quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Boas Notícias

Esse é o nosso destaque para algumas das notícias positivas que aconteceram entre os meses de novembro e dezembro de 2009 :


Mundo sem Guerras

Sensação de Esperança à mostra no Fórum Zero Armas Nucleares


O Fórum Zero Armas Nucleares foi realizado em Toronto essa semana, trazendo consigo renomados experts e ativistas para discussões informativas sobre o desarmamento nuclear. Cerca de 250 pessoas participaram, e o que talvez tenha sido o mais notável foi que todas as conversações foram com o sentimento de otimismo e esperança que chegar a um mundo livre de armas nucleares está se tornando possível.

Pressenza Toronto, 15-11-2009: O prefeito David Miller deu o ponta-pé inicial, calorosamente recebendo todos os convidados e participantes, e falando pessoalmente sobre a experiência de sua própria família na Segunda Grande Guerra. O prefeito Miller é um membro dos Prefeitos pela Paz e também aderiu a Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência.

O primeiro palestrante, conectado através de vídeo-conferência ao vivo, foi o presidente dos Prefeitos pela Paz, o prefeito de Hiroshima, Tadatoshi Akiba. O Akiba falou sobre o novo momento de esperança trazido pela administração Obama, e disse que enquanto Obama estiver se movendo cautelosamente, ele ainda estará se movendo mais rápido em direção ao desarmamento do que se poderia imaginar a apenas alguns anos atrás.

Realmente, ele disse que as declarações de Obama sobre as metas na redução de armamento ainda parecem estar fora da própria visão dos Prefeitos pela Paz, por volta do ano 2020, e sabiamente remarcou que “Nós deveríamos prestar atenção à velocidade na qual o mundo está mudando, ou podemos nos descobrir obsoletos.”

Anthony Cary, alto comissionado britânico no Canadá, também ecoou esse senso de otimismo, falando sobre como “depois de uma década de impasses, há realmente uma esperança agora para o desarmamento nuclear.” Cary recebeu vários questionamentos da platéia sobre os submarinos britânicos Trident e da necessidade de conectar a questão da proliferação da energia nuclear aos armamentos nucleares.

O renomado escritor Jonathan Schell encerrou a primeira noite com uma conversa envolvente sobre como estamos agora “na sétima década da era nuclear”. Destacou que a surpreendente aparição de componentes da ala de direta às vozes pelo desarmamento, dizendo que quando pessoas como Kissinger começam a fazer declarações públicas sobre a necessidade do desarmamento, “é como o sacerdócio se voltando contra seu próprio dogma.”. Schell naturalmente congratulou esse desenvolvimento, explicando que tal apoio, “retira-nos do gueto político no qual costumávamos nos encontrar.”

O discurso continuou com uma olhada na distância entre a visão de Obama de “sem armamentos nucleares” e as decisões concretas das negociações atualmente sendo realizadas, explicando que isso fora o resultado da permanência de uma “mentalidade de desencorajamento” quando, de fato, “arsenais nucleares são proliferantes, não desencorajadores”. Para terminar, Schell ressaltou que a questão do desarmamento nuclear precisar estar ligado às mudanças climáticas, e vista como “parte de uma agenda maior para a Terra”, dado que ambas as questões afetam a sobrevivência de nossa espécie e toda a vida no planeta.

“Um mundo sem guerras um dia foi um sonho, e agora é uma necessidade”, concluiu ele, para ser animadamente aplaudido.

No sábado, o painel intitulado “Superando os obstáculos” voltava-se a questões de verificação do cumprimento de tratados e impasses entre Estados Unidos e Rússia; “Zona Ártica livre de Armas Nucleares” voltam a como estabelecer tal zona tornando-a possível, “Despertar e Sustentar a Vontade Política”, realizadas pelo ativista-acadêmico, e ex-embaixador canadense pelo desarmamento, Douglas Roche.

O Fórum Zero Armas Nucleares foi organizado por Metta Spencer de Ciência pela Paz, e co-patrocinado pelo grupo canadense Pugwash, Físicos pela sobrevivência Global, e a canadense Voz Feminina pela Paz.

Roberto Verdecchia


17 novembro, 2009 de Winagaoka
Fonte: Marcha Mundial Pela Paz e a Não Violência.


Seu Sonho é nosso Sonho


Em homenagem ao discurso de Martin Luther King “I have a dream”, Tomás Hisch falou no Memorial à Lincoln, em Washington D.C. O porta-voz latino-americano da Marcha Mundial pela Paz e a Não Violência fez referência ao sonho de um mundo sem armas nucleares e sem guerras. Declarou ainda sua decepção pela decisão tomada pelo presidente Obama de enviar ao Afeganistão mais tropas.

Tomás Hirsch resgata sonho de Martin Luther King para pedir que Obama volte atrás na decisão de aumentar tropas no Afeganistão.

PressenzaWashington DC, 2009-12-08 Como porta-voz da América Latina para o Novo humanismo, hoje aqui no mesmo lugar onde Martin Luther King teve aquele grande sonho, eu declaro que seu sonho nos inspira plenamente. Seu sonho é um farol que nos guia para um futuro melhor para toda humanidade. Seu sonho é nosso sonho.

O mundo de hoje não é o mundo que Martin Luther King sonhou. O mundo de hoje não é aquele que gostaríamos para nossas crianças. O mundo de hoje é violento. Milhões de pessoas vivenciam a violência todos os dias, em diferentes formas.

Estamos marchando, cruzando todos os continentes, buscando a Paz e a Não Violência. Estamos caminhando porque compartilhamos o sonho de um mundo melhor. E sabemos que é possível.

Mas até aqui, em Washington, devo declarar nossa decepção pela decisão de ontem do presidente Obama de enviar ao Afeganistão mais tropas. Vamos ser claros: A paz não será conseguida aumentando as ações militares.

Sr. Presidente: Como Prêmio Nobel da Paz que você é agora, mostre ao mundo seu comprometimento pela paz e desarmamento, começando o processo de retirada das tropas dos países invadidos.

Finalmente, como latino-americanos, vindo de um continente que sofreu durante séculos todos os tipos de violência, eu me comprometo, como todos aqui, a dedicar nossas vidas para criar um mundo melhor. Um mundo onde já é presente em nossos sonhos.

dezembro 8, 2009 de WiNagaoka

Fonte: Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência, Pressenza IPA
Tradução Luiz Alb Silva


Ciência

Brasil Encabeça Ranking de Combate à Mudança Climática

“Pela primeira vez, um país emergente desbanca os desenvolvidos em ranking publicado por ONGs européias.”

O Brasil encabeça a lista de um ranking de combate à mudança climática publicado nesta segunda-feira (14) por uma organização não governamental européia.

Pela primeira vez desde que o indicador começou a ser medido pela ONG Germanwatch e a rede Climate Action Network (CAN), um país emergente ocupou a liderança no ranking, passando para trás países desenvolvidos como a Suécia, a Alemanha e a Noruega.

Três primeiras posições do ranking estão vazias, porque nenhum país está se esforçando o suficiente para prevenir uma perigosa mudança climática.

O Brasil obteve uma nota 68, o que o coloca no grupo dos países cujo desempenho nesse sentido é considerado "bom".

No mesmo grupo ficaram a Suécia (67.4), Grã-Bretanha e Alemanha (65.3), França (63.5), Índia (63.1), Noruega (61.8) e México (61.2).

Canadá e Arábia Saudita ficaram no fim da lista, com desempenho 'muito ruim'

"É muito bom que países emergentes estejam ganhando posições neste ranking", avaliou o diretor europeu da rede CAN, Matthias Duwe.

"Estão mandando um sinal claro, durante as negociações de Copenhague, de que estão comprometidos em combater a mudança climática. Gostaria apenas que outros países europeus estivessem demonstrando o mesmo compromisso com as mudanças positivas."

As organizações elogiaram a melhora do marco legal de proteção ao clima no Brasil. Mas adotaram uma postura cautelosa em relação à desaceleração do ritmo de desmatamentos no país, que reduziu as emissões de carbono do país.

"Ainda não está claro se isso é resultado de uma menor demanda por óleo de palma e soja na atual crise econômica."

Esforço insuficiente

O quinto índice de desempenho da mudança climática (CCPI, na sigla em inglês) avaliou as medidas que estão sendo tomadas em 57 países e as comparou com o que está sendo feito em outros países e com o que a organização considera ser necessário fazer para evitar um aumento de 2°C na temperatura do planeta.

Como a ONG considera que "nenhum país está se esforçando o suficiente para prevenir uma perigosa mudança climática" - ou seja, ninguém está cumprindo o critério número dois -, nenhum desempenho foi considerado "muito bom", o que deixou vazias as três primeiras posições do ranking.

No fim da lista, entre os países com desempenho "muito ruim", ficaram o Canadá (40.7) e a Arábia Saudita (28.7).

A ONG ressaltou que, apesar de estar entre os dez maiores emissores mundiais de CO2, até agora o Canadá não anunciou nenhuma política significativa em relação ao tema.

Já a Arábia Saudita, o maior produtor mundial de petróleo, é considerada uma espécie de "inimiga" dos ambientalistas por questionar a origem e a importância do fenômeno de aquecimento global.

Na mesma categoria, e a apenas oito do fim do ranking, ficaram os Estados Unidos (46.3).

"Há uma série de propostas de políticas climáticas tramitando no Congresso americano no momento, mas nenhuma ainda aprovada", disse o diretor de políticas da Germanwatch, Christoph Bals.

"Uma lei que realmente reduza as emissões, assim como uma posição forte em Copenhague, melhoraria sua posição no ranking."

Fonte G1 Globo Notícias, 14 de dezembro 2009


Estados Unidos anunciam que vão doar US$ 1 bi para Combate ao Desmatamento


“Fundo de curto prazo somaria um total de US$ 3,5 bilhões. Austrália, França, Japão, Noruega e Grã-Bretanha participariam.”

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (16) que vão contribuir com US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,7 bilhão) para um fundo de curto prazo US$ 3,5 bilhões destinado a desacelerar o desmatamento.

Austrália, França, Japão, Noruega e Grã-Bretanha também integram o plano de proteção das florestas anunciado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

O governo americano afirmou que os recursos seriam condicionados em um acordo político ambicioso de combate ao aquecimento global.

Fonte
G1 Globo Notícias, 16 de dezembro 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009


O Sofrimento


O homem empenha-se, afanosamente, para vencer o sofrimento, que se lhe aparenta como adversário soez.

Em todas as épocas, ele vem travando uma violenta batalha para eximir-se à dor, em contínuas tentativas infrutíferas, nas quais exaure as forças, o ânimo e o equilíbrio, tombando depois em mais graves aflições.

Passar incólume ao sofrimento é a grande meta que todos perseguem. Pelo menos, diminuir-lhe a intensidade ou acalmá-lo, de modo a poder fruir os prazeres da existência em incessantes variações.

Imediatista, interessa-lhe o hoje, sem visão do porvir.

Como efeito, o sofrimento tem sido considerado vingança ou castigo divino, portanto, credor de execração e ódio.

Nas variadas mitologias, as figuras de deuses invejosos quão despeitados, infligindo punições às criaturas e comprazendo-se ante as dores que presenciam, são a resposta ancestral para o sofrimento na Terra.

Diversas escolas filosóficas e doutrinas religiosas, de alguma forma concordes com essas absurdas conceituações, estabeleceram métodos depuradores para a libertação do sofrimento, que vão desde as mais bárbaras flagelações - silícios, holocaustos, promessas e oferendas - ao ascetismo mais exacerbado, procurando negar o mundo e odiá-lo, a fim de, com essas atitudes, acalmarem e agradarem aos deuses ou a Deus.

Paralelamente, o estoicismo, herdeiro de alguns comportamentos orientais, tentou imunizar o homem, estimulando-o a uma conduta de graves sacrifícios que, sem embargo, é desencadeadora também de sofrimento.

Para libertar-se desse adversário, a criatura impõe-se outras formas de dor, que aceita racionalmente, por livre opção, não se dando conta do equívoco em que labora.

A dor, porém, não é uma punição. Antes, revela-se um excelente mecanismo da vida a serviço da própria vida.


Joanna de Ângelis


Divaldo Pereira Franco

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Bem-aventurados os Aflitos


1. Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. - Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados. - Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o Reino dos Céus. (S. MATEUS, cap. V, vv. 5, 6 e 10.)

2. Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o Reino dos Céus. - Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. - Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 20 e 21.)

Mas, ai de vós, ricos que tendes no mundo a vossa consolação. - Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. - Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 24 e 25.)


Justiça das Aflições


3. Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estas máximas seriam um contra-senso; mais ainda: seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveniência de sofrer para ser feliz. E, dizem, para se ter maior mérito. Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus. Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos.

Causas Atuais das Aflições

4. De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.

Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são conseqüências naturais do caráter e do proceder dos que os suportam.

Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!

Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!

Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!

Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!

Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!

Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.

Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.

A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.

Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.

Causas Anteriores das Aflições

6. Mas, se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade. Tal, por exemplo, a perda de entes queridos e a dos que são o amparo da família. Tais, ainda, os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; os reveses da fortuna, que frustram todas as precauções aconselhadas pela prudência; os flagelos naturais, as enfermidades de nascença, sobretudo as que tiram a tantos infelizes os meios de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, o cretinismo, etc.

Os que nascem nessas condições, certamente nada hão feito na existência atual para merecer, sem compensação, tão triste sorte, que não podiam evitar, que são impotentes para mudar por si mesmos e que os põe à mercê da comiseração pública. Por que, pois, seres tão desgraçados, enquanto, ao lado deles, sob o mesmo teto, na mesma família, outros são favorecidos de todos os modos?

Que dizer, enfim, dessas crianças que morrem em tenra idade e da vida só conheceram sofrimentos? Problemas são esses que ainda nenhuma filosofia pôde resolver, anomalias que nenhuma religião pôde justificar e que seriam a negação da bondade, da justiça e da providência de Deus, se se verificasse a hipótese de ser criada a alma ao mesmo tempo que o corpo e de estar a sua sorte irrevogavelmente determinada após a permanência de alguns instantes na Terra. Que fizeram essas almas, que acabam de sair das mãos do Criador, para se verem, neste mundo, a braços com tantas misérias e para merecerem no futuro uma recompensa ou uma punição qualquer, visto que não hão podido praticar nem o bem, nem o mal?

Todavia, por virtude do axioma segundo o qual todo efeito tem uma causa, tais misérias são efeitos que hão de ter uma causa e, desde que se admita um Deus justo, essa causa também há de ser justa. Ora, ao efeito precedendo sempre a causa, se esta não se encontra na vida atual, há de ser anterior a essa vida, isto é, há de estar numa existência precedente. Por outro lado, não podendo Deus punir alguém pelo bem que fez, nem pelo mal que não fez, se somos punidos, é que fizemos o mal; se esse mal não o fizemos na presente vida, tê-lo-emos feito noutra. E uma alternativa a que ninguém pode fugir e em que a lógica decide de que parte se acha a justiça de Deus.

O homem, pois, nem sempre é punido, ou punido completamente, na sua existência atual; mas não escapa nunca às conseqüências de suas faltas. A prosperidade do mal é apenas momentânea; se ele não expiar hoje, expiará amanhã, ao passo que aquele que sofre está expiando o seu passado. O infortúnio que, à primeira vista, parece imerecido tem sua razão de ser, e aquele que se encontra em sofrimento pode sempre dizer: 'Perdoa-me, Senhor, porque pequei.

7. Os sofrimentos devidos a causas anteriores à existência presente, como os que se originam de culpas atuais, são muitas vezes a conseqüência da falta cometida, isto é, o homem, pela ação de uma rigorosa justiça distributiva, sofre o que fez sofrer aos outros. Se foi duro e desumano, poderá ser a seu turno tratado duramente e com desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer em humilhante condição; se foi avaro, egoísta, ou se fez mau uso de suas riquezas, poderá ver-se privado do necessário; se foi mau filho, poderá sofrer pelo procedimento de seus filhos, etc.

Assim se explicam pela pluralidade das existências e pela destinação da Terra, como mundo expiatório, as anomalias que apresenta a distribuição da ventura e da desventura entre os bons e os maus neste planeta. Semelhante anomalia, contudo, só existe na aparência, porque considerada tão-só do ponto de vista da vida presente. Aquele que se elevar, pelo pensamento, de maneira a apreender toda uma série de existências, verá que a cada um é atribuída a parte que lhe compete, sem prejuízo da que lhe tocará no mundo dos Espíritos, e verá que a justiça de Deus nunca se interrompe.

Jamais deve o homem olvidar que se acha num mundo inferior, ao qual somente as suas imperfeições o conservam preso. A cada vicissitude, cumpre-lhe lembrar-se de que, se pertencesse a um mundo mais adiantado, isso não se daria e que só de si depende não voltar a este, trabalhando por se melhorar.


O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap.V (Bem-aventurados os Aflitos) , itens 1 a 4; 6 e 7.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Pensamentos Nobres

Palavras do Evangelho


Aqui estão algumas das reflexões encontradas em O Evangelho Segundo o Espiritismo, que nos foram ofertadas pelos Espíritos Superiores :


“A caridade sublime, ensinada por Jesus, consiste também na benevolência constante, e em todas as coisas, para com o próximo.”

“O benefício sem ostentação tem o duplo mérito: além da caridade material, constitui caridade moral, pois contorna a suscetibilidade do beneficiado, fazendo-se aceitar o obséquio sem lhe ferir o amor próprio e salvaguardando a sua dignidade humana, pois há quem aceite um serviço, mas recuse a esmola.”

“O homem sendo livre de agir, num ou outro sentido, seus atos têm para ele mesmo e para os outros, conseqüências subordinadas às suas decisões.”

“A calma na luta é sempre um sinal de força e confiança, enquanto a violência, pelo contrário, é prova de fraqueza e de falta de confiança em si mesmo.”

“Deus pôs no fundo do vosso coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência. Ouvi-a, que ela só dará bons conselhos.”

“Não violenteis nenhuma consciência; não forceis ninguém a deixar a sua crença para adotar a vossa; não lanceis o anátema sobre os que não pensam como vós. Acolhei os que vos procuram e deixai em paz os que vos repelem.”

“Todos os males têm sua origem no egoísmo e no orgulho.”

“A fé necessita de uma base, e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer. Para crer, não basta ver, é necessário compreender.”

“Os homens semeiam na terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza.”

“A verdadeira pureza não está apenas nos atos, mas também no pensamento, pois aquele que tem o coração puro nem sequer pensa no mal.”

“Honrar o pai e a mãe não é somente respeitá-los, mas também assisti-los nas suas necessidades; proporcionar-lhes o repouso na velhice; cercá-los de solicitude, como eles fizeram por nós na infância.”

“Inútil pedir ao Senhor que abrevie a vossa prova, ou que vos dê alegrias e riquezas. Pedi-lhes antes os bens mais preciosos da paciência, da resignação e da fé.”

“Faça cada qual a sua prece de acordo com as suas convicções, e da maneira que mais lhe agrade, pois um bom pensamento vale mais do que numerosas palavras que não tocam o coração.”

“Não orgulheis por aquilo que sabeis, porque esse saber tem limites estreitos.”

“Quando a fraternidade reinar entre os povos, como entre as províncias de um mesmo império, o que sobrar para um determinado momento, suprirá a insuficiência momentânea do outro, e todos terão o necessário.”

“Deus quis que os seres se unissem, não somente pelos laços carnais, mas também pelos da alma, a fim de que a mútua afeição dos esposos se estenda aos filhos, e para que sejam dois, em vez de um, a amá-los, tratá-los e fazê-los progredir.”

“No seu ponto de partida, o homem só tem instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos.”

“A vingança é o último vestígio abandonado pelos costumes bárbaros, que tendem a se apagar do meio dos homens. Ela é, como o duelo, um dos últimos vestígios desses costumes selvagens sob os quais se debatia a Humanidade no início da era cristã. Por isso, a vingança é um indício certo do estado atrasado dos homens que a ela se entregam, e dos espíritos que podem ainda inspirá-la.”

“O orgulho leva a vos crer mais do que sois; a não poder sofrer uma comparação que possa vos rebaixar; a vos considerar, ao contrário, de tal modo acima dos vossos irmãos, seja como espírito, seja como posição social, seja mesmo como superioridade pessoal, que o menor paralelo vos irrita e vos fere; e o que ocorre então? entregai-vos à cólera.”

“A dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes, mas bendizei, ao contrário, o Deus todo-poderoso que vos marcou pela dor neste mundo para a glória no céu.”

“Sede pacientes; a paciência é também uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres, é a mais fácil das caridades; mas há uma bem mais penosa e, conseqüentemente, mais meritória: perdoar àqueles que Deus colocou sobre nosso caminho para serem os instrumentos dos nossos sofrimentos e colocar a nossa paciência à prova.”

“Espíritas, não olvideis jamais de que, tanto por palavras, como por ações, o perdão das injúrias não deve ser uma palavra vã. Se vós vos dizeis espíritas, sede-o pois; olvidai o mal que se vos pôde fazer, e não penseis senão uma coisa: o bem que podeis realizar.”

“Amai-vos uns aos outros e sereis felizes. Sobretudo, tomai a tarefa de amar aqueles que vos inspiram indiferença, ódio e desprezo. O Cristo, de quem deveis fazer o vosso modelo, vos deu o exemplo desse devotamento; missionário do amor, amou até dar o seu sangue e a própria vida.”

"...Perdoai, usai de indulgência, sede caridosos, generosos, pródigos mesmo de vosso amor. Dai, porque o Senhor vos perdoará; abaixai-vos, porque o Senhor vos elevará; humilhai-vos, porque o Senhor vos fará sentar a sua direita."

"O amor resume inteiramente a doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado."

domingo, 13 de dezembro de 2009

Mensagem da Semana



Ouvir a Mensagem

Através da Reencarnação


Fora melhor que não existissem na Terra pedintes e mendigos, na expectativa do agasalho e do pão.

Se é justo deplorar o atraso moral do Planeta que ainda acalenta privação e necessidade, examinemos a nós mesmos, quando nos inclinamos para a ambição desvairada, e verificamos que a penúria, através da reencarnação, é o ensinamento que nos corrige os excessos.

Fora melhor não víssemos mutilados e enfermos, suplicando alívio e remédio.

Se é compreensível lastimar as condições da estância física, que ainda expõe semelhantes quadros de sofrimento, observemos o pesado lastro de animalidade que conservamos no próprio ser e reconheceremos que sem as doenças do corpo, através da reencarnação, seria quase impossível aprimorar as faculdades da alma.

Fora melhor não enxergarmos crianças infelizes, suscitando angústia no lar ou piedade na via pública.

Se é natural comover-nos diante de problemas assim dolorosos, meditemos nos ódios e aversões, conflitos e contendas, que tantas vezes carregamos para além do sepulcro, transformando-nos, depois da morte, em Espíritos vingativos e obsessores, e agradeceremos às Leis Divinas que nos fazem abatidos e pequeninos, através da reencarnação, entregando-nos ao amparo e arbítrio daqueles mesmos irmãos a quem ferimos noutras épocas, afim de que nós, carecentes de tudo na infância, até mesmo da comiseração maternal que nos limpe e conserve o organismo indefeso, venhamos, por fim, a aprender que a Eterna Sabedoria nos ergueu para o amor imperecível na Vida Triunfante.

Terra bendita! Terra, que tanta vez malsinamos nos dias de infortúnio ou nos momentos de ignorância, nós te agradecemos as dores e as aflições que nos ofereces, por espólio de nossos próprios erros, e rogamos a Deus nos fortaleça os propósitos de reajuste e aperfeiçoamento, para que, um dia, possamos retribuir-te, de algum modo, os benefícios que nos tens prodigalizado, por milênios de milênios, através da reencarnação!...


Emmanuel

Do livro Instrumento do Tempo, Francisco Cândido Xavier

sábado, 12 de dezembro de 2009

Encarnação nos diferentes mundos



Os Espíritos não estão indefinidamente presos a um mundo

A encarnação nos diferentes mundos obedece a um critério de progresso moral. Quando, em determinado planeta, os Espíritos hão realizado a soma de progresso que o estado desse planeta comporta, eles o deixam para encarnar em outro mais adiantado, onde poderão adquirir novos conhecimentos.

Os Espíritos que encarnam em um mundo não se acham, portanto, presos a ele indefinidamente. Cada mundo é para eles o que escola representa para a criança, que muda de classe à medida que progride nos seus estudos.

Os Espíritos elevados são destinados a reencarnar em planetas mais bem dotados que o nosso. A escala grandiosa dos mundos apresenta inúmeros graus, dispostos para a ascensão progressiva dos Espíritos, que os devem transpor cada um por sua vez.

Falando a respeito das inumeráveis moradas existentes no Universo infinito, Jesus afirmou: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos o lugar”.

A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas

Segundo a Doutrina Espírita, os planetas podem dividir-se em cinco categorias principais:

Mundos primitivos, onde se verificam as primeiras encarnações da alma humana.

Mundos de expiação e provas, em que o mal predomina.

Mundos regeneradores, onde as almas que ainda têm o que expiar adquirem novas forças, repousando das fadigas da luta.

Mundos felizes, onde o bem supera o mal.

Mundos celestes ou divinos, morada dos Espíritos purificados, onde o bem reina sem mistura.

A Terra – assevera Allan Kardec – pertence à categoria dos mundos de expiação e de provas, e é por isso que nela o homem está exposto a tantas misérias. “Não obstante – ensina Santo Agostinho – não são todos os Espíritos encarnados na Terra que se encontram em expiação. As raças que chamais selvagens constituem-se de Espíritos apenas saídos da infância, e que estão, por assim dizer, educando-se e desenvolvendo-se ao contacto de Espíritos mais avançados. ” (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III, item 14.)

Nas esferas superiores à Terra o império da matéria é menor. Lá se desconhecem as guerras, carecendo de objeto os ódios e as discórdias, porque ninguém – devido ao estado de adiantamento da sociedade ali encarnada – pensa em causar dano ao seu semelhante.

O homem que vive nesses mundos não mais se arrasta penosamente sob a ação de pesada atmosfera. Ele se desloca de um lugar a outro com muita facilidade. As necessidades corpóreas são quase nulas e desconhecidos os trabalhos rudes. Mais longa que a nossa, a existência ali se passa no estudo, na participação das obras de uma civilização aperfeiçoada, que tem por base a mais pura moral, o respeito aos direitos de todos, a amizade e a fraternidade.

A forma humana é comum também aos mundos superiores

A intuição que seus habitantes têm do futuro, a segurança que uma consciência isenta de remorsos lhes dá, fazem com que a morte nenhuma apreensão lhes cause, e eles a encaram de frente, sem temor, como simples transformação necessária ao processo evolutivo.

Nenhum pensamento oculto, nenhum sentimento de inveja tem ingresso nessas almas delicadas. O amor, a confiança, a sinceridade presidem às reuniões em que todos recolhem as instruções dos mensageiros divinos e onde se aceitam as tarefas que podem contribuir para elevá-los ainda mais.

A encarnação de um Espírito em um mundo inferior àquele em que viveu em sua última existência corpórea pode ocorrer em dois casos:

Como missão, com o objetivo de auxiliar o progresso, caso em que aceita alegre as tribulações de tal existência, por lhe proporcionar meio de se adiantar.

Como expiação, porque há casos em que os Espíritos devem recomeçar, no meio conveniente à sua natureza, as existências mal empregadas.

Nos mundos superiores à Terra a forma corpórea é sempre a humana, porém muito mais bela, aperfeiçoada e sobretudo purificada. O corpo físico nada tem da materialidade terrestre e, por isso, não está sujeito às necessidades, às doenças e às deteriorações que a predominância da matéria provoca.


Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita

Fonte: O Consolador, dezembro 2008


Bibliografia:

O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, questões 178 e 182.

O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, capítulo III, itens 2 a 18.

A Gênese, de Allan Kardec, item 28.

O Evangelho Segundo João, 14:1-3.

Depois da Morte, de Léon Denis, pp. 221 e 224

Projeto Papai Noel dos Correios, Adote essa Idéia.















Teve início em 17 de novembro o Projeto Papai Noel dos Correios.

O que é:

O Projeto Papai Noel dos Correios é uma ação corporativa, desenvolvida em todas as 28 diretorias regionais, que tem como foco principal o envio de carta-resposta às crianças que escrevem ao “Papai Noel”. O objetivo central é manter a magia do Natal.

A quem se destina?

O destinatário do projeto é a criança que envia pelos Correios uma cartinha ao Papai Noel. As cartas que partem das comunidades carentes em todo o País são separadas e colocadas à disposição da sociedade para quem quiser adotá-las. Ou seja, nem todas as crianças carentes serão necessariamente atendidas.

Como é feita a triagem?

Inicialmente são descartadas as correspondências que não contêm remetentes ou as com endereços repetidos. Portanto, não adianta mandar mais de uma carta, pois não se trata de sorteio. Assim, é importante o correto preenchimento do nome e endereço do destinatário, com CEP. Cartas de adultos não são atendidas, bem como pedidos de medicamentos, celular, MP3, DVD, notebooks e afins. Os critérios de atendimento de pedidos são razoabilidade e possibilidade.

Cada Regional tem um método de trabalho para classificação e seleção das cartas destinadas para adoção, considerando diversos fatores, tais como: tamanho da área abrangida, número de correspondências, número de adoções, número de voluntários envolvidos, etc.
Em 1997, a iniciativa transformou-se em projeto corporativo, passando a ser desenvolvida em todas as 28 Diretorias Regionais da empresa.

Números:

Desde a criação do projeto o número de correspondências vem aumentando. Abaixo, os dados dos últimos quatro anos:

2005: 130.655 cartas adotadas
2006: 226.934 cartas adotadas
2007: 357.971 cartas adotadas
2008: 464.481 cartas adotadas

Quem pode colaborar?

Todas as pessoas da sociedade podem colaborar, tanto como voluntários para auxiliar na leitura e triagem das cartas, como para adotar um pedido. Para isso, basta entrar em contato com os Correios de sua região .

* Os interessados em adotar uma cartinha podem procurar, de 09 de novembro a 18 de dezembro, em uma unidade dos Correios mais próxima de sua casa.

Vamos iluminar o Natal e o sonho dessas crianças, adotando essa idéia.


Para mais informações, clique no sêlo da campanha:


Planeta Voluntários apóia Papai Noel dos Correios 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ninguém pode ver o Reino de Deus se não Nascer de Novo


Ressurreição e Reencarnação


4. A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. Só os saduceus, cuja crença era a de que tudo acaba com a morte, não acreditavam nisso. As idéias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo. Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o fato poderia dar-se. Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama reencarnação. Com efeito, a ressurreição dá idéia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos. A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. A palavra ressurreição podia assim aplicar-se a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas. Se, portanto, segundo a crença deles, João Batista era Elias, o corpo de João não podia ser o de Elias, pois que João fora visto criança e seus pais eram conhecidos. João, pois, podia ser Elias reencarnado, porém, não ressuscitado.

5. Ora, entre os fariseus, havia um homem chamado Nicodememos, senador dos judeus - que veio à noite ter com Jesus e lhe disse: "Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor, porquanto ninguém poderia fazer os milagres que fazes, se Deus não estivesse com ele."

Jesus lhe respondeu: "Em verdade, em verdade, digo-te: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo."

Disse-lhe Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?"

Retorquiu-lhe Jesus: "Em verdade, em verdade, digo-te: Se um homem não renasce da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. - O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. - Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. - O Espírito sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem ele, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo homem que é nascido do Espírito."

Respondeu-lhe Nicodemos: "Como pode isso fazer-se?" - Jesus lhe observou: "Pois quê! és mestre em Israel e ignoras estas coisas? Digo-te em verdade, em verdade, que não dizemos senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho. - Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas do céu?" (S. JOÃO, cap. III, vv. 1 a 12.)

6. A idéia de que João Batista era Elias e de que os profetas podiam reviver na Terra se nos depara em muitas passagens dos Evangelhos, notadamente nas acima reproduzidas (nº 1, nº 2, nº 3). Se fosse errônea essa crença, Jesus não houvera deixado de a combater, como combateu tantas outras. Longe disso, ele a sanciona com toda a sua autoridade e a põe por princípio e como condição necessária, quando diz: "Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo." E insiste, acrescentando: Não te admires de que eu te haja dito ser preciso nasças de novo.

7. Estas palavras: Se um homem não renasce da água e do Espírito foram interpretadas no sentido da regeneração pela água do batismo. O texto primitivo, porém, rezava simplesmente: não renasce da água e do Espírito, ao passo que nalgumas traduções as palavras - do Espírito - foram substituídas pelas seguintes: do Santo Espírito, o que já não corresponde ao mesmo pensamento. Esse ponto capital ressalta dos primeiros comentários a que os Evangelhos deram lugar, como se comprovará um dia, sem equívoco possível. *(1)

8. Para se apanhar o verdadeiro sentido dessas palavras, cumpre também se atente na significação do termo água que ali não fora empregado na acepção que lhe é própria.

Muito imperfeitos eram os conhecimentos dos antigos sobre as ciências físicas. Eles acreditavam que a Terra saíra das águas e, por isso, consideravam a água como elemento gerador absoluto. Assim é que na Gênese se lê: "O Espírito de Deus era levado sobre as águas; flutuava sobre as águas; - Que o firmamento seja feito no meio das águas; - Que as águas que estão debaixo do céu se reúnam em um só lugar e que apareça o elemento árido; -Que as águas produzam animais vivos que nadem na água e pássaros que voem sobre a terra e sob o firmamento."

Segundo essa crença, a água se tornara o símbolo da natureza material, como o Espírito era o da natureza inteligente. Estas palavras: "Se o homem não renasce da água e do Espírito, ou em água e em Espírito", significam, pois: "Se o homem não renasce com seu corpo e sua alma." E nesse sentido que a principio as compreenderam.

Tal interpretação se justifica, aliás, por estas outras palavras: O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. Jesus estabelece aí uma distinção positiva entre o Espírito e o corpo. O que é nascido da carne é carne indica claramente que só o corpo procede do corpo e que o Espírito independe deste.

9. O Espírito sopra onde quer; ouves-lhe a voz, mas não sabes nem donde ele vem, nem para onde vai: pode-se entender que se trata do Espírito de Deus, que dá vida a quem ele quer, ou da alma do homem. Nesta última acepção - "não sabes donde ele vem, nem para onde vai - significa que ninguém sabe o que foi, nem o que será o Espírito. Se o Espírito, ou alma, fosse criado ao mesmo tempo que o corpo, saber-se-ia donde ele veio, pois que se lhe conheceria o começo. Como quer que seja, essa passagem consagra o princípio da preexistência da alma e, por conseguinte, o da pluralidade das existências.

10. Ora, desde o tempo de João Batista até o presente, o reino dos céus é tomado pela violência e são os violentos que o arrebatam; - pois que assim o profetizaram todos os profetas até João, e também a lei. - Se quiserdes compreender o que vos digo, ele mesmo é o EIias que há de vir. - Ouça-o aquele que tiver ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, cap. XI, vv. 12 a 15.)

11. Se o princípio da reencarnação, conforme se acha expresso em S. João, podia, a rigor, ser interpretado em sentido puramente místico, o mesmo já não acontece com esta passagem de S. Mateus, que não permite equívoco: ELE MESMO é o Elias que há de vir. Não há aí figura, nem alegoria: é uma afirmação positiva. -"Desde o tempo de João Batista até o presente o reino dos céus é tomado pela violência." Que significam essas palavras, uma vez que João Batista ainda vivia naquele momento? Jesus as explica, dizendo: "Se quiserdes compreender o que digo, ele mesmo é o Elias que há de vir." Ora, sendo João o próprio Elias, Jesus alude à época em que João vivia com o nome de Elias. "Até ao presente o reino dos céus é tomado pela violência": outra alusão à violência da lei moisaica, que ordenava o extermínio dos infiéis, para que os demais ganhassem a Terra Prometida, Paraíso dos hebreus, ao passo que, segundo a nova lei, o céu se ganha pela caridade e pela brandura.

E acrescentou: Ouça aquele que tiver ouvidos de ouvir. Essas palavras, que Jesus tanto repetiu, claramente dizem que nem todos estavam em condições de compreender certas verdades.


O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. IV, itens de 4 a 11.


*(1) A tradução de Osterwald está conforme o texto primitivo. Diz: "Não renasce da água e do Espírito"; a de Sacy diz: do Santo Espírito; a de Lamennais: do Espírito Santo.
À nota de Allan Kardec, podemos hoje acrescentar que as modernas traduções já restituíram o texto primitivo, pois que só imprimem "Espírito" e não Espírito Santo. Examinamos a tradução brasileira, a inglesa, a em esperanto, a de Ferreira de Almeida, e todas elas está somente "Espírito".
Além dessas modernas, encontramos a confirmação numa latina de Theodoro de Beza, de 1642, que diz:
"...genitus ex aqua et Spiritu..." "...et quod genitum est ex Spiritu, spiritus est."
É fora de dúvida que a palavra "Santo" foi interpolada, como diz Kardec. - A Editora da FEB, 1947.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A Música e o Espírito: Adeste Fidelis - Enya

Com o clássico natalino “Adeste Fidelis”, na interpretação de uma das mais belas vozes da música New Age, a irlandesa Enya, criei esse videoclipe com imagens dos filmes “Jesus, a História do Nascimento” e a “Paixão de Cristo”, apresentando a Natividade de uma perspectiva diferente. Nele, a história do nascimento de Jesus é mostrada após a sua crucificação, em flashbacks, a partir das lembranças de sua mãe, Maria.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A Moral Evangélica e seu Papel no Mundo


A mais pura moral e a mais sublime, segundo os Espíritos Superiores, é a moral evangélica, a moral ensinada e exemplificada por Jesus, moral essa que deverá renovar o mundo, aproximar os homens, torná-los irmãos e, por fim, fazer jorrar de todos os corações humanos a caridade e o amor ao próximo, estabelecendo entre todas as criaturas um clima de solidariedade que transformará a Terra e fará dela morada para Espíritos superiores aos que hoje a habitam.

Quem diz isso não somos nós, mas um Espírito que preferiu designar-se tão-somente “Um Espírito Israelita”, conforme mensagem transmitida em Mulhouse (França), no ano de 1861, transcrita por Kardec no cap. I, item 9, d´O Evangelho Segundo o Espiritismo.

A propósito de suas sábias palavras, surge, porém, a seguinte questão: Por que ele se reportou à moral evangélica, contida nos ensinamentos de Jesus, e não à moral ensinada pela Doutrina Espírita?

A resposta a tal pergunta é-nos dada pelo próprio Codificador do Espiritismo. “A moral dos Espíritos Superiores – diz Kardec – se resume, como a do Cristo, nesta máxima evangélica: Fazer aos outros o que queremos que os outros nos façam, ou seja, fazer o bem e não o mal.”

O que acima foi exposto é bastante claro para demonstrar que o Espiritismo, contrariamente ao que dizem seus adversários, coloca-se no mundo como um aliado, não como inimigo, do verdadeiro sentimento cristão. “É o bem que assegura o nosso futuro”, ensinam os imortais. É a caridade que renovará a face do mundo. É o amor na sua expressão mais pura que fará com que se edifique na Terra o Reino de Deus a que Jesus se referiu e com o qual todos sonhamos.

Em face disso, não se compreende como algumas pessoas, mesmo no meio espírita, mostrem nas suas atitudes a mesma postura farisaica dos seguidores de Hillel, o doutor judeu que se tornou líder dos fariseus. O Espiritismo não pode ser, sob pena de fracassar, instrumento de dominação e poder, mas, ao contrário, deve ser sempre a voz que nos lembre, de contínuo, as lições de Jesus, os exemplos de Jesus, a obra e a vida de Jesus.

Existem, sem qualquer dúvida, criaturas que julgam que o Espiritismo é uma espécie de balcão de favores onde poderemos encontrar, quando a dor aparece, o analgésico que alivie ou o remédio que cure. É assim que muitos vêem o recurso do passe magnético, o auxílio dos tratamentos espirituais ou as curas obtidas pela intervenção dos Benfeitores espirituais, esquecidos de que a terapia espírita somente produz resultado quando a criatura assume os deveres que ela mesma contraiu perante a vida.

Aquele que cumprisse com fervor a máxima do amor ao próximo e procurasse, cada dia, modificar-se para melhor, não necessitaria de passes magnéticos, nem de tratamentos espirituais, nem de médiuns curadores, porque a saúde moral o acompanharia sempre, imunizando-o contra esses distúrbios que acometem com frequência o ser humano.

Foi certamente por isso que Kardec, em se reportando ao código moral revelado por Jesus, escreveu: “Diante desse código divino, a própria incredulidade se curva. É terreno onde todos os cultos podem reunir-se, estandarte sob o qual podem todos colocar-se, quaisquer que sejam suas crenças, porquanto jamais ele constituiu matéria das disputas religiosas, que sempre e por toda a parte se originaram das questões dogmáticas. Aliás, se o discutissem, nele teriam as seitas encontrado sua própria condenação, visto que, na maioria, elas se agarram mais à parte mística do que à parte moral, que exige de cada um a reforma de si mesmo. Para os homens, em particular, constitui aquele código uma regra de proceder que abrange todas as circunstâncias da vida privada e da vida pública, o princípio básico de todas as relações sociais que se fundam na mais rigorosa justiça. E, finalmente e acima de tudo, o roteiro infalível para a felicidade vindoura, o levantamento de uma ponta do véu que nos oculta a vida futura”


Referências : (O Evangelho Segundo o Espiritismo, introdução, item I).


Fonte : Editorial O Consolador, dezembro/2009.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Há muitas Moradas na Casa de meu Pai

1. Não se turbe o vosso coração. - Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. - Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais. ( S. JOÃO, cap. XIV, vv. 1 a 3.)


Diferentes Categorias de Mundos Habitados


3. Do ensino dado pelos Espíritos, resulta que muito diferentes umas das outras são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há-os em que estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física e moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que lhe são mais ou menos superiores a todos os respeitos. Nos mundos inferiores, a existência é toda material, reinam soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral. A medida que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual.

4. Nos mundos intermédios, misturam-se o bem e o mal, predominando um ou outro, segundo o grau de adiantamento da maioria dos que os habitam. Embora se não possa fazer, dos diversos mundos, uma classificação absoluta, pode-se contudo, em virtude do estado em que se acham e da destinação que trazem, tomando por base os matizes mais salientes, dividi-los, de modo geral, como segue: mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e provas, onde domina o mal; mundos de regeneração, nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal; mundos celestes ou divinos, habitações de Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas, razão por que aí vive o homem a braços com tantas misérias.

5. Os Espíritos que encarnam em um mundo não se acham a ele presos indefinidamente, nem nele atravessam todas as fases do progresso que lhes cumpre realizar, para atingir a perfeição. Quando, em um mundo, eles alcançam o grau de adiantamento que esse mundo comporta, passam para outro mais adiantado, e assim por diante, até que cheguem ao estado de puros Espíritos. São outras tantas estações, em cada uma das quais se lhes deparam elementos de progresso apropriados ao adiantamento que já conquistaram. É-lhes uma recompensa ascenderem a um mundo de ordem mais elevada, como é um castigo o prolongarem a sua permanência em um mundo desgraçado, ou serem relegados para outro ainda mais infeliz do que aquele a que se vêem impedidos de voltar quando se obstinaram no mal.

Destinação da Terra. - Causas das misérias humanas

6. Muitos se admiram de que na Terra haja tanta maldade e tantas paixões grosseiras, tantas misérias e enfermidades de toda natureza, e daí concluem que a espécie humana bem triste coisa é. Provém esse juízo do acanhado ponto de vista em que se colocam os que o emitem e que lhes dá uma falsa idéia do conjunto. Deve-se considerar que na Terra não está a Humanidade toda, mas apenas uma pequena fração da Humanidade. Com efeito, a espécie humana abrange todos os seres dotados de razão que povoam os inúmeros orbes do Universo. Ora, que é a população da Terra, em face da população total desses mundos? Muito menos que a de uma aldeia, em confronto com a de um grande império. A situação material e moral da Humanidade terrena nada têm que espante, desde que se leve em conta a destinação da Terra e a natureza dos que a habitam.

7. Faria dos habitantes de uma grande cidade uma idéia muito falsa, quem os julgasse pela população dos seus quarteirões mais íntimos e sórdidos. Num hospital, ninguém vê senão doentes e estropiados; numa penitenciária, vêem-se reunidas todas as torpezas, todos os vícios; nas regiões insalubres, os habitantes, em sua maioria são pálidos, franzinos e enfermiços. Pois bem: figure-se a Terra como um subúrbio, um hospital, uma penitenciaria, um sítio malsão, e ela é simultaneamente tudo isso, e compreender-se-á por que as aflições sobrelevam aos gozos, porquanto não se mandam para o hospital os que se acham com saúde, nem para as casas de correção os que nenhum mal praticaram; nem os hospitais e as casas de correção se podem ter por lugares de deleite.

Ora, assim como, numa cidade, a população não se encontra toda nos hospitais ou nas prisões, também na Terra não está a Humanidade inteira. E, do mesmo modo que do hospital saem os que se curaram e da prisão os que cumpriram suas penas, o homem deixa a Terra, quando está curado de suas enfermidades morais.


Progressão dos Mundos

19. O progresso é lei da Natureza. A essa lei todos os seres da Criação, animados e inanimados, foram submetidos pela bondade de Deus, que quer que tudo se engrandeça e prospere. A própria destruição, que aos homens parece o termo final de todas as coisas, é apenas um meio de se chegar, pela transformação, a um estado mais perfeito, visto que tudo morre para renascer e nada sofre o aniquilamento.

Ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente, progridem materialmente os mundos em que eles habitam. Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados e constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso. Marcham assim, paralelamente, o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o da habitação, porquanto nada em a Natureza permanece estacionário. Quão grandiosa é essa idéia e digna da majestade do Criador! Quanto, ao contrário, é mesquinha e indigna do seu poder a que concentra a sua solicitude e a sua providência no imperceptível grão de areia, que é a Terra, e restringe a Humanidade aos poucos homens que a habitam!

Segundo aquela lei, este mundo esteve material e moralmente num estado inferior ao em que hoje se acha e se alçará sob esse duplo aspecto a um grau mais elevado. Ele há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que, de orbe expiatório, mudar-se-á em planeta de regeneração, onde os homens serão ditosos, porque nele imperará a lei de Deus. Santo Agostinho. (Paris, 1862.)


O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. III (Há muitas Moradas na Casa de meu Pai).

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Dicas do Manancial

LIVRO : JESUS E O EVANGELHO À LUZ DA PSICOLOGIA PROFUNDA
AUTOR: DIVALDO FRANCO
ESPÍRITO: JOANNA DE ÂNGELIS
PÁGINAS: 224



















A Autora Espiritual, em 35 capítulos, fez um fascinante estudo da vida e mensagem de Jesus, à luz da Psicologia Profunda, clareando a sombra coletiva e individual que dominava os dias em que viveu.

O nobre espírito Joanna de Ângelis, através da mediunidde de Divaldo Franco, celebrando os dois mil anos de seu nascimento , fez um oportuno estudo à luz da psicologia profunda sobre a sua vida e sua mensagem nessa magnífica obra.


MÚSICA : CD 60 YEARS – ERNESTO CORTAZAR


















Essa é uma indicação musical que eu não poderia dispensar em nossas dicas mensais, especialmente nessa época de fim de ano. Trata-se do álbum 60 Years, do virtuose músico mexicano Ernesto Cortazar, com dez magníficas canções instrumentais para os amantes do piano.

Destaco do seu repertório pontuado por suaves melodias românticas, além da faixa título do álbum, “60 years”, as canções “Foolish Heart”, “Summer Dreams”, “My First Love” e “Deep in my Soul”, uma das minhas composições favoritas do músico.

Encontrei disponível para venda no site da Amazon, onde você pode também ouvir os trechos das canções ou baixá-las pelo sistema de compra de faixas.


FILME : PEDRO E PAULO
DIREÇÃO : ROBERT DAY
GÊNERO: ÉPICO



















Sinopse do Filme:

Pela primeira vez em DVD, a aguardada série épica que traz a igreja do Novo Testamento à vida. Esta produção distinta, estrelada por Anthony Hopkins e Robert Foxworth, captura a vitalidade, intensidade e humanidade de duas pessoas que foram incumbidas por Cristo com a maior responsabilidade da história - levar a religião para todo o mundo. Durante a sua jornada, eles enfrentaram uma violenta oposição e resistiram a incríveis torturas, e testemunharam a divina intervenção de Deus. Baseado nas Escrituras de e sobre Pedro e Paulo, nós vemos como eles foram guiados por uma “visão celestial” para um diferente tipo de mundo. Eles pagaram um preço terrível pela sua devoção - Pedro foi crucificado e Paulo decapitado - mas as suas contribuições transcenderam a crueldade dos inimigos para se tornarem pilares importantes da igreja Cristã e da civilização ocidental.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Mensagem da Semana


Ouvir a Mensagem

Cristo e Vida


Meu amigo. Compreendendo a importância do Evangelho na seara espírita, você pergunta:

- "Já que os amigos espirituais não acreditam na salvação pela fé e sim pelas obras, sem as quais a fé se revestiria de quase nenhum valor, diga-nos, Irmão X, sem muitas palavras, que significa a influência de Jesus no mundo?"

Antes de tudo, queremos afirmar que o Cristo de Deus, sob qualquer ângulo em que seja visto, é e será sempre o Excelso Modelo da Humanidade. Mas, a pouco e pouco, o homem compreenderá que, se precisamos de Jesus sentido e crido, não podemos dispensar Jesus compreendido e aplicado. E já que você nos pede uma síntese, dar-lhe-ei uma série de vinte definições do Senhor na experiência terrestre, por nós recolhidas em aula rápida de um instrutor da Espiritualidade Maior.

Cristo na Existência: Caridade.

Cristo no Lar: Harmonia.

Cristo no Templo: Discernimento.

Cristo na Escola: Educação.

Cristo na Palavra: Brandura.

Cristo na Justiça: Misericórdia.

Cristo na Inteligência: Proveito.

Cristo no Estudo: Orientação.

Cristo no Sexo: Responsabilidade.

Cristo no Trabalho: Eficiência.

Cristo na Profissão: Idoneidade.

Cristo na Alegria: Continência.

Cristo na Dor: Resignação.

Cristo nas Relações: Solidariedade.

Cristo na Obrigação: Diligência.

Cristo no Cansaço: Refazimento.

Cristo no Repouso: Disciplina.

Cristo no Compromisso: Lealdade.

Cristo no Tempo: Serviço.

Cristo na Morte: Vida Eterna.

Aqui estão resultados da presença de Jesus em apenas alguns aspectos de nossos movimentos na Terra.

Você, contudo, provavelmente voltará à carga, indagando se nós, os espíritas desencarnados e encarnados, já atingimos semelhantes equações, e antecipo a resposta, informando a você que Jesus em nossa fraqueza é luz de esperança e, por isso mesmo, confiantes nele - o Mestre e Senhor -, estamos certos de que, um dia, nós todos faremos do evangelho o que devemos fazer.


Irmão X

Do livro Estante da Vida, Francisco Cândido Xavier

sábado, 5 de dezembro de 2009

Meu Reino não é deste Mundo


A Realeza de Jesus


Que não é deste mundo o reino de Jesus todos compreendem, mas, também na Terra não terá ele uma realeza? Nem sempre o título de rei implica o exercício do poder temporal. Dá-se esse título, por unânime consenso, a todo aquele que, pelo seu gênio, ascende à primeira plano numa ordem de idéias quaisquer, a todo aquele que domina o seu século e influi sobre o progresso da Humanidade. E nesse sentido que se costuma dizer: o rei ou príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, oriunda do mérito pessoal, consagrada pela posteridade, não revela, muitas vezes, preponderância bem maior do que a que cinge a coroa real? Imperecível é a primeira, enquanto esta outra é joguete das vicissitudes; as gerações que se sucedem à primeira sempre a bendizem, ao passo que, por vezes, amaldiçoam a outra. Esta, a terrestre, acaba com a vida; a realeza moral se prolonga e mantém o seu poder, governa, sobretudo, após a morte. Sob esse aspecto não é Jesus mais poderoso rei do que os potentados da Terra? Razão, pois, lhe assistia para dizer a Pilatos, conforme disse: "Sou rei, mas o meu reino não é deste mundo."


Uma Realeza Terrestre


Quem melhor do que eu pode compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: "O meu reino não é deste mundo"? O orgulho me perdeu na Terra. Quem, pois, compreenderia o nenhum valor dos reinos da Terra, se eu o não compreendia? Que trouxe eu comigo da minha realeza terrena? Nada, absolutamente nada. E, como que para tornar mais terrível a lição, ela nem sequer me acompanhou até o túmulo! Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no reino dos céus! Que desilusão! Que humilhação, quando, em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de mim, mas muito acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não terem sangue nobre! Oh! como então compreendi a esterilidade das honras e grandezas que com tanta avidez se requestam na Terra!

Para se granjear um lugar neste reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade em toda a sua celeste prática, a benevolência para com todos. Não se vos pergunta o que fostes, nem que posição ocupastes, mas que bem fizestes, quantas lágrimas enxugastes.

Oh! Jesus, tu o disseste, teu reino não é deste mundo, porque é preciso sofrer para chegar ao céu, de onde os degraus de um trono a ninguém aproximam. A ele só conduzem as veredas mais penosas da vida. Procurai-lhe, pois, o caminho, através das urzes e dos espinhos, não por entre as flores.

Correm os homens por alcançar os bens terrestres, como se os houvessem de guardar para sempre. Aqui, porém, todas as ilusões se somem. Cedo se apercebem eles de que apenas apanharam uma sombra e desprezaram os únicos bens reais e duradouros, os únicos que lhes aproveitam na morada celeste, os únicos que lhes podem facultar acesso a esta.

Compadecei-vos dos que não ganharam o reino dos céus; ajudai-os com as vossas preces, porquanto a prece aproxima do Altíssimo o homem; é o traço de união entre o céu e a Terra: não o esqueçais. - Uma Rainha de França. (Havre, 1863.)


O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec – do cap. II (Meu Reino não é deste Mundo).

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Agenda de Eventos Espíritas

Aqui estão as informações de alguns dos Eventos Espíritas que acontecerão pelo Brasil, durante o mês de dezembro:


Rio de Janeiro

– No dia 6 de dezembro será realizada mais uma palestra do IV Ciclo de Palestras da ADE-RJ, de 10h às 11h20, seguida de um debate das 11h20 às 12h. O tema desta vez será “A fé transporta montanhas” e o expositor será Sergio Fernandes Aleixo. A partir das 12h, almoço fraterno em benefício do Lar Maria de Nazaré: Rua Idumé, 82, Brás de Pina, telefone (21)3137-0425.

Piano e Voz

O pianista e cantor espírita alexandre sankor, faz apresentação no auditório da Sociedade Espírita Ramatis, no Rio de Janeiro

A apresentação musical será realizada no dia 6 de dezembro, às 17 horas, com ingresso custando apenas R$ 10,00.

A renda dessa apresentação será revertida em benefício do Lar da Caridade e do Hospital do Fogo Selvagem, com sede na cidade de Uberaba, MG.

Sankor estará lançando na ocasião o seu 6º CD com 16 músicas inéditas.

O SER fica na Rua Maria Amália, 54, na Tijuca. Prestigie e leve sua família e seus amigos.


São Paulo

– A Fraternidade Espírita Gina (Av. dos Imares, 546, Moema) promoverá uma palestra no dia 5 de dezembro, às 19h30, com Manolo Quesada sobre o tema “As potências da alma". Na ocasião, a apresentação musical ficará a cargo do Grupo Vocal Sábado de Sol. Informações com Regina Ribeiro (divulgação e eventos) pelo telefone (11) 9726-9586.

– A AME-SP realizará o I Simpósio de Envelhecimento e Espiritualidade: "Por que e para que envelhecemos?", que é resultado dos estudos do Grupo de Estudo em Envelhecimento da AME-SP – formado há um ano. O simpósio será realizado nos dias 4 e 5 de dezembro (sexta e sábado), no Age Senior Center: Av. Brigadeiro Luis Antonio, 4348. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas. A programação prevista é a seguinte:

Data:
4/12 das 19h30 – 21h30 Curso Pré-Simpósio: Fisiologia Transdimensional com Décio Iandoli Jr. – AME-SP e UNIDERP-MS
das 8h30 – 12h30 Módulo 1: Espiritualidade e Envelhecimento
A importância da Espiritualidade no Envelhecimento.
Pesquisas em Saúde, Espiritualidade e Envelhecimento.
Espiritualidade e Saúde: um olhar transdisciplinar sobre o envelhecimento.
Espiritualidade na prática clínica do Geriatra e do Gerontólogo. com Rodrigo Modena Bassi – AME-SP/ Giancarlo Lucchetti – AME-SP e Santa Casa / Fernando Bignardi – Unifesp / Alessandra Lama Granero – AME-SP e CIAPE.

Data:
05/12 das 14h – 19h Módulo 2: Por que e para que envelhecemos?
Teorias Biológicas do envelhecimento – há espaço para dimensão espiritual?
Teoria do Caos, Espiritualidade e Envelhecimento.
Construindo uma Teoria do Envelhecimento – base nas hipóteses médico-espíritas.
Da alma ao corpo físico: o papel das emoções na Saúde.
Envelhecimento: declínio biológico ou expansão da consciência – Discussão de casos clínicos.
Salete Ponte Nacif – AME-SP e Unifesp / Fábio Nasri – AME-SP e Albert Einstein /
Marlene Nobre – AME-Brasil / Décio Iandoli Jr. – AME-SP e UNIDERP-MS / Grupo de Estudos em Envelhecimento da AME-SP.

O investimento é de R$60,00 para o participante do simpósio completo que não é sócio da AME, R$40,00 para o participante sócio da AME e R$30,00 para acadêmicos. As inscrições podem ser feitas pelo site www.amesaopaulo.org.br. Informações na Secretaria da Associação Médico-Espírita de São Paulo (AME-SP) pelo telefone/fax (11) 2574-8696, pelo e-mail secretaria@amesaopaulo.org.br ou no site www.amesaopaulo.org.br.

São José do Rio Preto














O Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto recebe o maestro Plínio Oliveira para palestra musical

Quem já ouviu garante que "suas palestras musicais têm o poder de tocar no coração das pessoas, auxiliando-as no entendimento de seus conflitos e na compreensão do outro".

A palesta musical com o maestro Oliveira será realizada no dia 19 de dezembro, às 21 horas, com ingresso custando apenas R$ 20,00.

O teatro fica na Av. Brigadeiro Faria Lima, 5381, na cidade de São José do Rio Preto, SP. Mais informações pelo site www.laresperança.org.br.

– As crianças da Creche Lar do Alvorecer, Dra. Marlene Nobre e amigos promovem o almoço beneficente que será realizado no próximo domingo, 6 de dezembro, a partir das 12h. O cardápio será pernil de Natal, vários tipos de saladas e arroz. Os convites no local: Rua Santa Efigênia, 79, Diadema. Informações pelo (11) 4072-3453 ou no site http://lardoalvorecer.org.br/.

– O Centro Espírita Gina (Av. Imaré, 546, Moema) realizará nos dias 5, 6, 12, 13, 14 e 15 de dezembro um Bazar de Natal com muitos artigos.

– O Centro Espírita Gina (Av. Imaré, 546, Moema) realizará no dia 19 de dezembro, sábado, às 19h30, a Noite de Natal com o Coral Sábado de Sol.

– A Feira do Livro Espírita está sendo realizada no CEIA – Centro Espírita Irmão Augusto: Rua Dr. Gabriel da Veita, 26, Vila Baruel, ao lado da Ponte da Casa Verde, no período de 16 de novembro a 12 de dezembro. Serão oferecidos romances, literatura infantil e lançamentos com descontos de até 30%.

Informações pelo telefone (11) 3966-0059.

Carapicuíba – O “Seminário de Educação Espírita Infantil” será realizado nos dias 5 e 6 de dezembro, das 8h às 17h. O seminário será em duas etapas: a primeira etapa, no sábado, apresentará a importância da educação espírita infantil, os requisitos para ser educador e como preparar uma aula. Na segunda etapa (domingo) serão desenvolvidas oficinas de teatro, música, reciclagem e arte de contar estórias. Inscrições pelo e-mail inscrição@uniaoespirita.org.br. As vagas são limitadas. O inscrito pode doar um livro e deve ter cursado, ou estar cursando, ao menos o Básico I de Espiritismo. O evento será realizado na sede da E.M.E.I Carmelinda Cavalcante Chagas: Rua Ingá, 2, Vila Cretti, ao lado do Teatro FUCA. Informações pelos telefones (11) 8478-3813 ou 8420-1805.

Presidente Venceslau – No dia 5 de dezembro, próximo sábado, às 20h, Milton Felipeli fará uma palestra no Centro Espírita “Amor e Caridade”: Rua Almirante Barroso, 134, sobre o tema: “Mediunidade e Obsessão”. O domingo, 6 de dezembro, foi reservado para uma palestra, às 20h, no Centro Espírita Humildade e Fraternidade Universal: Rua Anita Garibaldi, 59, sobre o tema “Um Encontro com Jesus de Nazaré”. Informações pelo telefone (18) 3271-4286, com Sidney Muchon ou com o expositor (11) 2242-5493 ou, ainda, pelo e-mail miltonfelipeli@ig.com.br.


Santa Catarina


Chapecó- Federação Espírita Catarinense promove reunião de sua Comissão Regional Oeste, na cidade de Chapecó.


















A reunião está marcada para o dia 5 de dezembro, das 13 às 19 horas, no Centro Educacional de Jovens e Adultos Municipal (CEJAM).

Estão convidadas todas as Casas Espíritas da CREOESTE e seus respectivos dirigentes.


Bahia

Vitória da Conquista – O SEEVIC promove o 11º Ciclo de Palestras Espíritas que será realizado no período de 4 a 6 de dezembro.

– A Sociedade Espírita Irmã Scheilla promove o 3º Encontro Espírita cujo tema será “Mediunidade e Evolução”, no período de 4 a 6 de dezembro.


Pernambuco

Vitória do Santo Antão – O NESLUZ – Núcleo Espírita Semeadores da Luz –realizará no dia 6 de dezembro, domingo, às 14h, no Teatro Silogeu (Praça Diogo de Braga), um ciclo de palestras com Marcos Fernandes (Gravatá/PE), que falará sobre o tema “O Perispírito”, e com Francisco Barbosa (Bom Jardim/PE), que tratará do tema “Materialização e Aparição do Espírito”. Informações pelo telefone (81) 8830–1571 ou pelo e-mail jorgeguedes@hotmail.com.


Fontes dos Eventos:

O Consolador
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