segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Um Feliz Ano Novo


Feliz Ano Novo


Que este novo ano chegue iluminado para todos; repleto de paz, amor e alegrias renovadas.

Um feliz 2014 para todos!


São os votos de

Carlos Pereira - Manancial de Luz

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Versos de Natal



Enquanto a glória do Natal se expande
Na alegria que explode e tumultua,
Lembra o Divino Amigo, além, na rua...
E repara a miséria escura e grande.
Aqui, reina o Palácio do Capricho
Que a louvores e júbilos se entrega,
Onde a prece ao Senhor é surda e cega
E onde o pão apodrece sobre o lixo.
Ali, ergue-se a Casa da Ventura,
Que guarda a fé por fúlgido tesouro,
Onde a imagem do Cristo, em prata e ouro,
Dorme trancada em cárceres de usura.
Além, é o Ninho da Felicidade
Que recorda Belém, cantando à mesa,
Mas, de portas cerradas à tristeza
Dos que choram de dor e de saudade.
Mais além, clamam sinos com voz pura:
- Jesus nasceu! - o Templo dos Felizes
Que não se voltam para as cicatrizes
Dos que gemem nas chagas de amargura...
Adiante, o Presépio erguido em trono
Louva o Rei Pequenino e Solitário,
Olvidando os herdeiros do Calvário
Sobre as cinzas dos catres de abandono.
De quando em quando, o Mestre, em companhia
Daqueles que padecem sede e fome,
Bate ao portal que lhe relembra o nome,
Mas em resposta encontra a noite fria.
E quem contemple a Terra que se ufana,
Ante o doce esplendor do Eterno Amigo,
Divisará, de novo, o quadro antigo:
- Cristo esmolando asilo na alma humana.
Natal!... O mundo é todo um lar festivo!...
Claros guizos no ar vibram em bando...
E Jesus continua procurando
A humilde manjedoura do amor vivo.
Natal! Eis a Divina Redenção!...
Regozija-te e canta, renovado,
Mas não negues ao Mestre desprezado
A estalagem do próprio coração.


Pelo Espírito Cármen Cinira

Do livro Instruções Psicofônicas, de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos. FEB. Capítulo 40.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Um Feliz Natal

Montagem criada Bloggif


As luzes do Natal celebra o renascimento de Jesus a cada dia em nossos corações.

Que o espírito do Natal renove em nós com júbilos festivos a fé inabalável da chegada de um novo tempo de paz e amor!

A todos um feliz Natal!

São os votos de
Carlos Pereira - Manancial de Luz.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Presépio de Francisco


Fato histórico e pouco lembrado é a origem da representação do nascimento de Jesus. No Natal do ano de 1223, de modo nunca visto, Francisco de Assis celebrou a efeméride na cidade de Greccio, na Itália. Reproduziu o Natal de Jesus de uma maneira realística. Entendia que as pessoas, em geral, estavam muito esquecidas do Mestre e que a cena da manjedoura poderia fazer com que os fiéis vissem “com os olhos do corpo os desconfortos sofridos pelo menino Jesus”.

Francisco não teria sido o inventor do presépio, que já seria hábito em algumas catedrais, mas inovou na maneira da representação e nos objetivos. Destacou o renascimento de Cristo nos corações e, diferente de outras prédicas da época, falou da misericórdia e doçura de Deus.

Há relatos de que Francisco encomendou a seu amigo Giovanni Velita, 15 dias antes do Natal, a preparação de um cenário adequado:

Quero representar aquele menino nascido em Belém como se de alguma maneira tivesse diante dos olhos os desconfortos que teve...

E assim, uma representação com pessoas, na qual o próprio Francisco veste-se como diácono e, com sua bela voz, canta o Evangelho, marcou o primeiro presépio. O inovador fez adequações e introduziu a presença do boi e do asno, que não fazem parte do relato evangélico da Natividade, e teriam sido acrescentados pelos Evangelhos apócrifos.

Mas, Francisco considerou o boi e o asno indispensáveis para a composição de seu teatro sacro.

Consta que, previamente, Francisco teria submetido ao papa a ideia de um presépio. Além de destacar a simplicidade da vinda do Cristo, o presépio de Greccio também assinala o início de uma tradição que elimina a necessidade da viagem até a Terra Santa e da sua defesa, como era comum no contexto da vida de Francisco, na época das Cruzadas. Com a ideia da representação e dos subsequentes presépios, Greccio se torna como que uma nova Belém. Esta cidade passa a estar presente nos lares, em todas as partes do mundo cristão. Todavia, a principal intenção de Francisco era que o nascimento do Cristo devesse estar bem vivo nos corações das pessoas. Na época, o cenário da vida do menino Jesus jazia esquecido no coração de muitos e por meio de Francisco foi ressuscitado e sua lembrança impressa numa memória novamente partícipe.

A representação do Natal de forma simples encontra-se dentro de um conjunto de ações e coerente com a trajetória do iluminado inovador:

Seu exemplo de simplicidade e de amor, de singeleza e de fé, contagiou numerosas criaturas, que se entregaram ao santo mister de regenerar almas para Jesus.

A interpretação de que Belém pode estar próxima a todos é interessante e pode ser levada para outras dimensões, ampliadas pela visão espírita. A epopeia do Natal e até as homenagens simbolizadas pelo presépio devem ser encaradas com simplicidade e ternura. Sem o foco principal na representação material, a evocação da simbologia da Natividade deve contribuir para o robustecimento da mensagem do Cristo nos corações dos homens, inclusive nas cotidianas reuniões do Evangelho no lar.

A Espiritualidade superior tem sido pródiga em elucidações sobre o significado do Natal. Entre muitos textos, destacamos da “Prece diante da manjedoura”, de Emmanuel:

Senhor, diante da manjedoura em que nos descerras o coração, ensina-nos a abrir os braços para receber-te.

E, em outra mensagem do mesmo autor espiritual:

As lembranças do Natal, porém, na sua simplicidade, indicam à Terra o caminho da manjedoura. [...]

Emmanuel também comenta sobre a contínua busca pelo Cristo e até recorda as constantes expectativas de muitos por um eventual retorno do Cristo. O Orientador espiritual é claro:

Os homens esperam por Jesus e Jesus espera igualmente pelos homens.[...]

Cristianismo significa Cristo e nós.

A simbologia do presépio deve ser alerta e estímulo para que, a cada Natal, a mensagem do Cristo seja introjetada nos nossos corações e represente o roteiro para o caminho que devemos percorrer. Reaviva uma mensagem que já se encontra há dois mil anos entre nós. E a comemoração do Natal é realizada num momento, geralmente, de reflexões e influxos positivos, coincidindo com os preparativos para o novo ano, que se inicia poucos dias após as festividades do Natal. Sem dúvida, uma boa lembrança e inspiração para se refletir sobre o ano que finda e as esperanças do ingresso no Ano Novo.

É notável como “a epopeia da vida do mensageiro do Cristianismo, Francisco de Assis, foi um marco para a história da Humanidade”, legando-nos também o pioneirismo do significado da representação do Natal de Cristo.

Os objetivos maiores de Francisco para esta ação histórica são válidos até nossos dias, pois, independentemente de qualquer representação material, o Natal deve ser um reforço para as reflexões sobre a essência do Cristianismo, e – redivivo na forma do Consolador Prometido –, entendemos que o Espiritismo tem grande contribuição a ser consolidada com a Humanidade para a vivência da paz, do bem e da simplicidade, atuando junto a todas faixas sociais e etárias.


Antonio Cesar Perri de Carvalho


Fonte: Núcleo Espírita Mensageiros do Bem

Referências:

1CIANCHETTA, Romeo. A vida de São Francisco ilustrada. Trad. Elias Augusto José. Assis: Ed. Litovald, 2010. Cap. O Natal de Greccio.
2SPOTO, Donald. Francisco de Assis: o santo relutante. Trad. S. Duarte. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. p. 292-294.
3FRUGONI, Chiara. Vida de um homem: Francisco de Assis. Trad. Federico Carotti. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 120-123.
4XAVIER, Francisco C. A caminho da luz. Pelo Espírito Emmanuel. 37. ed. 3. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. 18, it. Os franciscanos, p. 191.
5______. Antologia mediúnica do natal. Espíritos diversos. 6. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2009. Cap. 12.
6______. ______. Cap. 21, p. 58.
7______. Fonte viva. Pelo Espírito Emmanuel. ed. esp. 3. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. Cap. 17.
8CARVALHO, Antonio Cesar Perri de. A simplicidade de Francisco de Assis. In: Reformador, ano 129, n. 2.184, p. 34(112)-35(113), mar. 2011.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Súplica do Natal



Na noite santificada,
Em maravilhas de luz,
Sobem preces, cantam vozes
Lembrando-Te, meu Jesus!

Entre as doces alegrias
De Teu Natal, meu Senhor,
Volve ao mundo escuro e triste
Os olhos cheios de amor.

Repara conosco a Terra,
Angustiada e ferida,
E perdoa, Mestre Amado,
Os erros de nossa vida.

Onde puseste a alegria
Da paz, da misericórdia,
Desabam tormentas rudes
De iniquidade e discórdia.

No lugar, onde plantaste
As árvores da união,
Vivem monstros implacáveis
De dor e separação.

Ao longo de Teus caminhos
Sublimes e abençoados,
Surgem trevas pavorosas
De abismos escancarados.

Ao invés de Teus ensinos
De caridade e perdão,
Predominam sobre os homens
A sombra, o crime, a opressão.

Perdoa, Mestre, aos que vivem
Erguendo-Te a nova cruz!
Dá-nos, ainda, a bonança
De Tua divina luz.

Desculpa mundo infeliz
Distante das leis do bem,
Releva as destruições
Da humana Jerusalém...

Se a inteligência dos homens
Claudicou a recaiu,
A Tua paz não mudou
E ao Teu amor não dormiu.

Por isso, ó Pastor Divino,
Nos júbilos do Natal,
Saudamos a Tua estrela
De vida excelsa e imortal.

Que o mundo Te guarde a lei
Pela fé que nos conduz
Das sombras de nossa vida
Ao reino de Tua luz!...


Casimiro Cunha


Do livro Antologia Mediúnica do Natal, de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Natal de Jesus



Acompanhe a mensagem:


Natal de Jesus


Toda vez que o Natal retorna, Sua figura é lembrada com maior vigor. Alguns permanecem na tentativa de negar-Lhe a existência, afirmando que tudo é fruto de lenda.

Outros, que na Sua existência acreditam, perdem-se em datas e números, tentando descobrir quando Ele verdadeiramente nasceu.

O que se sabe é que até o Século IV, os cristãos do Mundo comemoravam o Seu natalício em diferentes meses e dias, motivo pelo qual a Igreja optou por determinar a data de 24 de dezembro, a fim de que todos os Seus seguidores se unissem para o mesmo evento, como um único coração.

Estranham alguns que tudo que se refira à figura humana do Cristo seja tão obscuro. Não se sabe com exatidão quando e onde nasceu, quase nada se tem a respeito de Sua infância e adolescência.

Mesmo após a Sua morte, não nos legou senão uma tumba vazia, tendo desaparecido Seu corpo, sepultado em lugar ignorado talvez.

Exatamente porque, desde o primeiro dia entre nós Ele, Jesus, insistiu em afirmar que a mensagem é mais importante do que o homem.

Contudo, algo existe em torno do qual ninguém discute, todos se irmanam. Ele legou à Humanidade o mais belo tesouro de todos os tempos: a lição do amor, o amor por excelência que foi.

Desde Seu nascimento na calada da noite à Sua morte infamante na cruz, a Sua foi a vida dos que amam em totalidade.

Por isso mesmo é que não temos as notícias de Jesus no seio de Sua família, convivendo com os Seus. A Sua família era a Humanidade e com ela esteve em Seu messianato.

Amou a multidão e a serviu. Falou de coisas profundas, utilizando figuras e linguagem acessíveis ao povo, que desejava uma mensagem diferente de todas as que ouvira até então.

A Sua voz tinha especial entonação e quando se punha a declamar a poesia dos Céus, extasiava as almas. Os simples O seguiam, os desejosos de aprender e os que ansiavam pelo consolo de suas feridas morais O ouviam atenciosos.

Sua mensagem era dirigida a todos os seres, nos diferentes estágios evolutivos, para as diferentes idades.

Dirigiu-Se à criança, convidou os moços a segui-lO, arrebanhou homens e mulheres em plena madureza, alentou a velhice.

Sua vida foi um contínuo servir. Ninguém antes dEle e ninguém depois realizou tamanha revolução no campo das ideias, semeando na terra dos corações, em tão pouco tempo.

Menos de três anos...
Sua mensagem, impregnada do perfume de Sua presença, prossegue no mundo, arrebanhando as almas.

Definindo-se como o Caminho, a Verdade e a Vida, Ele é também o consolo dos aflitos, a luz para os que andam em trevas densas, o amparo dos que se sentem desalentados e sós.

Seu nome é Jesus. Sua mensagem é a do amor perene. Seus ditos e Seus feitos constituem os Evangelhos.

A comemoração do Seu natalício a todos nos motiva a amar, doar e perdoar. E só há Natal porque Ele veio para os Seus irmãos, para nós e nos legou a mensagem Divina que fala de paz, de harmonia e de belezas espirituais.

* * *

Aproveitemos os dias do Natal que estamos vivendo para meditar a respeito dos ensinos de Jesus.

Aproveitemos mais: coloquemos em prática ao menos alguns deles.

E entre os presentes e mimos que distribuiremos em nome dEle, não nos esqueçamos de colocar uma parcela do nosso coração.

Não esqueçamos: é Natal.


Redação do Momento Espírita em 22.12.2012.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O Significado do Natal

Mensagem proferida pelo médium e orador espírita Divaldo Franco no programa Transição exibido pela emissora RedeTV em dezembro de 2009 sobre o tema “O significado do Natal”.


domingo, 15 de dezembro de 2013

O Filho de Deus


O chamado “Dogma de Cristo” é uma criação da teologia cristã, mas não dos Evangelhos, onde a posição de Jesus é bem clara, considerando-se ele mesmo como filho de Deus e nosso irmão, pois também se chamava a si próprio de filho do homem. O Natal de Jesus, portanto, não é o Natal de Deus. A visão mediúnica do Cosmos, descrita por Chico Xavier, dá-nos a ideia grandiosa do Criador através da sua obra.

A posição espírita no assunto é considerada herética pelas religiões cristãs, que chegam mesmo a negar ao Espiritismo a sua natureza cristã. Com mais razão, com mais lógica, os espiritistas consideram herética a doutrina que faz de Jesus a encarnação de Deus. Mas nem por isso os espiritistas deixam de participar das comemorações do Natal, que consideram como o dia da fraternidade humana por excelência, traduzida em caridade efetiva na assistência aos necessitados. Assim o principio do amor supera as divergências teológicas, unindo todos os cristãos na adoração espiritual do Cristo e no cumprimento da sua lei única: a de amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

O fundamento do universo é uma lei única: a lei do amor. Dela derivam todas as leis conhecidas e desconhecidas. Deus é amor, definiu João no seu Evangelho. E Jesus resumiu toda a Lei e os Profetas na lei áurea do amor. É o poder do amor que faz as galáxias girarem no infinito e as constelações atômicas girarem no finito.


Do livro Na Era do Espírito, cap. 28, obra de J. Herculano Pires, Francisco Cândido Xavier e Espíritos Diversos.)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Prece do Natal



Senhor Jesus!..
Conhecemos os teus ensinamentos.
Auxilia-nos a cumpri-los.
Guardamos as tuas palavras.
Ampara-nos, a fim de que venhamos a traduzi-las em trabalho, no serviço aos semelhantes.
Legaste-nos o amor uns aos outros, por legenda da própria felicidade.
Guia-nos à prática dessa lição bendita, de maneira a que o nosso dia-a-dia se faça caminho de fraternidade e luz.
Senhor!.. Disseste-nos:- "dou a vós outros a minha paz" e tens mantido a tua promessa, através de todos os séculos da vida cristã.
Inspira-nos, por misericórdia, o respeito e a fidelidade aos teus designios para que não venhamos a perder a paz que nos deste, com a intromissão de nossos caprichos, na paz que nos vem de Deus.
Assim seja.


Emmanuel

Do livro Ação e Caminho. De Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Crônica do Natal


Desde a ascensão de Herodes, o Grande, que se fizera rei com o apoio dos romanos, não se falava na Palestina senão no Salvador que viria enfim...

Mais forte que Moisés, mais sábio que Salomão, mais suave que David, chegaria em suntuoso carro de triunfo para estender sobre a Terra as leis do Povo Escolhido.

Por isso, judeus prestigiosos, descendentes das doze tribos, preparavam-lhe oferendas em várias nações do mundo.

Velhas profecias eram lidas e comentadas, na Fenícia e na Síria, na Etiópia e no Egito.

Dos confins do Mar Morto às terras de Abilena, tumultuavam notícias da suspirada reforma...

E mãos hábeis preparavam com devotamento e carinho o advento do Redentor.

Castiçais de ouro e prata eram burilados em Cesaréia, tapetes primorosos eram tecidos em Damasco, vasos finos eram importados de Roma, perfumes raros eram trazidos de remotos rincões da Pérsia... Negociantes habituados à cobiça cediam verdadeiras fortunas ao Templo de Jerusalém, após ouvirem as predições dos sacerdotes, e filhos tostados do deserto vinham de longe trazer ao santuário da raça a contribuição espontânea com que desejavam formar nas homenagens ao Celeste Renovador.

Tudo era febre de expectação e ansiedade.

Palácios eram reconstruídos, pomares e vinhas surgiam cuidadosamente podados, touros e carneiros, cabras e pombos eram tratados com esmero para o regozijo esperado.

Entretanto, o Emissário Divino desce ao mundo na sombra espessa da noite.
Das torres e dos montes, hebreus inteligentes recolhem a grata notícia... Uma estrela estranha rutila no firmamento.

O Enviado, porém, elege pequena manjedoura para seu berço de luz.

Milícias angelicais rejubilam-se em pleno céu...

Mas nem príncipes, nem doutores, nem sábios e nem poderosos da Terra lhe assistem a consagração comovente e sublime.

São pastores humildes que se aproximam, estendendo-lhe os braços.

Camponeses amigos trazem-lhe peles surradas.

Mulheres pobres entregam-lhe gotas de leite alvo.

E porque as vozes do Céu se fazem ouvir, cristalinas e jubilosas, cantam eles também...

- "Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os Homens!..."

Ali, na estrebaria singela, estão Ele e o povo...

E o povo com Ele inicia uma nova era...

......................................................

É por isso que o Natal é a festa da bondade vitoriosa.

Lembrando o Rei Divino que desceu da Glória à Manjedoura, reparte com teu irmão tua alegria e tua esperança, teu pão e tua veste.

Recorda que Ele, em sua divina magnificência, elegeu por primeiros amigos e benfeitores aqueles que do mundo nada possuíam para dar, além da pobreza ignorada e singela.

Não importa sejas, por enquanto, terno e generoso para com o próximo somente um dia...

Pouco a pouco, aprenderás que o espírito do Natal deve reinar conosco em todas as horas de nossa vida.

Então, serás o irmão abnegado e fiel de todos, porque, em cada manhã, ouvirás uma voz do Céu a sussurrar-te, sutil:

- Jesus nasceu! Jesus nasceu!...

E o Mestre do Amor terá realmente nascido em teu coração para viver contigo eternamente.


Pelo Espírito Irmão X


Do livro Antologia Mediúnica do Natal. De Francisco Candido Xavier, por Espíritos Diversos. FEB.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Um Natal diferente


Naquele escritório era assim. Todos os anos, eles procuravam uma família que necessitasse de assistência para comemorar o Natal.

Para o dia que se aproximava, eles localizaram uma que havia sofrido várias tragédias nos dois anos anteriores. O Natal deles seria magro e triste.

Então, durante um mês, todos no escritório foram colocando as doações em dinheiro dentro de uma lata decorada.

Depois, se divertiram muito escolhendo os presentes para o pai, a mãe e os seis filhos, imaginando a expressão de felicidade deles, ao receberem os presentes.

Para os meninos, luvas para o inverno e aviões em miniatura. Para as meninas, bonecas e bichinhos de pelúcia. Para a mais velha, já adolescente, perfume e um relógio.

Evidentemente, aquela família não deveria saber quem eram os doadores e, por isso, eles combinaram que o pastor da igreja rural seria o portador dos presentes.

Na sexta-feira anterior ao Natal, a mãe da família voltou mais cedo para casa, após o trabalho. Ela recebera uma gratificação extra do seu patrão. O marido ficou feliz com a notícia.

Agora eles tinham dinheiro para comprar presentes de Natal para os filhos. Sentaram-se e juntos fizeram uma lista, procurando combinar o querer com as necessidades.

Mas, então, eles ficaram sabendo que um amigo estava prestes a ser submetido a uma cirurgia. Ele estava desempregado e não poderia pagar as despesas médicas. Mais do que isso, nem tinha o que comer em casa.

Condoídos com a situação, marido e mulher convocaram os filhos para uma reunião de família e decidiram entregar a gratificação de Natal ao amigo.

Comida e despesas médicas eram mais importantes do que brinquedos de Natal.

Algumas horas depois de tomada a decisão, o pastor foi fazer uma visita para a família.

Antes que ele tivesse tempo de explicar o motivo da visita, eles contaram que gostariam de doar o dinheiro ganho e lhe pediram que entregasse o cheque para o amigo necessitado.

O pastor ficou muito surpreso diante de tanta generosidade e concordou em entregar o cheque, com uma condição: todos eles deveriam acompanhá-lo até seu carro.

Sem entender muito bem o porquê da exigência do pastor, eles concordaram com o pedido.

Quando atravessaram o portão da casa, viram o carro do pastor abarrotado de presentes de Natal. Presentes que o pessoal daquele escritório lhes havia mandado, como expressão de amor natalino.

Que Natal esplêndido foi aquele para as duas famílias necessitadas, para o coração do pastor e para todo o pessoal do escritório!

* * *

Num dia distante, há mais de vinte séculos, o Divino Pastor nasceu entre as Suas ovelhas. Veio manso, numa noite silenciosa, somente deixando-se anunciar por um coro de mensageiros espirituais, aos corações dos homens de boa vontade.

Até hoje, Ele continua assim: falando aos homens que se dispõem a ter boa vontade para com os outros homens. Boa vontade para doar-se, para dar-se, para amar.

Este é o sentido do verdadeiro Natal: o amor de Deus para com os homens. O amor dos homens uns para com os outros, em nome do Divino Amor que se chama Jesus.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. Uma tradição de Natal, de Pat A. Carman, do livro Histórias para o coração da mulher, de Alice Gray, ed. United Press.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O Grande Doador


Ele não era médico e levantou paralíticos e restaurou leprosos, usando o divino poder do amor.

Não era advogado e elegeu-se o supremo defensor de todos os injustiçados do mundo.

Não possuía fazendas e estabeleceu novo reino na Terra.

Não improvisava festas e consolou os tristes e reergueu o bom ânimo das almas desesperadas.

Não era professor consagrado e fez-se o Mestre da Evolução e do aprimoramento da humanidade.

Não era Doutor da Lei e criou a universidade sublime do bem para todos os espíritos de boa vontade.

Padecendo amarguras – reconfortou a muitos.
Tolerando aflições – semeou a fé e a coragem.
Ferido – curou as chagas morais do povo.
Supliciado – expediu a mensagem do perdão e do amor, em todas as direções.
Esquecido pelos mais amados – ensinou a fraternidade e o reconhecimento.
Vencido na cruz – revelou a vitória da vida eterna em plena e gloriosa ressurreição, renovando os destinos das nações e santificando o caminho dos povos.

Ele não era, portanto, rico e engrandeceu os celeiros dos séculos.
Quem oferecer, assim, o coração, em homenagem ao Divino Amor na Terra, poderá desse modo, no exemplo de Jesus, embora anônimo, aflito, apagado ou crucificado, atender à santificada colaboração com Deus, a benefício da Humanidade.


André Luiz

Do livro Antologia Mediúnica do Natal, de Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O Brilho do Natal



Brilha, de novo, o Natal de Jesus no mundo!
A manjedoura, a estrela, os pastores felizes.
Chega o Mestre trazendo novas diretrizes,
Enaltecendo o bem, o trabalho e o amor,
Ensina, cura e canta o subido valor
Do sal que à Terra empresta sabor profundo.
Brilha um novo Natal com seus novos matizes,
E a busca de Jesus pelo agasalho humano
Incansável prossegue, ainda que seja um pano
Como a mais sincera oferta dos corações.
Busca alcançar as almas, famílias, nações,
Onde a ventura possa, então, deitar raízes.
Brilha agora o Natal com pujante vigor,
Esparzindo esperanças na vida da gente,
Quando claudica a fé e a dor é renitente.
Convoca-nos, Jesus, à coragem sem jaça,
A mostrar que na Terra toda angústia passa
Para quem forja a fé nos empenhos do amor.
É que, esplêndido, o Natal brilha ano após ano,
Como sempre inspirando-nos benevolência,
Ao mesmo tempo a lhaneza e a doce paciência,
Para que junto ao lar ou no trabalho diário,
Noss'alma seja qual precioso relicário
Das blandícias do Céu em prol do ser humano.
Brilha o Natal, cada vez mais aconchegante,
A nos propor novos caminhos de prudência
Ante as mais graves decisões e, sem violência,
Tudo possamos resolver na luz do bem,
Seguindo assim, sem guardar mágoa de ninguém,
Bem junto à vibração de Jesus abençoante.
Brilha o Natal no imo da mais tosca choupana,
Como brilha no paço mais rico do mundo,
Para ensinar-nos, em verdade, que, no fundo,
Tem pouca importância a riqueza exterior,
Quando seguimos vinculados ao Senhor,
Cuja aura sublime todo o planeta irmana.
Ave, Senhor, ante o Teu berço recordado!
Ante Tua saga proclamada como um marco,
Diante do poderio humano, ingênuo e parco,
Que não resiste do tempo à força e à voragem.
Que o Teu augusto coração dê-nos coragem
De viver Teu Natal de íntimo renovado.
Brilha, de novo, o Natal de Jesus no mundo!
A manjedoura, a estrela e novas esperanças
De que aqui se implemente as sonhadas mudanças.
A Terra roga a Deus equilíbrio, equidade,
P'ra viver sob a luz do amor e da verdade,
Cada dia, com Cristo, o Natal mais fecundo.

Ivan de Albuquerque.

Mensagem psicografada pelo médium Raul Teixeira, em 22.9.2004, na Sociedade Espírita Fraternidade, Niterói-RJ. (fonte: www.feparana.com.br)

domingo, 1 de dezembro de 2013

Especial do Mês




Natal, tempo de reafirmar o nascimento de Jesus em nossos corações. Festa de consagração da fraternidade e do amor universal. O especial de final de ano “Luzes de Natal”, com atualizações em dias alternados, vai reunir textos e mensagens espíritas que abordam o tema de Natal.

Desejo a todos os nossos leitores um final de ano repleto de paz e felicidades renovadas.

Abraço fraterno!
Carlos Pereira

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O Caminho Infinito - Texto


NOSSA VERDADEIRA EXISTÊNCIA


Nossa verdadeira existência é como o espírito, e só abandonamos o falso sentido de vida material na medida em que percebemos isto. Vemos então que a vida física, do homem, do animal e da planta não passa de um sentido enganoso da existência; aquilo que geralmente nos preocupa com as chamadas necessidades da vida material é, de fato, desnecessário; que embora todas as belezas que contemplamos apontem para uma criação de Deus, elas não são a criação espiritual e perfeita de Deus; que as aparências de doença, de envelhecimento e morte não fazem absolutamente parte da vida real. Quando atingimos este estado de consciência, começamos a ter vislumbres da eterna existência espiritual, intocada pelas condições materiais ou pensamentos mortais. Quando damos as costas para o mundo sensorial, que podemos ver, ouvir, cheirar, saborear e apalpar, temos visões inspiradas que nos mostram a terra como criação de Deus.

No trabalho de cura, temos de dar as costas para o mundo físico, assim como o vemos. Temos de lembrar que não fomos chamados para curá-lo, para mudá-lo, para corrigi-lo ou salvá-lo; temos de perceber, antes de mais nada, que ele existe só como uma ilusão, como um sentido da vida totalmente falso. E deste ponto elevado de consciência, nós olhamos, através do sentido espiritual, para a "casa que não foi construída com as mãos, eterna no céu".

Temos o hábito de considerar certas pessoas como bons provedores, bons merecedores, bons vendedores ou curadores. Entendamos isso corretamente. Nunca é uma pessoa, e sim um estado de consciência, que cura, que regenera, que pinta, escreve ou compõe. O estado de consciência se manifesta a nós como pessoa por causa do conceito finito que temos de Deus e do homem. Ficamos com frequência desapontados quando alguém não corresponde ao quadro que formamos dele. E isto porque lhe atribuímos as boas qualidades de consciência; e quando a pessoa não preenche tais qualidades, que nós acreditamos erroneamente serem sua personalidade, sofremos.

Na Bíblia, nos deparamos com as figuras de Moisés, de Isaías, de Jesus e de Paulo. Percebemos que Moisés representa o estado de consciência chefe, ou liderança; Isaías nos apresenta a profecia; Jesus mostra a consciência messiânica, ou a Graça da salvação e da cura; e Paulo traz a consciência do mensageiro, do pregador ou mestre. Contudo, sempre se trata de um estado de consciência específica que se manifesta a nós como homem.

George Washington representa certamente a consciência da integridade nacional; Abraham Lincoln, a consciência da integridade e da igualdade individuais.

Pensando em nós mesmos, esqueçamos nossa natureza humana com suas qualidades humanas e tentemos compreender o que nós representamos como consciência, para então perceber que esta consciência que se expressa como nós é também o que nos mantém e faz prosperar nosso empenho.

O fracasso ocorre frequentemente por causa da descrença de que nós somos a expressão de Deus, ou da Vida, ou da Inteligência ou das qualidades divinas. Isso nunca é verdade. Deus, ou a Consciência, expressa eternamente a Si mesmo e Suas qualidades. A consciência, a vida, o Espírito, nunca pode falhar. Nossa tarefa é aprender a relaxar e deixar que nossa Alma se manifeste. O egoísmo é a tentativa de ser ou de fazer algo pelo esforço pessoal físico ou mental. O não nos preocupar é nos privar do pensamento consciente e deixar que as ideias divinas preencham nossa consciência. Uma vez que somos Consciência espiritual individual, podemos sempre confiar que a Consciência realize a Si mesma e à Sua missão. Somos expectadores e testemunhas desta divina atividade da Vida que realiza e manifesta a Si mesma.


Joel S. Goldsmith

Do livro “O Caminho Infinito, Buscando a Iluminação Espiritual”, trecho do capítulo IV.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O Caminho Infinito



Sobre o livro

O livro propõe a busca da conscientização da presença infinita de Deus dentro de cada um de nós. O Caminho Infinito se compõe de três pontos básicos: a natureza de Deus, a natureza do ser individual e a natureza da ilusão. Uma leitura indispensável para a alma.



Sobre o autor

Joel S. Goldsmith foi considerado o mais respeitado místico ocidental do século XX. Fundou nos Estados Unidos, um movimento espiritual denominado “O Caminho Infinito”. A maioria das suas obras foram tiradas de suas palestras, conferencias e cartas mensais. Como curador espiritual percorreu, a pedido de seus pacientes, o mundo inteiro nunca aceitando pagamento pelas curas que realizava.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Ensinamentos sobre o Amor - Texto


AMOR (MAITRI)


O primeiro aspecto do amor verdadeiro é maitri, a intenção e a capacidade de proporcionar alegria e felicidade. Para desenvolvê-lo, temos que adotar a prática de olhar e ouvir do fundo do coração para sabermos o que fazer e o que não fazer para que os outros sejam felizes. Se oferecemos a uma pessoa que amamos algo de que ela não precisa, isso não é maitri. Precisamos conhecer a sua real situação, senão nossa oferta poderá deixá-la infeliz.

No sudeste da Ásia, as pessoas de um modo geral gostam muito de uma fruta grande, cheia de espinhos, chamada durião.Posso até dizer que são viciadas nela. O cheiro é extremamente forte. Quando acabam de comê-la, algumas pessoas chegam a colocar a casca debaixo da cama para continuar sentindo o aroma. Para mim, o cheiro do durião é horrível. Um dia, quando praticava cantando no meu templo no Vietnã, havia no altar um durião que tinha sido oferecido ao Buda. Eu estava tentando recitar o Sutra do Lótus, usando um tambor de madeira e um grande sino em forma de tigela para fazer o acompanhamento, mas não conseguia me concentrar. Finalmente levei o sino até o altar e o virei de cabeça para baixo, cobrindo o durião para poder cantar o sutra, Quando terminei, fiz uma reverência ao Buda e liberei o durião. Caso você me dissesse “Thây, eu gosto tanto de você que apreciaria se comesse um pouco desse durião”, isso seria um sofrimento para mim. Você me ama e quer me ver feliz, mas me obriga a comer durião. Esse é um exemplo de amor sem compreensão. Sua intenção é boa, mas falta o entendimento certo.

Sem compreensão nosso amor não é verdadeiro. Temos que olhar profundamente para ver e compreender as necessidades, as aspirações e o sofrimento de quem amamos. Todos nós precisamos de amor. Esse sentimento nos proporciona alegria e bem estar. É tão natural quanto o ar. Somos amados pelo ar. Nós temos necessidade de ar fresco para nos sentirmos bem e felizes. Somos também amados pelas árvores. Precisamos delas para sermos saudáveis. Para sermos amados, devemos amar, o que significa compreender. Para nosso amor permanecer, temos que adotar a maneira apropriada de agir ou não agir para proteger o ar, as árvores e as pessoas que amamos.

Maitri pode ser traduzido como “amor”, ou “bondade amorosa”. Alguns mestres budistas preferem “bondade amorosa” por considerarem a palavra “amor” muito perigosa. Mas eu prefiro o termo “amor”. Às vezes as palavras adoecem, e nós temos que curá-las. A palavra “amor” tem sido usada como um termo correspondente a apetite, ou desejo, como “eu amo hambúrgueres”. É necessário empregar o idioma com mais cuidado. “Amor” é uma palavra bonita, devemos recuperar seu significado. O termo maitri tem raízes na palavra mitra, que quer dizer amigo. No budismo, o principal significado de amor é amizade.

Todos nós possuímos a semente do amor. Podemos desenvolver essa maravilhosa fonte de energia nutrindo o amor incondicional que nada espera de volta. Quando compreendemos uma pessoa no fundo do coração, inclusive alguém que nos feriu, não conseguimos deixar de amá-la. O Buda Shakyamuni mencionou que o Buda do próximo éon se chamará “Maitreya, o Buda do Amor”.


Thich Nhat Hanh

Do livro “Ensinamentos sobre o Amor”, de Thich Nhat Hanh.
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