lanza, especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company, também estuda física, mecânica quântica e astrofísica. A partir desta mistura de conhecimentos, ele formulou a teoria do biocentrismo, em que defende que a nossa consciência cria o Universo material e não o contrário.

Lanza acredita que o Universo parece conspirar para a existência da vida, o que significaria que a inteligência seria anterior ao Universo. Desta maneira, sua teoria sugere que não há morte da consciência. O que há é apenas a morte do corpo, que seria um veículo físico desta consciência, que existe fora das restrições de tempo e espaço. Para adicionar mais ingredientes à polêmica teoria, Lanza, assim como vários pesquisadores, acredita que múltiplos universos (multi-universo) podem existir simultaneamente. Desta forma, o corpo poderia estar morto em um universo e continuar a existir em outro, absorvendo essa suposta consciência migratória. A consciência, ou pelo menos proto consciência, é teorizada por este grupo de pesquisadores como propriedade fundamental do Universo. “Em uma dessas experiências conscientes, comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.”, diz Lanza.

De acordo com cientistas que pesquisam o assunto, as informações quânticas de nossa consciência estariam armazenadas em microtúbulos do nosso corpo. Quando morremos, esta informação não é destruída, mas distribuída e dissipada pelo Universo, ou em vários deles.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Porque nos esquecemos das nossas Vidas Passadas?



Por Regis Mesquita*

O Livro dos Espíritos (LE) possui um capítulo intitulado “Retorno à Vida Corporal”. Neste capítulo são respondidas várias perguntas; inclusive uma pergunta básica: se reencarnamos, por que não nos lembramos das outras encarnações? A resposta é que “o esquecimento do passado” é um grande benefício para facilitar a evolução dos espíritos encarnados no planeta Terra.

O esquecimento do passado é uma proteção para o ser humano que encarna. “A encarnação é uma nova oportunidade de desenvolver habilidades, desenvolver recursos e fazer boas escolhas. A encarnação com menos influência do passado é uma nova oportunidade facilitada. As decisões e as experiências nesta nova encarnação servirão de contraponto às experiências de outras encarnações”, diz o livro Nascer Várias Vezes. Ou seja, ao reencarnar, somente algumas informações do passado influenciam a nova encarnação; isto evita que a mente seja inundada por influências do passado.

Do total de memórias do espírito, somente algumas fazem parte e influenciam a encarnação atual. As outras memórias do espírito ficam dissociadas; não influenciam a vida encarnada. De um modo bem simplificado podemos dizer: ao invés de encarnar com “milhares” de problemas para resolver, o espírito encarna com a missão de vida de resolver alguns problemas.

O capítulo citado do Livro dos Espíritos (LE) diz: “o homem não pode nem deve saber de tudo” (pergunta 392). Um espírito com milhares e milhares de anos possui uma história tão rica e diversa que seria exagero querer saber tudo sobre ela. Além de exagero, desperdício de tempo e perda de foco da sua real missão de vida. Por isto, existe a dissociação da memória que mantém a imensa maioria das memórias do espírito sem ascendência sobre esta encarnação.

Existem, por outro lado, uma minoria de memórias que ajudam a formar o novo corpo/mente desde a concepção. A vida que temos hoje é uma continuidade da vida espiritual e das encarnações passadas. Para que exista esta continuidade é necessário que muitos conteúdos de encarnações passadas (“vidas passadas”) façam parte desta vida atual. Ou seja, somos formados primeiramente por experiências e memórias de encarnações passadas e do plano espiritual que se armazenam em nossa mente a partir da vida intrauterina.

Qual a função da encarnação? Propiciar a evolução (desenvolvimento moral e intelectual do ser). Cada um nasce com suas missões de vida, ou seja, com metas evolutivas prioritárias. As memórias de vidas passadas que continuam a atuar na vida atual estão, principalmente, relacionadas a estas missões de vida.

“Os conteúdos do espírito são filtrados quando da encarnação, isto permite o foco nos objetivos traçados como a missão de vida. Nascemos com objetivos evolutivos bem determinados, e nascemos com boas condições para atingi-los. Este filtro favorece a realização da missão de vida”, diz o livro Nascer Várias Vezes.

Existem três tipos de memórias do espírito: aquela que ficou dissociada e a que está ativa na vida encarnada (a terceira será abordada mais a frente no texto). A memória ativa está relacionada com os desafios evolutivos que o espírito tem que enfrentar.

Acontece que a memória que está ativa também está “esquecida”, porque ela está no inconsciente. Somente podemos percebê-las pelos resultados de sua influência. Algumas vezes elas aparecem como medos irracionais, como interesses por algo, ou como um traço da personalidade, ou outra particularidade qualquer. Enquanto o sintoma ou característica da personalidade está presente na consciência, a origem (história) permanece no inconsciente influenciando a mente total. Este não é um esquecimento verdadeiro. É mais uma ignorância. Ignoramos parte da nossa verdade interior. Ignoramos parte do motivo de sermos como somos. A verdade é esta: o ser humano ignora o que está no seu inconsciente e que ajudou a formá-lo como ele é. A terapia de vidas passadas (TVP) lida com estas memórias que ignoramos. São memórias ativas, presentes e que nos fazem sofrer (ou nos favorecem com suas qualidades e experiências). A maioria destas memórias inconscientes é de encarnações passadas e do plano espiritual – e fazem parte desta encarnação.

Podemos dizer que a TVP é uma forma a mais de ajuda para que todos possam evoluir e superar os desafios da vida. É uma forma de caridade, de compaixão e de facilitar o cumprimento das missões de vida.

Existem quatro tipos de memórias no ser humano: as que são conscientes, as que ignoramos (que estão no inconsciente), as que são próprias do espírito (que estão dissociadas da mente encarnada) e as memórias transpessoais.

No livro “A Gênese”, Kardec escreve que existem ideias intuitivas e inatas ao ser. Estas ideias inatas foram desenvolvidas antes do nascimento, em parte são originadas de “memórias” que vão além da história do espírito. Por exemplo, há uma capacidade inata de o espírito escolher “o bem ao invés do mal”. Esta capacidade não foi desenvolvida pelo espírito, e sim “dada” por Deus como um recurso a ser utilizado para facilitar a evolução. C.G.Jung deu o nome de arquétipo a um tipo de “memória” inata que todos os humanos possuem e que serve de referência para a mente desenvolver. 

A importância da memória transpessoal para a evolução do espírito advém do fato de que é um dos recursos mais poderosos que existem à disposição de cada um para aprender, amadurecer e progredir. A existência desta memória é um dado lógico. Deus, ao criar espíritos destinados a evoluir, lhes deu condição (desde a primeira encarnação) de fazer boas escolhas. Estas condições presentes desde o início são memórias presentes no espírito e, portanto, em cada ser humano.

“Conheça a verdade, e esta vos libertará”, diz o ditado. O ser humano, espírito encarnado, pode evoluir mais facilmente quando busca a origem dos seus problemas em memórias que ele ignora e que estão guardadas no seu inconsciente. Ele supera sofrimentos e, acima de tudo, pode contribuir mais efetivamente para o progresso da sociedade e dos seus familiares.



*Regis Mesquita é psicólogo e Terapeuta de Vidas Passadas em Campinas, SP, autor e escritor do livro “Nascer Várias Vezes”.
Texto resumido, imagem, mensagem do próprio autor.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O Social na Visão Reencarnacionista



O retorno à vida corporal demonstra a soberana bondade e justiça do Criador, que sempre oferece uma nova oportunidade de reajuste e continuidade do trabalho não concluído. Faz parte da Lei de Progresso, que ocorre tanto em nível individual como coletivo, onde os planetas e até as galáxias acham-se submetidos à evolução.

O espírito, de posse de seu livre arbítrio, estabelece a sua situação no relacionamento com os companheiros em evolução, frente a problemas que necessita solucionar através do trabalho constante. Estando encarnado, dá continuidade ao seu processo de crescimento em todos os sentidos. Os sofrimentos individuais e coletivos têm, desse modo, a sua razão de ser, pois cada um constrói a sua própria vida e está aqui não para simplesmente sofrer, de forma abnegada e impassível, mas para vencer a si mesmo e superar os problemas causados pelas suas imperfeições, sua inexperiência, seja na família ou na sociedade.

Todos os obstáculos a serem removidos pela nossa atuação não existem ao acaso. Por outro lado, a nossa existência não é projetada arbitrariamente pelo “plano espiritual”. Trata-se de uma condição natural determinada pelo nosso estágio evolutivo.

A injustiça e a opressão sociais estabelecem relações que definem situações existenciais utilizadas pela Natureza para a evolução dos espíritos, que pelas suas necessidades de reajuste educativo, reencarnam em um meio adequado e conveniente para com o gênero de provas no qual aspiram.

A escolha das provas existenciais que desejam experimentar é feita livremente, de acordo com sua capacidade e merecimento, assessorados, segundo a teoria espírita, por espíritos mais elevados, responsáveis pelos renascimentos físicos. As chamadas provas existem para serem enfrentadas e vencidas, constituindo um desafio para o espírito, artífice da sua própria evolução.

O entendimento da lógica da organização social necessita do conhecimento de sua estruturação interna e de como se deu historicamente o estabelecimento das atuais relações econômicas.

A leitura e o estudo de diversos pensadores que se debruçaram sobre as questões socioeconômicas, como Keynes, Marx, Engels, Weber etc., ao lado da Kardequiana e de seus continuadores, oferece condições para que haja uma interpenetração conceitual, que resultará numa visão fundamentada do fenômeno social segundo o Espiritismo. No entanto, o que se tem notado no movimento espírita é uma reação a qualquer tentativa de se intervir no plano social, cabendo lembrar a pressão e a marginalização que sofreram os integrantes do MUE (Movimento Universitário Espírita) nos anos 60, que marca um deprimente episódio da história do Espiritismo no Brasil.

A problemática social ainda é justificada inocentemente pela Lei de Ação e Reação e se não tomarmos cuidado, repetiremos erros históricos, como no caso da Índia, onde as castas eram justificadas pela reencarnação devido a interesses ideológicos que desfiguram a sua divulgação para as massas.

O social, dentro da perspectiva reencarnacionista, apoiada nas teorias sociológicas, torna-se mais abrangente, abrindo campos de análise ainda desconsiderados pelos cientistas sociais e pelos próprios espíritas. O seu entendimento possibilita condições para se analisar a injustiça e as desigualdades sociais, onde os espíritos encarnados diante de tal quadro, geram conflitos necessários à mudança da ordem social, em busca de seu bem-estar, caracterizando tais conflitos, o que Karl Marx denominou de luta de classes. “As convulsões sociais são a revolta dos espíritos encarnados contra o mal que os oprime, índice de que anseiam por um reino de justiça, do qual têm sede, sem entretanto saberem bem o que querem e os meios de consegui-los.”

“O bem-estar é um desejo natural” que predomina em todos os homens. Se desprovidos das condições essenciais para a sua reprodução e conservação, se revoltam violentamente ou, em outro extremo, devido à ideologia dominante e conservadora, se conformam. A busca do bem-estar, segundo o Espiritismo, é necessária e nunca será um crime se for conquistada sem o prejuízo de alguém.

Os Espíritos sustentam que as desigualdades sociais não são obra de Deus, são obras dos homens e serão eles próprios que através de existências sucessivas irão eliminando essas desigualdades.

Humberto Mariotti, em sua magistral obra Parapsicologia e Materialismo Histórico (Edicel - 2ª edição/cap. XVI) coloca o seguinte:

“A reencarnação, ou lei palingenésica, não justificará, como ainda se pretende, as desigualdades sociais. A lei de causalidade espiritual ou existencial não determina as formas de sociedade, pois o destino individual do homem carece de força histórica para estabelecer um regime social, baseado no sistema de propriedade privada”, e acrescenta ainda que “a lei de renascimento origina destinos individuais, mas não poderá jamais determinar sistemas sociais. Os sistemas ou formas de convivência social, estabelece-os a ciência da sociedade, elaborada pelos mais brilhantes espíritos”.

A existência de comunidades desprovidas de recursos essenciais a sua existência nunca será legitimada pela reencarnação, pois sabemos que, historicamente, os ricos sempre foram minoria, havendo portanto uma desproporção aritmética entre ricos e pobres que, em todas as épocas da humanidade, constituíram a grande massa.

A aceitação conformista dos problemas de natureza econômica e política, concebendo-os como algo estático e insensível a mudanças pelas nossas ações, vem atender aos interesses de uma elite que quer se perpetuar no poder. A necessidade de se transformar a nossa sociedade desigual em uma sociedade igualitária torna-se um dever, implicando numa melhoria do planeta em que vivemos a fim de que todos possamos progredir de forma sadia e adequada.

Individual e Coletivo


Através da reencarnação ocorre uma integração constante entre o mundo físico e o extrafísico. Um reage sobre o outro, incessantemente. Tanto os espíritos quanto os homens, que são também espíritos, desempenham um papel imprescindível no aperfeiçoamento da humanidade, pois além de promoverem seu progresso individual, estão colocados “em condições de enfrentar sua parte na obra da criação.”

Afirma o pensador espírita Herculano Pires, com muita propriedade, que “a renovação do homem implica a renovação social, mas desde que o homem renovado se empenhe na transformação do meio que vive, sendo esta, aliás, a sua indeclinável obrigação.”

Essa posição é reafirmada por Herculano nas seguintes palavras: “melhorar apenas o homem numa estrutura imoral equivaleria a melhorar a estrutura com um homem imoral” e “transformar o mundo pela transformação do homem e transformar o homem pela transformação do mundo, eis a dialética do Reino.”

É um equívoco pensar que o Espiritismo propõe a renovação social a partir de uma transformação individualista e que os seus princípios levem o indivíduo a promover a sua transformação na intimidade de sua consciência, sem se politizar e desempenhar o seu papel social como espírita e ser político que é.

Allan Kardec afirma que o “resultado de todos os progressos individuais é o progresso geral” e complementa essa afirmação ao dizer que “a aspiração do homem por uma ordem de coisas melhor que a atual é um indício certo da possibilidade de que chegará a ela. Cabe, pois, aos homens amantes do progresso, ativar este movimento pelo estudo e a prática dos meios que julgam mais eficazes.”

O homem, “concorrendo para a obra geral, também progride”. É parte primordial da sociedade e a sociedade, seu espaço de integração. Assim como não pode viver sem a sociedade, a sociedade sem ele deixaria de existir. Um reafirma o outro. “No isolamento o homem se embrutece e se estiola” e a necessidade de sociabilização se impõe como um impulso natural, necessário para o seu progresso e o da coletividade.

Pelos renascimentos sucessivos, o trabalho elaborado em prol de uma sociedade mais fraterna nunca será em vão, pois além de ser uma herança para os que momentaneamente permanecem encarnados, será uma futura recompensa para quem reencontrar a realidade que ajudou a transformar.

Eugenio Lara, A Reencarnação no Plano Social, novembro de 2002.

sábado, 16 de maio de 2015

Reencarnação e Biologia

Dr. Décio Iandoli Jr explica a reencarnação como lei biológica abrindo um debate sobre os rumos das investigações científicas da reencarnação na atualidade e as suas perspectivas para o futuro.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A Investigação Científica Moderna da Reencarnação pelo Dr. Ian Stevenson


O Dr. Ian Stevenson nasceu em 31 de outubro de 1918 e faleceu no dia 8 de fevereiro, depois de uma longa e produtiva carreira caracterizada por não aceitar as hipóteses como fatos, simplesmente porque a maioria das pessoas pensava que eram verdadeiras.

Depois de se formar como um dos melhores de sua turma, na escola médica da Universidade de McGill, Ian estudou bioquímica e posteriormente interessou-se por psiquiatria, em particular por medicina psicossomática. Embora, Ian tenha alcançado muito sucesso na psiquiatria convencional – tornando-se o presidente do Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Universidade da Virgínia, aos 38 anos –mostrou uma tendência inovadora em sua linha de pesquisas. Isto pode ser visto em seu artigo desafiando o conhecimento convencional psicanalítico, no qual explica que a personalidade humana é mais flexível nos bebês e na infância do que nos anos posteriores (Stevenson, 1957). Para ele, a questão era como isto poderia ser provado e no caso, achou que faltavam evidências.

Logo depois, quando começou a explorar tópicos na parapsicologia, Ian manteve ênfase nas evidências, assim como sua vontade de desafiar o conhecimento convencional. Ele escreveu uma peça na Harper’s Magazine com o título “The Uncomfortable Facts about Extrasensory Perception” na qual dizia que estudos parafisiológicos, mostraram que a mente poderia funcionar sem os sentidos físicos (Stevenson, 1959). A sua abertura para considerar tais possibilidades o levaram a apresentar um artigo para consideração, em um concurso anunciado pelo Journal of the American Society for Psychical Research.

O concurso tinha o objetivo de escolher a melhor publicação sobre fenômenos mentais paranormais e suas relações com a vida após a morte. Ele foi o vencedor com um artigo sobre crianças de várias partes do mundo que descreveram recordações de vidas passadas (Stevenson, 1960). Este não seria o último artigo escrito por ele sobre o assunto.

Neste primeiro artigo, ele compilou 44 relatórios de diversas fontes, tais como livros, revistas e jornais. Em seguida, ele investigou seus próprios casos e criou um novo campo de estudos.

Seguiram numerosas publicações, todas com ênfase nas evidências dos casos estudados. O título de seu primeiro livro sobre estas crianças, “Twenty Cases Suggestive of Reincarnation” (Stevenson,1966. Em português: Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação), mostrou o cuidado que ele teve em evitar quaisquer conclusões exageradas, e seus conteúdos, com longas listas de relatos de vidas passadas e a tentativa de verificar a precisão de cada um, demonstrou sua atenção metódica ao detalhe.

Ian publicou uma série de livros, “Cases of the Reincarnation Type”, que continham relatos de países específicos, com um dos casos indianos citado no editorial do JAMA Journal of the American Medical Association, que dizia “no que se refere à reencarnação ele coletou cuidadosamente e sem emoções uma detalhada série de casos na Índia, nos quais as evidências são difíceis de explicar em quaisquer outras bases” (King 1975). Esta série eventualmente foi seguida por sua grande obra, “Reincarnation and Biology” (Stevenson, 1997), na qual ele descreveu mais de 200 casos de crianças com marcas de nascimento ou malformações congênitas.

Além das memórias, algumas crianças apresentavam também sinais ou defeitos de nascença que pareciam corresponder a ferimentos, geralmente fatais, sofridos na encarnação anterior. Esses casos motivaram o Dr. Stevenson a publicar um livro sobre o assunto intitulado “Where Reincarnation and Biology Intersect” (a tradução literal seria “Onde a Reencarnação e a Biologia se Encontram”), não disponível no Brasil.

A idade média quando começavam a relatar uma vida passada era de 3 anos, e embora algumas crianças relatassem suas lembranças sem grande emotividade, muitas mostravam forte emotividade relacionada às suas memórias e tendiam a relatar mais os acontecimentos do final da vida. Quase 75% dos indivíduos davam detalhes da morte, principalmente se fora violenta.

Apenas 20% dos indivíduos se lembravam de eventos entre as reencarnações, ou seja, enquanto desencanados. Alguns diziam terem ficado onde viveram previamente ou onde desencarnaram, e muitos podiam descrever o funeral ou outros eventos que envolviam a família prévia.

Harold Lief, uma notável figura na psiquiatria, comentando sobre a decisão de Stevenson de devotar sua carreira a este trabalho, escreveu que ele, ou estava cometendo um erro colossal, ou seria reconhecido como “o Galileu do século XX” (Lief, 1977). A conclusão sobre esta questão será feita no futuro, assim como a adoção do modelo heliocêntrico de Galileu e do sistema solar de Copérnico não foi aceita até muito tempo após sua aparição ante a Inquisição em 1633, e sua morte nove anos depois. Foi dito que quando Galileu tentou dar evidências às suas declarações, alguns hesitavam em olhar através de seu telescópio. Desafiar as pessoas em suas crenças mais arraigadas não é uma tarefa fácil.

Hoje a ciência convencional tem a crença arraigada no materialismo, acredita que o mundo físico é tudo que existe; que nosso corpo físico é o todo de nossa existência. Ian escreveu que “certos fenômenos relatados não ocorreriam se o materialismo fosse verdade; mas a partir do momento que eles ocorrem, o materialismo é falso” (Stevenson 1977, p.153). Esta afirmação coloca os fatos acima das hipóteses, como Ian sempre tentou fazer.

Em seus anos seguintes, Ian reconheceu que seu objetivo, de que a reencarnação seja seriamente considerada pela ciência convencional, não seria atingido durante sua vida; algo que ele aceitou sem rancor. Esta falha não foi por falta de tentativas da parte de Ian. Durante seus 40 anos de parapsicologia, ele registrou uma enorme quantidade de informações, não somente a respeito de pesquisas sobre vidas passadas, mas também muitos trabalhos em outras áreas; fazendo uma contribuição significante com evidências, desafiando a hipótese do materialismo.

Esta área de trabalho continua existindo, disponível para todos os que desejam, assim como Ian, investigar idéias novas. Para estes, o telescópio está aguardando.


Fontes: Artigos de Jim B. Tucker e Alfredo José Rodrigues.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Pesquisas Científicas da Reencarnação na Atualidade

Programa Seara Espírita entrevistando o pesquisador, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora e médico, Alexander Almeida, palestrante da 23ª Semana de Kardec pela comunidade espírita A Casa do Caminho, onde o mesmo falou sobre as pesquisas científicas da reencarnação e o codificador Alan Kardec. Abordou também sobre o impacto da doutrina espírita na conduta e na ética do indivíduo e ainda sobre as pesquisas atuais da reencarnação.

Na sequencia, no quadro conhecimento espírita, a médium Isabel Salomão de Campos fala sobre a oportunidade da reencarnação e convida a todos ao progresso espiritual através da prática cristã.

domingo, 10 de maio de 2015

Dia das Mães


A todas as mamães muitas alegrias e paz nesse dia.
São os votos de,

Carlos Pereira - Manancial de Luz

sábado, 9 de maio de 2015

Reencarnação segundo o Espiritismo


Reencarnação é o processo pelo qual o espírito, estruturando um corpo físico, retorna, periodicamente, ao polissistema material. Esse processo tem como objetivo, ao propiciar vivência de conhecimentos, auxiliar o espírito reencarnante a evoluir.

O reencarne obedece a um princípio de identidade de frequências, ou seja, o espírito reencarna em um determinado continente, em um determinado país, em uma determinada região desse país, em uma determinada localidade dessa região, com determinadas características culturais (idioma, usos, costumes, valores, tradições, história etc.), bem como em uma determinada família, de acordo com a sintonia que a frequência do seu pensamento consiga estabelecer em relação a cada um desses elementos.

O espírito realiza a reencarnação conscientemente, inclusive traçando o seu próprio plano geral para a existência material que está se iniciando. O espírito reencarnante, de acordo com suas limitações, será mais ou menos auxiliado por espíritos com mais conhecimento e com os quais tenha afinidade. No entanto, se não estiver suficientemente equilibrado ou consciente, será orientado no planejamento de sua passagem pelo polissistema material.

Todavia, reencarnado o espírito, inicia-se o processo de existência corporal no polissistema material. É um processo aberto, pois a trajetória pessoal do encarnado segue o exercício do seu livre-arbítrio. Portanto, não há que se falar em destino, em caminhos previamente traçados.

O espírito encarnado, fundamentando-se em seu existente (a bagagem de conhecimentos e experiências adquiridos ao longo de toda a sua história, seja encarnado, seja desencarnado), passa a exercitar sua capacidade, a constatar e desenvolver suas potencialidades, enfim, passa a construir seu momento presente e seu momento futuro. Vai enfrentando contradições, dificuldades, obstáculos, facilidades, administrando encontros e desencontros, permanecendo no seu plano geral ou se desviando em função de algumas variáveis do processo, mas sempre de acordo com sua vontade.

No exercício do livre-arbítrio, o espírito encarnado vai construindo seu equilíbrio ou seu desequilíbrio, de acordo com a maneira pela qual enfrenta as situações e a vida. Vai, por assim dizer, determinando-se, segundo a natureza de seus pensamentos e atos. Por menos que faça, ou por mais que se desequilibre, o espírito sempre alcança progressos em um ou outro aspecto do seu ser.

A evolução não está necessariamente vinculada ao tempo de vida material, mas à intensidade com que ela é vivida. A quantidade de experiências e o aproveitamento que é feito delas é fundamental para o crescimento do espírito, não importando se as experiências estão sendo vivenciadas no polissistema material ou espiritual.

É de se ressaltar que, entre uma encarnação e outra, o espírito continua trabalhando, continua aprendendo, continua evoluindo, de modo que ele não reencarna no mesmo estágio em que desencarnou.
A Doutrina Espírita trabalha, atualmente, com a hipótese de que o processo reencarnatório envolve os conceitos de missão, provação, expiação e carma.

Vale ressaltar que no entendimento atual da Doutrina, os processos reencarnatórios apresentam facetas desses quatro conceitos, mas que algumas reencarnações podem apresentar o predomínio de algumas dessas características. Eles não são consequência de uma interferência ou controle externo ao espírito reencarnante, descartando-se portanto qualquer ideia de castigo, punição ou recompensa. Eles são decorrentes da lei de causa e efeito e das condições de equilíbrio e harmonia do espírito.

Missão é a situação na qual o espírito reencarnante aplica conhecimentos internalizados a favor de uma pessoa ou do grupo de sua convivência.

Provação é a situação na qual o conhecimento em processo de acomodação e internalização deve ser vivenciado; é a situação na qual o espírito é desafiado ao limite de seu conhecimento.

Expiação não se refere à aplicação de conhecimento, mas, sim, a uma consequência de um conhecimento aplicado, que provocou consequências difíceis, desagradáveis, muitas vezes dolorosas, que o seu responsável deverá enfrentar.

Carma ainda é um conceito útil dentro da concepção da Doutrina, desde que se esteja atento para o seu significado, diverso do de outras Doutrinas. Para o Espiritismo, carma caracteriza a situação na qual o espírito está enfrentando as consequências de atos seus que lhe provocaram um desequilíbrio muito intenso, tanto em qualidade como em quantidade, e que, pela sua intensidade, o espírito poderá levar toda uma encarnação, ou mais de uma, para recuperar seu equilíbrio.

A pessoa em desequilíbrio estará sempre em recuperação tanto pela sua reação própria como pela ajuda de outras pessoas ( curar, aliviar, consolar; conhecimento técnico, moral e afetivo). O que varia é apenas o tempo necessário para que o equilíbrio seja novamente retomado. É importante frisar que as dificuldades que o espírito encarnado encontra em seu cotidiano muitas vezes não são explicadas pela reencarnação. Reencarnação não explica tudo. Há muitas situações de desequilíbrio causadas em sua encarnação atual.

Em resumo, reencarnação não serve para explicar tragédias e desgraças; não serve para esconder a ignorância, não serve como desculpa ao imobilismo; não serve como consolo para aquelas situações que deveriam ser modificadas e não o são; não serve para destacar o passado e paralisar o presente. Reencarnação é oportunidade de aprendizado, é oportunidade de se aplicar o que se sabe e superar as limitações através de vivências sucessivas no polissistema material. Reencarnação é afirmação da unidade e da continuidade da vida.


Fonte: Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Reencarnação na Bíblia

Programa Transição, transmitido pela Rede TV em março de 2013 com a participação de diversos convidados e representantes da doutrina espírita para exposição do tema Reencarnação na Bíblia. Dentre os principais assuntos abordados estão a diferença entre os termos ressurreição e reencarnação e os registros de citações bíblicas da reencarnação.


terça-feira, 5 de maio de 2015

Aniversário do Manancial de Luz


Desejo nesse dia muita paz, amor, luz e alegria para os nossos leitores.
Muito obrigado pela presença de todos!


Abraço fraterno!
Carlos Pereira

domingo, 3 de maio de 2015

Ancestralidade da Doutrina Reencarnacionista


A Reencarnação é uma Crença Milenar


No Oriente e no Ocidente, desde a mais remota Antiguidade, diversas civilizações eram receptivas à ideia da reencarnação. O conceito de reencarnação é tão antigo que não deixa de ser, no mínimo, curiosa a demora da ciência em começar a investigar o assunto a sério. Seus indícios remontam há pelo menos 12 mil anos, em plena Idade da Pedra. O costume da época de enterrar mortos em posição fetal levou arqueólogos a concluir que a prática se referia à preparação dos corpos para o ingresso em uma nova vida.

Os antigos egípcios guardavam, dentro dos esquifes, textos que louvavam as qualidades dos mortos - uma tentativa de convencer o deus Osíris a lhes conceder novas encarnações. Segundo o historiador grego Heródoto, os egípcios consideravam que o ciclo integral de vidas pelo qual cada pessoa deveria passar durava cerca de três mil anos.

O Oriente possui registros bem antigos da crença na reencarnação. A mais remota menção formal sobre esse assunto é provavelmente a dos Upanixades, a parte final de um conjunto de cânticos tradicionais (vedas) dos sacerdotes árias, povo que invadiu a Índia por volta de 1500 a.C. Os Upanixades ensinam que na origem de cada ser humano há uma centelha de consciência espiritual (atman). Essa essência não morre e começa a sua existência como um ser ignorante. Seu aprendizado, até a conquista da maturidade espiritual, é feito no revestimento temporário da matéria, por meio de uma sucessão de renascimentos, provas e mortes.

Cada vida é vivida na forma de um ser adequado à sua aprendizagem, que pode ser vegetal, animal ou humano. O que vai determinar isso é o conjunto de ações e reações a elas - o carma. Existências marcadas por atos negativos e prejudiciais a outras criaturas humanas levam a um carma de mais sofrimento. Atos positivos funcionam no sentido contrário, elevando as condições interiores do ser. O fim dessa trajetória é a união definitiva com o mundo espiritual.

O budismo assimilou muitos conceitos do hinduísmo sobre o tema, mas produziu algumas diferenças importantes. Uma delas diz respeito à alma: para os budistas, ela não permanece imutável entre uma vida e outra - mistura outras características de caráter e personalidade, tais quais as mudanças que ocorrem no material genético transmitido de geração em geração.


Ian Stevenson, Revista Planeta, agosto de 2007.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Especial do Mês


O especial “Reencarnação e Atualidade” reúne uma série de vídeos, artigos e matérias em postagens que abordam o tema reencarnação, inerente às leis divinas e naturais, através de enfoques científicos, filosóficos e religiosos, revelando a sua ancestralidade e os seus desdobramentos na atualidade.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Ajuda ao Nepal e Salvador


Devido a esses tristes acontecimentos no Nepal e em Salvador, reservamos essa postagem em solidariedade às suas vítimas divulgando aos nossos leitores os meios e mecanismos para ajuda.


Saiba como ajudar as vítimas do terremoto no Nepal


Ao menos 5 mil pessoas morreram e há 10 mil feridos no país. Conheça algumas das organizações que trabalham com as vítimas.

O Nepal enfrenta uma grave crise humanitária após um forte terremoto no último sábado (25) ter deixado ao menos 5 mil mortos e 10 mil feridos. De acordo com a ONU, mais de 1,4 milhão de pessoas necessitam de comida, água e abrigo.


Equipes de resgate tentam chegar às regiões mais remotas para ajudar vítimas e resgatar sobreviventes de escombros, enquanto milhares de pessoas deixam a capital Katmandu, isso porque novos tremores foram registrados e não está descartada a hipótese de um novo forte sismo.

Agências e governos internacionais correm para enviar equipes de busca e resgate, médicos e remédios ao país. Algumas organizações aceitam doações para a região. Confira quem trabalha neste momento no Nepal:


Médicos Sem Fronteiras

A organização humanitária informou que está enviando oito equipes com médicos e outros profissionais para o Nepal para prestar assistência aos afetados pelo tremor. Saiba mais sobre o trabalho da ONG no Nepal e como doar.

Save the Children

Organização trabalha no Nepal desde 1976 e montou uma resposta de campo com envio de ajuda a famílias. Segundo eles, 10% de cada contribuição vai para um fundo para emergência futuras. A ONG montou uma página especial para doação, em inglês.

Cruz Vermelha

A organização está atuando na ajuda às vítimas e montou um site para quem colocar nepaleses em contato. Mais informações sobre a resposta e doações aqui.

Action Aid

A organização, que atua há mais de 30 anos no Nepal, enviou uma equipe de voluntários e lançou uma campanha em outros dez países, além do Brasil. Informações sobre os tipos de ajuda e como fazer doações podem ser acessadas aqui.







Deslizamentos causados pela chuva em Salvador faz 14 vítimas fatais


Temporais começaram na madrugada desta segunda (27). Número de desabrigados passa de 500.


Saiba como ajudar as vítimas dos desabamentos em Salvador


Na Bahia, subiu para 14 o número de mortos soterrados por deslizamentos provocados pela chuva em Salvador. E mais de 500 pessoas estão desabrigadas na cidade.

Os bombeiros encontraram na manhã desta terça (28) o corpo de Sivaldo Silva Filho. Ele foi resgatado na comunidade do Barro Branco, onde um muro de contenção desabou na madrugada de segunda (27) arrastando a terra. Seis casas foram cobertas pelo barro.


As equipes de busca trabalham sem parar desde o desabamento à procura de vítimas. No começo desta tarde, os bombeiros encontraram o corpo de uma das duas mulheres que estavam desaparecidas.

Nesta segunda (27) um adolescente de 16 anos foi retirado com vida dos escombros. Os moradores aplaudiram e a família se emocionou. Mas Roberto Ubiratã Júnior morreu horas depois no hospital.

Em Bom Juá, outro bairro popular de Salvador, um deslizamento de terra matou quatro pessoas de uma mesma família.

Nesta terça (28), um prédio de cinco andares desabou na comunidade de Boa Vista de São Caetano. Por sorte, só um rapaz teve ferimentos leves.

O número de desabrigados chega a 502, segundo a prefeitura. As pessoas foram levadas para abrigos provisórios.

Os desabrigados estão sendo levados para cinco locais: dois abrigos fixos da prefeitura nos bairros de Itapuã e Pau da Lima e para três abrigos temporários nos bairros de Pau da Lima, Marechal Rondon e São Caetano.

As vítimas dos temporais em Salvador precisam de material de higiene e limpeza, água mineral e alimentos não perecíveis. Para informações sobre como doar, ligue para: (71) 3202-2400.


Fonte G1 Notícias S.P e Ba, 28/04/15
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