terça-feira, 31 de março de 2009

Destaque: "O Budismo e a Não-Violência"

Encerramos o mês de reverência a Sidarta Gautama, “O Buda”, com esse excelente vídeo do Monge Meihô Gensho, da Comunidade Zen Budista de Florianópolis, falando sobre os principais fundamentos e ensinamentos do budismo, dentre eles a não-violência.

Dica: Para assistir sem interrupção clique no play e em seguida no pause aguardando o vídeo carregar, depois é só clicar no play novamente e deixar passar por inteiro.

Namastê,
Paz e Luz para todos,


segunda-feira, 30 de março de 2009

Mensagem da Semana


Ouvir a mensagem:

Por Agora



Trabalha com alegria servindo sempre,

não deixes para amanhã o bem que possas fazer hoje,

age enquanto os recursos da vida se demoram em tuas mãos,

recorda:

o minuto presente, por agora, é a única força de que dispões.



Francisco Cândido Xavier
*Por Emmanuel
Livro: Material de Construção


domingo, 29 de março de 2009

O Nirvana


*Nirvana, Nirvana! Que vem a ser, pois, o Nirvana? O aniquilamento do ódio, o aniquilamento do desvario –eis o que é o Nirvana.

Há qualquer coisa que não é nascida, que não é produzida por uma causa, que não é criada, que não é formada; senão não poderia haver razão para o que é nascido, produzido, criado, formado.

E como pode o Nirvana vir a ser conhecido? É pela libertação da miséria, pela paz, pela calma, pela felicidade, pela pureza que o Nirvana pode vir a ser conhecido.

Quando o espírito percebe a impermanência de todas as formações, o sofrimento e a ilusão da personalidade, então ele se une ao elemento imortal do Nirvana absoluto.

O discípulo que renunciou ao prazer e ao desejo, e que é rico de sabedoria, esse alcança, neste mundo mesmo, a libertação da morte, o Nirvana, a morada eterna.

Assim como o homem que tem olhos pode, não importa onde esteja, contemplar a amplidão dos céus, assim também aquele que viver na retidão, onde quer que esteja, pode chegar a realização do Nirvana.

Esses, cuja meditação penetrou completamente as diferentes partes da Ciência Perfeita; esses, neste mundo mesmo, conseguem libertar-se totalmente.

Discípulo, esvazia o teu barco! Vazio, ele vogará levemente. quando despojares teu espírito de paixão e ódio, chegarás ao porto: o Nirvana.

Bem poucos, dentre os homens, chegam à outra margem. O comum dos mortais nada mais faz do que correr, daqui, dali, pela margem de cá.

Resiste com energia à torrente, o discípulo; quando souberes como se dissolvem todas as formações, conhecerás Aquilo que não é criado.

Aquele que sabe que seu corpo é semelhante à espuma ligeira e não tem maior consistência que um raio de luz, chegará a não mais avistar o reino da Morte.

Quando se erguem as ondas, as temíveis ondas da borasca, onde encontrarão uma ilha os que se vêem envolvidos pelas águas, oprimidos pela velhice e pela morte? Eis o que ensino.

Lá, onde nada mais há, nem um apego sequer, lá é que está a ilha única: aquela que se chama Nirvana. É a libertação da velhice e da morte.

O asceta, que vive no ermo, com o pensamento em paz, experimenta uma sobre-humana alegria ao fixar os olhos na Verdade. Ao considerar a origem e o fim de todas as coisas, experimenta a profunda alegria dos que conhecem o Nirvana.

Cheios de encantos são os bosques. Onde o vulgo não se compraz é que se comprazem os que são isentos de paixão.

É no auge da alegria, a alma boiando na felicidade, que o sábio chegará à morada do repouso e da ventura, onde cessam todos os renascimentos.

Não é no desejo dos gozos celestiais, mas no aniquilamento de todo desejo que coloca sua felicidade o discípulo que chegou ao Conhecimento.


In: As Palavras de Buda, Ediouro, Rio de janeiro
Livro: Buda Vida e Pensamentos, Martin Claret


*De acordo com a concepção budista, o Nirvana seria uma superação do apego aos sentidos e da ignorância e a superação da existência, que é pura ilusão. (Wikipédia)

sábado, 28 de março de 2009

Meme: "Os Sete Pecados"


Recebi esse meme da colega Adriana, do Blog Espíritas na Net com o tema “Os Sete Pecados” e reservei o dia de hoje para a minha postagem.
“Os sete pecados” em referência, com toda certeza trata-se dos “sete pecados capitais”, que foram assim classificados pelo cristianismo, na antiguidade, para relacionar uma série de condições humanas que atualmente, são conhecidos como “vícios” e que mais tarde a igreja católica adotou como uma forma de educar os seus seguidores através de punições a controlarem a essas chamadas “imperfeições morais”.

Sendo assim, no século XVI, o teólogo Tomás de Aquino, estabeleceu nesta ordem os sete pecados capitais:

1- Vaidade; (que também pode ser classificado como orgulho).
2- Inveja
3- Ira
4- Preguiça
5- Avareza
6- Gula
7- Luxúria

Como foi muito bem colocado pela colega Adriana, em sua postagem do meme, na doutrina espírita não existe o chamado “pecado”, existem sim, as nossas escolhas equivocadas, que devido ainda estarmos caminhando em nosso longo processo evolutivo moral e conseqüentemente espiritual, com o nosso livre-arbítrio, vamos elegendo e com elas nos comprometendo com a lei divina e natural de “causa e efeito”, que consiste em nos repercutir o sofrimento como fator essencial para corrigenda das nossas imperfeições. Somos cada um de nós responsáveis por tudo o que fazemos, sendo felizes ou desditosos, conforme o que escolhemos.
Selecionei então, para minha postagem do meme, uma das mais belas passagens do Evangelho Segundo o Espiritismo, a mim tão bela quanto o Sermão da Montanha, que nos apresenta as características do “homem de bem” como referencial para nossa conquista da perfeição moral.





O Homem de Bem


O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele.

Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria; sabe que nada acontece sem a sua permissão, e submete-se em todas as coisas à sua vontade.

Tem fé no futuro, e por isso coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar.

O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.

Encontra uma satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros., antes que em si mesmo, de tratar dos interesses dos outros, antes que dos seus. O egoísta, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada ação generosa.

É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vê todos os homens como irmãos.

Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema aos que não pensam como ele.

Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia. Considera que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a suscetibilidade alheia com o seu orgulho e o seu desdém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.

Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios. Porque sabe que será perdoado, conforme houver perdoado.

É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”.

Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem a pô-los em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal.

Estuda as suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera.

Não tenta fazer valer o seu espírito, nem os seus talentos, às expensas dos outros. Pelo contrário, aproveita todas as ocasiões para fazer ressaltar a vantagens dos outros.

Não se envaidece em nada com a sua sorte, nem com os seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ser retirado.

Usa mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe tratar-se de um depósito, do qual deverá prestar contas, e que o emprego mais prejudicial para si mesmo, que poderá lhes dar, é pô-los ao serviço da satisfação de suas paixões.

Se nas relações sociais, alguns homens se encontram na sua dependência, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. Usa sua autoridade para erguer-lhes a moral, e não para os esmagar com o seu orgulho, e evita tudo quanto poderia tornar mais penosa a sua posição subalterna.

O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição, e tem o escrúpulo de procurar cumpri-los conscientemente. (Ver cap.XVII, nº 9)

O homem de bem, enfim, respeita nos seus semelhantes todos os direitos que lhes são assegurados pelas leis da natureza, como desejaria que os seus fossem respeitados.

Esta não é a relação completa das qualidades que distinguem o homem de bem, mas quem quer que se esforce para possuí-las, estará no caminho que conduz às demais.


Evangelho Segundo o Espiritismo, cap XVII “Sede Perfeitos”, item 3.
Fontes de pesquisa: Wikipédia.

Blogs que indico para o meme:

Irmão Sol, Irmã Lua

Irmãos Fraternos

sexta-feira, 27 de março de 2009

Destaque: “Este é o Amor do Buda" (Entrevista com o Mestre Thich Nhat Hanh)













Entrevistador: Em torno de nós no seu monastério há muitos cartazes e slogans lembrando às pessoas para serem plenamente conscientes, para retornar ao seu corpo e respiração, e para lembrar sua natureza humana. Nas horas das refeições, todos param de comer quando o relógio chama para a prática de poucos minutos em plena consciência. Por que é tão importante retornar a esta prática básica de respiração, corpo e ser?

Thich Nhat Hanh: Meditar significa voltar à casa do seu ser. Então você sabe como tomar conta das coisas que acontecem ao seu redor. Todos os exercícios de meditação têm por objetivo levar você de volta para sua casa verdadeira, para você mesmo. Sem restaurar sua paz e calma e ajudar o mundo a restaurar a paz e a calma, você não irá longe na prática.

E: Qual a diferença entre seu verdadeiro eu, a casa que você retorna, e como normalmente pensamos de nós mesmos?

Thay: O verdadeiro eu é o não-eu, a consciência que o eu é feita apenas de elementos não-eu. Não há separação entre o eu e o outro, e tudo é interconectado. Uma vez que você está consciente disso você não mais é pego na idéia que você é uma entidade separada.

E: O que acontece a você quanto percebe que a verdadeira natureza do eu é o não-eu?

Thay: Produz insight. Você sabe que a sua felicidade e sofrimento dependem da felicidade e do sofrimento dos outros. Este insight te ajuda a não fazer coisas erradas e que levarão sofrimento a você e aos outros. Se você ajudar seu pai a sofrer menos, tem uma chance de sofrer menos. Se você é capaz de ajudar seu filho a sofrer menos, você como pai, sofrerá menos. Graças à conscientização que não há um eu separado, você percebe que a felicidade e sofrimento não são assuntos individuais. Você vê a natureza da interconexão e sabe que para se proteger tem que proteger os seres humanos ao seu redor.

Este é o objetivo da prática, tomar consciência do não eu e da interconexão. Esta não é apenas uma idéia ou algo para se entender intelectualmente. Você tem que aplicar na sua vida diária. Portanto você precisa de concentração para manter esse insight do não-eu de forma a se guiar em cada momento. Hoje, cientistas são capazes de ver a natureza do não-eu no cérebro, no corpo, em tudo. Mas o que eles encontraram não os ajuda, porque não podem aplicar esse insight na vida diária. Portanto eles continuam a sofrer. É por isso que nós falamos em concentração no Budismo. Se você tem o insight do não-eu, se você tem o insight da impermanência, deveria transformar esse insight em concentração que você mantém viva ao longo do dia. Portanto o que você diz, pensa e faz a partir daí será luz dessa sabedoria e você evitará cometer erros e criar sofrimento.

E: Portanto a prática da plena consciência é tentar manter o insight do não-eu e a interconexão o tempo todo?

Thay: Sim, exatamente.

E: Nós seres humanos dizemos que acima de tudo queremos amor. Nós queremos dar amor, e ser amados. Sabemos que o amor é o remédio que cura doenças. Mas como achamos amor em nosso coração? Porque freqüentemente não conseguimos?

Thay: Amor é a capacidade de tomar conta, proteger, nutrir. Se você não é capaz de gerar essa energia em direção a você, se não é capaz de tomar conta de você mesmo, de se nutrir, de se proteger, é muito difícil tomar conta de outra pessoa. Nos ensinamentos budistas, é claro que o amor próprio é a base do amor aos outros. Amor é a prática. Amor é verdadeiramente uma prática.

E: Porque não nos amamos?

Thay: Temos o hábito no nosso interior de olhar para a felicidade em outro lugar que não no aqui e agora. Podemos perder a capacidade de perceber que a felicidade é possível no aqui e agora, que temos todas as condições suficientes para ser felizes agora. A energia de hábito é acreditar que a felicidade não é possível agora, e que temos que correr ao futuro para obter mais algumas condições para felicidade. Isso não nos deixa nos estabelecer no momento presente, entrar em contato com as maravilhas da vida que estão disponíveis aqui e agora. Por isso a felicidade não é possível.

Voltar ao momento presente, cuidar de si mesmo, tocar as maravilhas da vida que estão realmente disponíveis, isto já é amor. Amor é ser gentil consigo mesmo, ser compassivo consigo mesmo, gerar imagens de alegria, e olhar a todos com olhos de equanimidade e não-discriminação. Isto é algo para ser cultivado. Não-eu pode ser alcançado. Pode ser tocado lentamente. Esta verdade pode ser cultivada. Quando você descobre algo, no começo você só descobre parte disso. Se você continuar, você tem chance de descobrir mais. E finalmente você descobre a coisa toda.

Quando você ama, se seu amor é verdadeiro, você começa a ver que a outra pessoa é parte de você e você é parte dela. Nessa percepção já existe o não-eu. Se você pensar que sua felicidade é diferente da felicidade do outro, não viu nada do não-eu, e a felicidade não poderá ser obtida. Portanto, enquanto você progride no caminho do insight do não-eu, a felicidade trazida a você crescerá. Quando as pessoas se amam, a distinção, os limites, a fronteira entre elas se dissolve, e um deles se torna uno com a pessoa a quem ama. Não há mais ciúme ou raiva, por que se estiverem com raiva da outra pessoa, estarão com raiva de si mesmos. Por isso não-eu não é uma teoria, uma doutrina, ou uma ideologia, mas uma percepção que pode trazer muita felicidade.

E: E paz?

Thay: Paz é a ausência de separação, de discriminação.

E: Você é reconhecido pelos seus ensinamentos sobre comunidade, que no budismo é chamado Sangha*. Através de práticas tais como os 14 treinamentos de plena consciência da ordem do Interser, você define consciência de modo social e até político. Você ensina sobre técnicas de comunicação e o poder da escuta profunda e da fala amorosa. Por que você enfatiza a comunidade, o aspecto inter pessoal?

Thay: Você tem experiências na prática da paz, da alegria, e cura e assim ajuda outras pessoas. Você não pratica apenas como um indivíduo, porque percebe logo no caminho da prática que deveria praticar com a comunidade se quer que a transformação e cura aconteçam mais rapidamente. Isto é tomar refúgio na sangha. Partilhando a prática com outros, a energia da plena consciência, concentração e alegria são muito mais poderosas. Isto era o que o Buda gostava de fazer. A todo lugar que ia, muitos monásticos o acompanhavam, e era o modo que eles podiam aprender o seu modo de andar, sentar e interagir com as pessoas. Logo a comunidade começou a se comportar como um organismo, com todos engajados na mesma energia de paz, alegria, calma e irmandade. Ao mesmo tempo, todos na sangha falam pelo Buda, não só pelas suas palavras, mas pelos seus atos e pelo modo como tratam as pessoas. É por isso que o rei Prasanjit disse ao Buda: “Querido professor, cada vez que vejo sua comunidade de monges e monjas, tenho uma grande fé em você.” Ele queria dizer que a sangha é capaz de representar o Buda. O Buda com a sangha pode adquirir muitas coisas. Eu não acho que um professor possa fazer muito sem uma comunidade. É como um músico que não pode atuar sem um instrumento musical. A sangha é muito importante, o insight e a prática do professor podem ser vistos na sangha. Tem um efeito muito mais forte quando você partilha a prática e os ensinamentos como uma sangha.

E: Portanto para o Darma ser realmente poderoso devemos transformar não só a nós mesmos, mas em conseqüência, a sociedade?

Thay: Sim, é por isso que o budismo deveria ser sempre engajado. Não é desligando-se da sociedade que você pode realizar isto.

E: Você acha que uma razão para enfatizar a comunidade e a sociedade como uma prática é o terrível conflito que você viu no Vietnã? Ver uma sociedade destruída pela guerra aumentou sua preocupação com nossa vida em comunidade?

Thay: Acho que é verdade. É o insight que se adquire quando se está em contato com uma situação real. Mas ela também é enfatizada na tradição. Dizemos, “Tomo refúgio na sangha”, mas a sangha é feita de praticantes individuais. Portanto você tem que ter cuidado com você mesmo. De outro modo você não terá muito que contribuir com a comunidade porque não terá suficiente calma, nem paz, nem liberdade no seu coração. Por isso, de forma a construir uma comunidade, é necessário construir a você mesmo o mesmo tempo. A comunidade está em você e você está na comunidade. Vocês se interpenetram. Por isso eu enfatizo a criação de sanghas. Isto não significa que você negligencia sua própria prática. É tomando bom cuidado com sua respiração, seu corpo e seus sentimentos que você poderá construir uma boa comunidade.


(Parte de entrevista a Melvin McLeod para a revista Shambhala Sun – Março de 2006)


*Sangha (pali: saṅgha; sânscrito: saṃgha) é uma palavra em pali ou sânscrito que pode ser traduzida aproximadamente como "comunidade”.

quinta-feira, 26 de março de 2009




Meditação Amorosa


Que eu possa estar em paz, feliz e leve de corpo e de espírito.
Que possa viver em segurança e livre de males.
Que que eu possa estar livre da raiva, das aflições, medos e ansiedades.
Que eu possa aprender a me olhar com olhos de compreensão e amor.
Que eu possa reconhcer e tocar as sementes de alegria e felicidade que existem em mim.
Que eu possa aprender a identificar as fontes de raiva, cobiça e ilusão que existem em mim.
Que eu possa alimentar as sementes de alegria em mim todos os dias.
Que eu possa ser sereno, firme e livre.
Que eu possa estar livre do apego e da aversão sem me tornar indiferente.

Que aqueles(as) que amo possam estar em paz, felizes e leves de corpo e de espírito.
Que aqueles(as) que amo possam viver em segurança e livres de males.
Que aqueles(as) que amo possam estar livres da raiva, das aflições, medos e ansiedades.
Que aqueles(as) que amo possam aprender a se olhar com olhos de compreensão e amor.
Que aqueles(as) que amo possam reconhecer e tocar as sementes de alegria e felicidade que existem em si mesmos(as).
Que aqueles(as) que amo possam aprender a identificar as fontes de raiva, cobiça e ilusão que existem em si mesmos(as).
Que aqueles(as) que amo possam alimentar as sementes de alegria em si mesmos(as) todos os dias.
Que aqueles(as) que amo possam ser serenos(as), firmes e livres.
Que aqueles(as) que amo possam estar livres do apego e da aversão sem se tornar indiferentes.

Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam estar em paz, felizes e leves de corpo e de espírito.
Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam viver em segurança e livres de males.
Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam estar livres da raiva, das aflições, medos e ansiedades.
Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam aprender a se olhar com olhos de compreensão e amor.
Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam reconhecer e tocar as sementes de alegria e felicidade que existem em si mesmos(as).
Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam aprender a identificar as fontes de raiva, cobiça e ilusão que existem em si mesmos(as).
Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam alimentar as sementes de alegria em si mesmos(as) todos os dias.
Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam ser serenos(as), firmes e livres.
Que aqueles(as) que me causaram sofrimento possam estar livres do apego e da aversão sem se tornarem indiferentes.


Meditação adaptada pelo Ven. Nhat Hanh do texto Visuddhimagga, escrito por Buddhagosa em 430 d.C. - texto tradicional theravada.


Fonte: http://interserblog.blogspot.com/

quarta-feira, 25 de março de 2009

Imagem e Mensagem: "Fala em Paz"

Na “Imagem e Mensagem” desse mês, um vídeo com uma mensagem de Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier, que nos ensina a importância que tem a nossa voz, de como ela influencia o nosso meio e nos educa a utilizarmos as suas vibrações positivamente, para vivermos e convivermos sempre em harmonia.


Dica: Para assistir sem interrupção clique no play e em seguida no pause aguardando o vídeo carregar, depois é só clicar no play novamente e deixar passar por inteiro.



terça-feira, 24 de março de 2009

Especial: “Dalai Lama: Cooperação entre as Religiões do Mundo”






“As pessoas podem acreditar ou não em uma religião, e podem acreditar ou não no renascimento, mas não há ninguém que não aprecie a benevolência e a compaixão.” (Dalai Lama)



Uma entrevista com o Sr. Tenzin Gyatso, líder religioso do Tibete, considerado no budismo como a encarnação do deus tibetano da compaixão e XIV Dalai Lama que aborda o tema “Cooperação entre as Religiões do Mundo.”:


Como líder religioso, o senhor está interessado em encorajar ativamente os outros a seguir a sua fé? Ou assume a posição de estar disponível para alguém que busque conhecê-la?

- Esta é uma pergunta importante. Não estou interessado em converter pessoas ao budismo, mas em como os budistas podem contribuir para a sociedade humana segundo as nossas próprias idéias. Acredito que os outros tipos de fé religiosa também pensem de modo semelhante, buscando contribuir para um objetivo comum.
Pelo fato de as diferentes religiões terem ocasionalmente discutido entre si em vez de se concentrarem no modo de contribuir para um objetivo comum, nos últimos 20 anos na Índia tenho aproveitado todas as oportunidades para me encontrar com monges cristãos –católicos e protestantes- e também com muçulmanos e judeus e, naturalmente na Índia, com os hindus. encontramo-nos, rezamos juntos, meditamos juntos e discutimos as suas idéias filosóficas, sua forma de abordagem, suas técnicas. Tenho grande interesse nas práticas cristãs, no que podemos aprender e copiar de seu sistema. Da mesma maneira, na teoria budista existem muitos pontos, como as técnicas de meditação, que podem ser praticados na igreja cristã.
Assim como Buda mostrou um exemplo de contentamento, tolerância e do modo de servir os outros sem um propósito egoísta, assim fez Jesus Cristo. Quase todos os grandes mestres viveram uma vida santificada- não luxuosa como a de reis ou imperadores, mas como seres humanos simples. Sua força interior foi tremenda, ilimitada, porém a aparência externa era de contentamento com um modo de vida simples.

Pode haver uma síntese do budismo, judaísmo, cristianismo, hinduísmo e de todas as religiões, reunindo o melhor de cada uma para formar uma religião mundial?

- Formar uma religião mundial é difícil e não é particularmente desejável. Contudo, como o amor é essencial a todas as religiões, podemos falar da religião universal do amor. Quantas técnicas e métodos para desenvolver o amor e também para alcançar a salvação ou a liberação permanente, existem várias diferenças entre as religiões. Portanto, não acho que possamos formar uma filosofia ou uma religião.
Além disso, acredito que as diferenças na fé são úteis. Existe uma riqueza no fato de haver tantas apresentações distintas do caminho. Com tantos tipos diferentes de pessoas com várias predisposições e inclinações, isto é útil.
Ao mesmo tempo, a motivação de todas as práticas religiosas é semelhante- amor, sinceridade, honestidade. O modo de vida de praticamente todos os indivíduos religiosos é o do contentamento. Os ensinamentos da tolerância, do amor e da compaixão são os mesmos. Um objetivo básico é o benefício da humanidade- cada tipo de sistema buscando aperfeiçoar, com a sua maneira particular, os seres humanos.
Se dermos muita ênfase à nossa própria filosofia, religião ou teoria, ficaremos muito ligados a elas e, se tentarmos impo-las às outras pessoas, isto causará problemas. Basicamente todos os grandes mestres, como Gautama Buda, Jesus Cristo ou Maomé, fundaram seus novos ensinamentos com o objetivo de ajudar os seus companheiros humanos. Não tinham como finalidade ganhar alguma coisa para si próprios nem criar mais problemas ou inquietações no mundo.
O mais importante é que nós respeitamos uns aos outros e aprendemos com cada um coisas que enriquecerão a nossa própria prática. Mesmo que todos os sistemas fossem separados, como todos têm o mesmo objetivo, o estudo de cada um deles é muito útil.

Algumas vezes, as comparações das religiões do Oriente com a cultura ocidental fazem o Ocidente parecer mais materialista e menos iluminado do que o Oriente. O senhor sente essa diferença?

-Existem dois tipos de alimento- o alimento para a fome mental e o alimento para a fome física. Uma combinação destes dois- o progresso material e o desenvolvimento espiritual- é o resultado mais prático. Acho que muitos americanos, particularmente os jovens americanos, compreendem que o progresso material sozinho não é a resposta completa para a vida humana. Neste momento, todas as nações orientais estão tentando copiar a tecnologia do Ocidente. Nós orientais, como os tibetanos, como eu mesmo, olhamos para a tecnologia ocidental sentindo que se desenvolvermos progresso material, o nosso povo conseguirá alcançar algum tipo de felicidade permanente. Mas quando vou para a Europa ou para a América do Norte vejo que por baixo dessa superfície bonita ainda existem infelicidade, perturbação mental e inquietude. Isso revela que somente o progresso material não é a resposta completa para os seres humanos.


Entrevista publicada no livro “A Prática da Benevolência e da Compaixão”, Dalai Lama.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Mensagem da Semana



Ouvir a mensagem:


Através da Reencarnação



Fora melhor que não existissem na Terra pedintes e mendigos, na expectativa do agasalho e do pão.
Se é justo deplorar o atraso moral do Planeta que ainda acalenta privação e necessidade, examinemos a nós mesmos, quando nos inclinamos para a ambição desvairada, e verificamos que a penúria, através da reencarnação, é o ensinamento que nos corrige os excessos.


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Fora melhor não víssemos mutilados e enfermos, suplicando alívio e remédio.
Se é compreensível lastimar as condições da estância física, que ainda expõe semelhantes quadros de sofrimento, observemos o pesado lastro de animalidade que conservamos no próprio ser e reconheceremos que sem as doenças do corpo, através da reencarnação, seria quase impossível aprimorar as faculdades da alma.


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Fora melhor não enxergarmos crianças infelizes, suscitando angústia no lar ou piedade na via pública.
Se é natural comover-nos diante de problemas assim dolorosos, meditemos nos ódios e aversões, conflitos e contendas, que tantas vezes carregamos para além do sepulcro, transformando-nos, depois da morte, em Espíritos vingativos e obsessores, e agradeceremos às Leis Divinas que nos fazem abatidos e pequeninos, através da reencarnação, entregando-nos ao amparo e arbítrio daqueles mesmos irmãos a quem ferimos noutras épocas, afim de que nós, carecentes de tudo na infância, até mesmo da comiseração maternal que nos limpe e conserve o organismo indefeso, venhamos, por fim, a aprender que a Eterna Sabedoria nos ergueu para o amor imperecível na Vida Triunfante.


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Terra bendita! Terra, que tanta vez malsinamos nos dias de infortúnio ou nos momentos de ignorância, nós te agradecemos as dores e as aflições que nos ofereces, por espólio de nossos próprios erros, e rogamos a Deus nos fortaleça os propósitos de reajuste e aperfeiçoamento, para que, um dia, possamos retribuir-te, de algum modo, os benefícios que nos tens prodigalizado, por milênios de milênios, através da reencarnação!...



Francisco Cândido Xavier
*Por Emmanuel
Do livro: Instrumentos do Tempo

domingo, 22 de março de 2009

Música Espírita: "A Fonte - Vozes Eternas"

O dueto “Vozes Eternas”, formado por Celso Santos (voz e violão) e Sandra Auristela (voz) interpretam essa excelente canção, intitulada “A Fonte”, de autoria do próprio Celso e transformada por mim nesse clipe. Assista aqui o vídeo e acompanhe a letra bastante reflexiva que nos inspira e sensibiliza a buscarmos essa verdadeira fonte que existe em nós.

Dica: Para assistir sem interrupção clique no play e em seguida no pause aguardando o vídeo carregar, depois é só clicar no play novamente e deixar passar por inteiro.


sexta-feira, 20 de março de 2009

Poder do Pensamento: "Quatro Pensamentos para o Mundo"



Esse é mais um dos inesquecíveis ensinamentos deixados por Buda, são em verdade quatro pensamentos em torno dos sentimentos: amor, piedade, simpatia e serenidade. Costumo utilizá-lo como uma vibração para o planeta e toda a humanidade, mas também pode ser usado como uma meditação.



Os Quatro Sentimentos Infinitos


Quero considerar o Mundo num pensamento de AMOR; e que o meu amor se estenda alternativamente às quatro regiões. Depois, o coração repleto de amor, num amor sempre crescente e sem medida, envolverei todo o vasto Mundo, até seus últimos confins.

Quero considerar o Mundo num pensamento de PIEDADE; e que minha piedade se estenda alternativamente às quatro regiões. Depois, o coração repleto de piedade, numa piedade sempre crescente e sem medida, envolverei todo o vasto Mundo, até seus últimos confins.

Quero considerar o Mundo num pensamento de SIMPATIA; e que minha simpatia se estenda alternativamente às quatro regiões. Depois, o coração repleto de simpatia, numa simpatia sempre crescente e sem medida, envolverei todo o vasto Mundo, até seus últimos confins.

Quero considerar o Mundo num pensamento de SERENIDADE; e que minha serenidade se estenda alternativamente às quatro regiões. Depois o coração repleto de serenidade, numa serenidade sempre crescente e sem medida, envolverei todo o vasto Mundo, até os seus últimos confins.


In: As Palavras de Buda, Ediouro, Rio de Janeiro
Buda, Vida e Pensamentos, Martin Claret


quinta-feira, 19 de março de 2009

Especial: “A Reencarnação no Budismo”

Nesse artigo com perguntas e respostas, uma visão da reencarnação e do karma segundo o Budismo Theravada.


1. O Budismo acredita na reencarnação?

O Budismo não ensina a reencarnação, o Budismo acredita no renascimento.

2. Qual é a diferença entre reencarnação e renascimento?

A reencarnação é a idéia da existência de um espírito separado do corpo; com a morte do corpo esse mesmo espírito reassume uma outra forma material e segue evoluindo. O renascimento na concepção Budista não é a transmigração de um espírito, de uma identidade substancial, mas a continuidade de um processo, um fluxo do devir, no qual vidas sucessivas estão conectadas umas às outras através de causas e condições. Esse processo ou fluxo não ocorre apenas com a morte mas está presente constantemente nas nossas vidas. Nós estamos em constante mudança, com cada momento nas nossas vidas surgindo na dependência do momento anterior, que deixou de existir. É um pouco parecido com a correnteza de um rio, a correnteza fluindo continuamente sem cessar. Não é possível entrar no mesmo rio duas vezes.

Podemos ilustrar o renascimento com um símile, é como se a chama de uma vela fosse empregada para acender uma outra vela e nesse processo a primeira vela fosse apagada. A chama da segunda vela surgiu na dependência da primeira vela, ou seja, tem uma conexão com ela, mas a chama da segunda vela não é idêntica à primeira. Então, as duas chamas possuem uma ligação mas não são idênticas.

3. De onde então vem o homem e para onde ele está indo?

Há três respostas possíveis para esta questão. Aqueles que acreditam na existência de um Deus, em geral, postulam que antes da criação de um ser ele não existe, ele passa a existir pela vontade do Deus criador. De acordo com o seu modo de vida, o seu destino será o paraíso ou o inferno eternos. Há outros, humanistas e cientistas, que postulam que um ser surge através da concepção baseada em causas naturais, nasce, e depois de viver algum tempo, morre deixando de existir por completo.

O Budismo não adota nenhuma dessas explicações. A primeira dá origem a uma série de questões de ordem ética. É difícil explicar, se somos realmente criados por um Deus, porque tantos seres nascem com deformidades terríveis ou porque tantos fetos abortam por causas naturais ou são natimortos. Também parece um tanto injusto que alguém esteja destinado ao sofrimento eterno no inferno ou à felicidade eterna no paraíso tendo vivido apenas 60, 70 ou 80 anos. A segunda explicação é um pouco melhor do que a primeira e está mais baseada em evidências científicas, mas ainda assim deixa muitas questões sem resposta. Como é possível que um fenômeno tão incrível como a consciência possa se desenvolver do simples encontro entre o esperma e o óvulo? E agora que muitos fenômenos paranormais são reconhecidos como ramos da ciência, fenômenos como a telepatia são cada vez mais difíceis de se encaixar num modelo puramente materialista.

Para o Budismo, com a morte, a consciência com todas as suas tendências, preferências, habilidades e características que foram desenvolvidas e condicionadas nesta vida, se re-estabelece no embrião. Dessa maneira, o ser cresce, nasce e desenvolve uma personalidade condicionada pelas características que foram trazidas da vida passada e pelo novo ambiente, além de outros fatores condicionantes como a hereditariedade, etc. Essa personalidade está sujeita a mudança e será modificada através do esforço consciente por fatores condicionantes tais como a educação, a influência dos pais e da sociedade, etc. Outra vez, com a morte, essa consciência irá se re-estabelecer num novo embrião.

Esse processo de renascimento irá continuar até que as condições que o causarem persistam. Quando essas condições deixarem de existir, ao invés de renascer, a consciência alcançará um estado que é chamado nirvana, e esse é o objetivo último no Budismo.

4. Como a consciência migra de um corpo para outro?

Imagine as ondas de rádio. As ondas de rádio não são compostas de palavras ou notas musicais mas de energia em distintas freqüências que são transmitidas através do espaço e atraídas e capturadas por um receptor no qual se manifestam como palavras e música. Algo similar ocorre com a consciência. Ao morrer, a energia mental cruza o espaço e se une ao esperma e o óvulo para formar o novo ser. O embrião e a consciência se desenvolvem através de uma relação de mútua dependência e influência.

5. Os seres humanos sempre renascem como seres humanos?

Não. De acordo com o Budismo há vários planos de existência nos quais ocorre o renascimento. Alguns seres renascem no paraíso celestial, alguns no inferno e assim por diante. O paraíso celestial ou o inferno não são propriamente lugares mas estados de existência onde a mente experimenta respectivamente principalmente prazer ou dor. A vida nesses planos no entanto é temporária e depois disso haverá um novo renascimento que poderá muito bem ocorrer entre os seres humanos. Então, a principal diferença entre o plano humano e os outros planos é a qualidade da experiência mental.

6. Qual o fator que decide onde um ser irá renascer?

O fator mais importante que condiciona o renascimento é karma.

Karma quer dizer ação baseada na intenção e se refere ao conjunto de ações com a mente, corpo e linguagem que constituem no seu conjunto a bagagem que carregamos conosco.

Essas ações geram consequências que são os frutos do karma. Os frutos do karma influenciam tanto a nossa experiência do mundo como o processo de renascimento por ocasião da morte.

7. Mas o que exatamente é karma?

Karma é uma palavra em Sânscrito, (Kamma em Pali), que quer dizer ação baseada na intenção e essa intenção inclui volição, escolha e decisão, o ímpeto mental que conduz à ação. A intenção é aquilo que incita e dirige todas as ações humanas, ambas, criativas e destrutivas e por isso é a essência de karma.

Intenção no contexto Budista tem um significado muito mais sutil do que o uso mais geral dessa palavra. Em geral tendemos a usá-la quando queremos proporcionar um elo de ligação entre o pensamento interno e as suas ações externas resultantes. Por exemplo, podemos dizer, “Eu não tinha intenção de fazer isso,” “Eu não tinha intenção de dizer isso” ou “Ela fez isso de forma intencional.”

Mas, de acordo com os ensinamentos Budistas, todas as ações e linguagem, todos os pensamentos, não importa quão fugazes sejam, e as respostas da mente a sensações recebidas através dos órgãos dos sentidos contêm elementos de intenção. Assim, a intenção é a escolha volitiva feita pela mente em relação aos objetos para os quais a atenção é dirigida; é o fator que conduz a mente a se inclinar ou a repelir os vários objetos da atenção, ou de prosseguir em uma certa direção; é o que guia ou governa como a mente responde aos estímulos; é a força que planeja e organiza os movimentos da mente e no final das contas é aquilo que determina os estados experimentados pela mente.

Karma opera no universo como uma cadeia contínua de causa e efeito. Essa cadeia não está só confinada à causação no sentido físico, mas também tem implicações éticas e morais. “Boas ações trazem bons resultados, más ações trazem maus resultados”, é um dito comum. Nesse sentido karma é uma lei moral.

Os seres humanos estão constantemente emitindo energia física e mental em todas as direções. Na física aprendemos que não há perda de energia, ela só muda de forma. Essa é a chamada lei da conservação de energia. Do mesmo modo, a energia mental nunca é perdida. Ela é transformada. Portanto, karma é a lei da conservação da energia moral.

Através das ações com a mente, corpo e linguagem os seres estão emitindo energia para o universo, e em contrapartida, eles são afetados pelas influências que fluem na sua direção. Os seres portanto, enviam e recebem todas essas influências, encontrando-se num estado de interdependência.

O Karma não deve ser confundido com destino, fatalidade. Destino transmite a idéia de que a vida de alguém foi planejada de antemão por algum poder externo e que a pessoa não tem controle sobre o desenrolar dos eventos na sua vida.

Nesse sentido é importante observar que karma através dos seus frutos é um fator que influencia o futuro e não que determina o futuro, pois a cada momento os seres têm a oportunidade de agir no sentido de reforçar os frutos do karma ou de minimizá-los. Isso ocorre porque no Budismo karma não é visto de uma forma absolutamente linear. Há um processo linear em operação através do qual experimentamos no presente os frutos de ações passadas mas também há um processo sincrônico no qual o presente é influenciado pelo fruto das ações no presente. Dessa forma o Budismo reconhece que há um certo espaço para o exercício do livre arbítrio.

Qualquer ação desprovida de intenção não tem impacto na lei de karma. Por exemplo, um barranco desmoronando, uma pedra caindo de uma montanha, ou um galho morto caindo de uma árvore, não faz parte do escopo da lei de karma, mas de alguma outra lei da natureza.


Autor: Michael Beisert

Fonte: http://www.acessoaoinsight.net/index.htm

quarta-feira, 18 de março de 2009



Inferno e Céu Coletivos


Mestre e discípulo foram até uma região onde havia fartura de arroz mas os habitantes daquele lugar possuíam talas em seus braços, o que os impedia de levarem o alimento à própria boca. No meio daquela fartura, passavam fome e eram fracos e subnutridos!

- Veja! - Disse o Mestre - Isto, é o inferno colectivo.

Em seguida, o Mestre guiou o Discípulo para uma região próxima e mostrou que nela também havia fartura de arroz e as pessoas também tinham os braços atados a talas mas eram saudáveis e bem nutridas pois uma levava o arroz à boca do outro, em um processo de interdependência e cooperação mútua.

- E isto é o Céu colectivo


(Parábola Zen Budista)

terça-feira, 17 de março de 2009

Destaque: Os Benefícios da Meditação



Em destaque esse excelente vídeo que fala dos benefícios da prática da meditação dentro do “Budismo Theravada”, ( uma das mais antigas escolas budistas, surgida nos primórdios da religião), como também das comprovações científicas desses benefícios para nossa saúde física e mental.


Dica: Para assistir sem interrupção clique no play e em seguida no pause aguardando o vídeo carregar, depois é só clicar no play novamente e deixar passar por inteiro.



segunda-feira, 16 de março de 2009

Mensagem da Semana



Ouvir a mensagem:


Abrigo Íntimo



Pedes abrigo no tumulto que habitualmente aparece diante das grandes renovações.

Entretanto, as possibilidades para o levantamento de semelhante refúgio estão em ti mesmo.

Rememora a proteção sob a qual vieste ao Plano Físico.

De nada dispunhas, além do amor com que te acolheram, no entanto, não te faltou apoio para o crescimento nem luz bastante para que se te clareassem os pensamentos.

Relaciona os empréstimos da vida com que ao mundo te vinculaste:

oportunidades que te honraram;

afetos que te surgiram;

meios que obtiveste;

lições que te enobreceram.

Soma as bênçãos que te enriquecem e pensa na aplicação respectiva que se te pede para a elevação do futuro.

Constrói, por dentro do próprio ser, o abrigo de entendimento que solicitas, no qual possas desfrutar segurança e irradiá-la de ti.

Agradece a tarefa que a vida te concedeu.

Trabalha confiando no êxito do bem.

Usa os patrimônios da vida sem desperdiçá-los.

Não retenhas vantagens com evidente prejuízo dos outros.

Se erraste, corrige-te sem precipitação em desespero.

Não admitas o fracasso por perda definitiva e sim por ensinamento necessário ao triunfo.

Aceita os outros como são sem violentar-lhes o modo de ser e sem permitir que te destruam as realizações e os ideais.

Segue o teu próprio caminho, compreendendo e amando sempre.

Assume as responsabilidades com te deves conduzir, sem qualquer intromissão no comportamento alheio.

Participa da existência, ofertando as tuas atividades ao montante do benefício comum.

Não te retardes em sombras de ressentimento ou irritação, contra experiências de que ainda precisas.

Segue adiante, pensando no bem, falando para o bem, agindo no bem e edificando para o bem, sem perder o tesouro das horas.

E suceda o que suceder, estarás em segurança, porque assim reconhecerás que a segurança inviolável em nós é a presença de Deus.



Francisco Cândido Xavier

*Por Emmanuel (do livro Busca e Acharás)


sábado, 14 de março de 2009

Gotas de Luz: "Budismo"




Definição:

O budismo é uma religião e filosofia baseado nos ensinamentos deixados por Buda (Sidarta Gautama, ou “Sakayamuni”,o sábio do clã dos Sákya). Segundo o budismo, esses ensinamentos que revela a verdadeira face da vida e do universo.

Ensinamentos básicos:

As bases da filosofia budista são: evitar todo o mal, fazer o bem e cultivar a própria mente objetivando o fim do sofrimento “samsara” e alcançar o “Nirvana”- estado de consciência suprema, de plena felicidade e liberação; encerrando assim, o retorno à reencarnação.
Todos os seres sencientes estão em um ciclo contínuo de vida, morte e renascimento até alcançarem a iluminação.
Através da prática efetiva de proporcionar compaixão e amor a todos os seres vivos, educar a mente para evitar apegos e eliminar karma negativo é que se alcança a iluminação.

As Quatro Nobres Verdades:

1- A verdade do sofrimento:

Nascimento é sofrimento, doença é sofrimento, morte é sofrimento, tristeza, lamentação, dor, pesar e desespero são sofrimentos. Não ter o que se deseja é sofrimento, separação do que se deseja é sofrimento, união com o que não se deseja é sofrimento. Saudade é sofrimento, ser escravo de um passado já morto e um futuro inexistente é sofrimento. Ser presa fácil de estímulos exteriores de toda ordem é sofrimento. Quando sopram os ventos da sensibilidade nós vamos cegamente a sensualidade, quando sopram os ventos da raiva nós vamos cegamente a violência, quando sopram os ventos da agitação e preocupação nós vamos cegamente em direção a ansiedade e angústia, quando sopram os ventos da dúvida nós vamos cegamente ao ceticismo.

Todo sofrimento, assim como toda a nossa felicidade está na própria mente, pois nenhum inimigo nos poderá fazer tão infelizes quanto nossa mente mal dirigida. Também nenhum parente, seja pai, mãe ou irmão nos tornará tão felizes quanto nossa própria mente bem dirigida.

2- A Verdade da causa do sofrimento:

Qual é a causa do sofrimento? é a ignorância, o desejo, o apego, a cobiça, o ódio, e a ilusão. Mas aonde o desejo e a ignorância surgem? aonde estão suas raízes? Aonde houver coisas deliciosas e agradáveis lá o desejo e ignorância surgem, lá eles têm as suas raízes.

Visão, audição, olfato, paladar, tato e a mente são deliciosos e agradáveis lá o desejo e a ignorância surgem, lá eles fincam raízes. Quando percebemos um objeto pela visão, se o objeto é agradável a pessoa é atraída e se é desagradável a pessoa o repele.
Então, seja qual for a sensação que experimente, se a pessoa o aprova e acha agradável então a sensação condiciona o desejo, e desejando a pessoa se apega ao objeto desejado. Então o desejo condiciona o apego. Quando a pessoa se apega ela irá agir pela palavra ou pelo o corpo para possuir o objeto desejado.

Deste modo, então o apego condiciona a ação, Karma, ou processo de vir a ser. O processo de vir a ser (ou existência) condiciona o nascimento.

Dependendo do nascimento, a decadência e a morte, tristeza e lamentação dor e pesar, ressentimento e desespero.

Assim surge essa imensa massa de sofrimento.

3- Extinção da causa do sofrimento:

O que é a extinção do sofrimento? É a completa erradicação e desaparecimento da ignorância, desejo, apego, cobiça, ódio e ilusão e em conseqüência o abandono e libertação da ilusão do EU e do MEU.

Com a extinção da ignorância o desejo é extinguido.

Pela cessação do desejo cessa-se o apego.

Pela cessação do apego o processo de vir a ser ou as ações (Karma) é extinguido.

Pela cessação de vir a ser ou existência, o nascimento é extinguido.

Pela cessação do nascimento, a decadência e a morte, tristeza e a lamentação, dor pesar, ressentimento e desespero serão extinguidos.

Assim se dá a extinção de toda esta massa de sofrimento.

4- O Caminho que leva a extinção do sofrimento, “o caminho octópulo”:

Os dois extremos e a Senda do meio. Os prazeres sensuais, o comum, o vulgar, o mundano, sem qualquer sentido para o progresso na Senda espiritual. Ou:

A mortificação do corpo que é dolorosa e também sem vantagem qualquer para a vida santa.

Ambos estes extremos, o iluminado evitou e descobriu a Senda Média, a qual propícia qualquer um ver e a compreender, leva à paz, ao discernimento, a iluminação e ao NIBBANA ou NIRVANA.

Caminho octópulo:


1) Palavra Correta
2) Ação Correta
3) Meio de Vida Correto
4) Esforço Correto
5) Plena Atenção Correta
6) Concentração Correta
7) Correta Compreensão
8) Correto Pensamento


As seis perfeições:


1- Caridade. Inclui todas as formas de doar e compartilhar o Dharma.

2- Moralidade. Elimina todas as paixões maléficas através da prática dos preceitos de não matar, não roubar, não ter conduta sexual inadequada, não mentir, não usar tóxicos, não usar palavras ásperas ou caluniosas, não cobiçar, não praticar o ódio nem ter visões incorretas.

3- Paciência. Pratica a abstenção para prevenir o surgimento de raiva por causa de atos cometidos por pessoas ignorantes.

4- Perseverança. Desenvolve esforço vigoroso e persistente na prática do Dharma.

5- Meditação. Reduz a confusão da mente e leva à paz e à felicidade.

6- Sabedoria. Desenvolve o poder de discernir realidade e verdade.


Fontes: Trechos de artigos dos sites Wikypédia e Dharmanet (Mestre Hsing Yün)

sexta-feira, 13 de março de 2009

Pensamentos Nobres

Seleção de pensamentos e citações de Buda e do Dalai Lama:


"Pratiquem a bondade, não criem sofrimento, dirijam a própria mente. Esta é a essência do Budismo" (Buda)

“Aquele que protege sua mente da cobiça, e da ira, desfruta da verdadeira e duradoura paz.” (Sakyamuni)

“Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a melhor saúde mental e a felicidade.” (Dalai Lama)

“Minha doutrina é pura e não faz distinção alguma entre o nobre e o vulgar, o rico e o pobre.” (Buda)

“A essência de toda a vida espiritual é a emoção que existe dentro de você, é a sua atitude para com os outros.” (Dalai Lama)

“O ódio nunca desaparece, enquanto pensamentos de mágoas forem alimentados na mente. Ele desaparece, tão logo esses pensamentos de mágoa forem esquecidos.”
(Sakyamuni)

“Projetistas fazem canais, arqueiros airam flechas, artífices modelam a madeira e o barro, o homem sábio modela-se a si mesmo” (Buda)

“Transformar nosso coração e mente é compreender como funcionam os pensamentos e as emoções.” (Dalai Lama)

“Viver apenas um dia ou ouvir um bom ensinamento é melhor do que viver um século sem conhecer tal ensinamento.” (Sakyamuni)

“Como a abelha, sem causar dano à flor, à sua cor, ao seu perfume se afasta levando o néctar, assim viva o sábio sobre a terra.” (Buda)

“Não devemos seguir uma vida de prazeres ou de puro ascetismo. Devemos nos orientar pelo caminho do meio, evitando esses dois extremos.” (Buda)

“Seja como o sândalo que perfuma o machado que o fere.” (Buda)

“A verdadeira felicidade não vem de um conceito limitado do próprio bem-estar ou das pessoas mais chegadas, mas do desenvolvimento do amor e da compaixão por todos os seres sencientes.” (Dalai Lama)

“Se um homem insensatamente me faz mal, eu lhe pagarei com a proteção do meu desinteressado amor, quanto mais mal vem dele, mais bondade sairá de mim; a fragrância do bem sempre virá para mim...” (Buda)

quinta-feira, 12 de março de 2009

A Música e o Espírito: “Dhiya Ye - Padma Previ”

A linda canção "Dhiya ye", um mantra indiano da cantora Padma Previ, é o elemento principal desse clipe que fiz, inteiramente dedicado ao budismo e a meditação nos quatros cantos do planeta.
O vídeo se completa com imagens do budismo como: templos, cerimônias, celebrações e imagens de Buda nas diversas nações do mundo.

Dica: Para assistir sem interrupção clique no play e em seguida no pause aguardando o vídeo carregar, depois é só clicar no play novamente e deixar passar por inteiro.


quarta-feira, 11 de março de 2009

Destaque: "Contos Zen Budistas"

Em destaque, dois notáveis contos budistas:




O Quebrador de Pedras


Era uma vez um simples quebrador de pedras que estava insatisfeito consigo mesmo e com sua posição na vida.

Um dia ele passou em frente a uma rica casa de um comerciante. Através do portal aberto, ele viu muitos objetos valiosos e luxuosos e importantes figuras que freqüentavam a mansão.

- Quão poderoso é este mercador! - pensou o quebrador de pedras.

Ele ficou muito invejoso disso e desejou que ele pudesse ser como o comerciante.

Para sua grande surpresa ele repentinamente tornou-se o comerciante, usufruindo mais luxos e poder do que ele jamais tinha imaginado, embora fosse invejado e detestado por todos aqueles menos poderosos e ricos do que ele.

Um dia um alto oficial do governo passou à sua frente na rua, carregado em uma liteira de seda, acompanhado por submissos atendentes e escoltado por soldados, que batiam gongos para afastar a plebe. Todos, não importa quão ricos, tinham que se curvar à sua passagem.

- Quão poderoso é este oficial! - ele pensou. - Gostaria de poder ser um alto oficial!

Então ele tornou-se o alto oficial, carregado em sua liteira de seda para qualquer lugar que fosse, temido e odiado pelas pessoas à sua volta. Era um dia de verão quente, e o oficial sentiu-se muito desconfortável na suada liteira de seda. Ele olhou para o Sol. Este fulgia orgulhoso no céu, indiferente pela sua reles presença abaixo.

- Quão poderoso é o Sol! - ele pensou. -Gostaria de ser o Sol!

Então ele tornou-se o Sol. Brilhando ferozmente, lançando seus raios para a terra sobre tudo e todos, crestando os campos, amaldiçoado pelos fazendeiros e trabalhadores. Mas um dia uma gigantesca nuvem negra ficou entre ele e a terra, e seu calor não mais pôde alcançar o chão e tudo sobre ele.

- Quão poderosa é a nuvem de tempestade! - ele pensou - Gostaria de ser uma nuvem!

Então ele tornou-se a nuvem, inundando com chuva campos e vilas, causando temor a todos. Mas repentinamente ele percebeu que estava sendo empurrado para longe com uma força descomunal, e soube que era o vento que fazia isso.

- Quão poderoso é o Vento! - ele pensou. - Gostaria de ser o vento!

Então ele tornou-se o vento de furacão, soprando as telhas dos telhados das casas, desenraizando árvores, temido e odiado por todas as criaturas na terra.

Mas em determinado momento ele encontrou algo que ele não foi capaz de mover nem um milímetro, não importasse o quanto ele soprasse em sua volta, lançando-lhe rajadas de ar. Ele viu que o objeto era uma grande e alta rocha.

- Quão poderosa é a rocha! - ele pensou. - Gostaria de ser uma rocha!

Então ele tornou-se a rocha. Mais poderoso do que qualquer outra coisa na terra, eterno, inamovível. Mas enquanto ele estava lá, orgulhoso pela sua força, ele ouviu o som de um martelo batendo em um cinzel sobre uma dura superfície, e sentiu a si mesmo sendo despedaçado.

- O que poderia ser mais poderoso do que uma rocha?!? - pensou surpreso.

Ele olhou para baixo de si e viu a figura de um quebrador de pedras.





Sem Problema


Um praticante Zen foi à Bankei e fez-lhe esta pergunta, aflito:

- Mestre, Eu tenho um temperamento irascível. Sou às vezes muito agitado e agressivo e acabo criando discussões e ofendendo outras pessoas. Como posso curar isso?

- Tu possuis algo muito estranho. - replicou Bankei. - Deixe ver como é esse comportamento.

- Bem... eu não posso mostrá-lo exatamente agora, mestre. - disse o outro, um pouco confuso.

- E quando tu a mostrarás para mim? - perguntou Bankei.

- Não sei... é que isso sempre surge de forma inesperada. - replicou o estudante.

- Então, - concluiu Bankei, - essa coisa não faz parte de tua natureza verdadeira. Se assim fosse, tu poderias mostrá-la sempre que desejasse. Quando tu nasceste não a tinhas, e teus pais não a passaram para ti. Portanto, saibas que ele não existe.

terça-feira, 10 de março de 2009

Boas Notícias


Seleção de boas notícias divulgadas nos sites entre fevereiro e março de 2009:


Ciência:



Pesquisadores britânicos descobrem a causa do surgimento de cabelos brancos


- Acúmulo de substância nas raízes acaba embranquecendo os fios.
- Descoberta também pode ajudar a entender e tratar vitiligo.

Diferente do que diz a sabedoria popular, o que traz cabelos brancos não é a sabedoria, e sim um acúmulo de substâncias nas raízes dos cabelos. Segundo pesquisadores britânicos, os folículos capilares, onde nascem os cabelos, param de produzir enzimas que quebram o peróxido de hidrogênio, o qual passa a se acumular nas raízes.
A produção e eliminação do peróxido de hidrogênio faz parte da vida celular do corpo humano. O problema é quando o equilíbrio se rompe e o peróxido se acumula. Para documentarem a produção e acúmulo do peróxido, os cientistas utilizaram culturas de células foliculares humanas.
Com o depósito de peróxido de hidrogênio, a produção de melanina, pigmento natural que dá cor aos cabelos, fica prejudicada, tornando-os grisalhos. Como esse é um processo dinâmico, isso explica o que muitas pessoas já sabem: pintar os cabelos é uma arte, já que nem sempre o resultado é o esperado.Essa descoberta abre caminho para a pesquisa de um tratamento mais eficiente do que apenas colorir os cabelos com tintas artificiais.
Outro desdobramento possível dessa pesquisa é entender melhor outra doença de pele, o vitiligo. A bases químicas do vitiligo parecem seguir as mesmas regras dos cabelos grisalhos. Os especialistas acreditam que, a partir desses achados, possam caminhar na direção de uma solução também para esse problema.

Luis Fernando Correia , G1- Globo Notícias
*Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN.


Celular vai detectar doenças pela respiração


Direto do Reino Unido, a empresa Applied Nanodetectors desenvolveu um chip com sensores que detectam gases e podem auxiliar no diagnóstico de doenças. O aparelho que funciona com o sensor foi elaborado pela Nokia, na Finlândia, e já está envolvido parcerias para entrar no mercado japonês. A nova aplicação é capaz de captar, por meio da respiração, níveis de óxido nítrico, gás carbônico e amônia. Tal capacidade seria um grande aliado no combate a asma, diabetes, câncer de pulmão, tipos de intoxicação alimentar, além de poder informar o nível de concentração de álcool.

Companhia da Boa Notícia, 03/03/2009


Descobertas montanhas semelhantes aos Alpes sob a Antártida

Uma equipe de cientistas confirmou que a três quilômetros de profundidade sob a Antártida se encontra uma cordilheira de montanhas tão grande como a dos Alpes. As montanhas foram descobertas há 50 anos por Grigoriy Gamburtsev, um geofísico soviético, mas até então só tinha realizado um pequeno estudo na década de 70 sobre a região. “Sabemos agora que estas montanhas têm um tamanho semelhante aos Alpes”, declarou Fausto Ferraccioli, geofísico que lidera a equipe britânica que participa da expedição e que se mostrou surpresa com esta descoberta. A cordilheira sob o gelo mede 700 quilômetros de comprimento e 250 de largura. Os mapas que estão sendo elaborados pelos pesquisadores ajudarão a responder a algumas dúvidas sobre como se formaram as geleiras.

Companhia da Boa Notícia, 28/02/2009


Consumo de maconha aumenta risco de danos cerebrais

Cientistas do Children's Hospital, na Filadélfia, EUA, liderados pelo Dr. Manzar Ashtari, realizaram estudos de imagem em 14 jovens que tinham histórico de grande consumo de maconha na adolescência e foram submetidos a um tratamento de desintoxicação. Os estudos de neuroimagem, publicados no "Journal of Psychiatric Research", sugerem que o consumo da droga altera o desenvolvimento dos circuitos da substância branca, especialmente as conexões entre as áreas frontal, parietal e temporal do cérebro, que são envolvidas na memória, na atenção, na tomada de decisões e na linguagem.
O estudo chega à conclusão de que o consumo de maconha em adolescentes e adultos jovens aumenta a probabilidade de que existam problemas no desenvolvimento cerebral.

Companhia da Boa Notícia, 03/03/2009


Rio subterrâneo de Roma pode gerar energia geotérmica


Cientistas italianos descobriram um rio subterrâneo que corre por baixo de Roma, com maior extensão do que a do Tibre, e que pode servir para produzir energia geotérmica, já que sua temperatura média é de 20ºC. A equipe do italiano Franco Barberi reconstruiu o curso do rio graças à prospecção de mais de 200 poços ao longo da capital italiana. Segundo ele, o Tibre esconde, sob seu leito, um enorme rio subterrâneo, completamente separado, que pode ser utilizado como fonte de energia geotérmica para aquecer e esfriar grande parte das casas da capital, com uma notável economia de combustível e redução da poluição. A equipe espera agora que empresas entrem em contato com eles para desenhar "protótipos" para a instalação de bombas que extraiam o líquido do rio.

Companhia da Boa Notícia, 13/02/2009


Solidariedade:



Programa capacita pessoas com deficiência para trabalhar em bancos

A Prefeitura de São Paulo, criou o programa que prevê a participação de 529 pessoas com deficiência. Os selecionados serão contratados por dez bancos que participam da iniciativa. O projeto piloto prevê que os participantes se dividirão entre o aprimoramento educacional e o supletivo do segundo grau. Estes selecionados, que iniciam seus cursos agora, já serão contratados por dez bancos que participam da iniciativa, na função de auxiliar bancário.

Companhia da Boa Notícia, 18/02/2009


Meio-Ambiente:

O sol pode purificar a água


Cientistas irlandeses estão pesquisando um método para desinfetar água por meio da luz do sol, usando nanotecnologia. Pesquisadores da Escola de Engenharia da Universidade de Ulster, na Irlanda do Norte, querem criar um equipamento de baixo custo que utilize a energia solar para purificar a água em regiões carentes. Hoje já é possível desinfetar a água com um método bastante simples: depositar água em garrafas PET, que são colocadas sob o sol por um período de cerca de 6 horas, normalmente sobre os telhados das casas, antes do consumo. Estudos mostraram, por exemplo, que crianças com menos de 6 anos que utilizaram água submetida à desinfecção solar tiveram sete vezes menos probabilidade de contrair cólera.


Companhia da Boa Notícia, 03/03/2009

segunda-feira, 9 de março de 2009



Ouvir a mensagem


Três Atitudes


Você se considera uma pessoa egoísta, orgulhosa, ou é alguém que sempre busca praticar o bem?

Talvez a resposta para essa pergunta não seja tão fácil assim, por isso vamos fazer uma análise dessas três atitudes considerando alguns quadros e circunstâncias da vida diária:

Na sociedade:

O egoísmo faz o que quer.

O orgulho faz como quer.

O bem faz o que pode, acima das próprias obrigações.

No trabalho:

O egoísmo explora o que acha.

O orgulho oprime o que vê.

O bem produz incessantemente.

Na equipe:

O egoísmo atrai para si.

O orgulho pensa em si.

O bem serve a todos.

Na amizade:

O egoísmo utiliza as situações.

O orgulho clama por privilégios.

O bem renuncia ao próprio bem.

Na fé:

O egoísmo aparenta.

O orgulho reclama.

O bem ouve.

Na responsabilidade:

O egoísmo foge.

O orgulho tiraniza.

O bem colabora.

Na dor alheia:

O egoísmo esquece.

O orgulho condena.

O bem ampara.

No estudo:

O egoísmo finge que sabe.

O orgulho não busca saber.

O bem aprende sempre, para realizar o melhor.

Considerando essas três atitudes, você poderá avaliar qual é a que mais se destaca nas suas ações diárias.

Fazendo essa análise você poderá responder se é uma pessoa egoísta, orgulhosa ou que age de acordo com o bem.

Com a avaliação em mãos, considere o seguinte:

O egoísmo e o orgulho são dois corredores sombrios que conduzem ao vício, à delinqüência, à desgraça.

O bem é ampla e iluminada avenida que nos leva à conquista das virtudes sublimes e à felicidade suprema que tanto desejamos.

Mas para isso não basta apenas admirar o bem ou divulgá-lo; é preciso, acima de tudo, praticá-lo com todas as forças da alma.

E a decisão entre uma atitude e outra, cabe exclusivamente a cada um de nós.

***

Não esqueça de que o bem que se faz é o único trabalho que faz bem, e esse serviço em favor dos outros é a caridade única em favor de nós mesmos.

O bem é a alavanca capaz de libertar o homem dos vícios e elevá-lo aos altos planos da harmonia consigo mesmo e com o mundo que o rodeia.

Assim, a prática do bem é e sempre será nossa melhor atitude.

(Redação do Momento Espírita baseada na mensagem Três Atitudes, do livro Seara dos Médiuns, ed. FEB)

domingo, 8 de março de 2009

Especial: Dia Internacional da Mulher

A discriminação da mulher nos diversos setores é um fato que sempre existiu e vem desde a antiguidade. Somente na virada do século XX, durante o processo de industrialização e expansão econômica as mulheres começaram a buscar o seu merecido espaço na sociedade até então dominada pelos homens.

No dia 8 de março de 1857, em Nova Iorque, as mulheres funcionárias de indústrias têxteis e de vestuários fizeram uma manifestação de protesto sobre salários reduzidos e más condições de trabalho, a partir daí diversos outros acontecimentos foram evidenciando a necessidade de uma mudança de atitude em relação ao papel feminino na sociedade. Mesmo hoje em dia, ainda existem tabus a serem vencidos e em algumas nações, devido a fatores como o desenvolvimento social e econômico e os de ordem religiosa, essa discriminação ainda existe.

Somente em 1975, no Ano Internacional da Mulher, a ONU (Organização das Nações Unidas), começou a patrocinar o Dia Internacional da Mulher.

Hoje, nesse dia, parabenizo a todas as mulheres, especialmente pela conquista de seus direitos na sociedade e dedico esse texto abaixo, que pesquisei na net sobre o papel das mulheres na religião budista, espaço que também foi conquistado com mérito.


Parabéns e Felicidades a todas as mulheres,
Carlos Pereira






A Mulher no Budismo


Ananda um grande discípulo de Sidarta Gautama ( o Buda ) certa vez interrogou-o como deveria comportar-se em relação às mulheres. O dialogo entre Sidarta e Ananda, constante no Mahaparinibbana Sutta, teria sido o seguinte :

Venerável senhor, como devemos nos comportar em relação às mulheres?” “Não olhem para elas, Ananda.” “Mas se olharmos, como devemos nos comportar, venerável senhor?” “Não falem com elas, Ananda.” “Mas se elas falarem conosco, como devemos nos comportar?” “Pratiquem a atenção plena, Ananda.” ( Mahaparinibbana Sutta, quinta recitação em 5.9. )

No caso Sidarta em síntese dizia que se uma mulher desejasse realmente o caminho da redenção isto só seria possível se viesse a renascer homem já que tanto a experiência da maternidade seria limitadora para haver um verdadeiro desprendimento espiritual necessário para atingir o Nirvana quanto também a mulher que abdicasse de seu papel de mãe renegaria aquilo que é seu karma e por via de efeito trilharia um caminho que a levaria para longe da Iluminação .

Todavia, não pense que qualquer homem está pronto para atingir a Iluminação já que o entendimento de Sidarta era que seus ensinamentos estavam fora do alcance da compreensão da grande maioria : ´´ A minha doutrina é profunda , difícil , árdua , para ser compreendida : sublime e digna de somente ser conhecida pelo sábio ´´

Deste modo muito embora Sidarta fosse totalmente acessível a toda e qualquer pessoa aos quais dirigia seus ensinamentos de maneira indistinta o fato é que ele considerava (com grande razão) quem nem todos estavam preparados para assimilar o que tinha a dizer.

Em verdade não só no budismo mas sim em qualquer religião a doutrina é vivenciada em sua plenitude por bem poucos e menos ainda entre os fiéis são os que entendem na integralidade digamos ´teológica´ o teor real dos ensinamentos em cada credo religioso.

Nesta perspectiva, digo sem receio que a meu ver a maioria esmagadora cultiva em relação a sua própria religião uma visão tanto equivocada quanto oportunista na interpretação, isto é, pegam no corpo da doutrina e ritos de sua religião aquilo que lhes é mais ´conveniente´ para seguir e deixam de lado tudo mais que figure como ´obstáculo ´. É uma realidade mais que óbvia só que Sidarta foi um dos poucos fundadores de uma religião que teve a intuição em perceber isto.

De toda maneira em relação às mulheres dá para sentir que Sidarta teve sim uma certa atitude discriminatória, muito embora aleguem que ele apenas reconhecia ( ou refletia ? ) os preconceitos da sociedade em que vivia onde as mulheres não só não podiam participar de qualquer comunidade espiritual como tinham que ficarem submetidas a uma autoridade masculina ( estamos falando no caso da Índia do século VI / V a.C )

Fato é que este tema foi objeto de muitos debates entre Ananda e Buda, onde situou como essencial a figura Mahaprajapati Guatama ( tia e mãe de criação de Buda ) que terminou sendo historicamente a primeira monja budista. ( outros alegam o inverso que Mahaprajapati convenceu Ananda para interceder em favor da entrada de mulheres em monastérios )

Sidarta ao final concordou só que os monastérios budistas de base feminina eram orientados por 08 regras especiais de conduta que perfaziam num total de 311 regras gerais ( os monges, por exemplo, seguiam 227 regras ) onde fazia-se presente entre tantas coisas a necessidade maior que as monjas estivessem subordinadas a uma comunidade de clero masculino ao qual ficariam submetidas e dependentes. ( o que vigora até hoje )


Artigo: http://www.buddhachannel.tv/portail/spip.php?article4112

sábado, 7 de março de 2009

Especial: A Ciência Espírita nas Religiões – “Budismo”

Encontrei no Youtube esses dois vídeos que apresentam a mediunidade, vida após a morte e reencarnação sendo abordados nos trechos desses documentários do Discovery Channel e History, tudo isso é claro, dentro dos preceitos budistas. São fatos que certificam do quanto o advento da doutrina espírita veio contribuir como ciência, com o estudo e a elucidação desses fenômenos, que por fazerem parte da vida estão presentes nas diversas religiões.

Dica: Para assistir sem interrupção clique no play e em seguida no pause aguardando o vídeo carregar, depois é só clicar no play novamente e deixar passar por inteiro.







sexta-feira, 6 de março de 2009

Dicas do Manancial

Reservei para este mês três indicações que são para mim jóias espirituais e que dizem respeito ao nosso reverenciado “Buda”:





LIVRO: BUDA, A HISTÓRIA DE UM ILUMINADO
AUTOR: DEEPAK CHOPRA

Não poderia deixar de ser. Mais uma vez estou indicando esse excelente livro a respeito da vida de Sidarta Gautama, o Buda.
Deepak Chopra, com muita maestria divide a vida do iluminado em três etapas: “Sidarta, o príncipe” narrando toda a sua infância como príncipe até a sua fuga do palácio para viver como asceta na floresta; “Gautama, o monge” toda fase de descobertas até a iluminação para por fim transformar-se em “Buda, o compassivo”, última parte do livro concluindo a sua saga.
Uma leitura imperdível.







MÚSICA: NAMO AMITUOFO

Amituofo é o nome de “Amitabha”, que quer dizer Buddha em chinês. Indicado especialmente para quem gosta, esse excelente mantra budista chinês é capaz de elevar a nossa mente e esvaziar os nossos pensamentos desregrados. Indicado para meditação.


Ouça ele aqui na íntegra:






FILME: O PEQUENO BUDA (LITTLE BUDDHA)
DIRETOR: BERNARDO BERTOLUCCI

Assisti a esse filme há muito tempo, quando foi lançado em videocassete e estou à procura de alguma locadora que tenha ele em DVD para revê-lo.
Nele Bernardo Bertolucci faz um paralelo entre a cultura ocidental e a oriental, quando nos mostra a saga de dois monges budistas tibetanos que partem para Seattle, (Estados Unidos), a procura do garoto Jesse por acreditarem ser ele a reencarnação do Lama Dorge, um lendário monge budista.
Lá chegando, tentam convencer aos pais do garoto a o levarem para o Butão, a fim de comprovarem as suas suposições. Inicialmente seu pai, o arquiteto Dean se recusa, mas depois que o seu sócio se suicida ele se convence e viaja junto com seu filho Jesse e os monges em busca da verdade.
A partir daí acompanhamos no filme a história de Sidarta Gautama (Keanu Reeves), sendo contada por um dos monges ao garoto Jesse.
Maravilhoso!, não deixe de assistir.

O DVD pode ser encontrado para compra em sites especializados.

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