segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Mediunidade e Mundo Espiritual

Mediunidade, religião e religiosidade são temas abordados pelo médium e palestrante espírita Carlos Alberto Baccelli nessa exposição para a AEAK de SJRio Preto- São Paulo.


sábado, 22 de novembro de 2014

Notas da Vida



A chuva fecunda o solo.
A semente faz-se pão.
A caridade no mundo
É simples obrigação.

Há momentos de aspereza
Que magoam sem querer.
Ninguém demonstra fraqueza
Por perdoar e esquecer.

Quem se torna amor constante,
Em perene doação,
Guarda no peito uma estrela
Em lugar do coração.


Irthes Terezinha

Pelo médium Carlos A. Baccelli

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Livros de Baccelli



Alguns títulos da bibliografia de Carlos Alberto Baccelli.

NOS CÉUS DA GÁLIA

SINOPSE: Nos Céus da Gália – Romance sobre a vida de Allan Kardec, desde quando sacerdote druida, nas Gálias e, posteriormente, reencarnando na condição de Apóstolo do Cristo, até corporificar-se na França para, em meados do século XIX, a tarefa da Codificação do Espiritismo.

Trata-se de livro imperdível, repleto de ensinamentos e informações romanceadas sobre a trajetória de Allan Kardec e do Espírito da Verdade, tanto quanto de eminentes outros vultos druidas, essênios e cristãos que, mais tarde, haveriam de reencarnar para darem ensejo e triunfo à Terceira Revelação.

A FÉ TRANSPORTA MONTANHAS

SINOPSE: A Fé, do tamanho de um grão de mostarda, é capaz de remover montanhas! – disse-nos Jesus. Este livro foi escrito com este objetivo: fazer com que aumentemos a nossa Fé e sejamos capazes de superar, por mais pesados, todos os obstáculos da vida cotidiana. De enfrentarmos e vencermos as lutas mais árduas. De não permitirmos que o desânimo e o comodismo nos impeçam de seguir adiante. De perseverarmos na construção espiritual de nós mesmos. Temos absoluta certeza de que, depois de ler este pequeno livro e de meditar sobre as suas luminosas páginas, você nunca mais há de ser o mesmo!

EMMANUEL, MÉDIUM DO CRISTO

SINOPSE: Esta é uma obra que estuda a tarefa de Emmanuel junto ao médium Chico Xavier, demonstrando que ele, o lúcido espírito, nas obras que escreveu e naquelas outras cuja escrita supervisionou, igualmente se fez, do Outro Lado da Vida, médium do Pensamento de Jesus Cristo.

Portanto a Obra Mediúnica de Chico Xavier, no desenvolvimento da Codificação, não é obra de autoria de um só espírito – através de Emmanuel, toda ela recebeu o endosso espiritual do próprio Cristo, que, através do Pensamento, atuava sobre o fiel Mensageiro, direcionando-lhe as ações.

Emmanuel, que significa “Deus Conosco”, à semelhança do que o fizera Hippolyte León Denizard Rivail, ao adotar o pseudônimo de Allan Kardec, abdicou de seu próprio nome para que, por seu espírito, apenas o Espírito do Senhor se manifestasse.


NO PRINCÍPIO ERA O VERBO...

SINOPSE: Em companhia do Dr. Inácio Ferreira, Odilon Fernandes, Maria Modesto Cravo, Manoel Roberto, Domingas, Paulino Garcia – enfim, de toda a equipe do Hospital dos Médiuns, através deste livro, você realizará agradável e dinâmico estudo em torno da evolução do princípio inteligente, desde os seus primórdios sobre a Terra, compreenderá que, sendo universal, a Reencarnação acontece em todas as Dimensões em que a Vida se expressa, tanto nos Planos de matéria mais densa quanto nos Planos de matéria mais rarefeita – a Reencarnação no Mundo Espiritual!

VIANNEY CURA D´ARS

Sinopse: Notável romance sobre a vida de Vianney Cura d’Ars, um dos espíritos que, integrando a Falange do Espírito da Verdade, participaram da Codificação do Espiritismo. É dele a célebre página “Bem-aventurados os que têm fechados os olhos”, inserida por Allan Kardec no capítulo VIII, de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Pela comovente lavra espiritual de Irmão José, teremos oportunidade de acompanhar a história de um dos maiores médiuns de todos os tempos, embora atuando no seio da Igreja Católica, mas com a missão de abrir caminho para a Nova Era. A vida de Vianney, aqui narrada em detalhes emocionantes, dará a você mais ampla dimensão do trabalho que, em todos os setores, a Espiritualidade Superior desenvolveu para que o Espiritismo se tornasse sublime realidade sobre a Terra!

O JUGO LEVE

SINOPSE: Esta obra do Dr. Inácio Ferreira, pertencente à série “Saúde Mental à Luz do Evangelho”, encerra as explicações dos versículos que ele escolheu para comentar em seu próprio estilo.

Sem excesso de palavras e, como sempre, claro e objetivo, o estimado Instrutor transporta as lições do Evangelho para os dias atuais, auxiliando-nos a melhor entender o significado dos ensinamentos de Jesus.

“Vinde a mim!” Vinde conosco, estudar com o Dr. Inácio Ferreira mais esta preciosa obra de sua lavra.

AO MÉDIUM PRINCIPIANTE

SINOPSE: Este livro é de suma importância para os médiuns que estejam, realmente, interessados no desenvolvimento de suas faculdades, com o propósito de serem mais úteis à causa do Espiritismo no mundo. Obra de leitura amena e de profundas reflexões, Spartaco Ghilardi nela conseguiu reunir valiosas informações para aquele que deseja fazer-se médium, no exercício equilibrado de suas possibilidades mediúnicas, sem comprometer a si mesmo e a Causa que abraça. Cremos, sinceramente, que o presente compêndio será de grande importância para o estudo da Mediunidade, tanto para o médium, isoladamente, quanto para os grupos que se dedicam à sua prática salutar.


Fonte das sinopses e imagens: Leepp

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Lições da Natureza



Aprendamos com a natureza
A perdoar e servir.
A roseira sofre a poda
Respondendo com mais rosas.
Represado, o rio caudaloso
Ilumina as grandes cidades.
”O sândalo perfuma
o machado que o fere.”
O trigo triturado
Nutre milhões de seres.
Que as nossas dores sejam
Degraus de sublimação.


Irmão José

Psicografia de Calos A. Baccelli.

domingo, 16 de novembro de 2014

Carlos Baccelli em Entrevista


Nessa entrevista ao Blog do Alex, de Alex Guimarães, Carlos Alberto Baccelli relata mais um pouco da história de sua vida e atuação junto a doutrina espírita.


ALEX - Baccelli, você nasceu em berço espírita?
BACCELLI - Não. Embora os meus pais não fossem assíduos frequentadores da Igreja, sou de formação católica. Fui batizado e fiz a Primeira Comunhão. Desde criança, muito me impressionavam as imagens dos santos nos templos e sempre gostei de observar o colorido dos vitrais. Em mim, havia certa vocação para o sacerdócio que nesta encarnação, não cultivei.

ALEX - E quando se tornou espírita?
BACCELLI - A partir dos 17 de idade, comecei a ler obras espíritas. Eu criava passarinhos, e um senhor, nosso vizinho, de nome Sinésio Santino de Oliveira que, além de ser passarinheiro, era ouvires e alfaiate, vivia me convidando para ir ao Centro. Ele se curara de alcoolismo no "Bittencourt Sampaio" e, assim, vivia doutrinando a turma...Tanto insistiu, que, um dia, fui a uma reunião da Mocidade e nunca mais deixei de frequentar a casa. Os primeiros livros que ele me emprestou para ler foram de Kardec e León Denis. Recordo-me até hoje do esforço que fiz para ler "A Gênese"!

ALEX - Como você começou a psicografar?
BACCELLI - A vontade em escrever, em mim, era latente. As idéias vinham em cachoeira. Devo dizer, no entanto, que a proximidade com Chico Xavier me inibia. Como atrever-me á tanto? E depois, a turma de espiritas com a qual convivia em Uberaba era muito crítica: um médium não podia revelar tendência para a psicografia que estava querendo imitar o Chico... Muitos médiuns promissores não foram adiante por conta dessa tola comparação! O médium para ser médium precisa ser um pouco ousado. Foi assim: eu estava em meu quarto, deitado, quando subitamente me vi dominado por aquela vontade súbita de escrever... Levantei-me, fui para uma mesinha, peguei lápis e papel; aí o espirito Irmão José escreveu sua primeira páginas por meu intermédio.

ALEX - E você sentia assédio de espíritos obsessores?
BACCELLI - Sim, a coisa foi apertando aos poucos. Certa vez, acordei com a figura de um obsessor ao lado de minha cama, tentando me asfixiar! Pude vê-lo, como um monge de cabeça raspada, rosto afilado, olhos encovados, e senti a pressão de suas mãos na minha garganta. As perseguições espirituais duraram muito tempo. Eu pensava que estivesse doente e tinha medo de desencarnar. Os espiritos obsessores queriam que eu desistisse de ser espírita! Interessante: diz-se que muita gente chega á Doutrina pela dor e fica pelo amor... Comigo foi diferente: cheguei pelo amor e fiquei pela dor!

ALEX - E quais eram os sintomas e as maiores dificuldades encontradas quando você era obsediado?
BACCELLI - O coração acelerava, as mãos transpiravam com frequência, tinha uma estranha sensação de vertigem, prestes a cair a qualquer momento, até quando fazia palestras no "Bittencourt Sampaio", tinha a sensação de queda imenente, eu falava escorado na mesa... Quem também me auxilou muito, nesta fase, foi Antusa Martins. Eu ia tomar passes com ela, que atendia num pequeno casebre de madeira, nos fundos de sua casa. Eu a conheci através da Mocidade. Ela dizia que deveria ter paciência, que era assim mesmo, que tudo haveria de passar... E me mandava trabalhar! Como era surda-muda, a palavra "trabalho" era uma das poucas que ela conseguia pronunciar. Antusa devido ás suas faculdades mediúnicas, era uma surda-muda diferente, sua clarividência era extraordinária! A mediunidade lhe compensava as limitações físicas. Ela saía do corpo com extrema facilidade, tinha uma espécie de raio X nos olhos - quando se concentrava, nos enxergava o corpo por dentro, descrevendo o problema que acometia os órgãos enfermos...

ALEX - Você também chegou á trabalhar com ela?
BACCELLI - Sim, durante quase 3 anos fiz parte de sua equipe de médiuns passistas. Depois, no entanto, estudante de Odontologia que eu era, os horários na Faculdade foram apertando e me impediram de prosseguir. Mas nunca deixei de visitá-la. Quando chegava para vê-la, fora do horário habitual de visitas, ela sorria e, com gestos, descrevia o percurso que eu havia feito até sua casa. Nos dias em que não estava atendendo a multidão que a procurava ( a fila se estendia pelo corredor e saía pela rua), ela ficava confeccionando tapetes com retalhos, que vendia, com o intuito de obter recursos para comprar leite para as crianças de uma creche próxima.

ALEX - E quando você começou á frequentar o Grupo Espírita da Prece?
BACCELLI - Assim que Chico para lá se transferiu, em 1975. Durante algum tempo, permaneci frequentando a "CEC" (eu ainda era o Secretário) e o "GEP" (eu já namorava a Márcia); que de imediato, em companhia do pai Dr.José Thomaz, seguiu Chico ao "Grupo Espírita da Prece".

ALEX - E como foi a sua primeira psicografia por lá?
BACCELLI - Eu havia publicado um artigo na "Revista Internacional de Espiritismo - RIE"... onde eu comentava que Chico havia-nos dito, a mim e a outros amigos, que, ao tempo de Kardec, se acreditava na "Sociedade Espírita de Paris", que o Espirito da Verdade fosse João Batista. Acrescentei que, na mesma oportunidade, Chico nos falara sobre uma possível encarnação de Kardec como sendo Platão, que ao lado de Sócrates, havia sido um dos precursores da idéia cristã e do espiritismo. Ah, para quê! Um confrade de Uberaba, extremamente contestador, de imediato, escreveu, nas páginas da mesma revista, um artigo de fúria contra mim, no qual, inclusive, me chamava de jesuíta - foi das menores que disse ao meu respeito. Ao ler aquilo, Chico ficou contrariado e, com o intuiuto de tomar a minha defesa e dar uma resposta ao "fraterno" articulista, que sempre aparecia por lá, me convidou para psicografar á mesa do "Grupo Espirita da Prece". Interessante: a primeira página que psicografei ao lado de Chico foi uma mensagem de Irmão José...

ALEX - Você perguntou a Chico sobre a verdadeira identidade de Irmão José?
BACCELLI - Certa vez perguntei. Ele, então, me respondeu: "Ele me parece uma figura de um profeta, saindo das páginas do Antigo Testamento..." Com o tempo, vim a saber que ele havia sido José de Chipre, que convertido ao Cristianismo, adotou o nome de Barnabé.

ALEX - E quais outros espíritos se comunicaram por seu intermédio nesta época?
BACCELLI - Alexandre de Jesus, Odilon Fernandes, Eurícledes Formiga e outros com menor frequência; o próprio André Luiz, algumas vezes.

ALEX - E seu primeiro livro mediúnico em parceria com Chico foi á convite do próprio Chico?
BACCELLI - Exatamente, o que me causou grande alegria e espanto. Ele me disse que ali estava a pedido de Emmanuel e que eu deveria separar algumas páginas psicografadas por mim, a fim de serem avaliadas e revistas pelo nosso Benfeitor Espiritual.

ALEX - Ao todo sabemos que em parceria com Chico, foram escritos 10 livros, você poderia listá-los?
BACCELLI - "Fé" (1984), "Esperança e Vida" (1985), "Juntos Venceremos" (1985), "Crer e Agir" (1985), "Sementes de Luz" (1986), "Tende Bom Ânimo" (1987), "Palavras da Coragem" (1987), "Brilhe Vossa Luz" (1987), "Páginas de Fé" (1988) e "Confia Sempre" (1989).

ALEX - O que você acha mais dificil na Doutrina?
BACCELLI - Vivênciá-la! A minha luta cotidiana é por harmonizar o discurso com a prática. Creio, infelizmente, que muitos espíritas não atentam para a necessidade de renovação íntima - como alguns adeptos de outras crenças religiosas, continuam a crer que "se justificarão apenas pela fé que professam".

ALEX - E você Baccelli, se considera tranquilo ou ansioso?
BACCELLI - Em nível de consciência, tranquilo, mas ansioso pelo cumprimento do dever. Gostaria de ter a serenidade de Chico Xavier, que não usava relógio, mas tudo conseguia atender a tempo e a hora.


Trechos da entrevista a Alex Guimarães.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

És Único



Em meio a milhões e milhões de criaturas, não existe nenhuma que seja absolutamente igual a ti.

De certa forma, és único na Criação Universal.

Tudo foi criado em função de tua existência.

Deus se devota a ti com especial ternura.

Se não existisses ou deixasses de existir, algo ficaria faltando dentro do contexto natural da Vida.

O teu destino é grandioso e incomparável.

Aos olhos do Pai, sempre haverá alguma característica que te distinguirá de teus irmãos.

Onde te situares, serás tomado como ponto de referência do Amor e da Luz.

Por mais insignificante e sem importância te sintas, nada e ninguém te supera em importância e significado.

O menor de teus gestos tem extrema repercussão nas Leis que regem os princípios da Criação Divina.

És causa determinante ... e não efeito.

Acima de ti, apenas a Causa Primeira, que, sem ti, careceria de fundamento.


Irmão José

Do livro “Dias Melhores”, de Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Irmão José.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Carlos Baccelli - Sempre um Papo

Carlos Baccelli no programa de debates e lançamentos literários “Sempre um Papo” falando do lançamento do livro de sua autoria “Chico Xavier, o Médium dos Pés Descalços”. Na entrevista Baccelli narra fatos genuínos da vida de Chico Xavier, além de momentos e histórias de quando conviveu ao lado do amigo e médium mineiro.


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Revelação


Filhos, quantos permanecem na expectativa de novas revelações do Mundo Espiritual por suplemento da fé, olvidam que o Evangelho continua sendo a mensagem inédita da vida que todos carecemos assimilar.

A Ciência, sem dúvida, desvendará aos homens novos caminhos e a luz da Verdade gradativamente resplandecerá para as criaturas, todavia os preceitos básicos para a felicidade humana se resumem na lição do amor que o Cristo ensinou à Humanidade.

O maior desafio para o homem não se constitui na conquista do Cosmos ou no pleno conhecimento das leis que regem o mundo material: o seu maior desafio é a conquista de si mesmo, no domínio mais amplo das próprias emoções e dos pensamentos que se originam em seu mundo intimo.

A aplicação das virtudes cristãs no cotidiano - paciência, perdão e solidariedade -, ontem quanto hoje, dentre outras, é constante apelo à auto-superação que a cada dia se renova.

Tendo-nos sido legado há dois mil anos, o Evangelho não perde atualidade, porquanto as palavras do Cristo, expressando a Verdade, que jamais se altera, são de vida eterna.

Assim, não condicioneis a vossa crença na Doutrina às revelações que vos sejam formuladas sem critério pelos que habitam as dimensões da Vida Mais Alta.

Não façais a vossa fé depender do miraculoso e do sobrenatural, como se, mentes enfermas, sentísseis sempre a necessidade de vos alimentardes do que extrapola os limites do bom senso.

Os espíritos que, de hábito, convosco intercambiam ainda não diferem muito de vós outros e possuem parcos conhecimentos da Vida que se desdobra fora da matéria.

Habilitai-vos, em vosso mundo moral, para os acréscimos que desejais ao que já sabeis da Verdade.

Por outro lado, considerando-vos, considerai a falta de instrumentação mediúnica adequada para que as realidades de Além-Túmulo vos alcancem sem alterações significativas e sem comprometimento de sua autenticidade.

Filhos, contentai-vos com o que tendes, convictos de que ainda não sois gleba para mais farta semeadura.


Bezerra de Menezes

Do livro “A Coragem da Fé”, de Carlos Alberto Baccelli, pelo Espírito Bezerra de Menezes.

sábado, 8 de novembro de 2014

Carlos Baccelli em Entrevista


Carlos Baccelli e Chico Xavier


O médium uberabense Carlos Antônio Baccelli é considerado, atualmente, um dos principais biógrafos de Chico Xavier. Ao todo, ele e sua esposa, Márcia Baccelli, já escreveram 14 volumes que falam da vida e da trajetória do maior divulgador da doutrina espírita, além de dez livros mediúnicos publicados em parceria com o próprio Chico.

Há mais de 30 anos trabalhando na divulgação do Espiritismo, Baccelli passou grande parte desse tempo ao lado do amigo, desde que o conheceu em uma das reuniões da Comunhão Espírita Cristã. "Para minha surpresa, em uma dessas reuniões, Chico pediu para que alguém fosse me chamar, pois desejava me conhecer mais de perto. A partir desse momento, nasceu uma grande amizade entre nós", conta. Baccelli lembra que, quando a irmã Dalva Borges, que era a presidente, precisava se ausentar mais cedo do local, muitas vezes, o médium mineiro o deixava em seu lugar, tomando conta dos trabalhos. "Ficar pertinho do Chico era uma alegria indescritível", afirma.

Com o passar do tempo, os laços de amizade se tornaram cada vez mais sólidos. Baccelli diz que escrever sobre Chico Xavier sempre foi, ao mesmo tempo, simples e complexo, pelo fato deste nunca falar muito de si próprio, o que se tornou um obstáculo para uma maior aproximação, mesmo sendo amigos por quase 30 anos. A idéia de escrever a respeito do médium surgiu quando passou a produzir textos mensais para o jornal A Flama Espírita, de Uberaba (MG), e diversos outros periódicos, espíritas ou não. Logo, as matérias foram organizadas e deram origem ao livro Chico Xavier à Sombra do Abacateiro. "Hoje, eu e Márcia, minha esposa, que também escreve sobre Chico, temos uma pequena coleção biográfica de uma vida tão grandiosa", explica.
Nesta entrevista, Carlos Baccelli fala um pouco mais sobre o amigo Chico Xavier, o início de seu trabalho psicográfico e os livros produzidos em parceria com o médium mineiro.

Como aconteceu a sua primeira psicografia?
Carlos Baccelli – Estava em casa e senti um impulso para escrever, como se, naquele instante, alguém me envolvesse e conduzisse à pequena mesa de estudos em meu quarto. A mensagem foi grafada rapidamente e assinada por Irmão José, o benfeitor que tutela nossas atividades. Posteriormente, psicografando no Grupo Espírita da Prece a convite de nosso Chico, ao terminar de ler a página que eu recebi naquela noite, ele me disse: "Baccelli, tenho a impressão de que já ouvi essa voz antes". Chico se referia à voz de Irmão José, que leu sua própria mensagem através de mim. Mais tarde, tudo se esclareceu: o referido benfeitor espiritual era o mesmo que trabalhava com a médium Maria Modesto Cravo, a quem o Dr. Inácio Ferreira se refere em seus livros Sob as Cinzas do Tempo e Do Outro Lado do Espelho.

Atualmente, quais são suas principais atividades dentro da doutrina espírita, incluindo obras sociais?
Carlos Baccelli – Dirijo a Casa Espírita Bittencourt Sampaio, que freqüento há mais de 30 anos, e o Lar Pedro e Paulo, que é um de seus departamentos assistenciais. Várias obras que escrevo são mediúnicas e, outras, de minha própria autoria, todas publicadas por diversas editoras. Viajo pelo Brasil para realizar palestras, seminários e, quando possível, sessões de psicografia, em um desdobramento das atividades mediúnicas que acontecem aos sábados e domingos, pela manhã, no Lar Pedro e Paulo, uma instituição que abriga idosos de ambos os sexos.

Até o momento, quantos livros você já psicografou? Quais deles você destacaria?
Carlos Baccelli – Algumas dezenas de livros mediúnicos de nossa co-autoria já foram publicados pela editora Ideal, outros pelo IDE, pela Didier e, mais recentemente, pela LEEPP. Considero os livros de autoria espiritual de Odilon Fernandes, Inácio Ferreira, Paulino Garcia, Irmão José, Eurípedes Formiga, entre outros, de significativa importância doutrinária. Particularmente, destaco as obras Conversando com os Médiuns, Do Outro Lado do Espelho, Vigiai e Orai, Jardim de Estrelas e As Duas Faces da Vida.

Qual foi o último livro psicografado?
Carlos Baccelli – Foi As Duas Faces da Vida, de Paulino Garcia, um jovem que, sob a orientação do dr. Odilon Fernandes, vem escrevendo uma série sobre suas experiências no mundo espiritual. Outro livro, este já no prelo para lançamento em novembro, é Na Próxima Dimensão, do dr. Inácio Ferreira, que, inclusive, narra lances do desencarne de Chico Xavier.

Você chegou a escrever algum trabalho em parceria com Chico?
Carlos Baccelli – Sim, temos dez livros mediúnicos publicados em parceria: oito pelo Ideal (Instituto de Difusão Espírita André Luiz), de São Paulo (SP), e dois pelo IDE (Instituto de Difusão Espírita), de Araras (SP). Sinceramente, pelas oposições que podia constatar, considerava um feito termos ido tão longe a cada vez que saía um livro de nossa parceria mediúnica. No entanto, desde o princípio, quando ele me visitou em meu consultório odontológico e me convidou para o trabalho conjunto dos livros, Chico me alertou a respeito das dificuldades que os próprios companheiros espíritas criariam para nós neste sentido.

De onde vem todo o material que serve de base para suas obras?
Carlos Baccelli – O material do qual se constituem as obras sobre Chico Xavier é, em grande parte, de próprio punho, mas também foram aproveitados textos de outros autores considerados relevantes. Quase todo o material fotográfico dos livros, que são verdadeiros álbuns, foi conseguido por mim, eu sempre comparecia às reuniões munido de uma máquina fotográfica. Chico também fazia chegar às minhas mãos documentos, páginas e fotos mais raras, que enriqueceram o trabalho.

Tantos anos convivendo com Chico Xavier devem ter gerado muitas histórias marcantes para contar. Você poderia nos citar algumas?
Carlos Baccelli – Existem muitas passagens especiais, mas nunca prestei mais atenção nas histórias do que na pessoa que ele era. O fenômeno mediúnico pode ser encontrado em qualquer centro espírita e, às vezes, até fora, porém, estar diante de um mestre de algum espírito encarnado é raro. Ele era uma pessoa especial, singular, insubstituível. Temos muitos companheiros bons dentro da doutrina e fora dela, mas não com o brilho espiritual de Chico Xavier. Tenho muita saudade dele, vontade de vê-lo outra vez, mas sem a necessidade de conversar, apenas de contar com sua presença, que irradiava muito e ensinava bondade. Hoje em dia, é muito difícil encontrarmos juntas duas coisas que são as que mais precisam estar unidas: fé e sinceridade. E encontrávamos essas duas virtudes em Chico, ele era transparente, a mesma pessoa o tempo todo e em qualquer lugar, não representava. Tive a oportunidade de estar com ele no centro espírita e em sua casa, tivemos encontros semanais durante muitos anos. Em todo esse período, pude notar que, apesar das limitações físicas, ele prosseguia em seus propósitos, porque somente Jesus se isentou de tais obstáculos. Apesar das dificuldades, Chico superava as limitações. Costumo dizer que, para mim, ele não era um anjo executando a tarefa de um homem, mas, pelo contrário, era um homem executando a tarefa de um anjo, de um espírito iluminado superior, e isso o fazia maior. Ele lutou contra todos os problemas que também enfrentamos: familiares, profissionais, de sobrevivência, de relacionamento com as pessoas. No entanto, era sincero quando dizia ser um cisco, não acreditava ser uma estrela. Essa era a diferença, por isso, não deixava se idolatrar. Às vezes, falávamos alguma coisa em tom de elogio e ele nos dizia: "Eu aceito o que você está dizendo como incentivo para que eu venha a ser o que ainda não sou". Eu considero esses momentos mais marcantes, talvez os mais difíceis de serem expressados com palavras verbalizadas ou escritas, pois eram apenas sentidos. Próximos de Chico, todos os presentes podiam ouvir o que ele dizia, mas o que se sentia era muito maior.

Depois da partida de Chico para o plano espiritual, você pretende escrever mais alguma obra biográfica sobre ele ou prestar alguma homenagem?
Carlos Baccelli – Estou sempre atento, mas, infelizmente, não tenho mais acesso à farta documentação remanescente. Imagino que aqueles que possuem esses dados não estarão dispostos a cedê-los graciosamente e, de minha parte, só posso lamentar. Porém, ainda em abril deste ano, às vésperas de seu desencarne, ocorrido no final de junho, publicamos a obra Chico Xavier, o Apóstolo da Fé pela LEEPP, homenageando seus 75 anos de mediunidade. Vale lembrar também que o livro Chico Xavier, Mediunidade e Paz está sendo traduzido para o italiano.

Qual é a sua maior lembrança de Chico Xavier?
Carlos Baccelli – Minha maior lembrança dele é a sua alegria. Chico se esforçava para estar sempre bem e costumava brincar com suas próprias limitações físicas. Quando começou a ter dificuldades para caminhar, ele disse: "Há muitos anos que venho tratando do corpo, agora chegou a hora de tratar do esqueleto". Ele era tão sábio quanto os espíritos mais elevados que por ele se expressavam, a bondade de seu coração superava sua grandeza mediúnica.

Em sua opinião, como fica a doutrina espírita com a partida de Chico Xavier? Aumenta a responsabilidade de outros médiuns?
Carlos Baccelli – A doutrina é dos espíritos e, portanto, ela é mais do Chico agora do que sempre foi. Creio que a responsabilidade continua do mesmo tamanho, pois quem não se sentia responsável ontem, não se sentirá hoje. Infelizmente, o que vemos são vários companheiros de ideal, médiuns ou não, extrapolando. Até sobre o desencarne do Chico há quem queira tirar proveito. Muitos podem estar perto da mediunidade de Chico, mas estão longe de seus exemplos.

Existem muitas pessoas afirmando terem recebido mensagens de Chico Xavier após o seu desencarne. Como você analisa essa questão?
Carlos Baccelli – Como uma coisa natural. Não digo que sejam ou deixem de ser verdadeiras, pois a mediunidade é um mundo muito vasto e complexo, nossos pensamentos são ondas que estão à disposição de quem se habilite a captar e cada um faz isso de uma maneira. Como acontece com mensagens atribuídas ao dr. Bezerra de Menezes, André Luiz, Eurípedes Barsanulfo, entre outros, não podemos dizer que sejam ou não verídicas. É por isso que temos de estudar, ler O Livro dos Médiuns na parte em que Allan Kardec trata da identidade dos espíritos, porque não se identificam pelo nome ou pela assinatura, mas pelo pensamento. Acredito que as idéias de Chico estejam por aí, soltas no ar à disposição dos sensitivos, porém, a questão agora é a maior ou menor fidelidade a elas. Na mediunidade, normalmente entendemos que o espírito vem ao médium, embora, às vezes, seja o médium que pode ir ao espírito. Não podemos esquecer que um médium é um espírito se comunicando com outro. Quando você quer falar com uma pessoa, liga ou vai atrás dela e esta pode recebê-la ou não, depende de sua vontade.

Atualmente, há uma preocupação e uma ansiedade muito grande de alguns médiuns no sentido de receberem mensagens psicografadas. Se por um lado, elas podem aliviar um pouco os corações angustiados, por outro, muitas pessoas acabam duvidando da autenticidade da mensagem e acabam sofrendo mais ainda. Por que situações como essa acontecem dentro dos centros espíritas?
Carlos Baccelli – O assunto é muito vasto e não conseguiríamos resumir em poucas palavras, mas vamos fazer algumas considerações. Em uma de suas epístolas, Paulo afirmou que a profecia é para os que acreditam, não para os que duvidam. Na realidade, excetuando-se uma ou outra mensagem na qual o espírito consegue ser ele mesmo através de um médium, como, por exemplo, era o caso de Chico Xavier, podemos questionar quase todos os comunicados do além. Inclusive, pode-se indagar também sobre uma materialização. Portanto, se a dúvida existe com relação a um fenômeno físico, por que não em relação a um de ordem intelectual, mais inacessível aos nossos sentidos físicos? Tomé, um dos 12 discípulos, questionou os companheiros sobre a aparição de Jesus e, não contente em vê-lo, pediu ao Mestre que tocasse em suas chagas. Então, Jesus disse: "Tomé, em verdade, você está crendo no que viu, agora, bem-aventurados os que não viram e creram".

E o que deve ser feito para que haja credibilidade nas mensagens?
Carlos Baccelli – Temos de entender que não é só o médium que deve estar preparado para receber a mensagem, bem como o espírito para transmiti-la, mas os familiares também. Não adianta termos uma boa semente nas mãos se a terra não está pronta. O que precisamos nas casas espíritas, mais do que mediunidade, é o incentivo ao estudo. Por meio do conhecimento da doutrina, os médiuns adquirem maior discernimento e, vez por outra, os espíritos que se comunicam com eles também serão constrangidos a isso. Eles agirão com mais cautela, pois incluirão os parentes encarnados no universo de suas preocupações e pesarão a receptividade das mensagens. Penso que a mediunidade é muito importante no centro espírita, mas o que está faltando é um maior conhecimento da doutrina. O médium é um auxiliar dos espíritos, mas isso não exclui a necessidade de estudar. Quando Chico começou, ele teve uma professora que se ofereceu para lhe transmitir algumas noções de português. Temos que desmistificar o fato de que o médium só será autêntico se for analfabeto, isso é um tabu. Eu diria que, quanto menos preparado em todos os sentidos, maior será o obstáculo para os espíritos. Psicografar é a parte mais fácil da mediunidade, difícil é materializar o espírito da doutrina por meio do bom exemplo, das boas obras, da boa vontade, da humildade.

Qual foi a maior lição que você extraiu desses vários anos de convivência com Chico Xavier?
Carlos Baccelli – A maior lição não pode ser resumida em uma frase ou palavra, teria que ser transmitida através do silêncio. O maior exemplo dado por ele deveria ser resumido na reflexão sobre tudo que Chico foi e continua sendo, que inspirou, inspira e continuará inspirando o movimento espírita. Mas a lição com a qual mais me identifico é o fato dele ter continuado a cumprir os deveres na condição de médium. Apesar das críticas que recebia e das dificuldades pessoais, ele perseverou esse tempo todo sem se desviar, sem deixar de ser fiel às suas origens e condições, continuou sempre o mesmo. Hoje em dia, quando publica um livro ou vai falar em uma tribuna para muitas pessoas, o médium se transforma, perde a simplicidade. Chico nunca a perdeu, jamais deixou de ser aquele homem simples que começou em Pedro Leopoldo aos 17 anos de idade e recebeu sua primeira mensagem no dia 08 de julho de 1927. O maior desafio que ele nos deixou é o de sermos médiuns como ele. Publicar livros, psicografar mensagens, conversar com os espíritos, tudo isso é fácil. Difícil é professarmos nossa crença com sinceridade, para que as pessoas sintam em nós o cheiro de verdade que sentiam em Chico Xavier. Ninguém o procurava apenas por conta dos espíritos, mas também porque sentiam nele algo da presença de Jesus Cristo, o perfume do evangelho, uma fonte de água pura. Talvez elas nem se dessem conta disso.

Para você, quem foi Chico Xavier? Qual a sua importância para o planeta?
Carlos Baccelli – Para mim, Chico Xavier foi o maior fenômeno mediúnico de todos os tempos, o legítimo continuador de Allan Kardec. Eu o nivelo a Francisco de Assis, cuja vida – e isso é uma opinião quase unânime entre os cristãos – foi a que mais se aproximou da vivida por Jesus Cristo.


Este artigo foi publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição especial 05

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

No Teu Interior



A rigor, sombra ou luz são estados de tua própria alma.

Alegria ou tristeza emergem em teu interior.

Toda criatura encerra consigo um poder transformador.

O teu sorriso é luz que acendes na face, iluminando a Vida.

Alivia o teu coração do peso de toda mágoa.

Experimenta sentir contigo a leveza do perdão.

Não vibres negativamente contra os teus semelhantes.

Nem te regozijes com o fracasso de teus desafetos.

O coração mais endurecido não resiste a um ato de ternura.

Aproxima-te dos que se distanciam de ti, sem colaborares para que a distancia se faça ainda maior.

Se da parte dos outros pode haver descaso, da tua pode existir indiferença.

Muitos têm inimigos, porque fazem questão de tê-los.


Irmão José

Do livro “Dias Melhores”, de Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Irmão José.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Biografia de Carlos Alberto Baccelli


Carlos A. Baccelli Nascido em Uberaba - MG, em 9 de novembro de 1952, é filho de Roberto Baccelli e Maria Odette Prata Baccelli. Casado com a Professora Márcia Queiroz Silva Baccelli é pai de dois filhos, Thiago e Marcela.

Formado em Odontologia, é funcionário aposentado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Há 43 anos cooperando com as atividades da Casa Espírita “Bittencourt Sampaio”, Baccelli é idealizador e fundador de várias instituições espíritas em Uberaba, entre as quais o Grupo Espírita “Pão Nosso”, o Lar Espírita “Pedro e Paulo”, o Grupo Espírita “Irmão José”, a “Casa do Caminho”, esta última de amparo às vítimas do HIV.

Como escritor e jornalista, é autor de várias obras de significativa importância para a Doutrina: “O Espiritismo em Uberaba”, “Chico Xavier, Mediunidade e Coração”, “Chico Xavier, Mediunidade e Vida”, “Chico Xavier, Mediunidade e Luz”, “Chico Xavier, Mediunidade e Ação”, “Chico Xavier, Mediunidade e Paz”, “Chico Xavier, à Sombra do Abacateiro”, “Chico Xavier e Emmanuel”, “Chico Xavier, 70 anos de Mediunidade”, “As bênçãos de Chico Xavier”, “O Evangelho de Chico Xavier”, “Chico Xavier o Apóstolo da Fé”, “Orações de Chico Xavier”, “Chico Xavier a Reencarnação de Allan Kardec”, “100 Anos de Chico Xavier”, “Chico Xavier, o Médium dos Pés Descalços” e outros.

Foi durante muito tempo diretor da Aliança Municipal Espírita de Uberaba e secretário da “Comunhão Espírita Crista”, antiga casa de trabalho do médium Chico Xavier. Com Chico Xavier, no “Grupo Espírita da Prece”, publicou vários livros em parceria mediúnica editados pelo IDEAL, de São Paulo, e pelo IDE, de Araras - livros que lhe abriram caminhos para o trabalho mediúnico que agora se amplia com outros que têm sido publicados pela “DIDIER” de Votuporanga - SP e Editora LEEPP de Uberaba - MG, totalizando já 134 títulos publicados.

Como orador tem viajado pelo Brasil e pela Europa levando consigo a mensagem da Terceira Revelação, sendo que, por quase 3 anos consecutivos apresentou na TV local o apreciado programa “Espiritismo Explicando”. Como se percebe pelas suas múltiplas atividades, Baccelli procura não perder tempo e, nesse resumo, não se encontraram em registro as tarefas que desenvolve na periferia de Uberaba, junto às comunidades carentes.


domingo, 2 de novembro de 2014

Homenageado do Mês


Nesse mês o Manancial de Luz homenageia o médium e orador espírita mineiro, Carlos Alberto Baccelli pela passagem de sua data natalícia. Fundador de várias instituições espíritas em Uberaba, sua cidade natal, Baccelli além de grande divulgador da doutrina espírita é também colaborador há mais de trinta anos das atividades da Casa Espírita Bittencourt Sampaio. Conviveu ao lado do médium Chico Xavier por mais de vinte e cinco anos e com ele lançou dez obras psicográficas, tendo hoje uma vasta bibliografia espírita publicada.

Conheça nesse especial um pouco da vida e obra dessa eminente personalidade espírita da atualidade.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Material Didático para Evangelizadores Espíritas


Encerramos o especial do mês de outubro “Evangelizar para o Futuro”, divulgando uma relação de material didático para download, destinados ao auxílio a evangelizadores em sua tarefa de levar o conhecimento e as lições doutrinárias espíritas às crianças e jovens.

TEXTOS

A Educação
A criança (nossa missão)
A criança obsidiada
A Importância da Evangelização
Bullying
Criança Ïndigo e Cristal
Mensagem de Blandina aos evangelizadores
O Adolescente: Possibilidades e Limites - Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira
O Amor e as diferentes formas de amar
Psicografia de André Luiz sobre a criança

CURSOS

Curso "Brincando e Estimulando a Criança"
Apostila do Evangelizador (pdf)


TEXTOS. ARTIGOS. APOSTILAS. LIVROS

Indicadores da Qualidade na Evangelização

Artigos sobre Evangelização infantil
A importância de fazermos o evangelhos com os filhos
A importância dos filhos na evangelização
A droga na infância
Chacras
Curso de preparação de evangelizadores
Como contar história na evangelização infantil
Crianças que bebem
Como aproximar os adolescentes na casa Espírita
Dificuldade dos pais se aproximarem dos filhos na adolescência
O que é Evangelização Infantojuvenil? (FEB)
Hábitos do bom evangelizador
O que há por trás dos contos infantis
O Livro dos Espíritos para infância e Juventude vol I - Allan Kardec
O Livro dos Espíritos para infância e Juventude vol II - Allan Kardec
Primeiras lições de moral na infância
Técnicas para evangelizar (apostila)


PPS

Formas de Relacionamento entre pais e filhos - Carolina Von Scharten
Saúde da Relação pais e filhos - Carolina Von Scharten
A Educação e o Centro Espírita - Cláudia Werdine
Mediunidade na Infância

PDF

A qualificação do Evangelizador Infanto-Juvenil: reflexões e sugestões


BLOGS DE EVANGELIZAÇÃO ESPÍRITA

O Manancialzinho - espiritismo para crianças e jovens.
Escolinha Espírita - aulas e material didático para evangelizadores.
Aulas para Evangelização Infantil
Blog Renascer
Pelos Caminhos da Evangelização
Evangelização Infantil
Evangelizar é Saber Amar

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Homenagem ao Dia do Livro



O Livro


Ei-lo! Facho de amor que, redivivo, assoma
Desde a taba feroz em folhas de granito,
Da Índia misteriosa e dos louros do Egito
Ao fausto senhoril de Cartago e de Roma!

Vaso revelador retendo o excelso aroma
Do pensamento a erguer-se esplêndido e bendito,
O Livro é o coração do tempo no Infinito,
Em que a idéia imortal se renova e retoma.

Companheiro fiel da virtude e da História,
Guia das gerações na vida transitória,
É o nume apostolar que governa o destino;

Com Hermes e Moisés, com Zoroastro e Buda,
Pensa, corrige, ensina, experimenta, estuda,
E brilha com Jesus no Evangelho Divino.


Olavo Bilac

Fonte: XAVIER, Francisco C. Parnaso de Além-túmulo. 18. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. p. 411. Edição Comemorativa – 70 anos

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Fundamentos da Evangelização Espírita



O Que é Evangelização Espírita Infantojuvenil


[...] educar uma criança e um jovem à luz do Espiritismo é semear luz pelos caminhos do futuro… (Vianna de Carvalho)

Evangelização Espírita Infantojuvenil é toda a atividade voltada ao estudo da Doutrina Espírita e à vivência do Evangelho de Jesus junto à criança e ao jovem.

Sua ação visa:

- promover a integração do evangelizando consigo mesmo, com o próximo e com Deus;

- proporcionar o estudo da lei natural que rege o Universo e da “natureza, origem e destino dos Espíritos bem como de suas relações com o mundo corporal” (Allan Kardec, O que é o Espiritismo, Preâmbulo); e

- oferecer ao evangelizando a oportunidade de perceber-se como ser integral, crítico, consciente, participativo, herdeiro de si mesmo, cidadão do Universo, agente de transformação de seu meio, rumo a toda perfeição de que é suscetível. (Cecília Rocha e equipe. Currículo para as Escolas de Evangelização Espírita Infantojuvenil. 4. ed. 2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011.)

Na Instituição Espírita, a atividade de Evangelização abrange as aulas de evangelização espírita, momento especial de convivência, aprendizado, reflexão, compartilhamento de experiências e construção de vínculos de amizade e de fraternidade entre as crianças e os jovens frequentadores.

A ação evangelizadora envolve, ainda, pais e familiares, convidando-os a participarem de grupos ou reuniões voltados ao estudo de temas relacionados à vida em família, fundamentados à luz da Doutrina Espírita.

A relevância da tarefa é destacada por vários benfeitores espirituais, dentre eles, Guillon Ribeiro, ao afirmar que “é imperioso se reconheça na evangelização das almas tarefa da mais alta expressão na atualidade da Doutrina Espírita”; e Vianna de Carvalho, ao sintetizar que:

[...] à Evangelização Espírita Infantojuvenil cabe a indeclinável tarefa educacional de preparar os futuros cidadãos desde cedo, habilitando-os com as sublimes ferramentas do conhecimento e do amor para o desempenho dos compromissos que lhes cumprirá atender, edificando a nova sociedade do amanhã.

Quem é o Evangelizador ?


Abençoados os lidadores da orientação espírita, entregando-se afanosos e de boa vontade ao plantio da boa semente! (Guillon Ribeiro)

Considerando-se que o coração infantojuvenil é abençoado solo onde se deve albergar a sementeira de vida eterna (Vianna de Carvalho), a evangelização espírita apresenta-se como verdadeiro campo de semeadura e o evangelizador como responsável semeador.

Sua ação deve ser pautada nos princípios da fraternidade, do afeto e da fidelidade doutrinária, de modo a oportunizar às crianças e aos jovens momentos de aprendizado e de convívio com vistas ao conhecimento espírita e à vivência dos ensinamentos de Jesus.

Sensibilidade, coerência, empatia, responsabilidade, conhecimento, alegria e zelo são algumas das características dos evangelizadores, que buscam a construção de espaços interativos de aprendizado e de confraternização junto aos evangelizandos.

Para tanto, o evangelizador deve valer-se da adequada e contínua preparação pedagógica e doutrinária, para que

[...] não se estiolem sementes promissoras ante o solo propício, pela inadequação de métodos e técnicas de ensino, pela insipiência de conteúdos, pela ineficácia de um planejamento inoportuno e inadequado. Todo trabalho rende mais em mãos realmente habilitadas.” (Guillon Ribeiro).

Mediante a relevância da ação evangelizadora, Bezerra de Menezes sintetiza o caminho a ser trilhado, afirmando que “com Jesus nos empreendimentos do Amor e com Kardec na força da Verdade, teremos toda orientação aos nossos passos, todo equilíbrio à nossa conduta”, e convida a todos para abraçarem, com empenho e afinco, a tarefa de evangelização junto às almas infantojuvenis, “com a mesma ansiedade e presteza com que o agricultor cedo acorda para o arroteamento do solo, preparando a sementeira de suas esperanças para abundantes messes da colheita pretendida”.

Quem é o Evangelizando?


O evangelizando é um ser espiritual, criado por Deus e que participa dos dois planos da vida: do físico e do espiritual.

Nesse processo de autoaperfeiçoamento, o educando se transforma e transforma a realidade que o circunda.

Como foco do processo educativo, deve ser visto de forma integral, ao mesmo tempo que integrado com seu grupo social e com a Natureza, da qual faz parte.

Quem é a Criança?


[...] a criança e o jovem evangelizados agora são, indubitavelmente, aqueles cidadãos do mundo, conscientes e alertados, conduzidos para construir, por seus esforços próprios, os verdadeiros caminhos da felicidade na Terra. (Guillon Ribeiro)

A criança é um Espírito reencarnado, dotado de habilidades desenvolvidas ao longo de suas múltiplas existências, bem como de necessidades em fase de aperfeiçoamento.

A Evangelização no período da infância representa ação relevante e imperiosa, capaz de contribuir com o processo de aprimoramento da criança, considerando-se que:

- Encarnando, com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo (O Livro dos Espíritos, questão 383); e que

- [...] o Espírito da criança pode ser muito antigo e que traz, renascendo para a vida corporal, as imperfeições de que se não tenha despojado em suas precedentes existências (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 8, it. 3).

Considerando a criança como ser histórico — herdeiro de experiências pretéritas — e eterno, em constante processo de aprimoramento, o tempo presente mostra-se favorável ao correto investimento na alma infantil, fortalecendo-a para a jornada reencarnatória e apontando roteiros seguros pautados na vivência do amor. Nesse sentido, Amélia Rodrigues alerta-nos que evangelizar é trazer Cristo de volta ao solo infantil como bênção de alta magnitude, convidando a todos para uma ação condizente e coerente com a mensagem cristã.

Quem é o Jovem?


A criança é sementeira que aguarda, o jovem é campo fecundado, o adulto é seara em produção. Conforme a qualidade da semente, teremos a colheita. (Amélia Rodrigues)

O jovem é um Espírito em fase de desenvolvimento, definições e escolhas. A juventude é um período propício à reflexão acerca da vida e ao alinhamento dos objetivos reencarnatórios, mediante os contextos e as possibilidades que se apresentam, convidando o jovem ao exercício do autoconhecimento, da reforma íntima e ao cultivo de atitudes responsáveis por meio do seu livre-arbítrio e do reconhecimento da Lei de Causa e Efeito.Identifica-se, nesse momento, o benéfico efeito do estudo e da vivência da mensagem cristã desde a fase da infância, cujo conhecimento fortalece as almas infantojuvenis para a adequada tomada de decisões e para a escolha de caminhos saudáveis e coadunados aos ensinamentos espíritas.

A ação orientadora da Evangelização é destacada por Guillon Ribeiro², ao afirmar que “sua ação preventiva evitará derrocadas no erro, novos desastres morais”; e por Francisco Thiesen3, ao expor que:

Dignificados pelo conhecimento e vivência dos postulados espíritas-cristãos que aprenderam na Infância e na Juventude, enfrentam melhor os desafios que os surpreendem, ricos de esperança e de paz, sem se permitirem afligir ou derrapar nas valas do desequilíbrio, da agressividade, da delinquência.

Afeto, criatividade, movimento, idealismo, arte e informação são alguns dos muitos elementos que permeiam o mundo jovem e que, associados ao conhecimento espírita e à vivência dos ensinamentos cristãos, contribuem para a formação de verdadeiras pessoas de bem.


Qual o Papel da Família?


Conquanto seja o lar a escola por excelência [...] [os pais] jamais deverão descuidar-se de aproximá-los dos serviços da evangelização, em cujas abençoadas atividades se propiciará a formação espiritual da criança e do jovem diante do porvir. (Bezerra de Menezes)

A família assume relevante função no processo evolutivo dos Espíritos reencarnantes. A maternidade e a paternidade constituem verdadeiras missões, visto que “Deus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem” (O Livro dos Espíritos, questão 582). Os pais e familiares representam, nesse sentido, evangelizadores por excelência, assumindo séria tarefa educativa junto às crianças e aos jovens que compõem seu núcleo familiar:

[...] inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus essa alma; tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes. Os vossos cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem-estar futuro. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho confiado à vossa guarda?” (Santo Agostinho, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 14, it. 9).

Tendo em vista a relevante orientação, os núcleos familiares devem promover um ambiente doméstico afetuoso, coerente e evangelizador, de modo a favorecer o desenvolvimento moral dos filhos e a orientá-los para o caminho do bem. A reunião de Evangelho no Lar representa especial momento de estudo em família, convivência e aprendizagem, e os grupos e reuniões de pais oferecidos pelas Instituições Espíritas podem auxiliá-los a melhor compreenderem a sublime oportunidade da maternidade e da paternidade. Portanto, “que os pais enviem seus filhos às escolas de evangelização, interessando-se pelo aprendizado evangélico da prole, indagando, dialogando, motivando, acompanhando…” (Guillon Ribeiro).


Fonte: FEB (Federação Espírita Brasileira)
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