segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O Amor, o Grande Sentido da Vida

Palestra proferida pelo médium e orador espirita, Divaldo Pereira Franco, que expõe sobre o amor como a verdadeira essência da vida.

sábado, 3 de dezembro de 2016

A Lei de Amor


O amor resume toda a doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado. No seu ponto de partida, o homem só tem instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o amor é o requinte do sentimento. Não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior, que reúne e condensa em seu foco ardente todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei do amor substitui a personalidade pela fusão dos seres e extingue as misérias sociais. Feliz aquele que, sobrelevando-se à humanidade, ama com imenso amor os seus irmãos em sofrimento! Feliz aquele que ama, porque não conhece as angústias da alma, nem as do corpo! Seus pés são leves, e ele vive como transportado fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou essa palavra divina, — amor — fez estremecerem os povos, e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.

O Espiritismo, por sua vez, vem pronunciar a segunda palavra do alfabeto divino. Ficai atentos, porque essa palavra levanta a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, vencendo a morte, revela ao homem deslumbrado o seu patrimônio intelectual. Mas já não é mais aos suplícios que ela conduz, e sim à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito, e o Espírito deve agora resgatar o homem da matéria.

Disse que o homem, no seu início, tem apenas instintos. Aquele, pois, em que os instintos dominam, está mais próximo do ponto de partida que do alvo. Para avançar em direção ao alvo, é necessário vencer os instintos a favor dos sentimentos, ou seja, aperfeiçoar a estes, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões dos sentimentos. Trazem consigo o progresso, como a bolota oculta o carvalho. Os seres menos adiantados são os que, libertando-se lentamente de sua crisálida, permanecem subjugados pelos instintos.

O Espírito deve ser cultivado como um campo. Toda a riqueza futura depende do trabalho atual. E mais que os bens terrenos, ele vos conduzirá à gloriosa elevação. Será então que, compreendendo a lei do amor, que une a todos os seres, nela buscareis os suaves prazeres da alma, que são o prelúdio das alegrias celestes.

Lázaro, Paris, 1862
O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.11, 8.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Especial do Mês


“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... (João,1)”. Sendo Deus Amor, o Verbo é o Amor...

O especial de fim de ano do “Manancial de Luz” tem como tema “o Amor”, essa essência divina que há inata em nossos corações, que une todos os seres e nos harmoniza com as leis naturais que regem o universo.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Filosofando: A Nova Geração Regeneradora

O olhar filosófico espírita do programa “Filosofando”, com Sonia Theodoro debate a lei de progresso; as transformações que virão e as que já são experimentadas pelo homem no mundo, nesse limiar da era de regeneração.



domingo, 27 de novembro de 2016

O Espiritismo e a Filosofia Contemporânea


O texto abaixo foi escrito pelo pensador espírita LÉON DENIS (1846-1927) em novembro de 1918, compondo um dos capítulos de seu último livro “O Mundo Invisível e a Guerra”, um retrato de um dos momentos mais graves pelas quais passou a humanidade durante a I Guerra Mundial (1914-1918).

Neste capítulo, DENIS menciona o trabalho do filósofo Henri Bergson (1859-1941) e cita os aspectos convergentes com a Filosofia Espírita.

“O Espiritismo e a Filosofia Contemporânea


Apresentamos, em largos traços, a rápida marcha e o progresso do Espiritismo, durante 50 anos, em todos os domínios do pensamento, isto é, na Ciência, na experimentação psíquica, na Literatura e até no seio das Igrejas. Falta-nos analisar qual foi a sua influência no movimento filosófico contemporâneo, particularmente na filosofia da escola.

Notemos que esses resultados foram obtidos fora de qualquer organização espírita, sem outros meios de ação ou outros recursos, a não ser o próprio poder da verdade e sem qualquer outra direção, a não ser a que promana do Além. Porém, será esta, provavelmente, a mais segura e a mais eficaz, porque, melhor que os recursos humanos, pode vencer os preconceitos, as rotinas e os mais obstinados contraditores.

Na verdade, todos os que trabalharam com persistência pela divulgação do Espiritismo sentiram-se ajudados e amparados pelo mundo invisível.

Quanto à obra filosófica realizada nesse meio século, não passaremos em revista todos os seus sistemas, para não sairmos do limite deste estudo; tão-somente perguntaremos qual a parte que se deve atribuir à idéia espírita no ensino oficial.

Declaremos, inicialmente, que durante esse período as teorias materialistas não pararam de retroceder e que o espiritualismo tende a substituí-las.

Atualmente, o ensino oficial se baseia na filosofia de Henri Bergson, cuja influência aumenta cada vez mais no exterior ao mesmo tempo em que sua ação sobre os espíritos se torna mais intensa em nosso país.

As ciências psíquicas são familiares a Bergson, que seguiu com atenção o seu desenvolvimento. Ele é o autor de um artigo no Boletim do Instituto Geral de Psicologia, de janeiro de 1904, sobre a visão de clarões na obscuridade pelos sensitivos.

Sua filosofia não é um sistema que se junta aos anteriores. É original e profunda, representando uma verdadeira revolução no mundo do pensamento. Desde Spencer estava aceito que a inteligência é a principal faculdade, o mais seguro meio para se conseguir o conhecimento e abranger o domínio da vida e da evolução.

Ora, Bergson prova que a inteligência, que constitui uma emanação da vida, por si só é impotente para abranger a vida e a evolução, porque a parte não pode abranger o todo, nem o fato reabsorver sua causa. Então o que fez ele? No lugar da inteligência coloca a intuição, e isto constitui um acontecimento da mais alta importância na Psicologia, pois a maior parte das faculdades mediúnicas – a clarividência, a premonição e a previsão dos acontecimentos – se prende à intuição. No dia em que a Ciência achar um método prático para desenvolver essa intuição, ela se aproximará dessas faces misteriosas da alma humana, com as quais esta se limita com a presciência divina e pelas quais se revelam sua íntima essência e sua imensa evolução.

Com o desenvolvimento dessas faculdades, podemos entrever o aparecimento de uma raça de homens que nos superará em poder, tanto quanto o homem atual supera o pré-histórico. Então a alma humana se apresentará com toda a sua grandeza; veremos que ela possui profundos mananciais de vida, onde sempre pode retemperar-se, e que possui picos iluminados pela luz da eterna verdade.

A alma humana é um mundo. Conhece o esplendor das alturas e a vertigem dos abismos. Possui precipícios em cujo fundo rugem as torrentes das paixões. Contém filões plenos de riquezas, e seu destino consiste exatamente em valorizar todos esses tesouros escondidos.

O estudo da obra de Bergson nos mostra, em certos pontos, semelhanças notáveis com a Doutrina Espírita. A vida da criatura, afirma ele, é o resultado de uma evolução anterior ao nascimento. Existe um encadeamento, uma continuidade na transformação, no progresso e, ao mesmo tempo, existe uma conservação do passado no presente. Bergson admite, como nós, que esse passado está gravado na consciência profunda e marca a evolução paralela do ser orgânico e do ser consciente. Aqui estão os termos com os quais define essa evolução:

‘O progresso é constante e prossegue indefinidamente: o progresso invisível, sobre o qual o ser visível se sobrepõe no espaço de tempo que percorrerá na Terra. Quanto mais mantemos a atenção nesta continuidade de vida, tanto mais veremos a evolução orgânica aproximar-se da evolução consciente, em que o passado atua sobre o presente, para dele fazer brotar uma nova forma, que é a resultante das anteriores.’

Sem dúvida, isso é transformismo, porém de tal forma espiritualizado, que se aproxima de uma maneira perceptível da filosofia das vidas sucessivas. Essa noção das existências anteriores vem afirmada e precisada em numerosas páginas de Bergson das quais vão aqui alguns trechos:

‘Que somos nós, que é o nosso caráter senão a condensação da história que temos vivido desde nosso nascimento, e mesmo antes dele, pois que já trazemos conosco disposições pré-natais?’

‘A vida é o prosseguimento da evolução pré-natal e a prova disso é que muitas vezes fica impossível afirmar se estamos tratando com um organismo que envelhece ou com um embrião que continua a progredir.’

Voltamos a encontrar em Bergson a concepção espírita da vida universal:

‘O Universo não está feito, porém se faz sem cessar, crescendo, sem dúvida, indefinidamente, pela junção de novos mundos… É possível que a vida se manifeste noutros planetas e também em outros sistemas solares, sob formas que não imaginamos, em condições físicas que nos parecem, no ponto de vista de nossa fisiologia, inteiramente desconhecidos.’

Segundo Bergson, o princípio da evolução não está na matéria visível e sim na invisível. Ele declara:

‘Todos os novos dados científicos tendem a transpor a evolução, elevando-a do visível para o invisível.’

Pode-se observar que Bergson, na sua obra, fala constantemente da vida e muito pouco da morte. Nenhum filósofo parece ter se preocupado menos com esse passageiro acidente que não põe fim a nada. Para ele, como para nós, a vida triunfa e reina, soberanamente, tanto antes como depois da morte.

Também sobre o livre-arbítrio, a opinião de Bergson está de acordo com o que sempre sustentamos. Afirma ele:

‘A finalidade da vida é colocar a indeterminação na matéria. Indeterminadas (quero dizer imprevisíveis) são as formas que ela cria no correr de sua evolução. Também cada vez mais indeterminada (isto é, cada vez mais livre) é a atividade para a qual essas formas devem servir de veículo.’

Mais adiante acrescenta:

‘A liberdade não é absoluta: admite graus… Somos livres enquanto somos nós mesmos, isto é, em nosso estado de personalidade profunda, porém somos determinados enquanto pertencemos à matéria e à extensão. A personalidade humana é um jato vivo de incontrolável liberdade… A liberdade constitui um fato de experiência interna, uma coisa sentida e vivida, não raciocinada.’

Em síntese, nota-se que o bergsonismo, como a doutrina dos espíritos, dá ao homem mais força para viver e para agir, ligando-o mais intimamente a tudo quanto vive, ama e sofre no mundo.

O materialismo isolava inteiramente o homem: na engrenagem da máquina cega do mundo o homem se sentia reduzido a nada. Porém a idéia muda: assim como o menor grão de pó é solidário com imenso sistema solar, assim também todos os seres vivos, desde as origens da vida, através dos tempos e lugares, não fazem outra coisa senão tornar mais perceptível uma direção única e invisível.

Estão sujeitos uns aos outros, interligam-se e obedecem a um formidável impulso, como uma imensa caravana que marcha através do tempo e do espaço, transpondo os obstáculos e desdobrando-se para além de todas as mortes.

Não existe aí algo de novo na filosofia oficial que, até agora totalmente impregnada de intelectualismo, estava tolhida diante do problema da criatura?

Le Dantec e sua escola buscavam a vida somente na matéria, porém Bergson, colocando mais alto a inteligência e a vida, reabilita, de algum modo, o mundo vivo, encontrando o laço que prende as doutrinas ocidentais às da Grécia e do Oriente, às crenças de nossos pais, àquela filosofia celta, resumida nas Tríades e às quais se terá de voltar, sem dúvida, algum dia.

E, quer Bergson tenha conseguido suas ideias nos seus estudos psíquicos, quer nas inspirações de seu próprio gênio, o fato não é menos notável, no ponto de vista da semelhança das doutrinas, principalmente no que toca às suas vastas consequências morais e sociais.

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Terminando sua magistral obra A Evolução Criadora, Bergson insiste na relatividade dos fatos e na sua impotência para nos darem apenas uma concepção parcelada da natureza. Ataca com vigor os pontos de vista arbitrários de Herbert Spencer, que a Ciência adotou:

‘Não se pode raciocinar sobre as partes como se raciocina sobre o todo. O filósofo deve ir mais além do que o sábio. A inteligência extrai os fatos desse todo que é a realidade. No lugar de afirmar que as relações entre os fatos formaram as leis do pensamento, posso bem imaginar que a forma do pensamento é que determinou a configuração dos fatos percebidos e, conseqüentemente, suas relações entre si.’

Termina da seguinte forma:

‘A filosofia não é somente a volta do espírito para si mesmo, a coincidência da consciência humana com o princípio vivo de onde ela emana, um contato com o esforço criador; ela é o aprofundamento da transformação em geral, o verdadeiro evolucionismo e, por conseqüência, o verdadeiro prolongamento da Ciência, com a condição de que se compreenda por esta última palavra um conjunto de verdades constatadas ou demonstradas, e não certa escolástica nova que apareceu, durante a segunda metade do século XIX, em torno da física de Galileu, assim como a antiga escolástica o havia feito em torno de Aristóteles.’

Todos os espíritos abalizados se impressionarão com a concordância que há nesse ponto entre as maneiras de ver de Bergson e as expostas por Allan Kardec.

Realmente, em matéria de Espiritismo, o Codificador nunca desejou separar a doutrina dos fatos, mas ainda há entre nós quem desejasse limitá-lo a um campo experimental. Isto nos leva a considerações especiais quanto à doutrina dos espíritos.

Ninguém discute que os fatos sejam a base do Espiritismo, a prova da sobrevivência da alma após a morte. Todavia, atrás deles existe toda uma revelação. No Espiritismo o fato não se produz sem um ensinamento, sempre que o fenômeno obtido seja de ordem um tanto elevada.

Os espíritos não procuram comunicar-se conosco a não ser para nos instruírem e nos iniciarem nas grandes leis do mundo espiritual, cujo conhecimento é muito importante, principalmente nos momentos de provação. Foi assim que Allan Kardec compreendeu e sentiu o Espiritismo e porque, em sua obra, ele reúne intimamente a doutrina à ciência. Procedendo assim, ele não atendia a uma vontade pessoal, porém a uma necessidade e à própria natureza do que ele estudava.

O poder de ação, o papel social do Espiritismo não se deve a que ele atende, simultaneamente, a todas as necessidades da alma humana, às múltiplas e importantes urgências do momento atual. O Espiritismo se dirige, ao mesmo tempo, ao cérebro e ao coração, à inteligência, à consciência e à razão.

O que forma o poder e a eficácia do Espiritismo é que as satisfações intelectuais e morais que ele nos apresenta e os ensinamentos que nos proporciona formam, no seu conjunto, majestosa unidade e uma soberba síntese científica, filosófica, moral e social.

Qualquer doutrina que não busque esses diferentes fins carecerá de equilíbrio.

A moral que provém do cérebro é estéril; só a do sentimento e do coração pode tornar o homem realmente humano, acessível à piedade, compassivo para com todas as dores e dedicado a seu próximo.

Não há dúvida de que devemos estudar os fatos dando-lhes a merecida importância, porém, como pretende Bergson, mais além e bem mais alto que os fatos, deve-se verificar a meta para a qual, por seu intermédio, nos conduzem as forças invisíveis pelas ásperas sendas do destino.

Portanto, o Espiritismo não é apenas o fenômeno físico, a dança das mesas, como ainda parecem acreditar alguns homens. Ele é todo um esforço do Além para tirar da alma humana suas dúvidas e suas enfermidades morais, obrigando-a a ter plena consciência de si mesma, realizando seus gloriosos fins.

O Espiritismo é o raio de esperança que vem aclarar nosso sombrio Universo, nossa Terra de lama, sangue e lágrimas; é o raio luminoso que vem clarear as habitações miseráveis, penetrando nas residências tristes onde a desgraça habita e onde gemem os que padecem.

O Espiritismo é o chamado do Infinito; são as vozes que chegam para proclamar o mais nobre e mais poderoso ideal que o gênio humano já sonhou.

Atendendo a esses apelos, a essas vozes, as frontes curvadas sob o peso da vida se levantam e os desesperados, os náufragos da existência cobram ânimo, vendo, no sombrio céu de seu pensamento, brilhar uma aurora que anuncia novos tempos, tempos bem melhores para a humanidade.

O Espiritismo é a comunhão das almas que se chamam e se respondem através do espaço. Graças a ele chegam até nós notícias dos que foram nossos companheiros de lutas na Terra. Pensávamos tê-los perdido e eis que nos sentimos ligados a eles novamente!

É uma grande alegria saber e sentir que estamos vinculados àqueles a quem amamos, unidos através dos séculos, porque a morte é apenas uma ilusão da vista e toda separação é só passageira e aparente.

Não nos sentimos apenas ligados a eles, porém a todas as almas que povoam a imensidão, porque o Universo é uma grande família.

Nos milhares de mundos que giram nos espaços, por toda parte, possuímos irmãos e irmãs que estamos destinados a encontrar e conhecer algum dia e por toda parte existem almas com as quais continuaremos nosso progresso, debaixo de leis sábias, profundas e eternas!

O sentimento e o poderoso instinto da vida e da solidariedade universais despertarão, aos poucos, em nós.

Através desse meio, sentir-nos-emos vinculados aos mais humildes como aos mais nobres espíritos; sentir-nos-emos na mesma categoria dos heróis, dos sábios e dos gênios, teremos a possibilidade de nos reunirmos com eles na luz, quando também houvermos trabalhado, lutado, padecido e merecido.

Finalmente, o Espiritismo é toda a movimentação da vida invisível; um universo vivo – até bem pouco ignorado, exceto por alguns poucos – e que sabemos e sentimos que existe, agita-se, palpita, vibrando em nosso derredor e enchendo o espaço com radiosos pensamentos, pensamentos de amor e inspirações geniais.

Cada vez mais, iremos senti-lo vivendo e agindo, graças ao desenvolvimento de faculdades que se multiplicarão, crescerão e se tornarão comuns a um grande número de pessoas.

Dessa forma, conseguiremos também a valiosa certeza da proteção, do amparo que do Além estende-se sobre nós; a prova de que a solicitude do Alto envolve todos os peregrinos da existência no seu penoso jornadear terreno.

Na luta que está sendo travada para o progresso da humanidade – a grandiosa batalha das idéias – o Espiritismo é o mais forte dos combatentes, porque nele se reencontram a vida e a morte, a Terra e o Céu se reúnem e se ligam para as lides do pensamento.

Lutemos, portanto, com nobreza, habilidade e prudência, porque o mundo invisível está conosco.

Elevemos o nosso brado de esperança e confiança na justiça eterna e consciente que governa os mundos.

Acreditemos, esperemos e trabalhemos.”

LÉON DENIS
Fonte: CEFE – Centro de Estudos Filosóficos Espíritas

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Filosofando: A Pedagogia e a Pedagogia Espírita (Entrevista com Cosme Massi)

Uma entrevista com Cosme Massi ao programa “Filosofando” que debate sobre a pedagogia e a pedagogia espírita, sob o aspecto filosófico espírita.




quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Ética e Espiritismo


Ética- etimologicamente deriva da palavra grega ethos (comportamento). É a parte da Filosofia que se ocupa do valor do comportamento humano. Investiga, assim, o sentido que o homem impõe à sua conduta para ser verdadeiramente feliz.

A consciência moral e a liberdade humana estão intimamente ligadas. Por consciência moral, entende-se a capacidade que o homem tem de julgar e escolher o seu próprio caminho na vida. Já, a liberdade, refere-se à possibilidade da escolha deste ou daquele caminho. A liberdade não é algo que se forma no vazio, mas dentro das limitações impostas pelas circunstâncias. Assim sendo, o exercício da liberdade é a luta que o homem trava para ampliar ou romper esses limites.

Os grandes filósofos sempre destacaram os valores morais em suas obras. Aristóteles em A Ética a Nicômaco, desenvolve, em detalhes, o acervo dos conceitos sobre a ação humana e sua relação com as ideias elevadas de uma vida superior. Espinosa, em A Ética, encerra extensa doutrina sobre a maneira de fortalecer as virtudes e combater as paixões. Em Kant, a Ética é deixada ao sabor da própria consciência, onde a ação humana é ditada pela “boa vontade”, ou seja, pela intencionalidade do eu.

Allan Kardec em O Livro dos Espíritos, quando trata das Leis Morais, define a moral como a regra da boa conduta e portanto, da distinção entre o bem e o mal. Dá sua contribuição à formação da ética espírita. Em sua resposta à pergunta 630- como se pode distinguir o bem do mal? -, diz-nos que o bem é tudo o que está de acordo com a lei de Deus e o mal é tudo o que dela se afasta. Assim, fazer o bem é se conformar à lei de Deus; fazer o mal é infringir essa lei.

A Ética espírita é uma decorrência da Lei Natural. Contudo, o Codificador, para lhe dar um cunho de praticidade, legou-nos O Evangelho Segundo o Espiritismo, como norma de conduta. Observe que, das cinco partes das matérias contidas nos Evangelhos: os atos comuns da vida do Cristo, os milagres, as profecias, as palavras que serviram para o estabelecimento dos dogmas da Igreja e o ensinamento moral, ateve-se, exclusivamente, à última, por se tratar de um código divino onde a própria incredulidade se inclina.

O comportamento ético-espírita só pode fixar-se e expandir-se em terra fértil. Desta forma, o adepto do Espiritismo deve, em primeiro lugar, limpar, adubar e regar o “terreno interior”, a fim de criar condições favoráveis de receber a semente evangélica para, posteriormente, fazê-la frutificar cento por um.


Fonte: Curso de Introdução à Filosofia Espírita (C E Ismael)

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Filosofando: A Imortalidade da Alma e a Filosofia Espírita

Sônia Theodoro e Márcia Antoniazzi abordam o tema a imortalidade da alma segundo a filosofia, mostrando a visão de vários pensadores e filósofos e como o conceito evoluiu desde os primórdios da humanidade até os dias de hoje.



sábado, 19 de novembro de 2016

Livro: Introdução à Filosofia Espírita



Sinopse do livro:


O Espiritismo codificado por Allan Kardec partiu da pesquisa científica da fenomenologia supranormal, originando-se desta a Ciência Espírita; desenvolveu a seguir a interpretação dos resultados da pesquisa, que resultou na Filosofia Espírita; tirou, depois, as conclusões morais da concepção filosófica, que levaram naturalmente à Religião Espírita.

Muitas pessoas se atrapalham com isso e perguntam: “Como uma doutrina pode ser, ao mesmo tempo, Ciência, Filosofia e Religião?” Mas essa pergunta revela a ignorância do processo gnosiológico – a teoria e o valor do conhecimento. Porque, na verdade, o conhecimento se desenvolveu nessa mesma seqüência e em todas as formas atuais de conhecimento repete-se o processo da história evolucionária das espécies.

Nesse livro, o autor apresenta uma introdução ao estudo e compreensão do caráter filosófico da doutrina espírita embasado numa longa pesquisa de suas raízes nas coordenadas da evolução humana.

Clique aqui para download da obra completa.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Qual é a Filosofia Espírita?



Da compreensão geral de que o Espiritismo é ou tem uma filosofia surge a necessidade de explicitá-la. Os seus adeptos reproduzem com acerto os seus aspectos filosóficos, e os separam com habilidade adquirida pelos estudos kardequianos daqueles outros científicos e religiosos. E também o caráter filosófico de uma doutrina qualquer é sempre mais discernível e menos controverso do que um seu possível elemento científico. Estas são razões pelas quais se fala numa filosofia espírita com alguma segurança.

Entretanto, a academia possui no que tange à filosofia não menos exigências e regras do que às que competem à prática das ciências. Afinal, então, o que é e como se sustenta a filosofia espírita? Tentaremos mais problematizar do que responder a este questionamento.

Do ponto de vista da filosofia como especialidade, o Espiritismo apresenta-se como filosofia popular, o que equivale a dizer, como razão argumentativa, mas não fundamentadora. Esta qualificação não precisa ser pejorativa, e mesmo algumas das melhores filosofias tiveram um cunho acentuadamente popular, como em Voltaire, Rousseau e Nietzsche. É também uma visão filosófica válida e oficial a de que a razão já está desde sempre em jogo com seus problemas específicos, e não pode ou não requer fundamentação. Ainda assim, a maior parte do que se produziu sob o título de filosofia na história humana destinava-se à fundamentação do conhecimento.

São mentes analíticas e interessadas na fundamentação das certezas a de Platão, a de Descartes, a Locke e a de Kant, alguns, portanto, dos maiores filósofos. Segundo estes a atividade filosófica não se faz propriamente sem o esforço exaustivo de sua própria crítica, de modo que qualquer filosofia digna do nome ou vai até as últimas consequências ou compra um método que já o tenha feito. Os bons filósofos populares o são por seu interesse prático (moral ou político), sem que dispensem o concurso de uma boa base metodológica. E se Kardec foi um bom filósofo popular, o que acreditamos razoável afirmar, devemos encontrar em sua prática os princípios de algum ou alguns filósofos mais analíticos, para não dizer sistemáticos (nome que à época não soava bem).

O primeiro indício de que Kardec não é um filósofo sistemático está em ele lançar mão de múltiplos conceitos e axiomas sem os justificar. Esta atitude pode significar, como dito, tanto o descompromisso com a filosofia quanto uma adoção prévia de métodos filosóficos bem estabelecidos. E não há a mais remota dúvida de que os conceitos e axiomas pressupostos por Kardec correspondem à visão eclética do saber filosófico de princípios do século XIX. Em primeiro lugar porque todos estes pressupostos pertencem à ala ortodoxa da filosofia francesa, requerendo assim pouca ou nenhuma exposição sistemática; em segundo lugar porque estas conquistas em especial eram classificadas como conquistas da ilustração e todos os autores da época estavam habituados a assumir os elementos deste grande edifício eclético e enciclopédico como ponto de partida. Pensadores tão importantes como Benjamin Constant, Madame de Staël e Tocqueville jamais se preocupam, assim como Kardec, em fundamentar o conceito de razão, ou analisar a constituição metafísica da liberdade. Ao invés disto eles os tomam do poço da filosofia iluminista e os aplicam com habilidade de filósofos práticos aos seus interesses.

Para elencar alguns dos pressupostos essenciais da classe ilustrada francesa e/ou europeia dos anos 1800 a 1840 podemos citar resumidamente:

1-A fundamentação do pensamento por Descartes, com a respectiva separação entre o princípio pensante do princípio material, a constituírem os modos de ser.
2-A ideia platônica de que a matemática corresponderia ao modus operandi da natureza. Noção renascentista que foi solidificada por Galileu, Bruno e Descartes.
3-O atomismo de Diderot, que copiando Demócrito e Epicuro postulou todas as leis da física como consequências das leis que regem as partículas elementares.
4-A noção de liberdade como direito garantido por Deus, uma ideia cristã que se desenvolveu em séculos de teologia e filosofia, casando-se com as noções gregas de liberdade e culminando no axioma da liberdade humana conforme Locke, Voltaire e Rousseau.
5-A positividade da experiência como fundamento do saber, desenvolvida por Comte e imediatamente diversificada e adaptada por inúmeros pensadores e cientistas.

Poderíamos citar outros pontos, mas isto só aumentaria o volume de uma defesa que consideramos suficientemente estabelecida.

Está claro ao filósofo contemporâneo que a segurança de algumas destas pressuposições foi duramente abalada, durante o próprio século XIX e especialmente no XX. O item mais controverso hoje é o da equivalência entre matemática e natureza, ainda defendida com certa ingenuidade por muitos físicos e francamente proibida pela filosofia da ciência. O que se pode dizer hoje com sobriedade filosófica é que haja alguma correspondência entre as leis que postulamos matematicamente e o funcionamento da natureza, mas precisar a exatidão desta correspondência seria considerado uma postura dogmática.

Basta, contudo, o conhecimento do contexto histórico para lembrar que a nova filosofia responsável por questionar as certezas iluministas é de matriz alemã, e não estava plenamente acessível aos franceses da primeira metade do século XIX. Apesar de estar entre os poucos falantes de alemão da sociedade francesa da época, Allan Kardec provavelmente compartilhava da crença geral de seu povo a respeito dos germanos: a de se tratarem de um povo grosseiro recém chegado às raias da civilidade e que ensaiava suas forças intelectuais numa filosofia prolixa, mas essencialmente infrutífera.

O posterior sucesso da filosofia alemã com todo o seu aparato crítico, a restauração da metafísica pelo Idealismo e as reviravoltas teológicas marcou para sempre a face da filosofia, um fenômeno que a vaidade francesa ainda digere com atraso.

A filosofia sistemática viu sua tocha ser cedida da França para a Alemanha, e desta para o mundo globalizado do pós-guerra. Resta saber em que medida isto depõe contra as filosofias práticas e populares.

Neste particular uma comparação entre Kardec e os outros filósofos populares franceses é indispensável. A maioria deles, exatamente por ser popular, sofreu minimamente com a transformação da filosofia sistemática, e a popularidade dos pensadores políticos e religiosos, dos psicólogos e moralistas franceses continuou tão irretorquível sob a luz dos sistemas alemães como quando em seu terreno natural do Iluminismo autóctone.

Redefinidos os fundamentos dos conceitos de razão e liberdade, sobre bases mais críticas e rigorosas, continuaram a viger na esfera prática as conclusões e intuições sóbrias que a análise social e psicológica francesa ou inglesa haviam efetuado em dois ricos séculos de modernidade.

A filosofia atual se esforça por refinar a fundamentação metafísica e epistemológica da razão, de Deus, da liberdade e da relação entre sujeito e objeto, etc., mas no campo prático e popular a maioria dos postulados iluministas continua a viger como moeda válida de interpretação dos fenômenos naturais e sociais. Em muitos aspectos, mudaram os caminhos, mas permaneceram os resultados da filosofia. É bem mais ingênuo ver algo de “errado” em Platão, por incompatibilidade de seus métodos com os recentes, do que dispensar os métodos recentes na apreciação de trabalhos filosóficos pregressos; e a história da filosofia continua a ser fonte de inspiração principal para os que pretendem reelaborá-la com vistas ao futuro.

Qual é, então, a base filosófica do Espiritismo, se o ecletismo espiritualista francês e o positivismo que o constituíram estão agora em cheque? Precisamente a mesma base que continuou a sustentar as outras filosofias práticas e populares após a substituição da Ilustração francesa, seu ecletismo e positivismo, pela filosofia crítica alemã.

Procurai então os defensores de Pascal, Voltaire, Rousseau, Staël e Tocqueville, e achareis o caminho para sustentar em linguagem atualizada aqueles mesmos pressupostos que fomentam o método kardequiano. E os caminhos para esta revisão técnica da filosofia espírita podem ser muitos, como muitas são as correntes mais recentes. O pragmatismo de James, a filosofia liberal e crítica de Popper e mesmo uma forma revisada da analítica existencial de Heidegger, como foi intentado por Herculano Pires, podem ser boas soluções.

Particularmente acho que a forma mais apropriada seja a da Metafísica da Subjetividade, uma variante eclética que se apropria de praticamente todas as outras correntes contemporâneas numa forma ao mesmo tempo clássica e crítica da metafísica, permitindo a validade dos conceitos-chave de Deus, imortalidade, razão e liberdade.

Humberto Schubert Coelho

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Filosofando: A Filosofia Espírita da Existência

Programa Filosofando, do CEFEORG - Centro de Estudos Filosóficos Espíritas, abordando o tema da filosofia da existência sob o olhar da filosofia espírita.



sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Sócrates e Platão: Precursores do Espiritismo


O objetivo central deste estudo é mostrar que a ideia espírita é tão velha quanto o próprio tempo. Já na Antiguidade podemos perceber o clarão dessas verdades eternas. Perguntaríamos: quem foi Sócrates? E Platão? Em que as ideias de Sócrates e Platão se assemelham às do Espiritismo?

A religião empresta as primeiras explicações a respeito da criação do homem e do cosmos: é clássico o relato bíblico sobre Adão e Eva, o primeiro casal a habitar a Terra. A China milenar, com sua filosofia de vida, discute normas de comportamento: no taoísmo há diversas noções sobre a arte de viver. A Grécia, palco da filosofia, elabora o pensamento: o logo e o ratio estão sempre em ação.

Antes de Sócrates, as indagações dos primeiros filósofos referem-se ao Cosmo. Questiona-se se o elemento primordial da vida é água, o ar, o fogo ou a Terra. A vinda de Sócrates muda o eixo da filosofia: o homem volta-se para dentro de si mesmo, através da maiêutica, do conhecimento de si mesmo.

Platão, discípulo de Sócrates, dá continuidade ao método socrático, aperfeiçoando-o. Depois de Platão surgiu Aristóteles. E assim poderíamos ir arrolando os diversos filósofos até chegarmos à época atual.

BIOGRAFIAS RESUMIDAS

SÓCRATES

Nascimento/morte: (470/399 a. C.)
Filiação: mãe – Fenarete (parteira), pai – Sofronisco (escultor)
Profissão: (escultor?)
Filosofia: “Conhece-te a ti próprio”, apoiado pela maiêutica.

PLATÃO

Nascimento/morte: (427/347 a C.)
Filiação: pai: Ariston, mãe Perictione (pertencia a uma das mais nobres famílias atenienses).
Nome: Aristocles, mas devido a sua constituição física, recebeu o apelido de Platão, que em grego significa de ombros largos.
Filosofia: teoria das ideias, ou como se desenvolve o conhecimento.
Obras escritas: A República, As Leis, O Político.

PRINCÍPIOS COMPARADOS (DOUTRINA)

DEUS

Para Sócrates, Deus é uma inteligência onipresente, onisciente, onipotente, absolutamente invisível ao homem. Deriva a prova da existência de Deus da finalidade do mundo. A ordem cósmica (o providencial de acontecer) é obra de um Espírito inteligente e não do acaso.

Para o Espiritismo, Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas a coisas. Seus atributos são: eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso e soberanamente justo e bom. Para crer em Deus é suficiente lançar os olhos às obras da sua Criação. Não há efeito sem causa. Se o efeito é inteligente a causa também o é.

ALMA

Para Sócrates, a alma participa da natureza divina e é dada por Deus ao homem; a vida não depende do corpo, depende da alma; através da união da alma ao corpo, a alma se macula, e só reconquista sua pureza pela libertação do corpo.

Para Platão o homem é a união da alma e do corpo. A alma é a essência do corpo, e tem a natureza das ideias. Alma é o princípio do movimento e da vida, portanto imortal.

Classifica-a em:
Alma racional – alma-cabeça;
Alma passional – alma-peito;
Alma apetitiva – alma-ventre.

Para o Espiritismo, a alma é o Espírito encarnado. Para progredir no mundo material, une-se ao princípio vito-material do gérmen, e sofre todas as limitações que a matéria impõe ao Espírito imortal.

REENCARNAÇÃO

Para Platão, se a alma, quando penetra o corpo, não busca manter sua pureza, quando morre o corpo, não retornará ao mundo das ideias, mas estará sujeita à transmigração para outro corpo de homem ou animal (metempsicose), segundo as predileções que tenha manifestado.

Para o Espiritismo, a alma, quando não atinge sua evolução espiritual completa, entra no mundo espiritual denominado de erraticidade, e espera por uma nova oportunidade de voltar a este mundo. A reencarnação num corpo material é uma consequência da impureza da alma.

PRINCÍPIOS COMPARADOS (MORAL)

JUSTIÇA

Sócrates e Platão tratam constantemente da purificação da alma.

Platão nos diz que para cada parte da alma há uma virtude:
Alma racional – sabedoria;
Alma passional – coragem, fortaleza;
Alma apetitiva – temperança.

A justiça engloba todos esses tipos de alma – requisitos essenciais para a harmonia do ser e, por conseguinte, para a felicidade. Quem pratica uma injustiça deve ser punido e a pena, a expiação, é a purificação (catharsis), ou seja, a libertação do mal anterior.

Para o Espiritismo, a Lei de Amor, Justiça e Caridade é a mais importante das leis naturais, porque resume todas as demais e dá-lhe suporte. O Código da Vida Futura segundo o Espiritismo pode ser resumido em: arrepender-se, sofrer e reparar o mal (injustiça).

RIQUEZA

Para Sócrates e Platão, a riqueza é um grande perigo. Todo homem que ama a riqueza não ama nem a si, nem o que está em si. O apego aos bens materiais é perda da alma.

Para o Espiritismo, a riqueza é uma prova mais difícil do que a pobreza, porque pode provocar o apego aos bens materiais, e dificultar o acesso aos bens espirituais.

MÁXIMAS

Sócrates e Platão: “É pelos frutos que se reconhece a árvore”.
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Espiritismo: encontra-se textualmente repetida nos Evangelhos;

Sócrates e Platão: “A virtude não se pode ensinar; ela vem por um dom de Deus àqueles que a possuem”.

Espiritismo: evoca os esforços para conquistá-la.

Sócrates e Platão: “É uma disposição natural, em cada um de nós, aperceber-se bem menos dos nossos defeitos que dos de outrem”.

Espiritismo: o Evangelho diz: “Vedes o argueiro no olho do vosso vizinho, e não vedes a trave que está no vosso”.

CODIFICAÇÃO DO ESPIRITISMO

Sócrates, quando ensina nas praças públicas, lança as sementes da maioridade terrestre, o formoso ideal da fraternidade e da prática do bem.

Jesus, cinco séculos depois, vem ensinar o “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Depois de Jesus tivemos os contributos de São Francisco de Assis, Santo Agostinho, Descartes, Kant, Espinosa, Barret, Crookes e outros.

Em 31 de março de 1848 originou-se um marco importante na história do Espiritismo: o Fenômeno de Hydesville.

Em 18/04/1857, com o lançamento de O Livro dos Espíritos, Kardec fornece ao mundo o embrião da Doutrina dos Espíritos.

Nos 145 anos que se sucederam à codificação, muitas obras espíritas vieram à luz para elucidar os vários aspectos da Doutrina.

Esses pensadores e médiuns espíritas não só complementaram obra magnífica de Allan Kardec como também procuraram divulgá-la mais de acordo com as necessidades de compreensão dos homens da atualidade.

Fonte: Ceismael

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
BRUN, J. Sócrates. Lisboa, Dom Quixote, 1960. (Coleção Mestres do Passado, n.º 9).
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed., São Paulo, IDE, 1984.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo, FEESP, 1995.
SANTOS, M. F. dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. 3. ed., São Paulo, Matese, 1965.
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