quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Alegria verdadeira





Em um mundo ainda repleto de tantas dores e de tantas injustiças, é comum escutar as pessoas se queixarem de tudo e de todos.

É habitual encontrar pessoas sisudas, nas ruas, que nem sequer se dignam responder a um cumprimento, ou a olhar os outros nos olhos.

Parecem estar sempre mal-humoradas e infelizes com a rotina, com a vida que levam.

São pessoas que não percebem a beleza do céu, a suavidade do vento a tocar-lhes a pele, a melodia do riso de uma criança.

Seus olhos parecem estar impossibilitados de notar as cores e as belezas do mundo.

Seus ouvidos captam apenas lamúrias e queixumes.

Seus corações só guardam mágoas e arrependimentos.

Passam os dias, os anos, a vida inteira sem aproveitar o que de bom lhes é, diária e continuamente, ofertado por Deus, pela natureza e pelos seres que os cercam.

São pessoas sem alegria, que transformam a própria existência em um tormento repleto de desprazer e melancolia.

Perdem a oportunidade abençoada de ser úteis e de crescer como seres humanos.

Adoecem em virtude da amargura que cultivaram por toda a vida em suas almas.

Ferem com seu azedume corações caros que, muitas vezes, cansados de maus tratos e de desconsiderações, afastam-se em busca de consolo e de carinho.

São pessoas amargas que infelicitam a própria vida com essa atitude equivocada.

É necessário, apesar das dores que cobrem boa parte das criaturas, que saibamos cultivar a alegria.

Ser alegre não é rir às gargalhadas, à toa e a todo momento.

Também não é fazer bobices, desperdiçando tempo ou desrespeitando os outros.

Ser alegre, verdadeiramente, é sorrir diante da oportunidade de crescer como Espírito, por mais dolorosa que a prova possa parecer.

É exultar quando se percebe que as dificuldades do cotidiano nos possibilitarão alcançar enobrecimento interior.

É ter a certeza de que o verdadeiro bem-estar independe das coisas de fora, mas que nasce, sim, na fonte cantante e abençoada do solo do coração e da consciência tranquila.

Ser alegre é reconhecer a presença Divina em cada recanto da natureza, no olhar dos seres amados, no silêncio da noite e na beleza de cada amanhecer.

Ser alegre é saber que, por mais forte que sejam as tempestades de agora, mais cedo ou mais tarde o sol voltará a brilhar, secando nossas lágrimas e convidando-nos ao recomeço.

Ser verdadeiramente alegre é não se entregar às dores que parecem querer consumir nossas almas e dilacerar nossos sonhos.

É confiar na bondade infinita do Pai, que nos ama incondicionalmente e que jamais nos abandonará.

*   *   *

Jesus disse aos apóstolos que a felicidade não é deste mundo.

Por certo, os bens do mundo são muito passageiros para nos garantir eterna ventura.

Isso, no entanto, não significa que tenhamos que viver mergulhados na insatisfação e na amargura.

Compete-nos procurar sempre, de modo consciente e correto, os melhores caminhos, as decisões mais acertadas.

Assim, apesar dos inevitáveis dissabores e dos eventuais sofrimentos, haverá sempre, em nossos corações, motivos suficientes para sermos pessoas verdadeiramente alegres.

Redação do Momento Espírita, com base no cap.I, do livro
Convites da vida,  pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 8.4.2015.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

À Imagem e Semelhança

 


As conquistas da Ciência, o avanço da tecnologia, a cada dia nos surpreendem e nos levam a indagar: Até onde irá a criatividade, a engenhosidade humana?

De que mais seremos capazes?

Testemunhamos a criação de estruturas funcionais, a partir de células-tronco, tendo conseguido os cientistas produzirem pele, orelha, nariz, coração, em laboratório.

Novas vacinas, equipamentos para realização de diagnósticos e terapias inovadoras assinalam a conquista dos estudiosos, que acenam com esperanças renovadas o processo de aniquilar o vírus do HIV e encontrar uma fórmula de cura aos contaminados.

Pesquisadores descobriram que o gene lin28a - que fica ativo no início da vida, mas se torna inativo, conforme os tecidos ficam mais maduros - é capaz de reprogramar as células somáticas humanas, de forma que elas voltem ao seu estado embrionário.

Essa descoberta permite o avanço nos estudos sobre a regeneração de membros amputados.

E, quando se fala do Infinito, do nosso imenso Universo, lembramos de que, desde 1977, a sonda espacial  Voyager 1 deixou nosso sistema solar e alcançou o espaço interestelar.

O que até há pouco tempo parecia pura ficção vai se tornando realidade nos dias em que vivemos.

A sonda americana Curiosity chegou à cratera Gale, no equador marciano e nos enviou registros de evidências diretas de que existiu um lago de água doce no planeta vermelho.

*   *   *

Admirando as conquistas do homem, as técnicas de cirurgias sempre menos invasivas, a possibilidade de viajar pelo Infinito tanto quanto de descobrir tesouros de vida no interior da nossa Terra, ou no seio tépido dos mares, nos indagamos: Como pode tanto o homem?

E, encontramos nos versículos bíblicos do livro de Gênesis a anotação: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.

Semelhança de Deus. Deus é infinito em Suas qualidades: único, eterno, justo, bom, imparcial, onipotente, Criador incriado.

Semelhantes a ele, guardamos a imortalidade em nós e a condição de criar, a partir da matéria prima que Ele nos oferece.

Não há limites, pois, para as inovações da inteligência, não há limites no Universo.

Esse é um extraordinário incentivo à pesquisa, ao estudo, à imaginação, à criatividade.

Gerados do amor e pelo amor, nossa essência interior é o bem, a união. Por isso, nos debruçamos nos laboratórios de pesquisa, desdobrando-nos para a descoberta do que possa melhorar a vida dos nossos irmãos, sobre a Terra.

Por isso, olhamos para as estrelas, recordamos das outras tantas Humanidades que povoam os astros e, num sentido de fraternidade, os desejamos alcançar.

Imagem e semelhança de Deus. Onipotência – criatividade.

Inesgotabilidade – incessante vontade de aprender, descobrir, ir adiante.

Filhos de Deus, herdeiros do Universo, cada um de nós, como Ele, é único, porque Deus não se reprisa. e nos assinalou como destino o Infinito. O Infinito do Universo. O infinito das possibilidades.

Pensemos nisso: olhemos as estrelas e as desejemos conquistar. De forma material, nos avanços científicos.

De forma espiritual, fazendo luz, desde agora, na intimidade de nós mesmos, porque, à semelhança dEle, somos luz.

Iluminemos.

Redação do Momento Espírita, com citação
de Gênesis, I: 26.
Em 24.2.2014

Ouça aqui a mensagem:

sábado, 1 de agosto de 2026

Especial do Mês

 


Homenagem ao Momento Espírita

Ao longo deste mês, o Manancial de Luz tem a alegria de prestar uma singela, porém sincera homenagem ao Momento Espírita, uma das mais belas e constantes iniciativas de divulgação da Doutrina Espírita em língua portuguesa.

Nascido do ideal de trabalhadores dedicados ao bem, o Momento Espírita transformou-se, ao longo dos anos, em uma referência de estudo, reflexão e consolo, levando diariamente mensagens de esperança, fé, paz e renovação espiritual a milhares de pessoas. Inspirado nos ensinamentos de Jesus à luz da Doutrina Espírita, seu trabalho alcança lares, instituições, emissoras de rádio, plataformas digitais e corações espalhados por diversos países.

Com linguagem simples, profunda e acolhedora, suas mensagens dirigem-se a todas as pessoas, independentemente de crença, idade ou condição social. Cada texto é um convite à reflexão, ao autoconhecimento, à prática da caridade e ao fortalecimento da confiança na vida e na Providência Divina.

Esse valioso trabalho é realizado graças ao esforço dedicado de uma equipe de trabalhadores voluntários que, inspirados pelo ideal de servir, pesquisam, escrevem, revisam, traduzem e difundem conteúdos edificantes, sempre fundamentados nos princípios do Espiritismo cristão. É um exemplo de perseverança, organização e amor ao próximo colocado em ação.

Como forma de reconhecimento e gratidão por essa extraordinária contribuição à divulgação da mensagem espírita, durante todo este mês o Manancial de Luz publicará, em suas postagens diárias, uma seleção especial de textos do Momento Espírita, permitindo que nossos leitores revisitem ou descubram páginas repletas de sabedoria, consolo e inspiração.

Que esta homenagem represente nosso agradecimento aos seus fundadores, colaboradores e a todos aqueles que, ao longo de sua história, têm mantido viva essa luminosa tarefa de semear esperança, esclarecimento e paz.

Que Jesus continue abençoando o Momento Espírita, fortalecendo seus trabalhadores e permitindo que sua luz siga iluminando consciências e confortando corações por muitos anos.



quinta-feira, 30 de julho de 2026

Obsessão e desobsessão em debate


Na entrevista "Obsessão e Desobsessão", da FEBtv, os participantes promovem um debate esclarecedor à luz da Doutrina Espírita sobre a influência espiritual em nossas vidas, abordando o que caracteriza os processos obsessivos, suas causas, consequências e os caminhos para a libertação espiritual. Com base nos ensinamentos de Allan Kardec e na vivência do Evangelho de Jesus, o conteúdo convida à reflexão sobre a importância da reforma íntima, da prece, da vigilância e da prática do bem como instrumentos fundamentais para a prevenção e o tratamento da obsessão, oferecendo ao público uma visão equilibrada, consoladora e educativa sobre o tema.



terça-feira, 28 de julho de 2026

A ação da prece e do passe magnético nos casos de desobsessão

 

A obsessão, segundo a Doutrina Espírita, consiste na influência persistente de um Espírito sobre outro, em graus variados, podendo alcançar desde simples sugestões mentais até processos de profunda subjugação. Sua superação exige um tratamento que considere não apenas o aspecto espiritual, mas também a transformação moral daquele que sofre a influência e do Espírito obsessor.

Nesse contexto, a prece ocupa lugar de destaque como recurso terapêutico. Quando realizada com sinceridade, fé e perseverança, ela eleva o padrão vibratório daquele que ora, favorecendo sua sintonia com os Benfeitores Espirituais. A prece fortalece a vontade, inspira serenidade, renova as forças íntimas e cria um ambiente psíquico menos propício à ação dos Espíritos perturbadores. Ao mesmo tempo, representa um apelo de amor e misericórdia em favor do obsessor, que também necessita de esclarecimento, amparo e oportunidades de renovação.

O passe magnético, por sua vez, constitui importante auxílio no restabelecimento do equilíbrio espiritual. Por meio da transmissão de fluidos salutares, enriquecidos pela assistência dos Espíritos superiores, o passe contribui para a harmonização do perispírito e do organismo físico, auxiliando na recomposição das energias desgastadas pelo processo obsessivo. Contudo, o passe não opera milagres nem elimina, por si só, as causas da obsessão. Seus efeitos são tanto mais duradouros quanto maior for o esforço do assistido em modificar seus pensamentos, sentimentos e atitudes.

A doutrinação ou esclarecimento do Espírito obsessor também desempenha papel fundamental. Com respeito, caridade e esclarecimento evangélico, busca-se despertar sua consciência para as consequências do ódio, da vingança e do apego, convidando-o ao perdão e ao recomeço. O verdadeiro trabalho de desobsessão não visa combater o obsessor, mas socorrer um irmão igualmente necessitado, promovendo sua libertação moral.

Entretanto, a libertação definitiva da obsessão depende, acima de tudo, da reforma íntima do obsidiado. É indispensável cultivar pensamentos elevados, vigiar as próprias emoções, desenvolver o perdão, a humildade e a paciência, além de combater as imperfeições que favorecem a sintonia com Espíritos infelizes. A vivência dos ensinamentos de Jesus, por meio da prática constante do bem, constitui o mais seguro caminho para romper os vínculos de afinidade que sustentam o processo obsessivo.

A caridade, em todas as suas formas, representa poderoso instrumento de renovação espiritual. Quem aprende a servir ao próximo, a perdoar as ofensas, a exercitar a compreensão e a semear o amor transforma sua própria atmosfera psíquica, tornando-se cada vez mais inacessível às influências inferiores. Simultaneamente, oferece ao Espírito obsessor um exemplo vivo da força transformadora do Evangelho.

Assim, a prece, o passe magnético e o esclarecimento fraterno do obsessor formam um conjunto terapêutico de grande valor na assistência aos processos obsessivos. Todavia, esses recursos somente alcançam sua plena eficácia quando acompanhados da sincera disposição de renovação moral. A verdadeira cura da obsessão não consiste apenas no afastamento do Espírito perseguidor, mas na transformação de ambos os envolvidos, que, reconciliados com as leis divinas, encontram no amor, no perdão e na prática do bem o caminho para sua libertação espiritual.

Carlos Pereira 

domingo, 26 de julho de 2026

Reuniões Mediunicas de desobsessão


No vídeo da série "Reuniões Mediúnicas", Therezinha Oliveira aborda aspectos fundamentais da prática mediúnica, destacando a importância da disciplina, do estudo doutrinário, da preparação moral e da sintonia espiritual dos participantes. A palestrante explica que o bom funcionamento das reuniões depende do equilíbrio emocional, da humildade, da responsabilidade e da união da equipe, ressaltando que o objetivo maior é prestar auxílio fraterno aos espíritos necessitados e promover o crescimento espiritual de todos os envolvidos, sempre de acordo com os princípios da Doutrina Espírita.



sexta-feira, 24 de julho de 2026

A Desobsessão


 A desobsessão segundo o Espiritismo

Na visão espírita, desobsessão não significa simplesmente afastar um Espírito perturbador. Trata-se de um trabalho de educação espiritual fundamentado na lei de amor.

O processo envolve:

esclarecimento fraterno do Espírito obsessor;

fortalecimento moral da pessoa obsidiada;

oração sincera;

passes magnéticos;

estudo da Doutrina Espírita;

reforma íntima.

Os grupos de desobsessão existentes nas casas espíritas trabalham por meio da prece, da disciplina mediúnica e do diálogo fraterno com os Espíritos sofredores, sempre orientados pelos ensinamentos de Jesus.

Mecanismos de prevenção da obsessão

A Doutrina Espírita ensina que a melhor proteção espiritual é a transformação moral.

Entre os principais mecanismos preventivos destacam-se:

Reforma íntima

O combate ao orgulho, ao egoísmo, à vaidade e ao ressentimento modifica a sintonia espiritual do indivíduo, dificultando a aproximação de Espíritos inferiores.

Oração

A prece sincera eleva o padrão vibratório e fortalece os recursos espirituais da pessoa, criando condições favoráveis para a assistência dos bons Espíritos.

Vigilância dos pensamentos

Jesus recomendou: "Vigiai e orai". Pensamentos de ódio, revolta e pessimismo favorecem a influência espiritual inferior, enquanto pensamentos elevados aproximam os Espíritos benevolentes.

Estudo do Evangelho

O estudo contínuo do Evangelho e das obras básicas do Espiritismo amplia o entendimento das leis divinas e fortalece o discernimento.

Evangelho no Lar

A prática semanal do Evangelho no Lar harmoniza o ambiente doméstico, favorecendo a presença dos benfeitores espirituais e fortalecendo os vínculos familiares.

Caridade

A prática constante da caridade representa poderoso recurso de equilíbrio espiritual, pois aproxima o indivíduo das vibrações do amor ensinadas por Cristo.

Mecanismos de cura da obsessão

Quando a obsessão já está instalada, o tratamento espírita baseia-se em diversos recursos complementares.

Atendimento fraterno

A escuta acolhedora permite compreender a situação emocional da pessoa, orientando-a segundo os princípios evangélicos.

Passe espírita

O passe consiste na transmissão de energias benéficas, auxiliando no equilíbrio do perispírito e favorecendo o reequilíbrio das forças espirituais.

Água fluidificada

A água submetida à ação dos benfeitores espirituais pode atuar como recurso auxiliar de fortalecimento e equilíbrio espiritual.

Reuniões de desobsessão5

Realizadas exclusivamente por trabalhadores preparados nas instituições espíritas, essas reuniões destinam-se ao esclarecimento dos Espíritos obsessores e ao auxílio espiritual dos necessitados.

Perseverança na reforma moral

Não existe cura definitiva sem mudança interior. A renovação dos hábitos, dos pensamentos e das atitudes constitui o elemento essencial para a libertação espiritual.

O papel do Espírito obsessor

A Doutrina Espírita ensina que o Espírito obsessor também necessita de auxílio. Frequentemente ele próprio sofre em consequência do ódio, da ignorância ou do apego ao passado.

Por isso, o trabalho de desobsessão busca igualmente sua regeneração, oferecendo-lhe esclarecimento, consolo e oportunidade de arrependimento.

A verdadeira vitória ocorre quando ambos — obsessor e obsidiado — reconciliam-se perante as leis divinas.

Conclusões 

A obsessão, segundo a Doutrina Espírita, constitui um processo complexo de natureza moral e espiritual, cuja solução exige esforço pessoal, fé raciocinada e transformação íntima. Não existem fórmulas mágicas nem soluções instantâneas.

A prevenção fundamenta-se na vigilância, na oração, na prática do bem e no cultivo das virtudes cristãs. A cura, por sua vez, depende da cooperação entre os recursos oferecidos pela Casa Espírita e do compromisso sincero do indivíduo com sua própria renovação moral.

Conforme ensinam Allan Kardec e os Espíritos superiores, a luz do conhecimento aliada ao amor é o mais poderoso instrumento de libertação espiritual. A desobsessão é, antes de tudo, um processo de educação da alma, no qual o perdão, a caridade e o Evangelho de Jesus representam os caminhos seguros para a paz interior e para a verdadeira cura espiritual.

Carlos Pereira 

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Vampirismo espiritual explicado pela Doutrina Espírita

 



Os perigos invisíveis que nos rodeiam.

O vampirismo espiritual é mais comum do que imaginamos, mas nem percebemos que estamos sofrendo essa influência. Muitas vezes, estamos tão focados nas coisas tangíveis e visíveis deste mundo que nos esquecemos do vasto e complexo mundo espiritual ao nosso redor.

De acordo com a Doutrina Espírita, que busca nos fornecer uma compreensão mais profunda da realidade, o mundo invisível é habitado por uma vasta população de entidades desencarnadas, conhecidas como Espíritos.

Esses Espíritos, assim como nós, estão em constante evolução. No entanto, alguns deles podem ainda se encontrar em um estado menos elevado e procuram suprir as suas energias através da interação com os vivos.

O vampirismo espiritual ocorre quando essas entidades desencarnadas, consciente ou inconscientemente, se alimentam das energias vitais de indivíduos encarnados.

Essa situação pode ocorrer de diferentes maneiras, seja através da manipulação emocional, sugando a vitalidade, causando dúvidas e desânimo, ou influenciando nossos pensamentos e comportamentos de maneira negativa.

O termo “vampirismo” expressa muito bem a relação que se estabelece entre o obsessor e a vítima. A figura do vampiro relaciona-se à ação de sugar o sangue de suas vítimas para se alimentar.

No vampirismo espiritual, os Espíritos viciados sugam a energia vital do encarnado com a finalidade de alimentar os seus vícios. Essa perda de energia é expressiva, e pode originar problemas físicos, mentais e espirituais.

Longe de ser algo de ficção, o vampirismo espiritual é muito real e pode afetar qualquer pessoa, independentemente de sua crença religiosa ou sistema de valores.

Portanto, é essencial desenvolvermos formas de proteção para nos preservarmos dessas influências negativas.

O que é o vampirismo espiritual.

O vampirismo espiritual é um tipo de obsessão espiritual, um fenômeno que envolve a interação entre seres humanos e entidades espirituais, caracterizada por uma extração de energia vital, essencial para a saúde física, mental e espiritual.

As práticas de vampirismo espiritual podem ser perpetradas por Espíritos desencarnados, isto é, que já deixaram o corpo de carne e retornaram ao ambiente espiritual. Ou então, até mesmo por Espíritos de pessoas que ainda vivem sua existência na Terra.

O vampirismo espiritual ocorre quando somos afetados por Espíritos inferiores ou maldosos, que se aproveitam de nossos desequilíbrios emocionais, mentais, espirituais e de hábitos viciosos que mantemos. Ou pode também ser originado por sentimentos de vingança, atrelados a situações cármicas entre os envolvidos.

Essa influência dos obsessores pode se instalar por diferentes brechas que eles encontram em nossa constituição mental. Se deixamos que sentimentos negativos de medo, raiva, ciúme, inveja ou crítica controlem a nossa vida, deixamos também uma porta aberta para a influência desses Espíritos.

Contudo, nem todo tipo de vampirismo espiritual é mal-intencionado. Existem casos em que as entidades espirituais, por estarem ainda muito ligadas às sensações da matéria, podem estar buscando desesperadamente energia vital para suprir as suas próprias necessidades.

Mecanismos de proteção contra o vampirismo espiritual.

Uma maneira eficaz de se proteger contra o vampirismo espiritual é fortalecer nossas energias internas e manter um estado de equilíbrio emocional e mental, privilegiando o aprimoramento moral e espiritual.

Isso pode ser feito através de práticas que nos levem a uma conexão com a espiritualidade, como a oração, a meditação, ler ou assistir conteúdos edificantes, bem como o cultivo de pensamentos elevados.

Além disso, é importante cercar-se de pessoas e ambientes saudáveis e positivos. Aqueles que nos inspiram no bem têm um papel fundamental em nossa proteção contra influências espirituais negativas.

Busque, portanto, estar perto daqueles que vibram em uma energia elevada. Afaste-se de indivíduos tóxicos ou de ambientes de baixa vibração, que nos deixam vulneráveis ​​à influência negativa de Espíritos ainda presos às tendências inferiores.

479 – A prece é meio eficiente para a cura da obsessão?
“A prece é em tudo um poderoso auxílio, mas crede que não basta que alguém murmure algumas palavras, para que obtenha o que deseja. Deus assiste os que obram, não os que se limitam a pedir.
É, pois, indispensável que o obsidiado faça, por sua parte, o que se torne necessário para destruir em si mesmo a causa da atração dos maus Espíritos.

As escolhas que fazemos determinam as nossas relações espirituais.

Temos, sem dúvida, guias espirituais e protetores que nos apoiam e inspiram em nossa jornada. No entanto, muitas vezes os afastamos com os nossos comportamentos viciosos, impedindo a sua atuação benevolente.

Às vezes, não percebemos que nossos hábitos prejudiciais e vícios podem atrair a presença de entidades desencarnadas que se alimentam dos eflúvios desses prazeres terrenos. Eles procuram perpetuar esses vícios e, além disso, nos estimulam a procurá-los cada vez mais.

Dentre esses hábitos viciosos contam-se o álcool, o fumo, as drogas ilícitas, jogos e apostas, os excessos alimentares, os de ordem sexual. 

Estes hábitos nos tornam vulneráveis à aproximação de entidades desencarnadas, atraídos pelos chamados “miasmas psíquicos” para atender às suas satisfações ainda retidas nos prazeres mundanos.

As energias tóxicas dos obsessores espirituais podem levar a graves danos ao organismo, afetando órgãos vitais e gerando lesões por vezes incompreendidas pela medicina e em muitos casos incuráveis.

No entanto, é importante lembrar que nós sempre temos o poder de escolha. Assim, optando por comportamentos saudáveis e equilibrados, fortalecemos a nossa defesa espiritual contra essas influências prejudiciais.

E lembre-se: é sempre é possível contar com ajuda para superar quaisquer vícios e dificuldades, pois nunca estamos sozinhos nessa jornada.

Porque devemos nos precaver contra o vampirismo espiritual.

A prática do vampirismo espiritual traz consigo perigos inerentes, pois pode afetar profundamente o nosso bem-estar físico, emocional e espiritual.

Quando permitimos que Espíritos negativos se alimentem de nossa energia vital, nos tornamos suscetíveis a diversas doenças e a questões emocionais como depressão, ansiedade e estresse.

Além disso, este processo obsessivo dificulta nosso crescimento espiritual, impedindo-nos de alcançar nossos objetivos e cumprir nosso verdadeiro potencial.

Ao nos encontrarmos constantemente sob a influência dessas entidades negativas, nossa perspectiva sobre a vida se torna obscurecida. E isso, certamente, dificulta a nossa capacidade de interpretar com precisão as nossas próprias experiências.

A compreensão do vampirismo espiritual nos ajuda a perceber que, além dos desafios e adversidades comuns da vida diária, também estamos sujeitos a influências que não podem ser detectadas pelos nossos cinco sentidos.

Essa conscientização nos permite desenvolver ferramentas e mecanismos para nos proteger e manter nossa energia vital em equilíbrio, promovendo assim nossa evolução espiritual e o bem-estar geral.

Portanto, mantenha-se alerta, cuide da saúde de seu corpo e de seu Espírito e esteja atento aos sinais de vampirismo espiritual.

Lembre-se de que você tem o poder de se proteger e de cultivar um ambiente espiritualmente saudável ao seu redor.

E se você acha esta informação importante, compartilhe para que mais pessoas tenham uma qualidade de vida melhor.

José Batista de Carvalho

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Na Cura da Obsessão - Emmanuel


O vídeo reflexão "Na Cura da Obsessão", com Mauro Cini, aborda a mensagem do Espírito Emmanuel de forma clara e esclarecedora revelando a obsessão sob a ótica espírita, explicando suas causas, manifestações e os caminhos para a superação. A exposição destaca a importância da reforma íntima, da oração, do equilíbrio emocional e da prática do bem como instrumentos essenciais para a libertação espiritual e o fortalecimento da fé diante das influências negativas.



sábado, 18 de julho de 2026

Possessão e subjugação

 


Possessão

Para Kardec, possessão seria sinônimo de subjugação, porquanto outrora o nome possessão era o império exercido por maus Espíritos, quando a influência deles ia até à aberração das faculdades da vítima.

Por dois motivos Kardec não adotou esse termo: porque implica na crença de seres criados para o mal e perpetuamente votados ao mal, enquanto que não há senão seres mais ou menos imperfeitos, os quais todos podem melhorar-se; e porque implica igualmente a ideia do apoderamento de um corpo por um Espírito estranho, de uma espécie de coabitação, ao passo que o que há é apenas constrangimento.

A palavra subjugação exprime perfeitamente a ideia. Assim, não há possessos, no sentido vulgar do termo, há somente obsidiados, subjugados e fascinados.

Um Espírito não pode tomar temporariamente o invólucro corporal de uma pessoa viva, isto é, introduzir-se num corpo animado e obrar em lugar do outro que se acha encarnado neste corpo.

O Espírito não entra em um corpo. Identifica-se com um Espírito encarnado, cujos defeitos e qualidades sejam os mesmos que os seus, a fim de obrar conjuntamente com ele. Mas, o encarnado é sempre quem atua, conforme quer, sobre a matéria de que se acha revestido. Um Espírito não pode substituir-se ao que está encarnado, por isso que este terá que permanecer ligado ao seu corpo até ao termo fixado para sua existência material.

Por outro lado, pode a alma ficar na dependência de outro Espírito, de modo a se achar subjugada ou obsidiada ao ponto de a sua vontade vir a achar-se, de certa maneira, paralisada. Mas, para tanto, é preciso o consentimento daquele que sofre a ação, sem o que não se efetua. Isso ocorre devido à fraqueza do ser, ou por desejá-la.

O termo “possesso” só se deve admitir como exprimindo a dependência absoluta em que uma alma pode achar-se com relação a Espíritos imperfeitos que a subjuguem.

A palavra obsessão é, de certo modo, um termo genérico, pelo qual se designa esta espécie de fenômeno, cujas principais variedades são: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.

A obsessão é a ação persistente ou domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. É praticada pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar.

Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Para tanto, é preciso distinguir conforme resultem do grau do constrangimento e da natureza dos efeitos que produz.

Um dos caracteres distintivos dos maus Espíritos é a imposição; eles dão ordens e querem ser obedecidos; os bons nunca se impõem; dão conselhos, e, se não são atendidos, retiram-se. Resulta daí que a impressão que em nós produzem os maus Espíritos é sempre penosa, fatigante e muitas vezes desagradável.

Na obsessão simples, ocorre um grau de constrangimento que se limita a perturbar a vontade, a emoção e o psiquismo do paciente obsidiado. O Espírito inferior incomoda o indivíduo, mas não domina em profundidade o seu psiquismo. É ação inoportuna e desagradável, em que um Espírito se agarra à pessoa com tenacidade, causando mal-estar generalizado.

Alguém que tenha o sono perturbado por pesadelos, pode estar sendo vítima de uma obsessão simples. Se, no entanto, os efeitos provocados por esses sonhos ruins permanecem, significativa parte do dia, incomodando o enfermo, o caso pode ser classificado como uma subjugação moral.

Subjugação

A subjugação é uma constrição que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir a seu mau grado. O paciente fica sob um verdadeiro jugo.

A subjugação pode ser moral ou corporal. 

No primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar resoluções muitas vezes absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, ele julga sensatas: é uma como fascinação.

No segundo caso, o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários. Vai, às vezes, mais longe a subjugação corporal; pode levar aos mais ridículos atos.

Nos casos de subjugação, a obsessão pode levar a uma espécie de loucura cuja causa se desconhece, mas que não tem relação alguma com a loucura orgânica propriamente dita.

Entre os que são tidos por loucos, muitos há que apenas são subjugados, que precisariam de um tratamento moral, enquanto que com os tratamentos corporais os tornamos verdadeiros loucos.

As enfermidades mentais produzidas pela obsessão fazem compreender que um bando de Espíritos malfazejos pode lançar-se sobre certo número de indivíduos, deles se apoderar e produzir uma espécie de epidemia moral.

A ignorância, a fraqueza das faculdades e a ausência de cultura intelectual, naturalmente, facultam-lhes maior influência. É por isso que eles prejudicam, de preferência, certas classes, embora as pessoas inteligentes e instruídas nem sempre estejam isentas.

Na atualidade, os processos obsessivos apresentam características de uma epidemia, podendo ser controlada ou neutralizada somente pela força do bem.

Estamos cercados por inúmeros Espíritos perturbados, encarnados e desencarnados, que buscam nos influenciar de todas as formas.

Impossível desconhecer as dificuldades e os problemas a que estamos sujeitos pela influência dos companheiros apresados nas teias de revolta e desequilíbrio.

Entretanto, se a bondade do Senhor os encaminha, é que partilhamos com eles o mesmo quinhão de débito a resgatar ou de serviço a desenvolver.

Se nos trazem sensações de tristeza ou de angústia, é que ainda temos os corações, quais os deles, arraigados à sombra de Espírito.

Recebamo-los na trilha do respeito, quando não nos seja possível acolhê-los no portal da alegria. E comecemos a obra do reajuste, acendendo no íntimo a chama da prece; ela clareará nossas almas e interpretá-los-emos tais quais são: nossos companheiros de caminhada e obreiros indispensáveis da vida.

Juan Carlos Orozco

Bibliografia:

DENIS, Léon. O problema do ser, do destino e da dor. 32ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2017.

KARDEC, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

KARDEC, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Livro dos Espíritos. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

KARDEC, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Livro dos Médiuns. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

MIRANDA, Manoel Philomeno de (Espírito), na psicografia Manoel Divaldo Pereira Franco. Nos bastidores da obsessão. 13ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2016.

ROCHA, Cecília (organizadora). Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita – Programa Complementar – Tomo Único. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2014.

SCHUBERT, Suely Caldas. Obsessão/Desobsessão: profilaxia e terapêutica espíritas. 3ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2018.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Fascinação: uma forma sutil de obsessão


Na Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, a obsessão é entendida como a influência persistente que um Espírito imperfeito pode exercer sobre uma pessoa. Essa influência pode ocorrer em diferentes graus, desde uma ação leve e passageira até um domínio profundo sobre os pensamentos e atitudes do indivíduo. Entre essas modalidades, a fascinação ocupa um lugar de destaque por sua natureza discreta e perigosa.

Segundo Allan Kardec, a obsessão apresenta três formas principais: obsessão simples, fascinação e subjugação. A fascinação distingue-se por afetar diretamente o julgamento da vítima, levando-a a aceitar como verdade ideias falsas, sem perceber o engano. O indivíduo fascinado acredita estar plenamente lúcido e, justamente por isso, torna-se resistente a qualquer orientação ou advertência.

Kardec explica que, na fascinação, o Espírito obsessor cria uma espécie de ilusão moral e intelectual. A vítima passa a interpretar os acontecimentos de forma distorcida, convencendo-se de que suas ideias são superiores ou de que recebe comunicações de Espíritos elevados, quando, na realidade, pode estar sendo enganada por entidades mistificadoras.

Um dos aspectos mais preocupantes da fascinação é a dificuldade de reconhecê-la. Enquanto na obsessão simples a pessoa pode perceber a influência estranha e lutar contra ela, na fascinação ela perde a capacidade de analisar criticamente o que pensa, sente ou recebe mediunicamente. Qualquer tentativa de esclarecimento costuma não ser aceita e é rechaçada.

No campo mediúnico, Kardec adverte que a fascinação representa um dos maiores perigos para os médiuns. O Espírito obsessor pode explorar o orgulho, a vaidade e o desejo de destaque, levando o médium a acreditar que possui uma missão excepcional ou que é instrumento exclusivo de Espíritos superiores. Assim, a mistificação encontra terreno fértil, pois o fascinado rejeita conselhos e críticas sinceras.

Entretanto, Kardec ressalta que a responsabilidade não recai apenas sobre o Espírito obsessor. As imperfeições morais da própria pessoa oferecem abertura para essa influência. O orgulho, o egoísmo, a presunção e a falta de humildade são fatores que facilitam a ação dos Espíritos inferiores. Por isso, o combate à obsessão não depende apenas de práticas espirituais, mas principalmente da reforma íntima.

O tratamento da fascinação exige paciência, perseverança e esclarecimento. A prece sincera, o estudo da Doutrina Espírita, a vigilância dos pensamentos, a prática do bem e o desenvolvimento da humildade fortalecem a pessoa contra as influências inferiores. Em muitos casos, é necessário o auxílio de trabalhadores experientes e de reuniões de desobsessão realizadas com seriedade, sempre fundamentadas nos princípios espíritas.

Allan Kardec ensina que nenhum Espírito possui poder absoluto sobre o ser humano. A verdadeira proteção está na elevação moral, pois os bons Espíritos se aproximam daqueles que sinceramente buscam o bem, enquanto os Espíritos inferiores encontram dificuldades para influenciar consciências vigilantes e comprometidas com o progresso espiritual.

A fascinação, portanto, constitui um alerta para todos os estudiosos da Doutrina Espírita. Seu maior perigo está justamente em ocultar-se sob a aparência da verdade. Por essa razão, Kardec recomenda que toda comunicação espiritual, toda inspiração e toda convicção pessoal sejam submetidas ao crivo da razão, da lógica e dos princípios morais ensinados por Jesus. A fé espírita não é cega; ela se apoia na análise criteriosa, no bom senso e na coerência.

Compreender a fascinação é compreender a necessidade permanente da humildade. Quanto mais o ser humano reconhece suas limitações e permanece aberto ao aprendizado, menor será a possibilidade de cair nas ilusões criadas pelos Espíritos mistificadores. Assim, a vigilância, a oração e a reforma moral tornam-se os mais seguros instrumentos de libertação e crescimento espiritual.

Carlos Pereira 

terça-feira, 14 de julho de 2026

Obsessão simples

 

Dá-se a obsessão simples, quando um Espírito malfazejo se impõe a um médium, se imiscui, a seu mau grado, nas comunicações que ele recebe, o impede de se comunicar com outros Espíritos e se apresenta em lugar dos que são evocados.Ninguém está obsidiado pelo simples fato de ser enganado por um Espírito mentiroso. O melhor médium se acha exposto a isso, sobretudo, no começo, quando ainda lhe falta a experiência necessária, do mesmo modo que, entre nós homens, os mais honestos podem ser enganados por velhacos. Pode-se, pois, ser enganado, sem estar obsidiado.A obsessão consiste na tenacidade de um Espírito, do qual não consegue desembaraçar-se a pessoa sobre quem ele atua.

Na obsessão simples, o médium sabe muito bem que se acha presa de um Espírito mentiroso e este não se disfarça; de nenhuma forma dissimula suas más intenções e o seu propósito de contrariar. O médium que se mantém em guarda raramente é enganado. Este gênero de obsessão é, portanto, apenas desagradável e não tem outro inconveniente, além do de opor obstáculo às comunicações que se desejara receber de Espíritos sérios, ou dos afeiçoados.Podem incluir-se nesta categoria os casos de obsessão física, isto é, a que consiste nas manifestações ruidosas e obstinadas de alguns Espíritos, que fazem se ouçam, espontaneamente, pancadas ou outros ruídos.

É um processo que se dá em função da manipulação de fluidos de pouca densidade, apresentando-se como pequenas intoxicações, levando ao corpo físico e mental sinais e sintomas de pouca intensidade. “Verifica-se quando um Espírito malfazejo se impõe a um médium, intrometendo-se contra sua vontade, nas comunicações que recebe...”

A obsessão simples é parasitose comum em quase todas as criaturas, em se considerando o natural intercurso psíquico vigente em todas as partes do Universo. Tendo-se em vista a infinita variedade das posições vibratórias em que se demoram os homens, estes sofrem, quanto influem em tais faixas, sintonizando, por processo normal, com os outros comensais aí situados. (* -página11) Quando as criaturas, sob o jugo de obsessão simples, dormem, encontram-se com os seus afins — encarnados ou não — com os quais se identificam, recebendo mais ampla carga de necessidades falsas (...). Quando despertam, trazem a mente atribulada, tarda, sob incômodo cansaço físico e psíquico, encontrando dificuldade para fixar os compromissos e lições edificantes da vida. (* -página12) Na obsessão simples, sempre há uma ideia fixa que conduz ao intercâmbio mental com outros Espíritos afins. (* -página12) Surgem, como efeito natural, as síndromes da inquietação:

as desconfianças,

Os estados de insegurança pessoal,

as enfermidades de pequena monta,

Os insucessos em torno do obsidiado que soma as angústias, dando campo a incertezas,

a mais ampla perturbação interior. (* -página12)

Nesse período podem-se perceber os estereótipos da obsessão, que facilmente se revelam pelas atitudes inusitadas, pelo comportamento ambivalente — equilíbrio e distonia, depressão e excitação —, alienando a criatura. (* -página13 )

Na obsessão simples, ocorre um grau de constrangimento que se limita a perturbar a vontade, emoção e psiquismo do paciente obsidiado. O Espírito inferior incomoda o indivíduo, mas não domina em profundidade seu psiquismo. Alguém que tenha o sono perturbado por pesadelos, pode estar sendo vítima de uma obsessão simples. Se, no entanto, os efeitos provocados por esses sonhos ruins permanecem significativa parte do dia incomodando o enfermo, o caso pode ser classificado como uma subjugação moral.

Pacientes portadores de depressões de caráter leve a mediana, podem ser vítimas de obsessões simples. Porém, se a situação psicológica degenerar na predominância de maus pensamentos no trânsito mental, a situação também pode ser colocada na classe de subjugaçãomoral. Pequenos tiques nervosos e manias esporádicas, também podem ser classificados como obsessão simples. Caso esses cacoetes se tornem constantes, o fenômeno obsessivo poderá ser classificado como subjugação física. 

Em resumo, a obsessão simples é, como o próprio nome o diz, uma interferência espiritual não grave. Mas, é importante citar que algumas obsessões simples, se não forem cuidadas adequadamente, poderão se degenerar em formas mais graves, tais como a subjugação e a fascinação. Portanto, todos os casos de obsessão merecem a maior atenção.

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/gebm/tecnicas-de-desobsessao.html

José Queid Tufaile Huaixan

Fonte: https://www.guia.heu.nom.br/obsessao_simples.htm

domingo, 12 de julho de 2026

Obsessão – Lições de Emmanuel


O vídeo "Obsessão – Lições de Emmanuel" apresenta uma reflexão sobre a obsessão espiritual à luz dos ensinamentos espíritas, mostrando como pensamentos, emoções e atitudes influenciam nossa sintonia com o mundo espiritual. O conteúdo destaca a importância da vigilância, da oração, da reforma íntima e da prática do bem como caminhos para superar influências negativas, fortalecendo o equilíbrio emocional e espiritual por meio dos ensinamentos de Emmanuel.

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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Obsessão e Evangelho

 



A quem diga que o Espiritismo cria obsessões na atualidade do mundo, respondamos com os próprios Evangelhos.

Nos versículos 33 a 35, do capítulo 4, no Evangelho de Lucas, assinalamos o homem que se achava no santuário, possuído por um Espírito infeliz, a gritar para Jesus, tão logo lhe marcou a presença: “que temos nós contigo?” E o Mestre, após repreendê-lo, conseguiu retirá-lo, restaurando o equilíbrio do companheiro que lhe sofria o assédio. Temos aí a obsessão direta.

Nos versículos 2 a 13, do capítulo 5, no Evangelho de Marcos, encontramos o auxílio seguro prestado pelo Cristo ao pobre gadareno, tão intimamente manobrado por entidades cruéis, e que mais se assemelhava a um animal feroz, refugiado nos sepulcros. Temos aí a obsessão, seguida de possessão e vampirismo.

Nos versículos 32 e 33, do capítulo 9, no Evangelho de Mateus, lemos a notícia de que o povo trouxe ao Divino Benfeitor um homem mudo, sob o controle de um Espírito em profunda perturbação, e, afastado o hóspede estranho pela bondade do Senhor, o enfermo foi imediatamente reconduzido à fala. Temos aí a obsessão complexa, atingindo alma e corpo.

No versículo 2, do capítulo 13, no Evangelho de João, anotamos a palavra positiva do apóstolo, asseverando que um Espírito perverso havia colocado no sentimento de Judas a ideia de negação do apostolado. Temos aí a obsessão indireta, em que a vítima padece influência aviltante, sem perder a própria responsabilidade.

Nos versículos 5 a 7, do capítulo 8, nos Atos dos Apóstolos, informamo-nos de que Filipe, transmitindo a mensagem do Cristo, entre os samaritanos, conseguiu que muitos coxos e paralíticos se curassem, de pronto, com o simples afastamento dos Espíritos inferiores que os molestavam. Temos aí a obsessão coletiva, gerando moléstias-fantasmas.

E, de ponta a ponta, vemos que o Novo Testamento trata o problema da obsessão com o mesmo interesse humanitário da Doutrina Espírita.

Não nos detenhamos, diante dos críticos contumazes.

Estendamos o serviço de socorro aos processos obsessivos de qualquer procedência, porque os princípios de Allan Kardec revivem os ensinamentos de Jesus, na antiga batalha da luz contra a sombra e do bem contra o mal.

Emmanuel 

Do livro Seara dos Médiuns, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

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